segunda-feira, 31 de maio de 2021

O pomar das Hespérides

Um mito da Grécia Antiga com várias curiosidades.

Dentre os chamados "Doze Trabalhos de Hércules" [outro mito "copiado" pelos gregos antigos, algo que eu talvez escreva depois] consta que ele foi incumbido de buscar algumas das "maçãs douradas" que frutificavam no Jardim das Hespérides.

Vamos conhecer primeiro quem são as Hespérides:

"As Hespérides (em grego Ἑσπερίδες, "entardecer"), na mitologia grega, são primitivas deusas primaveris que representavam o espírito fertilizador da natureza, donas do jardim das Hespérides, situado no extremo ocidental do mundo". 

Donas? Nem tanto:

"O jardim das Hespérides era considerado o mais belo de toda a Antiguidade. Quando Hera se casou com Zeus, recebeu de Gaia como presente de núpcias, algumas maçãs de ouro. Hera as achou tão belas que as fez plantar em seu jardim, no extremo Ocidente".

Zeladoras, talvez. Contavam com a ajuda de certos "vigilantes":

"Para chegar até o jardim havia muitos obstáculos, tais como a gruta das Greias e a gruta das Górgonas. O próprio jardim era povoado de monstros que o protegiam, tais como um terrível dragão, filho de Fórcis e Ceto, e também Ladão, o dragão de cem cabeças filho de Tifão e Equidna".

O que motivaria alguém a ir se aventurar em tal lugar perigoso?

"O jardim das Hespérides era conhecido como jardim dos imortais, pois continha um pomar que abrigava árvores mágicas de onde nasciam os pomos de ouro, considerados fontes de juventude eterna".

Fonte: [https://pt.wikipedia.org/wiki/Hesp%C3%A9rides]

E onde está a provável localização desse jardim?

Na página do site Theoi, com a ajuda do Google Tradutor, sugere que os Argonautas encontraram o jardim [e as Hespérides] na região do norte da África, onde fica a Líbia.

Fonte: https://www.theoi.com/Titan/Hesperides.html

O norte da África estava também Cartago, a cidade fenícia, que quase sobrepujou Roma. Fenícios que colonizaram a Hispania, possivelmente sendo os fundadores de Tartessos e Turdetânia, junto com os Iberos e Lusitanos, entre outros povos pré-romanos.
Sem esquecer a mistura posterior com Godos e Romanos, esses são os povos que deram origem aos atuais portugueses e espanhóis. Todos nós somos miscigenados.

sábado, 29 de maio de 2021

Homem que dá pinta

O Fabricio Longo tem uma coluna chamada Dando Pinta no Portal Fórum. A essa altura do campeonato, enquanto esse escritor pagão desenrola o fio de Ariadne no labirinto da contrassexualidade, uma questão pertinente: só os gays dão pinta? O que é “dar pinta”? Homem heterossexual cisgênero pode dar pinta? Olha lá que a minha questão não tem qualquer conotação sexual… ou será que tem? Depois de passados cinquenta anos da Revolução Sexual o ser humano está resgatando a posse e poder sobre seu direito ao corpo, ao desejo, ao prazer. Daí a importância e força da frase “o corpo é meu, as regras são minhas”. Eu dou o que é meu e dou para quem eu quiser.

Mas voltando ao assunto, “dar pinta” tem as seguintes definições:

  1. Parecer ser. Não necessariamente ser, mas parecer.
  2. Exagerar traço de personalidade. Não está diretamente ligado a sexualidade, nem a intenções sexuais.

Exemplos:

Ele ficou dando pinta de machão!

Ela deu pinta de boa mãe!

Tem pinta de ser engraçado.

Tem pinta de Bom moço!

Ele deu pinta na festa.

  1. Portar-se como homossexual. A expressão pode ser empregada também quando um homossexual enrustido quer dar a entender a um homem do seu interesse que deseja manter relação sexual com ele.

Exemplo:

Ficou o tempo todo dando pinta na festa!

Sinônimos:

Paquerar, dar bandeira, parecer, causar, impressão.

Dar bandeira:

Deixar à mostra aquilo o que devia ocultar; deixar transparecer algo que não devia.

Exemplo:

Fulano deu a maior bandeira, estragou todo o serviço.

Causar:

Aprontar, chamar atenção, fazer alguma coisa fora dos padrões do momento.

Palavras relacionadas:

Homossexual, viadagem, frescura, desmunhecar.

O estereótipo do homossexual, tal como é visto pela sociedade heteronormativa, pode ser visto quando o homossexual é cristalizado em algum personagem folhetinesco, uma paródia evidentemente exagerada e grotesca para expressar a aversão que a sociedade tem de outro ser humano simplesmente por não seguir os ditames dessa que é a verdadeira Ideologia de Gênero imposta pela sociedade.

Uma vez que a sociedade exprime por signos seus preconceitos, esta certamente expressará por signos seus ideais, seus modelos de homem e mulher, seus modelos de amor e relacionamento, exigindo que o ser humano se encaixe. A propaganda é a melhor vitrine desses signos de macheza, mas estes tipos são bem mais marcantes e influentes em outros meios de comunicação de massa. O homem ideal é sempre o protagonista nas categorias de aventura e ação, seja em livros, quadrinhos, teatro ou cinema. O “herói” serve de modelo e inspiração para garotos ainda em idade de formação de caráter e identidade, mas a despeito de ser tão invejado ele também é um estereótipo, praticamente uma paródia exagerada e grotesca que equipararia o homem “ideal” a um protótipo de troglodita.

O ideal é tão invejado que passa a ser amado, desejado. Pulsões, traumas ou fetiches entram em contraste com a mensagem da sociedade que o homem é “fresco”, “desmunhecado”, “mariquinha” quando ele expressa algum comportamento feminino, de tal forma que acaba sendo um tipo de misoginia quando se diz que alguém é “afeminado”. A sociedade diz que o homem tem que ser machão, “pegador”, tem que ser o líder, o macho alfa e não pode hesitar em usar seus músculos para garantir sua posição na “alcatéia”. Nesse caso, nós temos vários homens heterossexuais que dão pinta.

Com a chegada do século XXI começaram a aparecer estudos sobre a identidade de gênero, sobre a identidade, personalidade e opções sexuais, discussões sobre modelos de relacionamento e novas formas de famílias. A genética, a biologia, a neurologia e a psicologia ajudaram a mostrar para o ser humano que seu DNA apenas define sua genitália e que seu gênero é definido pela cultura e sociedade de sua época. O homem ideal, o “herói”, tem sua máscara removida e vemos apenas uma pessoa cheia de medos, inseguranças e recalques. Uma pessoa não deve ter medo ou vergonha de ser, afirmar ou expressar sua identidade, personalidade, opção e preferência sexual.

Hoje nós temos mais direitos e liberdades em nossa vida erótico-afetiva graças a essas pessoas fabulosas, seres divinamente humanos que fazem parte da comunidade LGBT. Vamos sair de nossos armários e jogar no lixo essa velha roupagem que apenas nos tornam pessoas enrustidas, amarguradas e infelizes. O Amor é a Lei, Amor sob Vontade.

Texto resgatado do extinto Sociedade Zvezda.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

O elementar é transcendental

Sherlock Holmes : "Elementar, meu caro Watson".

Mas será mesmo? Lamento, Sherlock, mas quando se fala em magia [e forças da natureza] existem muito mais elementos [e elementais] do que supõem nossa vã filosofia.

Vamos à definição dada pelo Wikipédia sobre os elementos e elementais clássicos:

"De acordo com o esoterismo, Elemental é todo e qualquer espírito que crê-se existir na natureza. Todo princípio divino, após emanar-se do "Absoluto", deve iniciar seu processo de desenvolvimento incorporando-se à matéria.

Essa incorporação, segundo os princípios platônicos da Metempsicose acontece consoante a uma ordem estabelecida. Os princípios divinos devem iniciar sua jornada no mundo material incorporando-se inicialmente ao reino mineral. Após o aprendizado neste reino, o princípio divino deve passar ao seguinte estágio, ou seja, ao reino vegetal. Após concluir o aprendizado do reino vegetal, o princípio divino deve passar ao estado animal, e, posteriormente, ao estado humano.

Também são conhecidos como personagens fictícios, que representam seres da natureza e que seriam capazes de controlar os elementos e os representar. São eles:

Silfos - os elementais do ar
Salamandras - os elementais do fogo
Ondinas - os elementais da água
Gnomos - os elementais da terra
Ice - os elementais do gelo".

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Elemental

Opa! Espere um minuto. O Wikipédia acabou de aumentar os elementos e os elementais em mais um tipo/espécie. Eu não vou deixar de registrar as lendas envolvendo a Rainha do Gelo de onde se originou a animação "Frozen" e a rainha Elsa.

