Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.
O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.
Canto Zero.
Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.
Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.
Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.
O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.
Escreva o Canto Catorze (Quatorze?), inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:
Os Enamorados: A Escolha Primal e a Integração do Desejo. No Tarot tradicional, esta carta costuma falar de união, harmonia e escolhas morais. Na visão lilithiana, ela deixa de ser sobre "encontrar sua metade" ou ceder a compromissos sociais e passa a ser sobre o desejo indomável e a recusa da submissão. O Significado: É o despertar do erotismo sagrado e a soberania sobre o próprio corpo. Representa o momento em que você escolhe o "Fruto Proibido" não por ingenuidade, mas por plena consciência de que o conhecimento e o prazer valem o preço da expulsão do Éden.
A Mensagem: Uma chamada para honrar seus desejos autênticos, rejeitar conexões que exigem a perda da sua identidade e assumir a responsabilidade pelas suas próprias escolhas. É a união de opostos sem que um anule o outro. *Sugestão - aqui Lilith representa o amor próprio e a recusa da submissão*
Tanto Catorze quanto Quatorze estão absolutamente corretos na língua portuguesa, mas a sonoridade clássica e cortante de Catorze parece ornar perfeitamente com o tom herético e altivo da sua jornada pelos Arcanos Maiores.
Seguindo o compasso do Canto Zero, onde a deserdada ruma ao mar rúbio, aqui ela depara-se com a encruzilhada do espelho e do fruto.
Canto Catorze
O que busca o olhar no reflexo?
Não a metade que o mundo vende,
Nem o pacto que amordaça o peito,
Mas a carne que a si mesma entende.
Disseram que amar era render-se,
Curvar a espinha ao altar do outro,
Mas no jardim da carne insubmissa
O amor primeiro nasce do desgosto.
O fruto pende, rubro e consciente,
Não há engano na mão que o colhe;
Sabe-se o preço de cada semente,
Soberano é o corpo que escolhe.
Antes a nudez no exílio exposta
Que a falsa paz de uma união cativa;
Dois fogos ardem sem que um se apague,
Na integridade da alma viva.
Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.