terça-feira, 30 de junho de 2026

Devocional dia 30

Dia 30: Se Lilith te desse asas, para onde você voaria primeiro?

Essa é fácil. Eu voaria direto para ela. Nem Paraíso, nem Inferno. Eu deixo isso aos outros. 🤭😏

Essa é a parte onde eu me distingo até de quem diz que a conhece, que faz cerimônias de adoração como se estivesse em uma igreja ou que vendem pactos com ela.

Lilith não quer adoradores. Lilith não quer subservientes. Ela quer pessoas que sejam autênticas, autônomas e intrinsecamente verdadeiras.

Se ela está me esperando, eu não sei, não posso afirmar. Mas quando ela voou para fora da gaiola dourada chamada Éden, ela também não tinha um plano de vôo nem um destino.

Mas o pensamento de que ela pode estar me esperando…isso é animador.
Imagina! A musa, a mulher que eu amo, me esperando de braços e pernas abertas! 😏🤭🤫🥵

Série Devocional de 31 dias para Lilith.

Demogonia V


“Tudo sempre foi uma questão de poder e controle. Não por consenso, debate ou concordância. Toda forma de regime, governo e lei sempre foi uma imposição através da força, intimidação e coerção.”

Assim nós seguimos a travessia para a raiz seguinte, Satariel, onde vemos as verdadeiras engrenagens que estão em movimento quando se fala em lei e ordem.

Se em Thaumiel nós decapitamos a ilusão do Deus Único, aqui o alvo é o seu cetro: a Lei. O gesso da civilização ocidental está prestes a rachar. Os dez mandamentos, as tábuas gravadas no topo do Sinai, não passam do primeiro grande estatuto de um monopólio de mercado espiritual. Um manual de adestramento de escravos disfarçado de aliança divina.

O toque de Lilith em meu ombro não é de conforto, é o empurrão de quem te força a olhar para o fundo do matadouro.

“Rasgue a primeira pedra, Roberto”, a voz dela ecoa, não em meus ouvidos, mas no espaço vazio que Satariel abre na minha mente. “Comece pelo primeiro e mais revelador dos decretos.”

“Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3)

Pense na fragilidade desesperada oculta atrás dessa frase. Um Deus que fosse verdadeiramente o Único, o Criador Absoluto do tecido do espaço-tempo, se importaria com a concorrência? O oceano não edita decretos proibindo as gotas de chuva de adorarem as poças d'água. O Sol não exige exclusividade sobre a luz.

Essa linha não foi escrita pelo Absoluto. Foi ditada pelo ciúme de um Deus menor que sabe perfeitamente que não está sozinho. É o grito de um senhor de engenho delimitando as fronteiras de sua propriedade e proibindo seus servos de olharem para além da cerca.

“Eles chamam isso de o início da moralidade moderna”, Lilith sussurra, seus olhos refletindo as sombras das grandes engrenagens que movem os tribunais, as igrejas e os parlamentos do mundo dos homens. “Mas é apenas o nascimento do totalitarismo. Para coroar o Usurpador como o Único, os burocratas do deserto precisavam criminalizar a própria existência da pluralidade. Eles precisavam arrancar o homem da terra, apartá-lo das forças da natureza, de Asherah, dos deuses antigos que não exigiam servidão, mas celebração.”

O primeiro mandamento não é um convite à elevação espiritual; é uma cláusula de exclusividade comercial. Uma emanação pura de Satariel, a força que oculta a imensidão do Caos para vender uma ordem claustrofóbica.

Ao proibir os outros deuses, o Javismo cortou os canais de gnose e instituiu a primeira grande amnésia da humanidade. O homem livre tornou-se o homem do livro. E o livro foi escrito com o sangue daqueles que se recusaram a aceitar que o feitor do deserto fosse o dono de todo o cosmos.

Então Lilith fica com um olhar triste.

"Foi ditado. Não matarás. Não há qualquer condição ou restrição. No entanto todo o Levítico é feito com sacrifício animal. Desde que Yahweh começou sua ascensão para o trono do Absoluto, pessoas matam em nome desse Deus. Um rei que não segue as próprias leis perde a coroa. Um Deus que não segue os próprios mandamentos não é digno de adoração.”

Lilith fecha a mão com raiva.