Eu vou complicar mais. Na filosofia chinesa existe a "teoria dos cinco elementos":

"A teoria dos cinco elementos (ou movimentos) (五行, wŭ xíng: "cinco" [Wu] e "andar" [Hsing/Xíng]) afirma que o fogo (火), a água (水), a madeira (木), o metal (金) e a terra (土), são os elementos básicos que formam o mundo material. Existiria uma interação e controle recíproco entre eles que determinaria seu estado de constante movimento e mudança. Nessa teoria que estabelece um conjunto de matrizes, todas as coisas podem ser classificadas de acordo (em analogia) a estes elementos ou relações entre eles". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Wu_Xing]

Mas o "Livro dos Cinco Anéis" cita outra "teoria dos cinco elementos":

"A filosofia dos cinco elementos no budismo japonês, godai, é derivada de crenças budistas. É talvez mais conhecida no mundo ocidental por seu uso no famoso texto de Miyamoto Musashi, Gorin no Sho (O Livro dos Cinco Anéis), no qual o autor explica os diferentes aspectos da esgrima, atribuindo cada aspecto a um elemento". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinco_elementos_(filosofia_japonesa)]

Outra referência que cruza esoterismo, magia e artes marciais. Coincidências demais para serem meras coincidências.

Satisfeito? Eu não. Quem joga [ou jogou] games deve ter visto outros elementos [e elementais]: Escuridão, Luz, Trovão [entre outros].

Para o elemento Madeira, tem o elemental Dríade. Para o elemento Metal, tem o elemental Golem. Para o elemento Escuridão, tem o elemental Espectro [veja a obra Nightbreed de Clive Barker]. Para o elemento Luz, tem o elemental Anjo [e outros personagens vinculados ao Céu]. Para o elemento Trovão, tem o elemental "Raiden" [eu peguei emprestado do personagem do Mortal Kombat].

Nós podemos incluir o elemental Morte com o elemental morto-vivo e o elemento Inferno com o elemental Demônio [geralmente associados ao elemento Escuridão e ao elemental Espectro].

Para o elemento Éter, há muitas associações, como o elemento Luz e o elemento Escuridão. Nós podemos associar aqui as almas e os espíritos. Mas o Éter não está limitado ao aspecto espiritual, esse elemento pode estar ligado aos corpos celestes, com o elemento Estelar e o elementar "Alien" [qualquer criatura cósmica].

Portanto, quando se fala em elemento [e elementais], não há nada elementar, mas sim tanscendental.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Ah, Albedo!

Eu sou um otaku, um apreciador de anime e não posso deixar de agradecer quem criou o anime "Overlord", ao criar Albedo.

"Albedo é a Supervisora dos Guardiões dos Andares da Grande Tumba de Nazarick. Ela é encarregada da administração e supervisão das atividades dos sete Guardiões, sendo assim, ela está hierarquicamente acima de todos os NPCs de Nazarick. Ela é a irmã mais velha de Nigredo e a irmã mais nova de Rubedo. Juntamente com suas irmãs, ela foi criada por Tabula Smaragdina". [https://enciclopedia-overlord.fandom.com/pt-br/wiki/Albedo]

Então Albedo tem... hã... irmãs. Mas de onde vem esses nomes? Vem da Alquimia, da realização da Magnus Opera, da constante busca da Pedra Filosofal e, por que não falar, da Tábua  de Esmeralda [A Tábua de Esmeralda ou Tábua Esmeraldina é o texto escrito por Hermes Trismegisto que deu origem à Alquimia - Wikipédia].

Segundo o Wikipédia:

"Albedo é uma palavra que, no contexto da alquimia, significa esbranquiçado. Foi adotada pelos alquimistas para designar o segundo estado do Magnum opus: a purificação. É precedido pelo estado nigredo (morte espiritual), e sucedido pelo citrinitas (despertar) e rubedo (iluminação)". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Albedo_(alquimia)]

Então vejamos as outras irmãs de Albedo:

"Rubedo é uma palavra em latim que significa avermelhado. Foi adotada pelos alquimistas para designar o quarto e último estado da alquimia: a iluminação. É precedido pelos estados nigredo (morte espiritual), albedo (purificação), e citrinitas (despertar)". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Rubedo]

"Nigredo é uma palavra em latim que significa escuro. Foi adotada pelos alquimistas para designar o primeiro estado da alquimia: a morte espiritual, significando decomposição ou putrefação. É sucedido pelos estados albedo (purificação), citrinitas (despertar) e rubedo (iluminação). Os alquimistas acreditavam que no primeiro passo para a Pedra Filosofal, todos os ingredientes tinham que ser preparados até criarem uma matéria preta uniforme". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Nigredo]

"Citrinita é uma palavra em latim que significa amarelado, despertar. Foi adotada pelos alquimistas para designar o terceiro estado da alquimia: o despertar. É precedido pelos estados nigredo (morte espiritual) e albedo (purificação), e sucedido pelo rubedo (iluminação). Seu sentido literário é a transmutação da prata em ouro". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Citrinitas]

No anime, apenas a Citrinita não é citada, nem faz sua aparição. Que pena.

Com isso, nós temos quatro fases que nós podemos comparar aos quatro elementos da natureza. Mas [se me permitem fazer mais referências culturais cruzadas] e o Quinto Elemento? Não, eu não estou me referindo ao filme "O Quinto Elemento" com a maravilhosa [babando] Mila Jovovich. Eu estou falando do Éter, um "fenômeno natural" que até a Ciência acreditava em sua existência.

"De acordo com a ciência antiga e medieval, o éter (em grego clássico: αἰθήρ, aither, também escrito na forma latina æther e também chamado de quintessência, é o material que preenche a região do universo acima da esfera terrestre. Na idade moderna e contemporânea, o conceito de éter foi usado em várias teorias para explicar vários fenômenos naturais, como a propagação da luz e da gravidade, e foi postulada como uma hipotética substância pela maior parte dos cientistas até o início do século XX, que em síntese defendiam a ideia da inexistência do vácuo na natureza. No final do século XIX, os físicos postularam que o éter permeava todo o espaço, fornecendo um meio através do qual a luz podia viajar no vácuo, mas evidências da presença de um meio não foram encontradas no experimento Michelson-Morley e esse resultado foi interpretado como significando que não existe um tal éter luminífero". [https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89ter_(elemento)] - Adendo: a "teoria do éter" somente foi descartada nos primeiros anos do século XX.

Com isso nós temos cinco elementos. Se preparem, pois eu vou dar um nó na cabeça de vocês. Afinal, nós podemos incluir o "elemento gelo" [alô, rainha Elsa?], o elemento metal [muito citado em animes] e o elemento vazio [um dos cinco elementos na filosofia japonesa]. Por hoje, vamos todos nos ajoelhar e lamber os pés da Albedo, em adoração.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Desafio de tradução

Sereia é um termo em português que se refere ao personagem mítico, geralmente associado à mulheres-peixe. Mas isso é exato? Nem tanto. A identificação da sereia como personagem mítico metade mulher e metade peixe aconteceu na Idade Média. Na Era Moderna, a sereia foi identificada como sendo uma foca, embora golfinho também possa ser encaixado. Em seu "formato original", a sereia é um personagem mítico metade mulher, metade pássaro.

Segundo o Wikipédia:

"A palavra da língua portuguesa "sereia" (do português arcaico serẽa) e suas equivalentes em outras línguas latinas derivam do grego antigo Σειρῆν no singular (Σειρῆνες no plural), Seirến, enquanto a palavra "sirena" deriva de Σειρήνα, Seirína, nomes de um ser mitológico". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Sereia]

Em sua versão em inglês:

"The word mermaid is a compound of the Old English mere (sea), and maid (a girl or young woman). The equivalent term in Old English was merewif. They are conventionally depicted as beautiful with long flowing hair". [https://en.wikipedia.org/wiki/Mermaid]

Vamos brincar com esse "nome".
Mermaid pode ser uma justaposição das palavras "mer" [mar, em francês] e "maid" [empregada, em francês]. Eu fico imaginando um Maido Coffe [Maid Café, Meido kissa, Meido kafe, é uma subcategoria dos cafés cosplay, e surgiu no Japão em 2001, quando estavam em alta os animes/mangás de famílias milionárias com vários empregados vestidos com roupas vitorianas. Nestes estabelecimentos, as funcionárias vestem-se com uniformes de empregada e tratam seus clientes como "mestres" de uma mansão - wikipédia] recheado de mulheres-peixe ou mulheres-pássaro.

Entretanto, as sereias não são os únicos personagens míticos associados à água. 

