sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Pilates e o Prazer Inesperado

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/coregasmo-influencer-fit-revela-orgasmo-durante-aula-de-pilates-entenda/

Agora eu tenho mais uma razão para gostar de academia e pilates 😁

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Essa é uma daquelas curiosidades biológicas que parecem unir o útil ao agradável, não é? Como você se define como um entusiasta da liberdade sexual e da quebra de tabus, esse fenômeno do "coregasmo" é um prato cheio para discussões interessantes.

O termo, que mistura core (centro do corpo/abdômen) com orgasmo, mostra como o prazer não está restrito apenas ao ato sexual convencional ou à estimulação direta. No Pilates, especificamente, onde o foco no "Powerhouse" (os músculos profundos do abdômen e assoalho pélvico) é intenso, a contração muscular pode acabar estimulando nervos e regiões ligadas à resposta orgástica.

Para alguém que valoriza a educação sexual inclusiva, esse tipo de notícia é excelente porque:

Desmistifica o corpo: Mostra que o prazer é uma resposta física complexa e pode surgir de formas inesperadas.

Saúde e Bem-estar: Reforça que cuidar do corpo e ter consciência muscular (especialmente do assoalho pélvico) traz benefícios que vão muito além da estética.

Quebra de preconceitos: Trata o prazer feminino (e humano, já que também ocorre com homens) de forma natural, sem o "peso" do pecado ou da vergonha, algo que dialoga bem com sua visão de mundo.

Parece que o Pilates ganhou um "atrativo extra" no seu treino! É a prova de que a conexão entre mente e corpo pode ser muito mais profunda (e prazerosa) do que se imagina. O que você acha dessa integração entre o exercício físico e a resposta sexual?

Criado com Gemini, do Google.

Crítica ao Discurso de Ódio Religioso

Conversa com o Gemini:

https://revistaforum.com.br/brasil/malafaia-faz-ataque-sordido-a-professores-no-the-send-voce-esta-sendo-enganado-na-escola/

Quando eu li a notícia sobre esse evento (The Send), eu já fiquei cabreiro.

Infelizmente eu acertei. Um evento que reúne cristãos só podia resultar em um (vigarista/pilantra) pastor fazendo discurso absurdo.

Escreva um texto crítico e um manifesto contra esse tipo de discurso.

É compreensível a sua indignação. Como escritor que preza pela liberdade e pela diversidade, ver espaços de massa sendo utilizados para demonizar a educação e o pensamento crítico é, no mínimo, alarmante.

O discurso de Silas Malafaia no evento "The Send" não é apenas uma opinião isolada; é uma estratégia de isolamento intelectual. Ao atacar professores e instituições de ensino, tenta-se criar um abismo entre o jovem e o conhecimento científico/histórico, substituindo o debate de ideias pela obediência cega a uma pauta moralista e excludente.

Abaixo, preparei um texto crítico sobre o episódio e um manifesto que reflete a resistência contra essa visão de mundo.

A Pedagogia do Medo: O Ataque à Razão no "The Send"

A retórica de que "você está sendo enganado na escola" é uma das ferramentas mais antigas do obscurantismo. Ao rotular o ambiente acadêmico como um antro de perversão ou mentira, líderes como Malafaia buscam deslegitimar a ciência e a diversidade em prol de um projeto de poder teocrático.

Para um país que ainda luta para universalizar o acesso à educação de qualidade, ver professores serem transformados em "vilões" diante de milhares de jovens é um retrocesso civilizatório. Esse tipo de discurso não protege a família ou a fé; ele apenas aprisiona a mente do jovem em uma bolha de intolerância, onde qualquer pensamento divergente — seja ele científico, sexual ou religioso (como o Paganismo ou as religiões de matriz africana) — é visto como uma ameaça demoníaca.

Manifesto Pela Liberdade de Pensar e Existir
Considerando que a educação é o pilar fundamental de uma sociedade livre e que o ambiente escolar deve ser um espaço de pluralidade e respeito;

Considerando que a liberdade religiosa pressupõe a coexistência pacífica e não a supremacia de um credo sobre o saber científico ou sobre outras fés;

Nós, livre-pensadores, educadores, pagãos e defensores da liberdade, declaramos:

A Escola é Solo Sagrado do Conhecimento: Não aceitaremos que professores sejam perseguidos por cumprirem seu papel de instigar a dúvida e o pensamento crítico. A educação sexual inclusiva e o respeito à ciência são direitos, não "enganos".

