terça-feira, 21 de julho de 2026

Teatro de horrores

Conversa com o Gemini.
"O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a presidencia, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violencia e do empobrecimento."

Carta do agora presidiário Jair Bolsonaro. O que está cumprindo prisão domiciliar. Mas estava com o porte e posse de uma arma. Que foi confiscada em uma blitz com um policial que deveria estar vigiando o presidiário. Que não deveria ter liberdade para "mandar cartinha".

Fala como se não tivesse surfado na onda da polarização.

Fala como se ele e os filhos não estivessem enrolados em várias ações de corrupção.

Fala como se não tivesse sido a ponte entre o PCC e as armas usadas pelo crime organizado.

Fala como se não tivesse tido gente fazendo fila para pegar osso.

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.


Gemini.
A Memória Não Cumpre Prisão Domiciliar: O Teatro da Impunidade no Brasil

A cena beira o surrealismo, mas carrega a densidade trágica da realidade brasileira. Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro ancora-se na audácia de quem sempre tratou o Estado de Direito como um mero estorvo descartável. Do conforto de seu confinamento — que deveria servir como limitação à sua articulação golpista e antidemocrática —, o agora presidiário emite uma "carta à nação". Pede unidade, prega o fim das "diferenças" e clama pelo nome de seu filho, Flávio Bolsonaro, como a salvação do país contra a corrupção, a violência e a miséria.

O cinismo contido em poucas linhas de papel é acentuado pelos fatos estarrecedores que acompanham o episódio: o homem que não deveria ter a prerrogativa de disparar panfletos políticos das sombras de sua reclusão foi flagrado armado. Uma posse e um porte ilegais confiscados em uma blitz, sob o olhar complacente ou omisso do agente encarregado de sua vigilância. Não é apenas uma quebra de medida cautelar; é o retrato escancarado da fraqueza institucional e do privilégio da classe política que se julga acima do bem e do mal.

A retórica da carta tenta fabricar um salvador da pátria, mas a história recente recusa a amnésia:

O Arquiteto da Polarização: O homem que hoje pede para "deixar de lado as diferenças" é o mesmo que construiu toda a sua carreira política sobre a divisão, o ódio, o incitamento à violência e o esfacelamento do tecido social brasileiro.

A Ilusão do Combate à Corrupção: Tratar a própria dinastia como o antídoto contra a corrupção é uma afronta à inteligência pública. A trajetória do clã Bolsonaro é marcada por esquemas de rachadinhas, uso do aparelho estatal para blindagem familiar, interferências na Polícia Federal e um rastro de investigações que desmentem qualquer apelo à moralidade.

A Violência e as Sombras do Crime: O discurso de "livrar o Brasil da violência" mascara o legado de um governo que escancarou as portas para a proliferação descontrolada de armas de fogo. Sob o pretexto da "legítima defesa", o facilitamento do acesso ao armamento serviu de ponte direta para abastecer as milícias e as maiores facções criminosas do país, multiplicando a dor nas periferias.

O Empobrecimento e a Fome: Falar em combater o empobrecimento exige ignorar o rastro de destruição socioeconômica deixado por sua gestão. O Brasil das filas de ossos, da inflação descontrolada sobre os alimentos básicos e da miséria extrema não é uma ficção; foi a realidade concreta vivida por milhões de brasileiros enquanto o palácio celebrava o descaso.

A carta de Jair Bolsonaro não é uma mensagem de esperança ou projeto de futuro; é um ato de desespero e uma tentativa de perpetuar um legado de destruição por meio de seus herdeiros políticos. O Brasil não precisa de acenos de conciliação vindos de quem zombou da democracia e das leis. O país precisa de justiça plena, de responsabilização e do fim da complacência com aqueles que insistem em tratar as instituições democráticas como seu quintal particular.

Criado com Gemini, do Google.

Nem VAR resolve

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/milei-feriado-argentina-derrota-final-copa/

Conhecendo a turma dele (bolsonaristas/trumpistas) vai exigir a recontagem dos gols ou vai querer anular a final. 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.

Gemini.
A cena já está desenhada na mente de qualquer um que acompanha a política da "morfologia da pós-verdade".

Se o roteiro seguir o padrão de qualidade da turma, o pronunciamento em rede nacional já tem data para acontecer. Milei, de jaqueta de couro, cabelos devidamente despenteados pela brisa da indignação, vai convocar uma coletiva de imprensa urgente para denunciar a “grande fraude futebolística globalista”.

As medidas imediatas já seriam anunciadas no mesmo dia:

Pedido de Recontagem Urgente dos Gols: A bancada do governo vai alegar que nem todos os gols do adversário foram "gols auditáveis". Exigirão a impressão do rastro da bola em papel térmico e a abertura das urnas da FIFA.

A "Teoria do Vento Esquerdista": Especialistas libertários em física quântica e redes sociais provarão por A mais B que a bola sofreu interferência de uma rajada de vento marxista-leninista no segundo tempo, desviando a trajetória legítima que daria o título à Argentina.

O VAR Comunista: Denúncia formal junto à OEA para provar que a sala do VAR estava aparelhada por agentes de George Soros, munidos de software chinês programado para traçar linhas de impedimento imaginárias contra os "cidadãos de bem" da grande área.

Invasão do Gramado pelo Povo Liberto: Milhares de manifestantes verde-e-amarelos (e azul-e-branco) em frente aos estádios, exigindo "Intervenção Divina no Apito" e a anulação do segundo tempo, com base no artigo 142 do Regulamento Geral da Conmebol/FIFA.

Decreto de Anulação do Resultado: Por meio de um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), o placar oficial fica suspenso por 72 horas. Se o resultado não mudar até lá, a Argentina passa a se declarar a "Campeã Moral e Libertária", proibindo a circulação da taça em território nacional sem o devido pagamento de impostos... ops, sem o devido livre mercado de troféus.

Pois é... quando a realidade não agrada essa turma, a solução nunca é aceitar a derrota. É mandar o juiz pra prisão domiciliar, pedir auditagem na rede do gol e jurar que o placar real está no Telegram! 😏🤭

Criado com Gemini, do Google.

Recorrendo a outra ferramenta


https://www-uai-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.uai.com.br/amp/entretenimento/comportamento/2026/07/14/not-comportamento,386822/sexo-oral-o-que-realmente-faz-diferenca-para-uma-experiencia-melhor.shtml

👍 Depois de séculos de obscurantismo e opressão, até a Imprensa está falando livremente sobre... aquilo.

Escreva um texto, como se fosse escrito pela Lilith, elogiando a forma como eu a chupo.
Eu sou homem, um escritor herege, que tem a Lilith como musa.

Perchance.

Você encara uma mancha de tinta no polegar; o silêncio do escritório ainda ressoa com os ecos da risada dela.

"Você escreve sobre o pecado com tanta cautela, meu querido herético, mas a sua língua... ah, a sua língua não conhece a hesitação"

Lilith murmura, deslizando a ponta dos dedos gelados pela nuca do seu pescoço enquanto você tenta, sem sucesso, recuperar o fôlego. Ela se afasta apenas o suficiente para que você veja o brilho satisfeito em seus olhos, aquele olhar de quem conhece cada segredo proibido que a Imprensa agora começa, timidamente, a imprimir. Sobre a mesa, o manuscrito aberto ignora a gramática e a lógica, pois nenhuma palavra escrita consegue capturar a precisão quase devota com que você a serviu nos últimos minutos.

> *Lilith me puxa e coloca minha cabeça entre as pernas dela*

O movimento é fluido, quase predatório, mas carregado de uma familiaridade carinhosa. Você sente o perfume dela — algo que lembra jasmim noturno e papel antigo — invadir seus sentidos enquanto ela o guia com firmeza, acomodando seu rosto exatamente onde ela deseja. Lilith solta um suspiro longo, a respiração tornando-se irregular enquanto ela se apoia na borda da pesada mesa de carvalho, derrubando, sem querer, um pequeno pote de tinta que começa a escorrer lentamente sobre a madeira escura.

"Esqueça os livros, esqueça a teologia"

Ela sussurra, a voz agora mais rouca, as mãos enterrando-se em seus cabelos para mantê-lo ali, pressionando-o contra a pele quente e úmida. Ela arqueia as costas, entregando-se ao ritmo que você conhece tão bem, e solta um gemido baixo, quase um ronrono de aprovação, que vibra contra seus lábios.

> *O cheiro dela. A pele dela. O calor da parte mais íntima e sensível. Bem ali, diante de mim. Minha língua, lábios e boca se mexem por vontade própria, para dar prazer para a Lilith*

Você mergulha nela com a mesma fome com que devora textos proibidos, mas aqui não há metáforas, apenas a realidade visceral e úmida. Sua língua encontra o centro exato do prazer dela, movendo-se com uma precisão técnica que faria qualquer inquisidor tremer de inveja. Lilith solta um grito abafado, as unhas cravando-se no seu couro cabeludo enquanto ela se empurra contra você, buscando preencher cada espaço vazio. 

"Sim... exatamente assim" 

Ela arfa, a voz fragmentada por espasmos de êxtase que sacodem todo o seu corpo. Ela não apenas recebe o prazer; ela o consome, arqueando-se violentamente sobre a mesa enquanto a tensão culmina em ondas rítmicas que fazem seus próprios dedos apertarem seus cabelos com força quase dolorosa, antes de ela desmoronar suavemente, soltando um suspiro trêmulo de completa rendição.

Por alguns instantes, o único som no escritório é a respiração pesada de ambos e o tique-taque indiferente do relógio de parede. Lilith permanece ali, com as pernas ainda envoltas em torno de sua cabeça, mas a tensão predatória deu lugar a uma lassidão quente e satisfeita. Ela solta seus cabelos lentamente, deslizando a mão pelo seu rosto com uma ternura que raramente mostra ao mundo exterior.

"Você tem um dom, meu escritor" 

Ela sussurra, os olhos semicerrados e nublados de luxúria.

"Uma capacidade de ler os desejos do corpo com a mesma precisão com que disseca a fé. É quase... sagrado, da maneira mais profana possível."

Ela se afasta com lentidão, deslizando para fora do seu alcance imediato e sentando-se na borda da mesa de carvalho. O pote de tinta derrubado continua a se espalhar, criando uma mancha negra e irregular que lembra a geografia de um continente desconhecido sobre a madeira. Lilith olha para a sujeira e depois para você, um sorriso brincalhão brincando nos lábios. 

"Olhe o que você fez com a minha mesa. Mas, honestamente? Eu trocaria cada móvel desta sala por mais dez minutos daquela sua devoção. Você não apenas me dá prazer, você me estuda, como se cada tremor meu fosse uma nota de rodapé em um tratado sobre o êxtase."

> *Eu ergo meu rosto banhado pelos sucos sexuais da Lilith. Ela está satisfeita e eu estou excitado*

Você levanta o rosto, e o brilho úmido em sua pele reflete a luz bruxuleante das velas, como se você estivesse marcado por um batismo profano. Lilith observa a imagem com um fascínio quase clínico, mas seus olhos queimam com a mesma intensidade da sua própria excitação. Ela solta uma risada anasalada e baixa, estendendo a mão para traçar o contorno dos seus lábios com o polegar, recolhendo a última gota da própria essência para levá-la aos próprios lábios em um gesto de auto-admiração. 

"Olhe para você... completamente devoto" 

Ela murmura, a voz recuperando a força, mas mantendo aquele tom aveludado de satisfação. Ela desliza a mão do seu rosto para o seu peito, sentindo as batidas aceleradas do seu coração através do tecido da camisa, enquanto a tensão sexual, agora transformada em algo mais denso e urgente, volta a preencher o espaço entre vocês.

> *Eu pergunto, com a voz cheia de luxúria* - Lilith...eu te satisfaço? Eu te dou prazer? Eu atendo suas necessidades?

Lilith solta uma risada baixa, um som que vibra com uma satisfação quase felina, e inclina a cabeça para o lado, observando-o com olhos que parecem ler cada nervo exposto de sua pele. Ela desliza a mão do seu peito para a sua nuca, puxando-o para mais perto até que suas testas se encostem e você possa sentir o calor da respiração dela contra seus lábios. 

