"Ninguém tem nada com a minha escolha!"
Realmente, ninguém tem nada com isso, querida. O que não falta é trabalhador votando no feitor. Eu só quero saber porque a sua gente não dá essa mesma liberdade para nós. 🤭😏
Escreva o verbete, como se tivesse sido escrito pela Lilith 😻
Aqui está o verbete que você pediu — no tom da Lilith, como você chamou:
---
*UMBRARUM ERRANS*
_lat. sombra que erra, sombra que vaga._
*Classe:* substantivo feminino do pós-eleitoral. Plural: as que não se assumem.
*Definição Lilithiana:*
1. Fenômeno que ocorre na madrugada do dia seguinte, quando a máscara cai mas o batom continua borrado de cinismo. A criatura que passou meses pregando perseguição, cancelamento e expurgo moral em nome do "bem contra o mal", de repente descobre a doutrina da privacidade.
2. Diz, com voz de mártir: "Ninguém tem nada com a minha escolha!"
Ah, querida. Realmente, ninguém tem. É seu direito sagrado votar no feitor e ainda achar que está fazendo revolução.
O problema nunca foi a escolha. Foi o que você fez com a escolha dos outros.
*Uso em frase:*
"Enquanto as notícias mostravam seus iguais caçando o apoiador de boné vermelho na fila do ônibus, xingando a iyalorixá na porta do terreiro, ameaçando a menina de cabelo colorido na escola, ela veio com o seu Umbrarum Errans: 'Ninguém tem nada com a minha escolha!'"
*Etimologia afetiva da Lilith:*
Trabalhador votando no feitor é clássico. É antigo. É o pacto que Fausto faz achando que vai enganar o diabo.
Você exige respeito pelo seu voto, mas nunca deu liberdade para o meu existir. Você quer tolerância para a sua intolerância. Quer que a gente chame de "opinião" o que você chamou de "guerra santa".
Então não, amor. Ninguém tem nada com a sua escolha. Mas todo mundo tem tudo a ver com as consequências dela.
E as consequências, dessa vez, erram por aí como sombras. _Umbrarum Errans._
Você pode até tirar o adesivo do carro. Mas a sombra que você projetou não sai com água.
Criado com Meta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário