quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Quinhentos, 181 - 185



Não há o que temer nem a quem ofender. Uma mulher sempre será esposa, filha, irmã de alguém.



A mulher é como ela quer parecer: rainha ou rameira. Mas mesmo a santa tem desejo por um homem.



O conhecimento é importante, a sabedoria é fundamental, a experiência é imprescindível.



O mundo é feito violento, por falta de formação afetiva e por conseqüência da ausência de contato humano.



Diga, profeta, que pelos mesmos sentidos que se experimenta a densidade dos corpos, se prova a transcendência dos mesmos.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Sétima Estação: Transconciência

Elevados pelo que nos devia manter firmes no lugar, nós vemos toda a planície
qual visão de um trapezista a todo o circo, sendo que a nós, nos vem a visão
deste circo que se tornou a vida. Nós vemos em completo que a Morte é a mãe
da vida, que como criança pequena arrisca pequenos passos, mas logo regressa
ao que protege e provê. Que a morte é ainda pequena e irmã mais velha da vida,
mas já sabe andar e falar. A morte será herdeira da Morte, pois são autogeradas
e auto-suficientes no talento que tem de se perpetuarem ao se extinguirem, a
morte se mata para permanecer morta para não morrer. A Morte é a morte que
morreu quando não se matar. Entre elas, a vida vai sem ir, como um brinquedo
entre a mãe e a filha, que nesse movimento ilude-se de que está viva e prevalece
sobre a morte. A vida só é viva porque não sabe que não vive, não sabe que é
natimorta e todo seu vigor vem desta ignorância. Tal como um pequeno cometa
irriquieto em órbita, entre uma estrela gigante vermelha e uma estrela anã
branca. Todo seu movimento é criado pela força gravitacional que existe entre
as estrelas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Lei do tênis de marca

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/camara-comissao-pec-reducao-maioridade-penal-16-anos/

Nós sabemos que esse rigor tem alvo certo. Pessoas da periferia, pobres, pardos e negros.

Quer apostar quanto que os ilustres deputados vão procurar por exceções quando for com sua progênie? 😤

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A Lei do Tênis de R$ 1200 vs. O Habeas Corpus de Herança

A Câmara dos Deputados volta a se debruçar sobre uma das suas obsessões preferidas: a redução da maioridade penal para os 16 anos. Afinal, no país em que a desigualdade social é tratada como detalhe estético, nada como punir com rigor cirúrgico e precisão geográfica.

Sabemos exatamente como a engenharia dessa “justiça” funciona na prática. Quando o jovem de 16 anos é morador da periferia, pardo ou negro, ele deixa de ser “um adolescente em desenvolvimento” para virar um “elemento de alta periculosidade” em questão de segundos. Para esse perfil, a régua é implacável: julgamento em ritmo de pastelaria, manchete no programa policial da tarde e vaga garantida na superlotada faculdade do crime.

Por outro lado, o espetáculo ganha contornos de alta dramaturgia quando o jovem de 16 anos atende pela alcunha de “filho do excelentíssimo”. Nesses casos raros — e absolutamente hipotéticos, claro —, o rigor penal subitamente descobre a complexidade da psicologia humana. O ato transgressor deixa de ser crime para virar “um mero desvio de conduta típico da juventude”, “um pedido de socorro emocional” ou, quem sabe, “uma reação adversa ao excesso de Ritalina”.

Se um jovem de condomínio fechado for pego aprontando, a bancada da “mão dura” rapidamente se transforma em um comitê de acolhimento. O advogado de R$ 5 mil a hora tira do bolso um compêndio de exceções jurídicas, pareceres psiquiátricos e teses sobre “imaturidade neurológica tardia”. Descobre-se, num piscar de olhos, que a prisão destruiria o promissor futuro de um garoto que "só precisava de orientação familiar e de um intercâmbio na Europa para se reencontrar".

A lógica é simples e cristalina: a lei de ferro da tolerância zero foi feita para ser aplicada com todo o entusiasmo sobre quem veste chinelo e anda a pé. Para quem anda de SUV blindada e tem sobrenome com trânsito livre nos gabinetes de Brasília, a legislação sempre reserva a suavidade de um abraço paternal.

Criado com Gemini, do Google.

Trilogia maligna

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-kim-kataguiri-tenta-justificar-o-slogan-fascista-prendeu-matou/

Isso dito como se a letalidade policial não fosse tão grave.

