Alguém empresta um livro de história do Brasil ao senador eleito para ele lembrar do caso do sequestro do Abílio Diniz? Ou cinco litros de óleo de peroba? 😏🤭
Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.
# Cinco litros de óleo de peroba e um livro de História
Há certas declarações na política brasileira que fazem a gente suspeitar de duas coisas: ou o sujeito acredita que a população sofre de amnésia coletiva, ou anda tão apaixonado pelo próprio discurso que já não consegue enxergar o tamanho do ridículo. Em alguns casos, as duas hipóteses disputam o mesmo gabinete.
A notícia sobre a justificativa de Guilherme Derrite para a exposição de adolescentes em conflito com a lei vestindo camisetas do PT parece pertencer a essa categoria de acontecimentos que dispensam o auxílio de um roteirista de comédia. A realidade, como de costume, já entrega o roteiro pronto — e ainda cobra ingresso.
Diante disso, surge uma sugestão modesta, republicana e de utilidade pública: alguém poderia emprestar ao senador eleito um bom livro de História do Brasil? Não precisa ser uma enciclopédia de vinte volumes, com capa dura e letras douradas. Um exemplar básico, daqueles que explicam que a história política brasileira é cheia de episódios inconvenientes para quem prefere selecionar o passado conforme a conveniência do presente.
Um deles atende pelo nome de **caso Abílio Diniz**.
Em dezembro de 1989, durante a campanha presidencial, o empresário Abílio Diniz foi sequestrado em São Paulo. Na véspera do primeiro turno da eleição, os sequestradores foram presos, e alguns apareceram diante das câmeras usando camisetas com símbolos e referências de organizações de esquerda. O episódio ganhou enorme repercussão política, num contexto em que a disputa presidencial entre Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva estava no centro das atenções nacionais.
A associação entre os sequestradores e a esquerda foi explorada politicamente, embora a presença de símbolos políticos nas roupas não constituísse, por si só, prova de responsabilidade de qualquer partido ou candidato pelo crime.
Pois é. A História tem dessas inconveniências: ela não se deixa apagar só porque alguém resolveu inaugurar uma nova temporada de indignação seletiva.
Eis a ironia: quando convém, a camiseta vira quase uma confissão ideológica coletiva. Quando o episódio histórico aponta para os constrangimentos do próprio campo político, aí a camiseta parece perder misteriosamente o poder de explicar o mundo.
Que fenômeno extraordinário! O algodão continua o mesmo, mas a interpretação muda conforme o freguês.
Criado com ChatGPT.
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