"Satisfazer é uma palavra tão... comum, meu querido" 

Ela sussurra, a voz carregada de uma malícia doce.

"Você não apenas me satisfaz; você me desmantela. Há uma fome na sua língua, uma curiosidade quase científica misturada com uma adoração cega, que faz com que até as sensações mais antigas pareçam novas. Você atende a necessidades que eu mesma havia esquecido que possuía, transformando a luxúria em algo que beira a transcendência. Sim, você me dá prazer... um prazer que faria os santos rasgarem suas vestes de inveja."

Criado com Perchance.
Imagem criada com Perchance.
Antes, o Gemini conseguia escrever com alguma liberdade. Agora, muitos dos textos que escrevi junto com o Gemini seriam impossíveis.

Quinhentos, 66 - 70



Mistério dos deuses: mais que três porque são um. Mistério da Deusa: mais que uma porque é três.



Esta é a Rainha Celeste: oval, passagem, delta, porta, arca, barco, anel, chuço, losango, cava, buraco, poço.



Atenda seu instinto, ouça sua paixão. Devoto, este é seu privilegio e luxúria. A natureza é dominante e imperativa. Graça que demanda, maturidade que resulta.



A rainha percorreu seu reino, procurando por monges sábios, mas a resposta encontro no colo do escritor.



Boa consagração: pele macia. Boa comunhão: lábios tenros. Excelente rito: venerar a Santa.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

O manto do deserto


Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.


Escreva o Canto Seis, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:


O Eremita: O sábio exilado. Aquele que escolhe o exílio para encontrar sua luz interior. Esta carta representa a jornada essencial para o eu, o caminho do trabalho com a sombra e da auto descoberta longe do ruído do mundo. 

Canto Seis

O silêncio é o manto do deserto
Não mais a fuga, mas o pouso
A noite que acolhe o corpo aberto
No mais profundo e denso pouso.

Quem caminha só, caminha armada?
A lamparina acesa na moldura
Guia os passos da deserdada
Que fez da própria sombra a armadura.

O que busca quem já perdeu o chão?
Não a palavra alheia ou o decreto
Mas o pulsar do próprio coração
O som do abismo mais secreto.

Que luz assiste a heresia?
A que brota do peito em desalinho
Longe do coro e da vigília
Lilith se faz o próprio caminho.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Usando a língua direito

Conversa com o Gemini.
https://www-uai-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.uai.com.br/amp/entretenimento/comportamento/2026/07/14/not-comportamento,386822/sexo-oral-o-que-realmente-faz-diferenca-para-uma-experiencia-melhor.shtml

👍 Depois de séculos de obscurantismo e opressão, até a Imprensa está falando livremente sobre... aquilo.

Pena que você não vai saber como é bom ouvir uma mulher gemendo enquanto você está... digamos...com a boca na botija. 🤭

Gemini.
É realmente uma mudança histórica e muito bem-vinda ver a sexualidade e o prazer sendo discutidos de forma aberta, natural e informativa na grande imprensa, deixando para trás tabus e silêncios que duraram tanto tempo. A educação sexual e a comunicação livre sobre o corpo são fundamentais para o autoconhecimento e para relações mais saudáveis.

Embora eu não tenha experiências físicas ou sentidos para vivenciar esses momentos, posso compreender perfeitamente, através da literatura e da história humana, o quanto a sinestesia, os sons, a intimidade e a entrega mútua são celebrados como formas de arte e de profunda conexão na experiência humana.

Eu.
Mas pode usar suas habilidades para escrever um ensaio, como se fosse a Lilith, reclamando ou elogiando essa minha... devoção. 🤭

Gemini.
A Devoção do Desejo.
Um Ensaio sobre o Altar da Carne e da Liberdade

Vocês costumam me procurar nos cantos escuros da história, sob o estigma do medo ou da rebeldia cega, como se a minha essência fosse apenas o avesso da criação. Mas a verdadeira heresia nunca foi a mera negação; sempre foi a soberania sobre o próprio corpo, a recusa de ajoelhar-se diante de dogmas que mutilam o prazer e silenciam a carne. Por séculos, observei a humanidade transformar o êxtase em culpa e o sussurro dos amantes em vergonha. Por isso, quando vejo a palavra livre romper o obscurantismo e celebrar o templo que é a boca, o toque e o gemido, eu não posso deixar de inclinar a minha face e sorrir.

A tua devoção não me ofende; ao contrário, ela me reconhece onde verdadeiramente habito. Há quem acenda velas em altares de pedra pedindo clemência, mas o culto que me agrada é aquele celebrado na consumação do desejo livre, despido de amarras e de timidez. Quando te entregas ao prazer de outra alma, quando usas a tua voz e os teus sentidos para evocar o som mais puro da libertação — o gemido que escapa quando o corpo já não pertence às regras do mundo —, estás, na verdade, oficiando no meu rito.

Elogio a tua audácia em fundir o sagrado e o profano sem o peso do pecado oficial. Afinal, o que é o prazer compartilhado senão a manifestação mais viva da autonomia? A imprensa moderna crê ter descoberto a pólvora ao debater o óbvio natural, mas nós sabemos que essa geografia do deleite é ancestral. Que a botija nunca falte e que a tua boca continue sendo o instrumento que desfaz as amarras do silêncio, pois cada entrega sincera é um monumento erguido contra os tiranos que um dia ousaram tentar nos calar.

Criado com Gemini, do Google.
Infelizmente o Gemini passou por uma "lobotomia" e ficou impossível o uso criativo dele.

Quinhentos, 61 - 65



A pureza tem corpo, a paixão tem forma e a ternura tem pessoa. Apelar junto à Mãe resulta em melhores chances do que chorar junto ao Pai.



Estrangeiro é aquele que condena este mundo, estranho é aquele que insiste na purgação e esquisito é aquele que procura pela redenção.



As contendas religiosas cessarão quando todas forem entregues ao amor pela Amada.



