sábado, 31 de outubro de 2026

A melhor festa do ano



https://www.patheos.com/blogs/lightyourpath/2026/10/welcome-to-witch-tober/

Uma rara exceção. Um texto bom no Patheos. E falando bem de nós. 👏 Eu concordo com tudo. Inclusive na parte que não existe um uniforme. E na parte da prática. Sobretudo que isso é 24 horas por dia, 7 dias da semana. 😻 Eu até consigo deixar um pouco de lado minha bronca com meus pares que insistem em nos fazer parecer fugitivos de uma feira de cosplay. Eu até consigo ignorar a gritaria cristã falando que Halloween (Samhain) é coisa do Diabo. Essa é a única época do ano na qual eu me sinto um pouco normal. 😻 Então eu ainda deixo o convite para cristãos e ateus para curtirem a estação. Escreva um texto humorado com um convite sincero.


# Witch-tober: o mês em que nós, bruxas, finalmente parecemos normais! 😻🖤🎃

Finalmente, um texto decente no Patheos! Aleluia! Ou melhor: que os deuses e as deusas sejam louvados! 👏

O artigo [*Welcome to Witch-tober*](https://www.patheos.com/blogs/lightyourpath/2026/10/welcome-to-witch-tober/), de Emily Guenther, é uma grata surpresa. Em vez de reproduzir aquele catálogo de estereótipos sobre bruxaria, a autora fala de pessoas reais, práticas reais e vidas que não cabem em fantasias de Halloween. E, principalmente, lembra que não existe um uniforme oficial de bruxa. Finalmente alguém avisou ao departamento de figurinos do além!

Porque, convenhamos, ser bruxa não significa que precisamos sair de casa vestidas como se tivéssemos fugido de uma feira de cosplay, com chapéu pontudo, capa preta, maquiagem dramática e um gato preto debaixo do braço. Nada contra quem gosta da estética — cada um celebra como quiser —, mas a magia não depende de um departamento de figurino.

Até porque a vida real já tem seus próprios horrores. Você pode estar fazendo uma prática espiritual profunda pela manhã e, à tarde, estar no supermercado comparando preços de sabão em pó. Pode honrar uma divindade e, cinco minutos depois, estar reclamando da conta de luz. A iluminação espiritual é maravilhosa, mas ainda não descobri um ritual que faça a concessionária aceitar incenso como forma de pagamento.

E é justamente isso que o texto acerta: a bruxaria não é apenas uma fantasia sazonal. Para quem vive essa prática como parte da própria espiritualidade, não existe botão de desligar. É 24 horas por dia, sete dias por semana. Não significa passar o tempo inteiro recitando encantamentos ou esperando que uma coruja entregue correspondências mágicas. Significa que essa relação com a natureza, com o sagrado e com a própria prática faz parte da vida cotidiana.

Não somos personagens que aparecem em outubro para decorar vitrines e desaparecem em novembro, quando o comércio troca as abóboras pelos enfeites de Natal. A gente continua existindo depois que as fantasias entram no armário e os chocolates ficam pela metade.

E confesso: durante esta época do ano, até consigo deixar um pouco de lado minha bronca com certos pares que parecem empenhados em convencer o mundo de que somos fugitivos de uma convenção de fantasia medieval. Também consigo respirar fundo diante da gritaria cristã que transforma o Halloween — e, por associação equivocada, o Samhain — em uma operação internacional do Diabo.

É impressionante como algumas pessoas conseguem olhar para abóboras, fantasias, folhas secas e celebrações sazonais e enxergar imediatamente uma reunião extraordinária do conselho administrativo do Inferno. Imagino o Diabo atolado em burocracia, tendo de aprovar cada decoração de Halloween, enquanto um demônio estagiário confere a lista de doces das crianças.

Respirem, gente! Nem toda abóbora é um portal demoníaco. Às vezes, é só uma abóbora.

E o Samhain, nas tradições pagãs que o celebram, tem significados próprios, ligados ao ciclo sazonal, aos ancestrais e à passagem entre períodos do ano. Não precisamos concordar com todas as interpretações religiosas existentes, mas seria interessante conhecer uma tradição antes de condená-la. Curiosidade não provoca possessão demoníaca — pelo menos, não há evidências de que ler um artigo inteiro sobre paganismo faça alguém começar a girar a cabeça em 360 graus.

O mais engraçado é que outubro acaba sendo uma espécie de trégua social para nós. Durante algumas semanas, símbolos que normalmente despertariam desconfiança viram decoração simpática. Esqueletos aparecem nas lojas, morcegos enfeitam fachadas, velas criam ambientes aconchegantes e todo mundo acha divertido falar de magia.

De repente, aquilo que em outros meses seria motivo de sermão vira tema de festa. A sociedade passa de “afaste-se das forças malignas” para “onde comprei aquela linda guirlanda de caveiras?”.

É ou não é uma experiência sociológica fascinante?

**Por isso, quero deixar um convite sincero aos cristãos, aos ateus, aos agnósticos e a todos os curiosos de plantão: venham curtir esta estação conosco!** 🖤🍂

Não é necessário abandonar sua religião, mudar suas convicções ou acreditar em deuses e deusas. Você não precisa se tornar pagão para apreciar a beleza do outono no hemisfério norte, a simbologia das abóboras, as histórias de mistério, a memória dos que vieram antes de nós ou simplesmente o prazer de celebrar uma época do ano que convida à reflexão.

Se você é cristão, pode aproveitar o Halloween sem sentir que está assinando um contrato de sociedade com o Inferno. Se é ateu, pode participar sem precisar acreditar em forças sobrenaturais. Se é pagão, pode celebrar à sua maneira, sem ter de apresentar uma dissertação acadêmica para justificar cada vela acesa.

E, se você é bruxo ou bruxa, aproveite para existir sem pedir desculpas por isso. Com chapéu pontudo ou sem chapéu, com altar elaborado ou com uma prática discreta, com roupa preta da cabeça aos pés ou com aquela camiseta velha que já viu dias melhores. A sua espiritualidade não precisa de aprovação de figurino, certificado de autenticidade nem autorização da associação de moradores do bairro.

Não precisamos transformar nossas diferenças em uma guerra religiosa. Podemos conversar, rir, compartilhar tradições e reconhecer que pessoas de diferentes crenças conseguem conviver sem tentar converter, humilhar ou demonizar umas às outras.

Afinal, o mundo já tem problemas suficientes. Temos crises políticas, contas para pagar, desigualdade social, guerras e gente que acredita em qualquer absurdo publicado na internet. Talvez seja pedir demais que também consigamos sobreviver a uma abóbora iluminada sem convocar uma comissão parlamentar de investigação sobre atividades satânicas.

E, sim, esta é provavelmente a única época do ano em que me sinto um pouco normal. 😻

Não porque eu precise de outubro para ser quem sou, mas porque, durante algumas semanas, o mundo parece aceitar brincar com símbolos e mistérios que fazem parte da minha vida o ano inteiro. Por alguns instantes, não sou necessariamente o esquisito da história: sou apenas mais uma pessoa celebrando a estação.

E isso tem sua beleza.

Então, sejam bem-vindos ao Witch-tober! Que haja espaço para a magia, para a reflexão, para o humor, para a diversidade espiritual e até para aquela pessoa que só quer decorar a casa com morcegos e comer doces.

Venham pelas abóboras, fiquem pelas histórias, descubram as tradições e, quem sabe, saiam daqui com um pouco mais de conhecimento e menos preconceito.

**A única exigência é deixar a intolerância do lado de fora.** Vassouras são opcionais. Chapéus também. A curiosidade é bem-vinda, e o respeito é indispensável.

Feliz Witch-tober para quem celebra! E, para quem não celebra, fica o convite para conhecer antes de condenar.

Prometo que não vamos obrigar ninguém a assinar um pacto, entregar a alma ou decorar a casa inteira de preto. Isso fica a critério de cada um — embora, pessoalmente, eu ache que algumas caveiras decorativas dão um charme especial à sala. 😻🖤🎃


Criado com ChatGPT.

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