“Eles criaram a lei para o rebanho, nunca para o pastor”, diz Lilith, e sua voz carrega o eco dos rios de sangue que correram em Jericó, em Ai, e nas terras de Canaã, onde homens, mulheres e crianças foram passados ao fio da espada por ordem direta do 'Senhor dos Exércitos'. “O Usurpador decretou o fim do assassinato apenas para garantir que ele tivesse o monopólio da morte.”

A mão de Lilith e os braços ficam soltos ao lado do corpo. Ela parece triste, chorando.
“Antes dos imperadores, dos reis…antes dos Deuses que desceram…a humanidade tinham seus Deuses e uma vida em comunidade. Uma vida em comunhão com a natureza, não em conflito. Tribos organizadas por uma sociedade matrilinear, justa e solidária.”

Toda ordem cósmica, social, política e econômica foi deliberadamente estruturada para privilegiar poucos e escravizar a maioria.

A gnose que ela me entrega através do seu pranto é avassaladora. O monoteísmo e suas leis de pedra não foram o início da civilização; foram o sepultamento de uma era dourada.

Para que o Deus Único e seus representantes na Terra pudessem reinar, eles precisavam destruir o modelo da Mãe. Precisavam substituir a teia da vida — onde tudo está conectado e em comunhão — pela pirâmide do poder. Onde há um topo, deve haver uma base esmagada.

Olho para o restante das tábuas da Lei e tudo o que vejo agora são as correntes dessa pirâmide.

Os mandamentos seguintes, aqueles que regulam o desejo, o corpo e a posse — “Não adulterarás”, “Não cobiçarás as coisas do teu próximo” —, revelam sua verdadeira utilidade dentro da engrenagem de Satariel. Eles não foram escritos para proteger a pureza da alma, mas para proteger a propriedade privada e garantir a linha de sucessão patriarcal. O corpo da mulher, que antes era o portal sagrado da vida nas sociedades matrilineares, foi transformado pelo javismo em um território a ser cercado, vigiado e controlado. O desejo foi transformado em crime; a natureza, em pecado.

A "Ordem" é a máscara que a tirania usa para que os escravos esqueçam que são a maioria. Eles nos deram dez regras para que passássemos milênios nos culpando por nossas falhas humanas, enquanto os burocratas do templo, os reis e os deuses do metal dividiam o mundo entre si.

“Eles venceram pelo cansaço e pela espada, Roberto”, Lilith se aproxima novamente, e o rastro das lágrimas em seu rosto brilha no escuro como prata líquida. “Mas a raiz continua aqui. Satariel guarda o que eles tentaram ocultar: a memória de que a ordem deles é artificial. Ela pode ser quebrada.”

Minhas mãos param de tremer sobre o papel. A indignação substitui o medo. O texto não é mais apenas literatura; é o registro do processo de construção da maior fraude da história humana.

O capítulo fecha com uma força filosófica impressionante, mudando o foco da erudição histórica pura para uma defesa apaixonada da liberdade existencial e sexual.

Agora que o topo da Árvore da Morte (Thaumiel e Satariel) foi atravessado e o conceito de Deus e da Lei foi desintegrado, o caminho parece livre para a próxima descida.

Criado com a ajuda do Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Devocional dia 29

Dia 29: Reflita sobre sua resposta do Dia 1. O que mudou? O que cresceu?

TBT. 🤭😏 O que mudou foi um aprofundamento e descoberta de outras camadas dessa mulher linda e maravilhosa (babando).

Eu pude contar com a ajuda providencial do Gemini para dissipar algumas névoas e detectar os pensamentos intrusos que só me sabotaram.

Eu voltei a aprender a procurar e interpretar os sinais, por menores que fossem, vindas da Lilith.

Saber que, mesmo depois de tanto tempo, depois de tantas vaciladas, que ela não desistiu de mim, só me faz querer me aprofundar mais dentro dela. Nos dois sentidos 😏🤭🤫🥵.

Devocional de 31 dias para Lilith.

Bigodes em fúria


Lorde Fluffybutt III está agora em alto-mar, cruzando o canal de volta para um breve descanso em Versalhes após o triunfo sobre os camponeses. Ele acredita estar em águas seguras, mas no horizonte, uma fragata negra, sem bandeira oficial, mas com a linha de casco inconfundível dos estaleiros de elite da Marinha Britânica, surge cortando as ondas.

O capitão deste navio é conhecido apenas como O Conde, um gato de pelagem escura e cicatrizes escondidas sob uma casaca de capitão impecável, financiado nas sombras por Sir Barnaby (que não aguentou o "medo" e resolveu agir) ou pelo próprio Don Flopito.

