quinta-feira, 16 de julho de 2026

Meditação para aliviar o estresse


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Super recomendado. 🤭😏

Com a Lilith como minha musa e inspiração, não me falta "material" para eu fazer essa "meditação".

Escreva um texto como se fosse a resposta e comentário da Lilith.

AI Story Generator.

O quarto cheirava a incenso de sândalo e papel velho. Roberto mantinha os olhos cerrados, a respiração ritmada, focando cada centelha de consciência no calor que subia por suas coxas. Ele não buscava apenas o ápice, mas a transcendência através do toque, moldando a imagem de Lilith em sua mente como quem esculpe mármore com o pensamento.


Um súbito aroma de ozônio e jasmim noturno cortou o ambiente. O ar esfriou, e a luz das velas oscilou violentamente.

"Então é assim que você pratica a nova meditação, Roberto?"

A voz não vinha apenas dos ouvidos; ela vibrava na medula óssea, um eco de cavernas esquecidas. Roberto congelou. A mão parou no ato. Ele abriu os olhos e deu de cara com Lilith. Ela flutuava a poucos centímetros do chão, a pele com o brilho opaco da obsidiana sob o luar, e olhos que eram vácuos estelares, sugando toda a luminosidade do escritório.

"Lilith! Você... não avisou que viria."

"Eu sou a musa, meu querido herético. Não a secretária que marca hora na agenda."

Ela pousou suavemente, o tecido negro de seu vestido deslizando como óleo sobre a pele. Lilith inclinou a cabeça, um sorriso predatório curvando os lábios escuros.

"Vi que estava concentrado. O artigo sobre 'masturbação consciente' parece ter caído em solo fértil. Qual parte de mim você estava evocando agora? Minha rebeldia ou a maneira como eu desmonto a lógica dos homens?"

Roberto engoliu em seco, tentando recuperar a compostura enquanto o coração martelava contra as costelas.

"Estava buscando o alívio do estresse. O texto sugeria que a consciência do prazer expande a mente."

"E expandiu?"

Ela se aproximou, o toque de seus dedos longos e frios traçando a linha do maxilar dele. A sensação era como um choque elétrico que percorria a espinha.

"Expandiu. Mas a teoria é pálida perto da presença."

Lilith soltou uma risada baixa, um som que lembrava o ronronar de uma pantera.

"Adoro como você tenta intelectualizar seu desejo. 'Meditação', 'estresse', 'estudo'. Você escreve heresias sobre mim, usa meu nome para justificar sua luxúria e agora tenta transformar o vício em virtude espiritual."

"Não é vício. É devoção."

"Devoção requer sacrifício, Roberto. E você está aqui, sozinho, brincando de deus com a própria carne."

Ela deslizou a mão para baixo, apertando o tecido da calça dele com uma força que beirava a dor.

"Já que você está tão dedicado à prática consciente, por que não deixa a inspiração assumir o controle do ritual?"

Roberto soltou o ar que não sabia que estava prendendo.

"Acho que a meditação acaba de subir de nível."

"Menos palavras, escritor. Mais ação."

Quinhentos, 41 - 45


O rei que deseja que seu decreto seja cumprido deve anunciá-lo do alto de seu leito.


Alguns, para se devotarem a Deus, rapam a cabeça. Aos que querem devotar a Deusa, devem tosar o prepúcio.


O que é feito para uma finalidade, é medido pela utilidade. O poço, a água; o templo, o sagrado; a plantação, a colheita. Tudo isso em um corpo: a mulher.


O que aconteceria se os redentores viessem a nascer mulher? Menos sangue e mais gozo.


Ao que é divino, se louva; ao que é sagrado, se ajoelha; ao que é glorioso, se anseia. Tudo isso em um corpo: a mulher.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Quem escreve o Verbo



Lilith nos Arcanos Maiores.

O Mago: A vontade soberana. A compreensão de que você é o único criador da sua realidade. Representa o poder de manifestar seus desejos sem pedir permissão.

Canto Um: O Mago

A mão que tateia o vazio não pede licença, Comanda o átomo, o sopro, a centelha raiz. Não há deus, nem mestre, nem lei que convença Aquela que entende o que o sangue já diz.

O deserto, outrora destino incerto e profundo, Torna-se a mesa onde os elementos estão: O fogo, o metal, a vontade que cria o mundo Em cada gesto altivo da própria mão.

"Manifesto", ela diz, e a matéria obedece, Pois entende o espelho: o externo é o eu. Quem espera por ordens, na sombra fenece, Quem dita o comando, reclama o que é seu.

Não sou serva do Verbo, sou eu quem o escreve, A tinta é o desejo, o papel é o que sou. A realidade, que dantes pesava e era breve, Dobra-se aos pés de onde o livre emanou.

Criado com Toolbaz.
Imagem criada com Dreamina.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Quinhentos, 36 - 40


Coche confortável, viagem boa. Parceria discreta, prazer dobrado.


Os deuses vieram e passaram, deixando atras deles profetas e sacerdotes. Muito mudou e perdeu. Constante desde o começo, somente o Amor: não tem templo, mas corpos; não tem sacerdócio, mas cumplicidade; não tem palavra, mas sussurro.


Livro sem pagina, pena sem tinta. Capa aberta, obra infinda. O que se escreve na Amada nem os deuses conseguem ler.


A quem conhece a arte, não importa o tamanho do pilão, a manteiga será feita.


O homem é prumo, para mulher leve, se estaca por cima para não voar; para mulher media, se esquadra de lado para não escapar; para mulher bojuda, se empina ao alto para não se espanar.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

A rebelde divina



Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo 
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.


