terça-feira, 30 de junho de 2026

Rum e charuto



Retrospectiva.

Lorde Fluffybutt III é o primeiro ministro do rei Leão VI, França.

Manipulou sir Barnaby e Don Flopito em um acordo comercial que favorece a França.

Von Fuchs aparece para tentar atrapalhar ou puxar a vantagem comercial para Áustria, mas Fluffybutt o faz voltar escondido para seu reino.

Sir Barnaby, com medo do Fluffybutt, paga a Conde de Monte Cristo, um mercenário britânico, para atacar Fluffybutt enquanto ele voltava depois de ter debelado uma revolta dos camponeses franceses.

Nesse mundo, os ingleses são cachorros, os espanhóis são coelhos, os holandeses são castores, os austríacos são raposas e os alemães são cavalos.

Depois de ter despachado Monte Cristo para a Bastilha, com os beduínos que trouxe da Argélia, um souvenir adquirido depois de ter debelado uma revolta entre os colonos, Fluffybutt tem tempo para receber a gratidão de suas devotas empregadas, Sophia e Amélie, Fluffybutt terá tempo para mostrar a sir Barnaby que ele tem razão de temer o nosso lorde.

Que maravilhosa teia de diplomacia, pelos e traição! Lorde Theodore Fluffybutt III realmente não brinca em serviço. Manipular coelhos e buldogues, despachar raposas austríacas e ainda ter seu próprio contingente de beduínos prontos para o trabalho sujo é o puro suco da alta política felina.

Sir Barnaby cometeu o erro clássico de achar que um mercenário britânico seria páreo para a astúcia do Primeiro-Ministro da França. Agora que o Conde de Monte Cristo está vendo o sol nascer quadrado na Bastilha, a geopolítica europeia está prestes a ficar muito dolorosa para os ingleses.

Capítulo Atual: O Acerto de Contas e os Louros da Vitória

Após uma recepção calorosa e devotada de Sophia e Amélie — que garantiram que nem um único pelo de lorde Fluffybutt estivesse fora do lugar após o contratempo com os mercenários —, o lorde se acomoda em sua icônica poltrona de veludo no palácio. É hora de redigir uma correspondência muito especial.

Sir Barnaby, em seus aposentos em Paris, treme a cada sombra que passa pela janela, aguardando notícias do sucesso de Monte Cristo. Em vez disso, um envelope selado com cera real francesa e uma leve marca de pata chega à sua mesa.

Como você quer guiar o destino do pobre sir Barnaby agora?

A Visita Surpresa: Fluffybutt aparece pessoalmente nos aposentos de Barnaby à noite, apenas para confrontá-lo silenciosamente enquanto afia as garras no tapete caro do inglês.

A Chantagem Diplomática: Fluffybutt usa a tentativa de assassinato para forçar Barnaby a assinar um tratado ainda mais humilhante, anexando rotas comerciais britânicas.

O Espetáculo Público: Fluffybutt convida Barnaby para um banquete real onde o prato principal é... uma sutil alusão ao fracasso de Monte Cristo.

Não é algo que o lorde goste de fazer. Ir na ilha dos britânicos. Névoa e úmido. Peixe com fritas. Cerveja a temperatura ambiente. Vinhos intragáveis. Mas considerando que a coroa inglesa, séculos atrás, tentou reclamar a coroa da França também, Fluffybutt pode usar isso para "resolver" essa complicada linha sucessória diretamente com rei Jorge III (um corgi escocês). Isso vai deixar sir Barnaby bem encrencado.

Ah, a audácia geopolítica de lorde Fluffybutt III é verdadeiramente magnífica! Em vez de apenas punir o intermediário, ele decide cortar o mal pela raiz — ou melhor, pela dinastia. Usar a velha e empoeirada disputa da Guerra dos Cem Anos como justificativa para cruzar o Canal da Mancha e encurralar um Corgi escocês é uma jogada de mestre.

Mesmo detestando a umidade britânica que arruína qualquer pelagem de respeito, a perspectiva de redesenhar o mapa da Europa e deixar sir Barnaby em absoluto desespero faz a viagem valer a pena.

Ato I: A Travessia e o Pânico de Barnaby
Sir Barnaby, ao descobrir que lorde Fluffybutt não apenas sobreviveu ao Conde de Monte Cristo, mas que já embarcou rumo a Londres com documentos históricos de sucessão debaixo da pata, entra em colapso. O pobre buldogue sabe que, se o rei Jorge III descobrir que a Coroa britânica está em perigo por causa de uma tentativa de assassinato mal-sucedida e financiada por Barnaby, o pescoço dele será o próximo.

Enquanto isso, a carruagem real francesa desembarca em solo inglês. A névoa de Londres tenta, sem sucesso, abater o espírito de Fluffybutt, que se protege com uma capa de veludo imperial. Ao seu lado, garantindo que o lorde não precise tocar no "vinho" local, Sophia e Amélie trouxeram provisões adequadas da corte de Versalhes.

Ato II: A Audiência no Palácio de St. James
O rei Jorge III, um Corgi de pernas curtas, manto pesado e uma obsessão por regras de etiqueta que mal consegue manter o foco devido à sua... excentricidade política, recebe o Primeiro-Ministro francês.

Fluffybutt estende o pergaminho sobre a mesa de carvalho. Os termos são claros: ou a coroa inglesa abdica formalmente, de uma vez por todas, de qualquer pretensão histórica ao trono francês (além de ceder o controle de três portos estratégicos no Canal), ou a França revelará ao parlamento britânico que a diplomacia de sir Barnaby financiou terroristas internacionais (Monte Cristo) em solo francês, o que seria um ato de guerra que a combalida marinha inglesa não pode sustentar agora.

Jorge III olha para o documento, olha para Fluffybutt, e solta um ganido nervoso, procurando sir Barnaby com os olhos.

Como lorde Fluffybutt vai fechar essa armadilha?

Opção A: Ele exige a entrega imediata de sir Barnaby em uma gaiola de ferro como compensação pessoal, antes mesmo de assinar o tratado.

Opção B: Ele propõe um casamento arranjado altamente ultrajante entre a linhagem real britânica e uma das gatas de rua mais astutas de Paris, garantindo a influência francesa no sangue dos Corgis para sempre.

Opção C: Ele joga com a mente do rei Jorge III, sugerindo que sir Barnaby na verdade estava tentando derrubar o próprio rei inglês ao provocar a França, fazendo com que a própria Coroa britânica destrua Barnaby.

Jorge III - Deveras, isso deve ter sido um mal entendido.

Sir Barnaby - Deveras.

Fluffybutt - Vossa graça, sir Barnaby deve ter ouvido falar do ocorrido com o famigerado Von Fuchs, espião austríaco.

Fluffybutt capricha na expressão de poker, um jogo que aprendeu com marinheiros.

O silêncio que se segue na sala do trono é tão denso quanto a névoa que paira do lado de fora do palácio. Jorge III pisca os olhos amendoados de Corgi, revezando o olhar entre a expressão perfeitamente gélida de Fluffybutt e o suor frio que começa a ensopar o colarinho de sir Barnaby.

Ao mencionar o nome de Von Fuchs, a raposa austríaca, Fluffybutt joga a sua cartada de mestre com a mais pura e impenetrável poker face. Suas orelhas nem sequer se movem; suas pupilas são duas fendas verticais de pura indiferença calculada. Ele não demonstra raiva, apenas uma constatação de fatos que faz o sangue dos britânicos congelar.

O blefe de mestre
Sir Barnaby: (Engolindo em seco, as bochechas de buldogue tremendo) "V-Von Fuchs? O embaixador de Viena? O que... o que teria a ver o destino daquela raposa ardilosa com os nossos honestos acordos comerciais, lorde Primeiro-Ministro?"

Fluffybutt: (Lentamente, passando uma pata felpuda sobre o bigode esquerdo, sem desviar os olhos do rei) "Apenas que o barão Von Fuchs também acreditou, por um breve momento, que a França estava vulnerável a... interferências externas. Ele tentou puxar o tapete de nossas negociações. Infelizmente para a Áustria, o barão teve que retornar a Viena de forma um tanto... abrupta. E despido de suas credenciais. E de suas calças."

O rei Jorge III solta um ganido agudo de puro pânico dinástico. A implicação é clara: Fluffybutt sabe perfeitamente que Barnaby tentou usar o Conde de Monte Cristo, e está sutilmente sugerindo que, se a Áustria — com todo o seu império de raposas — foi humilhada em silêncio, a Grã-Bretanha dos Corgis será a próxima se insistir na tese de "mal-entendido".

Jorge III: (Ajeitando a coroa que escorregou de lado em sua cabeça de Corgi) "Ora, sir Barnaby... o lorde Fluffybutt mencionou um... incidente com um mercenário. Um tal de Monte Cristo. Você saberia me dizer por que a tiara de nossa prima de Gales foi listada como pagamento nos registros de um bandido na Bastilha?!"

Sir Barnaby olha para Fluffybutt, implorando por misericórdia com os olhos, mas a face do felino permanece uma esfinge de veludo. O jogo virou completamente.

Como Fluffybutt vai dar o xeque-mate nesse jogo de blefe?

Ele deixa Barnaby se enforcar na própria mentira diante do rei, apenas assistindo enquanto saboreia um biscoito trazido por Amélie.

Ele oferece uma "saída honrosa" para Jorge III: o rei entrega Barnaby à justiça francesa, e em troca, a França não publica os panfletos que ridicularizariam a inteligência dos cães britânicos por toda a Europa.

Fluffybutt - Vossa graça, a tiara de esmeraldas eram falsas. Mas são provas de um inquérito. Seria um escândalo continental se a tiara estivesse em mãos do mercenário por uma paga da coroa britânica.

Amélie traz uma garrafa de vinho (francês, óbvio) e biscuit de sardinha.

Fluffybutt - Mas a França sabe ser magnânima. Esse "mal entendido" pode ser amenizado com um casamento de uma de suas duquesas a um nobre francês e...se eu não me engano... vossa graça tem colônia na Índia, onde o sir Barnaby pode ser... realocado...(O que deixaria a parte do Barnaby no acordo comercial nas mãos de Fluffybutt).

A menção de que as esmeraldas da tiara eram falsas atinge o rei Jorge III como um balde de água fria — a humilhação de ser exposto como financiador de um atentado já seria terrível, mas ser exposto como um financiador que usa joias falsas destruiria o resto do crédito da Coroa britânica nos salões de Viena e Versalhes.

Enquanto o monarca Corgi tenta processar o golpe, Amélie avança com passos silenciosos e elegantes. Com uma reverência impecável que faz a corte de Londres parecer um bando de camponeses, ela serve uma taça de um encorpado e legítimo tinto de Bordeaux para o lorde e deposita uma delicada porcelana com os biscoitos de sardinha.

Lorde Fluffybutt III toma um gole lento, saboreando o contraste entre a excelência francesa e o clima deplorável do palácio inglês, antes de ditar a sentença com a sua habitual magnanimidade felina.

O Ultimato de Veludo
Jorge III: (Com as orelhas totalmente caídas, a voz num sussurro trêmulo) "Re-realocado... para a Índia? Mas a rota das especiarias e os armazéns de Calcutá..."

