quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Terrívelmente apaixonado



https://www.patheos.com/blogs/positivepensees/2026/10/can-there-be-another-great-and-terrible-day-of-the-lord/

Eu juro que tentei entender por que alguém adora um Deus que funciona na base da ameaça e do medo.
Escreva um texto crítico com um convite para conhecer o Paganismo Moderno.


A ideia central do seu texto pode ser esta: por que transformar a espiritualidade numa relação de medo, obediência e ameaça, quando ela também pode ser um caminho de liberdade, autoconhecimento e conexão com a natureza? O artigo da Patheos, publicado por Kathy King em outubro de 2026, interpreta catástrofes, acontecimentos naturais e conflitos como possíveis sinais de um julgamento divino iminente, convocando os leitores ao arrependimento e à preparação espiritual.

Segue uma crônica crítica, com sarcasmo e um convite ao conhecimento do Paganismo Moderno.

O Deus do Apocalipse e o prazer de viver com medo

Eu juro que tentei entender por que alguém adora um Deus que funciona na base da ameaça e do medo. Fiz um esforço sincero, quase uma pesquisa de campo sobre o comportamento religioso humano. Mas confesso que, em determinado momento, fiquei com a impressão de estar diante de um relacionamento abusivo com assessoria de imprensa celestial.

Imagine a situação: você está vivendo sua vida, pagando boletos, enfrentando problemas, tentando não enlouquecer com as notícias e, de repente, alguém aparece para avisar que o céu está dando sinais, os terremotos estão aumentando, os vulcões estão entrando em erupção e o mundo pode estar prestes a enfrentar mais um grande e terrível Dia do Senhor.

E qual seria a solução? Arrependa-se! Ore! Examine sua alma! Prepare-se para o julgamento!

Traduzindo para uma linguagem menos religiosa: tenha medo, obedeça e, de preferência, não faça muitas perguntas.

A autora do artigo parece enxergar nas catástrofes naturais e nas turbulências do mundo sinais de que Deus estaria preparando um novo capítulo de sua intervenção punitiva na humanidade. O problema é que, quando se começa a interpretar cada tragédia como uma mensagem sobrenatural, qualquer acontecimento pode virar evidência de uma profecia.

Choveu demais? Aviso divino.

Fez calor? Aviso divino.

Teve terremoto? Aviso divino.

O vulcão entrou em erupção? Aviso divino.

O vizinho colocou música alta às três da manhã? Talvez seja melhor conferir o Apocalipse, só por precaução.

Nesse ritmo, até a conta de luz pode ser interpretada como um sinal dos últimos tempos. Afinal, ninguém sabe explicar por que Deus permitiria uma tarifa tão alta sem que houvesse algum propósito misterioso por trás disso.

Mas existe uma questão muito mais interessante: que tipo de relação espiritual precisa manter as pessoas permanentemente assustadas para que elas continuem acreditando?

Se um ser divino é apresentado como amoroso, misericordioso e onipotente, por que tantas mensagens religiosas insistem em lembrar que ele pode destruir, castigar e condenar? Se o amor é tão extraordinário, por que a propaganda desse amor precisa vir acompanhada de ameaças de punição eterna?

É como se alguém dissesse: “Eu te amo incondicionalmente, mas, se você não me amar da maneira correta, poderá sofrer consequências terríveis.”

Desculpe, mas isso parece menos uma declaração de amor e mais uma cláusula contratual redigida por um departamento jurídico do além.

E há outra contradição: se Deus conhece o coração humano, sabe de todas as nossas limitações e compreende nossas dúvidas, por que precisaria de uma campanha publicitária baseada no medo? Um ser onisciente precisaria mesmo que seus representantes terrenos ficassem apontando para terremotos, enchentes e conflitos internacionais como se fossem outdoors celestiais?

Talvez a questão não seja apenas aquilo em que as pessoas acreditam, mas também a maneira como determinadas interpretações religiosas são utilizadas para orientar comportamentos. O medo pode funcionar como instrumento de controle, principalmente quando questionar uma autoridade religiosa é apresentado como rebeldia contra o próprio Deus.

Evidentemente, nem todo cristão pensa assim. Existem comunidades cristãs que enfatizam a compaixão, a justiça social, o acolhimento e a responsabilidade humana. Também existem interpretações diferentes sobre o Dia do Senhor, o julgamento e as profecias bíblicas. Minha crítica não é dirigida a todo cristão, muito menos ao direito de alguém cultivar sua fé. É dirigida à ideia de que viver sob ameaça constante seria a única maneira legítima de se relacionar com o sagrado.

