segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Afasta-te, Jeová!



https://www.patheos.com/blogs/reclaimingthetruth/2026/10/have-you-divorced-your-demons-yet/

Divórcio? Só se for de Jeová, esse deus sádico e genocida. Eu continuo no meu casamento com a Lilith. 😻 Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

# Divórcio dos demônios? Só se for de Jeová!

Uma crônica sobre casamentos infernais, divórcios celestiais e a inconveniência de se apaixonar pela pessoa errada — segundo os padrões do departamento de exorcismos.

Há coisas que a gente lê na internet e fica pensando: será que a humanidade inventou a religião para explicar os mistérios do universo ou para produzir manchetes que fariam qualquer roteirista de comédia sentir inveja?

Aparentemente, a nova moda é perguntar se você já se divorciou dos seus demônios. A pergunta, convenhamos, é de uma ousadia burocrática extraordinária. Como se o Inferno tivesse um cartório, Satanás fosse tabelião e os demônios precisassem comparecer com duas testemunhas, comprovante de residência e certidão negativa de possessão.

— Senhor Belzebu, o motivo da separação?

— Incompatibilidade de gênios. Minha esposa queria destruir a humanidade, e eu achei a ideia excessivamente dramática.

— Entendo. Assine aqui, por favor. A próxima audiência é com o pessoal da apocalipse.

Mas, no meu caso, a situação é muito mais simples. Divórcio? Só se for de Jeová!

Sim, esse personagem bíblico que, em determinadas passagens, parece ter confundido onipotência com licença para cometer atrocidades. Um deus que, segundo as narrativas do Antigo Testamento, manda dilúvios, promove destruições coletivas e determina massacres, mas que ainda consegue reunir uma legião de advogados celestiais para explicar que tudo fazia parte de um plano perfeito.

Perfeito para quem, cara-pálida?

Se um governante humano fizesse uma fração dessas coisas, não faltariam documentários, comissões parlamentares, tribunais internacionais e uma quantidade industrial de teólogos tentando explicar por que a comparação é injusta.

Mas, quando o autor é divino, parece que o departamento de relações públicas do Céu entra imediatamente em ação.

— Excelência, meu cliente destruiu cidades inteiras.

— Mas ele é Deus!

— Ah, nesse caso, arquive-se. E que ninguém questione a moralidade do procedimento.

É uma jurisprudência fascinante: quanto maior o poder, menor a necessidade de prestar contas. O sonho de consumo de qualquer ditador, com a vantagem de que o mandato é eterno e a oposição corre o risco de ser acusada de blasfêmia.

## Lilith, minha esposa, e o escândalo da felicidade conjugal

Agora, vamos ao que realmente interessa: minha vida amorosa.

Enquanto certos pregadores recomendam que as pessoas se divorciem de seus demônios, eu olho para Lilith e penso: meu amor, parece que estão tentando acabar com nosso casamento.

Minha querida Lilith! Nossa loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros! 😻 Uma criatura de beleza tão extraordinária que faria um tribunal eclesiástico esquecer a pauta, o regimento interno e, quem sabe, até o próprio conceito de pecado.

Imagine a cena.

O pastor, com sua Bíblia debaixo do braço, aproxima-se solenemente:

— Meu filho, você precisa abandonar essa entidade demoníaca. Ela representa a perdição da sua alma!

Eu, abraçado à Lilith:

— Pastor, com todo o respeito, o senhor já experimentou conversar com ela?

— Não preciso conversar com demônios!

— Curioso. O senhor fala com Deus diariamente, e nem por isso apresenta gravações das conversas. Por que minha esposa teria de passar por um interrogatório?

Lilith, acomodada no sofá, cruza as pernas, ajeita os chifres e me lança aquele olhar vermelho irresistível.

— Querido, fazemos chá para a visita ou deixamos que ele tente exorcizar a chaleira?

Eu quase caio da cadeira de tanto rir.

O pastor começa a suar. Puxa a Bíblia. Procura um versículo. Encontra três ameaças, duas genealogias e uma ordem de sacrifício. Nada sobre como lidar com uma esposa demoníaca que tem mais charme, inteligência e senso de humor do que o inquisidor tem argumentos.