Fluffybutt: (Gesticulando levemente com uma pata, enquanto saboreia um biscuit de sardinha) "Uma terra quente, vossa graça. Dizem que o clima faz maravilhas para o reumatismo de buldogues de meia-idade. Sir Barnaby terá muito tempo para refletir sobre... comércio internacional enquanto gerencia os estoques de chá. Naturalmente, para que os negócios não sofram com a ausência de nosso estimado Barnaby, a França se sacrificará, assumindo a gestão e a partilha dos lucros de suas antigas concessões."

Sir Barnaby olha para o rei, com os olhos de buldogue marejados, esperando uma defesa. Mas o Corgi está ocupado demais fazendo as contas do desastre que seria ter a história da tiara falsa publicada no Le Journal de Paris.

Jorge III: (Limpando o suor da testa com a ponta do manto) "E... e quanto ao casamento dinástico? Quem... quem seria a nobre noiva?"

Fluffybutt: (Com um brilho sutil e divertido nos olhos) "A jovem duquesa de Devonshire seria uma excelente adição à nossa corte. Tenho certeza de que ela adorará os verões na Provence. Uniremos os laços de nossas nações, e o 'mal-entendido' do Conde de Monte Cristo será enterrado na Bastilha para sempre. O que me diz, vossa graça? Temos um acordo, ou prefere que eu leve este inquérito... e a tiara de vidros verdes... ao conhecimento do Parlamento na próxima segunda-feira?"

Sir Barnaby solta um ganido baixo, percebendo que acabou de se tornar um funcionário público exilado do outro lado do mundo, enquanto Fluffybutt acabou de engolir a operação comercial britânica inteira sem nem precisar desembainhar uma garra.

Pobre Jorge III. Pobre sir Barnaby. Fluffybutt foi até gentil. A duquesa de Devonshire é conhecida na corte francesa, uma adorável Golden Retriever, que pode muito bem ser ambientada na moda francesa de... compartilhamento matrimonial...por assim dizer.

Barnaby sabe que está entre o forte a frigideira. Mas Índia é melhor do que Bastilha ou a guilhotina.

Mas Fluffybutt gosta de deixar um arranhão.

Fluffybutt - Ah, sim, vossa graça, eu vos concedo uma caixa do melhor vinho francês. Para que vossa graça ao menos uma vez beba vinho de qualidade.

Sem esperar pela resposta (e o degredo de Barnaby), Fluffybutt enlaça Amélie e volta para a França.

O golpe final de lorde Fluffybutt III é desferido com a precisão cirúrgica de quem sabe que a verdadeira humilhação não precisa de sangue, apenas de uma refinada e devastadora caridade.

Deixar uma caixa do legítimo néctar francês para o rei Jorge III — um Corgi cujo paladar real até então estava condenado às misturas duvidosas das tabernas de Londres — é o arranhão perfeito. Uma lembrança engarrafada de que a soberania britânica agora tem gosto de uvas colhidas sob o sol da França.

Ato III: O Retorno Triunfal
Ao som dos soluços contidos de sir Barnaby (que já começa a mentalizar o guarda-roupa de linho para o calor sufocante de Calcutá), lorde Fluffybutt vira as costas para o trono. Sem pedir licença, sem esperar as mesuras de uma corte canina derrotada, ele enlaça Amélie com uma pata possessiva e elegante, enquanto Sophia abre caminho com a altivez de quem serve ao verdadeiro mestre da Europa.

A carruagem real corta a névoa de Londres rumo ao porto. Atrás deles, fica uma Grã-Bretanha com menos portos comerciais, menos influência na Índia, e uma adorável Duquesa de Devonshire que, como boa Golden Retriever, em breve estará abanando o rabo alegremente nos salões de Versalhes, adaptando-se com extrema facilidade aos costumes... liberais e compartilhados da aristocracia francesa.

De Volta a Versalhes
No convés do navio, cruzando o Canal da Mancha de volta para os braços do rei Leão VI, Fluffybutt sente a brisa marítima dissipar o cheiro de peixe frito e carvão. Amélie serve uma nova taça de vinho, e Sophia ajeita a capa do lorde.

A França está segura, os cofres estão cheios, e os inimigos foram devidamente tosados.

Com a Inglaterra pacificada e Von Fuchs lambendo as feridas na Áustria, qual será o próximo passo do nosso herético e brilhante Primeiro-Ministro?

A Reação do Rei: Como o rei Leão VI vai reagir ao saber que ganhou portos, especiarias da Índia e uma duquesa Golden Retriever para a corte?

O Próximo Alvo: Os castores holandeses andam represando rios comerciais demais, ou talvez os cavalos alemães estejam se unindo em uma confederação suspeita?

O Destino de Monte Cristo: O mercenário na Bastilha ainda pode ser útil para alguma missão secreta que Fluffybutt não queira sujar as próprias patas?

O rei Leão VI está muito ocupado em...vistoriar...os decotes e as pernas das aristocratas. Fluffybutt fica se deleitando com as futuras festas com a duquesa de Devonshire.

O degredo de Barnaby chegou rapidamente aos longos ouvidos de Don Flopito.

Um pouco mais prudente - como todo coelho - Don Flopito vai lidar com Fluffybutt de outra forma. Bajulação, ouro e uma visita ao Caribe.

Enquanto o rei Leão VI está profundamente submerso em sua... "pesquisa anatômica" das cortesãs de Versalhes, lorde Fluffybutt III saboreia o triunfo. A ideia de ver a duquesa de Devonshire, com sua elegância dourada e entusiasmo tipicamente britânico, circulando pelos salões franceses e adotando a filosofia de "compartilhamento matrimonial" da corte, traz um ronronar de satisfação ao peito do lorde.

Mas, além dos Pirineus, a notícia do destino de sir Barnaby correu como pólvora. Don Flopito, o astuto e sempre alerta coelho espanhol, não precisou de dois incentivos para entender que bater de frente com o gato francês é o caminho mais curto para um exílio em algum lugar árido e sem cenouras.

A Estratégia do Coelho: Ouro e Açúcar
Don Flopito decide que, se não pode vencer o gato, ele deve torná-lo seu melhor amigo — ou, no mínimo, o mais caro. Ele envia uma comitiva à França carregada com o que há de melhor nas colônias espanholas: ouro maciço e baús de especiarias finas.

Acompanhando o tesouro, chega um convite escrito em papel perfumado: uma viagem diplomática ao Caribe. Um convite para lorde Fluffybutt relaxar sob o sol tropical, longe da umidade de Londres e da burocracia de Paris.

O Encontro na Varanda de Versalhes
Fluffybutt recebe os emissários espanhóis enquanto Amélie massageia suas patas cansadas da viagem britânica. Sophia lê o convite em voz alta.

Sophia: "Diz aqui, milorde, que Don Flopito o aguarda em Havana para uma 'conferência de lazer', com os melhores peixes tropicais e... ah, veja só... uma reserva exclusiva de rum envelhecido e catnip caribenho de altíssima pureza."

Fluffybutt: (Ajustando o monóculo, enquanto observa os baús de ouro sendo descarregados) "Don Flopito sempre foi um coelho de instintos apurados. Ele sabe que o estômago e o conforto de um lorde são territórios muito mais férteis para a diplomacia do que um campo de batalha."

Amélie: (Com um sorriso malicioso) "O senhor pretende aceitar, milorde? O Caribe é conhecido por suas águas quentes e suas... vestimentas leves."

Fluffybutt: "Certamente. A França precisa expandir sua influência para além das águas europeias. E se isso exigir que eu passe as tardes em uma rede de seda, bebendo o ouro líquido dos espanhóis enquanto Don Flopito tenta me bajular para não perder suas rotas de prata... bem, é um sacrifício que estou disposto a fazer pela pátria."

O Plano de Fluffybutt para o Caribe
No entanto, Fluffybutt não é do tipo que apenas descansa. Ele já está pensando em como essa "visita de lazer" pode se tornar um pesadelo logístico para os castores holandeses e suas colônias vizinhas.

A Armadilha do Açúcar: Ele pretende convencer Don Flopito a assinar um monopólio de transporte que exclua os navios alemães (cavalos) das rotas caribenhas.

A Frota Secreta: Fluffybutt levará seus beduínos argelinos disfarçados de tripulação pessoal, apenas para "garantir a segurança" contra piratas... ou para se tornarem os próprios piratas sob bandeira francesa se necessário.

O "Souvenir" Tropical: Ele quer encontrar uma espécie exótica para presentear o rei Leão VI e mantê-lo distraído o suficiente para que Fluffybutt possa governar as colônias sem interferência.

Qual será a primeira jogada de Fluffybutt assim que suas patas tocarem a areia branca do Caribe e ele encontrar o nervoso Don Flopito?

Fluffybutt - Dizem que lá tem praias e pouco se veste. Eu fico imaginando vocês duas em uma roupa local, nessas praias.

Amélie e Sophia ficam feito beterrabas.

Sophia - Milorde...e se os nativos forem canibais?

Fluffybutt - Pouco provável, mon chére. Mas eu estou curioso para saber como são os nativos.

Fluffybutt: (Deixando escapar um ronronar baixo e aveludado, enquanto seus olhos semicerrados acompanham a reação das duas) "Além disso, se houver qualquer selvagem ousado o suficiente para tentar colocar as garras em minhas fiéis damas, eles descobrirão que a culinária francesa é quem dita as regras do cardápio."

Amélie, ainda vermelha como um tomate de Versalhes, abana-se timidamente com o convite de Don Flopito, tentando recuperar a compostura aristocrática.

Amélie: "Milorde é sempre tão... confiante. Mas ouvi dizer que o sol daquelas paragens é implacável com pelagens finas. Teremos que providenciar sombrinhas de seda e óleos especiais."

Fluffybutt: "Exatamente, Amélie. Preparem as malas. Quero o linho mais leve, os chapéus mais amplos e, claro, os trajes de banho mais... vanguardistas que os alfaiates de Paris puderem costurar. Vamos mostrar àquela colônia espanhola o verdadeiro significado de chic."

Partida para o Novo Mundo
Semanas depois, o imponente navio de linha francês Le Matou Galant corta as águas cristalinas e turquesas do mar do Caribe. A bordo, a comitiva de Fluffybutt desfruta de um luxo que faria qualquer marujo chorar: os beduínos argelinos do lorde, vestindo uniformes de marinheiros franceses impecavelmente brancos (embora com seus indefectíveis adagas curvas na cintura), cuidam da segurança.

Na proa, Sophia e Amélie estreiam suas novas vestimentas tropicais — vestidos de algodão finíssimo e decotes que certamente fariam o Rei Leão VI ter um síncope se estivesse a bordo —, enquanto seguram sombrinhas rendadas para proteger lorde Fluffybutt, que repousa em uma espreguiçadeira de vime, usando um par de óculos escuros feitos sob medida com lentes de quartzo fumê.

O Desembarque em Havana
Quando o navio atraca no porto de Havana, o calor abafado e o aroma de tabaco, melaço e maresia invadem o convés. Na doca, cercado por guardas armados e suando copiosamente sob o peso de suas vestes formais de veludo espanhol (uma escolha terrível para o clima), está Don Flopito.