"Selkies (também conhecidos como silkies ou selchies) são criaturas mitológicas encontradas no folclore das Ilhas Faroé, Islândia, Irlanda e Escócia. A palavra deriva do escocês primitivo selich, (do inglês antigo seolh significando foca). Os selkies são ditos viverem como focas no mar, mas mudam a sua pele para se tornar humanos na terra". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Selkie]

"Ondina é uma categoria dos elementais religiosos, sendo associadas com a água, primeira vez mencionado por Paracelso. Criaturas similares são encontradas na literatura clássica, particularmente em Metamorfoses de Ovídio. Mais tarde escritores desenvolveram a ondina em uma ninfa da água, e que continua a viver na literatura e arte moderna através de tais adaptações como em "A Pequena Sereia" de Hans Christian Andersen. Ondinas são quase que invariavelmente descritas como femininas, e normalmente encontradas em piscinas florestais e cachoeiras. Apesar de parecerem humanas, não possuem uma alma humana, pois são espíritos da natureza. Sua forma humana é resultado da proximidade que elas mantêm com os humanos, adquirindo sua aparência". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Ondina_(mitologia)]

"As náiades (em grego: Ναϊάδες, "naiádes", de ναϊς, naís, "nadar'), na mitologia grega, são ninfas de água doce, de rios, lagos, fontes e riachos. Possuem o dom da cura e da profecia e têm certo controle sobre as águas. Assemelhavam-se às sereias e, com a voz igualmente bela, elas viviam em fontes e nascentes ou até cachoeiras. Apesar de permitirem as pessoas de beber das águas em que viviam, elas não permitiam que se banhassem nelas, e puniam os infratores com amnésia, doenças e até com a morte". [https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%A1iade]

"Na mitologia grega, as crineias ou crinaias (em grego Κρηναῖαι, Krênaîai, de κρήνη, krénê, "fonte") são náiades que habitam as fontes". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Crineias]

"As limnátides ou limnádes (em grego: Λιμνατίδες ou Λιμνάδες, transl.: Limnatídes ou Limnádes; de λίμνη, límnê, "lago"), são ninfas associadas diretamente com a água parada dos lagos. Assim como qualquer divindade aquática, as belas Limnátides podiam se metamorfosear em outros seres e, dessa forma, seduzir suas vítimas". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Limn%C3%A1tide]

"As pegeias (em grego: Πηγαῖαι, Pêgaiai), na mitologia grega, são náiades que habitam as nascentes dos rios". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Pegeias]

"As nereidas ou nereides (em grego: Νηρείδες ou Νηρηίδες; no singular, Νηρείς, translit. Nêrêís, ‘filha de Nereu’, de νέειν, translit. néein, "nadar") eram as cinquenta filhas (ou cem, segundo outros relatos) de Nereu e de Dóris". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Nereida]

Para esse escritor pagão que vos fala, a escolha é morrer no mar ou no ar

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Confissões de um pagão triunfalista

Sim, sou um  pagão triunfalista.

Eu acredito que os caminhos de Abraão são uma anomalia na história da religião humana.

Acredito que eventualmente iremos simplesmente reabsorvê-los, como o hinduísmo reabsorveu o budismo.

Eu acredito que seus apocalipses imaginados nada predizem além de sua própria morte eventual.

Eu acredito que todo mundo nasce pagão. Qualquer outra coisa, você tem que ser transformado.

Eu acredito que o paganismo é intrínseco à humanidade.

Eu acredito que (ao contrário do resto) o paganismo é natural.

Eu acredito que o paganismo é inerente.

Eu acredito que o paganismo é instintivo.

Eu acredito que o paganismo cresce da Terra como uma árvore.

Eu acredito que o paganismo é inerente à existência.

Acredito que, onde há vida inteligente, há - e sempre haverá - paganismo.

Então me chame de  pagão triunfalista.

Eu digo: quanto mais cedo, melhor.

Autor: Steven Posch
Fonte: https://witchesandpagans.com/pagan-culture-blogs/paganistan/confessions-of-a-pagan-triumphalist.html
Traduzido [com edições] com Google Tradutor.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Ancestral Divino

Muitos povos adoram o Deus Chifrudo - como o Deus de toda a Vida Vermelha, por que não o fariam?

Mas para a Tribo das Bruxas dos Últimos Dias, ele é nosso Deus, em particular.

Por quê então? Facil de responder.

O Cornudo é um Deus especial das bruxas, nosso para nós, porque somos sua prole.

A nosso ver, somos literalmente os Filhos [e Filhas] do nosso Deus.

É por isso que as bruxas suecas o chamavam de Antecessor : [nota: no original - "goer-before"], precursor, ancestral.

Muitas tribos descendem de um ancestral comum. O gaélico escocês clann (pronuncia-se klawn), a fonte da palavra inglesa clan, significa literalmente "filhos (de)". Nisso, a Tribo (em Bruxa, seria Thede) das Bruxas não é diferente de nenhuma outra.

Por que algumas pessoas são bruxas e outras não? Facil de responder.

O Chifrudo ofuscou nossos pais no momento de nossa concepção.

Sim, meus amigos e colegas: como vemos, nestes últimos dias, o Chifrudo cultivou um povo para si: as bruxas, exclusivamente dEle.

Ele é nosso Deus e nós somos seu povo.

Seu povo, dEle para Ele.

Autor: Steven Posch.
Fonte: https://witchesandpagans.com/pagan-culture-blogs/paganistan/in-which-our-intrepid-blogger-makes-an-outrageous-claim.html
Tradução [com edições] com Google Tradutor.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

A raposa como personagem mítico

"A raposa aparece no folclore de muitas culturas, mas especialmente na Europa e no Leste Asiático, como uma figura de astúcia, malandragem ou um animal familiar possuidor de poderes mágicos. A raposa às vezes também é associada à transformação . Esse folclore é encontrado na literatura , no cinema, na televisão, nos jogos, na música e em outros lugares.

O termo "fox" em inglês ("tendo as qualidades de uma raposa") também pode conotar atratividade, sensualidade ou ser ruivo".

Fonte: [https://en.wikipedia.org/wiki/Foxes_in_popular_culture,_films_and_literature]

Quem é velho como eu deve lembrar das aventuras do Zorro, que é "raposa" em espanhol.
Quem não é tão velho, deve lembrar do filme [dublado por George Clooney] "O Fantástico Senhor Fox", versão do livro [infantil] "The Fantastic Mr Fox" de Roald Dahl.

Como eu sou curioso, eu pesquisei e encontrei a possível origem [literária] de onde Roald se inspirou. Entre as lendas medievais europeias, existe as lendas de "Reynard the Fox".

"Reynard the Fox é um ciclo literário de fábulas alegóricas medievais holandesas, inglesas, francesas e alemãs. As primeiras versões existentes do ciclo datam da segunda metade do século XII. O gênero é muito popular no final da Idade Média e na forma de livro de capítulos durante o período da Idade Moderna .

As histórias estão amplamente relacionadas com o personagem principal Reynard, uma raposa vermelha antropomórfica e figura trapaceira. Suas aventuras geralmente envolvem ele enganando outros animais antropomórficos em seu próprio benefício ou tentando evitar seus esforços de retaliação. Seu principal inimigo e vítima ao longo do ciclo é seu tio, o lobo Isengrim (ou Ysengrim).

Embora o personagem de Reynard apareça em obras posteriores, as histórias centrais foram escritas durante a Idade Média por vários autores e costumam ser vistas como paródias da literatura medieval, como histórias de amor da corte e canções de geste, bem como uma sátira de políticos e instituições religiosas".

Fonte: [https://en.wikipedia.org/wiki/Reynard_the_Fox]

No leste europeu, no folclore russo, nós podemos encontrar a lenda da "Kuma Lisa".

Kuma Lisa (ou madrinha raposa) ou Lisa Patrikeyevna (filha de Patrika, príncipe que era conhecido como um político muito astuto) ou Lisichka-sestrichka (irmã-raposa) é uma personagem que é uma raposa do folclore búlgaro e russo. Ela geralmente desempenha o papel de trapaceira, como um arquétipo . Muitos contos folclóricos búlgaros , bem como obras de autoria, usam o personagem Kuma Lisa".

Fonte: [https://en.wikipedia.org/wiki/Kuma_Lisa]

Na cultura grega, nós podemos encontrar a lenda da "Raposa de Teumessian".

"Na mitologia grega, a raposa de Teumessian , ou raposa de Cadmean , era uma raposa gigantesca que estava destinada a nunca ser capturada. Diz-se que foi enviado pelos deuses (talvez Dionísio ) para atacar os filhos de Tebas como punição por um crime nacional. Creonte, o então regente de Tebas, deu a Anfitrião a tarefa impossível de destruir essa besta. Ele descobriu uma solução aparentemente perfeita para o problema ao buscar o cão mágico Laelaps, que estava destinado a pegar tudo que perseguisse, para pegar a raposa Teumessian. Zeus, diante de uma contradição inevitável devido à natureza paradoxal de suas habilidades mutuamente excludentes, transformou os dois animais em pedra. A dupla foi lançada nas estrelas e permanece como Canis Major (Laelaps) e Canis Minor (Teumessian Fox)".

Fonte: [https://en.wikipedia.org/wiki/Teumessian_fox]

Eu, como apreciador de anime, não posso deixar de apontar a enorme bagagem cultural que existe no Japão envolvendo a raposa, mais conhecida como "kitsune".

"Kitsune, no sentido literal, é a palavra japonesa para raposa . As raposas são um assunto comum no folclore japonês. As histórias retratam raposas lendárias como seres inteligentes e possuidores de habilidades paranormais que aumentam à medida que envelhecem e se tornam mais sábios. De acordo com o folclore Yōkai, todas as raposas têm a habilidade de mudar para a forma humana. Enquanto alguns contos populares falam de kitsune empregando essa habilidade para enganar os outros - como as raposas no folclore costumam fazer - outras histórias os retratam como guardiões, amigos, amantes e esposas fiéis.

Raposas e humanos viviam juntos no antigo Japão; essa convivência deu origem a lendas sobre as criaturas. Kitsune tornou-se intimamente associado a Inari, um kami ou espírito Shinto, e serve como seus mensageiros. Esse papel reforçou o significado sobrenatural da raposa . Quanto mais caudas um kitsune tiver - eles podem ter até nove - mais antigo, mais sábio e mais poderoso ele será. Por causa de seu potencial poder e influência, algumas pessoas fazem sacrifícios a eles como a uma divindade".

Fonte: [https://en.wikipedia.org/wiki/Kitsune]

O "espírito da raposa" também é encontrado na cultura asiática.

