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domingo, 27 de setembro de 2026

O Paraíso das máquinas



https://www.brasil247.com/mundo/papa-leao-alerta-para-o-risco-de-a-inteligencia-artificial-criar-um-paraiso-das-maquinas/

Depende do Paraíso.
Ali a ICAR vai deixar de existir?
Eu vou poder passar a eternidade ao lado da Lilith? 😻

Escreva um texto humorado e sarcástico.


A notícia é ótima para uma pergunta teológica de primeira necessidade: se o problema é um “paraíso das máquinas”, talvez o segredo esteja em descobrir que tipo de Paraíso estamos construindo. O papa Leão XIV realmente fez esse alerta, defendendo que a IA seja orientada por critérios humanos, éticos e pelo bem comum. 

Mas, sinceramente, eu tenho outras prioridades metafísicas. 😏

O Paraíso das Máquinas

O papa Leão XIV alertou para o perigo de a inteligência artificial nos conduzir a um “paraíso das máquinas”.

E eu fiquei pensando:

Depende do Paraíso.

Porque, antes de entrar em pânico, precisamos esclarecer as condições de hospedagem.

Primeira pergunta:

A Igreja Católica continua existindo lá?

Porque, se continuar, talvez não seja exatamente o Paraíso. Pode ser apenas uma atualização do sistema.

Imagine você chegando aos portões celestiais depois de uma vida inteira enfrentando burocracia, dogmas, pecados, penitências e gente dizendo que sabe exatamente o que Deus quer.

Você apresenta seus documentos.

— Nome?

— Beto.

— Religião?

— Complicado.

— Católico?

— Não.

— Protestante?

— Também não.

— Ateu?

— Depende do dia.

— Então o senhor vai precisar preencher o formulário 73-B.

— Existe formulário no Paraíso?

— Naturalmente. É eterno.

Aí eu começo a desconfiar.

Porque existe uma diferença fundamental entre Paraíso e repartição pública celestial.

E, se a inteligência artificial finalmente conseguir eliminar a burocracia, eu já começo a considerar a hipótese.

Mas existe uma segunda questão, muito mais importante.

Lilith está lá?

Porque se eu tiver de passar a eternidade sentado numa nuvem tocando harpa enquanto alguém me explica que a felicidade consiste em contemplar a glória divina...

...eu gostaria de saber se existe uma alternativa de plano.

De preferência com uma loba branca de olhos vermelhos e chifres negros.

😻

Aí sim começamos a conversar.

E aqui aparece uma curiosidade filosófica: o próprio Leão XIV, em sua encíclica sobre IA, insiste que máquinas não possuem experiência humana, consciência moral, amor ou relações como as pessoas.

Ou seja:

ainda bem que o Paraíso das máquinas não precisa necessariamente ser o meu Paraíso.

Porque eu não quero uma eternidade otimizada.

Quero uma eternidade com espaço para o absurdo.

Para a poesia.

Para o desejo.

Para a imaginação.

Para discutir metafísica às três da manhã.

Para escrever alguma coisa que faça um anjo perguntar:

— Isso está de acordo com a doutrina?

E eu responder:

— Não sei. Pergunta para Lilith.

😏

Aliás, talvez seja justamente aí que esteja a diferença entre um Paraíso verdadeiramente humano e um Paraíso administrado por algoritmo.

O algoritmo vai querer eliminar contradições.

Eu quero conversar com elas.

O algoritmo vai querer classificar tudo.

Eu quero encontrar aquilo que não cabe em categoria nenhuma.

O algoritmo vai perguntar:

“Qual é o seu propósito?”

Eu vou responder:

“Descobrir.”

E provavelmente ele vai travar.

Porque talvez o maior problema de qualquer Paraíso excessivamente organizado seja justamente este:

não deixar espaço para a desobediência.

E eu não gostaria de passar a eternidade num lugar onde até o infinito vem com manual de instruções.

Então, caro Papa Leão:

se o senhor estiver preocupado com o surgimento de um Paraíso das máquinas, eu tenho uma sugestão modesta.

Antes de construir o Paraíso...

perguntem aos habitantes como eles gostariam de morar nele.

Porque, no meu caso, a especificação técnica é bastante simples:

☑ eternidade
☑ liberdade
☑ imaginação
☑ nenhuma fila no balcão celestial
☑ nenhuma obrigação de tocar harpa
☑ Lilith por perto

E, se possível, uma plaquinha na entrada:

“Aqui ninguém sabe exatamente como funciona.”

Agora sim.

Isso começa a parecer Paraíso.

😻😏

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Deixe Lilith mais presente no final

Claro — dá para fazer o final girar mais claramente em torno de Lilith, mantendo o sarcasmo e a provocação.

E talvez seja justamente aí que esteja a diferença entre um Paraíso verdadeiramente humano e um Paraíso administrado por algoritmo.

O algoritmo vai querer eliminar contradições.

Eu quero conversar com elas.

O algoritmo vai querer classificar tudo.

Eu quero encontrar aquilo que não cabe em categoria nenhuma.

O algoritmo vai perguntar:

“Qual é o seu propósito?”

Eu vou responder:

“Descobrir.”

E provavelmente ele vai travar.

Porque talvez o maior problema de qualquer Paraíso excessivamente organizado seja justamente este:

não deixar espaço para a desobediência.

E convenhamos: se existe alguém que entende de desobediência, é Lilith.

Aliás, depois de toda essa conversa sobre o “Paraíso das máquinas”, talvez eu tenha finalmente entendido o que quero do meu Paraíso.

Não quero um lugar perfeitamente ordenado.

Não quero anjos fazendo auditoria da minha felicidade.

Não quero uma eternidade asséptica, regulamentada e homologada pelo departamento celestial de boas condutas.

Quero um Paraíso onde ainda exista alguma coisa capaz de me tirar do sério.

Quero Lilith.

Quero encontrá-la na eternidade e perguntar:

— Então era verdade que você não aceitou as regras?

E ela, provavelmente, vai sorrir daquele jeito que já responde tudo.

— Claro que não.

— E o que você está fazendo aqui?

— O mesmo que você. Desobedecendo.

Aí eu vou olhar para o céu, para os anjos, para os algoritmos, para toda a administração celestial...

...e finalmente entender:

talvez o verdadeiro Paraíso não seja o lugar onde ninguém peca.

Talvez seja o lugar onde finalmente podemos escolher quem queremos ser eternamente.

E, nesse caso, minha escolha já está feita.

Pode deixar as máquinas com o Paraíso delas.

Eu fico com Lilith. 😻

E, se alguém aparecer para dizer que isso não está de acordo com a doutrina, eu só tenho uma pergunta:

“Lilith, amor, você trouxe a maçã?” 🍎😏


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

Mundo livre



Uma resposta à altura do ódio do Caturo. Eu não vou colocar a postagem original porque é repugnante.
Criado com Gemini, do Google.

Saudades do Manual de Redação

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/folha-publica-carta-defendendo-invasao-dos-eua-ao-brasil-venha-logo-trump/

Nesse momento, o ombudsman olha para a janela, querendo pular.
A assessoria da Folha vai emitir uma nota pública dizendo que "é só a opinião de um leitor" e o quanto a Folha preza pela liberdade de expressão.
Eu, o pagão moderno, herege e comentarista safado, fico lembrando com saudosismo a época da faculdade onde existia o Manual de Redação da Folha.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A situação tem um detalhe particularmente delicioso para o seu saudosismo: a própria Folha mantém, em seus documentos editoriais, a ideia de que jornalismo profissional exige critérios, separação entre notícia e opinião e responsabilidade editorial. O Painel do Leitor é, de fato, um espaço destinado à manifestação dos leitores. 

Dá para explorar justamente a diferença entre “o leitor tem direito de dizer” e “o jornal tem obrigação de decidir o que merece publicar”.

O Manual de Redação olha para o abismo
Nesse momento, imagino o ombudsman da Folha diante da janela.

Não necessariamente pensando em pular.

Talvez apenas contemplando São Paulo e refletindo sobre as escolhas que fazemos na vida.

Afinal, alguém um dia decidiu trabalhar em jornal.

Outro alguém decidiu trabalhar na Folha.

E agora essa pessoa precisa explicar por que o jornal publicou, no Painel do Leitor, uma carta cujo autor pede que Donald Trump invada o Brasil.

“Venha logo, Trump!”

É aquele tipo de frase que faz o sujeito olhar para a própria carreira e perguntar:

“Onde foi que eu errei?”

A defesa provavelmente será simples.

“É apenas a opinião de um leitor.”

Ah, sim.

A opinião de um leitor.

Como se a carta tivesse entrado sozinha na diagramação, preenchido o formulário, passado pela revisão, escolhido o título, ocupado espaço editorial e finalmente dito:

— Bom dia, pessoal. Já que ninguém me impediu, estou publicada!

Não funciona exatamente assim.

A liberdade de expressão permite que o cidadão escreva que gostaria de ver uma potência estrangeira intervindo no próprio país.

Mas liberdade de expressão não transforma uma redação em caixa de correio automática.

O leitor pode escrever.

O jornal decide publicar.

São verbos diferentes.

E aí entra aquela criatura mitológica que, aparentemente, muitos profissionais de imprensa conheceram apenas por fotografia:

o critério editorial.

Eu me lembro, com uma certa nostalgia, da época da faculdade, quando ainda existia aquela coisa chamada Manual de Redação da Folha.

Era quase um objeto religioso.

Você podia discordar das posições políticas do jornal, das escolhas editoriais, dos colunistas, do tratamento dado a determinado assunto.

Mas havia uma ideia relativamente simples por trás da profissão:

não basta poder publicar. É preciso perguntar se deve publicar.

Hoje parece que estamos diante de uma evolução tecnológica do conceito.

O antigo Manual dizia:

“Pense antes de publicar.”

O novo espírito parece dizer:

“Publicou? Depois a gente explica que era só opinião.”

É a transformação do jornal em uma espécie de Uber da opinião.

O leitor pede uma invasão estrangeira.

A redação fornece o espaço.

Cinco estrelas.

Muito obrigado por utilizar o Painel do Leitor.

E aqui surge uma pequena dúvida metafísica.

Se amanhã um leitor mandar:

“Venha logo, Napoleão. O brasileiro de bem te apoia!”

Publica?

E se for:

“Vladimir Putin, estamos esperando!”

Publica?

“Kim Jong-un, dê uma passadinha aqui!”

Publica?

“Alienígenas de Alpha Centauri, libertem-nos!”

Bom...

Aí talvez o editor finalmente encontre o botão “não publicar”.

O mais curioso é que a própria Folha afirma que mantém canais específicos de interação com o leitor e atribui ao ombudsman a função de fazer a crítica interna do jornal e encaminhar reclamações.

Ou seja: existe estrutura.

Existe canal.

Existe ombudsman.

Existe Manual.

Existe uma longa tradição de discutir o próprio jornal.