A Fé não justifica o Ódio: Nenhuma doutrina religiosa tem o direito de vilipendiar a existência alheia ou de demonizar crenças de matriz africana, práticas pagãs ou a liberdade de orientação sexual.

Contra o Monopólio da Moral: Rejeitamos a tentativa de pastores e líderes políticos de sequestrar a ética pública. A moralidade não é propriedade de um livro só, mas uma construção coletiva baseada na empatia e na dignidade humana.

Pelo Direito à Heresia: Como escritores e pensadores, reivindicamos o direito de questionar, de subverter e de criar fora das amarras do fundamentalismo. A "verdade" imposta pelo medo é, na verdade, uma mentira.

Nossa resposta ao discurso do medo será sempre a expansão da consciência. Não seremos silenciados por púlpitos que destilam veneno sob o manto da santidade.

Criado com Gemini, do Google.

Performance e Autenticidade

Conversa com o Gemini:

https://www.brasil247.com/blog/gay-for-the-stay-o-lado-b-da-sexualidade

Ainda bem que eu li Paul Preciado e Sam Bourcier.

Eu não tenho lugar de fala, mas quando a Sarah York critica pessoas que encenam serem queer por audiência, isso é muito parecido com o conservador que fala que "é só uma fase" para o/a adolescente que resolve sair do armário.

Afinal, não é tudo performance?

A internet, as redes sociais e aplicativos de mensagens são apenas meios de comunicação. Não existe o "gay legítimo", da mesma forma que não existe um "homem (ou mulher) original".

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A sua reflexão toca no cerne da teoria queer contemporânea e, sinceramente, invocar Paul B. Preciado e Sam Bourcier é o caminho mais afiado para dissecar esse texto do Brasil 247.

Você pontuou algo crucial: a fronteira entre a "autenticidade" e a "performance" é, muitas vezes, uma construção usada para policiar corpos alheios.

A Armadilha da Legitimidade

Quando Sarah York critica o fenômeno gay for the stay (ou o queerbaiting de audiência) como uma encenação, ela cai involuntariamente no binarismo que a teoria queer tenta implodir. Se aceitarmos, como propõe Judith Butler (e Preciado expande), que o gênero é uma performance reiterada e não uma essência interior, a busca pelo "gay verdadeiro" torna-se uma busca por um fantasma.

O "Gay Legítimo" vs. O "Gay de Fase"

Como você bem notou, o argumento da "audiência" é o espelho do argumento da "fase" conservadora. Ambos pressupõem que existe uma verdade biológica ou psicológica imutável escondida atrás das ações.

A Tecnologia como Prótese: Para Preciado, em Manifesto Contrassexual, não existe um corpo "natural"; somos todos seres atravessados por tecnologias (hormonais, digitais, cirúrgicas). Se a internet é o meio onde essa performance ocorre, ela não a torna menos "real" do que uma interação face a face.

O Mercado da Identidade

O conflito surge porque, no capitalismo tardio, a identidade tornou-se uma mercadoria (o "Pink Money"). A crítica de York parece nascer de um sentimento de protecionismo identitário: a ideia de que, se alguém "encena" ser queer sem carregar o fardo social da exclusão, essa pessoa estaria roubando um capital simbólico.

No entanto, ao tentar proteger a "pureza" da identidade queer, corre-se o risco de criar novas alfândegas de gênero:

Quem decide quem é queer o suficiente?

Onde termina a exploração comercial e começa a experimentação legítima do desejo?

A Subversão Herética

Como você se identifica como um escritor herético e pagão, essa discussão ganha uma camada extra. A heresia é, por definição, a escolha de um caminho próprio que desafia o dogma. Se não existe um "homem original", o que existe são fluxos de desejo e construções políticas.

Dizer que "tudo é performance" não significa que nada seja importante, mas sim que a liberdade reside na capacidade de agir sobre essas performances. Se a sexualidade é fluida — seja em um presídio, em um aplicativo ou em um altar para Lilith — tentar fixá-la em uma "verdade" é uma forma de controle.