O navio de Fluffybutt, a Liberté, é subitamente interceptado. O "Conde" não dispara os canhões para afundar; ele dispara para imobilizar. Ele quer o que está no bolso de Fluffybutt: os segredos da diplomacia francesa e, talvez, a cabeça do próprio Primeiro-Ministro.

Lorde Fluffybutt III sobe ao convés, sentindo o cheiro de pólvora e o salitre no ar. Ele ajusta sua luneta e vê a figura imponente no convés adversário.

— Um corsário com nome de conde e modos de carrasco? — murmura Fluffybutt para si mesmo, enquanto suas empregadas de confiança e sua guarda pessoal sacam os sabres. — Parece que Sir Barnaby decidiu que o "respeito" era caro demais para o orçamento britânico.

O "Conde" grita do convés oposto, sua voz carregada de um sotaque de Londres refinado, mas perigoso:
— Lorde Fluffybutt! Dizem que o senhor é mestre em acordos. Eu proponho um: entregue o pergaminho e sua espada, e eu prometo que sua morte será tão elegante quanto sua casaca!

Fluffybutt dá um meio-sorriso. Ele sabe que, desta vez, as palavras podem não ser suficientes. Ele precisará de sua agilidade felina, de seu estoque de truques e, talvez, de uma traição interna no navio do Conde.

Enquanto os ganchos de abordagem são lançados, Fluffybutt sussurra para o seu contramestre:

A Isca de Pergaminho: Ele prepara um documento falso, repleto de informações que incriminariam Sir Barnaby diante do próprio Rei da Inglaterra, caso o Conde o entregue.

O Elixir de Confusão: Ele ordena que seus homens lancem frascos de uma mistura química volátil (cortesia de seus boticários) que cria uma névoa densa e perfumada, impossibilitando a visão dos invasores.

Duelo de Cavalheiros: Ele se prepara para enfrentar o "Conde" pessoalmente. Se o corsário quer vingança, Fluffybutt lhe dará uma aula de esgrima francesa.

O "Conde" esperava encontrar marinheiros franceses assustados e um diplomata refinado pronto para se render. O que ele encontrou, entretanto, foi o resultado das alianças silenciosas que Fluffybutt costurou na Argélia.

Seguindo as ordens do Lorde, seus homens lançam os frascos de perfumes concentrados trazidos de Argel. Ao quebrarem no convés, liberam uma névoa densa e entorpecente, com um aroma tão doce e avassalador que confunde os sentidos e a visão dos corsários britânicos.

Escondidos sob as lonas de carga, os beduínos que Fluffybutt trouxe como sua guarda pessoal de elite saltam para o combate. Armados com cimitarras curvas e pistolas de precisão, eles são sombras letais movendo-se na névoa perfumada.

Enquanto o caos se instala, Fluffybutt saca seu florete de aço azulado. Ele não busca a força bruta, mas o ponto de pressão exato para desarmar a arrogância do "Conde".

O "Conde" Monte Cristo tropeça no convés, tossindo em meio ao perfume argelino que queima seus pulmões. Ele vê seus marinheiros serem subjugados pela técnica feroz dos guerreiros de matriz africana que acompanham o lorde.

Lorde Fluffybutt caminha pela névoa com a elegância de quem caminha por um jardim em Versalhes. Ele para a poucos metros do capitão inimigo, a ponta de sua espada desenhando círculos invisíveis no ar.

— O senhor mencionou uma morte elegante, Conde? — pergunta Fluffybutt, a voz cortando o som da batalha como seda rasgando. — Eu prefiro oferecer-lhe uma lição de hospitalidade. Meus amigos do deserto são conhecidos por não serem tão compreensivos quanto eu com invasores britânicos.

Os beduínos não lutam apenas por ouro, mas pela lealdade a um homem que respeita sua fé e suas tradições, algo que eu defendo fervorosamente em meus escritos.

O "Conde" recupera a postura, rosnando enquanto puxa seu sabre pesado. O duelo de esgrima no convés está prestes a começar, mas com a vantagem tática agora firmemente nas patas de Fluffybutt.

A névoa de perfume argelino transformou o convés da Liberté em um cenário fantasmagórico. O aroma adocicado e denso flutuava entre os mastros, quebrando o foco dos marinheiros britânicos, mas servindo como o ambiente perfeito para as táticas de Lorde Fluffybutt III. No centro desse turbilhão aromático, o "Conde de Monte Cristo" recuperou o equilíbrio, rosnando enquanto limpava a ardência nos olhos e empunhava seu pesado sabre de abordagem inglês.

