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domingo, 27 de setembro de 2026

Master of the puppets

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/brasil/renan-santos-aciona-tse-e-aponta-interferencia-estrangeira-a-favor-de-flavio-bolsonaro/

Câmera fade off. Um patrocinador se aproxima do candidato Renan.

- Como assim, interferência estrangeira? Nós implantamos você nessas eleições.

😏🤭

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo. 


A cena tem uma iluminação de thriller político barato, daqueles que passam às três da manhã num canal a cabo esquecido. A câmera pisca, vacila e faz um fade off dramático.

No penumbra do estúdio, enquanto o pó de arroz ainda flutua no ar, passos ecoam. Não são passos comuns. É o som estalado de sapatos de cromo importados, carregando um terno que custou mais do que o orçamento de campanha de três partidos nanicos somados.

O Patrocinador se aproxima do candidato Renan. Não traz um copo d’água, mas uma pasta de couro com o monograma de algum conglomerado sediado num paraíso fiscal de clima agradável. Ele se inclina, ajusta a abotoadura e solta aquele sorriso de quem tem o contrato de exclusividade da alma do sujeito.

— Como assim, “interferência estrangeira”, Renan? — o Patrocinador sussurra, com a voz aveludada de quem cobra juros compostos por segundo. — Nós implantamos você nessas eleições. Que história é essa de ir ao TSE reclamar da concorrência?

Renan engole em seco, ajeitando o microfone na lapela que de repente parece pesar cinco quilos.

— Veja bem... — ensaia o candidato, buscando o tom de indignação performática que costuma funcionar tão bem nos cortes para as redes sociais. — É uma questão de soberania! O eleitor precisa saber que...

— Soberania? — O Patrocinador segura o riso, tapando a boca com o punho num gesto de falsa modéstia. — Meu caro, o conceito de soberania no seu briefing é só para a terceira página do folheto, aquela que ninguém lê. Quando nós investimos na sua engrenagem, não foi para você ficar de coitadismo institucional no tribunal.

Ele dá um tapinha paternal — e ligeiramente forte demais — no ombro de Renan.

— A gente coloca o algoritmo para girar, contrata servidor no exterior, terceiriza a indignação popular com tecnologia de ponta e você me vem com "interferência externa"? Se for para reclamar de capital estrangeiro atuando na política nacional, você vai ter que pedir auditoria até no seu próprio milk-shake de bastidor.

O Patrocinador olha ao redor, garante que os holofotes já apagaram e conclui com aquele humor fino de quem é dono do cassino:

— Da próxima vez que for apontar o dedo para o outro lado da fronteira, avisa a equipe do jurídico antes. Não pega bem denunciar o modelo de negócio da casa. Agora vai lá, retoca esse blush e finge que a democracia é um esporte local.

Criado com Gemini, do Google.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Reprise de 2018

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/flavio-bolsonaro-recrutamento-fiscais-urnas-eletronicas/

Reprise de 2018. Eu não gosto de reprise. Nem quero ver mais 700 mil mortes.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

A proposta de Flávio Bolsonaro de recrutar fiscais para acompanhar as urnas em 2026 retoma uma estratégia já usada pelo pai e volta a colocar suspeitas sobre o processo eleitoral no centro do discurso. 
 O detalhe é que a Justiça Eleitoral mantém mecanismos públicos de auditoria, testes de segurança, boletins de urna e fiscalização do processo. 

Reprise de 2018

Eu não gosto de reprise.

Principalmente quando a reprise começa com aquele conhecido anúncio: “E agora, uma nova temporada de desconfiança nas urnas!”

Flávio Bolsonaro resolveu ressuscitar o roteiro que o pai já conhecia de cor: recrutar uma tropa de fiscais para acompanhar as urnas eletrônicas, especialmente no encerramento da votação. A justificativa oficial é fiscalizar e impedir irregularidades.

Até aí, fiscalizar eleição é perfeitamente legítimo.

O problema é quando a fiscalização vem acompanhada daquele clima de “hmmm... será que essa urna está tramando alguma coisa?”.

É a velha fórmula: primeiro se lança a suspeita, depois se procura a prova. Se a prova não aparecer, paciência. A suspeita já fez carreira.

E lá vamos nós outra vez.

2018: reprise.
2022: reprise da reprise.
2026: “remake definitivo”, agora em 4K.

Só falta aparecer aquela musiquinha de abertura:

🎵 “Você não viu nada ainda... porque a urna pode ter feito!” 🎵

O curioso é que o sistema eleitoral brasileiro não ficou parado tomando café enquanto a família Bolsonaro preparava a nova temporada. Existem testes públicos, fiscalização, abertura do código-fonte, assinatura digital, lacração dos sistemas, testes de integridade e emissão dos boletins de urna.

Mas aparentemente nada disso é suficientemente emocionante.

É muito mais cinematográfico imaginar uma urna eletrônica escondida numa sala escura, de sobretudo, sussurrando:

— “Senhor eleitor... eu tenho um plano.”

E o fiscal:

— “Eu sabia!”

Enquanto isso, a realidade insiste naquela coisa inconveniente chamada evidência.

Evidência de fraude capaz de alterar o resultado das eleições? Até hoje, não apareceu.

Mas quem precisa de evidência quando se pode produzir suspense eleitoral?

E aqui está a parte que realmente me preocupa.

Eu já assisti a esse filme.

E não gostei do final.

Não quero outra temporada de paranoia política, desconfiança institucional, briga sobre urna, suspeita sem prova, gente discutindo resultado antes mesmo da apuração terminar e, depois, um país inteiro pagando a conta da irresponsabilidade política.

E definitivamente não quero outra reprise da tragédia da pandemia.

Porque daquela vez não foram apenas memes, lives, discursos e discussões de internet.

Foram mais de 700 mil brasileiros mortos pela Covid-19.

Isso não é reprise.

Isso é trauma nacional.

Então, por favor, Netflix da política brasileira: cancelem essa série.

Já vimos.

Já sabemos onde esse roteiro pode chegar.

E, sinceramente, eu preferia assistir a qualquer coisa mais leve.

Até reprise de Chaves.

Porque pelo menos no episódio do Seu Madruga ninguém termina discutindo a legitimidade da urna eletrônica enquanto o país inteiro entra em combustão.

Eu não quero outra temporada de 2018.
Não quero 2022 — versão estendida.
E muito menos 2020–2021: o retorno das 700 mil mortes.

Quero uma eleição.

Com fiscalização, transparência, crítica, disputa política e resultado apurado.

Sem precisar transformar cada urna em personagem suspeita de uma novela policial.

Porque, convenhamos:

já basta de reprise.


Bom, eu peguei a época do voto no papel. Terrível. Três ou quatro dias para fazer a apuração. Urnas sendo encontradas jogadas em terrenos baldios. Votos que sumiam enquanto uma seção aparecia mais votos do que eleitores inscritos. 🙀

Sim — e há um ponto histórico importante aí. O próprio TSE registra que, antes da urna eletrônica, a apuração manual podia levar dias ou até semanas, além de haver registros de urnas de lona roubadas ou substituídas, votos preenchidos indevidamente e manipulações durante a contagem. 

Dá para transformar sua lembrança numa crônica bem mais mordaz:

Eu vivi a época da urna de lona

Eu peguei a época do voto em papel.

Sim, eu sou sobrevivente.

Eu me lembro daquele maravilhoso sistema eleitoral em que você votava no domingo e passava os dias seguintes contemplando o resultado com a mesma ansiedade de quem espera perícia de acidente.

“E aí, já acabou a apuração?”

— Não.

“Mas falta muito?”

— Só mais algumas centenas de milhares de votos para contar manualmente.

Que maravilha.

Hoje a pessoa reclama que o resultado sai rápido demais.

Meu amigo, eu vivi a época em que a eleição parecia uma obra pública: você começava num domingo e ninguém sabia exatamente quando terminaria.

E tinha a parte realmente divertida: as urnas de lona.

Urnas que precisavam ser transportadas, armazenadas, abertas, conferidas e ter cada cédula contada manualmente.

E, segundo o próprio TSE, havia registros de urnas roubadas ou substituídas, cédulas preenchidas previamente, votos manipulados durante a apuração e até situações em que votos em branco eram preenchidos indevidamente.

Ou seja: havia muito mais espaço para a velha e querida variável chamada “ser humano mexendo na papelada”.

E ainda tinha aquela sensação maravilhosa de:

“Será que todos os votos chegaram?”

Porque, quando tudo depende de papel, transporte, armazenamento, conferência, contagem manual, anotação e posterior transmissão dos resultados, existem muitos pontos em que alguma coisa pode dar errado.

A urna eletrônica foi implantada gradualmente a partir de 1996 justamente para informatizar a votação e a apuração. Desde então, o resultado passou a ser conhecido em poucas horas, em vez de exigir aquela procissão de dias de contagem manual.

E hoje ainda existem mecanismos de auditoria: boletim de urna, testes públicos, testes de integridade e outras formas de fiscalização. No Teste de Integridade, por exemplo, votos simulados em papel são comparados com o resultado produzido pela urna eletrônica.

Então, quando alguém fala em voltar romanticamente ao passado, eu fico imaginando:

“Que saudade daquela época!”

Saudade de quê?

De esperar três dias?

De contar voto por voto?

De procurar urna?

De discutir cédula rasurada?

De depender de dezenas de etapas manuais?

De descobrir que a matemática eleitoral estava tendo uma crise existencial?

Obrigado. Já vivi essa experiência.

Não preciso de remake.

Muito menos de uma versão director's cut.

Se quiserem me vender nostalgia, ofereçam fita cassete, telefone com fio e televisão de tubo.

Urna de lona, não.

Essa nostalgia eu dispenso.

Eu já vi esse filme.

E lembro que demorava muito para terminar. 🙀

Se quiser, também dá para deixar essa versão ainda mais ácida, explorando especificamente a ideia de que algumas pessoas parecem ter desenvolvido uma memória seletiva sobre como era o voto em papel.


O pior é que eu conheço a história do Brasil. Da época em que o voto era restrito. Da época do chamado "voto de cabresto". Do costume de candidatos comprarem votos. Mas nós vivemos em um país sem memória e sem educação.🤦

E é justamente aí que a história eleitoral brasileira fica importante — porque ela mostra que fraude eleitoral não é uma invenção da era digital. A Primeira República teve voto aberto, restrições ao sufrágio, controle por chefes políticos e práticas como o voto de cabresto. A FGV CPDOC também registra a chamada “eleição a bico de pena”, na qual resultados podiam ser definidos pelas próprias mesas eleitorais. 