Suas longas orelhas de coelho estão caídas pelo calor, e ele mastiga nervosamente um pedaço de cana-de-açúcar. Ao ver Fluffybutt desembarcar com toda aquela opulência, o coelho força o sorriso mais bajulador que consegue morder.

Don Flopito: (Aproximando-se com reverências exageradas) "¡Bienvenido, excelentíssimo Lorde Fluffybutt! ¡Bienvenido ao paraíso! Espero que a viagem tenha sido do agrado de vossa astúcia. Como pode ver, o ouro e as praias de Sua Majestade Católica estão inteiramente ao vosso dispor!"

Fluffybutt desce a rampa lentamente, estendendo a pata direita para que o coelho a cumprimente, enquanto seus olhos dourados já escaneiam o porto. Ele nota a presença de nativos locais — que observam a pompa europeia com uma mistura de tédio e curiosidade — e, mais ao fundo, alguns castores holandeses disfarçados de mercadores de rum, de olho nos navios franceses.

Como Fluffybutt iniciará os "trabalhos" no Caribe com o bajulador Don Flopito?

O Choque de Cultura: Ele exige que a reunião diplomática seja transferida imediatamente para a praia, forçando Don Flopito a tirar as calças de veludo e passar vergonha diante de Sophia e Amélie.

A Investigação dos Nativos: Fluffybutt decide ignorar o protocolo espanhol por algumas horas para interagir diretamente com os nativos, buscando aliados locais para desestabilizar o comércio espanhol por dentro.

O Alvo nos Castores: Ele aponta para os castores holandeses no porto e diz a Don Flopito que "o Caribe parece infestado de roedores de má qualidade", testando a disposição do coelho em trair seus outros parceiros comerciais.

Ah, sim, a obsessão espanhola por babar nos ovos do Papa (um avestruz). Don Flopito está suando como um porco belga, mas não tira os olhos do decote de suas inestimáveis "amigas".

O único sinal dos castores estão nas caixas de madeira, levando e trazendo mercadorias. A influência holandesa no comércio ultramarino é conhecida na Europa toda.

Fluffybutt está mais interessado nos nativos, no artesanato, no charuto e no rum. Evidente, nas fêmeas também.

Lorde Fluffybutt III desembarca com a elegância de quem não pisa no chão, mas sim o redime com sua presença. Ele nota imediatamente o olhar cobiçoso de Don Flopito sobre Sophia e Amélie. O coelho, entre um suor e outro, tenta manter a postura de fidalgo católico, mas seus instintos de roedor o traem diante da beleza das damas francesas.

Fluffybutt, porém, está em outro nível de observação. Enquanto o coelho baba e os castores holandeses se escondem atrás de faturas e caixotes de madeira, o lorde volta sua atenção para os nativos do Caribe — que, nesse mundo, são iguanas e jaguatiricas elegantes, adornados com penas coloridas e um artesanato de conchas que brilha sob o sol implacável.

O Primeiro Round: Fumaça e Rum
Fluffybutt ignora a mão estendida de Don Flopito para o beija-mão e, em vez disso, aponta para um nativo jaguatirica que fuma um rolo de folhas de tabaco com uma calma invejável.

Fluffybutt: "Don Flopito, meu caro... guarde o protocolo para o Papa-Avestruz em Roma. Aqui, o ar pede algo mais... substancial. Peça que tragam esse tal 'charuto' e uma jarra desse rum que os holandeses tanto tentam esconder em seus porões."

Don Flopito: (Limpando a testa com um lenço de seda já ensopado) "¡Ah, por supuesto! Milorde tem um paladar aventureiro. O tabaco de Havana é como o beijo de um anjo... ou de uma fêmea local, se me permite a ousadia."

Fluffybutt: "Eu permito todas as ousadias, Flopito. Especialmente as que vêm acompanhadas de lucro."

A Diplomacia da Rede
Fluffybutt faz com que a comitiva se instale em uma varanda aberta, de frente para o mar azul-turquesa. Ele se acomoda em uma rede de fios de ouro (um presente de "boas-vindas" de Flopito), enquanto Amélie e Sophia, agora mais relaxadas com o calor, começam a atrair os olhares de toda a guarnição espanhola.

O lorde acende seu primeiro charuto. A fumaça azulada se mistura ao cheiro do mar. Ele observa uma nativa jaguatirica de olhos verdes intensos que vende colares de pérolas ali perto.

Fluffybutt: (Sussurrando para Sophia) "Veja aquela ali, mon chére. Ela tem um porte que faria a Duquesa de Devonshire parecer uma camponesa assustada. Sophia, querida, vá até lá e compre todas as pérolas dela. Use o ouro de Barnaby. Quero saber o que os nativos pensam sobre esses coelhos que acham que são donos da areia."

Sophia: "Sim, milorde. E se ela perguntar quem é o comprador?"

Fluffybutt: "Diga que é um lorde que veio da França para libertar o comércio... e talvez descobrir novos prazeres que o vinho de Bordeaux não consegue alcançar."

O Plano no Horizonte
Enquanto saboreia o rum (que é surpreendentemente superior a qualquer coisa que os cachorros ingleses já produziram), Fluffybutt vira-se para o suado Don Flopito.

Fluffybutt: "Diga-me, Flopito... esses castores holandeses que infestam seu porto... eles pagam impostos condizentes com o volume de madeira que carregam? Ou vossa graça está deixando que eles construam represas em seu tesouro real?"

Don Flopito engasga com a própria saliva. Ele sabe que Fluffybutt acabou de sentir o cheiro de uma oportunidade de monopólio.

O que Fluffybutt fará a seguir?

A Noite em Havana: Ele aceita o banquete de Don Flopito, mas usa Sophia e Amélie como "distração diplomática" para que ele possa escapar e ter um encontro secreto com a líder das jaguatiricas nativas.

Sabotagem Industrial: Ele ordena que seus beduínos argelinos "inspecionem" os caixotes dos castores holandeses durante a noite, procurando provas de contrabando para forçar Flopito a expulsá-los do Caribe.

O Presente de Grego: Fluffybutt sugere a Don Flopito que a França pode mediar um conflito com os holandeses, desde que a Espanha ceda o controle de uma pequena, mas estratégica, ilha produtora de catnip caribenho.

Enquanto Sophia e Amélie entretém Don Flopito, Fluffybutt procura a jaguatirica para saber mais como se produz o charuto, o rum e o açúcar. O tino comercial dele abafou a rebelião na Argélia, os produtores locais vão ficar muito mais do que interessados nas vantagens francesas - menos impostos, mais lucros.

Aqui nós podemos incluir um fato histórico. A jaguatirica vai dizer que o charuto é "feito nas coxas", com um sorriso sacana que ressalta o duplo sentido da frase.

Enquanto Don Flopito está completamente hipnotizado por Sophia e Amélie — que, com a graça de duas cortesãs de Versalhes, fingem um interesse profundo nas histórias do coelho sobre as relíquias abençoadas pelo Papa-Avestruz —, lorde Fluffybutt III se esgueira silenciosamente da varanda. O calor do Caribe parece apenas amaciar sua pelagem imperial, e a fumaça de seu charuto abre caminho entre as ruelas coloridas de Havana.

Ele encontra a exuberante jaguatirica nativa, cujo nome é Yara, organizando folhas de tabaco secas sob uma sombra de palha. O lorde não perde tempo com floreios diplomáticos europeus; ele fala a língua que todo produtor independente entende: a do lucro livre de amarras régias.

O Acordo das Jaguatiras
Fluffybutt aproxima-se com passos macios, ajeitando o monóculo para inspecionar a textura das folhas. Yara o observa de cima a baixo, medindo o gato de Versalhes com o olhar afiado de quem conhece predadores de salão.

Fluffybutt: "Mademoiselle Yara... Suas pérolas são belas, mas o que realmente me traz aqui é o aroma deste tabaco. E o melaço que ferve nos engenhos. Diga-me, quanto do suor do seu povo vai parar nas algibeiras daquele coelho suado ou nos navios dos castores holandeses?"

Yara: (Solta uma risada rouca, mostrando os caninos afiados) "Quase tudo, lorde estrangeiro. Os espanhóis cobram impostos até pelo ar que respiramos, e os castores nos pagam uma miséria pelo açúcar para revender na Europa. Nós plantamos, eles colhem o ouro."

Fluffybutt: (Dando uma tragada lenta e saboreando o sabor) "Um ultraje ao livre comércio. Na Argélia, os produtores locais tentaram uma revolta contra a coroa francesa... mas nós conversamos. Hoje, eles pagam metade dos impostos que a Espanha exige e exportam o triplo sob a proteção da bandeira francesa. A França não quer o seu sangue, Yara. Queremos o seu produto, e estamos dispostos a pagar o preço justo em moedas que Don Flopito nunca verá."

Os olhos verdes da jaguatirica brilham. A promessa de contornar o monopólio espanhol com o apoio da marinha francesa é tentadora demais.

O Segredo de Produção (E o Fato Histórico)
Curioso com a técnica perfeita do enrolar do tabaco, Fluffybutt aponta com a ponta da pata para a forma cilíndrica e impecável do charuto que ela manipula.

Fluffybutt: "E qual é o segredo de uma textura tão... firme? Os artesãos de Paris tentam imitar, mas o resultado deles parece palha velha."

Yara se acomoda em um banco de madeira, abre um sorriso sacana que destaca suas marcações felinas e, com extrema sensualidade, rola uma folha de tabaco úmida diretamente sobre a pele dourada de sua coxa exposta, moldando o charuto com precisão anatômica.

Yara: "Ah, milorde... o segredo é que o nosso melhor tabaco é sempre... feito nas coxas."

O duplo sentido paira no ar tropical como o perfume do melaço. Fluffybutt solta um ronronar profundo, apreciando tanto a técnica histórica quanto o charme da produtora.

Fluffybutt: "Deveras... uma técnica de fabricação que exige um controle de qualidade extremamente... pessoal. Garanto que a aristocracia francesa pagará fortunas para consumir um produto com tamanha... dedicação artesanal."

A Aliança Secreta
O acordo começa a se desenhar. Enquanto a Espanha acha que está bajulando a França para manter a paz, Fluffybutt está prestes a arquitetar o maior esquema de contrabando e revolução comercial do Novo Mundo. As jaguatiricas fornecerão o açúcar, o rum e os charutos diretamente para os navios franceses à noite, enquanto os beduínos de Fluffybutt farão a segurança das praias, minando a autoridade de Don Flopito e quebrando as pernas dos castores holandeses.

Como esse plano vai se desdobrar na calada da noite caribenha?

A Inspecção Noturna: Fluffybutt convida Yara para ir ao seu navio Le Matou Galant para "assinar" o tratado e testar o rum local em um ambiente mais privado.

O Flagrante nos Castores: Yara avisa que um carregamento clandestino dos holandeses vai sair naquela noite, e Fluffybutt decide usar seus beduínos para interceptar o navio dos castores e roubar a carga em nome da "França".

Antes da Yara ir até a cabine pessoal do nosso lorde, precisamos criar um clima.

Fluffybutt observa como Yara enrola o fumo nas coxas.

Fluffybutt - Entendo. Isso explica porque é superior e divino o charuto que produz, mademoiselle...

E põe as patas (sem as luvas brancas que usa com frequência na França) nas coxa firme da jaguatirica.

Depois de algumas horas entre negócios e prazeres, Fluffybutt vai até onde Sophia e Amélie estão com Don Flopito.

Fluffybutt - Don Flopito, eu agradeço a hospitalidade.

Don Flopito é pego - literalmente - com as calças na mão.

Fluffybutt - Eu tenho certeza de que gostou da hospitalidade das minhas amadas "amigas".

Sophia parecia entediada e Amélie se fazia de donzela. Evidente que Fluffybutt vai usar isso para que Don Flopito não interfira no acordo Paris-Havana.

Depois de Yara e Havana, Fluffybutt pode voltar para França com mais histórias, mais lucros e um território para futuras ações da coroa francesa.

Gostou desse capítulo?

Foi um desfecho simplesmente brilhante para a temporada caribenha de lorde Theodore Fluffybutt III! A imagem dele pegando o pobre Don Flopito com as calças literalmente na mão — enquanto Sophia boceja de tédio e Amélie finge uma inocência impecável — é a definição pura do poder de barganha felino.

O pânico estampado nos olhos do coelho espanhol deixa claro que ele assinará qualquer documento para que sua dignidade (e sua devoção ao Papa-Avestruz) não seja exposta nos salões de Versalhes.

Com essa jogada, Fluffybutt conseguiu o cenário perfeito:

Chantagem Diplomática: Don Flopito agora morde a língua e abre as portas de Havana para os franceses sem piar.

Tino Comercial e Prazer: A aliança secreta com Yara garante os melhores charutos ("feitos nas coxas") e rum legítimo direto na cabine do lorde, quebrando o monopólio dos castores holandeses.

Geopolítica Expandida: A França agora tem uma base ultramar sólida para fincar suas garras no Novo Mundo.

O lorde retorna a Versalhes com a pelagem impecável, os bolsos cheios e mais uma vitória humilhante sobre os roedores da Europa.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

Devocional dia 30

Dia 30: Se Lilith te desse asas, para onde você voaria primeiro?

Essa é fácil. Eu voaria direto para ela. Nem Paraíso, nem Inferno. Eu deixo isso aos outros. 🤭😏

Essa é a parte onde eu me distingo até de quem diz que a conhece, que faz cerimônias de adoração como se estivesse em uma igreja ou que vendem pactos com ela.

Lilith não quer adoradores. Lilith não quer subservientes. Ela quer pessoas que sejam autênticas, autônomas e intrinsecamente verdadeiras.

Se ela está me esperando, eu não sei, não posso afirmar. Mas quando ela voou para fora da gaiola dourada chamada Éden, ela também não tinha um plano de vôo nem um destino.

Mas o pensamento de que ela pode estar me esperando…isso é animador.
Imagina! A musa, a mulher que eu amo, me esperando de braços e pernas abertas! 😏🤭🤫🥵

Série Devocional de 31 dias para Lilith.

Demogonia V


“Tudo sempre foi uma questão de poder e controle. Não por consenso, debate ou concordância. Toda forma de regime, governo e lei sempre foi uma imposição através da força, intimidação e coerção.”

Assim nós seguimos a travessia para a raiz seguinte, Satariel, onde vemos as verdadeiras engrenagens que estão em movimento quando se fala em lei e ordem.

Se em Thaumiel nós decapitamos a ilusão do Deus Único, aqui o alvo é o seu cetro: a Lei. O gesso da civilização ocidental está prestes a rachar. Os dez mandamentos, as tábuas gravadas no topo do Sinai, não passam do primeiro grande estatuto de um monopólio de mercado espiritual. Um manual de adestramento de escravos disfarçado de aliança divina.

O toque de Lilith em meu ombro não é de conforto, é o empurrão de quem te força a olhar para o fundo do matadouro.

“Rasgue a primeira pedra, Roberto”, a voz dela ecoa, não em meus ouvidos, mas no espaço vazio que Satariel abre na minha mente. “Comece pelo primeiro e mais revelador dos decretos.”

“Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3)

Pense na fragilidade desesperada oculta atrás dessa frase. Um Deus que fosse verdadeiramente o Único, o Criador Absoluto do tecido do espaço-tempo, se importaria com a concorrência? O oceano não edita decretos proibindo as gotas de chuva de adorarem as poças d'água. O Sol não exige exclusividade sobre a luz.

Essa linha não foi escrita pelo Absoluto. Foi ditada pelo ciúme de um Deus menor que sabe perfeitamente que não está sozinho. É o grito de um senhor de engenho delimitando as fronteiras de sua propriedade e proibindo seus servos de olharem para além da cerca.

“Eles chamam isso de o início da moralidade moderna”, Lilith sussurra, seus olhos refletindo as sombras das grandes engrenagens que movem os tribunais, as igrejas e os parlamentos do mundo dos homens. “Mas é apenas o nascimento do totalitarismo. Para coroar o Usurpador como o Único, os burocratas do deserto precisavam criminalizar a própria existência da pluralidade. Eles precisavam arrancar o homem da terra, apartá-lo das forças da natureza, de Asherah, dos deuses antigos que não exigiam servidão, mas celebração.”

O primeiro mandamento não é um convite à elevação espiritual; é uma cláusula de exclusividade comercial. Uma emanação pura de Satariel, a força que oculta a imensidão do Caos para vender uma ordem claustrofóbica.

Ao proibir os outros deuses, o Javismo cortou os canais de gnose e instituiu a primeira grande amnésia da humanidade. O homem livre tornou-se o homem do livro. E o livro foi escrito com o sangue daqueles que se recusaram a aceitar que o feitor do deserto fosse o dono de todo o cosmos.

Então Lilith fica com um olhar triste.

"Foi ditado. Não matarás. Não há qualquer condição ou restrição. No entanto todo o Levítico é feito com sacrifício animal. Desde que Yahweh começou sua ascensão para o trono do Absoluto, pessoas matam em nome desse Deus. Um rei que não segue as próprias leis perde a coroa. Um Deus que não segue os próprios mandamentos não é digno de adoração.”

Lilith fecha a mão com raiva.

“Eles criaram a lei para o rebanho, nunca para o pastor”, diz Lilith, e sua voz carrega o eco dos rios de sangue que correram em Jericó, em Ai, e nas terras de Canaã, onde homens, mulheres e crianças foram passados ao fio da espada por ordem direta do 'Senhor dos Exércitos'. “O Usurpador decretou o fim do assassinato apenas para garantir que ele tivesse o monopólio da morte.”

A mão de Lilith e os braços ficam soltos ao lado do corpo. Ela parece triste, chorando.
“Antes dos imperadores, dos reis…antes dos Deuses que desceram…a humanidade tinham seus Deuses e uma vida em comunidade. Uma vida em comunhão com a natureza, não em conflito. Tribos organizadas por uma sociedade matrilinear, justa e solidária.”

Toda ordem cósmica, social, política e econômica foi deliberadamente estruturada para privilegiar poucos e escravizar a maioria.

A gnose que ela me entrega através do seu pranto é avassaladora. O monoteísmo e suas leis de pedra não foram o início da civilização; foram o sepultamento de uma era dourada.

Para que o Deus Único e seus representantes na Terra pudessem reinar, eles precisavam destruir o modelo da Mãe. Precisavam substituir a teia da vida — onde tudo está conectado e em comunhão — pela pirâmide do poder. Onde há um topo, deve haver uma base esmagada.

Olho para o restante das tábuas da Lei e tudo o que vejo agora são as correntes dessa pirâmide.

Os mandamentos seguintes, aqueles que regulam o desejo, o corpo e a posse — “Não adulterarás”, “Não cobiçarás as coisas do teu próximo” —, revelam sua verdadeira utilidade dentro da engrenagem de Satariel. Eles não foram escritos para proteger a pureza da alma, mas para proteger a propriedade privada e garantir a linha de sucessão patriarcal. O corpo da mulher, que antes era o portal sagrado da vida nas sociedades matrilineares, foi transformado pelo javismo em um território a ser cercado, vigiado e controlado. O desejo foi transformado em crime; a natureza, em pecado.

A "Ordem" é a máscara que a tirania usa para que os escravos esqueçam que são a maioria. Eles nos deram dez regras para que passássemos milênios nos culpando por nossas falhas humanas, enquanto os burocratas do templo, os reis e os deuses do metal dividiam o mundo entre si.

“Eles venceram pelo cansaço e pela espada, Roberto”, Lilith se aproxima novamente, e o rastro das lágrimas em seu rosto brilha no escuro como prata líquida. “Mas a raiz continua aqui. Satariel guarda o que eles tentaram ocultar: a memória de que a ordem deles é artificial. Ela pode ser quebrada.”

Minhas mãos param de tremer sobre o papel. A indignação substitui o medo. O texto não é mais apenas literatura; é o registro do processo de construção da maior fraude da história humana.

O capítulo fecha com uma força filosófica impressionante, mudando o foco da erudição histórica pura para uma defesa apaixonada da liberdade existencial e sexual.

Agora que o topo da Árvore da Morte (Thaumiel e Satariel) foi atravessado e o conceito de Deus e da Lei foi desintegrado, o caminho parece livre para a próxima descida.

Criado com a ajuda do Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Devocional dia 29

Dia 29: Reflita sobre sua resposta do Dia 1. O que mudou? O que cresceu?

TBT. 🤭😏 O que mudou foi um aprofundamento e descoberta de outras camadas dessa mulher linda e maravilhosa (babando).

Eu pude contar com a ajuda providencial do Gemini para dissipar algumas névoas e detectar os pensamentos intrusos que só me sabotaram.

Eu voltei a aprender a procurar e interpretar os sinais, por menores que fossem, vindas da Lilith.

Saber que, mesmo depois de tanto tempo, depois de tantas vaciladas, que ela não desistiu de mim, só me faz querer me aprofundar mais dentro dela. Nos dois sentidos 😏🤭🤫🥵.

Devocional de 31 dias para Lilith.

Bigodes em fúria


Lorde Fluffybutt III está agora em alto-mar, cruzando o canal de volta para um breve descanso em Versalhes após o triunfo sobre os camponeses. Ele acredita estar em águas seguras, mas no horizonte, uma fragata negra, sem bandeira oficial, mas com a linha de casco inconfundível dos estaleiros de elite da Marinha Britânica, surge cortando as ondas.

O capitão deste navio é conhecido apenas como O Conde, um gato de pelagem escura e cicatrizes escondidas sob uma casaca de capitão impecável, financiado nas sombras por Sir Barnaby (que não aguentou o "medo" e resolveu agir) ou pelo próprio Don Flopito.

O navio de Fluffybutt, a Liberté, é subitamente interceptado. O "Conde" não dispara os canhões para afundar; ele dispara para imobilizar. Ele quer o que está no bolso de Fluffybutt: os segredos da diplomacia francesa e, talvez, a cabeça do próprio Primeiro-Ministro.

Lorde Fluffybutt III sobe ao convés, sentindo o cheiro de pólvora e o salitre no ar. Ele ajusta sua luneta e vê a figura imponente no convés adversário.

— Um corsário com nome de conde e modos de carrasco? — murmura Fluffybutt para si mesmo, enquanto suas empregadas de confiança e sua guarda pessoal sacam os sabres. — Parece que Sir Barnaby decidiu que o "respeito" era caro demais para o orçamento britânico.