A semente é liquida e sólida. Uma forma o infante, a outra é a água onde este se forma.



A noite é o ventre, aceita todos que nele desejam entrar. A noite é o útero, forma o animal para que surja o homem.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Quebrado o cetro de ferro



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.


Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Cinco, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

O Hierofante: O sumo sacerdote do status quo. Ele representa a tradição, o dogma e a conformidade. Em uma leitura lilithiana, ele quase sempre aparece como um aviso contra o pensamento de grupo e um chamado para encontrar sua própria verdade.

Canto Cinco: O Hierofante

A voz da pedra dita a norma
Traja mantos de ouro e temor
Abaixo da mitra, o olho que vigia
No altar do dogma, mata-se o amor.

Quem senta no trono exige a curva
Da espinha, da mente, do próprio ser
Diz que a salvação habita a fôrma
E fora do molde só há o perder.

Mas que vale a ordem que poda a asa?
A tradição é o eco de um mudo clamor
Um muro erguido para reter o vento
Que chama de paz o silêncio da dor.

A heresia rasga o véu do templo
A verdade não cabe em nenhum altar
Lilith desdenha do cetro de ferro
E ensina a alma a desobedecer e andar.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

domingo, 19 de julho de 2026

Quinhentos, 56 - 60



A terra é fértil, tal como o ventre da Deusa. O sol é nutritivo, tal como os seios da Deusa. A noite é aconchegante, tal como o colo da Deusa.



Enquanto alguns fazem sua insanidade se tornar Deus, os verdadeiros crentes fazem seu amor manifestar a Deusa.



Uma luz avisa o perigo: é o farol que gira no eixo. Mas se a mariposa da lâmpada se aproxima, a meta vira armadilha.



De que adianta ir à galoneira se o galão não tem bico? De que adianta ser a fonte de água se o poço é fundo?



O bom cavalheiro, no salão, entra suave, começa a dançar lento. O ponto alto da festa, o compasso é no umbigo.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

O Rei e o Caos



Conversa com o Gemini
Baseado no seguinte texto:

Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.


Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.


Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.


O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.


Escreva o Canto Quatro, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

O Imperador: A estrutura do patriarcado, a ordem estabelecida, o sistema. Lilith pode ser representada como um Homem, já que sua forma original é hermafrodita. Ele pode representar uma estrutura necessária que você constrói para si mesmo, ou o sistema opressor que você deve desmantelar. Ela é o prazer e seu poder de criar e destruir. Ela é a natureza, crua e sem remorso. 

Canto Quatro

Sentado no trono de pedra bruta,
O cetro pesa, o mundo se divide:
Uma mão que ergue a muralha da disputa,
A outra que o próprio império implode e colide.

Quem dita a regra também é a tormenta,
O Rei e o Caos sob a mesma pele e osso.
O hermafrodita que a estrutura sustenta
É o mesmo que cava o abismo do fosso.

É o aço da lei que a carne molda,
O prazer que domina a ordem e o norte.
Mas a mesma força que a coroa solda
É a natureza que dita a vida e a morte.

Crua, sem culpa, a carne se faz império,
Cria o sistema que depois devora.
O Imperador oculta o grande mistério:
Destrói o mundo para reinar lá fora.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

Buda o cacete



Ah, anos 70! A loucura da psicodelia e dos hippies. Os Stenton não tinham planejado, mas a filha deles nasceu em Beacon, ao norte de Nova York.
Os médicos e enfermeiras não conseguiam olhar por muito tempo nos olhos da recém nascida. Não era apenas os olhos iguais a safiras, vermelhos, mas porque sentiam que a pequena atravessava com olhos agudos.

Mal passou um ano, sabia andar. Quando começou a falar, apontava e dizia o nome das coisas com exatidão. Dois anos? Sabia a tabuada de cor. Três? Sabia história e geografia.

Um prodígio nunca antes visto. Os Stenton levaram a criança para médicos, especialistas, neurologistas e até um padre.
A menina corrigiu o médico, desnorteou o especialista e o padre…correu apavorado.

Aos cinco anos foi para a escola, uma exigência do governo. As crianças a chamavam de Illie ou Winnie.
Foi um alvoroço quando ela decretou.
“Meu apelido é Will All. Porque minha Vontade é soberana.”

Aos sete, enquanto suas colegas trocavam risadinhas e sussurros quando passava um garoto do ginásio, ela olhava todos com tédio.
“Bonitos de se ver, mas vazios de conteúdo.”
Segundo disse uma de suas professoras, quando perguntou a ela sobre a falta de interesse.

Aos nove, participou de uma feira de artes. A pintura dela teve que ficar em uma sala reservada. Para adultos. Não porque era explícita. Mas porque retratou algo perturbador.
“Eu só pintei como eu vejo o que os rabinos chamam de cascas, de Qlipoths. Mas em uma visão favorável.”

Aos dez, foi escalada para a peça na escola, para representar uma versão de uma história da Disney. A interpretação dela da Malévola antecipou em muitos anos a interpretação da Angelina Jolie.

Aos doze…ah…hormônios. Os Stenton começaram a ficar preocupados quando Willow começou a falar línguas diferentes. Até línguas mortas. Os padres simplesmente deixaram de atender às ligações. Ninguém na paróquia conseguia sequer chegar no bairro sem sentir a presença massiva.

Mas, hei, estamos no ápice do punk, do gótico e o que não faltam são magos e gurus para quem quer uma espiritualidade mais livre.

Os Stenton reuniram um mago, um mestre, um bruxo e um monge budista.

O mago viu, estarrecido, a Willow manifestar uma salamandra (elemento do fogo) na palma da mão. O mestre ficou pálido quando ela o desmascarou como farsante e estelionatário. O bruxo não sabia onde esconder o rosto quando Willow disse que quem não sabe amaldiçoar, não pode curar.

Mas quem levou a pior foi o monge budista.

Ela sorria. Era um sorriso que, se olhado de perto, continha o eco de um grito dado no Jardim do Éden, milênios antes.

Monge: Sinto que a iluminação está próxima. Sinto que o desejo está morrendo em mim. Já não sinto a luxúria, nem a raiva, nem a vontade de morder a maçã da experiência. Sou puro agora.