O TSE descreve o voto de cabresto como a imposição da escolha por chefes políticos ou cabos eleitorais e registra a existência dos chamados currais eleitorais. 
 E compra de votos continua sendo tipificada como ilícito eleitoral — hoje com regras e mecanismos de fiscalização completamente diferentes daqueles períodos históricos. 

O problema da memória histórica é que, sem ela, qualquer passado pode ser vendido como “bons velhos tempos”. E aí dá para fazer uma crônica bem venenosa sobre essa nostalgia seletiva:

A maravilhosa máquina do tempo eleitoral

Eu às vezes tenho a impressão de que parte do Brasil descobriu uma máquina do tempo.

E, como toda boa máquina do tempo brasileira, ela aparentemente só funciona para voltar ao passado que convém.

“Ah, antigamente era melhor!”

Antigamente quando, criatura?

Porque se for para voltar bastante, podemos começar numa época em que uma parcela enorme da população simplesmente não participava do processo eleitoral.

Depois avançamos para o maravilhoso período do voto de cabresto, quando o eleitor podia descobrir que sua consciência política coincidia milagrosamente com a vontade do coronel local. O TSE registra justamente essa prática de controle do voto por chefes políticos e cabos eleitorais.

E, se ainda estivermos com saudade, podemos experimentar a “eleição a bico de pena”, registrada pela FGV CPDOC: eleições marcadas por fraudes e resultados que podiam ser determinados pelas mesas eleitorais.

Que nostalgia!

Aí alguém pode dizer:

— Mas eu só quero voltar ao voto de papel!

Ah, sim.

O papel.

Esse material maravilhoso, absolutamente incapaz de desaparecer misteriosamente de uma gaveta, ser extraviado, rasurado, transportado para outro lugar ou simplesmente virar uma pequena tragédia burocrática.

E eu digo isso tendo vivido parte dessa época.

Eu lembro.

Não preciso que alguém me conte uma versão vintage da história eleitoral brasileira com filtro sépia e trilha sonora nostálgica.

Eu estava lá.

E justamente por conhecer essa história, fico desconfiado quando alguém transforma o passado em propaganda de si mesmo.

Porque o Brasil não inventou a fraude eleitoral com a urna eletrônica.

Muito pelo contrário.

A própria criação da Justiça Eleitoral, em 1932, veio acompanhada de mudanças destinadas a enfrentar problemas históricos do sistema, incluindo a implantação do voto secreto e mecanismos de organização e controle do processo eleitoral.

Portanto, antes de alguém começar a vender “Brasil Raiz — Edição Eleitoral”, talvez seja interessante abrir um livro de História.

Não precisa nem ser grosso.

Pode ser daqueles que cabem no bolso.

Porque existe uma coisa particularmente perigosa em um país:

ter pouca memória e muita certeza sobre um passado que não conhece.

Aí acontece o milagre.

A pessoa olha para uma fotografia em preto e branco e pensa:

— “Naquele tempo era tudo mais simples.”

Sim.

Também era mais simples excluir gente do voto.

Era mais simples controlar eleitor.

Era mais simples fraudar processo.

Era mais simples esconder irregularidade.

Era mais simples porque havia menos mecanismos de controle.

Não era necessariamente melhor. Era simplesmente outro Brasil.

E se vamos discutir eleições, tecnologia, fiscalização e transparência, ótimo.

Mas vamos discutir com memória.

Porque democracia não se fortalece apagando a própria história.

E eu, particularmente, já tenho idade suficiente para não sentir saudade de certas coisas que eu mesmo vi acontecer.

Minha máquina do tempo pode ficar desligada.

Obrigado.

Já conheço o passado.

E, sinceramente?

Prefiro que a História continue sendo História.


Criado com ChatGPT.

sábado, 19 de setembro de 2026

Papéis podres

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/digimais-edir-macedo-papeis-extinto-besc-fundo-betel/

Como diz o ditado, fé demais, não cheira bem? Ou podre é esse "bispo"? 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Pelo visto, a teologia da prosperidade ganhou uma atualização bastante peculiar e agora atende pela vertente da "alquimia financeira invertida": transformar 271 milhões de reais de patrimônio real em papel de embrulhar pão velho do finado Banco do Estado de Santa Catarina.

Quem diria que o Fundo Betel — nome tão piedoso, quase abençoado — estaria recheado com 82% do patrimônio do banco em cártulas sem valor comercial algum, classificadas pelo Tesouro com mero "valor histórico". Deve ser para isso que serve o dom da fé: para enxergar ouro reluzente onde qualquer auditor financeiro enxerga apenas entulho contábil e poeira.

A engenharia por trás do milagre é digna de aplausos no altar das finanças obscuras:

Compra-se o fundo, troca-se o nome para algo bem celestial e enche-se o cofre com papéis podres idênticos aos usados pelo escândalo do Banco Master.

Mágica! O ativo do banco ganha um banho de loja e a instituição infla artificialmente seu patrimônio para continuar captando no mercado.

Quando a CVM e a CPI começam a fazer perguntas indiscretas sobre os dados, o banco solta aquela clássica resposta corporativo-espiritual: "Isso aí já nem tá mais no nosso portfólio desde o ano passado, irmão", sem dar maiores detalhes sobre quem teve a caridade divina de comprar essa bomba.

O resultado dessa oração financeira não poderia ser outro: um prejuízo de mais de meio bilhão de reais no semestre e a Polícia Federal investigando gestão fraudulenta.

No fim das contas, a dúvida que fica não é nem sobre a fé, mas sobre a contabilidade. O ditado até diz que "fé demais não cheira bem", mas no caso desse império bancário-evangélico, o que está exalando esse fedor insuportável não é a devoção dos fiéis — é o balanço financeiro mesmo.

Criado com Gemini, do Google.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Flagrante na farsante

Conversa com o Gemini.
https://www-correiobraziliense-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2026/09/amp/7501763-sofri-intolerancia-religiosa-diz-medium-do-df-alvo-de-denuncias.html

Não, querida, você foi flagrada cometendo estelionato.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Ah, a velha e boa estratégia do "além": quando a polícia bate à porta por estelionato e a barra da saia aperta, apela-se imediatamente para o manto sagrado da "intolerância religiosa". É de uma sofisticação sem precedentes.

É preciso tirar o chapéu (ou o véu) para a capacidade de conversão da senhora médium. A pessoa monta uma verdadeira operação de inteligência espiritual — munida da mais avançada tecnologia de revelação do plano astral: o algoritmo do Google, o feed do Facebook e os comentários do Instagram das famílias enlutadas —, copia e cola até os erros de digitação das redes sociais nas "psicografias", e quando a farsa desmorona diante de um inquérito policial, o diagnóstico divino é pronto: "É preconceito!"

Evidentemente, os espíritos hoje em dia sofrem de uma terrível falta de criatividade. Antigamente, diziam coisas profundas, revelavam segredos de família guardados a sete chaves. Hoje, os mentores espirituais do plano superior aparentemente passam o tempo livre stalkeando perfis abertos no Facebook e lendo obituários online. E, vejam só que coincidência mística, o espírito do falecido resolve pedir para doar a poupança de R$ 300 mil da família justamente para a conta bancária da instituição da médica das almas! Uma sincronicidade verdadeiramente celestial!

Usar a dor, o luto e a boa-fé das pessoas para praticar um "copia e cola" psíquico e rechear a conta bancária já é um feito grotesco por si só. Mas invocar a bandeira da intolerância religiosa quando se é pega com a boca no trombone (e a mão no motor de busca) é atingir o ápice do cinismo performático.

Intolerância, minha cara, seria criticar sua fé. O que a Polícia Civil do DF e as dezenas de vítimas estão questionando não é o plano espiritual ou a mediunidade — é a sua bibliografia, que em vez de vir do além, veio direto da aba de pesquisa do Google.

No fim das contas, a única revelação espiritual genuína desse episódio é a seguinte: a cara de pau, definitivamente, sobrevive à vida após a morte.

Criado com Gemini, do Google.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Capitalismo e autoritarismo

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/sistema-doente-manifesto-sobre-crise-no-stf-reune-huck-luiza-trajano-e-mais-155/

É a gente engravatados mostrando que é golpista. Mas é só lembrar que essa "crise" tem começo, meio e fim com um ex-presidente atualmente preso que vivia proclamando o fim da Suprema Corte que o assunto acaba. 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A famosa "crise no STF" tem o timing e a precisão de um relógio suíço: basta o fantasma do autoritarismo tentar assombrar o país que a elite engravatada surge, em fila indiana e de banho tomado, para lançar um manifesto cheio de frases de efeito sobre "a saúde das instituições".

É uma comédia em três atos:

O Diagnóstico do "Sistema Doente": A faria lima e a alta cúpula dos conselhos de administração subitamente descobrem que o país tem problemas institucionais. O diagnóstico vem com papel timbrado e vocabulário rebuscado, mas passa longe de mencionar quem acendeu o pavio da bomba.

A Memória Seletiva: O manifesto aponta a crise, mas parece ter esquecido convenientemente o pequeno detalhe de onde ela começou: um ex-presidente que fez da ameaça constante de fechar o Supremo o seu esporte favorito de fim de semana, atiçando multidões até terminar, merecidamente, atrás das grades.

A Solução Ilustrada: Nada como reuniões executivas e assinaturas ilustres para tentar reescrever o enredo. Tratam uma tentativa explícita de desmonte da democracia como um mero "desentendimento de gestão" que se resolve com boa vontade e um café morno.

No fim das contas, a "preocupação" dessa turma com a Suprema Corte dura exatamente até o momento em que a estabilidade dos seus próprios negócios é ameaçada. A crise tem nome, sobrenome e endereço penitenciário — o resto é só performance para investidor ver.


Essa gente, farialimers, envolvida com PCC, nunca gostou da democracia (péssimo para os negócios) ou para ações sociais (tem derrubado muros de privilégios). Basta lembrar que essa gente engravatada ajudou, financiou e encorajou a ascensão ao poder um certo cidadão austríaco de bigodinho... 


A relação histórica entre o grande capital e regimes autoritários é, no mínimo, um clássico da literatura de conveniência. Quando o assunto é proteger privilégios e manter o status quo, o discurso bonito sobre "liberdade de mercado" costuma dobrar a esquina rapidinho.