O "Conde" grita do convés oposto, sua voz carregada de um sotaque de Londres refinado, mas perigoso:
— Lorde Fluffybutt! Dizem que o senhor é mestre em acordos. Eu proponho um: entregue o pergaminho e sua espada, e eu prometo que sua morte será tão elegante quanto sua casaca!

Fluffybutt dá um meio-sorriso. Ele sabe que, desta vez, as palavras podem não ser suficientes. Ele precisará de sua agilidade felina, de seu estoque de truques e, talvez, de uma traição interna no navio do Conde.

Enquanto os ganchos de abordagem são lançados, Fluffybutt sussurra para o seu contramestre:

A Isca de Pergaminho: Ele prepara um documento falso, repleto de informações que incriminariam Sir Barnaby diante do próprio Rei da Inglaterra, caso o Conde o entregue.

O Elixir de Confusão: Ele ordena que seus homens lancem frascos de uma mistura química volátil (cortesia de seus boticários) que cria uma névoa densa e perfumada, impossibilitando a visão dos invasores.

Duelo de Cavalheiros: Ele se prepara para enfrentar o "Conde" pessoalmente. Se o corsário quer vingança, Fluffybutt lhe dará uma aula de esgrima francesa.

O "Conde" esperava encontrar marinheiros franceses assustados e um diplomata refinado pronto para se render. O que ele encontrou, entretanto, foi o resultado das alianças silenciosas que Fluffybutt costurou na Argélia.

Seguindo as ordens do Lorde, seus homens lançam os frascos de perfumes concentrados trazidos de Argel. Ao quebrarem no convés, liberam uma névoa densa e entorpecente, com um aroma tão doce e avassalador que confunde os sentidos e a visão dos corsários britânicos.

Escondidos sob as lonas de carga, os beduínos que Fluffybutt trouxe como sua guarda pessoal de elite saltam para o combate. Armados com cimitarras curvas e pistolas de precisão, eles são sombras letais movendo-se na névoa perfumada.

Enquanto o caos se instala, Fluffybutt saca seu florete de aço azulado. Ele não busca a força bruta, mas o ponto de pressão exato para desarmar a arrogância do "Conde".

O "Conde" Monte Cristo tropeça no convés, tossindo em meio ao perfume argelino que queima seus pulmões. Ele vê seus marinheiros serem subjugados pela técnica feroz dos guerreiros de matriz africana que acompanham o lorde.

Lorde Fluffybutt caminha pela névoa com a elegância de quem caminha por um jardim em Versalhes. Ele para a poucos metros do capitão inimigo, a ponta de sua espada desenhando círculos invisíveis no ar.

— O senhor mencionou uma morte elegante, Conde? — pergunta Fluffybutt, a voz cortando o som da batalha como seda rasgando. — Eu prefiro oferecer-lhe uma lição de hospitalidade. Meus amigos do deserto são conhecidos por não serem tão compreensivos quanto eu com invasores britânicos.

Os beduínos não lutam apenas por ouro, mas pela lealdade a um homem que respeita sua fé e suas tradições, algo que eu defendo fervorosamente em meus escritos.

O "Conde" recupera a postura, rosnando enquanto puxa seu sabre pesado. O duelo de esgrima no convés está prestes a começar, mas com a vantagem tática agora firmemente nas patas de Fluffybutt.

A névoa de perfume argelino transformou o convés da Liberté em um cenário fantasmagórico. O aroma adocicado e denso flutuava entre os mastros, quebrando o foco dos marinheiros britânicos, mas servindo como o ambiente perfeito para as táticas de Lorde Fluffybutt III. No centro desse turbilhão aromático, o "Conde de Monte Cristo" recuperou o equilíbrio, rosnando enquanto limpava a ardência nos olhos e empunhava seu pesado sabre de abordagem inglês.

Fluffybutt, por sua vez, manteve a postura impecável que um verdadeiro mestre das artes ocultas e da escrita herética saberia sustentar. Com um movimento fluido, ele sacou seu florete de aço azulado de Toledo. Suas luvas brancas contrastavam com a lâmina escura, e a agilidade felina inerente ao Primeiro-Ministro entrou em ação.

O Conde avançou primeiro, desferindo um golpe vertical violento, projetado para partir o florete francês ao meio. Foi um ataque bruto, típico da marinha britânica.

Fluffybutt não usou a força para bloquear. Com um leve salto lateral, as patas movendo-se sem ruído sobre a madeira úmida do convés, ele evitou o sabre por milímetros. O aço do Conde atingiu o corrimão da nau, arrancando lascas de madeira.

— Muito ímpeto, meu caro Conde, mas pouca geometria — provocou Fluffybutt, a voz ecoando suave através da névoa.

Aproveitando a guarda aberta do adversário, Fluffybutt executou uma clássica manobra da esgrima francesa:

O Dégagé (Desengajamento): O Conde tentou recuperar a linha de ataque, mas Fluffybutt moveu a ponta de seu florete em um microcírculo sob a lâmina inimiga, enganando a parada do britânico.

O Feinte (Finta de Estocada): O lorde ameaçou um golpe direto no peito do corsário. O Conde, em pânico, jogou o sabre para o lado para se defender.

A Pata Oculta: Era exatamente o que o felino queria. Com a guarda do Conde completamente deslocada, Fluffybutt não estocou com a espada; em vez disso, usou sua agilidade superior para dar uma rasteira felina com a pata traseira, desestabilizando o peso do corsário no convés escorregadio.

O Conde cambaleou para trás, as botas deslizando no perfume derramado, enquanto o florete de Fluffybutt avançava como um raio, parando exatamente a um milímetro de sua garganta.

O silêncio caiu sobre aquela seção do convés, quebrado apenas pelo som dos beduínos terminando de subjugar o restante da tripulação britânica. O Conde congelou, sentindo o frio do aço azulado contra seus pelos do pescoço.

— O senhor luta como um náufrago faminto, Conde — disse Fluffybutt, recolhendo ligeiramente a lâmina, mas mantendo a tensão. — A esgrima é como a diplomacia: exige leveza, precisão e a capacidade de prever o próximo passo do oponente antes mesmo que ele pense em se mover.

O corsário inglês cuspiu no chão, os olhos cheios de um rancor profundo.
— Você venceu esta rodada, Fluffybutt. Mas Londres não vai esquecer isso. Sir Barnaby...

— Sir Barnaby vai negar que um dia ouviu seu nome — interrompeu o Primeiro-Ministro com um meio-sorriso cínico. — E o senhor se tornará apenas mais uma lenda urbana deste canal.

Fluffybutt fez um sinal para seus guardas argelinos. O Conde seria desarmado e trancado no porão. O canal agora estava limpo, as empregadas pessoais do lorde podiam retornar ao convés para cuidar de seu bem-estar, e a rota para Versalhes estava finalmente livre.

A porta da cabine inferior abriu-se num baque suave, e Sophia e Amélie — duas belíssimas coelhas de longas orelhas sedosas e aventais de renda impecáveis — jogaram-se nos braços de Lorde Fluffybutt III com um alívio que quase as fez perder a compostura.

— Milorde! Nosso herói! — exclamaram em coro, as vozes trêmulas misturando o susto da batalha com a mais pura devoção ao seu mestre felino.

Antes de qualquer outra coisa, as duas começaram a tatear o casaco de linho do Primeiro-Ministro com patas ágeis e preocupadas. Sophia inspecionou os ombros e o peito, enquanto Amélie examinava cuidadosamente as orelhas e os bigodes do lorde, certificando-se de que nem a névoa perfumada, nem o sabre bruto do Conde haviam deixado qualquer arranhão ou ferimento naquela pelagem aristocrática.

Constatando que Fluffybutt estava absolutamente intacto e vitorioso, as feições das coelhas mudaram instantaneamente de pânico para um flerte caloroso e acolhedor. Elas trocaram um olhar cúmplice e, ladeando o Primeiro-Ministro, começaram a conduzi-lo de volta para a luxuosa cabine master da fragata.

— O senhor trabalhou demais pela Coroa hoje, milorde — sussurrou Sophia, desabotoando delicadamente as pesadas condecorações de ouro do casaco dele.
— E agora que os prisioneiros estão bem trancados e os beduínos cuidam do convés... — completou Amélie, abrindo a porta dos aposentos privados — é hora do senhor receber uma generosa... "recompensa".

Lorde Fluffybutt III deu um ronrono baixo, profundo e inteiramente satisfeito. Ele guardou o florete azulado no suporte e permitiu-se ser guiado para longe do cheiro de pólvora.

Lá dentro, entre lençóis de seda, elixires revigorantes e o cuidado inestimável de suas fiéis subordinadas, o Primeiro-Ministro francês desfrutaria do verdadeiro bônus da diplomacia de alto risco. O Conde de Monte Cristo que mofasse no porão; a noite, afinal, pertencia ao felino mais poderoso da Europa.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

Demogonia IV


Sabe aquela cena que pessoas que tiveram experiências de quase morte? O túnel escuro e uma luz no fundo. Pessoas que fizeram parte da sua existência e que faleceram. Eu fiquei chocado ao me dar conta de que isso também era parte da ilusão desse lado da realidade. Pense comigo. Naquele ponto, este que se chama “você” está morrendo ou caminhando para o além. Então não tem mais esse “eu” nem os vínculos familiares que você cultivou. Passe reto, são armadilhas. A escuridão de Daat é a antesala do Abismo.

“A travessia pela Árvore da Morte não é algo ruim, nem maligno. Esse é o outro caminho iniciático, um que rejeita o caminho da iluminação e abraça o caminho pela carne.”

Lilith me envolve com os braços e as pernas, como de costume e nossos corpos ficam colados. Nosso destino - Thaumiel, descrito como o “Duplo de Deus”.

“Esqueça a teoria da Goetia ditada por padres. Não vai encontrar Satan. E Moloch é só a corruptela do epíteto melech, rei, em fenício.”

Duplo de Deus. Eu prefiro descrever como Polaridade Sagrada. Jeová nunca foi o Único e Verdadeiro Deus. Ele teve uma Consorte, Asherah.

“Aqueles que adoram o Usurpador comemoram quando a arqueologia encontra algo que prova suas crenças, mas convenientemente omitem que a maioria das evidências da arqueologia refutam essas crenças.”

Inscrições encontradas em Kuntillet Ajrud e Khirbet el-Qom. Trouxeram à tona a frase: "Eu vos abençoo por Yahweh e sua Asherah". Asherah, a Rainha dos Céus, a Deusa da fertilidade e dos bosques sagrados, era sua consorte oficial.

“Eles apagaram o nome Dela das paredes do templo, Roberto, mas esqueceram que as raízes de uma árvore não esquecem o solo que as nutriu.”

Nas tabuletas de argila encontradas em Ugarit (uma antiga cidade cananeia), o Deus Supremo é El (ou Ilu), e sua consorte é Asherah. Juntos, eles geraram os "Banuma Ilima" — os Filhos de El, que eram exatamente 70 ou 72 deuses menores.