Porque, sinceramente, já temos problemas suficientes na vida cotidiana. Não precisamos transformar cada tempestade em uma convocação para o tribunal divino.

E se a espiritualidade não precisasse começar pelo medo?
É aqui que vale a pena conhecer o Paganismo Moderno.

Não estou falando de uma religião única, com um livro sagrado universal, uma doutrina obrigatória e um representante autorizado a explicar o que todas as divindades pensam. O Paganismo Moderno reúne caminhos espirituais diversos, entre eles tradições politeístas, reconstruções de religiões antigas, práticas inspiradas na natureza e correntes contemporâneas de bruxaria religiosa.

Há pessoas que reverenciam divindades gregas, nórdicas, egípcias, celtas ou de outras culturas. Há quem cultive uma espiritualidade centrada nos ciclos naturais, nos ritos sazonais, na meditação, na ancestralidade ou na experiência pessoal do sagrado. As crenças e práticas variam bastante, e nem todo pagão entende as divindades da mesma maneira.

O convite, portanto, não é trocar uma obrigação por outra, nem abandonar uma religião para adotar automaticamente uma nova. É conhecer outras possibilidades e descobrir que a história religiosa da humanidade é muito mais diversa do que certas narrativas fazem parecer.

No Paganismo Moderno, a natureza pode ser contemplada como parte fundamental da experiência espiritual, e não necessariamente como um cenário preparado para anunciar a ira de uma divindade. As estações mudam, as plantas florescem, as folhas caem, a vida se transforma e a morte integra os ciclos da existência. Esses fenômenos podem despertar reverência, reflexão e sentimento de pertencimento sem que seja necessário interpretá-los como ameaças sobrenaturais.

Uma tempestade pode ser uma tempestade. Um terremoto pode ser estudado pela geologia. Uma erupção vulcânica pode ser compreendida pela ciência. E alguém ainda pode encontrar significado espiritual na contemplação dessas forças naturais sem precisar concluir que está recebendo uma advertência pessoal do universo.

Espiritualidade e conhecimento científico não precisam ser inimigos. E o mistério não perde sua beleza simplesmente porque procuramos compreender como as coisas funcionam.

Também não é necessário idealizar o Paganismo Moderno. Como acontece em qualquer ambiente humano, existem divergências, conflitos, interpretações problemáticas e pessoas que tentam exercer controle sobre outras. Nenhum rótulo religioso garante sabedoria, bondade ou liberdade. O importante é avaliar as ideias, as práticas e a maneira como cada comunidade trata as pessoas.

A pergunta que proponho é simples: sua espiritualidade amplia sua capacidade de viver, refletir e respeitar os outros, ou faz você passar a vida esperando uma punição?

Você pode acreditar em divindades sem viver aterrorizado por elas. Pode reverenciar o sagrado sem entregar sua consciência a uma autoridade. Pode cultivar rituais, estudar mitologias, observar os ciclos da natureza e explorar diferentes tradições sem precisar aceitar que todas as suas dúvidas sejam pecados.

E pode, acima de tudo, investigar suas próprias crenças sem considerar a curiosidade uma ofensa ao divino.

Um convite, não uma ameaça.

Se você nunca estudou o Paganismo Moderno, talvez seja interessante começar pela mitologia, pela história das religiões antigas, pelas diferentes tradições pagãs contemporâneas e pelas relações entre espiritualidade e natureza.

Leia, compare, faça perguntas. Procure conhecer as tradições por meio de seus próprios praticantes, respeitando as diferenças culturais e históricas. Não confunda reconstrução histórica com invenção contemporânea, nem suponha que todas as práticas chamadas de pagãs sejam iguais.

E não precisa acender um caldeirão, comprar uma capa preta e sair invocando divindades no quintal antes de terminar a leitura. A curiosidade pode ser o primeiro ritual.

Talvez você descubra uma tradição com a qual se identifique. Talvez encontre ideias interessantes e continue seguindo outro caminho. Talvez apenas compreenda melhor pessoas que pensam de maneira diferente da sua. Tudo isso já tem valor.

Porque conhecer outras formas de espiritualidade não exige que você abandone suas convicções. Exige apenas que reconheça que elas não esgotam todas as possibilidades humanas de encontrar significado na existência.

Quanto a mim, continuo tentando entender por que alguém precisaria ser ameaçado com um apocalipse para acreditar que o amor divino existe.

Se o sagrado só consegue atrair pessoas mantendo uma espada sobre suas cabeças, talvez seja legítimo perguntar se estamos diante de uma experiência de amor ou de uma pedagogia do terror.