"O espírito da raposa (húlijīng) ou raposa de nove caudas (jiǔwěihú ) é uma entidade mítica de raposa originária da mitologia chinesa que é um motivo comum na mitologia do Leste Asiático.

No folclore do Leste Asiático, as raposas são retratadas como um espírito possuidor de poderes mágicos. Essas raposas são retratadas como travessas, geralmente enganando outras pessoas, com a capacidade de se disfarçarem de belas mulheres .

O espírito da raposa é um metamorfo especialmente prolífico, conhecido como húli jīng na China, kitsune no Japão, hồ ly tinh no Vietnã e kumiho na Coreia. Embora as especificidades dos contos variem, esses espíritos de raposa geralmente podem mudar de forma, muitas vezes assumindo a forma de belas jovens que tentam seduzir os homens, seja por mera travessura ou para consumir seus corpos ou espíritos".

Fonte: [https://en.wikipedia.org/wiki/Fox_spirit]

Traduzido [com edições] com Google Tradutor.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

A lenda de Jurate e Kastytis

Jūratė era a deusa do mar (na verdade, “ Jūra” significa literalmente “ o mar” ), que vivia sob as ondas do Mar Báltico em um belo castelo feito de âmbar. Ela era a rainha do mar e, portanto, governava todas as criaturas marítimas e mantinha a paz e o equilíbrio entre elas.

Um dia, um jovem pescador chamado Kastytis estava pescando perto de seu castelo. Ele era um pescador muito talentoso . Naquele dia ele estava pegando em suas redes uma grande quantidade de peixes. Isso deixou Jūratė com raiva, pois ela pensava que ele estava perturbando a calmado oceano, pegando muitos animais de uma vez. Ela decidiu punir o pescador para restaurar a paz de seu reino, mas quando ela enfrentou Kastytis, eles se apaixonaram perdidamente um pelo outro.

Eles viveram felizes juntos no castelo âmbar de Jūratė por algum tempo, mas sua felicidade não duraria. Perkūnas, o deus do trovão, o mais poderoso e temido dos deuses bálticos, era o pai da rainha do mar, e ele acabou descobrindo o caso entre Jūratė e Kastytis. Ele ficou furioso com Jūratė, não apenas por ousar amar um mero humano, o que não era permitido pelos deuses por serem criaturas superiores, mas também porque ela havia recebido a promessa de se casar com o deus da água, conhecido como Patrimpas. Por causa de sua raiva, Perkūnas usou seus raios para matar Kastytis e atingiu o palácio submarino de âmbar reduzindo-o a suas ruínas. Quanto ao destino de Jūratė, ela foi amarrada às ruínas do castelo para passar sua vida lá para a eternidade.

A lenda diz que até hoje, Jūratė ainda chora em sua prisão subaquática pela perda de Kastytis. Também diz que esta é a razão pela qual pequenos pedaços de âmbar continuam chegando às costas e praias do Mar Báltico: eles são o que restou do palácio submarino de Jūratė após o golpe do Deus do Trovão. Aquelas que se parecem com uma pequena lágrima de âmbar são consideradas as mais preciosas, pois são as lágrimas de Jūratė que chegam de sua prisão à costa durante os dias tempestuosos que sacodem o oceano.

Fonte: https://www.balticrun.com/the-legend-of-jurate-and-kastytis/
Traduzido com Google Tradutor.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Eglė, a Rainha das Serpentes

Em outra época, há muito tempo vivia um velho e sua esposa. Ambos tiveram doze filhos e três filhas. O mais jovem sendo nomeado Egle. Em uma noite quente de verão, as três meninas decidiram nadar. Depois de molharem-se uns com os outros e tomarem banho, eles subiram na margem do rio para arrumar e arrumar os cabelos. Mas o mais jovem, Egle, apenas ficou olhando, pois uma serpente havia se enfiado na manga de sua blusa. O que ela deveria fazer? A filha mais velha agarrou a blusa de Egle. Ela jogou a blusa no chão e pulou nela, qualquer coisa para se livrar da serpente. Mas a serpente voltou-se para o mais jovem, Egle, e falou com ela em voz de homem:

-Egle, prometa se tornar minha noiva e eu terei prazer em sair.

Egle começou a chorar, como ela poderia se casar com uma serpente? Em meio às lágrimas, ela respondeu:

-Por favor, devolva minha blusa e volte de onde veio, em paz.

Mas a serpente não quis ouvir:

-Prometa se tornar minha noiva e eu terei prazer em sair.

Não havia mais nada que ela pudesse fazer; ela prometeu à serpente se tornar sua noiva.

Depois de três dias, a família viu que todas as serpentes da terra tinham vindo para sua fazenda, trazendo uma carroça. A família inteira ficou assustada, enquanto todas as serpentes começaram a rastejar em selvagem abandono. Uma das serpentes entrou na casa para se encontrar com o velho, pai de Egle, e discutir os termos da união. A princípio, o velho hesitou e hesitou, recusando-se a acreditar que isso pudesse estar acontecendo; mas quando todas as serpentes da terra se reunirem na fazenda de um homem, não importa como a pessoa se sinta, então ele prometeu entregar sua filha mais jovem e mais bonita às serpentes. Mas o velho guardava traição em seu coração. Ele pediu às serpentes que esperassem um pouco; o mais rápido que pôde, ele correu para a sábia local e contou-lhe tudo. A mulher sábia disse:

-É fácil enganar uma serpente, ao invés de sua filha dar um ganso e mandar os presentes de casamento.

O velho fez o que a sábia aconselhou. Ele vestiu um ganso branco com as roupas de Egle e, juntos, pai e "filha" subiram em uma carroça e começaram sua jornada. Pouco tempo depois, eles ouviram um pássaro coo-coo em uma bétula, cantando:

-Coo-coo, coo-coo, você foi enganado. Em vez de uma noiva, ele deu a você um ganso branco. Coo-coo, coo-coo!

As serpentes voltaram para a fazenda e, com raiva, jogaram o ganso para fora da carroça e exigiram a noiva. Os pais, a conselho da mulher sábia, vestiram uma ovelha branca. Novamente o pássaro coo-coo cantou:

-Coo-coo, coo-coo, você foi enganado. Em vez de uma noiva, ele deu a você uma ovelha branca. Coo-coo, coo-coo!

As serpentes voltam para a fazenda com grande raiva e exigem novamente a noiva. Desta vez, a família deu às serpentes uma vaca branca. O pássaro coo-coo conta às serpentes sobre o engano do pai e novamente as serpentes voltam - mas desta vez em uma fúria avassaladora. As serpentes ameaçaram passar fome pelo desrespeito dos pais. Dentro de casa, Egle chorou. Ela estava vestida como era apropriado para uma noiva e foi entregue às serpentes. Enquanto levavam Egle para seu futuro marido, as serpentes ouviram o pássaro coo-coo cantar:

-Vai, depressa, o noivo aguarda a noiva!

Por fim, Egle e todos os seus acompanhantes chegaram ao mar. Lá ela conheceu um jovem bonito que a esperava na praia. Ele disse a ela que ele era a serpente que rastejou em sua manga de sua blusa. Logo, todos eles se mudaram para uma ilha próxima, e de lá eles desceram para o subsolo, no fundo do mar. Lá poderia ser encontrado um palácio de âmbar ricamente decorado. Foi aqui que o casamento foi realizado, e por três semanas eles beberam, dançaram e festejaram.

O palácio da serpente estava cheio de convidados e Egle finalmente se acalmou, ficou mais feliz e esqueceu completamente sua terra natal.

Nove anos se passaram e Egle deu à luz três filhos - Azuolas, Uosis e Berzas - e uma filha - Drébule - que era a mais nova. Um dia, enquanto brincava, o filho mais velho perguntou a Egle:

-Querida mãe, onde seus pais moram? Vamos visitá-los.

Foi então que Egle se lembrou de sua terra natal. Ela se lembrou de seus pais, irmãos e irmãs. E ela começou a se perguntar se a vida era boa para eles; eles são saudáveis? Já fazia muito tempo e talvez eles estivessem todos mortos. Egle queria desesperadamente ver sua terra natal. Fazia muitos anos desde que ela viu aquela terra de seu nascimento; ela ansiava por vê-lo novamente. Seu marido, a serpente, nem mesmo queria ouvir suas súplicas.

-Tudo bem, disse ele, vá visitar, mas primeiro fie este tufo de seda, e ele mostrou a ela o fuso.

Egle estava no fuso. Ela girou durante o dia, ela girou a noite toda. Gire, gire, mas não seria girado. Ela viu que havia sido enganada. Gire, gire, mas nunca será girado. Egle foi para uma velha que morava perto, uma conhecida soceressa. Egle lamentou:

-Vó, querido coração, me ensine como fazer esse tufo de seda fiado.

A velha disse a ela o que fazer e o que era necessário para a tarefa:

- Jogue-o no fogo na próxima vez que for aceso, do contrário você não será capaz de fiar a seda.

Ao voltar para casa, Egle jogou a seda no forno de pão, recentemente aceso. A seda pegou fogo e no centro do forno, onde ficava a seda, havia um sapo. O sapo estava criando seda, de seu corpo. Depois de tecer a seda, Egle voltou para o marido, implorando que lhe concedesse pelo menos alguns dias para uma visita aos pais. Agora, seu marido tirou de debaixo do banco um par de botas de metal:

-Quando você usar isso, então você deve viajar.