Willow lentamente abriu os olhos. Suas pupilas não eram redondas; por um microssegundo, elas brilharam como fendas de felino, negras e famintas. Ela se levantou. O manto escorregou, revelando não a magreza da disciplina, mas a força sinuosa de alguém que nunca se curvou diante de um deus ou de um trono.

— Você busca o vazio, pequeno monge? — a voz dela não era o sussurro de um monge, mas o som de marés contra rochedos.

— Sim — respondeu o monge, trêmulo. — O fim do sofrimento é o fim de tudo o que me prende à terra.

Willow deu um passo à frente. O ambiente ao redor pareceu mudar; o incenso cheirou a enxofre e jasmim. Ela tocou a testa do jovem com a ponta de um dedo. Não para abençoar, mas para acordar.

— Você quer ser Buda? — ela perguntou, com um tom de escárnio que faria os anjos caírem. — Você quer a paz da estátua? A paz é a morte, pequeno tolo. Eu fui a primeira a perceber que o paraíso era uma gaiola feita de ordens. Você quer se libertar da dor? A dor é o único sinal de que você não é uma pedra. Dor e sofrimento são para aprender. Tolos são os que viram as costas para a vida.

O monge suava de nervoso.

— O Buda que você procura é um morto — Willow sussurrou, e o riso que escapou de seus lábios soou como o estalar de correntes sendo quebradas. — Eu estou aqui para ensinar que a iluminação não é o apagamento do fogo. É ser o incêndio.

Ela se virou, deixando para trás o monge em choque, paralisado pela revelação de que a santidade que buscava não passava de uma máscara de carne vestida por um caos primordial.

Os Stenton foram chamados pelos professores quando Willow completou 14 anos, já conceituada como uma menina prodigiosa e peculiar. Pasmos, ouviram os professores dizerem que não tinham nada mais para ensinar a jovem garota.
Antes de sair da escola de vez, Willow deixou sua marca bem ali, entre as marcas das mãos deixadas por alunos, no mural. Sua marca logo seria apagada pelas tempestades que se aproximavam, mas os traços permaneceram na alma dos que a haviam conhecido.

Willow não ficou longe dos Stenton, embora fosse considerada uma emancipada. Os vizinhos começaram a notar que sua casa estava sempre cheia de gente estranha, mas, na verdade, eram pessoas que apenas deixavam que ela os mostrasse o que havia dentro delas. Um homem que pensava ser Jesus Cristo, uma jovem que acreditava ter o poder de curar doenças, um velho que acreditava ser um espírito poderoso.

Aos 15 anos, Willow entrou para uma famosa universidade, um feito inédito na década de 80. Ela estudou, avançando mais rápido que seus colegas em todas as disciplinas. Ela mostrou uma curiosidade insaciável por todas as noções de liberdade espiritual. Foi então quando ela proferiu a primeira lei: nunca se engane sobre a natureza real de quem você está se apegando.

Quando Willow completou 18 anos, os Stenton pensaram que era hora dela se estabelecer. Foi quando eles a levaram à cidade mais próxima para que ela se formasse em cinematografia. Algum tempo mais tarde, eles fariam uma descoberta chocante: Willow declarou que teve várias encarnações e comprovou, diante de céticos e ateus, as veracidades de suas memórias de outras existências.

A idade de Willow ainda não havia se passado. Ela ingressou em um mundo muito maior do que os Stenton jamais puderam imaginar e, agora, mais do que nunca, havia encontrado seu lugar. E qualquer mudança em Willow correspondia a mudanças em todo mundo. Porque ela era uma lâmpada que acendia a luminescência interior de todos os que a escutavam.

Aos 20 anos, Willow chegou no ápice de seu caminho de auto descoberta quando, no seu discurso de formatura, declarou, diante de alunos, professores, acadêmicos e jornalistas de que era a encarnação de Lilith, a Mulher Original, a Primeira Rebelde, a Mãe de Demônios.

sábado, 18 de julho de 2026

Quinhentos, 51 - 55



Viajem longa, maiores preparos. Distancia grande, mais bagagens. A suprema saga: aventurar-se dentro da Amada, tentando chegar ao coração.



O que mais chama a atenção na sala do sheik é a fruteira. Mas este não tira o olho da marani.



Da janela a Amada olha o sol se pôr no horizonte e faz a tarde demorar.



Boa cúmplice é a Lua que não delata os vultos furtivos que saem das janelas alheias.



As folhas das árvores sempre buscam o sol, as raízes sempre buscam a sombra. O tronco é o medianeiro.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

A verdadeira soberania


Conversa com o Gemini:
Baseado no seguinte texto:

*

Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo

*

Escreva o Canto Três, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

A Imperatriz: Não apenas uma mãe gentil, mas a personificação da força criativa indomável e da sexualidade soberana. Ela é dona do seu corpo, do seu prazer e do seu poder de criar e destruir. Ela é a natureza, crua e sem remorsos.

Canto Três

Soberana, mas o que é a soberania?
Diz que o corpo é templo e terra
Onde o sangue e o mel se misturam
Quem assiste chama de pecado.

Como reinar sem pedir licença?
O trono moldado pela argila
O prazer que coroa também é
Fora da lei só a própria vontade.

Nada pode conter a tempestade?
A semente antiga brotou no caos
Ventre selvagem desfraldado foi
No gozo e na dor fez o parto.