Não é de agora que o Missão/MBL mostra suas tendências fascistas/nazistas e nada é feito.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Ah, a sofisticação da "alta política" moderna! Quem diria que o grande segredo da segurança pública do país estava guardado na caixa de lápis de cor do marketing político?

Em uma demonstração ímpar de contorcionismo retórico e ilusionismo conceitual, o ilustre deputado resolveu explicar o inexplicável. Questionado sobre o novíssimo, reluzente e nada sutil slogan do seu partido Missão — o retumbante e quase poético “Prendeu, matou” —, a justificativa foi de uma profundidade filosófica digna de um prêmio de publicidade de quinta categoria: "Foi de propósito, justamente para você me fazer essa pergunta!"

Genial, não? É a vitória suprema do método. O país enfrentando índices de letalidade policial estarrecedores, a violência estrutural comendo solta, mas o importante mesmo é o engajamento. A segurança pública virou clickbait.

Imagine só a cena no "brainstorm" do partido para decidir a comunicação oficial:
— "Pessoal, o que resume melhor a nossa visão humanista, constitucional e equilibrada sobre o uso da força pelo Estado?"
— "Que tal 'Respeito à Vida'?"
— "Muito fraco. Não dá view."
— "E 'Segurança Integrada'?"
— "Tediante. O algoritmo odeia paz."
— "E se a gente meter um 'Prendeu, matou'?"
— "Perfeito! É sutil, elegante, lembra a era de ouro do autoritarismo e garante que o jornalista surte na entrevista! Se der errado, a gente diz que era só uma 'provocação' e que slogan é só slogan!"

Pois é. Na cabeça dos nossos bravos reformadores, estampar a morte como método de gestão de segurança pública é apenas um inocente "recurso de comunicação". É a política do “é trolagem, pô!”. Se a imprensa critica, eles sorriem satisfeitos: "Viu como funcionou? Caíram no nosso bait!". Afinal, o que é o risco de incitar mais barbárie e violência desmedida perto da glória divina de monopolizar a atenção por 15 minutos nas redes sociais?

E o deputado garante, com a serenidade de quem brinca com fósforo num posto de gasolina: “O slogan não dará ruim de nenhuma maneira. Não vai acabar em uma catástrofe”. Ufa! Que alívio! Descobrimos que palavras não têm peso, slogans não moldam mentalidades e que a retórica da truculência nunca gerou truculência de verdade no mundo real. É tudo só uma grande peça de teatro digital.

E como bônus nessa verdadeira feira de delírios autoritários, ainda temos o afago pessoal à pena de morte e o desejo por uma "nova Constituição" — porque, convenhamos, esse negócio de direitos garantidos e devido processo legal atrapalha demais a estética do tribunal de rádio e TV.

O Missão/MBL sempre vendeu a imagem da "nova política", técnica, racional, liberal no papel e moderninha. Mas, tirando a maquiagem das planilhas de Excel e os memes de internet, o que sobrou no fundo do tacho foi o mesmo suco concentrado de autoritarismo e fixação com a violência estatal que a gente já conhece há décadas — só que agora embalado no deboche juvenil de quem acha que administrar um estado é o mesmo que moderar um fórum de internet.

Se o slogan era para chocar, parabéns: chocaram. Não pela ousadia da ideia, mas pelo nível de pequenez moral de quem acha que o derramamento de sangue e a letalidade policial servem de gancho para ganhar algoritmo.


Por falar em Missão/MBL...

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/renan-santos-critica-beneficios-maes-solteiras-dia-dos-pais/

Por favor, TSE, impugna essa candidatura. Alô, PGR? Tasca um processinho nesse arremedo de Duce?

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Ah, o Dia dos Pais! Essa data tão propícia para a reflexão, para a exaltação da família e, claro, para um líder político dar um show inesquecível de sociologia de boteco nas redes sociais.

No mais recente episódio dessa épica saga ideológica, o aspirante a comandante supremo do movimento resolveu abrilhantar o domingo com uma tese simplesmente genial: o problema do Brasil não é o abandono paternal, a irresponsabilidade de quem não paga pensão ou a precarização social. Não, imagino que na visão dele o verdadeiro vilão seja... o benefício social pago às mães solteiras!

Segundo essa mente brilhante, dar um auxílio para uma mulher que cria o filho sozinha é, vejam vocês, "casar a mulher com o Estado" e promover um "ataque à paternidade". Afinal, todo mundo sabe que se a mãe solteira passar fome e não tiver como comprar fralda, o pai ausente magicamente se conscientiza, veste a capa da responsabilidade e volta correndo para o lar, num passe de mágica cívico-moral! É a teoria econômica da chantagem afetiva!