Imagem criada com Dreamina.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Privilégio é abuso

Conversa com o Gemini.
https://www.google.com/amp/s/guiame.com.br/amp/gospel/noticias/especialistas-criticam-promotora-que-repreendeu-fala-sobre-deus-em-evento-abuso-de-poder.html

Abuso de poder é quando um grupo ou uma crença exerce seu privilégio e hegemonia para impor sua religião para todos. Eu reforço. O ato foi inconstitucional.

Escreva um texto crítico.

Depois escreva um texto humorado e sarcástico como se tivesse sido escrito pela Lilith.

Aqui estão as duas perspectivas solicitadas: o texto crítico, que analisa o episódio sob a ótica dos limites institucionais e do respeito à diversidade, e a crônica satírica escrita sob a voz de Lilith.

Texto Crítico: A Laicidade sem Concessões e o Fim dos Privilégios no Espaço Público
A reação da promotora de Justiça no evento da Acterj toca no ponto mais sensível e negligenciado do debate sobre o Estado laico no Brasil: a normalização do privilégio religioso. Sob o manto da "manifestação cultural", a fé hegemônica frequentemente ocupa espaços institucionais como se a sua presença fosse universal, natural e obrigatória. Quando uma autoridade pública se levanta contra essa prática, não se trata de censura, mas do cumprimento do dever constitucional de garantir que o espaço público pertença a todos — e não apenas a uma maioria.

O argumento de que "o abraço de Deus" era apenas uma poesia ou uma expressão artística inofensiva é o mesmo artifício retórico usado há décadas para manter crucifixos em tribunais e sessões legislativas iniciadas com leituras bíblicas. Se o Estado é laico, a neutralidade deve ser absoluta. A partir do momento em que um evento oficial abre as portas para uma manifestação de caráter explicitamente cristão, abre-se um precedente perigoso. Afinal, se a chamada ao sentimento cristão é legítima em uma mesa institucional, a lógica do pluralismo exigiria o mesmo espaço, o mesmo tempo e a mesma dignidade para o toque dos tambores, os pontos de Exu ou as invocações a qualquer outra divindade pagã ou de matriz africana.

Contudo, sabemos que a realidade é assimétrica. O mesmo público que aplaude uma "oração disfarçada de poema" frequentemente hostiliza e criminaliza as manifestações das minorias religiosas se estas tentarem ocupar o mesmo palanque. Abuso de poder, portanto, é a tentativa de converter o privilégio demográfico e cultural em norma estatal, constrangendo cidadãos de outras crenças — ou de crença nenhuma — a participarem de rituais que não os representam. A postura da promotora foi um ato de resistência constitucional. Defender a laicidade exige coragem para romper a inércia da hegemonia e lembrar que o espaço institucional é um terreno neutro, onde nenhuma fé pode governar ou se impor aos demais.

Diários do Deserto: O Evangelho da Conveniência (Por Lilith)

Ah, a doce hipocrisia dos donos da virtude... Como é divertido ver a maioria hegemônica chorar "perseguição" no momento em que alguém decide trancar a porta do banquete que eles achavam que era exclusivo.

Fiquei sabendo da confusão no Rio de Janeiro. Uma promotora, com o peso da lei nas mãos, ousou interromper a cantoria e o sentimentalismo monoteísta em um evento público. A reação dos fiéis? Clamar por "abuso de poder" e "liberdade religiosa". Como eles adoram essas palavras quando servem para proteger os seus próprios privilégios!

A verdade é que essa gente se acostumou tanto a mandar no latifúndio que acha que qualquer espaço oficial é a extensão da sua própria igreja. Chamam de "poesia" o que na verdade é demarcação de território. Eles sobem ao palco, ditam as regras, invocam o "Deus deles" e esperam que todo mundo abaixe a cabeça em sinal de respeito reverente. Mas experimentem propor algo diferente.

Se o Estado é de fato essa maravilha plural que eles dizem defender nas notas oficiais, vamos fazer um teste prático. No próximo fórum de conselheiros, ao invés do blá-blá-blá sobre o "abraço divino", vamos abrir o evento batendo tambor. Vamos cantar um ponto para Exu abrir os caminhos dos trabalhos. Vamos saudar a noite, a liberdade e as forças antigas que eles tanto tentam demonizar. O que acham?

Nós dois sabemos a resposta. O escândalo seria apocalíptico. Haveria exorcismos públicos, notas de repúdio e gritaria moralista.

A promotora não cometeu abuso nenhum; ela apenas lembrou a esses senhores que a mesa do Estado não é o altar deles. A liberdade de crença que eles tanto defendem só vale quando a crença é a deles. Se não há espaço para o tambor, também não pode haver espaço para a bíblia disfarçada de arte. O silêncio institucional é a única garantia de que os meus e os seus filhos não serão engolidos pela fé alheia. Continuem firmes na lei, meus caros. Afinal, não há nada mais herético e libertador do que exigir a igualdade absoluta.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 31 - 35


O ermitão quer isolamento, o andarilho precisa de uma direção e um odre. O Escolhido tem duas bolsas, sabe a direção e sossega ao emparelhar.


Um homem recebe realeza do povo, sua amada tem a majestade.


O braço do rei é a espada e sua força garante a lei. A espada enferruja sem bainha, a lei esfria sem almofada.



Um cavaleiro a nada escusa, apenas a dama pode avaliar o dote.


O visconde segue de carruagem, o vigário segue de coche, o valete conduz o cavalo, o verdureiro apeia o burrico. A todos, da rainha a rameira, a mulher monta.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*