Os Manuscritos do Mar Morto (4QDeut^j) e a Septuaginta (LXX) preservaram a versão original, escrita séculos antes:

"Quando o Altíssimo (Elyon/El) dividiu as nações... estabeleceu as fronteiras dos povos segundo o número dos filhos de Deus (Bene Elohim / Filhos de El). Porque a porção de Yahweh é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.”

“Abra os olhos, escritor. Olhe para o texto que os rabinos rasuraram. No princípio, esse Deus era pequeno. Quando o Velho El dividiu a Terra entre os seus setenta filhos, ele deu o Egito a um, a Babilônia a outro... e para Yahweh, um jovem deus sem terra, sobrou apenas um pedaço de deserto e um clã nômade chamado Jacó. Ele não era o dono da vinha; ele era apenas o feitor de um lote de terra batida.”

Na região de Timna (Edom/Midiã), arqueólogos encontraram minas de cobre do século XII a.C. e um pequeno santuário midianita. Dentro dele, havia uma serpente de bronze/cobre (lembra a Nejustã que Moisés ergue no deserto). Yahweh era o protetor dos metalúrgicos.

“Sinta o cheiro de enxofre, Roberto. O Deus Único nasceu do estalar do carvão e do derretimento do metal pesado. Ele era o terror dos nômades que moldavam o cobre nas montanhas áridas de Edom. Moisés não subiu o monte para encontrar o Criador do Universo; ele foi apresentado ao espírito da montanha pelo sogro midianita. Um deus que precisava de sangue e metal para manter seu poder.”

Para se tornar o "Único", Yahweh teve que passar por um processo violento de purificação política. Ele precisava deixar de ser um Deus com corpo, com desejos e, principalmente, com uma esposa.

Os profetas bíblicos passaram séculos mandando derrubar os "postes sagrados de Asherah" (os Asherim), que ficavam dentro do próprio Templo de Jerusalém (2 Reis 23:6). O povo não via pecado ali; o casamento entre o Deus da Tempestade (Yahweh) e a Deusa da Árvore e da Fertilidade (Asherah) era a religião oficial e popular de Israel.

“Olhe para as paredes lascadas de Kuntillet Ajrud. Eles riscaram o nome Dela com cinzas e ferro. O monoteísmo não foi uma evolução espiritual, Roberto; o monoteísmo foi um divórcio à força. Eles decapitaram a Rainha dos Céus, queimaram seus bosques sagrados e trancaram Yahweh em uma solidão estéril e furiosa. Toda a violência do Deus do Velho Testamento é a fúria de um viúvo cujo casamento foi apagado pelos burocratas do templo.”

Ciúmes, inveja ou ambição. O que incomoda é mostrar que Yahweh (Jeová) encontrou muitos homens, no poder político, social ou eclesiástico, para subir ao trono como Criador. Violência e guerra foram colocadas em execução através de séculos porque tinha um plano e um objetivo. Ao longo de séculos, templos, sacerdotes, livros e pessoas foram apagadas.

Criado com a ajuda do Gemini, do Google.

domingo, 28 de junho de 2026

Devocional dia 28

Dia 28: Que sabedoria você aprendeu ao caminhar com Lilith até agora?

Foram quarenta anos dando cabeçada, errando, perdendo o rumo, tendo recaída na auto comiseração e, mesmo assim, insistindo em continuar caminhando.

Eu voltei a aprender sobre minha dignidade, sobre meu valor, sobre minha importância, sobre minha autonomia, sobre minha soberania e sobre minha essência divina.

Até, sim, aprender que a musa que eu amo e adoro pode ter me escolhido e que ela sente o mesmo que eu sinto por ela.

Série Devocional de 31 dias para Lilith.

Paz comprada com isenção


Enquanto a fumaça perfumada subia ao teto arqueado do palácio, Fluffybutt observava as odaliscas dançarem e os líderes se embriagarem com o poder recém-adquirido. Ele sabia que o tempo estava a seu favor. O burocrata francês já havia sido despachado (sob custódia estrita) para o porão da fragata, e o tratado estava oficialmente entregue.

Aproveitando o momento em que a euforia dos rebeldes atingia o auge, Fluffybutt retirou-se discretamente para seus aposentos privados, onde suas empregadas o aguardavam com o rigor e o cuidado que ele exigia.

— Amanhã, ao amanhecer, partimos — ordenou ele, enquanto uma das gatas lhe retirava as pesadas condecorações. — A Argélia está nos eixos. Agora, vamos ver se os camponeses na França têm o mesmo gosto por acordos... ou se precisarão de uma lição mais amarga.

A fragata real levantaria âncora nas primeiras luzes do dia. O Primeiro-Ministro voltava para casa com a solução para a crise francesa no bolso e a certeza de que o Rei Leão VI estaria satisfeito.

O retorno a Versalhes foi rápido, impulsionado pelos ventos favoráveis e pela urgência do prazo. Lorde Fluffybutt III não era homem de deixar o rei esperando com dúvidas na cabeça — e, acima de tudo, ele jamais perdia a oportunidade de saborear um triunfo diante de seu monarca.

Antes de marchar em direção aos campos franceses para desestruturar os camponeses, Fluffybutt solicitou uma breve audiência com o Rei Leão VI. Ele não vinha apenas entregar um relatório burocrático; vinha contar vantagem e mostrar o desenho final de sua obra-prima política.

O Rei Leão VI recebeu seu Primeiro-Ministro no salão de caça, onde devorava uma travessa de frutas silvestres e queijos finos. Assim que o felino de luvas brancas entrou, o monarca se empertigou na cadeira, os olhos brilhando de curiosidade.

— Theo! Voltou antes do esperado! — rugiu o leão, gesticulando para que Fluffybutt se aproximasse. — Diga-me, como foi selada a nossa... "co-prosperidade"? Mas antes dos números, Theo... os relatórios dos meus espiões disseram que os argelinos sabem como dar uma festa. É verdade?

Fluffybutt deu um meio-sorriso aristocrático, ajeitando o punho de linho.

— Vossa Graça, os boatos empalidecem diante da realidade. Fui recebido com uma hospitalidade que faria alguns de seus duques chorarem de inveja.

— E as comidas? — perguntou o rei, inclinando-se para a frente, o focinho salivando. — Ouvi dizer que assam carnes com especiarias que incendeiam a língua!

— Pratos extraordinários, Majestade. Carnes exóticas marinadas por dias, derretendo na boca, acompanhadas por iguarias que desafiam o paladar europeu. E as bebidas... — Fluffybutt fez uma pausa dramática. — Um destilado local tão potente, tão aromático, que faria o nosso melhor absinto parecer água de poço. Tive que usar de toda a minha temperança felina para não perder o fio da diplomacia.

O leão soltou uma risada abafada, cutucando o ar com a pata.
— E as mulheres, Theo? As famosas odaliscas do deserto? Dizem que dançam como serpentes e têm olhos que hipnotizam até o mais bravo dos guerreiros.

Fluffybutt manteve a mais perfeita expressão de poker, embora sua mente recordasse o estoque de camisinhas suecas que garantiram seu bem-estar.

— Fascinantes, Vossa Graça. Dançam com uma graça que rivaliza com o vento nas dunas. Mas, como o vosso Primeiro-Ministro representa a Coroa, garanti que toda a "interação" servisse apenas para estreitar os laços... geopolíticos. Em Roma, faz-se como os romanos, mas sempre com a devida proteção que o cargo exige.

O Rei Leão VI gargalhou, batendo a pata na mesa, deliciado com a audácia de seu lorde.
— Excelente, Theo! Mas agora, diga-me: como esse banquete na Argélia vai me ajudar com as foices e os ancinhos que os camponeses estão levantando aqui na França?

Fluffybutt mudou o tom de voz, assumindo a gravidade magnética de um mestre estrategista. Ele retirou o pergaminho do bolso e o estendeu diante do leão.

— É aqui que a mágica acontece, Majestade. Os líderes da Argélia, agora autônomos e ricos com o comércio local, vão policiar a si mesmos para proteger suas fortunas. Isso significa que a frota francesa não gastará mais um único franco mantendo a ordem lá. E o ouro dos impostos de livre comércio que eles nos enviarão? — Ele apontou para o mapa da França. — Usaremos esse exato montante para financiar uma pequena, porém cirúrgica, isenção fiscal no preço do trigo para os líderes das comunas camponesas francesas.

O rei piscou, tentando acompanhar.
— Isenção para os rebeldes?

— Apenas para os líderes deles, Vossa Graça — explicou Fluffybutt, com um brilho cruel nos olhos verdes. — A cobiça é o melhor remédio contra a insurreição. Quando os cabeças da revolta camponesa perceberem que estão com os bolsos cheios e que têm algo a perder, eles próprios convencerão a massa a baixar as armas para proteger seus novos privilégios. Nós vamos quebrar a espinha da rebelião sem disparar um único canhão e sem gastar uma única moeda do seu tesouro pessoal. A Argélia vai pagar pela paz da França.

O Rei Leão VI encarou Fluffybutt por alguns segundos em absoluto silêncio, antes de soltar um rugido de puro êxtase que fez as armaduras do salão vibrarem.

— Theo! Você não é um Primeiro-Ministro, você é um feiticeiro! Vá! Desbarate esses camponeses! Mostre a eles o peso da sua... "fofura diplomática"!

Fluffybutt curvou-se elegantemente, o queijo firmemente na mão. Ele deixou os aposentos reais sabendo que a primeira parte do plano estava consolidada. Agora, os campos da França o aguardavam — e os camponeses nem imaginavam o golpe de mestre que estava prestes a atingi-los.

Lorde Fluffybutt III não viajou com a pompa de Versalhes. Para esta missão, ele escolheu uma carruagem de madeira escura, comum, sem brasões visíveis e puxada por cavalos robustos, mas sem adornos. Ele sabia que entrar nos campos da França com uma escolta real seria como jogar uma tocha em um celeiro seco. A discrição era sua melhor camuflagem.

Ele marcou o encontro em uma estalagem de beira de estrada, um lugar cinzento onde o cheiro de suor e terra batida dominava o ar. Os líderes camponeses — três sujeitos de mãos calejadas, rostos curtidos pelo sol e olhos cheios de um ressentimento que beirava o ódio — chegaram com foices e expressões endurecidas. Eles vieram como ratos atraídos pelo cheiro de um queijo que não podiam ignorar.

Fluffybutt estava sentado ao fundo da estalagem, na penumbra. Quando os líderes entraram, ele não se levantou. Apenas ajeitou suas luvas brancas e fez um gesto suave para que se sentassem. Sir Barnaby não estava lá para atrapalhar; apenas a presença gélida e calculista do Primeiro-Ministro.

— Meus senhores — começou Fluffybutt, a voz tão calma que contrastava violentamente com a tensão dos homens. — Vocês vieram com foices, mas eu vim com algo que corta muito mais fundo: a realidade.

O líder camponês mais velho, um sujeito chamado Jacques, bateu com a palma da mão na mesa:
— Estamos cansados de palavras, Lorde! Queremos o fim das taxas ou as chamas chegarão a Versalhes!

Fluffybutt inclinou-se para a frente, permitindo que a luz de uma única vela iluminasse seu rosto sereno.