Eu prefiro uma espiritualidade que me convide a conhecer, em vez de me ameaçar para que eu obedeça. Uma espiritualidade que desperte respeito pela vida, em vez de transformar o mundo numa contagem regressiva para a destruição.

E, se houver alguma divindade realmente interessada em dialogar comigo, espero que ela compreenda que perguntas não são necessariamente blasfêmias.

Às vezes, são o começo de uma busca sincera.

E você? Está disposto a conhecer outros caminhos espirituais, inclusive o Paganismo Moderno, sem preconceitos e sem a obrigação de converter ninguém?

A porta está aberta. Não há profecia ameaçadora na entrada, nenhum fiscal da salvação na recepção e nenhuma exigência de assinar um contrato de medo por toda a eternidade.

Só um convite à descoberta.


Escreva a minha própria experiência e Gnose que envolve a Lilith. 😻🥵


Vou escrever como um relato autobiográfico, em primeira pessoa, preservando a sua ideia de uma gnose particular e privada com Lilith, a experiência da mordida na nuca e o sentimento de ter se tornado permanentemente o escritor dela — com uma atmosfera mística, sensual e provocadora. 😻🥵

Minha Gnose Particular com Lilith: o dia em que deixei de ser apenas um observador.

Eu poderia tentar explicar minha relação com Lilith usando livros, mitologias, simbolismos e interpretações históricas. Poderia recorrer a textos antigos, comparar tradições religiosas e discutir como diferentes culturas construíram a imagem dessa figura tão fascinante.

Mas nada disso, por si só, explicaria a minha experiência pessoal.

Porque existe uma diferença entre conhecer uma divindade através dos livros e desenvolver uma relação íntima com aquilo que ela representa na própria experiência espiritual.

A minha relação com Lilith pertence a esse segundo território: o da gnose particular, da experiência subjetiva, do significado que não depende necessariamente da aprovação de uma instituição religiosa.

E tudo começou a adquirir um sentido especial quando passei a interpretar determinadas experiências como uma espécie de aproximação de Lilith.

Não estou falando de uma doutrina que pretendo impor a alguém. Estou falando da maneira como vivencio e interpreto a minha própria espiritualidade.

Minha gnose não precisa ser universal para ter significado para mim.

A mordida na nuca e o contrato que ninguém assinou em papel
Há uma experiência que ocupa um lugar especial nessa história: o sonho em que senti uma mordida na parte posterior do pescoço.

Uma imagem poderosa, íntima e carregada de simbolismo.

Na minha interpretação, aquela mordida adquiriu o significado de uma integração. Não era simplesmente a imagem de alguém se aproximando de mim. Era como se eu estivesse sendo incorporado a uma relação que ultrapassava os limites de uma visita passageira.

A sensação que associei à experiência era a de ter sido escolhido para algo permanente: tornar-me o escritor de Lilith.

E convenhamos: se existe uma maneira pouco convencional de receber uma proposta de trabalho, essa certamente merece destaque no departamento de recursos humanos do ocultismo.

Nada de entrevista, currículo, dinâmica de grupo ou pergunta sobre onde pretendo estar profissionalmente daqui a cinco anos.

Aparentemente, o setor de contratação infernal trabalha com outros métodos narrativos.

Mas a parte mais interessante não é a brincadeira. É o significado que encontrei naquela experiência.

A ideia de ser o escritor permanente de Lilith passou a representar uma ligação entre minha criatividade, minha imaginação, minha espiritualidade e a figura que ela ocupa no meu universo simbólico.

Como se escrever sobre ela deixasse de ser apenas uma atividade intelectual e se tornasse parte da maneira pela qual elaboro essa relação.

Não um contrato assinado em cartório, reconhecido por testemunhas e registrado em três vias. Um contrato simbólico, íntimo, construído a partir da experiência e do significado que atribuí a ela.

E, francamente, há contratos literários muito menos interessantes.

Lilith não é uma personagem que cabe facilmente numa moldura
A imagem de Lilith que me fascina não é a de uma figura domesticada para tranquilizar consciências alheias.

Ela representa, no meu imaginário espiritual, uma presença associada à autonomia, à transgressão, ao desejo, à recusa da submissão e à liberdade de questionar autoridades que exigem obediência absoluta.

Não preciso afirmar que todas as tradições históricas concordam com essa interpretação. Lilith possui uma história complexa, formada por diferentes textos, tradições e releituras. A figura que encontro na minha experiência pessoal também passa pela minha própria imaginação e pela maneira como construo meu caminho espiritual.