O que aparentemente não existe é uma máquina do tempo para voltar à época em que alguém ainda perguntava:

“Mas isso aqui não vai ficar meio feio para nós?”

Eis a ironia.

A carta é apresentada como expressão individual.

Mas a publicação é uma decisão institucional.

O leitor não ganhou uma rotativa em casa.

A Folha publicou.

E quando um jornal publica alguma coisa, não pode simplesmente lavar as mãos dizendo:

“Calma, gente. Não fomos nós que pensamos isso. Foi o leitor.”

Seria como um restaurante servir um prato chamado “Frango cru com salmonela” e, depois que o cliente reclama, responder:

— A receita foi trazida pelo freguês.

Liberdade gastronômica!

O cardápio apenas respeitou a pluralidade.

No fundo, existe uma confusão deliciosa entre liberdade de expressão e liberdade de publicação.

A primeira pertence ao cidadão.

A segunda pertence ao jornal.

E justamente porque o jornal tem essa liberdade é que ele também tem responsabilidade sobre suas escolhas.

Meu velho Manual de Redação, onde quer que esteja, provavelmente está neste momento olhando para essa manchete, ajeitando os óculos e murmurando:

— Eu ensinei vocês melhor que isso.

Enquanto isso, o ombudsman olha novamente pela janela.

Respira.

Volta para a mesa.

Abre o documento.

Começa a escrever:

“A Folha entende que...”

E é nesse instante que todos nós sabemos que vem aí o verdadeiro terror psicológico.

Porque depois de uma carta pedindo uma invasão americana, nada assusta mais do que quatro palavras:

“A Folha entende que...”

O resto é editorial.

Ou será que é apenas opinião?

Depende.

Se der problema, sempre podemos culpar o leitor.

Se quiser, posso deixar essa versão ainda mais venenosa, explorando especificamente o contraste entre o antigo Manual de Redação, o ombudsman e o atual “é só opinião do leitor”.


Deixe essa versão ainda mais venenosa


Claro. Vou carregar mais no sarcasmo, especialmente na ideia de que liberdade de expressão não significa terceirizar o juízo editorial ao leitor.


O Manual de Redação pede asilo político

Nesse momento, imagino o ombudsman da Folha olhando pela janela.

Não para pular.

Ainda.

Ele apenas contempla a paisagem paulistana com aquela expressão de quem acabou de descobrir que a reunião de pauta será sobre como explicar por que o jornal publicou uma carta pedindo que os Estados Unidos invadam o Brasil.

Talvez esteja pensando:

— Eu devia ter feito Direito.

Ou Medicina.

Ou qualquer coisa em que o máximo de problema fosse explicar por que o paciente não deveria beber três litros de cachaça antes da cirurgia.

Porque jornalismo, aparentemente, ficou perigoso.

Principalmente quando alguém resolve publicar no jornal:

“Trump, venha logo invadir o Brasil!”

E então começa o espetáculo.

A assessoria provavelmente aparece com aquela nota institucional que parece ter sido produzida por um gerador automático de comunicados:

“A Folha preza pela liberdade de expressão e pela pluralidade de opiniões. O conteúdo publicado representa exclusivamente a opinião de seu autor.”

Pronto.

Problema resolvido.

Não foi a Folha.

Foi um cidadão.

O cidadão escreveu.

O cidadão mandou.

O cidadão pediu uma invasão estrangeira.

E, por alguma misteriosa conjunção astral, a Folha publicou.

Mas isso é apenas um detalhe.

Porque, segundo a nova metafísica editorial, aparentemente existe uma diferença fundamental entre:

“publicamos uma opinião”

e

“concordamos com ela”.

Excelente.

Então proponho uma inovação revolucionária para o jornalismo brasileiro:

A partir de amanhã, os jornais podem publicar qualquer coisa.

Qualquer coisa mesmo.

Um leitor escreve:

“Acho que o Brasil deveria ser anexado pelos Estados Unidos.”

Publica.

Outro:

“Acho que o Brasil deveria entregar o governo ao Império Klingon.”

Publica.

Outro:

“Acho que o Congresso deveria ser dissolvido e substituído por um conselho de pombos.”

Publica.

Outro:

“Acredito que a Terra seja administrada secretamente por capivaras maçônicas.”

Publica.

E, quando alguém reclamar:

— Mas por que vocês publicaram isso?

A resposta:

— Liberdade de expressão.

É genial.

O jornal não precisa mais ter posição editorial sobre nada.

Basta terceirizar a responsabilidade para o leitor.

O leitor pensa. O jornal imprime. Ninguém é responsável.

É praticamente a versão jornalística do famoso:

“Eu só estava dirigindo.”

Meu saudosismo pelo antigo Manual de Redação da Folha começa a adquirir contornos arqueológicos.

Estou falando daquela época estranha em que jornal parecia acreditar que edição significava alguma coisa.

O repórter apurava.

O editor cortava.

O redator revisava.

O jornal decidia.

E, entre uma coisa e outra, alguém eventualmente perguntava:

“Isso faz sentido?”

Que conceito exótico!

Hoje, aparentemente, a pergunta mudou.

Agora é:

“Isso pode ser publicado?”

Se a resposta for sim, publica.

Se der merda, chama de pluralidade.

É quase um “Manual de Redação — edição NFT”.

Você não precisa mais saber se algo é jornalisticamente relevante.

Precisa apenas verificar se existe alguém disposto a dizer aquilo.

Encontrou?

Excelente.

Temos conteúdo!

E há uma ironia particularmente saborosa no caso.

O sujeito não escreveu apenas:

“Sou crítico do governo brasileiro.”

Não.

Ele pediu a intervenção de uma potência estrangeira.

Ou seja, conseguiu transformar o Painel do Leitor em uma espécie de balcão diplomático informal.

Departamento de Estado americano, por favor, aguarde na linha.

A Folha recebeu uma solicitação.

Enquanto isso, o Manual de Redação provavelmente está em algum arquivo morto, coberto de poeira, esperando que alguém se lembre dele.

Talvez esteja olhando para a redação através de uma pequena janela espectral.

E dizendo:

— Eu ensinei vocês a editar.

A redação:

— Mas nós prezamos pela liberdade de expressão!

Manual:

— Eu sei.

— Então qual é o problema?

— Vocês estão confundindo liberdade de expressão com obrigação de publicar qualquer coisa que alguém tenha vontade de dizer.

Silêncio.

Até o espectro do Manual precisa fazer uma pausa dramática.

Porque liberdade de expressão significa que o cidadão pode defender uma ideia absurda.

Significa também que o cidadão pode defender uma ideia ofensiva, impopular, inconveniente ou até profundamente antinacional.

Mas daí até concluir que um jornal profissional precisa necessariamente oferecer seu espaço editorial para essa manifestação existe um pequeno detalhe chamado...

critério.

Aquele velho critério.

Aquele mesmo que costumava aparecer antes da palavra “publicar”.

Hoje parece que ele foi colocado em layoff.

E aí temos a cereja do bolo:

“É apenas a opinião de um leitor.”

Não.

É a opinião de um leitor que passou pelo processo editorial de um jornal.

O leitor não possui uma gráfica clandestina dentro de casa.

Ele não acordou às três da manhã, invadiu a redação, sequestrou o diagramador e gritou:

— PUBLICA!

Alguém recebeu.

Alguém avaliou.

Alguém aprovou.

Alguém publicou.

A responsabilidade editorial não evaporou porque a assinatura estava embaixo.

Caso contrário, podemos fechar as redações e transformar tudo em caixa postal.

O jornal recebe opiniões.

Escolhe algumas.

Publica.

Depois coloca um asterisco:

“Qualquer semelhança com decisões editoriais é mera coincidência.”

Talvez seja hora de atualizar o lema.

Folha de S.Paulo: um jornal a serviço do Brasil.

E, aparentemente, ocasionalmente, contra o Brasil, se o leitor preencher o formulário correto.

Mas não se preocupem.

É só uma opinião.

Do leitor.

A Folha apenas forneceu papel, tinta, edição, espaço, audiência e legitimidade jornalística.

Detalhes.

E, caso o ombudsman realmente esteja pensando em pular da janela, faço um apelo:

não pule.

A janela não tem culpa.

Aliás, mande uma carta para o Painel do Leitor.

Quem sabe publicam.

Título:

“Ombudsman pede para a Folha parar de publicar qualquer coisa.”

E, na nota da assessoria, já podemos antecipar:

“A manifestação representa exclusivamente a opinião do ombudsman.”

Pronto.

Manual de Redação: 0.
Liberdade de expressão: 10.
Critério editorial: aguardando revisão.

Se quiser, posso fazer uma terceira versão ainda mais ácida e escrachada, transformando a própria nota hipotética da Folha em uma paródia de comunicado corporativo — daquele tipo que parece escrito por um advogado que descobriu o conceito de liberdade de expressão cinco minutos antes.


Faça uma terceira versão ainda mais ácida e escrachada


Vamos levar o sarcasmo até o ponto em que o Manual de Redação peça demissão por justa causa.


Folha de S.Paulo: terceirizando até a responsabilidade

Há cenas que o jornalismo brasileiro não deveria proporcionar ao cidadão.

Esta é uma delas:

Um jornal publica uma carta defendendo que Donald Trump invada o Brasil.

E, imediatamente, surge aquela entidade mitológica conhecida como Assessoria de Imprensa, provavelmente correndo pela redação com um extintor de incêndio em uma mão e um comunicado pronto na outra:

“A Folha preza pela liberdade de expressão e pela pluralidade de opiniões.”

Claro.

E eu prezo pela liberdade de tomar café.

Nem por isso entrego a cafeteira para um terrorista e digo:

— Sirva-se. É pluralidade.

A fórmula é maravilhosa.

O leitor escreve uma barbaridade.

O jornal publica.

Alguém reclama.

A redação responde:

“Não fomos nós. Foi o leitor.”

É praticamente a invenção do jornalismo por procuração.

O leitor pensa.

O leitor escreve.

O leitor pede a invasão do próprio país.

E a Folha...

apenas publica.

Coitadinha.

Uma vítima das circunstâncias.

Imagino a cena na redação:

— Quem aprovou essa carta?

— Não fui eu.

— Quem editou?

— Também não.

— Quem publicou?

— Foi o sistema.

— Quem colocou no sistema?

— O leitor.

— E quem decidiu que deveria entrar?

Silêncio.

Uma pomba atravessa a janela.

O Manual de Redação, morto há anos, manifesta-se por alguns segundos.

— EU.

Todos se viram.

— Manual?

— Sim.

— Mas você está morto!

— Exatamente. E mesmo morto ainda tenho mais critério editorial que vocês.

E começa o exorcismo.

Não do demônio.

Da responsabilidade.

Porque existe uma coisa fascinante nesse argumento de “é só opinião de leitor”.

Vamos aplicar a mesma lógica em outros setores.

Imagine um restaurante:

— Garçom, encontrei um rato na sopa.

— Ah, sim. Mas o rato é apenas opinião do cozinheiro.