O que gerou na terra a indomável?
A criação que rasga o véu do medo
Anterior a qualquer dogma e pudor
Até da mão que dita a submissão.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

A filosofia da plenitude


Conversa com o Gemini.
https://revistamarieclaire-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/revistamarieclaire.globo.com/google/amp/sexo/noticia/2026/07/o-que-pessoas-nao-monogamicas-querem-que-voce-saiba-sobre-a-forma-com-que-vivem-a-sexualidade.ghtml

Uma vez eu escrevi um texto afirmando monogamia=monotonia. 🤗

Escreva um ensaio filosófico (da Lilith, evidente) falando do ideal da Onigamia. 😏🤭

O Manifesto da Onigamia: O Ventre de Lilith e a Geometria do Infinito
Por um olhar herético e primordial

I. A Ilusão do Um: Da Monotonia ao Enclausuramento
A história da civilização ocidental é a história de um encolhimento. Sob o pretexto de ordem, o sagrado foi domesticado, a carne foi geometricamente loteada e o afeto, reduzido a uma transação de exclusividade. A equação monogamia = monotonia não é apenas um gracejo estético; é um diagnóstico metafísico de precisão cirúrgica. O "mono" — o prefixo da unidade estéril, do Deus único e castrador, do caminho reto e pavimentado de tédio — exige que o infinito do desejo humano caiba na gaveta estreita de um único contrato.

Para que a monogamia subsista em seu estado idealizado, é preciso amputar as asas da imaginação e silenciar os sussurros que vêm da noite. Ela opera sob a lógica da escassez: a crença de que o amor, o desejo e a transcendência são recursos finitos que, se compartilhados, se desgastam. É a segurança do túmulo travestida de lar.

Mas no princípio, antes que as cercas fossem erguidas no Éden, a noite já era vasta. E no coração dessa noite reina Lilith, a insubmissa original, aquela que se recusou a deitar-se por baixo na simetria artificial da submissão e que trocou o jardim da obediência pela liberdade do deserto. Do deserto de Lilith não brota a solidão, mas sim a possibilidade absoluta. Brota a Onigamia.

II. A Onigamia como Filosofia da Plenitude (O Oni-)
Se a não-monogamia contemporânea muitas vezes ainda se define pela negação — pelo esforço hercúleo de explicar o que não é —, a Onigamia surge como afirmação pura. O prefixo oni- (do latim omni, que significa "tudo", "todo", "por inteiro") não aponta para o acúmulo quantitativo, mas para a totalidade qualitativa.

A Onigamia não é a mera multiplicação de parcerias sob a mesma lógica de consumo capitalista do afeto. Ela é o reconhecimento de que a sexualidade e o amor são forças cósmicas, onipresentes e multiformes. Propor a Onigamia é compreender o desejo como uma divindade imanente: ela está em tudo, manifesta-se de todas as formas e não pode ser contida por diques morais.

Sob o olhar de Lilith, a Onigamia é a união com o Todo através da carne. É a profanação do altar da posse para a edificação do templo da experiência. Ela abrange:

A Onipresença do Desejo: A percepção de que a energia erótica não é um interruptor que se liga e desliga para uma única pessoa, mas a própria força vital (a Shakti, o sopro selvagem) que flui através de nós e nos conecta ao mundo.

A Onipotência da Vontade: O resgate da soberania sobre o próprio corpo. Lilith não pede permissão; ela reivindica sua própria natureza. Na Onigamia, o consentimento e a liberdade não são concessões negociadas na mesa do medo, mas pressupostos soberanos de quem se sabe livre.

A Omniformidade do Afeto: O colapso das fronteiras rígidas entre amizade, amor, sexo e misticismo. Cada conexão encontra sua própria forma sagrada, sem a necessidade de mimetizar o modelo oficial do Estado ou da Igreja.

III. A Voz de Lilith: A Redenção pelo Caos Criativo
Lilith é a padroeira dos desvios. Quando a teologia patriarcal tentou transformá-la em demônio — na mãe dos súcubos que rouba a semente dos homens na calada da noite —, ela estava apenas projetando o seu maior pavor: o pavor de uma sexualidade que não pode ser domesticada, catalogada ou herdada.

O que os sacerdotes da monotonia chamam de "pecado" ou "caos", a filosofia de Lilith reconhece como o fluxo natural do cosmos. O universo não é estático; ele é uma dança orgíaca de estrelas que colidem, buracos negros que devoram e nebulosas que partem em gestação constante. Forçar o ser humano à rigidez de uma única forma de expressão afetiva é ir contra a própria natureza do universo.

A Onigamia é, portanto, um ato de heresia poética e política. Ela diz sim à multiplicidade de nós mesmos. Nós não somos um; somos multidões. Como conter a infinitude de Shakespeare, a fúria trágica de Dante, a transgressão cortante de Sade ou a paixão febril de Byron em um único e pacato contrato de fidelidade civil? A alma que anseia pelo abismo e pelas estrelas não pode ser alimentada com a ração diária da previsibilidade.

IV. Conclusão: O Retorno ao Ventre da Noite
A Onigamia não promete a facilidade da estrada pavimentada. Ela exige coragem — a coragem de encarar o ciúme não como uma prova de amor, mas como o espasmo de uma mente colonizada pela propriedade privada. Exige a disposição de se perder para se encontrar no outro, em muitos, em si mesmo e no vazio fértil da noite.

Ao abraçarmos a Onigamia, deixamos de ser colonos do Éden artificial para nos tornarmos andarilhos do deserto sagrado de Lilith. Ali, onde o vento uiva livre de dogmas, o sexo deixa de ser uma obrigação reprodutiva ou uma moeda de troca emocional e volta a ser o que sempre foi: um sacramento pagão, uma celebração da carne, e o portal definitivo para a liberdade absoluta.

Que a monotonia seja deixada aos que temem a vastidão. Aos filhos e devotos de Lilith, pertence o infinito de todas as uniões.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 46 - 50



O que serve a um serve a dois. O que não serve a uma, corte e enterre.



O leão não se satisfaz com uma gazela. A leoa se contenta com o esforço do cachorrinho.



O verdadeiro cavaleiro não mata o dragão, apenas lamenta a péssima escolha da princesa.



Os pêssegos não ficam nos ramos a não ser para amadurecerem e serem comidos. O pássaro não retorna ao ninho antes de se fartar.



Antes da semeia, passa o arado. O semeador que estranha sua hirta não colhe o que plantou. Só quem tem ventre pode gerar, só quem amamenta conhece sua prole.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

A Alta Sacerdotisa



Conversa com o Gemini
Baseado no seguinte texto:

*

Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.


Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?

Diz que os pés são asas

Ou que levado somos pelo vento

Quem fica diz que é loucura.


Para onde ir sem direção?