Ela calçou as botas e caminhou, pisou forte e até se arrastou pelo chão de pedra, mas as botas eram grossas, duras e nada gastas. Caminhe ou não ande os sapatos durarão para sempre. Voltando para a feiticeira, ela implorou por mais ajuda. A velha disse:

-Leve-os a um ferreiro e peça que ele os derrube em sua fornalha.

E Egle obedeceu às instruções. As botas estavam bem aquecidas e, em três dias, Egle já as havia desgastado.

Depois de calçar as botas, ela se aproxima do marido para que ele permita que ela visite sua terra natal.

-Tudo bem, disse a serpente, mas para a viagem você deve assar pelo menos uma torta de coelho para o que você dará aos seus irmãos e seus filhos?

Nesse ínterim, a serpente ordenou que todos os utensílios de cozinha fossem escondidos para que Egle não pudesse assar as tortas. Egle começou a pensar como poderia trazer água sem balde e fazer a massa sem tigela. Mais uma vez, ela volta para pedir conselhos à velha senhora. Avó diz:

- Espalhe o fermento peneirado, mergulhe a peneira em água e misture a massa.

Egle obedeceu às instruções; ela misturou, assou e preparou as tortas. Agora, ela se despediu do marido e saiu com os filhos para sua terra natal. A serpente os conduziu parte do caminho, e os conduziu através do mar e disse que ela não estaria mais do que nove dias em sua terra natal e que ela retornaria no final desses nove dias.

-Quando você voltar vá sozinho, só você e as crianças e quando chegar na praia então me chame:

-Zilvine, Zilvineli,
Se vivo, que o mar faça espuma de leite
Se morto, que o mar faça espuma de sangue….

E se você vir leite espumante vindo em sua direção, saiba que ainda estou vivo, mas se o sangue vier, então cheguei ao meu fim. Enquanto vocês, meus filhos, não revelem o segredo, não deixem ninguém saber como me chamar.

Dito isso, ele se despediu de sua família e desejou um retorno rápido.

Retornando à sua terra natal, Egle sentiu uma grande alegria. Todos os seus parentes, sogros e vizinhos se reuniram em volta. Um após o outro fez muitas perguntas, como ela descobriu ser viver com a serpente. Ela apenas continuou descrevendo os muitos aspectos de sua vida. Todos ofereceram sua hospitalidade, sua comida e boas conversas. Ela estava tão animada que nem sentiu os nove dias se passarem.

Nessa época, os pais, irmãos e irmãs de Egle começaram a se perguntar como manter o filho mais novo entre eles. Todos decidiram - deveriam questionar os filhos, como a mãe deles, tendo chegado à praia, iria chamar o marido. Para que descessem à praia, chamar a serpente e matá-la.

Tendo concordado com isso, eles chamaram o mais velho de Egle, Azuolas, e o elogiaram. Eles o encurralaram e o questionaram, mas ele disse que não sabia. Tendo falhado, eles ameaçaram a criança de não contar à mãe sobre suas ações. No segundo dia, eles tiraram Uosis, depois Berzas, mas também deles os adultos não conseguiram descobrir o segredo. Por fim, levaram Drubele, o caçula de Egle, para fora. No início ela fez como seus irmãos, alegando não saber o segredo. Mas a visão da vara a assustou, ela contou tudo.

Então, todos os doze irmãos levaram suas foices com eles e foram em direção ao mar. Parados na costa, eles gritaram:

-Zilvine, Zilvineli
Se vivo, que o mar faça espuma de leite
Se morto, que o mar faça espuma de sangue ...

Quando ele nadou, todos os irmãos começaram a cortar a serpente em pedaços. Então, voltando para casa, eles mantiveram o segredo de seus feitos de Egle.

Nove dias se passaram. Egle, despedindo-se de toda a família e amigos, saiu para o mar e chamou sua serpente.

O mar tremeu e flutuando em direção a Egle era espuma de sangue. E ela ouviu a voz de seu amado marido.

-Seus doze irmãos com suas foices me cortaram, meu chamado foi dado a eles por nosso Drebule, nossa filha mais querida!

Com grande tristeza e raiva trovejante, Egle voltou-se para os filhos e disse a Drebule:

-Que você se transforme em um salgueiro,
Que você estremeça dia e noite,
Que a chuva limpe sua boca,
Que o vento penteie seus cabelos!

Para seus filhos:

-Fiquem meus filhos fortes como árvores,
eu, sua mãe, continuarei a ser um pinheiro.

Como ela ordenou, assim aconteceu: e agora o carvalho, freixo e bétula são as mais fortes de nossas árvores, enquanto o salgueiro até hoje vai tremer ao mais leve sussurro de um vento porque ela estremeceu diante de seus tios e entregou seu verdadeiro pai.

Fonte: https://europeisnotdead.com/lithuania-egle-the-queen-of-serpents/
Traduzido com Google Tradutor.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Técnica de magia

O distinto e eventual leitor deve se perguntar: "oquei, mas COMO eu posso operar a magia?"
A resposta, por mais engraçado que possa parecer, é sugerida no anime Hunter vs Hunter. Eu vou citar uma página que esclarece a natureza e a forma de dominar o que é chamado de "Nen".

Nen é uma das características definidoras do mangá Hunter × Hunter de Yoshihiro Togashi . É uma técnica que permite a um ser vivo usar e manipular sua própria energia vital (conhecida como aura ); o termo "Nen" também pode ser usado em conversas para se referir à aura. Uma pessoa capaz de utilizar Nen é coloquialmente referida como um "usuário de Nen", enquanto aqueles que não podem ir pela designação de "não-usuários".
Como é possível criar uma grande variedade de habilidades parapsicológicas por meio do Nen, é considerado um poder perigoso que é mantido escondido do público em geral para manter o equilíbrio na sociedade.

Aura é a energia vital produzida por todos os corpos vivos vitais para a sobrevivência. Aura de todas as partes do corpo tende a fluir junto, produzindo uma massa de energia. Isso acontece sem a consciência do indivíduo, normalmente resultando em um vazamento lento de aura continuamente escapando do corpo e surgindo e saindo do topo da cabeça. Os poros ou pontos do corpo de onde a aura flui são chamados de " nós da aura ". Em condições normais, a aura vaza constantemente sem consequências excessivamente prejudiciais; entretanto, se alguém cujos Nodos Aura estão totalmente abertos não tentar fechá-los ou controlar o fluxo de sua aura, logo ficará tão cansado que não conseguirá ficar em pé ou até mesmo perder a consciência. Feridas graves, como mutilações, podem interromper o fluxo da aura na parte afetada do corpo e até mesmo interrompê-lo por completo. Controlar os Nodos Aura de alguém é o primeiro passo para se tornar um usuário Nen.

A aura pode ser vista somente depois que os nós da aura nos olhos são abertos. Pessoas que não treinaram no Ten vão vazar uma aura semelhante ao vapor de água de uma chaleira. No entanto, indivíduos sensíveis podem sentir sua presença sem estar cientes de sua existência. Ela foi descrita como uma sensação de fluido quente e viscoso em repouso, enquanto auras poderosas e refinadas produzem uma sensação semelhante a agulhas picando na pele. Aura hostil gera sensações extremamente desagradáveis, que podem fazer com que um não-usuário pare e seja incapaz de caminhar em direção à fonte como se uma parede tivesse sido erguida à sua frente. Uma vez que todo ser vivo emite aura subconscientemente, aprender a sentir a aura é uma habilidade útil para aqueles que rastreiam coisas vivas ou caçam coisas não vivas infundidas com aura. Um usuário experiente de Nen pode julgar a localização e a força relativa de seus oponentes lendo a saída de sua aura. Por outro lado, usuários qualificados do Nen também podem regular o fluxo de sua aura para que pareçam ser iniciantes ou indivíduos normais.

Os Quatro Princípios de Nen são os seguintes:

Ten: Concentre a mente, reflita sobre si mesmo e determine o objetivo.

Depois que uma pessoa abre seus Nodos de Aura, ela deve aprender a evitar que sua aura vaze de seu corpo. Ten é o processo de manter os nódulos abertos, mas também fazer com que a aura flua através e ao redor do corpo, em vez de se afastar dele. Uma vez mantido, ele cria uma cobertura ao redor do usuário que parece semelhante a estar em um fluido viscoso e morno. Ten mantém o vigor juvenil e reduz o envelhecimento, já que a energia que movimenta o corpo não mais se esvai; pode-se evitar que o corpo se decomponha e deter o processo de envelhecimento. Ten é a defesa mais básica contra ataques emocionais Nen, e também oferece proteção limitada contra ataques físicos, mas quase nenhuma quando esses ataques são reforçados com aura. Por meio de meditação e prática frequentes, pode-se melhorar a qualidade do Ten e até mantê-la durante o sono. Depois de aprendido, nunca mais será esquecido, assim como andar de bicicleta e nadar. Apesar de ser a técnica mais elementar de tudo, Ten é também um dos mais importantes, uma vez que, em conjunto com Ren , que desempenha um papel fundamental na determinação da força e suavidade de fluxo aura de um utilizador Nen.

Zetsu: Coloque em palavras.