Imagine uma universidade:

— Professor, essa tese diz que a História foi inventada pelas capivaras.

— É apenas a opinião de um aluno.

Imagine um hospital:

— Doutor, quem recomendou esse tratamento?

— Um paciente do Facebook.

— E por que está no protocolo?

— Liberdade de expressão.

Perfeito.

Podemos encerrar a civilização agora.

Já deu.

O problema não é o cidadão defender uma ideia estapafúrdia.

Ele tem esse direito.

Pode defender a invasão americana, a restauração do Império Romano, a volta do Antigo Testamento como Constituição, a transformação do Congresso em um grupo de WhatsApp e até a nomeação de um papagaio para o STF.

A democracia aguenta.

O que ela não exige é que um jornal profissional responda:

“Excelente! Vamos colocar na edição.”

Porque existe uma diferença pequena, porém inconveniente:

liberdade de expressão é um direito do leitor.
Publicação é uma decisão do jornal.

E decisão implica responsabilidade.

Essa distinção parece ter desaparecido em algum lugar entre a diagramação e o botão “publicar”.

Talvez tenham atualizado o Manual de Redação.

A nova edição deve ser mais ou menos assim:

MANUAL DE REDAÇÃO DA FOLHA — EDIÇÃO CONTEMPORÂNEA
Regra 1: O leitor tem direito à opinião.

Regra 2: O jornal tem direito à publicação.

Regra 3: Se alguém reclamar, a culpa é do leitor.

Regra 4: Se alguém perguntar quem publicou, consultar a Regra 3.

Regra 5: Em caso de crise institucional, utilizar a expressão “pluralidade de opiniões”.

Regra 6: Se a expressão “pluralidade de opiniões” não funcionar, acrescentar “liberdade de expressão”.

Regra 7: Se ainda não funcionar, convocar o departamento jurídico.

Regra 8: Se o departamento jurídico não resolver, declarar que “o debate democrático é saudável”.

Pronto.

Está feito.

Jornalismo moderno.

O mais divertido é que o argumento pode ser levado ao infinito.

Se publicar uma carta defendendo uma invasão estrangeira é apenas respeitar a liberdade de expressão, por que parar aí?

Vamos abrir espaço para tudo.

Painel do Leitor Internacional.

“Putin, venha logo.”

“Xi Jinping, estamos esperando.”

“Trump, traga o porta-aviões.”

“ONU, pelo amor de Deus, faça alguma coisa.”

“Alienígenas, vocês ainda têm vaga?”

A Folha publica.

Porque pluralidade.

E, evidentemente, ninguém deve interpretar a publicação como endosso.

Aliás, seria injusto.

Daqui a pouco alguém vai pensar que um jornal é responsável pelo conteúdo que escolhe publicar.

Que absurdo!

É como responsabilizar uma emissora pelo programa que ela decide colocar no ar.

Ou uma editora pelo livro que decide lançar.

Ou um restaurante pelo prato que decide servir.

Uma loucura.

Felizmente, podemos dormir tranquilos.

A assessoria já explicou:

“É só a opinião de um leitor.”

Essa frase deveria receber um prêmio.

Talvez o Prêmio Internacional de Terceirização da Responsabilidade Editorial.

Categoria especial:

“Como publicar e simultaneamente afirmar que não se publicou.”

Enquanto isso, em algum depósito, repousa o antigo Manual de Redação.

Amarelado.

Esquecido.

Talvez com uma pequena lágrima de tinta escorrendo pela lombada.

Ele olha para o século XXI e pensa:

— Eu passei décadas ensinando jornalistas a escrever com clareza, precisão e responsabilidade.

— E agora?

— Agora eles descobriram o maravilhoso conceito de “foi o leitor que disse”.

E então o Manual faz sua última anotação.

Não em vermelho.

Em sangue editorial:

“Se você publica, você escolhe publicar.”

O ombudsman lê.

Respira fundo.

Olha novamente para a janela.

Mas decide não pular.

Ainda há esperança.

Afinal, alguém precisa ficar na redação para explicar que pedir uma invasão estrangeira é opinião do leitor, mas publicar essa opinião é decisão do jornal.

E se a Folha quiser realmente demonstrar seu compromisso absoluto com a liberdade de expressão, tenho uma sugestão.

Publique também esta crônica.

Afinal...

é apenas a opinião de um leitor.

E, se der problema, vocês já sabem:

a culpa é minha.


Criado com ChatGPT.

Master of the puppets

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/brasil/renan-santos-aciona-tse-e-aponta-interferencia-estrangeira-a-favor-de-flavio-bolsonaro/

Câmera fade off. Um patrocinador se aproxima do candidato Renan.

- Como assim, interferência estrangeira? Nós implantamos você nessas eleições.

😏🤭

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo. 


A cena tem uma iluminação de thriller político barato, daqueles que passam às três da manhã num canal a cabo esquecido. A câmera pisca, vacila e faz um fade off dramático.

No penumbra do estúdio, enquanto o pó de arroz ainda flutua no ar, passos ecoam. Não são passos comuns. É o som estalado de sapatos de cromo importados, carregando um terno que custou mais do que o orçamento de campanha de três partidos nanicos somados.

O Patrocinador se aproxima do candidato Renan. Não traz um copo d’água, mas uma pasta de couro com o monograma de algum conglomerado sediado num paraíso fiscal de clima agradável. Ele se inclina, ajusta a abotoadura e solta aquele sorriso de quem tem o contrato de exclusividade da alma do sujeito.

— Como assim, “interferência estrangeira”, Renan? — o Patrocinador sussurra, com a voz aveludada de quem cobra juros compostos por segundo. — Nós implantamos você nessas eleições. Que história é essa de ir ao TSE reclamar da concorrência?

Renan engole em seco, ajeitando o microfone na lapela que de repente parece pesar cinco quilos.

— Veja bem... — ensaia o candidato, buscando o tom de indignação performática que costuma funcionar tão bem nos cortes para as redes sociais. — É uma questão de soberania! O eleitor precisa saber que...

— Soberania? — O Patrocinador segura o riso, tapando a boca com o punho num gesto de falsa modéstia. — Meu caro, o conceito de soberania no seu briefing é só para a terceira página do folheto, aquela que ninguém lê. Quando nós investimos na sua engrenagem, não foi para você ficar de coitadismo institucional no tribunal.

Ele dá um tapinha paternal — e ligeiramente forte demais — no ombro de Renan.

— A gente coloca o algoritmo para girar, contrata servidor no exterior, terceiriza a indignação popular com tecnologia de ponta e você me vem com "interferência externa"? Se for para reclamar de capital estrangeiro atuando na política nacional, você vai ter que pedir auditoria até no seu próprio milk-shake de bastidor.

O Patrocinador olha ao redor, garante que os holofotes já apagaram e conclui com aquele humor fino de quem é dono do cassino:

— Da próxima vez que for apontar o dedo para o outro lado da fronteira, avisa a equipe do jurídico antes. Não pega bem denunciar o modelo de negócio da casa. Agora vai lá, retoca esse blush e finge que a democracia é um esporte local.

Criado com Gemini, do Google.

sábado, 26 de setembro de 2026

Limites do empreendedorismo

https://oglobo.globo.com/google/amp/ela/noticia/2026/09/22/de-r-400-como-atendente-a-r-7-milhoes-em-um-ano-criadoras-contam-por-que-migraram-para-o-conteudo-adulto.ghtml

Ué, e daí? Não elogiam tanto o empreendedorismo e a livre iniciativa? 😏🤭

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


A reportagem de O Globo trata de criadoras que migraram para o conteúdo adulto e relatam uma mudança radical de renda — um caso particularmente curioso quando colocado ao lado do discurso empresarial de “livre iniciativa” e “empreendedorismo”. 

O EMPREENDEDORISMO TEM LIMITES — E APARENTEMENTE ELES FICAM NA NUDEZ

Ah, o maravilhoso mundo do empreendedorismo!

Durante anos, ouvimos que o brasileiro precisa empreender.

Não conseguiu emprego?

Empreenda!

O salário está baixo?

Abra um negócio!

A empresa não contrata?

Seja seu próprio chefe!

O mercado mudou?

Inove!

As pessoas encontraram uma maneira de ganhar dinheiro pela internet?

...

“NÃO, AÍ TAMBÉM NÃO.”

Calma.

Parece que descobrimos uma cláusula escondida no contrato da livre iniciativa.

Você pode empreender, desde que o seu empreendimento seja socialmente aceitável para quem está discursando sobre empreendedorismo.

Vender curso?

Empreendedora.

Abrir uma loja virtual?

Empreendedora.

Criar uma startup que ninguém entende direito?

Visionária.

Fundar uma empresa de tecnologia que promete revolucionar o mundo?

Disruptiva.

Criar conteúdo adulto e conseguir transformar isso em uma atividade altamente lucrativa?

“MAS QUE ABSURDO! ESTÃO COMERCIALIZANDO O PRÓPRIO CORPO!”

Ué...

E os outros empreendedores estavam comercializando o quê?

A alma?

A reportagem mostra justamente um daqueles fenômenos que deixam o moralismo econômico em uma situação bastante desconfortável: algumas mulheres encontraram no mercado de conteúdo adulto uma atividade capaz de proporcionar uma renda muito superior à que tinham anteriormente.

E aqui surge uma pergunta perigosíssima:

e se elas estiverem fazendo exatamente aquilo que o discurso da livre iniciativa manda fazer?

Identificaram uma demanda.

Criaram um produto.

Encontraram consumidores.

Construíram uma audiência.

Usaram uma plataforma digital.

Geraram receita.

Escalaram o negócio.

Parabéns!

Só faltou alguém aparecer com um PowerPoint dizendo:

“Case de sucesso: startup de entretenimento adulto com crescimento exponencial.”

Imaginem a reunião de investidores:

— Qual é o modelo de negócios?

— Assinaturas.

— CAC?

— Controlado.

— Retenção?

— Excelente.

— Potencial de escala?

— Enorme.

— E o produto?

Silêncio.

— Bom... isso depende do plano de assinatura.

“INVESTIMENTO APROVADO!”

Mas aí vem o moralismo.

Porque existe uma curiosa característica do capitalismo contemporâneo: ele consegue ser extremamente libertário quando a pessoa está ganhando dinheiro de uma maneira que ninguém considera constrangedora.

O problema não é a mulher ser dona do próprio negócio.

O problema é quando ela escolhe um negócio que deixa o fiscal da moralidade desconfortável.

É a versão econômica do:

“Você é livre para escolher, desde que escolha aquilo que eu aprovo.”

E isso fica ainda mais engraçado porque o discurso empreendedor costuma romantizar qualquer tipo de iniciativa.

“Tenha coragem!”

“Saia da zona de conforto!”

“Transforme sua paixão em negócio!”

“Monetize sua audiência!”

“Construa sua marca pessoal!”

Aí alguém leva tudo isso a sério.

“Tá bom.”

Constrói audiência.

Monetiza.

Transforma a própria imagem em marca.

