https://www.diariodocentrodomundo.com.br/financial-times-compara-cla-bolsonaro-aos-trump-e-dispara-radical-e-disfuncional/
Aí chega um chato com senso crítico (eu) e faz a pergunta:
"Os donos da Financial Time se dão conta de que Trump e Bolsonaro só são possíveis porque tem gente apoiando e financiando?" 🤭😏
Escreva um texto humorado e sarcástico.
A reportagem do Financial Times descreve a família Bolsonaro como uma espécie de versão brasileira da família Trump, marcada por radicalismo, personalismo e uma política baseada em celebridade, redes sociais e disputa pelo poder.
Mas aí entra o sujeito inconveniente da sala. O cidadão que estraga o jantar porque resolveu fazer uma pergunta.
O detalhe que ninguém quer colocar na manchete
O Financial Times olha para Bolsonaro e Trump e diz, em resumo:
— Vejam que coisa curiosa! Famílias políticas radicalizadas, personalistas, midiáticas, disfuncionais, capazes de transformar política em espetáculo!
E eu, que sou aquele sujeito insuportável que aparece com uma pergunta quando todo mundo já está brindando, levanto a mão:
“Tá. Mas quem paga a conta?”
Porque existe uma pequena questão que costuma desaparecer convenientemente quando se fala de populismo, extremismo político e grandes famílias políticas.
Trump não surgiu do nada.
Bolsonaro também não.
Eles não foram encontrados numa floresta, dentro de um ovo cósmico, e posteriormente entregues à humanidade pelas redes sociais.
Existe eleitorado.
Existe estrutura partidária.
Existe dinheiro.
Existem grupos econômicos.
Existem interesses organizados.
Existem empresários, financiadores, veículos de comunicação, plataformas digitais, grupos de pressão e uma multidão de pessoas dispostas a transformar indignação política em capital eleitoral.
Ou seja: o problema não é apenas o personagem.
É também o público pagante.
E aqui mora uma ironia deliciosa.
O jornal pode fazer uma sofisticada análise sobre como Trump e Bolsonaro representam a fusão entre celebridade, redes sociais e poder.
Mas alguém precisa perguntar:
“E quem estava comprando o ingresso para o espetáculo?”
Porque político radical sem público é apenas um sujeito falando sozinho.
Político radical sem estrutura é apenas um sujeito gritando na praça.
Político radical sem financiamento pode continuar gritando — mas terá muito mais dificuldade para transformar o grito em campanha nacional.
E político radical sem gente disposta a votar nele...
Bom, aí temos apenas um influencer particularmente barulhento.
A coisa fica ainda mais engraçada quando a elite econômica descobre o populismo depois que ele começa a produzir efeitos que ela não esperava.
É aquela velha história:
“Nós queríamos o candidato que atacava o sistema, não necessariamente que atacasse as nossas expectativas sobre como o sistema deveria funcionar!”
Surpresa!
O Frankenstein descobriu que tinha vontade própria.
E talvez essa seja uma das perguntas mais interessantes que uma análise sobre Bolsonaro e Trump poderia fazer:
Não apenas “por que eles são assim?”
Mas:
“Que condições sociais, econômicas, midiáticas e políticas permitiram que eles chegassem tão longe?”
Porque culpar exclusivamente o político é extremamente confortável.
Transforma um fenômeno coletivo em problema individual.
Fica parecendo que basta retirar o personagem do palco e pronto: democracia restaurada, sociedade vacinada, capitalismo em paz e todo mundo pode voltar para casa.
Só existe um pequeno problema.
O palco continua lá.
E, enquanto houver gente financiando o espetáculo, gente comprando ingresso e gente acreditando que política é apenas escolher qual celebridade gritará mais alto no próximo episódio...
Sempre haverá alguém disposto a fazer o papel do próximo Trump ou do próximo Bolsonaro.
A pergunta incômoda, portanto, não é apenas:
“Quem são esses caras?”
É:
“Quem tornou possível que eles fossem esses caras?”
Agora sim começamos a ter uma conversa interessante.
E provavelmente é justamente nesse momento que algum executivo do Financial Times olha para o texto e murmura:
— Roberto, você está estragando a matéria.
E eu:
— Desculpe. É o meu senso crítico. Ele não respeita paywall. 🤭😏
Criado com ChatGPT.
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