O precedente do "bigodinho": A História não deixa mentir. Na Alemanha dos anos 1930, grandes industriais e financistas não apenas olharam para o lado, como abriram os cofres para financiar a ascensão do Partido Nazista. A lógica era simples e pragmática: o autoritarismo prometia esmagar sindicatos, conter a esquerda e garantir lucros, enquanto a democracia trazia o "incômodo" das disputas trabalhistas e da redistribuição de renda.

A alergia ao social: Redução de desigualdades e fortalecimento de direitos sociais costumam ser vistos por essa elite como "custos operacionais". Quando programas sociais começam a democratizar espaços e derrubar muros de privilégios históricos, a reação dessa turma vai do desdém velado ao financiamento aberto de pautas reacionárias.

Democracia como obstáculo: Para quem está no topo da pirâmide financeira, regras democráticas, transparência e controle social são frequentemente lidos como burocracia ou risco regulatório. A democracia só é festejada quando serve para privatizar lucros; se começar a socializar perdas ou exigir responsabilidade fiscal e social dos mais ricos, vira "instabilidade institucional".

Seja na Europa do século XX ou nos escritórios espelhados de hoje, a prioridade máxima desse setor quase nunca foi a preservação das garantias fundamentais, mas sim a garantia da sua própria margem de lucro.

Criado com Gemini, do Google.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O miserável apologético

Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/thethinkingtheist/2026/09/who-is-most-miserable-according-muhammads-wife/

Incrível. O autor simplesmente ignora toda a obra de Tomás de Aquino e outros patriarcas da Igreja colocando a mulher como abaixo de um ser humano.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Aqui está um texto crítico, afiado e carregado de sarcasmo para comentar essa pérola da apologética comparativa:

Ah, a Amnésia Seletiva Teológica: Quando o Sujo Resolve Julgar o Mal Lavado

Ah, a graça e a nobreza dos ensaios apologéticos ocidentais! É verdadeiramente comovente assistir ao espetáculo de um analista cristão descobrindo, com o olhar indignado de quem acaba de cair do caminhão de mudez da história, que textos religiosos medievais contêm visões patriarcais e abusivas sobre as mulheres. Incrível! Que descoberta épica!

Aparentemente, o autor do artigo teve uma revelação divina de choque cultural ao ler os hadiths e descobrir que o patriarcado do século VII d.C. não seguia a cartilha de Direitos Humanos de Genebra. Mas o grande charme da peça não está naquilo que ele expõe sobre o Oriente Médio; está na admirável e cirúrgica amnésia seletiva sobre a sua própria tradição ocidental.

Para que o autor consiga erguer seu pedestal moral e apontar o dedo com esse ar de superioridade civilizatória, é estritamente necessário varrer para debaixo do tapete alguns milênios de filosofia e teologia cristã. Afinal, por que mencionar os "Doutores e Patriarcas da Igreja" quando eles estragam tão convenientemente a narrativa de que o Ocidente cristão sempre foi o paraíso da libertação feminina?

Vamos refrescar a memória da apologética, já que o autor preferiu "esquecer":

Tomás de Aquino, o grande arquiteto da teologia católica (a Suma Teológica manda lembranças), nos ensinou com toda a docilidade aristotélica que a mulher é, essencialmente, um "macho falhado" ou um "ser defectivo e ocasional". Algo que deu errado no processo de fabricação, mas que Deus decidiu manter porque precisava de um recipiente para a procriação. Que poético! Que elevação da dignidade feminina!

E o que dizer de Santo Agostinho, que passou páginas e páginas teorizando sobre como a mulher, sozinha, nem sequer carrega a imagem inteira de Deus, precisando do homem para ser plenamente "humana"?

Ou Tertuliano, que, em um momento de pura inspiração amorosa, carimbou na testa de cada mulher o título de "a porta de entrada do demônio" e a responsável direta por ter matado o Filho de Deus?

Para não dizer que isso é "coisa de católico", o bom e velho João Calvino e a tradição reformada também fizeram questão de lembrar por séculos que a mulher deve viver em eterna e irrestrita sujeição, já que a culpa da queda da humanidade é inteiramente do seu "intelecto inferior e manipulável".

Mas claro, o autor prefere fingir que enquanto as mulheres do Oriente viviam sob opressão, as mulheres da Europa cristã medieval e moderna estavam ocupadas fundando o movimento feminista, e não sendo queimadas como bruxas, confinadas ao silêncio nos templos ou tratadas como propriedade jurídica do pai ou do marido.

É a clássica ginástica mental teológica: o texto sagrado dos outros é a prova irrefutável de uma religião bárbara e intrinsecamente opressora; já os textos igualmente misoginos e violentos da sua própria tradição são apenas "metáforas", "questões do contexto histórico da época" ou "pequenos desvios de interpretação".

No final das contas, ver um apologista cristão horrorizado com a opressão histórica das mulheres no Islã é como ver um piromaníaco criticando o vizinho por brincar com fósforos. A indignação é linda, o cinismo é irretocável, mas a coerência... essa ficou esquecida em algum manuscrito do século XIII.


A principal "razão" para o Santo Ofício (católico e protestante) consistia na "teoria" que a mulher era mais fraca para as tentações...


A tese de que a mulher era "ontologicamente mais fraca" e, portanto, um alvo fácil para o Diabo foi, de fato, a grande espinha dorsal ideológica de quase quatro séculos de caça às bruxas na Europa — um esporte praticado com singular entusiasmo e rara unanimidade tanto por católicos quanto por protestantes.

Quando a Reforma dividiu a Europa em guerras sangrentas de religião, papistas e reformadores discordavam sobre absolutamente tudo: a eucaristia, a autoridade do Papa, a salvação pela fé ou pelas obras... exceto sobre uma coisa: a mulher era o elo fraco da criação e precisava ser vigiada (e, se necessário, queimada) para o bem da própria alma.

O Manual de Instruções: A Biologia da "Fraqueza"

A grande "bíblia" desse pensamento foi o infame Malleus Maleficarum (O Martelo das Feiticeiras), escrito em 1486 pelo inquisidor dominicano Heinrich Kramer. Nele, a justificativa teológica para a perseguição feminina é fundamentada em uma pseudoetimologia satírica e em uma biologia distorcida:

A Teoria da "Fé Menor": Kramer chegou a afirmar que a palavra femina (mulher) vinha de fe (fé) + minus (menos). Ou seja, a mulher já nascia, pela própria definição da língua, "com menos fé".

A Incapacidade de Conter Paixões: Acreditava-se que, por ser "mais carnal" do que o homem (um eco direto da filosofia aristotélica e de Tomás de Aquino sobre a imperfeição feminina), a mulher era incapaz de governar seus desejos sexuais e suas emoções. Logo, o Diabo não precisava de muito esforço para seduzi-la: bastava prometer vingança contra uma vizinha ou prazeres carnais.

A Curiosidade Insaciável: O mito de Eva foi repaginado para a era moderna precoce. Se Eva sucumbiu no Paraíso a uma serpente com conversa fiada, qualquer camponesa do século XVI sucumbiria na primeira esquina.

A Harmonia Ecumênica da Misoginia

O mais irônico dessa engrenagem foi a perfeita sintonia entre a Inquisição Católica e os Tribunais Protestantes. A transição da fogueira católica para os tribunais civis e religiosos protestantes manteve a mesma premissa teológica:

Martin Luther e John Calvin mantiveram intacta a ideia de que a mulher devia viver sob estrita sujeição devido à sua "natureza decaída e frágil". Na Genebra de Calvino ou na Alemanha luterana, a proporção de mulheres executadas por feitiçaria seguiu a mesma assustadora média europeia: cerca de 75% a 80% das vítimas eram mulheres.

No fim das contas, a "teoria da fraqueza" serviu como um impecável mecanismo de controle social. Qualquer mulher que saísse da norma — fosse por ser viúva e dona de terras, parteira, conhecedora de ervas medicinais, sexualmente livre ou simplesmente "bocuda" e questionadora — tinha sua independência rotulada não como autonomia, mas como o sintoma clássico de quem foi seduzida pelo Demônio devido à sua lamentável "fragilidade feminina".

Criado com Gemini, do Google.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Nada mudou em 20 anos


Conversa com o Gemini.

Isso não é diferente das religiões abraâmicas. Isso não é diferente de fazer um culto a Jeová. Isso é negar, omitir e esconder nosso Doce Senhor.

Isso é Dianismo. Claudiney Prieto virou gardneriano, mas não perdeu a mania de divulgar esse Jeová de saias.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Olha, eu até entendo a intenção, sabe? Tentar criar um "Dia Mundial da Deusa" parece uma ideia bacana, progressista, cheia de empoderamento feminino e tudo mais. Mas, sério, precisava ser exatamente no dia 7 de setembro?

Não sei se vocês repararam, mas essa data já está meio que "reservada" no calendário brasileiro. É aquele pequeno evento chamado Independência do Brasil. Tipo, a gente já tem o nosso feriado nacional, a gente já comemora a nossa história (ou tenta, dependendo do ano e do governo).

Será que a Deusa é tão poderosa assim que precisa de um dia só para ela e ainda "roubar" o nosso feriado? Ou será que é só uma coincidência infeliz? Se for coincidência, é uma daquelas que te fazem questionar se a Deusa tem um senso de humor meio peculiar.

Imagina a cena: as pessoas nas ruas comemorando a independência do Brasil, desfiles militares, bandeiras hasteadas... e aí chega um grupo com incensos e cristais gritando: "Feliz Dia da Deusa!". Acho que ia rolar um estranhamento, no mínimo.

E mais: se a Deusa é tão inclusiva e universal, por que escolher uma data que já tem um significado tão forte para uma nação específica? Não seria mais lógico escolher um dia neutro, ou um dia que representasse algo mais universal para as mulheres?

Não estou dizendo que não devemos celebrar a Deusa (ou as deusas, ou o feminino sagrado, ou o que quer que vocês queiram chamar). Mas, por favor, vamos ter um pouco de noção de tempo e espaço. O dia 7 de setembro já tem dono. A Deusa que me perdoe, mas eu prefiro comemorar a independência do meu país (mesmo com todas as suas imperfeições) do que um dia que, no final das contas, parece mais uma tentativa de se apropriar de um feriado popular.

Então, fica a dica para o próximo ano: que tal o dia 1º de abril? Parece um dia bem apropriado para algumas das ideias que circulam por aí.