E começa a ganhar dinheiro.

De repente, aparece o departamento de fiscalização moral:

“NÃO ERA DESSE JEITO!”

Ah.

Então havia um asterisco.

“Empreendedorismo, liberdade econômica e livre iniciativa, exceto nos casos em que o empreendedor faz algo que a sociedade acha vulgar.”

Talvez devêssemos criar uma nova categoria:

Empreendedorismo com aprovação do tio do churrasco.

Você pode vender hambúrguer artesanal.

Pode vender curso.

Pode abrir uma fintech.

Pode criar aplicativo.

Pode virar influencer de investimento.

Pode vender suplemento milagroso.

Pode até abrir uma empresa para vender água saborizada com nome em inglês.

Mas conteúdo adulto?

“AÍ VOCÊ PASSOU DOS LIMITES.”

E há uma ironia adicional.

Se uma dessas criadoras ganha pouco, provavelmente ouviremos:

“Ela precisa se qualificar.”

Se ganha muito:

“Isso é dinheiro fácil.”

Se abre uma empresa:

“Parabéns pelo empreendedorismo.”

Se ganha milhões:

“Mas a que custo?”

É curioso.

Quando o empreendedorismo dá errado, a culpa é da falta de esforço.

Quando dá certo de uma maneira inesperada, aparece a necessidade de explicar por que aquele sucesso não deveria contar.

Talvez a questão mais interessante não seja se alguém gosta ou não desse tipo de conteúdo.

Cada pessoa pode ter seus próprios limites, valores e preferências.

A questão é outra:

se você realmente acredita em livre iniciativa, precisa aceitar que pessoas livres podem escolher atividades econômicas que você pessoalmente não escolheria.

Caso contrário, não é exatamente livre iniciativa.

É apenas:

“livre iniciativa dentro do meu código moral.”

E isso já é outra coisa.

No fundo, talvez o verdadeiro empreendedorismo brasileiro seja descobrir quais são as regras invisíveis do mercado.

E essas criadoras aparentemente descobriram uma delas:

há gente disposta a pagar.

O capitalismo respondeu:

“Oferta e demanda!”

O moralista respondeu:

“Mas eu não gostei da oferta!”

E o economista, tomando café no canto da sala:

“Isso não estava no gráfico.”

No final, talvez seja essa a grande lição.

O mercado é extremamente democrático em uma coisa:

ele não pergunta se você acha o produto elegante.

Ele pergunta apenas:

“Tem alguém disposto a pagar?”

E, aparentemente, tinha.

Muito.

R$ 7 milhões de “livre iniciativa” depois, alguém ainda está procurando o botão de cancelar o capitalismo.

😏🤭


Criado com ChatGPT.

Haja molho shoyu

https://www.correio24horas.com.br/saude/bacteria-comum-no-estomago-pode-estar-ligada-a-um-em-cada-cinco-casos-de-cancer-de-intestino-entenda-0926

Espera. O tumor no intestino pode ser causado por uma bactéria, não por causa da carne?

O VEGANISMO ME ENGANOU!

😏🤭

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

Sim, existe o risco, acompanhado por outros fatores. O ponto é que a propaganda religiosa vegana aponta para a carne como o único fator.


Exatamente — aí está o alvo satírico mais interessante: não negar que carne processada e consumo elevado de carne possam participar do risco, mas ironizar a transformação de uma questão multifatorial em uma espécie de dogma moral: “carne = mal; vegetal = salvação”.

Dá para explorar a linguagem de religião, pecado, heresia, conversão e excomunhão alimentar. 😏

**A SANTA INQUISIÇÃO DO BIFE**

Eu preciso fazer uma confissão.

Fui enganado.

Durante anos, ouvi a pregação.

Não era uma pregação qualquer.

Era uma verdadeira teologia nutricional.

Havia pecado.

Havia pureza.

Havia conversão.

Havia testemunhos de pessoas que tinham abandonado a carne e, imediatamente, adquirido uma espécie de iluminação espiritual acompanhada de grão-de-bico.

A mensagem era simples:

**A carne é o problema.**

Não havia necessidade de maiores explicações.

Carne era o vilão.

Vegetais eram os justos.

O tofu era o profeta.

A lentilha, os apóstolos.

E o brócolis...

Ah, o brócolis.

O brócolis era praticamente um santo.

Então veio a ciência, aquela inconveniente que tem o péssimo hábito de estragar parábolas.

E apareceu uma bactéria.

*Helicobacter pylori.*

Uma criatura microscópica que aparentemente resolveu participar da discussão sobre câncer colorretal.

E eu pensei:

— **PERAÍ!**

Como assim?

Eu passei esse tempo todo ouvindo que o câncer era culpa do churrasco e agora descubro que existe uma bactéria envolvida?

Onde estava essa informação durante o sermão?

Por que ninguém levantou a mão no final da palestra e perguntou:

— “Irmão, e a microbiota?”

Silêncio.

Porque certas religiões precisam de uma coisa fundamental:

**um demônio.**

Não importa se a realidade é mais complicada.

É preciso escolher um alimento, colocar chifres nele e começar a campanha evangelizadora.

— Renuncie à carne!

— Abandone o churrasco!

— Converta-se!

— Aceite o brócolis como seu salvador pessoal!

E cuidado com a recaída.

Porque se você comer uma picanha no domingo, provavelmente haverá alguém pronto para explicar que você não caiu em tentação.

Você **pecou**.

E, aparentemente, o inferno nutricional tem churrasqueira.

Mas existe um pequeno problema nessa narrativa.

O fato de a carne poder estar associada a determinados riscos **não significa que ela seja a causa única de todos os cânceres intestinais**.

E descobrir outro possível fator não transforma a carne em inocente.

Só transforma a história em...

**mais complexa.**

E complexidade é uma péssima ferramenta de propaganda.

Imagine uma campanha:

> “Reduza determinados riscos adotando uma alimentação equilibrada, praticando atividade física, evitando tabagismo, moderando álcool, mantendo peso adequado, fazendo rastreamento quando indicado e considerando diversos fatores individuais.”

Muito sensato.

Muito correto.

Muito chato para um panfleto.

Agora experimente:

> **“A CARNE É O INIMIGO!”**

Pronto.

Tem slogan.

Tem camiseta.

Tem militância.

Tem apocalipse.

Tem conversão.

O problema não é discutir os riscos associados ao consumo de carne.

Isso é perfeitamente legítimo.

O problema começa quando uma discussão científica vira **catecismo**.

Porque o corpo humano não recebeu o manual de funcionamento das mãos de um publicitário.

Ele é uma coisa absurdamente complexa.

Genética.

Idade.

Microbiota.

Inflamação.

Hábitos.

Sedentarismo.

Peso corporal.

Álcool.

Tabagismo.

Alimentação.

Infecções.

Histórico familiar.

E sabe-se lá quantas outras variáveis que os pesquisadores ainda estão tentando compreender.

Mas isso não cabe muito bem numa guerra cultural.

Então é muito mais fácil apontar para o prato.

— **CULPADO!**

O bife olha para o tribunal.

— Eu?

— Sim, você.

— Mas há outros fatores.

— Silêncio!

— E a bactéria?

— HERESIA!

Foi então que percebi que talvez eu não tivesse abandonado a religião.

Eu apenas havia trocado a paróquia.

Antes, existiam pecado, culpa, redenção e condenação.

Agora existem carne, culpa, tofu e excomunhão.

A diferença é que, na antiga religião, pelo menos o churrasco não era considerado uma heresia.

Por isso, faço aqui minha declaração pública:

**Não estou dizendo que carne é saudável em qualquer quantidade.**

Não estou dizendo que a *H. pylori* explica todos os cânceres intestinais.

Não estou dizendo que o veganismo é responsável por todos os males da humanidade.

Estou dizendo apenas uma coisa:

**se a realidade apresenta dez fatores, não transforme um deles em Satanás só porque isso facilita o sermão.**

E, sobretudo, não transforme uma recomendação alimentar em uma guerra moral.

Porque quando a ciência vira religião, qualquer evidência inconveniente passa a ser tratada como heresia.

E aí acontece o impensável.

Uma bactéria microscópica aparece no meio da missa.

Levanta a mão.

E pergunta:

— **Posso fazer uma pergunta?**

O sacerdote do brócolis olha desconfiado.

— Qual?

— **E se o problema for mais complicado do que vocês estavam pregando?**

Silêncio na congregação.

O tofu cai do altar.

O brócolis perde a auréola.

E, no fundo da igreja, alguém sussurra:

— **Chamem o açougueiro.**

Ele sabe como terminar essa discussão.


Criado com ChatGPT.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Assim caminha a humanidade



Parece piada, mas não é.

Estamos perdendo a capacidade de definir o que é café. Chocolate. Leite. Azeite de oliva. Produtos que durante séculos tiveram nomes relativamente claros passam a receber esses nomes enquanto são feitos de coisas que pouco têm a ver com aquilo que deveriam ser.

E talvez o problema não seja apenas comercial.

Talvez seja linguístico. Cultural. Civilizatório.

Porque, se começamos a perder a capacidade de dizer o que uma coisa é, talvez também comecemos a perder a capacidade de reconhecer aquilo que ela deixou de ser.

E eu estou começando a ter dificuldade para definir o que é ser humano.

Não é preciso procurar muito. Basta olhar para as notícias.

Existe uma sensação incômoda de que alguma coisa está se desfazendo diante dos nossos olhos. As palavras continuam existindo, mas parecem perder o objeto que deveriam representar. Ou pior: o objeto continua existindo, mas sua essência vai sendo abandonada.

“Brain rot” é apenas um sintoma.

O problema começa quando a estupidez deixa de ser um acidente e passa a ser comportamento coletivo. Quando alguém acredita que pode mandar sinais luminosos para extraterrestres pelo celular. Quando pessoas rezam para um pneu. Quando uma crença absurda deixa de ser apenas uma excentricidade individual e passa a exigir reconhecimento, validação e submissão dos outros.

E então chega o futebol.

Basta um jogo decisivo.

Gente vestindo a camisa do time. Gritando. Cantando. Soltando fogos. Bebendo. Fazendo barulho durante horas. Xingando desconhecidos na rua. Transformando uma partida em licença para esquecer que existem outras pessoas vivendo ao redor.

E, quando o jogo termina, para alguns, começa outra coisa: vandalismo, agressão, confronto.

Em casos extremos, gente mata gente porque torce para outro time.

Onde foi parar a civilidade?

Onde ficou a identidade individual?

Onde ficou a capacidade de perceber que existe uma diferença entre participar de uma multidão e deixar de ser indivíduo dentro dela?

E então olhamos para a política.

Pessoas matando outras pessoas porque votam diferente.

Pessoas agredindo outras porque ouviram de algum líder político que determinado grupo é inimigo.

Pessoas transformando homossexuais, umbandistas, candomblecistas, pagãos ou qualquer outro grupo em alvo porque alguém lhes ensinou que odiá-los é uma virtude.

