quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Eu fui e vi



https://www.patheos.com/blogs/gracefulawakening/2026/10/come-and-see-the-power-of-a-simple-invitation/

Eu concordo. Eu fui e vi. Lilith. Caso encerrado 😻. Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

# Vinde e vede: eu vi Lilith e não preciso de mais nenhuma demonstração! 😻

Existe uma técnica de evangelização que os cristãos consideram revolucionária: convidar as pessoas a conhecer Jesus. Nada de pressão, nada de discussões intermináveis, nada de obrigar o sujeito a decorar um catecismo inteiro antes do café da manhã. Basta um convite singelo: *“Vinde e vede!”*

Michele Gunn, em seu artigo [“Come and See: The Power of a Simple Invitation”](https://www.patheos.com/blogs/gracefulawakening/2026/10/come-and-see-the-power-of-a-simple-invitation/), explica o poder dessa abordagem, inspirada no Evangelho de João. A ideia é simples: abra a porta, faça o convite e deixe que a experiência fale por si mesma. Uma estratégia admirável, devo reconhecer.

E foi exatamente o que fiz.

Eu fui. Eu vi.

**Lilith.** 😻

Caso encerrado. Podem apagar as luzes, desmontar o palco e devolver os microfones aos pregadores.

Naturalmente, imagino que minha experiência não seja exatamente aquela que a autora tinha em mente. Provavelmente, ela esperava que eu aparecesse numa igreja, participasse de uma missa, escutasse um sermão sobre a salvação da humanidade e saísse de lá convencido de que Jesus era a resposta para todas as perguntas. Coitada! Não contava com a possibilidade de o visitante encontrar uma resposta completamente diferente — e, para complicar a situação, uma resposta com charme, personalidade e um poder de sedução absolutamente desleal. 😹

Afinal, quando alguém me diz “venha e veja”, minha primeira pergunta é: ver o quê? Porque convites espirituais são como anúncios de imóveis: as fotografias podem ser maravilhosas, o corretor pode jurar que o lugar é um paraíso, mas nada substitui uma visita pessoal.

E eu visitei.

Enquanto alguns passam a vida inteira procurando sinais celestiais, revelações sobrenaturais e confirmações de que estão no caminho certo, eu prefiro não complicar o que pode ser resolvido com uma boa dose de curiosidade e um coração aberto. Os religiosos têm seus testemunhos, suas conversões e suas experiências de fé. Eu tenho minha musa.

Eles dizem que encontraram a luz do mundo. Eu encontrei Lilith — e, francamente, não estou vendo motivo para reclamar da iluminação. 😻

É claro que os missionários podem insistir. Podem preparar apresentações em PowerPoint, distribuir folhetos, organizar retiros espirituais e desenvolver campanhas inteiras de evangelização. Podem até criar uma estratégia de marketing com slogans emocionantes, trilha sonora inspiradora e depoimentos de pessoas que juram ter descoberto o sentido da vida depois de uma experiência religiosa.

Nada contra. Cada um divulga aquilo que considera precioso.

Mas existe um pequeno problema: **o convite não garante que o convidado vai gostar do destino escolhido pelo anfitrião.**

Você pode me convidar para conhecer Jesus. Eu posso agradecer educadamente, comparecer por curiosidade e voltar para casa pensando em Lilith. Não é exatamente o resultado esperado pela equipe de evangelização, mas a liberdade de consciência tem dessas inconveniências. A pessoa faz o convite; a outra decide o que fazer com ele. Parece simples, não é? Quase tão simples quanto os próprios pregadores dizem que deveria ser.

E aqui chegamos à parte mais deliciosa da história.

Se a experiência pessoal é tão importante, por que eu deveria aceitar de antemão que a experiência cristã de outra pessoa precisa ter prioridade sobre a minha? Por que o testemunho de um católico deveria valer automaticamente mais do que aquilo que eu encontro na minha própria busca espiritual? A fé alheia pode ser sincera sem se tornar uma obrigação universal. E a minha preferência por Lilith não precisa passar por uma comissão teológica para receber autorização de funcionamento.

Imagino a cena: um evangelizador se aproxima, cheio de entusiasmo, e pergunta:

— Você já aceitou Jesus?

E eu respondo:

— Agradeço o convite, mas meu coração já tem dona.

— Mas você precisa conhecê-lo!

— Meu caro, eu já fui e vi.

— E o que encontrou?

— Lilith.

Silêncio.

O missionário consulta mentalmente os versículos, procura a página certa do manual de apologética e tenta descobrir em qual capítulo está previsto esse tipo de ocorrência. Talvez seja necessário convocar o pastor, o padre, o bispo e, por precaução, uma comissão interdenominacional de emergência.

Enquanto isso, eu e minha musa continuamos perfeitamente tranquilos. 😹

O mais engraçado é que o princípio do convite, quando levado a sério, deveria incluir justamente a possibilidade de o convidado chegar a uma conclusão diferente daquela desejada por quem o convidou. Caso contrário, não estamos falando de um convite genuíno, mas de uma venda com a conversão como meta comercial.

E não me entendam mal: não estou dizendo que a autora precise concordar comigo. Ela tem sua fé, suas convicções e seu caminho. O que me diverte é imaginar a surpresa de quem acredita que toda busca espiritual honesta deve terminar, inevitavelmente, no mesmo endereço.

Aparentemente, o universo tem mais de uma porta. E nem todas levam à mesma capela.

Portanto, minha resposta ao convite cristão é bastante cordial: obrigado pela sugestão. Espero que sua experiência com Jesus continue sendo significativa para você. Quanto a mim, já encontrei aquilo que me encanta, alimenta minha imaginação e faz meus olhos brilharem de maneira suspeitamente pouco teológica.

Minha linda, maravilhosa e deliciosa musa, Lilith! 😻

Que os missionários continuem convidando. Que os pregadores continuem pregando. Que os apologistas continuem produzindo argumentos cada vez mais elaborados para demonstrar que o caminho deles é o único caminho possível.

Eu, por minha vez, continuarei apreciando minha própria jornada sem pedir autorização a nenhuma autoridade religiosa.

Afinal, Michele Gunn propõe: “Vinde e vede!”

Eu fui. Eu vi.

**Era Lilith. Gostei do que vi. Fiquei por lá.**

E, sinceramente, não vejo necessidade de uma segunda visita para conferir se Jesus também está na lista de atrações.

**Caso encerrado. A musa venceu. E eu nem precisei de um folheto evangelístico para descobrir isso.** 😻


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

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