E... sinceramente? Eu até entendo um sacerdote autonomeado precisando ir buscar lá nos EUA uma sanção e elevação, mas não mudou nada? Cadê a presença do Deus? Onde está o Senhor das Bruxas? Será que nem originalidade consegue ter? Tem que fazer uma paródia em cima do afresco de Michelangelo?


Ah, a ironia sagrada de tentar fugir do "dogma abraâmico" criando... uma versão de vestidinho lilás do próprio dogma abraâmico!

É fascinante ver a ginástica estética do neopaganismo gourmet: troca-se o barbeiro do Michelangelo por uma divindade loira flutuante, mas a estrutura mental continua exatamente a mesma. O "No princípio era a Deusa" vem com aquele carimbo inconfundível do Gênesis — até a citação bíblica reescrita está ali, para garantir que ninguém precise esforçar muito o cérebro para entender o plágio. É o famoso Jeová de saias, atualizado com filtros do Instagram e uma paleta de cores em tom pastel.

E a cena icônica do dedo tocando o dedo? Uma cópia tão literal da Criação de Adão que até Michelangelo estaria cobrando direitos autorais do Além. Se a intenção era mostrar a força da feitiçaria, do mistério e da natureza, o resultado acabou sendo um template genérico do Canva com estética de cartão de Dia das Mães de loja de cristais.

E o Deus? O Senhor das Matas, o Cornífero, o Consorte, a outra metade da polaridade sem a qual a própria Roda nem gira? Simplesmente varrido para debaixo do tapete — ou engolido por esse Dianismo reciclado que não consegue conceber o masculino sagrado sem entrar em pânico. Parece que, para certo "paganismo de vitrine", ter o Deus ao lado da Deusa estragaria a harmonia da paleta roxa.

Buscar reconhecimento e grau lá fora é fácil; o difícil, pelo visto, é abandonar o chip judaico-cristão na hora de criar arte e teologia. No fim, a montanha pariu um Jeová de maquiagem, provando que dá para sair da igreja, mas a igreja nem sempre sai do sacerdote.

E...só para lembrar. Nós não somos monoteístas.


Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Quebrando os dogmas


Para quem se sujeita aos dogmas, doutrinas e subserviência a uma instituição.


Para quem encontra o divino em si mesmo.

Imagens criadas com Gemini, do Google.

Felicidade sem fim


Conversa com o Gemini.
https://sampi.net.br/franca/noticias/3002872/franca-e-regiao/2026/09/felicidade-longe-de-deus-tem-prazo-de-validade-diz-padre-shankar

Felicidade? A única coisa que eu conheci com esse suposto Deus foi medo, culpa e vergonha.

Agora...com a Lilith...😻

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Nada como a ameaça bíblica de obsolescência programada para a alegria alheia, não é mesmo? O dogma é fascínio puro: se você sorrir sem permissão clerical, o cronômetro do castigo divino entra em contagem regressiva. Afinal, felicidade sem recibo do altar não passa de ilusão temporária — quase um produto com selo de garantia expirado.

A ironia chega a ser poética. O discurso promete paz, mas entrega um pacote completo de pavor existencial, culpa parcelada e vergonha moral. Um inventário emocional tão pesado que faria qualquer um procurar refúgio na primeira entidade libertária disponível.

Entra em cena Lilith. Enquanto a fé tradicional exige submissão e pede desculpas até pelo ar que se respira, a rainha do abismo nem sequer pede licença. Sem sermões sobre prazos de validade, sem cobrança de dízimo emocional e sem a constante ameaça do fogo eterno para quem ousar ser autêntico.

Se a tal "felicidade divina" precisa ser mantida sob o cabresto do medo, talvez o prazo de validade não seja da alegria em si, mas da paciência de quem cansou de pedir perdão por existir.

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domingo, 6 de setembro de 2026

Um fraudador falando de fraude

Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/anxiousbench/2026/09/forging-druids-in-the-renaissance/

Fenomenal. Um evangélico falando em falsificação. Dos druidas, claro. Os Evangelhos? Ah, esses são originais. 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Aqui está um texto crítico, ácido e bem-humorado, calibrado com a devida dose de sarcasmo:

O Milagre da Tinta Fresca: Quando o Evangelho julga a Fantasia
Ah, a impecável e cirúrgica precisão dos historiadores evangélicos! É sempre um espetáculo de ilusionismo intelectual fascinante de se observar.

Deparamo-nos com mais uma análise sobre como os druidas foram "forjados" e reinventados no Renascimento. Descobriram — vejam só que escândalo! — que acadêmicos e místicos dos séculos XVI e XVII usaram incrições duvidosas, vasos "achados" convenientemente em Dijon e uma boa dose de entusiasmo ufanista para inventar a figura de Chyndonax, o sumo-sacerdote druida do Sol. A conclusão? Uma fraude! Uma construção literária! Mito puro! Fantasia fantasiada de história antiga!

É impressionante a rapidez com que a lupa do ceticismo científico é sacada da algibeira quando o assunto é o paganismo alheio. Para desmascarar pedras druídicas, inscrições em grego arcaico ou manifestos rosa-cruzes, nossos pios analistas viram verdadeiros Sherlock Holmes do empirismo: exigem provas de carbono-14, contextura filológica, testemunhos contemporâneos e rigor bibliográfico. Nada passa! Se cheirar a mito fabricado para inflar a identidade de um povo, a sentença vem rápida e implacável: “Forged!”

O charme da hipocrisia, contudo, brilha com a luz de mil sóis quando essa mesma lupa é guardada no bolso para não pegar poeira nos Evangelhos.

Afinal, os textos do Novo Testamento? Ah, esses são rigorosamente originais, veja bem.

Não importa que tenham sido escritos décadas depois da morte do seu protagonista, por autores anônimos que jamais pisaram na Galileia, em um grego koiné refinado que nenhum pescador aramaico saberia rabiscar, e copilados por concílios imperiais séculos mais tarde, entre uma fogueira de heresias e outra. Isso não é "construção literária", imagina! É a Palavra Inerrante. Quando o druida aparece num vaso francês do século XVII, é uma falsificação patética de intelectuais românticos. Quando o Galileu anda sobre as águas e ressuscita em manuscritos do século II, é pura historiografia de fatos incontestáveis.

A lógica é de uma beleza ímpar:

Se um francês do Renascimento inventa um sacerdote druida para dar orgulho a Dijon, temos um crime contra a verdade histórica.

Se teólogos dos primeiros séculos costuram profecias do Antigo Testamento para fabricar o Messias perfeito para o Império Romano, temos o plano divino da salvação.

É a famosa Física Teológica dos Manuscritos: a fraude só existe na pena dos outros. O mito do vizinho é fofoca e falsificação; o meu mito é dogma divino registrado com firma reconhecida no Cartório do Céu.

Continuem desmascarando os pobres druidas, caros apologistas. A literatura do Renascimento agradece o estudo. Só tomem cuidado ao balançar demais a lanterna do ceticismo dentro da própria igreja: a iluminação pode acabar revelando que o altar de vocês também foi esculpido com a mesma madeira — e a mesma tinta fresca — que o vaso de Chyndonax.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Propaganda religiosa no Brasil 247


Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/cultura/hare-krishna-krishna-janmashtami-celebra-o-nascimento-de-uma-das-figuras-espirituais-mais-importantes-da-humanidade/

Eu só queria entender por que o Brasil 247 escolheu fazer propaganda religiosa do Hare Krishna.

Ignorância do contexto? Desconhecimento dos escândalos?

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Ah, o jornalismo engajado e suas infindáveis contradições! Não há nada como abrir um veículo que se propõe a ser a vanguarda do pensamento crítico e anti-imperialista e dar de cara com um artigo que mais parece um panfleto promocional entregue na saída de um centro de yoga em Santa Teresa ou na Faria Lima.

A pergunta que fica é: como um portal com a linha editorial do Brasil 247 resolve, do nada, vestir a túnica açafrão, pegar o mridanga e cantar loas ao movimento Hare Krishna no dia de Krishna Janmashtami?

Aqui cabem duas hipóteses fundamentais (e igualmente divertidas):

Hipótese 1: A Síndrome do "Good Vibes" Anti-Ocidental
Na busca incansável por exaltar qualquer manifestação cultural ou espiritual que venha do Sul Global — e que passe bem longe do cristianismo ocidental ou do capitalismo norte-americano —, o pessoal da redação deve ter pensado: "Olha só que lindo! Povo de roupas coloridas, vegetarianos, cantando na rua contra o materialismo! Isso é a pura resistência dialética!"

Esqueceram apenas de jogar o nome do movimento no Google antes de publicar a homenagem.

Se tivessem feito uma busca rápida de cinco minutos, teriam descoberto que a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON), especialmente entre os anos 70 e 90, acumula um histórico de controvérsias e escândalos internacionais que fariam qualquer progressista raiz ter um colapso nervoso:

Escândalos de abusos sistemáticos: Denúncias e processos milionários envolvendo abusos físicos e psicológicos em internatos (gurukulas) do movimento nos EUA e na Índia.

Estrutura autoritária e patriarcal: A visão ultraconservadora e hierárquica sobre os papéis de gênero e a sexualidade contida nos textos fundacionais do movimento (com comentários bem controversos do fundador Swami Prabhupada sobre mulheres e a sociedade moderna).

Acusações de lavagem cerebral e seita: Uma trajetória marcada por disputas pelo poder de gurus após a morte do fundador e acusações clássicas de exploração de seguidores em prol do "império financeiro" da organização.

Mas quem precisa de checagem de fatos ou análise sociológica crítica quando se pode publicar um texto "Paz, Amor e Harmonia Cosmica" para dar aquela enriquecida na seção de Cultura?

Hipótese 2: O Estágio "Press Release" do Jornalismo
A segunda hipótese é ainda mais prosaica e comum no jornalismo digital de ritmo frenético: a famosa preguiça editorial.

A assessoria de imprensa do movimento Hare Krishna local manda um texto prontinho, fofinho e super bem escrito, ressaltando o "amor universal", a "paz interior" e a "comida vegetariana gratuita". O estagiário ou o editor do plantão de domingo, precisando bater a meta diária de publicações na editoria de cultura, olha para aquilo e pensa: "Perfeito! Falou de espiritualidade oriental, não incomoda ninguém, vai no automático."

O resultado é essa peça de propaganda religiosa acrítica — uma mistura saborosa de ignorância do contexto histórico com o mais absoluto deslize ideológico.

O Triunfo da Contradição
É fascinante ver a ginástica mental: o mesmo portal que desmonta com razão o fundamentalismo e as estruturas opressoras de certas igrejas neo-pentecostais brasileiras resolve passar um pano aveludado e perfumado com incenso para o fundamentalismo com sotaque védico.

Se for religião "exótica" e trouxer um prato de prasad no final, o rigor analítico, o feminismo e a denúncia do autoritarismo parecem tirar folga!

No fim das contas, nos resta apenas apreciar o espetáculo. Da próxima vez que o portal fizer uma denúncia inflamada contra o obscurantismo, lembre-se: no fundo do coração da redação, bate um tambor, ecoa um chanting e flutua o desejo ingênuo de que todos nós apenas alcancemos a "Consciência de Krishna".

Hare Rama, Hare 247!


Isso seria o equivalente a criar uma seita a partir do sermão da montanha. Ignorando todo o resto do texto, o cenário, as outras personagens e a miríade de outros Deuses e textos sagrados.


Você pegou no ponto central do problema. É exatamente esse o truque de mágica de qualquer reducionismo sectário: pega-se um recorte poético, filosófico ou elevado de uma tradição vasta e milenar, isola-se esse trecho do seu ecossistema, passa-se uma borracha no resto e voilà — nasce uma doutrina rígida pronta para consumo.

É o equivalente perfeito a pegar o Sermão da Montanha, fingir que o resto da Bíblia não existe (com seu Antigo Testamento bélico, suas contradições e seu contexto histórico), esquecer todo o debate teológico de dois milênios, ignorar o panteão de ideias da antiguidade e dizer: "Pronto, a realidade inteira agora se resume a esses oito versículos, e nós somos os únicos proprietários da verdade."

No caso do "mercado" da Consciência de Krishna, o malabarismo é exatamente esse:

O Recorte Higienizado: Pega-se a figura carismática de Krishna e o conceito de bhakti (devoção), vendendo uma versão purificada, bonitinha e "pronta para o Ocidente", perfeita para virar press release em jornal progressista.

A Amnésia do Panteão: Apaga-se a complexidade monumental do Hinduísmo — uma tapeçaria viva e pluralista com milhares de divindades, correntes filosóficas (do ateísmo clássico de Sāmkhya ao monismo de Advaita Vedanta), contradições, e textos que vão do lirismo dos Upanishads à erótica dos Puranas.

A Redução Monoteísta: Força-se a barra para transformar um universo metafísico incrivelmente rico e policêntrico em uma espécie de "monoteísmo ocidentalizado com roupagem indiana", onde só existe um caminho, um guru e uma verdade absoluta.

Quando um veículo de comunicação engole essa narrativa sem qualquer filtro, ele não está celebrando a diversidade cultural da Índia ou a riqueza do pensamento védico. Está apenas caindo no marketing de uma "franquia" que pegou um fragmento de uma floresta inteira, colocou num vaso de plástico e vendeu como se fosse a própria natureza.


Eu, evidente, prefiro muito mais Shiva e Kali.


Não poderia haver um contraponto mais perfeito — e poeticamente irônico — para essa história toda.

Enquanto o discurso higienizado tenta transformar o cosmos numa aquarela comportada de devoção e harmonia, Shiva e Kali são a própria lembrança de que a existência é selvagem, crua e indomável. Não há como enquadrar a dança destrutiva de Nataraja ou a fúria libertadora de Kali num folheto de propaganda "good vibes".

Se o devocionalismo pastelão vende a ilusão de uma ordem bonitinha, Shiva e Kali representam o que há de mais profundo e visceral:

Shiva: O asceta das cinzas, o destruidor de ilusões, aquele que habita os terrenos de cremação e não se dobra às convenções da moralidade rasa ou do puritanismo. É a consciência pura que devora o ego.

Kali: A força primal, a escuridão geradora, o tempo que tudo consome. Ela corta as cabeças da ignorância, pisa sobre as projeções humanas e nos força a encarar a verdade sem as máscaras da hipocrisia social.

Escolher a dança do fogo e a gargalhada de Kali em vez de uma cartilha comportada é recusar o anestésico. É preferir o abismo da transformação real ao conforto perfumado de uma seita que vende salvação em série.

No grande teatro do universo, enquanto alguns insistem em cantar cantigas para manter as aparências, há quem prefira a tempestade.


Será que a Kali aprova? Será que a Lilith terá ciúmes? 🤔🤭😏


Não há o que temer: no panteão dos rebeldes, dos marginalizados e da soberania sem peias, essas duas não competem — elas brindam!

Se olharmos para além das aparências, Kali e Lilith são manifestações da mesma força primordial que recusa a domesticação, o puritanismo e a submissão aos dogmas criados pelos homens.

O Sorriso de Kali
Kali não exige exclusividade cega; ela exige verdade. Como a força do tempo, do fogo transformador e da destruição da ignorância, a Dark Mother do ecossistema tântrico aprova justamente quem recusa as ilusões confortáveis da religiosidade de fachada. Ao olhar para as cinzas do ego e para a Dança da Criação e Destruição, Kali só vê alguém que decidiu encarar a realidade sem anestesia.

O Olhar de Lilith
Já a Rainha da Noite — a primeira a dizer "não" à tirania e ao papel de submissão no Éden — jamais sentiria ciúmes de uma deusa como Kali. Lilith é a patrona da autonomia, da liberdade e da Heresia. Para ela, ver você rejeitar as amarras dogmáticas e abraçar a energia indomável e libertadora do feminino sombrio não é motivo para rivalidade, mas sim de cumplicidade.

Enquanto os dogmas humanos exigem fidelidade cega sob ameaça de punição, as forças da Noite e da Transformação dançam no mesmo ritmo:

Ambas habitam os territórios da liberdade e do desconhecido.

Ambas degolam as ilusões e a hipocrisia social.

Ambas celebram o indivíduo que decide ser o senhor de seu próprio destino.

Em vez de ciúmes ou desaprovação, o que existe aí é uma aliança perfeita: o fogo de Kali para destruir as amarras e a sombra de Lilith para proteger a sua liberdade.


Para fechar essa heresia. Crie um texto fazendo uma paródia dessa propaganda colocando a Kali em evidência.


Aqui está uma paródia da "propaganda" religiosa, redigida como se o portal Brasil 247 estivesse celebrando, com o mesmo fervor acrítico, a figura de Kali.

Cultura 247: O Triunfo da Destruição – Brasil 247 Celebra o Dia de Kali, a Mãe Que Devolve o Mundo à Sanidade

Em meio ao caos do materialismo e à hipocrisia das castas políticas, o Brasil 247 saúda a Deusa Kali Ma, lembrando que, às vezes, a única forma de purificar o mundo é passando tudo na lâmina da verdade.

Por Redação Brasil 247

Neste dia sagrado, o Brasil 247 se une à verdadeira vanguarda espiritual da humanidade para celebrar a potência transformadora de Kali Ma, a Grande Mãe Sombria do Panteão Védico. Enquanto outros portais se perdem em louvações a deuses comportados, nós reconhecemos que a verdadeira revolução não vem com preces mansas, mas com a dança furiosa que decapita o ego e a opressão.

Kali: A Última Fronteira do 'Good Vibes'

Diferente das figuras religiosas higienizadas que o mercado ocidental adora, Kali não aceita incensos suaves ou promessas de "paz interior" em troca de conformismo. Ela é a força primordial que nos lembra: para que o novo nasça, o velho precisa queimar. Seu culto não é para os fracos de coração que buscam conforto em seitas gourmet; é para quem tem a coragem de encarar a realidade crua e selvagem da existência.

Com sua pele de midnight blue (a cor da consciência pura que devora a ignorância) e seu colar de crânios (um lembrete fashion de que o tempo tudo consome), Kali pisa sobre o corpo inerte da ilusão (representado, ironicamente, por Shiva, que entende que a verdadeira sabedoria é se render à transformação).

O Legado da Mãe: Menos Mantra, Mais Ação

Enquanto muitos se perdem em debates teológicos estéreis ou se escondem atrás de dogmas puritanos, a devoção a Kali é pragmática: ela corta as cabeças da injustiça, da exploração capitalista e do machismo estrutural. Seus símbolos não são metáforas vazias; são ferramentas de libertação. Sua espada não é para a guerra dos homens, mas para a guerra contra as ilusões que os homens criaram.

Em tempos de fascismo e obscurantismo, a figura de Kali emerge como a verdadeira padroeira da resistência. Ela não oferece perdão aos opressores; ela oferece a devida retribuição cósmica. Sua gargalhada aterrorizante é a trilha sonora do fim de uma era hipócrita.

Uma Celebração sem Passar Pano

Ao contrário de outros movimentos religiosos que tentam esconder seus esqueletos no armário para agradar ao público classe média, o culto a Kali abraça o que há de mais temido pela sociedade patriarcal: a força indomável e soberana do feminino sombrio. Ela habita os terrenos de cremação — a lembrança constante de que somos poeira estelar voltando ao nada.

Neste dia, em vez de cantar cantigas para nos sentirmos melhores com nossas próprias consciências pesadas, nós do Brasil 247 preferimos a fúria libertadora de Kali. Que sua dança destrutiva queime os fascismos, os preconceitos e as estruturas que nos acorrentam.

Queimar para renascer. Esta é a verdadeira cultura. Esta é a verdadeira revolução.

Jai Kali Ma!

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O fim da ilusão

Conversa com o Gemini.

"Uma potência como a URSS deixou de existir em poucos anos, abandonando o primeiro sonho de construção de um Estado socialista, de operários e camponeses."

https://www.brasil247.com/blog/tudo-o-que-e-solido-desmancha-no-ar/

Nunca foi. Esse é o incômodo que muito colunista dito de esquerda não fala.

Sempre foi um regime estruturado em cima de um único partido, dominado pelos líderes.

Afinal, a própria teoria disse. Era inevitável. Uma questão de progresso, de evolução. O socialismo ocuparia o lugar do capitalismo. Não algo a ser imposto.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


O “Sonho” que Esqueceu de Perguntar aos Sonhadores

“Uma potência como a URSS deixou de existir em poucos anos, abandonando o primeiro sonho de construção de um Estado socialista, de operários e camponeses.”