E a profundidade do raciocínio não para por aí. As mulheres, segundo o pensador, costumam ver o homem apenas como "uma espécie de caixa eletrônico". Uma colocação poética e tocante — especialmente vinda de alguém cujo grupo político passou anos operando na base do financiamento coletivo, da cobrança de Pix e do modelo de negócio do engajamento digital. Quem diria que a obsessão por caixa eletrônico era projeção?

Mas o grandioso ápice do discurso é a revelação de que a família tradicional é “a mais importante tecnologia inventada pelo ser humano”. Fantástico! Uma "tecnologia"! Você imagina o protótipo sendo testado em laboratório por engenheiros sociais no Neolítico: "Pessoal, criamos o modelo Pai/Mãe 1.0! Se der bug e o homem sumir, a culpa é do update do Estado que enviou uma cesta básica para a mãe!"

É fascinante observar esse arremedo de pretensioso condottiere tentar equilibrar a pompa de formulador político com os clichês mais mofados do ressentimento masculinista. O sujeito tenta se vender como a grande esperança da "terceira via" ou da "nova direita", mas quando abre a boca num feriado, o que sai é o bom e velho discurso moralista que culpa a mulher vulnerável pelas mazelas do mundo.

No fundo, é sempre a mesma estratégia: inventar um inimigo imaginário (as mães solo "maldadas" pelo Bolsa Família) para não ter que enfrentar os problemas reais. Enquanto o judiciário e a sociedade tentam combater os milhares de registros sem nome do pai que ocorrem todos os anos no país, o nosso grande estrategista acha que a solução é tirar a rede de proteção das crianças.

Se a política brasileira fosse um teatro de comédia pastelão, o espetáculo seria digno de aplausos em pé. Mas como é a realidade, nos resta apenas assistir a esse desfile de convicções tortas e se perguntar até onde vai a capacidade dessa turma de transformar qualquer pauta social em um show de preconceito com estética de vídeo de campanha.


Juliano Casarré aplaudiu a ideia de masculinidade positiva.


Quando o assunto é a suposta "crise do homem moderno", o ecossistema da bravata patriarcal sempre encontra seus arautos mais entusiasmados.

E que encontro de titãs! De um lado, a política performática cobrando engajamento com teses sobre "mães solteiras malvadas" e a tal "masculinidade positiva". Do outro, o nosso aguerrido ator da TV aberta, que resolveu vestir a túnica de profeta do homem incompreendido para lançar uma imersão espiritual com curso para "homens enfraquecidos".

A narrativa é sempre de um lirismo comovente. É a história do pobre coitado do marmanjo contemporâneo que — vejam só que crueldade monumental! — anda muito "oprimido" por ouvir há anos que a masculinidade tóxica e o patriarcado são coisas ruins. Coitados! Trabalham, pagam as contas, mas sentem que não estão "no controle de verdade". Nada como a dor de um homem que perdeu o monoplio do grito no almoço de domingo!

Para salvar essa espécie em extinta vulnerabilidade, o plano de ação é infalível: três dias de evento presencial, palestras sobre liderança, "virtudes e dieta" (porque nada resgata a testosterona perdida como um prato de proteína alinhado com o Evangelho) e o ápice absoluto da experiência: uma Santa Missa de encerramento para abençoar o resgate da virilidade. É a simbiose perfeita entre a teologia da prosperidade e o 'coach' de banheiro masculino.

É fascinante ver como a retórica da "masculinidade positiva" funciona na prática:

Identifique a ameaça: O Estado malvado que dá Bolsa Família e a sociedade que ousou pedir para o homem não ser violento.

Crie a vítima: O homem trabalhador que "ficou no automático" e se sente perseguido pelas feministas.

Venda a cura: Um curso caro, um discurso inflamado de domingo e a promessa de que, com a postura certa e o queixo erguido, ele finalmente voltará a ser o rei do camarote doméstico.

A coerência do ecossistema é quase bonita de se ver. Enquanto o pré-candidato do Missão chora pelas redes sociais dizendo que as mulheres veem os homens como "caixa eletrônico", o ator-palestrante cobra ingresso para ensinar os mesmos homens a "retomarem o controle". No fim do dia, a única tecnologia realmente revolucionária e infalível inventada nessa história toda é a capacidade de monetizar a insegurança masculina com a embalagem do moralismo tradicional.