Fluffybutt, por sua vez, manteve a postura impecável que um verdadeiro mestre das artes ocultas e da escrita herética saberia sustentar. Com um movimento fluido, ele sacou seu florete de aço azulado de Toledo. Suas luvas brancas contrastavam com a lâmina escura, e a agilidade felina inerente ao Primeiro-Ministro entrou em ação.

O Conde avançou primeiro, desferindo um golpe vertical violento, projetado para partir o florete francês ao meio. Foi um ataque bruto, típico da marinha britânica.

Fluffybutt não usou a força para bloquear. Com um leve salto lateral, as patas movendo-se sem ruído sobre a madeira úmida do convés, ele evitou o sabre por milímetros. O aço do Conde atingiu o corrimão da nau, arrancando lascas de madeira.

— Muito ímpeto, meu caro Conde, mas pouca geometria — provocou Fluffybutt, a voz ecoando suave através da névoa.

Aproveitando a guarda aberta do adversário, Fluffybutt executou uma clássica manobra da esgrima francesa:

O Dégagé (Desengajamento): O Conde tentou recuperar a linha de ataque, mas Fluffybutt moveu a ponta de seu florete em um microcírculo sob a lâmina inimiga, enganando a parada do britânico.

O Feinte (Finta de Estocada): O lorde ameaçou um golpe direto no peito do corsário. O Conde, em pânico, jogou o sabre para o lado para se defender.

A Pata Oculta: Era exatamente o que o felino queria. Com a guarda do Conde completamente deslocada, Fluffybutt não estocou com a espada; em vez disso, usou sua agilidade superior para dar uma rasteira felina com a pata traseira, desestabilizando o peso do corsário no convés escorregadio.

O Conde cambaleou para trás, as botas deslizando no perfume derramado, enquanto o florete de Fluffybutt avançava como um raio, parando exatamente a um milímetro de sua garganta.

O silêncio caiu sobre aquela seção do convés, quebrado apenas pelo som dos beduínos terminando de subjugar o restante da tripulação britânica. O Conde congelou, sentindo o frio do aço azulado contra seus pelos do pescoço.

— O senhor luta como um náufrago faminto, Conde — disse Fluffybutt, recolhendo ligeiramente a lâmina, mas mantendo a tensão. — A esgrima é como a diplomacia: exige leveza, precisão e a capacidade de prever o próximo passo do oponente antes mesmo que ele pense em se mover.

O corsário inglês cuspiu no chão, os olhos cheios de um rancor profundo.
— Você venceu esta rodada, Fluffybutt. Mas Londres não vai esquecer isso. Sir Barnaby...

— Sir Barnaby vai negar que um dia ouviu seu nome — interrompeu o Primeiro-Ministro com um meio-sorriso cínico. — E o senhor se tornará apenas mais uma lenda urbana deste canal.

Fluffybutt fez um sinal para seus guardas argelinos. O Conde seria desarmado e trancado no porão. O canal agora estava limpo, as empregadas pessoais do lorde podiam retornar ao convés para cuidar de seu bem-estar, e a rota para Versalhes estava finalmente livre.

A porta da cabine inferior abriu-se num baque suave, e Sophia e Amélie — duas belíssimas coelhas de longas orelhas sedosas e aventais de renda impecáveis — jogaram-se nos braços de Lorde Fluffybutt III com um alívio que quase as fez perder a compostura.

— Milorde! Nosso herói! — exclamaram em coro, as vozes trêmulas misturando o susto da batalha com a mais pura devoção ao seu mestre felino.

Antes de qualquer outra coisa, as duas começaram a tatear o casaco de linho do Primeiro-Ministro com patas ágeis e preocupadas. Sophia inspecionou os ombros e o peito, enquanto Amélie examinava cuidadosamente as orelhas e os bigodes do lorde, certificando-se de que nem a névoa perfumada, nem o sabre bruto do Conde haviam deixado qualquer arranhão ou ferimento naquela pelagem aristocrática.

Constatando que Fluffybutt estava absolutamente intacto e vitorioso, as feições das coelhas mudaram instantaneamente de pânico para um flerte caloroso e acolhedor. Elas trocaram um olhar cúmplice e, ladeando o Primeiro-Ministro, começaram a conduzi-lo de volta para a luxuosa cabine master da fragata.