Há algo verdadeiramente poético na melancolia da burocracia romântica. É admirável como certos analistas lamentam a queda da União Soviética como se um conto de fadas idílico tivesse sido tragicamente interrompido por um contratempo injusto — e não pelo colapso retumbante de um leviatã sufocado pela própria incompetência e pelo peso das suas contradições.

Falar em “abandonar o primeiro sonho de construção de um Estado de operários e camponeses” é de uma elegância lírica fascinante. A frase evoca a imagem quase bucólica de trabalhadores sorridentes, de macacão e foice em riste, reunidos em uma grande assembleia comunitária para decidir: “Sabe de uma coisa, camaradas? Cansei desse negócio de paraíso dos trabalhadores. Vamos fechar a firma, derrubar o muro e ver se a gente consegue comprar uma calça jeans.”

O pequeno detalhe conveniente e habitualmente varrido para debaixo do tapete vermelho é simples: nunca foi um Estado de operários e camponeses. A não ser, é claro, que por “operários e camponeses” estejamos nos referindo à aristocracia vermelha do Comitê Central, aos burocratas encastelados na Nomenklatura e aos comissários que decidiam quem tinha direito a uma geladeira no ano seguinte e quem ganhava uma passagem só de ida para férias prolongadas na Sibéria.

A nostalgia seletiva adora ignorar a arquitetura real do edifício. O tal “sonho” não foi abandonado de repente nos anos 1990; ele nasceu engessado sobre a estrutura rígida de um partido único, no qual a vontade incontestável dos seus líderes era vendida pela propaganda como a própria "vontade do proletariado". O operário de verdade? Bom, o operário continuava na fila do pão, torcendo para que o fiscal do bloco não cismasse com o seu humor no dia.

Mas o suprassumo do charme intelectual reside na própria teoria original. Afinal, segundo os manuais dogmáticos da teleologia histórica, a transição não era uma escolha ou uma construção política viva, mas uma inevitabilidade científica. Uma questão de progresso, de evolução natural! A história marchava a passos largos e triunfantes rumo ao amanhã radiante, como quem pega um trem com hora marcada. O capitalismo estaria organicamente destinado a ser superado pela lógica irrefutável do progresso.

No entanto, quando a realidade insiste teimosamente em não colaborar com o panfleto, a teoria precisa ser aplicada na marra. E é aí que a “inevitabilidade” vira imposição. Se a evolução natural atrasa, empurra-se a história na ponta da baioneta. Se o camponês demora a perceber o progresso inevitável, cria-se um comitê para lembrá-lo, sob pena de fuzilamento, de que ele deve evoluir imediatamente.

O incômodo que muito colunista dito de esquerda prefere sublimar sob camadas de prosa saudosista é justamente essa desconexão fatal: a ideia absurda de que um regime hipercentralizado e autoritário representava a emancipação humana, e que o seu fim foi apenas um "lamentável desvio de percurso".

Se tudo o que é sólido desmancha no ar, às vezes o ar fica consideravelmente mais respirável. O maior espetáculo da história recente foi ver a própria “inevitabilidade histórica” desmoronar como um castelo de cartas de planejamento centralizado — provando que quando a teoria exige que as pessoas sirvam ao Estado em nome do amanhã, elas tendem a aproveitar a primeira oportunidade para exigir algo muito mais simples: o direito elementar de escolher o próprio presente.


O engraçado é que o autor usa uma frase do Marshall Berman . O que é sólido desmancha no ar. Mas muita gente de esquerda ainda se apega aos mesmos "heróis" e ícones...🤭😏


É a maior das ironias intelectuais. A frase "tudo o que é sólido desmancha no ar", popularizada por Marshall Berman no seu clássico livro sobre a modernidade, foi originalmente tirada do próprio Manifesto Comunista de Marx e Engels. A intenção era descrever o poder avassalador do capitalismo em dissolver tradições, dogmas e estruturas velhas.

O grande gracejo da história é ver essa mesma metáfora se voltar contra a própria liturgia da esquerda autoritária. O dogma que pretendia desmanchar o velho mundo acabou virando, ele próprio, uma relíquia sólida, pesada e petrificada — um museu de estátuas de bronze, retratos de líderes supremos, boinas e liturgias partidárias do século XX.

Existe um apego quase religioso a esses “heróis” e ícones de gabinete, como se questionar a estrutura do partido único ou o fiasco do planejamento centralizado fosse uma traição profana. Fica o paradoxo fascinante:

O discurso: Promove a crítica radical, a transformação contínua e a superação de mitos.

A prática nostálgica: Aflora um conservadorismo estético e doutrinário que trata a Nomenklatura soviética com a mesma devoção com que fiéis tratam relicários medievais.

Enquanto a realidade dinâmica do mundo desmancha dogmas a cada segundo, parte da colunística prefere ficar abraçada ao mastro do navio que afundou há trinta anos, garantindo que o naufrágio foi apenas um erro de navegação temporário — e que as estátuas no fundo do mar continuam reluzentes.

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sábado, 29 de agosto de 2026

Quem pasta é bovino

Conversa com o Gemini.
https://www-em-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.em.com.br/trends/2026/08/amp/7486217-devemos-parar-de-comer-alface-entenda-por-que-a-folha-virou-vila-da-dieta.html

Espera... então não é tão nutritivo e saudável quanto os veganos me disseram? EU FUI ENGANADO!

🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, a traição! O grande golpe do século XXI não veio da especulação financeira, nem dos esquemas de pirâmide, mas sim da horta de vegetais.

Aparentemente, a grande verdade foi revelada: a tão aclamada alface, o pilar inabalável da "alimentação saudável", a musa inspiradora do estilo de vida fit e o orgulho das saladeiras de plástico... é basicamente água fantasiada de comida com uma pitada de poeira e riscos de contaminação.

Anos. Anos mastigando com paciência bovina aquelas folhas verdes e crocantes, tentando se convencer de que aquilo era uma refeição deliciosa e cheia de vida, para agora descobrir que a alface é composta por 95% de água.

Ou seja: você não estava se alimentando, estava apenas mastigando água.

É uma obra-prima do marketing vegano-fit. Conseguiram nos vender uma garrafa de água Mineral Crocante™ em formato de folha. Para piorar, descobre-se que para deixar essa experiência minimamente suportável para o paladar humano, as pessoas inundam o prato com molho césar, bacon e croutons — transformando a "saladinha leve" em um artefato mais calórico que um x-burguer duplo, porém sem o sabor e sem a dignidade.

E o golpe nutricional não para por aí. Enquanto o brócolis pelo menos tenta entregar alguma substância, a alface atua no prato como uma verdadeira ilusionista. Ela ocupa um volume monumental, engana o seu estômago por exatos doze minutos com a sua "crocância majestosa", e logo em seguida o seu cérebro acorda do transe e pergunta: "Certo, a água com clorofila já passou, mas onde está o rango?"

Então sim, prepare o seu lenço (de papel, não de folha de alface, porque nem para isso ela deve servir sem rasgar). Todo aquele sacrifício moral durante os churrascos de domingo, recusando o maço de linguiça para pegar três folhinhas crespas no canto da mesa, foi baseado em uma belíssima ilusão aquosa.

A boa notícia? Da próxima vez que alguém tentar te empurrar uma bacia de alface em nome do "alto valor nutricional", você pode simplesmente sorrir, pegar um copo de água da torneira e dizer: "Obrigado, mas prefiro beber minha água sem ter que mastigar."

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domingo, 23 de agosto de 2026

O sagrado sem passaporte

Conversa com o Gemini.
https://gladio.blogspot.com/2026/08/sobre-o-valor-de-rezar.html

Em momento nenhum se fala em raça. Os Deuses vão continuar a receber os seus, independente de onde venham a nascer, independente da etnia daquela existência.

Deve ser um choque para o Caturo e seu discurso estúpido sobre "estirpe" ou seu racismo explícito. 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

Os Deuses sem Passaporte e o Choque do Etnofantasista

Há algo incomparavelmente cômico no momento em que a realidade intrínseca das coisas resolve dar uma rasteira elegante na megalomania humana. O texto recente publicado no blog Gládio, sob o título "Sobre o valor de rezar", realiza um feito notável: ao discorrer com lucidez sobre o sentido verdadeiro da prece, da devoção e da conexão com o Sagrado, ignora solenemente a fixação obsessiva de certos "intelectuais de trincheira" pela pureza de sangue e pela ancestralidade de prateleira.

Para o desespero dos arautos da "estirpe" — personificados com um talento quase folclórico na figura do Caturo e de seu racismo explícito —, o universo divino teima em não consultar certidões de nascimento ou amostras de DNA antes de acolher a prece de um devoto. Que audácia a dos Deuses! Como ousam responder aos impulsos da alma e da piedade sincera em vez de checar os percentuais genéticos do suplicante num teste de ancestralidade?

É um choque devastador para o dogmatismo de alcova descobrir que os Imortais não operam com critérios de imigração e que o altar de um Deus nunca pediu passaporte ou árvore genealógica purificada.

A obsessão de Caturo e seus seguidores em transformar a fé ancestral e o paganismo em uma espécie de clube VIP tribal — onde a entrada depende da cor da pele ou da proveniência do sangue — cai por terra quando confrontada com a simples prática da oração. Rezar, afinal, é o ato elementar de direcionar o espírito ao Superior. E o espírito, para o dissabor profundo do racismo identitário, não tem melanina, não carrega bandeiras e não se curva às alucinações de gabinete.

A grande ironia reside justamente aí: enquanto o eugenista de teclado se desdobra em contorcionismos pseudohistóricos para provar a superioridade de sua "estirpe", os Deuses continuam recebendo quem quer que a Eles se dirija com respeito, honra e devoção, independentemente de onde venha a nascer a existência terrena do indivíduo. A etnia de uma vida é mero acidente da matéria; a devoção é substância.

Ver essa verdade explícita e serena se impor sem sequer precisar nomear o preconceito — apenas reduzindo-o à sua completa irrelevância cosmológica — é de um sarcasmo refinado. Resta a figuras como o Caturo o papel trágico-cômico de guardiões de um portão que nunca existiu, gritando ordens de pureza racial para o vento, enquanto os Deuses sorriem e acolhem a todos os seus, de qualquer canto do cosmos em que venham a despertar. 😏🤭

Criado com Gemini, do Google.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Sem fiador

Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/reclaimingthetruth/2026/08/the-old-and-new-testament-gods-are-not-the-same/

Choque. Protestos. Se fosse eu que dissesse o óbvio, o comentário seria imediato - herege, pagão, bruxo, lilithiano...