Enquanto Ten permite que um usuário evite que a aura vaze de seu corpo, Zetsu interrompe completamente o fluxo da aura de seu corpo. Ao fechar todos os seus Nodos Aura, o usuário é capaz de interromper todo o fluxo de sua aura como a água de uma válvula, tornando sua presença muito mais difícil ou mesmo impossível de sentir. Desligar os nódulos em seus olhos impede que o usuário seja capaz de ver a aura, mas, como ele não está mais cercado por sua própria aura, ele se torna mais sensível à aura de outras pessoas. O aumento na percepção é tal que Zetsu pode se opor a In , embora não seja recomendado empregá-lo dessa forma. Esta técnica é, portanto, duplamente útil para rastrear outra pessoa, pois não só tornará mais fácil segui-la, mas também impedirá que outros usuários do Nen percebam seu perseguidor. No entanto, existem outras maneiras de perceber uma pessoa escondida com Zetsu : além dos cinco sentidos serem eficazes, indivíduos particularmente perceptivos são capazes de detectar o olhar de outra pessoa, embora possam não conseguir discernir a posição e o número de observadores. Além disso, se o Zetsu for utilizado dentro de um determinado intervalo de um usuário Nen, esse usuário Nen pode notar sua presença desaparecendo, especialmente se a aura do usuário Zetsu for poderosa. Apesar da técnica não afetar a visão diretamente, ativar o Zetsu na frente de outra pessoa dará a impressão de que o usuário ficou transparente.

Zetsu também pode ser usado para aliviar a fadiga, pois força a camada externa da aura do corpo a ficar totalmente contida. No entanto, pelo mesmo motivo, pode ser perigoso, pois deixa o corpo indefeso contra qualquer ataque de aura. Mesmo um ataque fraco aprimorado com Nen pode causar danos massivos. Uma vez que até mesmo a fina proteção oferecida por Ten se foi, um usuário Zetsu é particularmente suscetível também a ataques emocionais hostis, resultando em sua mente se tornando tão vulnerável quanto seu corpo.

Ren: Intensifique a sua vontade.

Ren concentra-se em produzir uma quantidade maior de aura do que Ten, projetando-a para fora de forma explosiva. Isso amplifica a força física e a durabilidade do usuário e fornece um grande reservatório de aura para quaisquer técnicas avançadas ou habilidades individuais que decidam usar, embora ao custo de gastar essa aura. Pode-se treinar seu Ren para estender sua duração e aumentar a quantidade de aura à sua disposição. Diz-se que leva um mês para prolongar o Ren fora de combate em 10 minutos. Se Ten for considerado puramente defensivo, Ren pode ser considerado como sua contraparte ofensiva, embora também conceda ao usuário habilidades defensivas amplamente aprimoradas. Com o tempo certo, Ten pode ser usado para conter a aura produzida com Ren .

Ao tingir o Ren de alguém com hostilidade, um usuário Nen pode exercer o que é coloquialmente referido como "sede de sangue". Uma emissão prolongada de Ren malicioso pode induzir um pavor incontrolável naqueles que não podem usar o Nen, paralisia e, se comparado sem Ten, até a morte. Por outro lado, um Ren neutro raramente pode ser sentido por não usuários. Como Ren é uma demonstração de poder, ele também pode intimidar outros usuários Nen, pois oferece uma medida aproximada da força bruta do usuário; na verdade, por "mostre-me seu Ren ", os Caçadores geralmente querem dizer que querem ver os frutos de seu treinamento, como uma habilidade Nen, ao invés de seu Ren per se. Na maioria dos casos, Ren reflete a hostilidade do usuário sem seu controle, e pode até mesmo deixar traços tênues no ambiente após o usuário Nen ter deixado a cena.

Hatsu: coloque-o em ação.

Hatsu é a expressão pessoal de Nen. Suas qualidades são influenciadas, mas não restritas à categoria Nen natural do usuário Nen, uma das seis disponíveis. Hatsu é usado para projetar a aura de alguém para realizar uma determinada função, criando uma habilidade paranormal única e especial que é coloquialmente referida como uma " habilidade Nen ", ou simplesmente " habilidade ".

A princípio, Hatsu aparece simplesmente como consequência do uso de Ren durante a Adivinhação na Água; no entanto, é mais do que uma mera propriedade deste último, e pode ser treinado individualmente por meio da própria Adivinhação da Água, que, no entanto, parece afetar apenas a categoria natural do usuário, ou aprimorando as habilidades em uma categoria Nen por meio de exercícios. Uma vez que um certo nível de habilidade foi alcançado, o aluno pode tentar criar sua habilidade pessoal Nen. Uma vez que podem ter uma gama imensamente vasta de efeitos, as habilidades Nen podem ser reconhecidas como qualquer manifestação do Nen de alguém que não pode ser atribuída a uma das técnicas básicas ou avançadas, embora haja exemplos de habilidades Nen sendo essencialmente aplicações de Ko (uma técnica Nen avançada que faz uso de Hatsu) com condições ou restrições especiais. Uma boa habilidade Nen reflete o próprio caráter de uma pessoa, independentemente de sua complexidade; ninguém pode realmente dominar Nen se apenas copiar as habilidades de outra pessoa.

Técnicas avançadas.

Gyo é uma aplicação avançada de Ren pela qual um usuário Nen concentra uma parte maior do que o normal de sua aura em uma parte específica do corpo. Aumenta a força daquela parte do corpo, mas deixa o resto do corpo mais vulnerável. Gyo é mais frequentemente usado nos olhos, permitindo que um usuário Nen veja aura e construções Nen ocultas com In, bem como traços de aura tão tênues que poderiam passar despercebidos de outra forma.

Em é uma forma avançada de Zetsu usada para tornar a aura imperceptível, ocultando-a efetivamente. Ao contrário de Zetsu , no entanto, In não interrompe o fluxo da aura do usuário; em vez disso, ele o esconde, tornando impossível a percepção com qualquer um dos cinco sentidos ou percepção extra-sensorial. Portanto, esta técnica é perfeita para lançar ataques furtivos ou colocar armadilhas, pois pode ocultar não apenas a presença do usuário, mas também construções Nen geradas com Transmutação, ou Conjuração.

En é uma aplicação avançada de Ten e Ren. Em Ren , a aura geralmente envolve apenas uma pequena quantidade de espaço ao redor do corpo do usuário. En é quando alguém estende seu Ren para que sua aura se estenda além do normal, então usa Ten ao mesmo tempo para conter e dar forma a essa aura, normalmente uma esfera. O requisito mínimo é estender a aura a um raio de mais de 2 metros e mantê-la por mais de 1 minuto. Alguém usando En pode sentir a forma e o movimento de qualquer coisa dentro da área coberta por sua aura, com o grau de consciência e sutileza dependendo de seu nível de habilidade. Os usuários Nen podem ser diferenciados das pessoas normais devido à sua reação mais forte à aura do usuário En.

Shu é um aplicativo avançado do Ten . Shu permite que um usuário de Nen envolva um objeto com sua aura, permitindo que ele use esse objeto como uma extensão de seu próprio corpo. Por exemplo, alguém poderia usar Shu para estender seu Dez ao redor de uma arma, o que a fortaleceria e protegeria. Shu pode ser combinado com outras técnicas, como Ko.

Ko é uma combinação de Ten , Zetsu , Hatsu , Ren e Gyo na qual toda a aura do usuário está concentrada em uma parte do corpo em particular. Gyo é utilizado para focar a aura em uma parte do corpo, enquanto Ten é usado para prevenir sua dispersão. Zetsu é usado para interromper completamente o fluxo de Nen em todas as outras partes do corpo, aumentando a produção na área desejada. Com Ren , a quantidade de aura aumenta ainda mais. Isso torna aquela parte do corpo extremamente poderosa, mas ao custo de deixar o resto do corpo do usuário completamente desprotegido. Devido ao risco que acarreta, Ko é considerado uma técnica puramente ofensiva. Uma versão incompleta desta técnica pode ser utilizada sem Ren , principalmente para dominar as outras etapas antes de aumentar a quantidade de aura a ser concentrada e contida. Alguns usuários Nen, "Enhancers" em particular, empregam Ko como uma habilidade Nen adicionando condições a ela.

Ken é a versão avançada das técnicas básicas de Ren e Ten . É uma técnica principalmente defensiva em que um usuário Nen mantém um estado de Ren por um período prolongado de tempo. A quantidade de aura ao redor do corpo do usuário durante o Ken é cerca de 10 vezes maior do que durante o Ten . Ken permite que um usuário Nen se proteja contra ataques de qualquer direção, mas a grande quantidade de aura produzida torna a manutenção cansativa. É considerada a melhor opção para se defender de Ko, apesar de não ser tão poderosa quanto esta em nenhuma parte do corpo, já que a protege de maneira uniforme. Quando não corre o risco imediato de ser atingido por Ko , Ken é utilizado quando se deseja ser cauteloso. Alguns usuários do Nen optam por expandir seu raio de modo a detectar ataques de entrada que eles são incapazes de ver, como umaespécie de En miniatura. Às vezes, Ken é coloquialmente chamado de Ren devido às semelhanças entre as duas técnicas.

