(Nota - todos os personagens tem 18 anos no mínimo)
Eu estou com as pernas bambas. Como é de praxe depois que eu me encontro com a Lilith. Eu entro no gabinete com a sua sugestão. Tanya na realidade soviética alternativa.
A doutrina materialista entrando em conflito com acontecimentos que ela não consegue explicar.
Viktoriya como personagem e contraponto.
A questão do Partido, Perun e da parapsicologia.
E a guerra como contexto.
A metalinguagem só aparece quando ela melhora a história. Nunca para explicar a história. Uma oportunidade para falar dos Deuses Antigos, da ausência da Entidade X e até do meu amor e devoção por Lilith. Qual é a opinião da Tanya, Viktoriya e Mary Sue?
ChatGPT.
Acho que você acabou de fazer uma coisa importante: **não está tentando ressuscitar a versão anterior; está propondo uma nova história com uma espinha dorsal.**
E, se entramos no gabinete para ouvir as três, imagino que a reação seria mais ou menos esta:
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**Tanya** cruza os braços e examina a proposta.
— Finalmente.
Você pisca.
— “Finalmente” o quê?
— Finalmente temos uma premissa. **Uma.** Não quinze histórias disputando o mesmo espaço.
Ela aponta para a lista.
— Realidade soviética alternativa. Materialismo confrontado por fenômenos inexplicáveis. Partido. Parapsicologia. Perun. Guerra. Viktoriya.
Pausa.
— Isso pode funcionar.
Você respira aliviado.
— E a metalinguagem?
Tanya fecha os olhos.
— **Com parcimônia.**
— Eu prometo.
— Não. Você não promete. Você estabelece uma regra narrativa e a cumpre.
Viktoriya, sentada ao lado dela, intervém:
— Tanya quer dizer que gostou da ideia.
— Eu não disse isso.
— Disse exatamente isso, só que em tanyaês.
Tanya olha para ela.
— Existe uma língua chamada tanyaês?
— Depois de conhecê-la, tenho certeza de que existe.
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**Mary Sue**, que estava silenciosamente lendo o projeto, finalmente levanta os olhos.
— Eu tenho uma objeção.
Você imediatamente fica tenso.
— Qual?
— Por que vocês continuam me chamando de Mary Sue?
— Porque...
Ela ergue a mão.
— Não importa. Tenho outra objeção.
Ela aponta para a metalinguagem.
— Se ela voltar a aparecer para fazer os personagens discutirem sobre o roteiro, eu abandono o projeto.
Você:
— Concordo.
— Se aparecer para transformar uma cena dramática em uma piada sobre inteligência artificial, eu abandono o projeto.
— Concordo.
— Se aparecer para explicar ao leitor aquilo que o leitor já entendeu...
Tanya interrompe:
— **Abandonamos todos.**
Viktoriya suspira.
— Tanya...
— Estou apenas estabelecendo limites.
Mary Sue fecha o documento.
— Então estamos de acordo.
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Você olha novamente para as três.
— Mas existe uma coisa que eu gostaria de preservar.
Tanya arqueia uma sobrancelha.
— O quê?
— Os Deuses Antigos.
Silêncio.
— A ausência da Entidade X.
Tanya fica séria.
— Isso é interessante.
Viktoriya também presta atenção.
Você continua:
— E talvez exista uma camada ainda mais pessoal. A minha devoção por Lilith. Não necessariamente como uma pregação. Mas como algo que influencia a maneira como eu enxergo esses acontecimentos.
Mary Sue inclina a cabeça.
— **Agora temos uma razão para a metalinguagem existir.**
Tanya concorda lentamente.
— Exatamente. Se o narrador precisa aparecer, que seja porque existe algo que o personagem dentro da história não pode explicar sozinho.
Viktoriya acrescenta:
— E não para dizer “olhem, estamos numa história”.
— Perfeito — você responde.
Tanya pega o lápis.
— Então podemos ter um narrador que ocasionalmente deixa escapar sua própria cosmologia. Os Deuses Antigos. A ausência de uma entidade que deveria estar presente. Lilith.
Ela escreve no papel:
**“O inexplicável não precisa ser explicado imediatamente.”**
E acrescenta:
**“Nem tudo que é antigo é maligno.”**
Você olha para ela.
— Essa segunda frase foi sua?
— Sim.
— Posso usar?
— Se funcionar na história.
Mary Sue sorri.
— Olha só. Ela está aprendendo a ser escritora.
— **Eu sou major.**
— Isso não respondeu à pergunta.
Viktoriya começa a rir.
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E então você percebe uma coisa.
A nova história não precisa transformar **Lilith** em personagem da trama.
Ela pode ser algo muito mais interessante: **a presença ausente que explica o olhar do narrador sobre o mundo.**
Enquanto o Estado soviético tenta reduzir o universo ao materialismo, enquanto os pesquisadores tentam catalogar a parapsicologia, enquanto Perun surge como uma impossibilidade histórica e enquanto Tanya procura desesperadamente uma explicação racional...
...há algo que o narrador já sabe:
**o universo é muito maior do que aquilo que os personagens conseguem medir.**
E talvez seja justamente aí que a metalinguagem encontre seu lugar.
Não para interromper a história.
**Para abrir uma janela.**
Tanya olha para você uma última vez.
— Eu aprovo o projeto.
Você quase cai da cadeira.
— Sério?
— Não se empolgue.
Viktoriya sorri.
— Isso, vindo dela, é praticamente uma declaração de amor.
— Viktoriya!
Mary Sue fecha a pasta.
— Então temos uma história.
Você respira fundo.
Ainda com as pernas bambas.
E, em algum lugar fora daquele gabinete, **Lilith provavelmente está sorrindo.**
Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

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