https://www.diariodocentrodomundo.com.br/valdemar-admite-que-pode-haver-plano-de-novo-golpe-num-governo-flavio/
Um reacionário pode comentar - malditos bolivaristas!
Mas essa declaração não veio de um jornalista. Nem de um candidato de esquerda. Veio do Valdemar. O presidente do PL. 😏🤭
Escreva uma crônica crítica em tom de humor e sarcasmo quando até o reacionário mais bolsonarista se dá conta de que tem alguma coisa de errado na cena. 🤭😏
A graça — e também a parte assustadora — está justamente no fato de que a fala não veio de um adversário político, mas do próprio presidente do PL. Valdemar reconheceu que houve discussão sobre golpe em 2022 e, quando perguntado sobre a possibilidade de algo semelhante num eventual governo Flávio, não descartou: respondeu que “pode haver planejamento”.
Quando até Valdemar começa a desconfiar da própria cena
Existe um momento na política brasileira em que até o sujeito que estava sentado na mesa percebe que talvez tenha pedido um pouco de molho demais no prato.
Foi mais ou menos isso que aconteceu com Valdemar Costa Neto.
O presidente do PL, partido que abriga Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, foi questionado sobre a possibilidade de uma nova articulação golpista num eventual governo de Flávio.
A resposta?
“Sei lá. Pode haver planejamento.”
Pausa dramática.
Silêncio no estúdio.
A democracia olha para a câmera como quem está participando de uma sitcom e pensa:
— Vocês estão falando sério?
Porque veja bem: um crítico de esquerda poderia dizer isso. Um jornalista poderia levantar essa hipótese. Um professor de ciência política poderia escrever um artigo de 48 páginas explicando os riscos institucionais.
Aí apareceria algum sujeito indignado nos comentários:
— MALDITOS BOLIVARISTAS! ESTÃO INVENTANDO GOLPE!
Só que desta vez não foi um bolivarista.
Foi Valdemar.
O presidente do próprio partido.
É quase como se o gerente da churrascaria saísse correndo da cozinha gritando:
— Gente, talvez seja melhor conferir esse fogo!
E o cliente respondesse:
— Comunista! Você está tentando destruir o churrasco!
O problema é que o gerente está segurando um extintor.
Valdemar também reconheceu que houve discussão sobre um golpe no final do governo Bolsonaro em 2022, embora tenha minimizado o fato argumentando que o golpe não chegou a ser executado.
E aqui aparece uma curiosa modalidade de argumentação jurídica:
“Eu pensei em cometer um crime, conversei sobre cometer o crime, organizei as coisas para cometer o crime, mas não cometi. Portanto, vamos todos para casa porque não aconteceu nada.”
É uma espécie de Código Penal segundo o delivery:
“Seu pedido foi preparado, mas não saiu para entrega.”
O detalhe mais interessante é que o mesmo Valdemar, em outro momento, disse que não se deveria “pôr fogo no país” ao comentar conflitos envolvendo o Supremo.
Ou seja, até dentro do campo político que frequentemente flerta com discursos de ruptura institucional existe alguém olhando para a churrasqueira e dizendo:
— Talvez não seja uma boa ideia jogar gasolina.
Isso é quase uma evolução darwiniana da prudência.
E há uma ironia ainda maior.
O sujeito que poderia tranquilizar o eleitor dizendo:
“Não, imaginem! Em hipótese alguma haveria qualquer planejamento para romper a ordem democrática.”
preferiu:
“Sei lá.”
SEI LÁ.
É provavelmente uma das expressões menos tranquilizadoras já produzidas pela política brasileira.
Imagine o piloto do avião perguntando:
— Senhor comandante, existe alguma possibilidade de a aeronave cair?
— Sei lá.
Imagine o médico:
— Doutor, essa cirurgia tem algum risco?
— Pode haver planejamento.
Imagine o eletricista:
— Essa instalação está segura?
— Olha... talvez.
Obrigado pela tranquilidade.
Mas existe algo particularmente revelador nisso tudo: quando a própria liderança partidária começa a admitir publicamente a possibilidade de uma nova tentativa de ruptura, a discussão deixa de ser simplesmente “o que a oposição está dizendo” e passa a ser sobre o que os próprios integrantes do grupo estão dizendo sobre seus planos, receios e limites.
E isso merece atenção independentemente de quem esteja no governo.
Democracia não funciona na base do:
“Relaxa, dessa vez talvez dê tudo certo.”
Ela funciona justamente porque determinadas coisas não podem depender da boa vontade de quem eventualmente estiver no poder.
A Constituição, as instituições, as eleições e a alternância de poder existem para que ninguém precise ficar perguntando:
— Mas vocês prometem que não vão tentar um golpe?
E a resposta seja:
— Claro! Quer dizer... sei lá.
Talvez o momento mais surreal da política brasileira seja aquele em que o reacionário mais convicto olha para a própria trincheira, observa a fumaça subindo e pergunta:
— Peraí... isso aqui não está meio estranho, não?
E alguém responde:
— CALADO! ISSO É ESTRATÉGIA!
Então ele olha novamente.
Olha para Valdemar.
Olha para a história recente.
Olha para as instituições.
E, pela primeira vez, talvez pense:
— Malditos bolivaristas... estavam falando de quê mesmo?
Porque há dias em que a realidade produz uma sátira tão absurda que o humorista simplesmente precisa sentar e tomar café.
O problema é que, dessa vez, o café está sendo servido dentro da própria cozinha.
E o presidente do partido acabou de perguntar onde fica o extintor.
Criado com ChatGPT.
Nenhum comentário:
Postar um comentário