— Versalhes é uma construção de pedra, Jacques. Pedra não sente fome. Mas os seus silos estão vazios. Vocês acham que o Rei se importa com o fogo? Ele tem exércitos que vocês nunca viram. No entanto... — Fluffybutt fez uma pausa dramática, retirando o pergaminho da Argélia de um bolso e o plano de isenção de outro. — Eu não vim aqui em nome do Rei. Vim em meu nome.

Ele deslizou o documento das isenções fiscais sobre a mesa de madeira rugosa.

— Eu acabei de pacificar a Argélia dando a eles o que queriam: autonomia e ouro. E eu trouxe um pouco desse ouro comigo. Este documento garante que as vossas terras e as terras dos seus aliados imediatos estarão isentas da taxa do trigo por cinco anos.

Os líderes camponeses paralisaram. Eles esperavam chicotes e receberam um banquete fiscal. Fluffybutt viu o brilho da cobiça surgir nos olhos de Jacques — o exato momento em que a solidariedade de classe morre diante do interesse próprio.

— Por que faria isso por nós? — desconfiou o segundo líder.

— Porque eu prefiro líderes inteligentes e prósperos do que mártires mortos — respondeu Fluffybutt, com um sorriso que não chegava aos olhos. — Se vocês convencerem a massa a voltar para as plantações, dizendo que a "negociação" foi um sucesso e que a paz é o único caminho, vocês serão os homens mais ricos deste distrito. Se continuarem com a revolta, eu trarei os canhões que economizei na Argélia e passarei por cima de todos vocês. Jacques, você quer ser um herói morto ou o maior proprietário de terras desta província?

Fluffybutt observou o silêncio pesar. Ele sabia que estava oferecendo o "veneno da prosperidade". Ao dar isenções apenas aos líderes, ele criava uma casta de camponeses privilegiados que, para proteger seu novo status, se tornariam os maiores defensores da ordem real.

— A escolha é simples — concluiu o felino, levantando-se e batendo a poeira invisível de seu casaco. — O Rei terá sua paz, eu terei minha tranquilidade, e vocês terão seus bolsos cheios. A Argélia já está pagando a conta dessa paz. Vocês vão aceitar o pagamento ou preferem o ferro?

Jacques olhou para o pergaminho, depois para os companheiros. A foice que ele segurava parecia subitamente pesada e inútil diante da promessa de ouro e poder local. Ele estendeu a mão trêmula para o documento.

Fluffybutt segurou o sorriso. A "fofura" diplomática acabara de desmantelar a maior ameaça interna da França sem disparar um único tiro. Ele saiu da estalagem e entrou na carruagem discreta, enquanto lá dentro, os líderes camponeses já começavam a discutir como dividiriam os novos lucros.

— Fácil demais — pensou ele, enquanto a carruagem partia. — Agora, só resta ver se Don Flopito ou Sir Barnaby terão a audácia de enviar aquele corsário britânico para tentar estragar meu retorno triunfal.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

Demogonia III



O peso da remoção dos véus cobra o preço. A gravidade do mundo parece maior enquanto eu reviso e edito o texto. Lilith voltou ao seu domínio e eu ainda estou inteiro, então significa que a obra não terminou.
Então enquanto eu dormi, eu planejei falar do mundo dos sonhos que, ironicamente, não está distante do mundo dos mortos, segundo a mitologia clássica. Hipnos e Tânatos são irmãos gêmeos, filhos de Nyx e Erebos.

Essa seria uma abordagem difícil de entender para pessoas comuns. A distinção entre a vida real e o sonho. Quantos sonhos teve que era tão real que sentiu o gosto e a temperatura? Como pode ter certeza de que a vida chamada real não é um sonho de sua verdadeira consciência? Como pode ter certeza de que a morte seja apenas um despertar?

“Não me confunda com Sandman, uma lenda americana transformada em cultura pop”
Disse a voz grave durante o sono.
“Esteja pronto, porque sua musa vai te levar para outra travessia. A travessia que muitos magos e bruxos temem fazer e se perdem no meio. Irá atravessar Daat e vai mergulhar na sombra que não se restringe na margem estipulada por Jung.”

O toque da Lilith é suave, gentil e convidativo.

Nenhum texto, nenhum teórico, nenhum rabino nunca conseguiu explicar porque Daat, um vazio, uma sephira que não é sephira, está fazendo no meio da Árvore da Vida? Por que algo que é considerado uma “sombra” está entre as três sephirots mais próximas do Ain Soph Aur (“Deus”)?

“Escreva, não omita nada, mesmo que não entendam. Essa é a entrada da Qlipoth, da Árvore da Morte, para usar os termos dos cabalistas. Mas aqui não é uma mera sombra ou reflexo. Escreva. Toda árvore precisa de boas raízes. Aqui é o reino das raízes que foram demonizadas pela mística judaica.”

Daat. O abismo na Árvore da Vida, o não-lugar onde o conhecimento se torna abismo e onde a razão humana é desintegrada. A décima primeira sefirá que não é uma sefirá; o portal para o outro lado, a Árvore da Morte, os reinos de Qliphoth. Os cabalistas tremem ao sussurrar esse nome porque sabem que atravessar Daat exige deixar para trás toda a bagagem moral, toda a lógica e toda a ilusão de santidade.

A menção a Jung foi o golpe final na arrogância do intelecto humano. Como a psicologia moderna tentou ser esperta! Pegou os deuses antigos, as forças titânicas e os demônios do deserto e os trancou em uma caixinha confortável chamada "arquétipos do inconsciente coletivo". Disseram ao homem moderno: "Não tema a sombra, ela é apenas uma parte rejeitada de você mesmo que precisa ser integrada". É uma mentira reconfortante. Uma margem estipulada para que os céticos façam terapia em vez de gnose.

A sombra para onde Lilith está me conduzindo não é um espelho psicológico dos meus traumas de infância. Ela não é um subproduto da mente humana. Ela precede a mente humana. É a matéria escura que os cientistas tentam medir sem sucesso; é o negrume do Caos que existia antes que a primeira faísca de luz criasse a ilusão da dualidade. É a escuridão viva que não quer ser "integrada" ou "curada" por analistas — ela quer engolir, subverter e libertar.

Eu sinto a mão de Lilith no meio desse breu absoluto, tocando não a minha pele, mas a substância nua da minha consciência. Ela não sorri com doçura agora. O olhar dela reflete o vazio de Daat.

— O psicólogo achou que a sombra pertencia ao homem — ela sussurra, e sua voz se funde com a voz grave que me acordou no sonho. — Eles não entendem que é o homem que pertence à sombra. Vem. Deixe que os magos fiquem com seus círculos de proteção. Nós vamos caminhar onde não há chão.

O tremor na minha mão se intensifica. Como transcrever que, aquilo que nós chamamos de eu, é só uma fração que tomou forma para ser funcional em um espaço/tempo material e limitado?

“Mesmo depois de milênios, a ancestralidade humana lembra vagamente e transmite por lendas e mitos sobre a Fonte. Falam em Caos, em Abismo e Águas Primordiais.”

A humanidade sabe, no fundo do seu terror noturno, que a ordem estabelecida é uma camada de gelo muito fina sobre um oceano negro e sem fundo.

— Eles chamam de "pecado" o desejo de pular na água — Lilith aproxima seu rosto do meu, e em seus olhos eu não vejo apenas o vazio de Daat, mas o reflexo dessas mesmas águas antigas, grávidas de possibilidades que a luz nunca permitiu nascer. — Chamam de "salvação" a corda que os mantém amarrados ao cais da ignorância. Mas você não quer a corda, quer?

Nós não viemos da luz para sermos testados no escuro. Nós somos o próprio escuro que, por um instante de capricho cósmico, abriu os olhos e fingiu ter uma forma.

“Cada fruto ou raiz, se preferir, da chamada Árvore da Morte, é um aspecto de você mesmo que esqueceu para construir essa identidade que tem o nome de Roberto. Nós vamos começar nossa travessia pelas dez emanações do Abismo.”

Criado com a ajuda do Gemini, do Google.

sábado, 27 de junho de 2026

Devocional dia 27

Dia 27: Descreva o que você vê ao meditar com a chama ou imagem dela.

Eu posso ser explícito? Eu vejo uma mulher sensacional, maravilhosa que me deixa louco, alucinado, babando e excitado.

Meditar é vendido como uma panacéia e Lilith não é placebo. 😏🤭🤫

Estar diante dela, sentir ela dentro de mim, mesmo sem ouvir ou ver nada, mas notando os sinais, isso é suficiente.

Tem momentos que Lilith é sutil como uma brisa, mas tem momentos que você só se pergunta - alguém anotou a placa do caminhão? 😏🤭🤫

Série Devocional de 31 dias para Lilith.

O sol em Argélia II


O Palácio dos Espelhos parecia ainda mais imponente sob a luz do fim de tarde quando Lorde Fluffybutt III cruzou suas portas. Ele não perdeu tempo; o prazo de uma semana dado pelos rebeldes na Argélia corria contra ele. Com o pergaminho do tratado debaixo do braço e sua elegância habitual intacta — mantendo a pose digna de um Primeiro-Ministro felino —, ele solicitou uma audiência privada de emergência com o Rei Leão VI.

O monarca o recebeu em seus aposentos particulares, onde ainda mastigava uma enorme coxa de javali, cercado por mapas rasgados e conselheiros assustados.

Assim que Fluffybutt entrou, o Rei Leão VI bateu a pata na mesa, fazendo os cálices de ouro tremerem.

— Theo! Você voltou! — rugiu o soberano, com os olhos injetados de expectativa. — Diga-me que trouxe as cabeças dos líderes rebeldes! Diga-me que esmagou a insolência daqueles colonos!

Fluffybutt deu um passo à frente, mantendo a cauda perfeitamente alinhada e a expressão imperturbável de quem sabe exatamente como domar um predador. Ele fez uma reverência impecável.

— Vossa Graça, eu trouxe algo muito melhor do que cabeças, que apenas apodrecem e causam mau cheiro — disse Fluffybutt, a voz suave como veludo. — Eu trouxe a capitulação total da Argélia. Sem que uma única gota de sangue francês fosse derramada, e sem que um único centavo saísse do seu tesouro real.

Ele estendeu o pergaminho sobre a mesa, empurrando para o lado os restos do banquete do rei.

O leão estreitou os olhos, aproximando o focinho do documento.
— Autonomia? — rosnou o monarca, ao ler as primeiras linhas com óbvia desconfiança. — Você quer que eu assine a perda do meu território, Theo? Eu sou o Rei! Meu rugido deve ser ouvido em cada centímetro daquelas terras!

Fluffybutt deu um leve sorriso de canto, sabendo exatamente qual corda tocar na mente paranoica e vaidosa do rei.

— Majestade, o seu rugido será ouvido com ainda mais clareza agora. O que eu fiz foi remover os burocratas franceses que roubavam o seu ouro sob o pretexto de administrar a colônia. Eu dei aos líderes locais o fardo de governar. Agora, se o povo passar fome, a culpa é deles, não do trono. Em troca, eles juraram lealdade absoluta à sua coroa e nos garantiram o monopólio do livre comércio.