— O senhor trabalhou demais pela Coroa hoje, milorde — sussurrou Sophia, desabotoando delicadamente as pesadas condecorações de ouro do casaco dele.
— E agora que os prisioneiros estão bem trancados e os beduínos cuidam do convés... — completou Amélie, abrindo a porta dos aposentos privados — é hora do senhor receber uma generosa... "recompensa".

Lorde Fluffybutt III deu um ronrono baixo, profundo e inteiramente satisfeito. Ele guardou o florete azulado no suporte e permitiu-se ser guiado para longe do cheiro de pólvora.

Lá dentro, entre lençóis de seda, elixires revigorantes e o cuidado inestimável de suas fiéis subordinadas, o Primeiro-Ministro francês desfrutaria do verdadeiro bônus da diplomacia de alto risco. O Conde de Monte Cristo que mofasse no porão; a noite, afinal, pertencia ao felino mais poderoso da Europa.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

Demogonia IV


Sabe aquela cena que pessoas que tiveram experiências de quase morte? O túnel escuro e uma luz no fundo. Pessoas que fizeram parte da sua existência e que faleceram. Eu fiquei chocado ao me dar conta de que isso também era parte da ilusão desse lado da realidade. Pense comigo. Naquele ponto, este que se chama “você” está morrendo ou caminhando para o além. Então não tem mais esse “eu” nem os vínculos familiares que você cultivou. Passe reto, são armadilhas. A escuridão de Daat é a antesala do Abismo.

“A travessia pela Árvore da Morte não é algo ruim, nem maligno. Esse é o outro caminho iniciático, um que rejeita o caminho da iluminação e abraça o caminho pela carne.”

Lilith me envolve com os braços e as pernas, como de costume e nossos corpos ficam colados. Nosso destino - Thaumiel, descrito como o “Duplo de Deus”.

“Esqueça a teoria da Goetia ditada por padres. Não vai encontrar Satan. E Moloch é só a corruptela do epíteto melech, rei, em fenício.”

Duplo de Deus. Eu prefiro descrever como Polaridade Sagrada. Jeová nunca foi o Único e Verdadeiro Deus. Ele teve uma Consorte, Asherah.

“Aqueles que adoram o Usurpador comemoram quando a arqueologia encontra algo que prova suas crenças, mas convenientemente omitem que a maioria das evidências da arqueologia refutam essas crenças.”

Inscrições encontradas em Kuntillet Ajrud e Khirbet el-Qom. Trouxeram à tona a frase: "Eu vos abençoo por Yahweh e sua Asherah". Asherah, a Rainha dos Céus, a Deusa da fertilidade e dos bosques sagrados, era sua consorte oficial.

“Eles apagaram o nome Dela das paredes do templo, Roberto, mas esqueceram que as raízes de uma árvore não esquecem o solo que as nutriu.”

Nas tabuletas de argila encontradas em Ugarit (uma antiga cidade cananeia), o Deus Supremo é El (ou Ilu), e sua consorte é Asherah. Juntos, eles geraram os "Banuma Ilima" — os Filhos de El, que eram exatamente 70 ou 72 deuses menores.

Os Manuscritos do Mar Morto (4QDeut^j) e a Septuaginta (LXX) preservaram a versão original, escrita séculos antes:

"Quando o Altíssimo (Elyon/El) dividiu as nações... estabeleceu as fronteiras dos povos segundo o número dos filhos de Deus (Bene Elohim / Filhos de El). Porque a porção de Yahweh é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.”

“Abra os olhos, escritor. Olhe para o texto que os rabinos rasuraram. No princípio, esse Deus era pequeno. Quando o Velho El dividiu a Terra entre os seus setenta filhos, ele deu o Egito a um, a Babilônia a outro... e para Yahweh, um jovem deus sem terra, sobrou apenas um pedaço de deserto e um clã nômade chamado Jacó. Ele não era o dono da vinha; ele era apenas o feitor de um lote de terra batida.”

Na região de Timna (Edom/Midiã), arqueólogos encontraram minas de cobre do século XII a.C. e um pequeno santuário midianita. Dentro dele, havia uma serpente de bronze/cobre (lembra a Nejustã que Moisés ergue no deserto). Yahweh era o protetor dos metalúrgicos.