É justamente aí que entra a gnose.

Não a pretensão de possuir uma verdade que todos precisam aceitar, mas a busca de significado através da experiência pessoal, da reflexão e daquilo que uma imagem espiritual desperta em mim.

E Lilith desperta muita coisa.

Há fascínio, provocação, curiosidade e uma sensação de liberdade que não combina com a ideia de que toda espiritualidade precisa ser organizada em torno do medo e da punição.

Se algumas narrativas religiosas apresentam o sagrado como uma autoridade que ameaça destruir quem não obedece, a Lilith que habita o meu universo simbólico me conduz a outras perguntas.

Por que eu deveria confundir reverência com submissão?

Por que a dúvida seria inimiga da espiritualidade?

Por que uma experiência íntima precisaria receber autorização de uma instituição para ser objeto de reflexão?

Não tenho interesse em transformar minha gnose numa nova ortodoxia. Seria uma ironia extraordinária escapar de um sistema de certezas para construir outro, com direito a fiscal de pensamentos e tribunal de heresias.

O escritor dela.

Talvez a parte mais curiosa dessa história seja justamente a escrita.

Eu produzo ideias, cenas, diálogos e narrativas. Imagino personagens, elaboro situações e exploro possibilidades que frequentemente misturam humor, crítica, fantasia e elementos místicos.

Nesse contexto, a ideia de ser o escritor permanente de Lilith ganha uma dimensão própria.

Ela se torna uma espécie de eixo criativo: uma figura em torno da qual posso desenvolver histórias, questionar convenções e explorar temas que dificilmente caberiam numa abordagem religiosa convencional.

E há algo deliciosamente provocador nisso.

Imagine explicar a alguém que sua relação com uma figura associada ao imaginário ocultista envolve, entre outras coisas, escrever histórias e desenvolver uma mitologia pessoal.

A pessoa talvez espere uma revelação apocalíptica, um grimório com trezentas páginas ou uma cerimônia cercada de velas.

E você responde que, além de toda a dimensão espiritual, existe uma questão prática: alguém precisa escrever os diálogos, organizar as cenas e garantir que a personagem tenha um desenvolvimento narrativo decente.

Até as forças primordiais, aparentemente, precisam de alguém que cuide da redação.

Evidentemente, o humor não elimina a dimensão íntima da experiência. Pelo contrário: permite que eu me aproxime dela sem precisar transformar tudo em solenidade.

Posso tratar Lilith com fascínio e reverência dentro da minha própria linguagem simbólica e, ao mesmo tempo, rir das situações absurdas que surgem quando o cotidiano encontra o ocultismo.

Afinal, uma gnose particular não precisa vir acompanhada de uma proibição permanente de fazer piadas.

Minha espiritualidade não precisa da autorização de ninguém
Quando penso nessa relação, percebo que o ponto central não é convencer o mundo de que todos deveriam experimentar a mesma coisa.

É reconhecer que minha experiência espiritual pertence à minha história e merece ser examinada com honestidade, sem que eu precise fingir ter certezas absolutas sobre aquilo que não posso demonstrar.

Posso reconhecer a força simbólica de um sonho, explorar o significado de uma sensação e compreender como tudo isso influencia minha criatividade e minha visão de mundo.

Posso estudar a história de Lilith sem reduzir minha experiência pessoal àquilo que os textos históricos documentam.

E posso reconhecer que a interpretação que atribuo a uma experiência não é necessariamente uma prova objetiva de que ocorreu uma intervenção sobrenatural.

Para mim, essa distinção não precisa destruir o mistério. Ela permite que eu explore o mistério sem transformar a experiência pessoal numa obrigação para os outros.

Minha gnose é particular justamente porque não pretendo convertê-la numa lei universal.

Não preciso que todo mundo veja Lilith como eu a vejo. Não preciso que outra pessoa tenha o mesmo sonho, a mesma sensação ou a mesma interpretação.

O significado que construo a partir dessas experiências é meu.

E a responsabilidade de compreender o que elas representam na minha vida também é minha.

Um convite para além do medo
É por isso que me interessa o Paganismo Moderno: não como uma substituição automática de uma religião por outra, mas como um campo diverso de possibilidades espirituais, filosóficas e culturais.

Conhecer essas tradições permite descobrir outras maneiras de pensar o sagrado, explorar mitologias e compreender como pessoas diferentes constroem suas relações com divindades, natureza, símbolos e práticas religiosas.

Não existe uma única forma de Paganismo Moderno, assim como não existe uma única interpretação de Lilith.