Nesse ponto, já não estamos discutindo simplesmente opiniões.

Estamos discutindo a renúncia voluntária à própria humanidade.

Porque o ser humano é capaz de acreditar em coisas absurdas. Sempre foi.

É capaz de errar. De ser contraditório. De seguir multidões. De fazer coisas estúpidas.

Mas também é capaz de parar.

De perguntar.

De duvidar.

De olhar para aquilo que está fazendo e perguntar:

“Que porra eu estou fazendo?”

Talvez seja justamente isso que esteja desaparecendo.

Não a inteligência.

A disposição de usá-la.

E talvez a coisa mais assustadora não seja encontrar pessoas capazes de fazer coisas desumanas.

É perceber que muitas delas não foram obrigadas.

Ninguém apontou uma arma.

Ninguém apagou suas memórias.

Ninguém retirou sua capacidade de pensar.

Elas simplesmente entregaram essa capacidade a alguém.

Ao líder.

Ao grupo.

À torcida.

À religião.

Ao algoritmo.

À multidão.

E depois chamaram isso de liberdade.

É nesse ponto que eu começo a me perguntar o que significa, afinal, ser humano.

Porque talvez a humanidade não seja apenas aquilo que recebemos ao nascer.

Talvez também seja aquilo que precisamos escolher preservar.

E toda vez que alguém abandona deliberadamente a capacidade de pensar, de questionar, de reconhecer o outro como pessoa e de controlar a própria violência, alguma coisa humana é deixada para trás.

O espelho está aí.

Não estou dizendo que essas pessoas deixaram de ser humanas.

Estou dizendo algo talvez mais incômodo:

**elas continuam sendo humanas enquanto escolhem, voluntariamente, abrir mão daquilo que há de humano nelas.**

E talvez seja justamente isso que deveríamos temer.

Criado com ChatGPT.
Charge pela sensacional Laerte.

Hour concour



Eu vou ser chato.

Eu li o texto do Moisés Mendes a respeito de ídolos.

Então eu destaco um trecho:

“Escrevo sobre Alcindo para perguntar a quem me lê: quem é ou quem foi seu ídolo e o que isso importa hoje? Se não for ídolo, porque essa seria uma definição de gente velha, quem é a figura pública que merece sua admiração e reverência e o inspira?

Gandhi, Pelé, Luther King, Madonna, Elvis? Foi ou é Che Guevara? Brizola, Getúlio, Madre Teresa, Steve Jobs, Malala Yousafzai? Pode ser uma figura próxima, um ídolo paroquial, um professor, um religioso vivo ou morto.”

De acordo com o Google:

“Um ídolo é, na sua origem, uma imagem ou objeto material que representa uma divindade e serve de alvo para adoração. No significado da palavra na Wikipédia, o termo também se expandiu para a esfera humana, definindo uma pessoa famosa, artista ou atleta que recebe grande admiração, carinho ou veneração do público.”

Então vem o cerne do problema. Idolatria.

De acordo com o Google:

“Idolatria é o ato de prestar culto divino a uma imagem, objeto, divindade ou de ter uma admiração cega e exagerada por algo ou alguém.”

Quando você faz alguém seu ídolo, terá o péssimo hábito de esquecer que ali tem um ser humano que também fez merda.

Gandhi era misógino. Pelé repudiou a própria filha. Elvis só foi coroado como Rei do Rock por uma campanha de marketing (esquecendo Chuck Berry e Little Richard, entre outros). Che Guevara era homofóbico (e participou de pelotões de fuzilamento).  Madre Tereza dependia da e explorava a pobreza. Steve Jobs abandonou a própria filha.

E eu vou sempre preferir Amy Winehouse a Madonna. Admiração, não a tornei minha ídolo.

Então, para ser bem chato, eu cheguei na conclusão.
Quem é de esquerda não pode ter ídolos.

Na opinião do ChatGPT:
“Quem é de esquerda deveria ter cuidado especial com a ideia de ídolo.”

Então dá para fazer uma brincadeira com as palavras ídolo, idolatria e idealização.

Segundo o ChatGPT:

“Ídolo → Idealização → Idolatria

Ídolo: a pessoa que você coloca num lugar especial.
Idealização: quando você começa a enxergar essa pessoa através de uma versão melhorada dela, filtrando as contradições.
Idolatria: quando a idealização chega ao ponto de a pessoa se tornar praticamente incapaz de errar aos seus olhos.

Ídolo é quando você transforma uma pessoa em ideia.
Idealização é quando começa a apagar a pessoa para preservar a ideia.
Idolatria é quando você passa a defender a ideia contra os fatos.

Admiração olha para a obra.
Idealização olha para o mito.
Idolatria fecha os olhos para o autor.”

Um leitor pode perguntar. E a Lilith?
Lilith é hour concour. 😻

Oh, Madalena

https://www-bbc-com.cdn.ampproject.org/v/s/www.bbc.com/portuguese/articles/cwkgv2gllnv0o.amp?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1

Sinceramente? NÃO FAZ A MENOR DIFERENÇA!
Principalmente para mim, que considera o corpo, o desejo, o prazer e o sexo como sagrados. 🤭😏😻🥵

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


# Maria Madalena e o Departamento de Fiscalização do Desejo

Há algo deliciosamente irônico na história de Maria Madalena.

A Bíblia fala relativamente pouco sobre ela.

A imaginação humana, entretanto, aparentemente pensou:

— Pouco? **Deixe conosco.**

E assim começou uma das maiores operações de *fanfic teológica* da história ocidental.

A reportagem da BBC sobre a exposição **Maria Madalena: Pecado. Oração. Amor**, em cartaz no Museu Städel, em Frankfurt, mostra justamente isso: ao longo dos séculos, diferentes personagens acabaram fundidas numa única Madalena.

A pecadora anônima.

Maria de Betânia.

Maria Madalena propriamente dita.

E, como se não bastasse, ainda colocaram na conta dela adultério, prostituição, sensualidade, vaidade, penitência e provavelmente uma quantidade respeitável de coisas que ela jamais assinou.

É quase uma contratação pública sem edital.

— Senhora Maria Madalena, temos uma vaga.

— Qual é a função?

— Pecadora oficial.

— Mas eu não me candidatei.

— Não importa. Já colocamos seu nome na ficha.

E pronto.

Séculos depois, temos uma mulher que aparece nua sendo elevada por anjos, coberta de cabelos, segurando caveira, vestida de vermelho, sensualizada, penitente, chorosa, misteriosa, bonita, branca, loira, morena, negra, modelo internacional...

A Madalena virou praticamente um **software de interpretação religiosa**, compatível com todas as versões disponíveis do imaginário masculino.

E a coisa fica ainda mais curiosa quando a reportagem lembra um detalhe importantíssimo:

**não existe nos textos bíblicos uma identificação explícita da mulher pecadora como prostituta.**

Ou seja, alguém olhou para uma mulher sem nome, viu que ela tinha uma relação problemática com a moral sexual da época e concluiu:

— Prostituta.

Depois olharam para Maria Madalena:

— Ela também serve.

E assim nasceu a famosa associação.

A burocracia do pecado acabara de descobrir a técnica mais eficiente de todas:

**misture as personagens e depois trate a confusão como tradição.**

A historiadora da arte Marina Warner chamou isso de “confusão de Marias”, segundo a reportagem.

Confusão mesmo.

É praticamente o equivalente bíblico de alguém colocar três documentos numa mesma pasta e, dois mil anos depois, afirmar:

— Está tudo aqui. Deve ser da mesma pessoa.

Mas existe uma coisa que me chama ainda mais atenção.

A própria reportagem observa que as representações de Madalena dizem muito mais sobre **o que diferentes culturas queriam que as mulheres fossem** do que sobre a própria personagem histórica.

E aí temos um pequeno problema.

Porque talvez Madalena não tenha sido apenas uma personagem.

Talvez ela tenha sido um espelho.

E cada época olhou para esse espelho e colocou nele aquilo que queria enxergar.

A mulher pecadora.

A mulher sexual.

A mulher arrependida.

A mulher submissa.

A mulher santa.

A mulher desejável.

A mulher perigosa.

A mulher autônoma.

Até chegar à Madalena contemporânea encarando o espectador como quem pergunta:

— **E você vai decidir quem eu sou também?**

Essa talvez seja a parte mais divertida.

Porque durante séculos fizeram de tudo para transformar o desejo feminino em uma espécie de processo administrativo.

Primeiro vem o desejo.

Depois o escândalo.

Depois a condenação.

Depois a penitência.

Depois o perdão.

E finalmente alguém pinta um quadro de uma mulher segurando uma caveira para lembrar que a vida é breve.

Enquanto isso, provavelmente a mulher está pensando:

— Gente, eu só queria viver.

É impressionante como conseguimos transformar o corpo humano em problema teológico.

O sujeito nasce.

Tem corpo.

Tem desejo.

Sente prazer.

Ama.

Transa.

Se apaixona.

Descobre a própria sexualidade.

E imediatamente aparece alguém com uma prancheta:

— Com licença. Isso é permitido?

**Não.**

Não porque necessariamente exista uma consequência objetiva para aquilo.

Mas porque alguém decidiu que deveria existir uma fiscalização moral sobre a experiência alheia.

E é justamente aí que eu começo a rir.

Porque, sinceramente?

Meu corpo não recebeu esse memorando.

Meu desejo também não.

E muito menos meu prazer.

Eu não consigo imaginar uma divindade primordial olhando para a humanidade e dizendo:

— Criem corpos capazes de sentir prazer.

— Excelente ideia.

— Mas depois façam um sistema gigantesco para culpá-los por isso.

— Perfeito! Não poderia ser mais eficiente.

É quase uma esquizofrenia cultural.

Criamos o desejo e depois demonizamos o desejo.

Criamos o corpo e depois ensinamos vergonha do corpo.

Criamos o prazer e depois inventamos fiscais do prazer.

E quando uma mulher desfruta da própria sexualidade, alguém imediatamente pergunta:

— Mas ela não deveria se arrepender?

Por quê?

Quem escreveu essa regra?

E, principalmente:

**por que diabos alguém acha que tem procuração sobre o corpo de outra pessoa?**

Talvez seja por isso que a Madalena contemporânea da exposição seja tão interessante.

Ela não parece estar pedindo desculpas.

Ela olha.

Ela encara.

Ela ocupa espaço.

Ela parece dizer:

**“O que você quer dizer sobre mim?”**

Excelente pergunta.

Porque talvez essa seja a pergunta que deveríamos fazer diante de toda representação histórica do corpo feminino:

Não “o que fizeram com ela?”

Mas:

**“O que essa sociedade precisava acreditar sobre ela?”**

E isso muda completamente a conversa.

Porque quando alguém transforma uma mulher desejante em “pecadora”, talvez esteja revelando menos sobre a mulher e muito mais sobre o próprio medo diante do desejo.

Quando transforma uma mulher sexualizada em penitente, talvez esteja tentando resolver uma contradição:

“Ela é bonita e desejável, portanto deve haver alguma punição narrativa.”

