terça-feira, 6 de outubro de 2026

Quinhentos, 456 - 460


Alegre-se, profeta, pois agora é poeta. O que faz pensar que deixarei em minha pele, feito tatuagem, quando melhor me faz escrevendo?


Ainda que escreva mais livros que toda a humanidade produziu, acha mesmo que pode consumir ou encerrar esta divina fantasia donde todo conhecimento humano origina?


Tome, sem corrigir o erro e sem reparar o enganado. Quem serve ao raciocínio, tampa sua imaginação; quem serve ao delírio, perde sua razão. Mas o que tem os demais com isso?


Por tantas certezas, a humanidade achou-se da mesma forma que perdeu-se. As pedras tem razão, as nuvens tem sonhos, cada qual sua função e ainda assim são partes do todo.


O que pede prova daquilo que não compreende ou sente é o mesmo que senta na beira do rio com sede. Por toda a volta, o que temos, é manifestação divina.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

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