segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Quem está pagando a conta?

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/financial-times-compara-cla-bolsonaro-aos-trump-e-dispara-radical-e-disfuncional/

Aí chega um chato com senso crítico (eu) e faz a pergunta:

"Os donos da Financial Time se dão conta de que Trump e Bolsonaro só são possíveis porque tem gente apoiando e financiando?" 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


A reportagem do Financial Times descreve a família Bolsonaro como uma espécie de versão brasileira da família Trump, marcada por radicalismo, personalismo e uma política baseada em celebridade, redes sociais e disputa pelo poder.

Mas aí entra o sujeito inconveniente da sala. O cidadão que estraga o jantar porque resolveu fazer uma pergunta.

O detalhe que ninguém quer colocar na manchete

O Financial Times olha para Bolsonaro e Trump e diz, em resumo:

— Vejam que coisa curiosa! Famílias políticas radicalizadas, personalistas, midiáticas, disfuncionais, capazes de transformar política em espetáculo!

E eu, que sou aquele sujeito insuportável que aparece com uma pergunta quando todo mundo já está brindando, levanto a mão:

“Tá. Mas quem paga a conta?”

Porque existe uma pequena questão que costuma desaparecer convenientemente quando se fala de populismo, extremismo político e grandes famílias políticas.

Trump não surgiu do nada.

Bolsonaro também não.

Eles não foram encontrados numa floresta, dentro de um ovo cósmico, e posteriormente entregues à humanidade pelas redes sociais.

Existe eleitorado.

Existe estrutura partidária.

Existe dinheiro.

Existem grupos econômicos.

Existem interesses organizados.

Existem empresários, financiadores, veículos de comunicação, plataformas digitais, grupos de pressão e uma multidão de pessoas dispostas a transformar indignação política em capital eleitoral.

Ou seja: o problema não é apenas o personagem.

É também o público pagante.

E aqui mora uma ironia deliciosa.

O jornal pode fazer uma sofisticada análise sobre como Trump e Bolsonaro representam a fusão entre celebridade, redes sociais e poder.

Mas alguém precisa perguntar:

“E quem estava comprando o ingresso para o espetáculo?”

Porque político radical sem público é apenas um sujeito falando sozinho.

Político radical sem estrutura é apenas um sujeito gritando na praça.

Político radical sem financiamento pode continuar gritando — mas terá muito mais dificuldade para transformar o grito em campanha nacional.

E político radical sem gente disposta a votar nele...

Bom, aí temos apenas um influencer particularmente barulhento.

A coisa fica ainda mais engraçada quando a elite econômica descobre o populismo depois que ele começa a produzir efeitos que ela não esperava.

É aquela velha história:

“Nós queríamos o candidato que atacava o sistema, não necessariamente que atacasse as nossas expectativas sobre como o sistema deveria funcionar!”

Surpresa!

O Frankenstein descobriu que tinha vontade própria.

E talvez essa seja uma das perguntas mais interessantes que uma análise sobre Bolsonaro e Trump poderia fazer:

Não apenas “por que eles são assim?”

Mas:

“Que condições sociais, econômicas, midiáticas e políticas permitiram que eles chegassem tão longe?”

Porque culpar exclusivamente o político é extremamente confortável.

Transforma um fenômeno coletivo em problema individual.

Fica parecendo que basta retirar o personagem do palco e pronto: democracia restaurada, sociedade vacinada, capitalismo em paz e todo mundo pode voltar para casa.

Só existe um pequeno problema.

O palco continua lá.

E, enquanto houver gente financiando o espetáculo, gente comprando ingresso e gente acreditando que política é apenas escolher qual celebridade gritará mais alto no próximo episódio...

Sempre haverá alguém disposto a fazer o papel do próximo Trump ou do próximo Bolsonaro.

A pergunta incômoda, portanto, não é apenas:

“Quem são esses caras?”

É:

“Quem tornou possível que eles fossem esses caras?”

Agora sim começamos a ter uma conversa interessante.

E provavelmente é justamente nesse momento que algum executivo do Financial Times olha para o texto e murmura:

— Roberto, você está estragando a matéria.

E eu:

— Desculpe. É o meu senso crítico. Ele não respeita paywall. 🤭😏

Criado com ChatGPT.

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