Criado com Gemini, do Google.

Barrados no baile do Caturo


Conversa com o Gemini.
Santa ignorância... racismo explícito.

Vamos ignorar o Homem de Cheddar, de tez escura. Vamos esquecer os Lusitanos mais morenos.

Escreva um texto crítico, com fatos históricos, étnicos, antropológicos, desmontando essa farsa racista, sem deixar o humor e o sarcasmo. 🤭😏


O Mito da Brancura Europeia Original: Desmontando um Castelo de Cartas Racista com Fatos (e um Pouco de Veneno)

A imagem que você compartilhou, alegando apresentar os "tipos originais" das nações europeias como exclusivamente brancos de pele clara, não é apenas historicamente imprecisa; é uma fabricação racista grosseira que ignora séculos de evidências antropológicas e genéticas. É hora de desmontar essa farsa com fatos, sem esquecer o deboche que ela merece.

"Originais"? Que Piada!

Para começar, o próprio conceito de "original" na história humana é ridículo. Populações têm migrado, misturado e evoluído por milênios. A ideia de que existiu uma época dourada de "pureza racial" em que os europeus eram todos loiros de olhos azuis é pura fantasia.

A imagem ignora convenientemente que os primeiros humanos modernos a chegar à Europa, há dezenas de milhares de anos, vieram da África. E, adivinhe só? Eles tinham pele escura.

O Homem de Cheddar: Uma Prova Indigesta

Lembra do Homem de Cheddar, o esqueleto humano mais antigo da Grã-Bretanha, datado de 10.000 anos atrás? A análise de DNA revelou que ele tinha pele escura e olhos claros. Mas claro, a imagem prefere nos dar uma "Germânica" e uma "Nórdica" de pele pálida como os "tipos originais". Afinal, fatos não combinam com a estética racista, não é mesmo?

Migrações e Misturas: O Caldeirão Europeu

A Europa não foi habitada por estátuas gregas que decidiram ficar ali para sempre. Foi um caldeirão de migrações e misturas genéticas.

Os agricultores neolíticos da Anatólia trouxeram a agricultura e a pele mais clara, mas também misturaram seus genes com os caçadores-coletores locais. Mais tarde, populações de pastores nômades das estepes da Eurásia trouxeram o uso do cavalo e a língua indo-europeia. E, sim, eles também se misturaram.

O resultado? Uma diversidade genética incrível que não se encaixa nas categorias simplistas e preconceituosas da imagem.

"Latina" e "Helênica": A Brancura que se Autoafirma

A imagem nos presenteia com uma "Latina" e uma "Helênica" que, embora de pele mais clara que as versões racistas antigas dessas populações, ainda se encaixam no ideal de brancura que a imagem tenta impor.

A realidade histórica? O Império Romano e a Grécia Antiga foram centros de comércio e intercâmbio cultural, abrigando pessoas de todas as partes do Mediterrâneo e além. Populações do Norte da África, do Oriente Médio e até da África Subsaariana estiveram presentes e se misturaram com os povos locais. Mas, para quem quer defender a "pureza", essas nuances são apenas "ruído" a ser ignorado.

"Sálica" e "Urálica": A Falta de Originalidade na Representação

As representações de "Sálica" e "Urálica" na imagem são preguiçosas e repetitivas, usando os mesmos traços genéricos de beleza europeia. Isso apenas demonstra a falta de compreensão e respeito pela diversidade real das populações que elas supostamente representam. É quase como se tivessem usado um filtro de "embelezamento eurocêntrico" em todas as imagens.

Conclusão: Um Panfleto Racista Disfarçado de História

A imagem que você compartilhou não é um estudo antropológico; é um panfleto racista. Ela ignora os fatos históricos, a genética e a complexidade da história humana para promover uma narrativa de pureza racial branca que nunca existiu.

É importante expor essas farsas pelo que elas são: tentativas perigosas e ignorantes de reescrever a história para justificar o racismo e a discriminação. A história humana é rica, diversa e bagunçada, e é hora de celebrá-la como ela realmente é, e não como os racistas gostariam que fosse.