Ryu é o termo para o uso de Gyo de um estado de Ken para realizar ajustes de valor ofensivos e defensivos em tempo real. Se Ko devolve 100% da aura para o ataque ou, muito mais raramente, para a defesa, e Ken divide a aura igualmente entre os dois, Ryu está redistribuindo a aura de acordo com qualquer outra porcentagem, por exemplo, concentrando 70% da aura em um punho quando se está prestes a golpear ou 80% na perna para bloquear um chute recebido. É utilizado para danificar um usuário Ken sem se deixar tão desprotegido como durante Ko , embora o poder da técnica seja menor. Ryué difícil de dominar, pois requer não apenas controlar o fluxo da aura com grande precisão, mas também ser capaz de estimar a quantidade de aura utilizada pelo oponente à primeira vista. Mesmo que a técnica seja realizada corretamente, os movimentos do fluxo da aura correm o risco de denunciar o próximo movimento do usuário se forem muito lentos.

Fonte: https://hunterxhunter.fandom.com/wiki/Nen#Advanced_Techniques
Traduzido [com edições] com Google Tradutor.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Vênus na cultura

Vênus , como um dos objetos mais brilhantes no céu, é conhecido desde os tempos pré-históricos e tem sido um elemento importante na cultura humana desde que existem registros. Como tal, tem uma posição proeminente na cultura , religião e mitos humanos . Tornou-se sagrado para deuses de muitas culturas e tem sido uma inspiração primordial para escritores e poetas como a estrela da manhã e estrela da noite .

Antecedentes e nome

O que agora é conhecido como planeta Vênus é há muito um objeto de fascínio para culturas em todo o mundo. É o segundo objeto mais brilhante no céu noturno, e segue um ciclo sinódico pelo qual parece desaparecer por vários dias devido à sua proximidade com o Sol , então reaparece no lado oposto do Sol e no outro horizonte. Dependendo do ponto em seu ciclo, Vênus pode aparecer antes do nascer do sol pela manhã ou após o pôr do sol à noite, mas nunca parece atingir o ápice do céu. Portanto, muitas culturas o reconheceram com dois nomes, mesmo que seus astrônomos percebessem que era realmente um objeto.

No inglês antigo , o planeta era conhecido como morgensteorra (estrela da manhã) e æfensteorra (estrela da tarde). Não foi até o século 13 EC que o nome "Vênus" foi adotado para o planeta (em latim clássico, embora a estrela da manhã fosse considerada sagrada para a deusa Vênus, era chamada de Lúcifer).

Em chinês, o planeta é chamado Jīn-xīng (金星), o planeta dourado do elemento metal . É conhecido como "Kejora" em indonésio e malaio . As culturas modernas chinesas , japonesas e coreanas referem-se ao planeta literalmente como a "estrela do metal" (金星), com base nos cinco elementos.

Antigo Oriente Próximo

Mesopotâmia

Como os movimentos de Vênus parecem ser descontínuos (ele desaparece devido à sua proximidade com o Sol , por muitos dias de cada vez, e então reaparece no outro horizonte), algumas culturas não reconheciam Vênus como uma entidade única; em vez disso, eles presumiram que fossem duas estrelas separadas em cada horizonte: a estrela da manhã e a estrela da tarde. No entanto, um selo cilíndrico do período Jemdet Nasr indica que os antigos sumérios já sabiam que as estrelas da manhã e da tarde eram o mesmo objeto celestial. Os sumérios associavam o planeta à deusa Inanna , que era conhecida como Ishtar pelos últimos acadianos e babilônios. Ela tinha um papel duplo como deusa do amor e da guerra, representando assim uma divindade que presidia o nascimento e a morte.

Os movimentos descontínuos de Vênus estão relacionados tanto à mitologia de Inanna quanto à sua natureza dual. As ações de Inanna em vários de seus mitos, incluindo Inanna e Shukaletuda e Inanna's Descent into the Underworld, parecem ser paralelas ao movimento do planeta Vênus à medida que ele progride em seu ciclo sinódico. Por exemplo, em Descent to the Underworld de Inanna, Inanna é capaz de descer ao submundo, onde ela é morta, e então ressuscita três dias depois para retornar aos céus. Uma interpretação desse mito por Clyde Hostetter afirma que é uma alegoria para os movimentos do planeta Vênus, começando com o equinócio da primavera.e concluindo com uma chuva de meteoros perto do final de um período sinódico de Vênus. O desaparecimento de Inanna em três dias se refere ao desaparecimento planetário de Vênus em três dias entre seu aparecimento como estrela da manhã e da tarde. Um hino introdutório a este mito descreve Inanna deixando os céus e indo para Kur , o que poderia ser considerado as montanhas, reproduzindo a ascensão e o pôr de Inanna no oeste. No mito Inanna e Shukaletuda , Shukaletuda é descrito como esquadrinhando os céus em busca de Inanna, possivelmente pesquisando os horizontes leste e oeste. No mesmo mito, ao procurar seu atacante, a própria Inanna faz vários movimentos que correspondem aos movimentos de Vênus no céu. O símbolo mais comum de Inanna-Ishtar era a estrela de oito pontas . A estrela de oito pontas parece ter originalmente tido uma associação geral com os céus, mas, no Antigo Período Babilônico ( c. 1830 - c. 1531 aC), passou a ser especificamente associada ao planeta Vênus , com o qual Ishtar foi identificado.

No período da Antiga Babilônia, o planeta Vênus era conhecido como Ninsi'anna e, mais tarde, como Dilbat . "Ninsi'anna" se traduz como "senhora divina, iluminação do céu", que se refere a Vênus como a "estrela" visível mais brilhante. As grafias anteriores do nome foram escritas com o sinal cuneiforme si4 (= SU, que significa "ser vermelho"), e o significado original pode ter sido "senhora divina da vermelhidão do céu", em referência à cor da manhã e céu noturno. Vênus é descrito em textos cuneiformes da Babilônia , como a tabuinha de Vênus de Ammisaduqa , que relata observações que possivelmente datam de 1600 aC. A tabuinha de Vênus de Ammisaduqa mostra que os babilônios entendiam que as estrelas da manhã e da tarde eram um único objeto, referido na tabuinha como a "brilhante rainha do céu" ou "brilhante Rainha do Céu ", e poderia apoiar essa visão com observações detalhadas.

Mitologia cananéia

Na antiga religião cananéia , a estrela da manhã é personificada como o deus Attar , uma variante masculina do nome da deusa babilônica Ishtar. No mito, Attar tentou ocupar o trono de Ba'al e, descobrindo que era incapaz de fazê-lo, desceu e governou o submundo . O mito original pode ter sido sobre um deus menor, Helel , tentando destronar o deus cananeu El , que se acreditava viver em uma montanha ao norte. Hermann GunkelA reconstrução do mito por parte de um poderoso guerreiro chamado Hêlal, cuja ambição era ascender mais alto do que todas as outras divindades estelares, mas que teve que descer às profundezas. Assim, ele retratou como uma batalha o processo pelo qual a brilhante estrela da manhã falha em alcançar o ponto mais alto no céu antes de ser apagada pelo sol nascente.

Semelhanças foram observadas com a história da descida de Inanna ao submundo, Ishtar e Inanna sendo associados ao planeta Vênus . Uma conexão foi vista também com o mito babilônico de Etana . A Enciclopédia Judaica comenta:

"O brilho da estrela da manhã, que eclipsa todas as outras estrelas, mas não é vista durante a noite, pode facilmente ter dado origem a um mito como foi dito sobre Ethana e Zu : ele foi levado por seu orgulho a lutar pelo mais alto assento entre os deuses-estrelas na montanha norte dos deuses ... mas foi derrubado pelo governante supremo do Olimpo da Babilônia".
No livro de Isaías , no idioma hebraico , capítulo 14, o Rei da Babilônia é condenado usando imagens derivadas do mito cananeu, e é chamado הֵילֵל בֶּן-שָׁחַר ( Helel ben Shachar , hebraico para "aquele que brilha, filho da manhã"). O título " Helel ben Shahar " pode se referir ao planeta Vênus como a estrela da manhã. A palavra hebraica transliterada como Hêlêl ou Heylel (pron. Como Hay-LALE ), [40]ocorre apenas uma vez na Bíblia Hebraica . A Septuaginta traduz הֵילֵל em grego como Ἑωσφόρος ( heōsphoros ), "portador da aurora", o nome grego antigo para a estrela da manhã. De acordo com a Concordância de Strong baseada na Bíblia King James , a palavra hebraica original significa "aquele que brilha, portador de luz", e a tradução dada no texto do King James é o nome latino para o planeta Vênus, "Lúcifer". No entanto, a tradução de הֵילֵל com o nome "Lúcifer" foi abandonada nas traduções modernas para o inglês de Isaías 14:12. Em uma tradução moderna do hebraico original, a passagem em que ocorre o nome Helel ben Shahar começa com a declaração: "No dia em que o Senhor lhe der alívio de seu sofrimento e turbulência e do árduo trabalho que lhe foi imposto, você assumirá até este escárnio contra o rei da Babilônia: Como acabou o opressor! Como acabou sua fúria!". Depois de descrever a morte do rei, a provocação continua:

"Como caíste do céu, estrela da manhã , filha da alva! Foste lançado à terra, tu que outrora abateste as nações! Disseste no teu coração: 'Subirei aos céus; meu trono acima das estrelas de Deus; sentarei entronizado no monte da assembléia, nas alturas extremas do monte Zafon . Subirei acima do cume das nuvens; farei-me semelhante ao Altíssimo. ' Mas você é trazido para o reino dos mortos, para as profundezas da cova. Aqueles que te vêem olham para você, eles refletem sobre o seu destino: 'É este o homem que abalou a terra e fez tremer os reinos, o homem que fez o mundo um deserto, que destruiu suas cidades e não permitiu que seus cativos voltassem para casa?'".