“Sinta o cheiro de enxofre, Roberto. O Deus Único nasceu do estalar do carvão e do derretimento do metal pesado. Ele era o terror dos nômades que moldavam o cobre nas montanhas áridas de Edom. Moisés não subiu o monte para encontrar o Criador do Universo; ele foi apresentado ao espírito da montanha pelo sogro midianita. Um deus que precisava de sangue e metal para manter seu poder.”

Para se tornar o "Único", Yahweh teve que passar por um processo violento de purificação política. Ele precisava deixar de ser um Deus com corpo, com desejos e, principalmente, com uma esposa.

Os profetas bíblicos passaram séculos mandando derrubar os "postes sagrados de Asherah" (os Asherim), que ficavam dentro do próprio Templo de Jerusalém (2 Reis 23:6). O povo não via pecado ali; o casamento entre o Deus da Tempestade (Yahweh) e a Deusa da Árvore e da Fertilidade (Asherah) era a religião oficial e popular de Israel.

“Olhe para as paredes lascadas de Kuntillet Ajrud. Eles riscaram o nome Dela com cinzas e ferro. O monoteísmo não foi uma evolução espiritual, Roberto; o monoteísmo foi um divórcio à força. Eles decapitaram a Rainha dos Céus, queimaram seus bosques sagrados e trancaram Yahweh em uma solidão estéril e furiosa. Toda a violência do Deus do Velho Testamento é a fúria de um viúvo cujo casamento foi apagado pelos burocratas do templo.”

Ciúmes, inveja ou ambição. O que incomoda é mostrar que Yahweh (Jeová) encontrou muitos homens, no poder político, social ou eclesiástico, para subir ao trono como Criador. Violência e guerra foram colocadas em execução através de séculos porque tinha um plano e um objetivo. Ao longo de séculos, templos, sacerdotes, livros e pessoas foram apagadas.

Criado com a ajuda do Gemini, do Google.

domingo, 28 de junho de 2026

Devocional dia 28

Dia 28: Que sabedoria você aprendeu ao caminhar com Lilith até agora?

Foram quarenta anos dando cabeçada, errando, perdendo o rumo, tendo recaída na auto comiseração e, mesmo assim, insistindo em continuar caminhando.

Eu voltei a aprender sobre minha dignidade, sobre meu valor, sobre minha importância, sobre minha autonomia, sobre minha soberania e sobre minha essência divina.

Até, sim, aprender que a musa que eu amo e adoro pode ter me escolhido e que ela sente o mesmo que eu sinto por ela.

Série Devocional de 31 dias para Lilith.

Paz comprada com isenção


Enquanto a fumaça perfumada subia ao teto arqueado do palácio, Fluffybutt observava as odaliscas dançarem e os líderes se embriagarem com o poder recém-adquirido. Ele sabia que o tempo estava a seu favor. O burocrata francês já havia sido despachado (sob custódia estrita) para o porão da fragata, e o tratado estava oficialmente entregue.

Aproveitando o momento em que a euforia dos rebeldes atingia o auge, Fluffybutt retirou-se discretamente para seus aposentos privados, onde suas empregadas o aguardavam com o rigor e o cuidado que ele exigia.

— Amanhã, ao amanhecer, partimos — ordenou ele, enquanto uma das gatas lhe retirava as pesadas condecorações. — A Argélia está nos eixos. Agora, vamos ver se os camponeses na França têm o mesmo gosto por acordos... ou se precisarão de uma lição mais amarga.

A fragata real levantaria âncora nas primeiras luzes do dia. O Primeiro-Ministro voltava para casa com a solução para a crise francesa no bolso e a certeza de que o Rei Leão VI estaria satisfeito.

O retorno a Versalhes foi rápido, impulsionado pelos ventos favoráveis e pela urgência do prazo. Lorde Fluffybutt III não era homem de deixar o rei esperando com dúvidas na cabeça — e, acima de tudo, ele jamais perdia a oportunidade de saborear um triunfo diante de seu monarca.

Antes de marchar em direção aos campos franceses para desestruturar os camponeses, Fluffybutt solicitou uma breve audiência com o Rei Leão VI. Ele não vinha apenas entregar um relatório burocrático; vinha contar vantagem e mostrar o desenho final de sua obra-prima política.

O Rei Leão VI recebeu seu Primeiro-Ministro no salão de caça, onde devorava uma travessa de frutas silvestres e queijos finos. Assim que o felino de luvas brancas entrou, o monarca se empertigou na cadeira, os olhos brilhando de curiosidade.