O próprio tipo étnico dito "helênico" não condiz com a história, a antropologia e a arqueologia. O tipo helênico tem mais similaridade com o tipo semítico do que o ideal europeu esbranquiçado. 😏🤭😉


Análises de DNA antigo, arqueologia e antropologia física desmistificaram completamente as teorias racialistas do século XIX que tentavam retratar os helenos como "nórdicos de mármore". A realidade científica e histórica do Mediterrâneo revela uma trajetória muito mais complexa e rica:

A Raiz Anatólica e do Levante

Minoicos e Micênicos: Estudos genéticos históricos liderados por pesquisadores da Universidade de Harvard e publicados na revista Nature (2017) revelaram que os minoicos (de Creta) e os micênicos (na Grécia continental) derivavam mais de 75% do seu genoma de agricultores neolíticos da Anatólia (atual Turquia) e de populações relacionadas ao Cáucaso, Irã e Levante.

Afinidade Genética Mediterrânea: Essa ancestralidade comum faz com que o perfil genético e fenotípico da Grécia da Idade do Bronze e da Era Clássica estivesse intimamente ligado às populações do Mediterrâneo Oriental e do Oriente Próximo — o que explica a proximidade morfológica e fenotípica com os povos semíticos (como fenício e cananeu), e não com o norte europeu.

A Arte e os Registro Iconográficos

Afrescos e Cerâmicas: A própria iconografia antiga (como os afrescos de Santorini e Creta, ou a cerâmica ateniense de figuras negras e vermelhas) retrata os gregos com cabelos escuros e encaracolados, olhos castanhos e tons de pele morenos ou azeitonados.

Convenções Pictóricas: A pele pálida em certas pinturas era uma convenção artística exclusiva para indicar mulheres nobres que permaneciam no interior dos palácios, enquanto os homens eram desenhados com pele escura/avermelhada por trabalharem ao sol — exatamente como na arte egípcia.

O Mito da "Estatua de Mármore Branco"

Apropriação Cultural no Século XIX: O ideal do "heleno pálido e loiro" foi inventado por teóricos eurocêntricos como Johann Joachim Winckelmann durante o Neoclassicismo. Eles viam as estátuas gregas de mármore branco — desprovidas das tintas vívidas (policromia) que desbotaram com os milênios — e assumiram erroneamente que os modelos originais eram igualmente pálidos.

Continuidade Fenotípica: O fenótipo helênico clássico sempre esteve enraizado na bacia do Mediterrâneo Oriental, compartilhando características faciais, texturas de cabelo e tons de pele diretamente com os vizinhos do Crescente Fértil e do Levante.


Os barrados no baile do Caturo.
Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

Quinhentos, 176 - 180



Para que haja o Todo Um, nós somos duais, eu sou a cumbuca, tu és o odre.



Aqui nesta Taverna eu sou aquilo do Todo que te falta e completa. Ninguém busca o que já contém.



Ainda assim, eu sou uma mulher e todas. Terá outras opções e sabores, mas a mesma satisfação.



Venha sem medo, toque-me, entre no meu intimo. Ali encontrará a Deusa que vive de diversas formas em cada mulher e encontrará a parte de ti mesmo.



Então, o amor que me entrega e devota à Deusa é uma confirmação do amor que tiver por ti mesmo.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Sexta Estação: Alterconsciência

Nós chegamos a um nível tal, que já nos ocupamos pela sorte de terceiros, nesta
trilha desolada, pela qual empregamos nosso sofrimento. Para esquecer e
reviver, nós ajudamos aos calouros recém chegados deste purgatório, que
usualmente chamávamos de vida. Suportamos por eles, dores que nos
despedaçam, por estar além de nossas capacidades, mais antes por prazer do que
pena, pois o ofício da morte só se realiza plenamente pela dor que se toma e é
alheia. O grau de coragem não é para lançar-nos mais rapidamente ao Grande
Mausoléu, mas tanto para adiar quanto para abandoná-los, no momento em que
mais seríamos necessários. Pois aí está a auto-gestão da morte: ao perecer o que
já se encontrava falecido.
Assim, aos poucos, juntam-se mais ossos e acrescentam-se degraus nesta
jornada, pequenos cacos de almas que, ao serem dilaceradas por nós, levam um
pouco de nós para o processo, acrescentando nossas leis e aumentando os
obstáculos, com nossa crueldade. Por quanto mais nos espalharmos pelo
terreno, mais ainda nos realizamos e evitamos a última estação, pois aqui é que
se sente o prazer de trabalhar, só pelo trabalhar e pelo de dar trabalho. Mas é por
nossa própria influencia maléfica e fatal, que somo mais arrastados, com tanta
mais velocidade quanto nos apegamos. Quando cremos estar firmemente
arraigados, enraizados, nossas próprias raízes volatilizam e a explosão nos
projeta.