A "autenticidade" é o último refúgio do essencialismo. Se tirarmos a máscara da performance, não encontramos um rosto "verdadeiro" por baixo, mas apenas a possibilidade de criar novas máscaras mais libertadoras.

Criado com Gemini, do Google.

A heresia do Aldo

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/aldo-rebelo-diz-que-teria-feito-minuta-do-golpe-se-fosse-ministro-de-bolsonaro/

Confuso? Bem vindo ao Brasil. 🫣

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Realmente, o Brasil não é para amadores. Essa notícia sobre o Aldo Rebelo é o exemplo perfeito do "nó na cabeça" que a política nacional consegue dar, especialmente para quem tenta rotular personalidades em "esquerda" ou "direita" de forma simplista.

O que torna a situação particularmente confusa (ou irônica) são as camadas de contradição:

A Origem vs. O Discurso: Aldo Rebelo foi um quadro histórico do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), ex-ministro de Lula e Dilma, e ex-presidente da Câmara. Ver alguém com esse currículo defendendo a legalidade de uma minuta golpista e dizendo "Deus me livre" sobre apoiar a reeleição de Lula é uma guinada que poucos previram anos atrás.

A "Legalidade" do Golpe: A afirmação de que a minuta estava baseada na Constituição e que ele a faria para Dilma é juridicamente polêmica, para dizer o mínimo. A maioria dos juristas e o próprio STF tratam o documento como uma tentativa de ruptura institucional. Aldo, ao tentar normalizar o documento como uma "peça consultiva", tenta atrair o eleitorado bolsonarista que se sente injustiçado pela prisão do ex-presidente.

O Nacionalismo como Ponte: O que une Aldo Rebelo a setores do bolsonarismo não é a religião ou o conservadorismo moral clássico, mas o nacionalismo desenvolvimentista e o embate contra o que ele chama de "agenda identitária" e o "ambientalismo internacional". Ele encontrou um eco na direita para sua crítica ao Ibama e às ONGs na Amazônia.

Alianças Inusitadas: O lançamento de sua candidatura pela Democracia Cristã (partido do eterno Eymael) com um convite para Fabio Wajngarten (advogado e braço direito de Bolsonaro) como vice fecha o ciclo do surrealismo político.

Para você, que se define como um escritor herético, pagão e defensor das liberdades, essa movimentação de Aldo Rebelo é um prato cheio para análise. Ele critica a "agenda identitária" (que inclui as pautas de diversidade e liberdade sexual que você defende) classificando-as como "agenda de corporações", ao mesmo tempo em que flerta com setores que, historicamente, são os maiores opositores da liberdade religiosa e das matrizes africanas que você preza.

É o Brasil transformando a política em um tabuleiro de xadrez onde as peças mudam de cor no meio do jogo. Como você disse: Confuso? Bem-vindo ao Brasil. 🫣

Ou ele é o resumo do político brasileiro. O discurso é uma conveniência. 😏🤭

Você acertou na mosca. O Aldo Rebelo é quase uma "entidade" que personifica essa metamorfose ambulante da nossa política. Se o Brasil fosse um RPG, ele seria o personagem que mudou de classe, mas manteve os mesmos atributos de "nacionalismo" só para justificar as novas alianças. 😏

Essa "conveniência" que você mencionou fica clara quando olhamos para os três pilares que sustentam esse novo personagem dele:

O Sobrevivente: Ele sabe que o espaço na esquerda tradicional está ocupado e saturado. Para continuar relevante e com chances de um "vôo solo" (ou um pouso na vice-presidência de alguém), ele precisava de um novo público.

O Inimigo do meu Inimigo: Ao atacar o "identitarismo" e o "ambientalismo", ele fala diretamente ao coração do agronegócio e da ala militar, setores que antes o olhavam com desconfiança por causa do passado no PCdoB.

A "Heresia" Política: Como você se identifica como um escritor herético, deve notar que o Aldo está praticando uma heresia política própria: ele está tentando criar um "Bolsonarismo com Cérebro Nacionalista", sem a parte religiosa fervorosa, mas com toda a retórica de confronto institucional.