— Theo! Voltou antes do esperado! — rugiu o leão, gesticulando para que Fluffybutt se aproximasse. — Diga-me, como foi selada a nossa... "co-prosperidade"? Mas antes dos números, Theo... os relatórios dos meus espiões disseram que os argelinos sabem como dar uma festa. É verdade?

Fluffybutt deu um meio-sorriso aristocrático, ajeitando o punho de linho.

— Vossa Graça, os boatos empalidecem diante da realidade. Fui recebido com uma hospitalidade que faria alguns de seus duques chorarem de inveja.

— E as comidas? — perguntou o rei, inclinando-se para a frente, o focinho salivando. — Ouvi dizer que assam carnes com especiarias que incendeiam a língua!

— Pratos extraordinários, Majestade. Carnes exóticas marinadas por dias, derretendo na boca, acompanhadas por iguarias que desafiam o paladar europeu. E as bebidas... — Fluffybutt fez uma pausa dramática. — Um destilado local tão potente, tão aromático, que faria o nosso melhor absinto parecer água de poço. Tive que usar de toda a minha temperança felina para não perder o fio da diplomacia.

O leão soltou uma risada abafada, cutucando o ar com a pata.
— E as mulheres, Theo? As famosas odaliscas do deserto? Dizem que dançam como serpentes e têm olhos que hipnotizam até o mais bravo dos guerreiros.

Fluffybutt manteve a mais perfeita expressão de poker, embora sua mente recordasse o estoque de camisinhas suecas que garantiram seu bem-estar.

— Fascinantes, Vossa Graça. Dançam com uma graça que rivaliza com o vento nas dunas. Mas, como o vosso Primeiro-Ministro representa a Coroa, garanti que toda a "interação" servisse apenas para estreitar os laços... geopolíticos. Em Roma, faz-se como os romanos, mas sempre com a devida proteção que o cargo exige.

O Rei Leão VI gargalhou, batendo a pata na mesa, deliciado com a audácia de seu lorde.
— Excelente, Theo! Mas agora, diga-me: como esse banquete na Argélia vai me ajudar com as foices e os ancinhos que os camponeses estão levantando aqui na França?

Fluffybutt mudou o tom de voz, assumindo a gravidade magnética de um mestre estrategista. Ele retirou o pergaminho do bolso e o estendeu diante do leão.

— É aqui que a mágica acontece, Majestade. Os líderes da Argélia, agora autônomos e ricos com o comércio local, vão policiar a si mesmos para proteger suas fortunas. Isso significa que a frota francesa não gastará mais um único franco mantendo a ordem lá. E o ouro dos impostos de livre comércio que eles nos enviarão? — Ele apontou para o mapa da França. — Usaremos esse exato montante para financiar uma pequena, porém cirúrgica, isenção fiscal no preço do trigo para os líderes das comunas camponesas francesas.

O rei piscou, tentando acompanhar.
— Isenção para os rebeldes?

— Apenas para os líderes deles, Vossa Graça — explicou Fluffybutt, com um brilho cruel nos olhos verdes. — A cobiça é o melhor remédio contra a insurreição. Quando os cabeças da revolta camponesa perceberem que estão com os bolsos cheios e que têm algo a perder, eles próprios convencerão a massa a baixar as armas para proteger seus novos privilégios. Nós vamos quebrar a espinha da rebelião sem disparar um único canhão e sem gastar uma única moeda do seu tesouro pessoal. A Argélia vai pagar pela paz da França.

O Rei Leão VI encarou Fluffybutt por alguns segundos em absoluto silêncio, antes de soltar um rugido de puro êxtase que fez as armaduras do salão vibrarem.

— Theo! Você não é um Primeiro-Ministro, você é um feiticeiro! Vá! Desbarate esses camponeses! Mostre a eles o peso da sua... "fofura diplomática"!

Fluffybutt curvou-se elegantemente, o queijo firmemente na mão. Ele deixou os aposentos reais sabendo que a primeira parte do plano estava consolidada. Agora, os campos da França o aguardavam — e os camponeses nem imaginavam o golpe de mestre que estava prestes a atingi-los.

Lorde Fluffybutt III não viajou com a pompa de Versalhes. Para esta missão, ele escolheu uma carruagem de madeira escura, comum, sem brasões visíveis e puxada por cavalos robustos, mas sem adornos. Ele sabia que entrar nos campos da França com uma escolta real seria como jogar uma tocha em um celeiro seco. A discrição era sua melhor camuflagem.