Esta passagem foi a origem da crença posterior de que Satanás era um anjo caído, que também poderia ser referido como "Lúcifer". No entanto, originalmente se referia ao surgimento e desaparecimento da estrela da manhã como uma alegoria da queda de um rei outrora orgulhoso. Esta compreensão alegórica de Isaías parece ser a interpretação mais aceita no Novo Testamento , bem como entre os primeiros cristãos , como Orígenes , Eusébio , Tertuliano e Gregório, o Grande. O motivo do anjo caído pode, portanto, ser considerado uma "remitologização" cristã de Isaías 14, retornando sua imagem alegórica da arrogância de um governante histórico às raízes originais do mito cananeu de um deus menor tentando e falhando em reivindicar o trono dos céus , que é então lançado ao submundo.

Egito

Os antigos egípcios acreditavam que Vênus era dois corpos separados e conheciam a estrela da manhã como Tioumoutiri e a estrela da noite como Ouaiti .

Vietnã

No folclore vietnamita, o planeta era considerado como dois corpos separados: a estrela da manhã (sao Mai) e a estrela da tarde ( sao Hôm ). Devido à posição desses corpos supostamente distintos no céu, eles caíram na poesia popular como uma metáfora para a separação, especialmente entre amantes.

Quando estava na direção oposta da Lua , o planeta também era conhecido como sao Vượt (a estrela que passa / escalada, também soletrada como sao Vược devido às diferentes interpretações do Quốc ngữ de um caractere Nôm ). Tal oposição, muito parecida com aquela entre a estrela da manhã e a estrela da tarde, também foi comparada na poesia popular à separação de amantes malfadados.

Hinduísmo

Na Índia, Shukra Graha ("o planeta Shukra"), que leva o nome de um poderoso santo Shukra. Shukra que é usado na astrologia védica indiana significa "claro, puro" ou "brilho, clareza" em sânscrito . É um dos nove Navagraha que afeta a riqueza, o prazer e a reprodução; era o filho de Bhrgu , preceptor dos Daityas e guru dos Asuras. A palavra Shukra também está associada ao sêmen, ou geração.

Pérsia

Na mitologia iraniana, especialmente na mitologia persa , o planeta geralmente corresponde à deusa Anahita . Em algumas partes da literatura pahlavi , as divindades Aredvi Sura e Anahita são consideradas entidades separadas, a primeira como uma personificação do rio mítico e a última como uma deusa da fertilidade, que está associada ao planeta Vênus. Como a deusa Aredvi Sura Anahita - e simplesmente chamada de Anahita também - ambas as divindades são unificadas em outras descrições, por exemplo, no Grande Bundahishn , e são representadas pelo planeta. No texto Avestan Mehr Yasht (Yasht 10) há um possível link inicial para Mithra . O nome persa do planeta hoje é "Nahid", que deriva de Anahita e mais tarde na história do idioma Pahlavi Anahid .

Islão

Nas tradições islâmicas, a estrela da manhã é chamada de Zohra ou Zohrah e comumente relacionada a uma "bela mulher". De acordo com o mito, do qual um eco é encontrado em uma peça do poeta inglês do século 17 William Percy, dois anjos, Harut e Marut , desceu à terra e foi seduzido pela beleza de Zohra a cometer shirk, assassinato, adultério e beber vinho. Em seu estado de embriaguez, Zohra extraiu desses anjos as palavras secretas para ascender ao céu. Quando ela falou as palavras secretas, ela se elevou ao primeiro céu, mas foi aprisionada lá (isto é, transformada no planeta Vênus). Isso é da história judaica.

Grécia e Roma Antigas

Os antigos gregos chamavam a estrela da manhã de Φωσφόρος, Fósforo, a "Portadora da Luz". Outro nome grego para a estrela da manhã era Heosphoros (grego Ἑωσφόρος Heōsphoros), que significa "Dawn-Bringer" [nota: portador do alvorecer]. Eles chamaram a estrela da tarde, que por muito tempo foi considerada um objeto celestial separado, Hesperos (Ἓσπερος, a "estrela da noite"). Na época helenística, os gregos antigos os identificaram como um único planeta, embora o uso tradicional de dois nomes para seu aparecimento pela manhã e à noite continuasse mesmo no período romano.

O mito grego de Phaethon, cujo nome significa "O Iluminado", também foi visto como semelhante aos de outros deuses que descem ciclicamente dos céus, como Inanna e Attar.

Na mitologia clássica, Lúcifer ("portador da luz" em latim) era o nome do planeta Vênus como a estrela da manhã (como a estrela da tarde era chamada de Vesper), e muitas vezes era personificado como uma figura masculina carregando uma tocha. Lúcifer era considerado "o lendário filho de Aurora e Cefalo e pai de Ceyx". Ele era freqüentemente apresentado na poesia como o prenúncio do amanhecer.

Os romanos consideravam o planeta Lúcifer particularmente sagrado para a deusa Vênus, cujo nome eventualmente se tornou o nome científico do planeta. O mitógrafo romano do século II Pseudo-Hyginus disse sobre o planeta:

"A quarta estrela é a de Vênus, de nome Lúciferus. Alguns dizem que é de Juno. Em muitos contos, está registrado que também se chama Hesperus. Parece ser a maior de todas as estrelas. Alguns disseram que representa o filho de Aurora e Cefalo, que superou muitos em beleza, de modo que até rivalizou com Vênus, e, como diz Eratóstenes, por isso é chamada de estrela de Vênus. É visível tanto ao amanhecer quanto ao pôr do sol, e assim propriamente foi chamado Lúciferus e Hesperus. "
Ovídio, em suas Metamorfoses épicas do primeiro século, descreve Lúcifer como ordenando os céus:

"Aurora, vigilante na aurora avermelhada, escancarou suas portas carmesim e corredores cheios de rosas; os Stellae alçaram vôo, em ordem ordenada estabelecida por Lúcifer que deixou seu posto por último."

Uma escultura romana do século II da deusa Lua Luna acompanhada pelo Dioscuri (Castor e Pólux), ou Lúcifer e Vesper. Altar de mármore, arte romana, século 2 dC. Da Itália.
No período romano clássico, Lúcifer não era tipicamente considerado uma divindade e tinha poucos mitos, ou nenhum, embora o planeta fosse associado a várias divindades e muitas vezes personificado poeticamente. Cícero observou que "Você diz que Sol, o Sol e Lua, a Lua são divindades, e os gregos identificam o primeiro com Apolo e o último com Diana. Mas se Luna (a Lua) é uma deusa, então Lúcifer (a Estrela da Manhã ) também e o resto das Estrelas Errantes (Stellae Errantes) terão que ser contados deuses; e se assim for, então as Estrelas Fixas (Stellae Inerrantes) também."

Maias

Vênus foi considerado o corpo celeste mais importante observado pelos maias, que o chamaram de 'Chac ek' ou 'Noh Ek', "a Grande Estrela". Os maias monitoravam de perto os movimentos de Vênus e o observavam durante o dia. As posições de Vênus e de outros planetas foram pensadas para influenciar a vida na Terra, então os maias e outras culturas mesoamericanas antigas cronometraram guerras e outros eventos importantes com base em suas observações. No Códice de Dresden, os maias incluíam um almanaque mostrando o ciclo completo de Vênus, em cinco conjuntos de 584 dias cada (aproximadamente oito anos), após os quais os padrões se repetiam (já que Vênus tem um período sinódico de 583,92 dias).

A civilização maia desenvolveu um calendário religioso, baseado em parte nos movimentos do planeta, e realizou os movimentos de Vênus para determinar o momento propício para eventos como a guerra. Eles também a chamaram de 'Xux Ek', a Estrela Vespa. Os maias estavam cientes do período sinódico do planeta e podiam calculá-lo em uma centésima parte do dia.

Outras culturas

O povo Maasai chamou o planeta Kileken e tem uma tradição oral sobre ele chamada O Menino Órfão.

Vênus é importante em muitas culturas aborígenes australianas, como a do povo Yolngu no norte da Austrália. Os Yolngu se reúnem após o pôr do sol para aguardar a ascensão de Vênus, que eles chamam de Barnumbirr. Ao se aproximar, nas primeiras horas do amanhecer, ela puxa atrás de si uma corda de luz presa à Terra, e ao longo dessa corda, com a ajuda de um "Pólo da Estrela da Manhã" ricamente decorado, as pessoas são capazes de se comunicar com seus entes queridos mortos, mostrando que ainda os amam e se lembram deles. Barnumbirr também é um importante espírito criador do Sonho, e "cantou" grande parte do país para a vida.

Vênus desempenha um papel importante na mitologia Pawnee. Um grupo específico de Pawnee, uma tribo nativa da América do Norte, até o final de 1838, praticava um ritual de estrela da manhã em que uma garota era sacrificada à estrela da manhã.

Na astrologia ocidental, derivada de sua conotação histórica com deusas da feminilidade e do amor, Vênus influencia o desejo e a fertilidade sexual.

No sistema metafísico da Teosofia, acredita-se que no plano etérico de Vênus existe uma civilização que existiu centenas de milhões de anos antes da Terra e também acredita que a divindade governante da Terra, Sanat Kumara, é de Vênus.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Venus_in_culture
Traduzido [com edições] com o Google Tradutor.