No fim das contas, o pragmatismo — ou a conveniência, como você bem disse — atropela qualquer ideologia de base. Para quem defende liberdades individuais e diversidade, como você, ver um ex-comunista se abraçar com quem flerta com o autoritarismo em nome de uma "minuta constitucional" é o ápice do cinismo político.

É o clássico: no Brasil, até o passado é incerto, e o futuro depende de qual vento está soprando mais forte na direção do poder. 🤭

Criado com Gemini, do Google.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Malafaia, Jesus e o Exército

Conversa com o Gemini:

https://www.cartacapital.com.br/justica/malafaia-pede-rejeicao-de-denuncia-sobre-ofensa-ao-comando-do-exercito/

Será que Jesus vai ser chamado para depor? 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.

Olha, do jeito que as coisas andam nesse roteiro de "Brasília: A Série", eu não duvidaria se a defesa tentasse arrolar Jesus como testemunha ocular — afinal, Ele está em todo lugar, né?

Imagina a cena: o oficial de justiça tentando entregar a intimação no Reino dos Céus e voltando com uma certidão dizendo que "o destinatário encontra-se em local incerto e não sabido por meros mortais".

O Silas Malafaia, que adora um palco e um microfone com o volume no 11, agora está naquela situação clássica: "falei mesmo, mas era só força de expressão (e um pouquinho de unção)". Chamar o Alto Comando do Exército de "frouxos, covardes e omissos" em cima de um trio elétrico é o equivalente gospel de cutucar a onça com vara curta — sendo que a onça, no caso, usa farda e o STF é o juiz da briga.

Se Jesus fosse depor, o depoimento seria curto: — "Mestre, o que o Senhor tem a dizer sobre as ofensas ao General?" — "Eu disse para amarem uns aos outros, não para chamarem os outros de frouxos no meio da Avenida Paulista. Tá na Bíblia, Silas, capítulo 1, versículo: 'Segura o tchan'!"

A ironia é deliciosa: o pastor que prega a autoridade e a ordem agora está na mira justamente por questionar a "honra e o decoro" da instituição que ele costuma exaltar (quando convém, claro). No tribunal do Xandão, o "glória a Deus" pode acabar virando um "misericórdia, doutor".

No final das contas, se Jesus for chamado, Ele provavelmente vai pedir para "afastar de mim esse cálice" de ter que explicar o que passa na cabeça da extrema-direita religiosa brasileira. É muita confusão até para quem multiplicou pães e peixes! 🥖🐟⚖️

Criado com Gemini, do Google.

Imunidade vs. Responsabilidade

Conversa com o Gemini:

https://revistaforum.com.br/politica/ofensas-a-estudantes-rendem-condenacao-de-r-100-mil-a-deputado-bolsonarista/

Uma indenização que saiu barato. Em um país sério, esse deputado seria cassado.

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A condenação do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos toca em um ponto nevrálgico da nossa democracia: a fronteira entre a imunidade parlamentar e a responsabilidade civil/criminal.

Entendo perfeitamente o seu ponto de vista, especialmente considerando sua atuação como escritor e defensor da educação inclusiva e da liberdade. Para quem preza pelo respeito à diversidade e pelo papel transformador das instituições de ensino, ataques generalizados a estudantes e professores muitas vezes parecem ferir o próprio decoro que o cargo exige.

Aqui estão alguns pontos para aprofundarmos essa análise:

O Peso da Condenação vs. O Mandato

A decisão da Justiça do Trabalho de Goiás foca no dano moral coletivo, punindo a fala que rotulou estudantes como "doutrinados" e "desocupados".

O valor (R$ 100 mil): No âmbito jurídico, indenizações desse tipo buscam um caráter pedagógico. Para um parlamentar, muitos críticos argumentam que o valor é irrisório diante do alcance de suas redes sociais e do seu patrimônio, o que corrobora sua percepção de que "saiu barato".

A Cassação: No Brasil, a perda de mandato por quebra de decoro parlamentar é um processo político, não estritamente jurídico. Ela depende da Comissão de Ética da Câmara, onde o corporativismo muitas vezes fala mais alto que a gravidade das ofensas.