Ele marcou o encontro em uma estalagem de beira de estrada, um lugar cinzento onde o cheiro de suor e terra batida dominava o ar. Os líderes camponeses — três sujeitos de mãos calejadas, rostos curtidos pelo sol e olhos cheios de um ressentimento que beirava o ódio — chegaram com foices e expressões endurecidas. Eles vieram como ratos atraídos pelo cheiro de um queijo que não podiam ignorar.

Fluffybutt estava sentado ao fundo da estalagem, na penumbra. Quando os líderes entraram, ele não se levantou. Apenas ajeitou suas luvas brancas e fez um gesto suave para que se sentassem. Sir Barnaby não estava lá para atrapalhar; apenas a presença gélida e calculista do Primeiro-Ministro.

— Meus senhores — começou Fluffybutt, a voz tão calma que contrastava violentamente com a tensão dos homens. — Vocês vieram com foices, mas eu vim com algo que corta muito mais fundo: a realidade.

O líder camponês mais velho, um sujeito chamado Jacques, bateu com a palma da mão na mesa:
— Estamos cansados de palavras, Lorde! Queremos o fim das taxas ou as chamas chegarão a Versalhes!

Fluffybutt inclinou-se para a frente, permitindo que a luz de uma única vela iluminasse seu rosto sereno.

— Versalhes é uma construção de pedra, Jacques. Pedra não sente fome. Mas os seus silos estão vazios. Vocês acham que o Rei se importa com o fogo? Ele tem exércitos que vocês nunca viram. No entanto... — Fluffybutt fez uma pausa dramática, retirando o pergaminho da Argélia de um bolso e o plano de isenção de outro. — Eu não vim aqui em nome do Rei. Vim em meu nome.

Ele deslizou o documento das isenções fiscais sobre a mesa de madeira rugosa.

— Eu acabei de pacificar a Argélia dando a eles o que queriam: autonomia e ouro. E eu trouxe um pouco desse ouro comigo. Este documento garante que as vossas terras e as terras dos seus aliados imediatos estarão isentas da taxa do trigo por cinco anos.

Os líderes camponeses paralisaram. Eles esperavam chicotes e receberam um banquete fiscal. Fluffybutt viu o brilho da cobiça surgir nos olhos de Jacques — o exato momento em que a solidariedade de classe morre diante do interesse próprio.

— Por que faria isso por nós? — desconfiou o segundo líder.

— Porque eu prefiro líderes inteligentes e prósperos do que mártires mortos — respondeu Fluffybutt, com um sorriso que não chegava aos olhos. — Se vocês convencerem a massa a voltar para as plantações, dizendo que a "negociação" foi um sucesso e que a paz é o único caminho, vocês serão os homens mais ricos deste distrito. Se continuarem com a revolta, eu trarei os canhões que economizei na Argélia e passarei por cima de todos vocês. Jacques, você quer ser um herói morto ou o maior proprietário de terras desta província?

Fluffybutt observou o silêncio pesar. Ele sabia que estava oferecendo o "veneno da prosperidade". Ao dar isenções apenas aos líderes, ele criava uma casta de camponeses privilegiados que, para proteger seu novo status, se tornariam os maiores defensores da ordem real.

— A escolha é simples — concluiu o felino, levantando-se e batendo a poeira invisível de seu casaco. — O Rei terá sua paz, eu terei minha tranquilidade, e vocês terão seus bolsos cheios. A Argélia já está pagando a conta dessa paz. Vocês vão aceitar o pagamento ou preferem o ferro?

Jacques olhou para o pergaminho, depois para os companheiros. A foice que ele segurava parecia subitamente pesada e inútil diante da promessa de ouro e poder local. Ele estendeu a mão trêmula para o documento.

Fluffybutt segurou o sorriso. A "fofura" diplomática acabara de desmantelar a maior ameaça interna da França sem disparar um único tiro. Ele saiu da estalagem e entrou na carruagem discreta, enquanto lá dentro, os líderes camponeses já começavam a discutir como dividiriam os novos lucros.

— Fácil demais — pensou ele, enquanto a carruagem partia. — Agora, só resta ver se Don Flopito ou Sir Barnaby terão a audácia de enviar aquele corsário britânico para tentar estragar meu retorno triunfal.

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