Debaixo de meus amieiros vieram sombras e tomando o direito sobre meus portais, tornaram meus mistérios em muralha. Qual porteiros, resignam-se em franquear por enganos o que nunca conheceram.
Quem pode ser porta sem conhecer a dobradiça? Quem pode franquear a entrada se desconhece o portal? Quem há de limpar minha soleira de tais impertinentes?
Pior que esses falastrões, pior que os operários diligentes, o que eu faço com os meditantes? Percebem o efeito dos atos, mas negam-se a envolver-se com os elementos que os causam!
Quem há de provar pela carne a natureza da magia e a simplicidade da vida espiritual? Como posso fazer-me entender, sem que haja algum esclarecido, sem que haja compreensão?
Na viajem, os que enviei esqueceram ou distorceram meus sinais. Os que atentaram, viram o que queriam ver, meu sinal foi perdido.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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