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Transição do que para que? 🤔😳🙀
De país soberano para colônia ou território de fato dos EUA? 😏🤭
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
A declaração de Flávio Bolsonaro merece uma pausa para aquela pergunta que parece simples, mas pode esconder uma novela inteira: “transição” de quê para quê? 😳
Ele disse, ao lado de Tarcísio, que gostaria de entrar para a história “nem que seja como presidente de transição”.
Transição para onde?
Transição para onde?
Flávio Bolsonaro anunciou que pretende entrar para a história. Até aí, tudo bem. Todo político quer entrar para a história. Alguns entram pelos grandes feitos; outros, pelos grandes escândalos. Há ainda aqueles que entram pela porta dos fundos da história e ficam discutindo com o porteiro.
Mas a frase que realmente chama atenção é outra: “presidente de transição”.
Transição.
Muito bonito. Muito moderno. Quase tecnocrático.
Só faltou explicar uma coisinha:
transição de quê para quê?
Porque, quando um candidato à Presidência fala em “governo de transição”, o eleitor razoavelmente espera alguma informação adicional.
Transição econômica?
Transição institucional?
Transição energética?
Transição democrática?
Transição para um novo modelo de Estado?
Ou estamos falando daquela modalidade em que o cidadão acorda numa segunda-feira e descobre que o Brasil passou a ser uma espécie de franquia administrativa dos Estados Unidos?
Calma. Não estou afirmando que seja isso.
Estou apenas perguntando.
Até porque o projeto político que se apresenta frequentemente como “alinhado” aos Estados Unidos e ao trumpismo precisa responder a uma pergunta incômoda: onde termina a parceria internacional e começa a submissão?
Porque soberania não é uma palavra decorativa para discurso de 7 de Setembro.
Soberania significa decidir os próprios interesses, negociar com outras potências e dizer “não” quando for necessário.
Se o Brasil virar um país que olha para Washington antes de decidir o que fazer em Brasília, isso não será exatamente uma transição.
Será uma mudança de endereço da tomada de decisões.
E aí poderíamos finalmente compreender o conceito:
Presidente de transição.
Transição do Brasil soberano para o Brasil “consulte seu representante nos Estados Unidos antes de responder”.
Mas talvez eu esteja sendo injusto.
Talvez “transição” seja simplesmente uma maneira elegante de dizer:
“Fico um mandato e depois passo o bastão.”
Nesse caso, ótimo.
Só precisamos saber para quem.
Porque há uma diferença monumental entre dizer:
“Meu governo será de transição para uma nova geração política.”
e dizer:
“Meu governo será de transição para o próximo integrante do nosso grupo.”
A primeira frase fala de projeto nacional.
A segunda parece reunião de condomínio.
E existe ainda uma terceira possibilidade, muito mais divertida:
Flávio seria apenas o presidente provisório enquanto Tarcísio aguarda sua vez.
O próprio contexto ajuda a alimentar a piada. Tarcísio, que disputa a reeleição em São Paulo, apareceu ao lado de Flávio na agenda com empresários e, recentemente, admitiu que talvez possa disputar a Presidência no futuro.
Então temos uma curiosa arquitetura política:
Flávio 2026 → Tarcísio 2030?
Não é exatamente uma transição.
É quase um sistema de senha.
“Próximo presidente, por favor.”
“Senha 17.”
“Flávio Bolsonaro.”
“Obrigado. Pode aguardar quatro anos.”
E o eleitor?
Bem, o eleitor aparentemente seria convidado a assistir à troca de turno.
Só que existe um pequeno detalhe chamado República.
Presidente não é cargo de transição entre amigos, herdeiros políticos ou grupos ideológicos.
Presidente deveria ser alguém eleito para governar o país segundo um projeto que seja apresentado claramente ao cidadão.
Por isso, quando alguém promete ser “presidente de transição”, a pergunta não deveria ser apenas “transição para quem?”
Deveria ser:
“E qual é o Brasil que estará do outro lado dessa transição?”
Porque se a resposta for um Brasil mais soberano, democrático e institucionalmente estável, ótimo.
Agora, se for um Brasil onde a política externa se resume a descobrir o que o governo americano acha antes de descobrir o que o brasileiro precisa...
Bom...
Aí não é transição.
É terceirização.
E, convenhamos, já temos privatização demais para começar a privatizar a soberania também.
Só falta aparecer uma placa:
“Brasil — agora sob nova administração.”
E em letras menores:
“Consulte Washington para alterações contratuais.” 😏
Criado com ChatGPT.