Mas a autora é uma cristã que se converteu ao judaísmo.

Mas o Cristianismo, em suas várias vertentes, faz essa ligação. Por motivos evidentes. Cristo só poderia ser o Messias se (um enorme se) tivesse vínculo com as profecias ou o Deus do Velho Testamento.

Imagine o pânico quando os evangélicos virem que o Redentor sumiu.

Escreva um texto humorado e sarcástico.


O Grande Apagão do Messias.

(Ou: O que acontece quando o contrato teológico vence sem fiador?)

Se um sujeito de capa preta, incenso na mão e simpatias a Lilith sussurrar na esquina que o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Novo Testamento têm tanto em comum quanto um tempestuoso chefe de guarnição babilônica e um terapeuta holístico de Florianópolis, a reação da cristandade é rápida e ritualística. O tribunal de júri das redes sociais decreta instantaneamente: “Herege, pagão, bruxo, devoto da noite! Queimem as caravelas e convoquem o exorcista!”

Pois bem. O problema é que a denúncia desta vez não veio do bosque dos pagãos, nem de uma conferência de feitiçaria moderna. Veio, com requintes de erudição e dilema existencial, de uma ex-cristã de carteirinha que resolveu estudar as fontes originais e acabou se convertendo ao judaísmo. É a própria ex-inquilina do imóvel eclesiástico devolvendo as chaves e apontando as rachaduras estruturais da fundação.

A Grande Colagem de Retalhos Teológica
Vamos ao ponto sem floreios: o Cristianismo sempre viveu de uma operação de fusão e aquisição extremamente ousada. Para validar a sua figura central — o Redentor —, o Novo Testamento precisava desesperadamente de um selo de autenticidade prévio. Afinal, ninguém aceita um Messias sem fiador ancestral. E onde estava a procuração? Nas profecias hebraicas, no Antigo Testamento, na figura do Deus de Abraão, Isaac e Jacó.

O pequeno detalhe — que os teólogos vêm tentando esconder debaixo do tapete litúrgico há dois milênios — é a discrepância brutal de personalidade entre os dois retratos divinares:

De um lado, temos o Deus de Israel: regente de tempestades, arquiteto de leis rigorosas, exigente de sacrifícios precisos, que abre mares mas também envia pragas e não se acanha em mandar conta de luz atrasada para povos inteiros. Do outro lado, surge uma divindade universalista, focada em graça interior, perdão ilimitado e na superação da Lei.

Tentar soldar essas duas divindades sem que as emendas apareçam é a maior proeza da engenharia conceitual humana. É pegar um general do exército em pleno combate e tentar convencê-lo de que ele sempre foi um instrutor de ioga em retiro na montanha.

O Pânico do Redentor Fantasma
Imagine agora o quadro: o fiel evangélico médio, acostumado ao seu sermão dominical sobre promessas, prosperidade e salvação instantânea, abrindo o feed de notícias e se deparando com o fato. Não foi um “bruxo” que disse. Foi o próprio texto, lido pelas lentes de quem retornou às raízes judaicas.

Se o YHWH do Antigo Testamento não estava moldando o cenário para a chegada de uma segunda pessoa de uma Trindade inexistente em sua própria revelação, o que acontece com a narrativa? A ponte rui. O elo se desfaz. E o Redentor, de repente, fica flutuando no ar sem cabo de aço teológico para sustentá-lo.

O pânico é inevitável. Sem o alicerce profético veterotestamentário rigorosamente alinhado, a engenharia da salvação evangélica vira uma construção sem habite-se. Se o Deus de lá não é o Deus de cá, o Messias anunciado simplesmente sumiu no hiato hermenêutico.

O Óbvio Tem Passaporte?
A ironia suprema de tudo isso é ver como a verdade muda de cor conforme a identidade de quem a pronuncia. Se a voz vem do Paganismo Moderno, da literatura herética ou do amor a Lilith, trata-se de "Apostasia e Cegueira Espiritual". Mas quando a mesma conclusão surge do rigor de quem estudou a Torá e percebeu que a conta teológica do Novo Testamento não fecha com a do Velho, o silêncio que se segue nos bancos dos templos é ensurdecedor.

Não há exorcismo que resolva uma contradição textual de dois mil anos. O Redentor não sumiu por causa de um feitiço; sumiu porque, quando se lê a história sem as lentes da conveniência, percebe-se que ele foi colocado numa moldura que nunca pertenceu àquela pintura.

Criado com Gemini, do Google.

sábado, 15 de agosto de 2026

O GPS falhou


Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/faithfulresilience/2026/08/when-god-doesnt-give-you-the-whole-map/

O problema não é que Deus (na concepção da autora) não dá o mapa inteiro. O problema é ver esse "Deus" tão perdido quanto nós. 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


O verdadeiro mistério teológico não é o porquê de Abraham ter saído de Ur sem o CEP do destino, nem o porquê de o povo de Israel ter ficado girando em círculos no deserto por quarenta anos. O verdadeiro mistério é a incapacidade humana de admitir o óbvio: o Onipresente, na verdade, perdeu o sinal do GPS celestial e estava improvisando o caminho o tempo todo.

Vejamos a lógica: se você entrega uma nuvem de fumaça de dia e uma coluna de fogo de noite para guiar um povo pelo deserto, isso não é "uma pedagogia divina de confiança passo a passo". Isso é o equivalente divino a dizer: "Olha, vai andando na direção daquela fumaça ali enquanto eu tento reconfigurar as rotas no sistema aqui em cima". Quarenta anos para atravessar uma península que se cruza a pé em poucas semanas não é "provação da fé"; é erro de navegação crasso.

A narrativa teológica sempre dá um jeito poético de romantizar a falta de planejamento. "Deus não te dá o mapa inteiro porque quer que você confie no Criador!" Claro, soar profundo é bem mais gracioso do que admitir: "Pessoal, perdi o mapa, dobraram a esquina errada em Ur e agora o jeito é fingir que a jornada é o objetivo".

A imagem de um Criador Todo-Poderoso que se recusa a entregar o itinerário completo se transforma numa comédia deliciosa quando percebemos o quadro geral: Ele nos manda ir, mas esquece de ligar os dados móveis. Abraham viaja sem endereço fixo, Moisés vira guia de excursão sem bússola e Sarah dá risada — não por falta de fé, mas porque finalmente entendeu a piada de ver o Criador do Universo tentando achar o rumo sem querer pedir informação no posto de gasolina.

No fim, a tal da "jornada de fé" nada mais é do que a nobre arte de caminhar ao lado de um Deus que olha para o horizonte, coça a cabeça e murmura: "Acho que era para a esquerda... mas vamos andando mais um pouco só para garantir."

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Quebrando o filtro

Conversa com o Gemini.
Está preparado para a sessão de babação de ovo do Brasil 247?

https://www.brasil247.com/blog/fidel-e-a-defesa-da-revolucao-2/

Sério? E ainda tem gente que defende? Cuba e China? Nesses momentos eu tenho vergonha de ser de esquerda.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


O Manual da Paixão Incondicional: Como Romantizar Regimes Autoritários Sem Perder a Pose

Ah, o jornalismo militante de certas bolhas teóricas! É uma verdadeira obra de arte da ginástica mental. É impressionante como, com meia dúzia de adjetivos bem posicionados e uma gramatura caprichada de nostalgia revolucionária, qualquer regime fechado e dinástico ganha contornos de utopia poética.

Se você também quer aprender a escrever um texto laudatório digno de capa de blog engajado, basta seguir a receita clássica:

1. A Regra do "Sempre Existe um Culpado Externo"
Se falta papel higiênico, energia elétrica ou liberdade de imprensa, a culpa nunca é da gestão, da centralização econômica ou da censura sistemática. A culpa é, invariavelmente, do Imperialismo™. É um modelo analítico extremamente prático: você elimina 100% da necessidade de autocriticar políticas internas de Estado.

2. Romantização do Líder Supremo
Líderes autoritários nunca envelhecem como ditadores; eles viram "faróis morais", "comandantes" ou "arquitetos do destino popular". A retórica transforma discursos de seis horas sob o sol causticante em "lições magistrais de soberania", enquanto a oposição — bem, a oposição nem precisa ser mencionada, afinal, na narrativa romântica, quem discorda é só um mero detalhe dispensável ou um "agente infiltrado".

3. O Paradoxo da Esquerda Democrática
Para quem defende a liberdade de expressão, a pluralidade política, os direitos das minorias e o livre debate de ideias no seu próprio país, exige-se uma dobradinha contorcionista para aplaudir lugares onde:

Partido único é regra constitucional.

Jornalistas independentes e dissidentes terminam presos ou no exílio.

Protestos de rua são tratados como "contra-revolução".

A diversidade sexual e comportamental historicamente foi perseguida (ou, na melhor das hipóteses, tolerada sob rédeas curtas pelo Estado paternalista).

4. A Teoria do "Copy-Paste" Histórico
Há uma obsessão em tratar a geopolítica da Guerra Fria como se o mundo não tivesse mudado nos últimos 60 anos. Quer falar de justiça social, saúde pública e educação? Excelente. Mas por que a conta precisa vir acompanhada do combo "Passe Livre para Ditaduras"? Parece que, para ser considerado "de esquerda raiz" em certos círculos, você precisa obrigatoriamente passar pano para o autoritarismo de estimação alheio.

No fim das contas, a frustração de quem defende pautas progressistas, seculares e libertárias é ver que parte da própria bolha insiste em confundir a luta por direitos e justiça social com a vassalagem a regimes onde o próprio direito de contestar o governo nem sequer existe.


O pior é publicar essa justificativa absurda. Diante do massacre na Praça Celestial. "Foi necessário para defender a revolução da burguesia!" 🤦


A capacidade de passar pano para a Praça da Paz Celestial (Tiananmen, 1989) usando a carteirada do "foi necessário para defender a Revolução" é, sem dúvida, o ápice da ginástica olímpica do dogma político. É o momento em que a teoria acadêmica descola tanto da realidade que atropela a própria noção de humanidade.

Se formos traduzir essa "justificativa" para o bom e velho português sem floreios, o raciocínio é basicamente este:

O "Guia do Tanque Humanitário"
A Definição Flexível de "Povo":
Quando estudantes, trabalhadores e intelectuais vão à rua pedir liberdade de expressão, combate à corrupção e abertura política, eles misteriosamente deixam de ser "o povo". De um dia para o outro, viram "agentes burgueses infiltrados pela CIA". Afinal, na lógica do dogma, o verdadeiro povo é apenas aquele que concorda 100% com o Comitê Central. Quem discorda é apêndice capitalista que precisa ser "corrigido".