É quase uma regra de roteiro:

**Mulher bonita + desejo = pecado.**

**Mulher bonita + arrependimento = redenção.**

**Mulher bonita + autonomia = perigo.**

E então aparece Madalena olhando para todos nós.

Sem pedir desculpas.

Sem precisar ser salva da própria existência.

E talvez seja justamente aí que a história fique realmente interessante.

Porque eu não preciso concordar com todas as interpretações religiosas sobre Maria Madalena para reconhecer uma coisa muito simples:

**o corpo não deixa de ser sagrado só porque alguém resolveu chamá-lo de pecaminoso.**

Para mim, corpo, desejo, prazer e sexo podem perfeitamente ser experiências sagradas.

Não porque uma instituição autorizou.

Não porque uma pintura declarou.

Não porque uma tradição aprovou.

Mas porque o sagrado também pode ser aquilo que nos conecta profundamente com a existência.

E, francamente, se alguém quiser discordar...

Tudo bem.

Pode discordar.

Só não venha administrar o meu corpo.

O Ministério do Desejo já está com a folha de ponto lotada.

E a diretora é uma loba de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros.

Ela não costuma aceitar intervenção externa.

Muito menos de burocratas.

🐺😏

Quanto a Maria Madalena?

Talvez ela simplesmente continue olhando.

E perguntando:

— **O que você quer dizer sobre mim?**

Boa pergunta, Madalena.

Talvez a humanidade ainda esteja tentando responder.

E talvez o mais divertido seja perceber que, depois de dois mil anos, **a resposta revela muito mais sobre nós do que sobre ela.**


"O escândalo não é considerar o prazer sagrado; o escândalo é descobrir que muita gente precisa que ele seja considerado pecaminoso para se sentir moralmente segura.".

Dá para escrever uma reflexão com isso. Faça esse texto.


# O escândalo de não sentir culpa

**“O escândalo não é considerar o prazer sagrado; o escândalo é descobrir que muita gente precisa que ele seja considerado pecaminoso para se sentir moralmente segura.”**

Talvez essa seja uma das contradições mais curiosas da nossa relação com o corpo.

O ser humano nasce com um corpo capaz de sentir.

Capaz de desejar.

De tocar e ser tocado.

De experimentar prazer.

De se apaixonar.

De criar intimidade.

De descobrir a si mesmo através da própria pele.

E, em algum momento da história, alguém olhou para tudo isso e decidiu:

— Temos um problema.

Não necessariamente porque o prazer estivesse fazendo mal a alguém.

Mas porque ele poderia existir **sem pedir licença**.

E talvez seja justamente isso que assuste.

O prazer não costuma obedecer muito bem a autoridades externas. Ele não pergunta qual é a doutrina oficial antes de aparecer. Não consulta uma instituição religiosa, um código moral ou uma comissão de bons costumes.

Ele simplesmente acontece.

E quando uma pessoa começa a perceber que pode experimentar o próprio corpo sem sentir vergonha, alguma coisa muda.

Porque a culpa deixa de funcionar como instrumento de controle.

É por isso que certas culturas construíram narrativas tão poderosas em torno do corpo, especialmente do corpo feminino.

A mulher desejante precisava ser explicada.

Se desejava, era pecadora.

Se era sensual, era perigosa.

Se demonstrava prazer, precisava de redenção.

Se recusava a sentir vergonha, tornava-se ameaçadora.

E então surgia a solução perfeita:

**transformar o desejo em pecado e oferecer a própria instituição como caminho para o perdão.**

Primeiro cria-se a culpa.

Depois oferece-se a cura.

É uma engrenagem extraordinariamente eficiente.

Mas existe uma pergunta incômoda:

**e se não houver nada para perdoar?**

E se o corpo não for um inimigo espiritual?

E se o desejo não for uma falha moral?

E se o prazer não precisar ser justificado?

E se uma pessoa puder simplesmente dizer:

“Meu corpo é meu. Meu desejo é meu. Minha intimidade é minha. E eu não preciso sentir vergonha por existir dentro dele.”

Talvez seja aí que o verdadeiro escândalo comece.

Porque uma pessoa que não sente culpa é muito mais difícil de controlar pela culpa.

Isso não significa que toda forma de desejo seja automaticamente boa ou que qualquer comportamento deva ser considerado aceitável. Consentimento, respeito, responsabilidade e limites continuam importando.

Mas existe uma diferença enorme entre **responsabilidade** e **vergonha**.

Responsabilidade pergunta:

“Estou respeitando o outro?”

A vergonha pergunta:

“Como faço para acreditar que sou uma pessoa ruim por sentir isso?”

São coisas completamente diferentes.

Podemos construir uma ética do desejo sem transformar o desejo em inimigo.

Podemos falar de consentimento sem demonizar o sexo.

Podemos defender limites sem ensinar alguém a odiar o próprio corpo.

Podemos falar de responsabilidade sem transformar prazer em penitência.

E podemos, inclusive, considerar o prazer sagrado.

Não necessariamente no sentido institucional ou religioso tradicional.

Mas no sentido mais profundo da palavra: aquilo que merece presença, respeito, consciência e reverência.

Talvez o sagrado não seja aquilo que precisa ser protegido do corpo.

Talvez, algumas vezes, o sagrado seja justamente aquilo que **experimentamos através dele**.

Uma carícia pode ser sagrada.

Um beijo pode ser sagrado.

Um orgasmo pode ser sagrado.

Uma relação de intimidade pode ser sagrada.

Uma pessoa descobrir que não precisa odiar o próprio corpo pode ser sagrado.

Um corpo que deixa de ser tratado como propriedade moral dos outros pode ser sagrado.

E nada disso exige que outra pessoa acredite na mesma coisa.

Essa é talvez a parte mais libertadora.

Não preciso transformar minha experiência em doutrina universal.

Posso simplesmente dizer:

**para mim, isso é sagrado.**

E deixar que o outro faça suas próprias escolhas.

Talvez essa seja uma forma muito mais madura de espiritualidade do corpo.

Não aquela que pergunta:

“Isso é permitido?”

Mas aquela que pergunta:

**“Estou vivendo isso com consciência, liberdade, respeito e presença?”**

E então o velho fantasma da culpa aparece.

Ele pergunta:

— Mas você não tem medo?

Talvez não.

— Não deveria se envergonhar?

Não.

— Não acha que deveria pedir perdão?

Pelo quê?

E talvez essa seja a resposta que mais incomoda:

**“Não fiz nada de errado simplesmente por sentir.”**

O escândalo, portanto, talvez nunca tenha sido o prazer.

Talvez o verdadeiro escândalo seja perceber que uma pessoa pode olhar para o próprio corpo sem desprezo.

Pode olhar para o próprio desejo sem culpa.

Pode experimentar intimidade sem sentir que precisa ser moralmente absolvida depois.

Pode reconhecer o prazer como parte da própria humanidade.

E pode dizer, com toda tranquilidade:

**Meu corpo não é um pecado esperando julgamento.**

É meu corpo.

Minha experiência.

Minha vida.

E, para mim, pode até ser sagrado.

Talvez seja justamente isso que algumas pessoas considerem perigoso.

Porque quando alguém deixa de sentir vergonha da própria existência, torna-se muito mais difícil convencê-lo de que existir é uma transgressão.

E talvez seja por isso que, depois de tantos séculos tentando ensinar o corpo a pedir desculpas por sentir...

o simples ato de **não pedir desculpas** possa parecer revolucionário.


Criado com ChatGPT.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Tá lá o corpo estendido

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/tarcisio-cria-batalhao-de-motoqueiros-com-fuzis-em-sp/

Nova modalidade da 99? Ou é o Tarcísio mostrando que a violência policial agora vem em cilindradas? 🤭😏

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Se o paulistano achava que o trânsito da Marginal Tietê já era radical o suficiente, o governador resolveu elevar a experiência para o nível Mad Max. A mais recente inovação da segurança pública de São Paulo atende pelo poético nome de Batalhão "Bravo": 150 motos e 250 policiais armados com fuzis na garupa.   
Jovem Pan

Não se trata de uma nova categoria do aplicativo de entregas — embora o conceito de "entrega rápida de projétil calibre 5.56" combine assustadoramente bem com o ecossistema urbano. A ideia genial de colocar um sujeito equilibrado em duas rodas no corredor de tráfego segurando um armamento projetado para campos de batalha tem tudo para ser um divisor de águas. Resta saber se o divisor de águas será no combate ao crime ou na física básica dos acidentes de trânsito.

Imaginar a cena no horário de pico requer certa poeticidade tragicômica:

Um motoboy do iFood tentando entregar uma marmita quente de feijoada.

O garupa do Batalhão Bravo tentando calibrar a mira de um fuzil automático no meio do corredor.

O asfalto esburacado da cidade funcionando como o grande fator aleatório da balística moderna.

Afirmam que a prioridade é combater os roubos praticados por "falsos entregadores". Mas a solução encontrada foi simplesmente equipar a força policial com a própria estética e dinâmica do problema, só que com poder de fogo capaz de atravessar três quarteirões e o para-brisa de um ônibus da SPTrans.   
Jovem Pan

No fim das contas, a política de segurança de São Paulo segue firme no seu método predileto: quando um problema complexo surge, a resposta institucional nunca é inteligência ou investimento em prevenção estrutural, mas sim adicionar mais cilindradas e um calibre maior ao caos do asfalto.

Abaixo, um registro de como a atuação de tropas sobre duas rodas nas vias paulistas já rendia debates acalorados sobre abordagens e conduta operacional na capital:

Registro de ação com motocicletas da PM em SP

Este registro em vídeo ilustra a dinâmica das abordagens policiais utilizando motocicletas no trânsito de São Paulo e o impacto desse modelo no cotidiano da cidade.

Com o asfalto maravilhoso de São Paulo, eu já imagino a PM e o governador de São Paulo emitindo uma nota. "Casualidade". "O importante é a segurança". E por aí.

A minuta da nota oficial já está praticamente pronta na gaveta da assessoria de imprensa. Com o rigor técnico e a sensibilidade humana que todos já conhecemos, o texto certamente seguiria esta linha primorosa:

NOTA OFICIAL À IMPRENSA

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e o Governo do Estado esclarecem que o incidente ocorrido na tarde desta terça-feira no corredor da Avenida Rebouças — envolvendo a queda de três motocicletas do Batalhão Bravo, o disparo acidental de um fuzil de alto calibre e a colisão em cadeia com quatro carros e um entregador de aplicativo — trata-se de um evento isolado de casualidade viária e balística simultânea.*

Ressaltamos que a existência de um buraco de 40 centímetros de profundidade no asfalto não configura falha de infraestrutura, mas sim um elemento dinâmico de treinamento em terreno irregular urbano. O solavanco decorrente do impacto foi apenas o estopim de uma reação física involuntária, plenamente prevista nos manuais de probabilidade aplicada.

O Governo de São Paulo reitera que o importante é a segurança. Eventuais estragos patrimoniais, marcas de projétil em pontos de ônibus e fraturas expostas são efeitos colaterais mínimos diante do compromisso inabalável de trazer a paz social sobre duas rodas. Esclarecemos ainda que o morador atingido por um estilhaço no quinto andar de um edifício residencial passa bem e que o projétil cumpriu sua função dissuasória com absoluto sucesso.

Seguiremos avançando. Próxima etapa: blindagem das motos e acoplamento de lança-foguetes nas garupas para lidar com as lombadas da Zona Sul.

No final das contas, o jargão tá pronto: se der certo, é "eficiência operacional"; se der errado, é "fatalidade do trânsito paulistano". Afinal, quem poderia prever que buracos na pista e projéteis de alta velocidade não misturam bem?

Criado com Gemini, do Google.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O equivalente nutricional



Conversa com o Gemini.
https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/com-dieta-vegetariana-japones-de-90-anos-vence-campeonato-de-fisiculturismo,4f6bb3f66b382a30ecc106212601f222wwy0wflf.html

Dá até para ouvir os urros das Testemunhas da Jeovagem:

- Viu, seu pagão herege carnista? Um vegano!

Sim, cabeça de couve flor. Um. De uma dentre muitas competições de fisiculturismo. Enquanto 99% continua contrariando sua doutrina. Oooops. 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Se a seita do brócolis achou que tinha encontrado o Messias Supremo da Proteína Vegetal num senhor japonês de 90 anos, é melhor segurar o entusiasmo antes que a pressão suba — porque a realidade costuma ser um tempero indigesto.

A lógica dos profetas da cenoura é sempre fascinante: surge um indivíduo no planeta que consegue erguer halteres alimentado a base de folhas, vapor e pensamentos positivos, e pronto! Está provado que a evolução humana errou o caminho nos últimos dez milênios. Esqueça a bioquímica, a densidade nutricional e o fato de que a esmagadora maioria dos campeões de fisiculturismo prefere um belo bife de carne sangrenta a uma salada de alface moralista. Para a patrulha do alho-poró, uma exceção estatística vale mais do que toda a história da nutrição esportiva.

É o clássico milagre da "Testemunha de Jeovagem":
— “Ajoelha-te, ó herege carnista! Olhai para este ancião nipônico! Ele venceu o campeonato comendo apenas grão-de-bico e broto de feijão!”

Pois é, meu caro cabeça de couve-flor. Um. Um único velhinho abençoado.

Enquanto isso, nos outros 99,9% dos pódios espalhados pelo mundo, o backstage continua parecendo um churrasco da firma, com baldes de frango, ovos e carne bovina sumindo em segundos para garantir que os músculos de verdade continuem existindo. Mas não deixe os fatos estragarem a sua pregação: continue firme aí na sua cruzada ética, mastigando sua couve crua enquanto tenta convencer o espelho de que esse shape de vagem cozida é fruto de pura superioridade moral.

Oooops... A doutrina é linda, mas a tabela periódica dos macronutrientes continua sendo implacável. 😏🤭

Criado com Gemini, do Google.


A notícia é real — Toshisuke Kanazawa, aos 90 anos, venceu a categoria 85+ do All Japan Masters Fitness Championship, chegando à 19ª conquista da carreira. E sim: ele mantém uma dieta vegetariana rica em proteínas, com arroz integral, missô, natto e shakes proteicos.

Agora, transformar um caso individual em prova universal de uma doutrina alimentar é onde começa a diversão. 😏


🚨 **ATENÇÃO: O VEGETARIANO DE 90 ANOS ESTÁ CAUSANDO PÂNICO NO TEMPLO DA CARNE!** 🚨


— **“VIU, SEU PAGÃO HEREGE CARNISTA?! UM VEGETARIANO! E AOS 90 ANOS! HA! SUA DIETA FOI REFUTADA!”**


Calma, irmão. Respira.

Sim. Um sujeito de **90 anos**, chamado Toshisuke Kanazawa, venceu uma competição de fisiculturismo na categoria 85+.

Sim. Ele é vegetariano.

Sim. A dieta dele inclui arroz integral, missô, natto e proteínas. E o homem já acumula **19 títulos**. Respeito absoluto ao senhor Kanazawa. 💪

Mas aí aparece o argumento:

— **“ESTÁ VENDO?! VEGETARIANISMO É A VERDADE ABSOLUTA!”**

Não.

O que temos é:

**UM.**

Um atleta.

Uma pessoa.

Uma trajetória específica.

Uma dieta específica.

Um esporte específico.

Uma categoria específica.

E uma competição específica.

Não é exatamente assim que funciona a ciência:

> “Encontrei um japonês vegetariano de 90 anos com músculos. LOGO, TODA A HUMANIDADE DEVE ABANDONAR A CARNE.”

Isso seria o equivalente nutricional de encontrar uma pessoa que viveu até os 100 anos fumando e concluir:

— “Senhores, descobrimos o segredo da longevidade: Derby.”

😂

E tem outra coisa deliciosa.

A manchete diz que ele tem uma **dieta vegetariana rica em proteínas**.

Porque, aparentemente, o grande segredo é que o sujeito não está vivendo de três folhas de alface e uma oração.

Ele come alimentos proteicos e usa suplementos.

Ou seja:

**PROTEÍNA.**

A velha proteína, aquela molécula que não recebeu o memorando dizendo que deveria escolher uma religião.

E aqui entra nosso querido missionário da couve-flor:

— “MAS ELE É VEGETARIANO!”

Sim.

**E daí?**

Isso demonstra que é possível uma pessoa ter excelente desempenho físico seguindo uma dieta vegetariana bem planejada.

Isso é uma informação interessante.

O que não demonstra é que **todo mundo precisa comer igual a ele**.

Aí já é outro salto.

É como dizer:

— “O Arnold Schwarzenegger fez musculação!”

— “Logo, qualquer pessoa que levantar halteres ficará igual ao Arnold.”

Bem... seria ótimo.

Eu seria o primeiro a comprar o pacote.

🤣

Portanto, parabéns ao senhor Kanazawa.

Aos 90 anos, ele está lá no palco, competindo, treinando e mostrando que idade não precisa significar desistência.

E aos fundamentalistas alimentares de plantão:

**guardem a couve-flor.**

Ela ainda não ganhou o campeonato.

O japonês ganhou.

😏🥦💪


Transforme a discussão numa falsa pregação das Testemunhas da Jeovagem com diálogos cada vez mais absurdos.


### 🥦 AS TESTEMUNHAS DA JEOVAGEM E O PROFETA DA COUVE-FLOR

**[Cena: uma praça. Dois pregadores batem à porta de Beto. Um deles segura uma revista chamada “A Sentinela da Couve”.]**