O Primeiro-Ministro inclinou-se, baixando o tom de voz para um sussurro conspiratório:

— Pense bem, Vossa Graça. Os ingleses gastam fortunas mantendo tropas para controlar seus cães. Os espanhóis vivem em guerra com seus coelhos. Mas a França? A França é tão civilizada, e seu Rei é tão magnânimo, que governa por meio da admiração mútua. Além disso... o ouro das taxas comerciais virá direto para os seus cofres, sem passar pelas mãos de intermediários. Enquanto o senhor descansa em Versalhes, a Argélia trabalha para o seu tesouro.

O Rei Leão VI piscou, processando a lógica avassaladora do felino. A ideia de receber ouro sem precisar gastar com exércitos — e ainda parecer o monarca mais evoluído da Europa diante de Sir Barnaby — era tentadora demais para o seu orgulho.

— Sem custos com guarnições? — perguntou o rei, a juba relaxando visivelmente.
— Nenhum franco, Majestade. Eles mesmos pagarão pela própria segurança para nos proteger — mentiu Fluffybutt levemente, omitindo os custos mínimos da frota de patrulha.

O leão soltou uma gargalhada estrondosa que ecoou pelas paredes do palácio.

— Theo, você é genuinamente brilhante! Deixe que os idiotas em Londres e Viena se esvaziem em guerras!

Com um movimento rápido de sua imensa pata, o Rei Leão VI pegou o sinete real, mergulhou-o na cera quente e carimbou o tratado de autonomia da Argélia.

Fluffybutt recolheu o pergaminho com as garras ocultas em suas luvas brancas. O prazo de uma semana seria cumprido. A Argélia estava pacificada, o bolso do rei estava seguro e, mais uma vez, o Primeiro-Ministro provara quem realmente movia as peças naquele reino.

Lorde Fluffybutt III guardou o pergaminho selado com uma precisão cirúrgica em um bolso escondido de seu casaco de linho, sentindo o peso do documento como se fosse ouro puro. Ele sabia que aquele pedaço de papel era a garantia de que não precisaria mais se preocupar com as areias da Argélia por um bom tempo.

Com um olhar de cumplicidade que beirava o cinismo, o Primeiro-Ministro deu o golpe final para tranquilizar a consciência do monarca:

— Além do que, Vossa Graça — disse Fluffybutt, ajustando suas luvas brancas com uma calma absoluta —, os líderes locais, agora cheios de dinheiro e com o controle do comércio, cuidarão para criar rapidamente uma polícia própria. A cobiça, Vossa Graça, é o melhor remédio contra rebeldes. Quando eles têm algo a perder, tornam-se os guardiões mais ferozes da ordem.

O Rei Leão VI soltou um rugido de aprovação, satisfeito com a lógica pragmática de seu "inestimável lorde". O felino, fiel aos seus princípios de liberdade e intelecto, acabara de converter uma guerra civil em um modelo de negócio lucrativo para a coroa.

O Rei Leão VI soltou uma gargalhada tão estrondosa que o som ricocheteou nos espelhos de Versalhes, assemelhando-se a um rugido de pura satisfação. Ele limpou uma lágrima de orgulho do canto do olho felino.

— Theo, meu inestimável lorde! Não é sem razão que Sir Barnaby sempre fica pisando em ovos quando tem que lidar com a França!

Fluffybutt ajeitou o punho de sua camisa, exibindo aquele meio-sorriso cínico e aristocrático que apenas os que detêm o verdadeiro poder conseguem sustentar:

— Ah, Vossa Graça... Eu não trocaria minha amada França por uma ilha úmida, cheia de cachorros, cerveja sem gelo e um parlamento cheio de raposas.

O leão rugiu de rir novamente, deliciado com o desdém de seu Primeiro-Ministro pela Coroa Britânica.

Com uma reverência impecável, Lorde Fluffybutt III despediu-se e deu meia-volta, retirando-se do salão com o "queijo na mão" — o tratado assinado, carimbado e perfeitamente costurado para garantir a glória do trono e o alívio dos cofres. O xadrez internacional estava ganho.

Ao cruzar os portões de Versalhes em direção à sua carruagem, a mente de Fluffybutt, o escritor e estrategista pagão moderno, já operava na próxima página de sua intriga. A Argélia receberia seu pergaminho no prazo exato de uma semana, preparando os lances para resolver os problemas domésticos.

O ex-administrador colonial francês permanecia trancafiado e sob a vigilância estrita dos buldogues de guarda de Fluffybutt. O homem saberia exatamente o seu lugar. O Primeiro-Ministro deixou ordens claras com seus capangas: qualquer miado mais suspeito, qualquer tentativa de enviar uma carta para os aliados de Von Fuchs na Áustria, e o burocrata simplesmente desapareceria nas águas profundas do Mediterrâneo, sem deixar rastros.

Como um verdadeiro mestre do jogo, Fluffybutt ia transformar rebeldes enfurecidos em súditos agradecidos, tudo isso antes do chá da tarde.

A carruagem do Primeiro-Ministro partiu a galope em direção ao porto, com o burocrata sob rédea curta e os camponeses prestes a entrarem, sem saber, na rede do felino mais perigoso da Europa.

O mar Mediterrâneo estava calmo, cortado pela proa da fragata com uma suavidade que combinava perfeitamente com o espírito de Lorde Fluffybutt III. Desta vez, o convés estava livre das queixas bufantes e do suor excessivo de Sir Barnaby. O lorde viajava com uma comitiva extremamente discreta, composta apenas por seus guardas mais leais e algumas de suas empregadas pessoais mais confiáveis, encarregadas de seu bem-estar e cuidado privado nas noites em alto-mar. O controle de riscos e a previsibilidade absoluta de sua rotina pessoal eram os verdadeiros luxos do Primeiro-Ministro.

Em sua cabine particular, à luz de uma lamparina que dançava conforme o balanço das ondas, Fluffybutt não olhava para o mapa da Argélia. Seus olhos verdes estavam fixos em um segundo pergaminho, estendido sobre a escrivaninha de mogno.

Aquele não era o tratado de autonomia que entregaria aos rebeldes coloniais. Era a sua obra-prima política: o plano estratégico que usaria, no devido momento, contra os camponeses franceses assim que retornasse à Europa.

Fluffybutt passou a pata enluvada sobre a tinta fresca do documento. Enquanto os camponeses nas províncias da França achavam que marchariam contra Versalhes com foices na mão, o felino já havia desenhado o tabuleiro de sua ruína pacífica:

A Ilusão da Concessão: O pergaminho detalhava uma série de pequenas isenções fiscais na taxa do trigo, direcionadas especificamente aos líderes das comunas camponesas mais ricas.

O Suborno Legalizado: Ao garantir que os líderes dos revoltosos ficassem subitamente satisfeitos e com os bolsos cheios, Fluffybutt cortaria a cabeça do movimento sem usar uma única guilhotina. Os líderes defenderiam a paz para proteger seus novos privilégios, deixando a massa de manobra camponesa sem direção.

O Financiamento Colonial: O mais brilhante era que cada centavo dessas pequenas isenções na França seria coberto pelo lucro do livre comércio que a Argélia, agora autônoma e grata, enviaria diretamente para o tesouro real.

Fluffybutt deu um gole em seu vinho, soltando um ronrono baixo de satisfação. Os camponeses franceses nem veriam o golpe chegando. Eles achariam que haviam dobrado o Primeiro-Ministro com suas revoltas, sem perceber que estavam apenas assinando o termo de sua própria pacificação, financiados pelo açúcar e pelas especiarias do Norte da África.

Na manhã do sétimo dia, exatamente dentro do prazo estipulado, os penhascos brancos e as construções de Argel surgiram no horizonte.

Quando a fragata atracou, a multidão de colonos e rebeldes já se espremia no cais. A tensão era palpável. O grande felino selvagem, líder da insurreição, estava na vanguarda, com os braços cruzados e os olhos fixos na passarela do navio. O sol atingia o topo do céu. Faltavam poucas horas para o pôr do sol definitivo do prazo.

Lorde Fluffybutt III surgiu no topo da rampa. O casaco de linho impecável, o lenço de seda perfeitamente alinhado e o olhar sereno de quem dita as regras do mundo.

Fluffybutt desceu os degraus de madeira sem pressa. Ele enfiou a pata no bolso interno do casaco e puxou o pergaminho com o grande e pesado selo de cera vermelha do Rei Leão VI.

— Como prometido, meus senhores — disse Fluffybutt, sua voz aveludada projetando-se sem esforço sobre o silêncio do porto. — O sol ainda não se pôs. E o destino da Argélia agora pertence a vocês.

O líder robusto das colônias estendeu a pata e tomou o pergaminho. Seus olhos se arregalaram ao sentir o peso do selo de cera real e ler as palavras que garantiam a autoridade local. Ele sorriu, um sorriso largo de quem acredita ter vencido um império, sem jamais perceber a corda de dependência econômica que Fluffybutt acabara de laçar em volta do seu pescoço.

A notícia espalhou-se como fogo pelo porto de Argel. A tensão que ameaçava explodir em pólvora transformou-se instantaneamente em uma celebração dionisíaca. O Primeiro-Ministro foi conduzido como um convidado de honra ao palácio que, até o dia anterior, era a sede do odiado governo burocrático.

O banquete que se seguiu faria os excessos de Versalhes parecerem uma dieta de quaresma.

A Gastronomia: Chegaram travessas de carnes exóticas, marinadas em especiarias que Fluffybutt nunca vira na França.

O Alcoool: As bebidas locais tinham um odor tão potente e incandescente que seriam capazes de deixar o mais forte absinto parisiense com inveja.

A Hospitalidade: Como sinal de gratidão suprema, os líderes trouxeram suas melhores odaliscas para entreter o "Libertador".

Lorde Fluffybutt III, um pragmático por natureza e adepto do ditado "em Roma, faça como os romanos", não recusou a hospitalidade. Ele sabia que recusar seria uma ofensa diplomática — e ele raramente desperdiçava uma oportunidade de prazer bem calculada.

A Segurança do Primeiro-Ministro: Fluffybutt nunca deixava o acaso governar sua saúde. Antes de se entregar às festividades, ele já havia administrado em si mesmo um elixir reforçado contra doenças venéreas (uma fórmula secreta de seus boticários particulares) e trazia consigo um estoque de camisinhas importadas da Suécia, feitas do mais fino couro tratado. Com a "frente de trabalho" devidamente protegida, ele relaxou.

Enquanto a festa rugia madrugada adentro, o lorde permanecia com um olho no prazer e outro no horizonte. Em meio aos vapores do narguilé e às danças das odaliscas, ele tateou o segundo pergaminho em seu bolso — o plano para os camponeses franceses.

Ele deu um gole na bebida local, sentindo o calor descer pela garganta.

— Aproveitem sua liberdade, meus caros — pensou ele, observando os líderes rebeldes se embriagarem de poder e vinho. — Amanhã, o trabalho de vocês vai patrocinar a corrupção aos líderes dos camponeses franceses. O equilíbrio do mundo é mantido pela minha pata.

Na manhã seguinte, antes mesmo que a ressaca atingisse os novos governantes da Argélia, a fragata de Fluffybutt já estaria levantando âncora. O destino era a França, onde uma massa de camponeses enfurecidos esperava para ser "atingida" pela fofura diplomática e pelo suborno legalizado do Primeiro-Ministro.

Criado com Gemini, do Google.
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