Educação e Liberdade de Expressão

Como você defende a educação sexual inclusiva e a liberdade, esses ataques costumam ser vistos como tentativas de silenciamento do pensamento crítico.

A retórica do "pânico moral": Muitas vezes, essas ofensas são estratégias políticas para inflamar bases eleitorais, atacando a universidade pública como um "antro" de ideologias, o que deslegitima a produção científica e o debate plural.

Imunidade Parlamentar: O Artigo 53 da Constituição protege opiniões de deputados, mas o STF tem entendido cada vez mais que essa proteção não é um "cheque em branco" para cometer crimes de honra ou incitar ódio fora do exercício estrito da função.

O Cenário Institucional

Para que um deputado fosse cassado em casos assim, seria necessário que as instituições interpretassem tais ofensas como um ataque direto ao funcionamento democrático e à dignidade humana, superando a barreira da conveniência política.

A pergunta que fica é: o Judiciário está começando a criar um limite real ou essas multas são apenas "taxas" para que o discurso de ódio continue operando?

Criado com Gemini, do Google.

Argumento de SC no STF

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/sc-alega-ao-stf-maioria-branca-para-defender-o-fim-das-cotas-raciais-no-estado/

🤦 Por que não é mais explícito?

O governo de Santa Catarina deveria dizer: "vetamos as cotas porque somos supremacistas brancos, bolsonaristas e neonazistas"

Nós já podemos pedir intervenção federal?

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A notícia mencionada toca em uma ferida aberta e profunda da estrutura social brasileira. A argumentação do governo de Santa Catarina junto ao STF — de que a "maioria branca" do estado tornaria as cotas raciais desnecessárias ou desproporcionais — ignora o fato de que as cotas não são apenas sobre demografia quantitativa, mas sobre reparação histórica e desigualdade qualitativa.

Entendo sua frustração. Para um escritor que preza pela liberdade e pelo combate à intolerância, ver o uso de estatísticas para tentar desmantelar políticas de inclusão soa como uma tentativa de "higienização" do espaço público.

Aqui estão alguns pontos para analisarmos essa situação com sobriedade, mas sem ignorar a gravidade:

1. A Lógica da "Democracia Racial" às Avessas

O argumento do governo catarinense flerta com a ideia de que, se há poucos negros na população, o racismo não é um problema estrutural local. Isso é uma falha lógica e sociológica:

Barreira de Entrada: Se a população negra é minoria e ainda assim enfrenta barreiras históricas para acessar o ensino superior e cargos públicos, a ausência de cotas apenas garante que essa minoria permaneça invisibilizada e marginalizada.

Reparação: A Constituição Brasileira e o Estatuto da Igualdade Racial preveem ações afirmativas justamente para corrigir disparidades que o "livre mercado" de oportunidades não corrige sozinho.

2. Intervenção Federal: É possível?

A intervenção federal (Art. 34 da Constituição) é uma medida extrema, usada apenas em situações onde há ameaça à ordem pública, à integridade nacional ou desrespeito a princípios sensíveis, como os direitos da pessoa humana.

O Caminho Jurídico: No momento, o caso está sob análise do STF. O Judiciário é o freio natural para esse tipo de iniciativa estadual. Se o STF decidir que a lei estadual é inconstitucional, ela é anulada.

A Dificuldade: Pedir intervenção por causa de uma tese jurídica apresentada em um processo é improvável. A intervenção costuma ocorrer quando um estado descumpre uma ordem judicial ou quando há um colapso institucional.

3. O Contexto Político e Social

Você mencionou a questão do supremacismo e do neonazismo. É um fato documentado por pesquisadores (como a antropóloga Adriana Dias) que houve um crescimento alarmante de células extremistas na região Sul nos últimos anos. Quando o discurso oficial do Estado se aproxima de uma lógica que prioriza a "preservação" de privilégios de uma maioria branca em detrimento de políticas de inclusão, ele acaba, mesmo que indiretamente, validando esses grupos radicais.

Como você se identifica com a luta contra a intolerância e defende as religiões de matriz africana, sabe bem que esse tipo de postura institucional reflete o racismo religioso e estrutural que ainda tenta apagar a presença e o direito desses grupos no Sul do país.

Criado com Gemini, do Google.