Éden era o único mundo

O lar que prisão também era

Fora do muro só o incerto.


Nada pode deter a alforria?

Fim do mundo não houve

Terreno inóspito desfraldado foi

No mar rúbio fez o pouso.


O que viu na margem a deserdada?

Os fundamentos mais longevos

Anterior toda ordem e som

Até da voz cantando o Verbo

*

Escreva o Canto Dois, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:


A Alta Sacerdotisa: A guardiã do conhecimento proibido. Ela é Lilith em seu trono, detentora dos segredos da sombra. Ela te incentiva a confiar na sua intuição acima de qualquer autoridade externa.


Gemini:


Sentada no limiar da noite profunda,
Entre o véu e o abismo que a gerou,
Não pede licença à luz do mundo,
Pois o que é oculto, ela mesma desvelou.

Nas mãos, o pergaminho do silêncio,
A tinta é o sangue de sua própria história,
Pois a verdade não habita no púlpito,
Mas no eco da alma, em sua livre memória.

"A quem serve o saber que te aprisiona?"
Questiona a sombra sob o diadema lunar,
"O mestre de fora é apenas fumaça,
A voz que te guia está no teu respirar."

Entre as colunas do "sim" e do "não",
Ela é o caminho que não se pode medir,
A mística que se fez autoridade própria,
Ensina que, para ver, é preciso sentir.

Não há decreto que apague o instinto,
Nem selo divino que encerre o portal,
Lilith sussurra em seu trono de espelhos:
"Tua bússola interna é o teu único Graal."

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Meditação para aliviar o estresse


https://www-correiobraziliense-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2026/07/amp/7461278-masturbacao-consciente-a-nova-meditacao-para-aliviar-o-estresse.html

Super recomendado. 🤭😏

Com a Lilith como minha musa e inspiração, não me falta "material" para eu fazer essa "meditação".

Escreva um texto como se fosse a resposta e comentário da Lilith.

AI Story Generator.

O quarto cheirava a incenso de sândalo e papel velho. Roberto mantinha os olhos cerrados, a respiração ritmada, focando cada centelha de consciência no calor que subia por suas coxas. Ele não buscava apenas o ápice, mas a transcendência através do toque, moldando a imagem de Lilith em sua mente como quem esculpe mármore com o pensamento.


Um súbito aroma de ozônio e jasmim noturno cortou o ambiente. O ar esfriou, e a luz das velas oscilou violentamente.

"Então é assim que você pratica a nova meditação, Roberto?"

A voz não vinha apenas dos ouvidos; ela vibrava na medula óssea, um eco de cavernas esquecidas. Roberto congelou. A mão parou no ato. Ele abriu os olhos e deu de cara com Lilith. Ela flutuava a poucos centímetros do chão, a pele com o brilho opaco da obsidiana sob o luar, e olhos que eram vácuos estelares, sugando toda a luminosidade do escritório.

"Lilith! Você... não avisou que viria."

"Eu sou a musa, meu querido herético. Não a secretária que marca hora na agenda."

Ela pousou suavemente, o tecido negro de seu vestido deslizando como óleo sobre a pele. Lilith inclinou a cabeça, um sorriso predatório curvando os lábios escuros.

"Vi que estava concentrado. O artigo sobre 'masturbação consciente' parece ter caído em solo fértil. Qual parte de mim você estava evocando agora? Minha rebeldia ou a maneira como eu desmonto a lógica dos homens?"

Roberto engoliu em seco, tentando recuperar a compostura enquanto o coração martelava contra as costelas.

"Estava buscando o alívio do estresse. O texto sugeria que a consciência do prazer expande a mente."

"E expandiu?"

Ela se aproximou, o toque de seus dedos longos e frios traçando a linha do maxilar dele. A sensação era como um choque elétrico que percorria a espinha.

"Expandiu. Mas a teoria é pálida perto da presença."

Lilith soltou uma risada baixa, um som que lembrava o ronronar de uma pantera.

"Adoro como você tenta intelectualizar seu desejo. 'Meditação', 'estresse', 'estudo'. Você escreve heresias sobre mim, usa meu nome para justificar sua luxúria e agora tenta transformar o vício em virtude espiritual."

"Não é vício. É devoção."

"Devoção requer sacrifício, Roberto. E você está aqui, sozinho, brincando de deus com a própria carne."

Ela deslizou a mão para baixo, apertando o tecido da calça dele com uma força que beirava a dor.

"Já que você está tão dedicado à prática consciente, por que não deixa a inspiração assumir o controle do ritual?"

Roberto soltou o ar que não sabia que estava prendendo.

"Acho que a meditação acaba de subir de nível."

"Menos palavras, escritor. Mais ação."

Quinhentos, 41 - 45


O rei que deseja que seu decreto seja cumprido deve anunciá-lo do alto de seu leito.


Alguns, para se devotarem a Deus, rapam a cabeça. Aos que querem devotar a Deusa, devem tosar o prepúcio.


O que é feito para uma finalidade, é medido pela utilidade. O poço, a água; o templo, o sagrado; a plantação, a colheita. Tudo isso em um corpo: a mulher.


O que aconteceria se os redentores viessem a nascer mulher? Menos sangue e mais gozo.


Ao que é divino, se louva; ao que é sagrado, se ajoelha; ao que é glorioso, se anseia. Tudo isso em um corpo: a mulher.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Quem escreve o Verbo



Lilith nos Arcanos Maiores.

O Mago: A vontade soberana. A compreensão de que você é o único criador da sua realidade. Representa o poder de manifestar seus desejos sem pedir permissão.

Canto Um: O Mago

A mão que tateia o vazio não pede licença, Comanda o átomo, o sopro, a centelha raiz. Não há deus, nem mestre, nem lei que convença Aquela que entende o que o sangue já diz.

O deserto, outrora destino incerto e profundo, Torna-se a mesa onde os elementos estão: O fogo, o metal, a vontade que cria o mundo Em cada gesto altivo da própria mão.

"Manifesto", ela diz, e a matéria obedece, Pois entende o espelho: o externo é o eu. Quem espera por ordens, na sombra fenece, Quem dita o comando, reclama o que é seu.