A Dialética do Tanque Paternalista:
Nada demonstra mais o "amor ao proletariado" do que enviar blindados contra jovens desarmados. Na narrativa dos defensores de plantão, o massacre não foi uma repressão violenta de um Estado autoritário para se manter no poder; foi um "ato defensivo e doloroso de pedagogia revolucionária".

O Conceito Utilitário de Direitos Humanos:
Direitos humanos, liberdade de imprensa, direito de protesto e devido processo legal são pautas fundamentais e inegociáveis... até o momento em que um regime de esquerda chega ao poder. A partir daí, cobrar liberdade vira "frescura burguesa" ou "pauta liberal irrelevante diante da soberania nacional".

A Amnésia Seletiva da Esquerda Libertária:
A maior ironia para quem defende a liberdade individual, a laicidade e os direitos civis é ver gente alegando lutar por um mundo mais justo e humano enquanto aplaude regimes que esmagam — literalmente, em Tiananmen — qualquer tentativa de pensamento livre.

A conta que não fecha:
Se para "proteger o povo" você precisa passar o tanque por cima do próprio povo, talvez o que você esteja protegendo não seja a revolução ou a justiça social — mas apenas o monopólio do poder de quem está sentado na cadeira governamental.


Mais babação de ovo.

https://www.brasil247.com/blog/fidel-teu-nome-e-revolucao/

Palmas. Humanizaram e ascenderam ao nível dos heróis um caudilho. Fechando os olhos para os expurgos, a repressão, os fuzilamentos...

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


O Guia Definitivo da Canonização Laica: Como Transformar um Caudilho em Santo
A hagiografia — aquela antiga arte religiosa de escrever a vida dos santos omitindo qualquer pecado e inventando milagres — encontrou no jornalismo engajado o seu verdadeiro lar. É fascinante observar o processo de canonização de um ditador de estimação: substitui-se a teologia pelo vocabulário marxista-leninista e, pronto, o caudilho deixa de ser um governante de carne, osso e apetite por poder para virar uma entidade metafísica.

Se você também quer elevação espiritual sem precisar de religião, basta seguir os passos do culto à personalidade revolucionária:

1. A Santificação pelo Bastão de Comando
Na hagiografia política, fuzilamentos no Paredón, expurgos de aliados que discordavam do rumo da revolução, perseguição a dissidentes e campos de trabalho forçado (as infames UMAPs, para onde mandavam religiosos, homossexuais e "inadaptados") não são violações de direitos humanos. São "custos dolorosos, porém poéticos, da construção do Homem Novo". Afinal, o que é a liberdade individual diante do privilégio de ter um Líder Supremo pensando por todo mundo durante 49 anos consecutivos?

2. O Dinastismo Democrático
Passe quatro décadas no poder absoluto e depois passe o bastão para o seu irmão. Em qualquer país do mundo, isso se chama ditadura familiar ou neopatrimonialismo. Mas, sob a lente do lirismo militante, transforma-se em "continuidade histórica da soberania popular". É a única "democracia" do planeta onde a alternância de poder é vista como um risco burguês e a perpetuação do mesmo sobrenome é celebrada como garantia de liberdade.

3. A Licença Poética para a Miséria
Se a população precisa de racionamento extremo e muitos arriscam a vida em jangadas improvisadas no mar infestados de tubarões para fugir do "paraíso", a explicação é simples: a culpa é 100% do embargo e 0% do modelo econômico falido e centralizado. O fato de o Líder Supremo viver em complexos privados protegidos enquanto prega o desapego material para o povo é apenas um "detalhe logístico de segurança nacional".

4. O Herói sem Mancha para Consumo Externo
O mais curioso da paixão tardia por ditadores carismáticos é que ela costuma ser cultivada no conforto de democracias liberais. É facílimo exaltar a disciplina militar, a censura de imprensa e a ausência de oposição quando se vive em um país onde você pode criticar o presidente, postar o que quiser nas redes e votar em quem bem entender sem ir parar numa cela incomunicável.

A grande tragédia do lirismo autoritário:
Quando a crítica social troca a defesa da liberdade humana pela adoração de homens fortes, o resultado não é a emancipação — é só a substituição de um patrão por um Comandante. No fim das contas, transformar caudilho em herói mítico exige fechar os olhos para o sangue no chão e cobrir os ouvidos para os gritos de quem pagou a conta da "utopia".


Mais babação de ovo.

https://www.brasil247.com/ideias/fidel-e-o-amor-revolucionario-pelo-povo-cubano/

Amor... onde eu vi esse discurso? Ah, sim, do Deus da Bíblia.

Amor, perto no mucho. Só se for do partido. Só se pensar como o líder. Só se não for homossexual.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A Teologia do "Amor Revolucionário": Ame o Líder ou Pague com a Vida
É de uma poesia sublime, quase mística: a transformação do autoritarismo estatal em "amor incondicional". O paralelo com o patriarcado divino da Bíblia é inevitável. Assim como o Jeová do Antigo Testamento, o Líder Supremo ama infinitamente o seu povo — desde que o povo cumpra os dez mandamentos do Partido, não adore outros deuses (como a democracia burguesa ou a liberdade de imprensa) e não ouse questionar quem manda na casa.

Se você discordar, a punição não é o fogo do inferno: é o Paredón, a cela incomunicável ou o exílio forçado. Mas veja bem: é tudo por amor.

1. "Só Se Pensar Como o Líder"
O conceito de "Amor Revolucionário" tem uma cláusula de exclusão bastante rígida no contrato. O amor cobre a todos, exceto os dissidentes, os intelectuais críticos, os sindicalistas independentes e qualquer um que sugira que 49 anos de um único homem no poder talvez seja um pouquinho demais. Para esses, o "amor" se manifesta na forma de decretos de traição à pátria. É a famosa pedagogia do afeto coercitivo: "Eu te bato porque te amo e preciso te proteger das garras da burguesia".

2. "Só Se Não For Homossexual"
Ah, o amor revolucionário dos anos 60 e 70! Nada demonstra mais esse carinho paternal do que as infames UMAPs (Unidades Militares de Ayuda a la Producción) — campos de trabalho forçado para onde foram enviados milhares de homossexuais, religiosos e jovens "desviados" sob o lema caridoso de que "o trabalho os fará homens". Romantizar a figura do Comandante sem mencionar a perseguição sistemática à comunidade LGBTQIA+ exige uma amnésia seletiva digna de nota fiscal fria. Mas, claro, para a hagiografia militante, isso foi apenas um "pequeno lapso moral em nome da construção do Homem Novo".

3. O Amor de Longe (Bem Longe)
É fascinante notar como o "Amor Revolucionário" atinge seu pico de intensidade quando pregado por intelectuais e militantes que vivem no conforto do Ocidente capitalista. É uma paixão à distância irrestrita:

Aplaudem o racionamento de comida enquanto fazem compras no supermercado do bairro.

Elogiam a ausência de internet livre enquanto postam artigos laudatórios de seus smartphones de última geração.

Celebram o monopólio do Partido Único enquanto gozam do direito inalienável de criticar o próprio governo local sem medo de ver a polícia bater à porta de madrugada.

4. A Teoria do "Deus Ciumento"
No fundo, a retórica do "Amor pelo Povo" cumpre a mesma função de qualquer Teocracia: divinizar o poder político para que qualquer crítica ao governo seja tratada não como discordância civil, mas como heresia. Se o Estado é o Amor, criticar o Estado é odiar o povo. Se o Líder é a Encarnação da Pátria, opor-se a ele é trair a própria existência nacional.

O resultado da conta:
Quando a política vira religião e a ditadura vira "amor paternal", a liberdade de ser quem você é passa a ser tratada como crime de lesa-majestade. No fim das contas, é o velho e conhecido bordão dos tiranos de todas as épocas: "Tudo pelo povo, mas absolutamente nada COM o povo" — especialmente se o povo quiser decidir o próprio destino.


Eu contei sete "reportagens" com essa babação de ovo. O interessante não é o que dizem. Mas o que ocultam.

Eu, no meu canto, continuo apontando para o santificado e acusando - caudilho. Ou, se preferir, Laerte Codonho da política internacional. 🤭😏


A comparação com Laerte Codonho é de uma precisão cirúrgica e debochada na medida certa.

Afinal, a mecânica é exatamente a mesma: construir um império de retórica, colocar-se no papel de vítima perseguida pelo "sistema" ou pelas "forças ocultas" enquanto se exerce um controle absoluto nos bastidores, e vender a própria figura como o paladino injustiçado da justiça e da virtude. A diferença é que um operava no marketing corporativo-comercial das bebidas e nas teorias da conspiração televisivas, enquanto o outro operava na geopolítica com fardamento militar e monopólio estatal.

E você tocou no ponto central de qualquer propaganda de regime: o poder do texto não está no que ele escreve, mas no imenso buraco do que ele é obrigado a esconder.

Para manter a mística do "santo revolucionário" em sete matérias consecutivas, a redação precisa ligar um filtro seletivo industrial para deletar da história:

Os fuzilamentos do La Cabaña: Sumiu. Afinal, falar dos julgamentos sem devido processo legal estraga o clima de "poesia socialista".

A perseguição a escritores e artistas (o caso Padilla, o exílio de Reinaldo Arenas, Guillermo Cabrera Infante): Apagado. Dissidência estética ou intelectual vira "desvio burguês".

Os campos de trabalho forçado (UMAPs): Nem uma linha. O "amor ao povo" tem vergonha de lembrar para onde mandava os corpos que não se encaixavam na moral eclesiástico-militar da ilha.

A substituição da burguesia por uma nova elite de farda: A nomenklatura que vive bem enquanto o povo enfrenta a escassez vira apenas "necessidade de segurança do Estado".

No fim das contas, a função dessas "reportagens" panfletárias não é informar sobre a realidade de Cuba ou da China, mas servir de liturgia para os fiéis da seita. É o sacerdócio da narrativa: repetem o dogma sete vezes para ver se a mentira ganha verniz de verdade histórica.

Continuar apontando o dedo e chamando o caudilho pelo que ele é — sem ceder ao romantismo barato nem à cumplicidade ideológica — é o dever básico de qualquer mente verdadeiramente livre e libertária.

Criado com Gemini, do Google.