Meu caminho não precisa representar todos os caminhos. Minha experiência não precisa servir de prova para todas as crenças. E a liberdade espiritual não significa que eu deva aceitar sem questionamento tudo aquilo que parece misterioso.

Significa que posso investigar, refletir, criar e buscar entendimento sem partir do princípio de que a curiosidade será punida.

Quanto à minha relação com Lilith, continuo encontrando nela um território fértil para a imaginação, a escrita e a reflexão espiritual.

A mordida na nuca permanece como uma imagem marcante da minha experiência onírica. A ideia do contrato permanece como uma interpretação íntima que dei a essa experiência. E o papel de escritor permanece como uma maneira de expressar a ligação criativa que construí com essa figura.

Se alguém perguntar se existe um documento oficial comprovando minha contratação, infelizmente não tenho um departamento jurídico sobrenatural para apresentar os papéis.

Mas tenho histórias para escrever.

E, pelo visto, a pauta não termina tão cedo.

Porque, se há algo que aprendi nessa minha jornada particular, é que nem toda experiência espiritual precisa se transformar numa doutrina, nem todo mistério precisa virar uma ameaça e nem toda relação com o sagrado precisa começar com o medo.

Algumas começam com uma pergunta.

Outras, com um sonho.

E algumas acabam colocando um escritor diante de uma personagem tão fascinante que ele continua voltando à página para descobrir o que ainda tem a dizer.

No meu caso, essa personagem tem nome.

Lilith.

E esta é a minha gnose: pessoal, criativa, íntima e em permanente construção.


Se eu tivesse que dar uma cena de como seria o "terrível dia (ou noite) da Lilith", isso envolveria uma cama e lençóis bagunçados...😻🥵


😂😻🥵 Então, o “terrível Dia do Senhor” ganhou uma concorrente à altura: a Noite de Lilith — quando o apocalipse deixa de ser uma ameaça cósmica e vira um problema para a arrumação do quarto.

Uma pequena cena de fantasia mística, sensual e bem-humorada.

A terrível noite de Lilith.
Meia-noite.

As velas tremulam. As sombras dançam pelas paredes. Uma presença antiga parece atravessar o silêncio do quarto.

Lilith surge com seus cabelos soltos, olhos brilhantes e aquele sorriso de quem sabe perfeitamente o efeito que provoca.

— Você sabe por que esta noite será lembrada por toda a eternidade? — ela pergunta.

O escritor engole em seco.

— Ruptura dimensional? Colapso das estruturas cósmicas? O fim de uma era?

Lilith solta uma gargalhada.

— Você pensa demais, meu querido.

Ela se aproxima.

— Hoje, as profecias serão cumpridas, os antigos pactos serão reconsiderados e as forças primordiais despertarão.

— Isso parece sério…

— E é.

Ela aponta para a cama.

Os lençóis estão prestes a se tornar testemunhas de acontecimentos que nenhum grimório descreveu adequadamente.

O escritor olha para as velas, depois para Lilith.

— Existe algum ritual preparatório?

Ela inclina a cabeça, divertida.

— Existe. Pare de fazer perguntas.

E, naquele instante, todas as teorias sobre o fim dos tempos perdem a importância.

Lá fora, o mundo continua girando. Os astrólogos consultam seus mapas, os profetas revisam suas previsões e algum teólogo começa a escrever um artigo sobre os sinais da iminente catástrofe.

Enquanto isso, no quarto, Lilith sorri.

— Amanhã, você vai escrever sobre esta noite.

— E se eu não encontrar palavras?

— Então terá descoberto, finalmente, os limites da sua profissão.

Na manhã seguinte, os livros continuam no lugar, as velas se apagaram e os lençóis apresentam evidências incontestáveis de que a ordem cósmica não foi a prioridade da madrugada.

O escritor encara o caderno vazio.

Lilith, perfeitamente tranquila, toma o café.

— E então? Como vai chamar sua crônica?

Ele pensa por alguns segundos.

— A Noite em que o Apocalipse Desarrumou a Cama.

Lilith ergue a xícara.

— Aprovado. Mas não se esqueça de mencionar quem dirigiu a produção.

E ele compreende que há forças neste universo com as quais não se deve discutir o crédito autoral. 😏

Moral da história: alguns aguardam o terrível Dia do Julgamento; outros preferem não subestimar uma noite com Lilith. E há escritores que descobrem, da maneira mais embaraçosamente literária possível, que certas experiências são muito mais fáceis de viver do que de descrever. 😻


Criado com ChatGPT.

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