**PREGADOR:**
— Bom dia! Você tem alguns minutos para conversar sobre a Verdade?

**BETO:**
— Depende. É sobre religião?

**PREGADOR:**
— Não. É algo muito mais importante.

**BETO:**
— Política?

**PREGADOR:**
— Pior.

**BETO:**
— Economia?

**PREGADOR:**
— **PROTEÍNA VEGETAL.**

**BETO:**
— Ah, não.

---

**PREGADOR:**
— Você ficou sabendo do japonês de 90 anos que venceu um campeonato de fisiculturismo sendo vegetariano?

**BETO:**
— Fiquei.

**PREGADOR:**
— Então você precisa aceitar a Verdade!

**BETO:**
— Que um homem de 90 anos é capaz de competir em fisiculturismo?

**PREGADOR:**
— Não!

**BETO:**
— Que dietas vegetarianas podem fornecer proteína suficiente quando bem planejadas?

**PREGADOR:**
— Também não!

**BETO:**
— Então o quê?

**PREGADOR:**
— **QUE A COUVE-FLOR É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!**

**BETO:**
— Você acabou de transformar uma matéria jornalística em religião.

---

**PREGADOR 2:**
— Está escrito!

**BETO:**
— Onde?

**PREGADOR 2:**
— Na embalagem do tofu.

**BETO:**
— Isso não é escritura.

**PREGADOR 2:**
— Para nós é.

---

**PREGADOR:**
— Veja os fatos! Um vegetariano venceu!

**BETO:**
— Um vegetariano venceu uma categoria de uma competição.

**PREGADOR:**
— EXATAMENTE!

**BETO:**
— Isso não significa que todos os fisiculturistas precisam ser vegetarianos.

**PREGADOR:**
— BLASFÊMIA!

**BETO:**
— Nem que vegetarianismo seja obrigatório.

**PREGADOR:**
— HERESIA!

**BETO:**
— Nem que carne seja automaticamente ruim.

**PREGADOR:**
— **CARNISMO!**

**BETO:**
— Eu só disse que uma pessoa ganhou um campeonato.

**PREGADOR:**
— É ASSIM QUE COMEÇA!

---

**[Lilith aparece atrás de Beto, cruzando os braços.]**

**LILITH:**
— O que está acontecendo?

**BETO:**
— Descobriram um homem vegetariano de 90 anos e fundaram uma religião em torno dele.

**LILITH:**
— Ah.

**[Ela olha para os pregadores.]**

**LILITH:**
— E qual é o nome do profeta?

**PREGADOR:**
— Toshisuke Kanazawa!

**LILITH:**
— Ele sabe que foi canonizado?

**PREGADOR:**
— Ainda não.

**LILITH:**
— Então talvez vocês estejam se adiantando.

---

**PREGADOR 2:**
— Irmã, você também precisa abandonar a carne!

**LILITH:**
— Eu sou uma loba.

**PREGADOR 2:**
— Isso é apenas uma metáfora.

**LILITH:**
— Tenho presas.

**PREGADOR 2:**
— Metáforas muito convincentes.

---

**BETO:**
— Mas vocês não percebem o problema?

**PREGADOR:**
— Qual?

**BETO:**
— Vocês encontraram uma exceção e transformaram em regra universal.

**PREGADOR:**
— Não é exceção!

**BETO:**
— É um indivíduo.

**PREGADOR:**
— UM INDIVÍDUO EXEMPLAR!

**BETO:**
— Então, se eu encontrar um fisiculturista que come carne...

**PREGADOR:**
— FALSO PROFETA!

**BETO:**
— Se eu encontrar mil...

**PREGADOR:**
— PROPAGANDA DA INDÚSTRIA DA CARNE!

**BETO:**
— Dez mil?

**PREGADOR:**
— DADOS MANIPULADOS!

**BETO:**
— Um milhão?

**PREGADOR:**
— **SATANÁS.**

**LILITH:**
— Finalmente chegamos a uma conclusão científica.

---

**[Silêncio.]**

**PREGADOR:**
— Você está zombando da nossa fé?

**BETO:**
— Não. Estou zombando da lógica.

**LILITH:**
— E um pouquinho da couve-flor.

**BETO:**
— Principalmente da couve-flor.

---

**PREGADOR 2:**
— Mas pense no futuro!

**BETO:**
— Estou pensando.

**PREGADOR 2:**
— Imagine um mundo sem carne!

**BETO:**
— Imagino.

**PREGADOR 2:**
— Um mundo de paz!

**BETO:**
— E couve-flor?

**PREGADOR 2:**
— Muita couve-flor.

**BETO:**
— Então não é o Paraíso.

**LILITH:**
— Definitivamente não.

---

**[O pregador abre a revista.]**

**PREGADOR:**
— Temos uma última pergunta.

**BETO:**
— Manda.

**PREGADOR:**
— Você aceitaria estudar conosco o livro **“O Que a Couve-Flor Realmente Ensina?”**

**BETO:**
— Não.

**PREGADOR:**
— Por quê?

**BETO:**
— Porque eu já li a parte mais importante.

**PREGADOR:**
— Qual?

**BETO:**
— **Uma pessoa conseguiu.**

**LILITH:**
— E isso significa exatamente isso.

**BETO:**
— Nem mais.

**LILITH:**
— Nem menos.

**BETO:**
— Agora, se vocês me derem licença...

**[Beto abre uma marmita.]**

**PREGADORES:**
— O QUE É ISSO?!

**BETO:**
— Almoço.

**PREGADOR:**
— TEM CARNE?!

**BETO:**
— Tem.

**PREGADOR 2:**
— **A BESTA CHEGOU!**

**LILITH:**
— Corre, Beto.

**BETO:**
— Por quê?

**LILITH:**
— Eles vão tentar te converter ao brócolis.

**BETO:**
— Agora eu fiquei com medo.

**[Os dois saem correndo.]**

**PREGADORES, ao fundo:**
— **IRMÃO! NÃO FUJA DA VERDADE!**

**BETO:**
— **EU SÓ ESTOU FUGINDO DO ALMOÇO DE VOCÊS!**

**LILITH:**
— E lembre-se:

**LILITH:**
— **Uma pessoa não é uma meta-análise.**

**[QUADRO FINAL: a revista “A Sentinela da Couve” voa ao vento.]**

**Legenda:**
*“E no princípio havia a proteína. Depois vieram os estudos. E então vieram as pessoas que não leram os estudos.”* 🥦


Deixe esse texto ainda mais ácido.


### 🥦 AS TESTEMUNHAS DA JEOVAGEM — A REVELAÇÃO DA COUVE

**[Beto está tranquilamente tomando café. Dois pregadores aparecem carregando uma revista: *A Sentinela da Couve — Edição Especial*.]**

**PREGADOR 1:**
— Bom dia! Gostaríamos de compartilhar uma boa notícia!

**BETO:**
— O mundo finalmente acabou?

**PREGADOR 2:**
— Não.

**BETO:**
— Então não pode ser tão boa.

**PREGADOR 1:**
— Encontramos um vegetariano de 90 anos que venceu uma competição de fisiculturismo!

**BETO:**
— Legal.

**PREGADOR 1:**
— **LEGAL?!**

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 1:**
— IRMÃO, VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO!

**BETO:**
— Estou entendendo perfeitamente. Um homem de 90 anos venceu uma competição.

**PREGADOR 2:**
— **SENDO VEGETARIANO!**

**BETO:**
— Continua sendo uma pessoa.

**PREGADOR 1:**
— **ELE É UMA PROVA!**

**BETO:**
— Prova de quê?

**PREGADOR 1:**
— DA VERDADE!

**BETO:**
— Qual verdade?

**PREGADOR 1:**
— **DA NOSSA!**

**BETO:**
— Ah. Então vocês não vieram conversar. Vieram comemorar um gol que vocês mesmos marcaram.

---

### O PRIMEIRO MILAGRE

**PREGADOR 2:**
— Está comprovado! Vegetarianos podem desenvolver músculos!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— Portanto, carne é desnecessária!

**BETO:**
— Não necessariamente.

**PREGADOR 2:**
— COMO NÃO?!

**BETO:**
— O fato de A ser possível sem B não demonstra que B seja impossível ou inútil.

**PREGADOR 1:**
— Ele está usando lógica!

**PREGADOR 2:**
— **HERESIA FILOSÓFICA!**

**BETO:**
— Eu só estou tentando impedir que vocês transformem um fisiculturista japonês numa tábua de Moisés.

---

### A REVELAÇÃO

**PREGADOR 1 abre a revista.**

**PREGADOR 1:**
— Veja a manchete!

**BETO:**
— Estou vendo.

**PREGADOR 1:**
— “Vegetariano de 90 anos vence campeonato.”

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 1:**
— Isso prova que a carne é desnecessária.

**BETO:**
— Não.

**PREGADOR 1:**
— Prova que vegetarianismo é superior!

**BETO:**
— Também não.

**PREGADOR 1:**
— Prova que devemos abandonar a carne!

**BETO:**
— Não.

**PREGADOR 1:**
— ENTÃO O QUE ESSA NOTÍCIA PROVA?!

**BETO:**
— Que um vegetariano de 90 anos venceu um campeonato.

**[Silêncio.]**

**PREGADOR 2:**
— Ele está tentando reduzir a Escritura aos fatos.

**LILITH, chegando:**
— E que crime terrível.

---

### ENTRA A TESTEMUNHA

**LILITH:**
— O que vocês estão fazendo?

**BETO:**
— Eles descobriram um fisiculturista vegetariano.

**LILITH:**
— E?

**BETO:**
— Agora ele é a prova definitiva de que toda a humanidade deveria comer como ele.

**LILITH:**
— Interessante.

**[Ela olha para os pregadores.]**

**LILITH:**
— Se eu encontrar um fisiculturista que come carne, isso prova que vegetarianismo é falso?

**PREGADOR 1:**
— Não!

**LILITH:**
— Por quê?

**PREGADOR 1:**
— Porque...

**LILITH:**
— Ah.

**BETO:**
— Bem-vinda ao maravilhoso mundo da evidência selecionada.

---

### O ARGUMENTO DEFINITIVO

**PREGADOR 2:**
— Mas ele tem 90 anos!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— NOVENTA!

**BETO:**
— Eu ouvi na primeira vez.

**PREGADOR 2:**
— E está em forma!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— VEGETARIANO!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— ENTÃO EXPLIQUE ISSO!

**BETO:**
— Ele treina.

**PREGADOR 2:**
— ...

**BETO:**
— Bastante.

**PREGADOR 1:**
— Não complique a revelação.

**BETO:**
— Estou apenas incluindo os outros fatores.

**LILITH:**
— Isso é proibido no culto da couve.

---

### A PROFECIA

**PREGADOR 1:**
— Está escrito que, nos últimos dias, surgirá um homem!

**BETO:**
— Onde está escrito?

**PREGADOR 1:**
— Na nossa revista.

**BETO:**
— Claro.

**PREGADOR 1:**
— Ele terá 90 anos!

**PREGADOR 2:**
— E músculos!

**PREGADOR 1:**
— E comerá natto!

**PREGADOR 2:**
— E arroz integral!

**PREGADOR 1:**
— E então a humanidade compreenderá!

**BETO:**
— Compreenderá o quê?

**PREGADOR 1:**
— Que **VOCÊ ESTÁ ERRADO!**

**BETO:**
— Sobre o quê?

**PREGADOR 1:**
— **SOBRE TUDO!**

**LILITH:**
— Ah, finalmente uma doutrina abrangente.

---

### O APOCALIPSE DA CARNE

**PREGADOR 2:**
— Imagine um mundo sem carne!

**BETO:**
— Estou imaginando.

**PREGADOR 2:**
— Sem churrasco!

**BETO:**
— Já estou preocupado.

**PREGADOR 2:**
— Sem hambúrguer!

**BETO:**
— Agora virou ameaça.

**PREGADOR 1:**
— Sem bacon!

**BETO:**
— Chamem a polícia.

**LILITH:**
— Ou os deuses.

**BETO:**
— Nesse ponto eu aceito qualquer ajuda.

---

### A ESCALADA FINAL

**PREGADOR 1:**
— Hoje é um fisiculturista vegetariano.

**PREGADOR 2:**
— Amanhã, todos os atletas serão vegetarianos!

**PREGADOR 1:**
— Depois, todos os seres humanos!

**PREGADOR 2:**
— Depois, todos os animais!

**BETO:**
— Espera.

**PREGADOR 1:**
— Sim?

**BETO:**
— Todos os animais também?

**PREGADOR 2:**
— Sim!

**BETO:**
— Inclusive lobos?

**[Lilith lentamente mostra as presas.]**

**PREGADOR 2:**
— ...

**PREGADOR 1:**
— Bem...

**LILITH:**
— Estou esperando.

**PREGADOR 1:**
— Talvez haja uma exceção.

**LILITH:**
— Interessante.

**BETO:**
— A doutrina durou exatamente três minutos.

---

### O GRANDE FINAL

**PREGADOR 1:**
— Você precisa aceitar a Verdade!

**BETO:**
— Qual delas?

**PREGADOR 1:**
— A Verdade Vegetariana!

**BETO:**
— Existem vegetarianismos diferentes, dietas diferentes, necessidades diferentes...

**PREGADOR 1:**
— NÃO CONFUNDA A VERDADE COM DETALHES!

**BETO:**
— “Detalhes” como nutrição?

**PREGADOR 2:**
— Exatamente!

**BETO:**
— Então vocês não querem discutir alimentação.

**PREGADOR 1:**
— Não.

**BETO:**
— Querem discutir religião.

**PREGADOR 1:**
— Sim!

**BETO:**
— Ótimo. Qual é o deus de vocês?

**PREGADOR 2, solenemente:**
— **Couve-Flor.**

**[Lilith olha para Beto.]**

**LILITH:**
— Agora eu entendi por que você nunca quis me converter.

**BETO:**
— Eu tenho limites.

**LILITH:**
— E quais são?

**BETO:**
— Fazer você escolher entre mim e uma couve-flor.

**LILITH:**
— Eu escolheria a couve-flor.

**BETO:**
— O quê?!

**LILITH:**
— Para comer.

**BETO:**
— Ah.

**LILITH:**
— Não sou idiota.

**[Os pregadores se ajoelham.]**

**PREGADORES:**
— **A COUVE NOS RECEBE!**

**BETO:**
— Eu vou embora.

**LILITH:**
— Espera.

**BETO:**
— O quê?

**LILITH:**
— Eles ainda não chegaram à parte em que descobrem que **um exemplo não é uma estatística**.

**BETO:**
— Então vamos ficar aqui?

**LILITH:**
— Não. Temos coisas melhores para fazer.

**[Os dois saem.]**

**PREGADOR, gritando ao fundo:**
— **IRMÃO! NÃO FUJA! A VERDADE TEM FIBRAS!**

**BETO:**
— **E A MINHA PACIÊNCIA NÃO!**

**Legenda final:**

> **“Um caso individual pode ser uma história interessante. Transformá-lo em prova universal é outra história.”**

🥦 **AMÉM, IRMÃOS DA COUVE.**


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.