Eu denuncio tal fatalismo, nem somos determinados nem somos determinantes, o vir a ser é interativo e um reflexo precioso da realidade divina.
Homem, disse o outro, o que ensina é loucura e perdição. Continuará buscando sem alcançar iluminação. Não entrará no banquete nem se servirá na mesa, somente aumentará suas cãs e o esquecimento do seu nome.
Ora, digo eu, nem as montanhas são estáticas e somos nós os descendentes dos deuses. Nem iguais, nem diferentes, somos eternos porque perecemos.
Digo mais: sejamos gênios ou demônios, crentes fervorosos ou ateus renitentes, somos igualmente obra divina e manifestamos espectros diferentes da mesma luz.
Afirmo também: não houve quem conquistasse santidade sem ter adquirido loucura diante da mediocridade. Nem há busca do que sobra, nem há redenção de quem garimpa.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





Nenhum comentário:
Postar um comentário