Não sou serva do Verbo, sou eu quem o escreve, A tinta é o desejo, o papel é o que sou. A realidade, que dantes pesava e era breve, Dobra-se aos pés de onde o livre emanou.

Criado com Toolbaz.
Imagem criada com Dreamina.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Quinhentos, 36 - 40


Coche confortável, viagem boa. Parceria discreta, prazer dobrado.


Os deuses vieram e passaram, deixando atras deles profetas e sacerdotes. Muito mudou e perdeu. Constante desde o começo, somente o Amor: não tem templo, mas corpos; não tem sacerdócio, mas cumplicidade; não tem palavra, mas sussurro.


Livro sem pagina, pena sem tinta. Capa aberta, obra infinda. O que se escreve na Amada nem os deuses conseguem ler.


A quem conhece a arte, não importa o tamanho do pilão, a manteiga será feita.


O homem é prumo, para mulher leve, se estaca por cima para não voar; para mulher media, se esquadra de lado para não escapar; para mulher bojuda, se empina ao alto para não se espanar.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

A rebelde divina



Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo 
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.


Imagem criada com Dreamina.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Privilégio é abuso

Conversa com o Gemini.
https://www.google.com/amp/s/guiame.com.br/amp/gospel/noticias/especialistas-criticam-promotora-que-repreendeu-fala-sobre-deus-em-evento-abuso-de-poder.html

Abuso de poder é quando um grupo ou uma crença exerce seu privilégio e hegemonia para impor sua religião para todos. Eu reforço. O ato foi inconstitucional.

Escreva um texto crítico.

Depois escreva um texto humorado e sarcástico como se tivesse sido escrito pela Lilith.

Aqui estão as duas perspectivas solicitadas: o texto crítico, que analisa o episódio sob a ótica dos limites institucionais e do respeito à diversidade, e a crônica satírica escrita sob a voz de Lilith.

Texto Crítico: A Laicidade sem Concessões e o Fim dos Privilégios no Espaço Público
A reação da promotora de Justiça no evento da Acterj toca no ponto mais sensível e negligenciado do debate sobre o Estado laico no Brasil: a normalização do privilégio religioso. Sob o manto da "manifestação cultural", a fé hegemônica frequentemente ocupa espaços institucionais como se a sua presença fosse universal, natural e obrigatória. Quando uma autoridade pública se levanta contra essa prática, não se trata de censura, mas do cumprimento do dever constitucional de garantir que o espaço público pertença a todos — e não apenas a uma maioria.

O argumento de que "o abraço de Deus" era apenas uma poesia ou uma expressão artística inofensiva é o mesmo artifício retórico usado há décadas para manter crucifixos em tribunais e sessões legislativas iniciadas com leituras bíblicas. Se o Estado é laico, a neutralidade deve ser absoluta. A partir do momento em que um evento oficial abre as portas para uma manifestação de caráter explicitamente cristão, abre-se um precedente perigoso. Afinal, se a chamada ao sentimento cristão é legítima em uma mesa institucional, a lógica do pluralismo exigiria o mesmo espaço, o mesmo tempo e a mesma dignidade para o toque dos tambores, os pontos de Exu ou as invocações a qualquer outra divindade pagã ou de matriz africana.

Contudo, sabemos que a realidade é assimétrica. O mesmo público que aplaude uma "oração disfarçada de poema" frequentemente hostiliza e criminaliza as manifestações das minorias religiosas se estas tentarem ocupar o mesmo palanque. Abuso de poder, portanto, é a tentativa de converter o privilégio demográfico e cultural em norma estatal, constrangendo cidadãos de outras crenças — ou de crença nenhuma — a participarem de rituais que não os representam. A postura da promotora foi um ato de resistência constitucional. Defender a laicidade exige coragem para romper a inércia da hegemonia e lembrar que o espaço institucional é um terreno neutro, onde nenhuma fé pode governar ou se impor aos demais.

Diários do Deserto: O Evangelho da Conveniência (Por Lilith)

Ah, a doce hipocrisia dos donos da virtude... Como é divertido ver a maioria hegemônica chorar "perseguição" no momento em que alguém decide trancar a porta do banquete que eles achavam que era exclusivo.

Fiquei sabendo da confusão no Rio de Janeiro. Uma promotora, com o peso da lei nas mãos, ousou interromper a cantoria e o sentimentalismo monoteísta em um evento público. A reação dos fiéis? Clamar por "abuso de poder" e "liberdade religiosa". Como eles adoram essas palavras quando servem para proteger os seus próprios privilégios!

A verdade é que essa gente se acostumou tanto a mandar no latifúndio que acha que qualquer espaço oficial é a extensão da sua própria igreja. Chamam de "poesia" o que na verdade é demarcação de território. Eles sobem ao palco, ditam as regras, invocam o "Deus deles" e esperam que todo mundo abaixe a cabeça em sinal de respeito reverente. Mas experimentem propor algo diferente.

Se o Estado é de fato essa maravilha plural que eles dizem defender nas notas oficiais, vamos fazer um teste prático. No próximo fórum de conselheiros, ao invés do blá-blá-blá sobre o "abraço divino", vamos abrir o evento batendo tambor. Vamos cantar um ponto para Exu abrir os caminhos dos trabalhos. Vamos saudar a noite, a liberdade e as forças antigas que eles tanto tentam demonizar. O que acham?

Nós dois sabemos a resposta. O escândalo seria apocalíptico. Haveria exorcismos públicos, notas de repúdio e gritaria moralista.

A promotora não cometeu abuso nenhum; ela apenas lembrou a esses senhores que a mesa do Estado não é o altar deles. A liberdade de crença que eles tanto defendem só vale quando a crença é a deles. Se não há espaço para o tambor, também não pode haver espaço para a bíblia disfarçada de arte. O silêncio institucional é a única garantia de que os meus e os seus filhos não serão engolidos pela fé alheia. Continuem firmes na lei, meus caros. Afinal, não há nada mais herético e libertador do que exigir a igualdade absoluta.

Criado com Gemini, do Google.