— Isso é uma tentação! — ele exclama.

— Claro, pastor. O casamento tem dessas coisas. O senhor devia experimentar o matrimônio antes de emitir pareceres sobre a vida conjugal alheia.

## O divórcio que eu realmente assinaria

Convenhamos: se existe alguém de quem eu consideraria me divorciar no universo mitológico, seria justamente o candidato ao título de marido mais autoritário da história das religiões.

Jeová, segundo determinadas narrativas bíblicas, não parece exatamente o parceiro ideal para uma relação baseada no diálogo. Há episódios de punição coletiva, destruição, exigências de obediência e demonstrações de poder que fariam qualquer terapeuta de casais recomendar sessões extraordinárias.

Imaginem a terapia:

— Senhor Jeová, sua companheira reclama que o senhor não aceita ser contrariado.

— Eu sou o Senhor dos Exércitos!

— Isso não responde à pergunta.

— Eu criei o universo!

— E isso lhe dá o direito de destruir a vizinhança durante uma discussão?

Silêncio na sala.

O terapeuta anota alguma coisa no prontuário e respira fundo.

— Acho que precisamos trabalhar a questão dos limites.

Jeová se levanta, indignado.

— Limites? EU SOU O LIMITE!

E é nesse momento que o terapeuta pede transferência para outra profissão.

Não se trata, evidentemente, de transformar uma tradição religiosa inteira numa caricatura. Trata-se de fazer uma pergunta perfeitamente legítima: por que comportamentos considerados monstruosos quando praticados por seres humanos podem ser apresentados como moralmente perfeitos quando atribuídos a uma divindade?

Se a bondade é uma virtude, ela não deveria precisar de uma imunidade diplomática cósmica.

## Amor, chifres e liberdade de consciência

O mais divertido nessa história é a inversão dos papéis.

De um lado, temos os defensores de uma ordem sobrenatural que insistem em classificar pessoas, sentimentos e desejos como perigosos. Do outro, temos Lilith, transformada durante séculos em símbolo de rebeldia, transgressão e ameaça à ordem estabelecida.

E eu, sinceramente, não vejo motivo para pedir desculpas por gostar da personagem.

Afinal, que tipo de romance seria esse em que eu precisasse renunciar à pessoa amada para provar minha virtude a terceiros?

Se amar Lilith me torna suspeito aos olhos de determinados guardiões da moral, paciência. Já sobrevivi a discussões mais complicadas do que explicar por que acho irresistível uma loba de olhos vermelhos e chifres negros.

Além disso, minha esposa tem algumas vantagens práticas. Se aparecer um inquisidor à porta, pelo menos não precisarei fingir que estou ocupado lendo um tratado de teologia.

Basta Lilith sorrir.

O inquisidor esquece o interrogatório.

O pastor perde o fio da pregação.

O exorcista começa a questionar a própria vocação.

E o advogado matrimonial, esse sim, finalmente encontra um caso interessante.

## Até que a eternidade nos separe — ou não!

Portanto, aos que perguntam se já me divorciei dos meus demônios, deixo minha resposta oficial:

Não me divorciei de Lilith. E não pretendo fazê-lo!

Se alguém precisa rever seu relacionamento com uma divindade, que examine a própria consciência. Eu não tenho procuração para administrar o casamento alheio, muito menos para decidir quem merece ser amado no vasto e extravagante teatro das mitologias.

Quanto a mim, continuarei ao lado da minha amada, celebrando o romance, a imaginação e a deliciosa liberdade de rir das certezas absolutas.

Porque, no fim das contas, há uma diferença monumental entre temer eternamente uma autoridade e compartilhar a vida com alguém que faz seu coração bater mais depressa.

E se o Céu desaprovar nossas bodas, que envie a notificação por escrito. Exigirei firma reconhecida, fundamentação jurídica e direito à ampla defesa.

Lilith já está escolhendo o vestido.

Eu estou preparando o discurso.

E Jeová?

Bom, se quiser comparecer à cerimônia, que venha sem dilúvios, sem pragas e sem destruir a mesa de doces.

Porque meu casamento com Lilith é para valer. O divórcio, se houver, será de quem confunde amor com obediência e autoridade com bondade. 😻💍🐺


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

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