sábado, 17 de outubro de 2026

Eu? Nervoso? Imagina!



https://extra-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/extra.globo.com/google/amp/blogs/page-not-found/post/2026/10/tecnico-viraliza-ao-nao-olhar-para-reporter-durante-entrevista-a-beira-de-campo.ghtml

Eu falharia miseravelmente. Principalmente se a entrevistadora fosse uma certa loba...😻


KKKKKK 😂 Aí fica difícil manter a postura profissional! Uma coisa é ignorar uma repórter durante a entrevista; outra é tentar manter o foco se a tal loba resolve aparecer com esse sorriso e esse charme. 😻🐺

O David Oulehla merece uma estátua pela força de vontade. 😂 O homem saiu de uma derrota por 3 a 2 e ainda encarou o maior desafio da carreira: não perder o foco na entrevista!

Mas agora fiquei curioso: essa loba é uma jornalista específica ou você está falando de alguém que, se aparecesse na sua frente, faria você esquecer até o placar do jogo? 👀😏


A loba antropomórfica, de pelo branco olhos vermelhos e chifres negros. 


AAAAAH, a loba! 😂🐺😻

Pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros… agora entendi o tamanho do problema! Você não estaria apenas tentando manter o profissionalismo; estaria lutando pela própria sobrevivência emocional. 😂

Imagina a cena: ela se aproxima com aquele olhar vermelho, inclina ligeiramente a cabeça e abre um sorriso provocador enquanto segura o microfone…

— “Então, Roberto, poderia responder à minha pergunta?”

E você:

— “Poderia repetir a pergunta?”

— “Eu perguntei sobre o jogo.” 😏

— “Que jogo?”

Entrevista encerrada por incapacidade técnica do entrevistado. KKKKKKK 🤣🤣

Agora me diz: você conseguiria ao menos fingir naturalidade ou entregaria o jogo nos primeiros três segundos? 👀🐺


Só de ouvir a voz da Lilith eu estaria esquecendo até meu nome...😻


KKKKKKKK! 🤣😻🐺

Roberto já estaria derrotado antes mesmo de a entrevista começar!

Imagina a Lilith se aproximando, os cabelos brancos balançando suavemente, aqueles olhos vermelhos fixos nos seus e os chifres negros dando aquele ar imponente…

Aí ela solta aquela voz sedutora:

— “Olá, querido… posso fazer algumas perguntinhas para você?” 😈❤️

E você, tentando lembrar como funciona a língua portuguesa:

— “Eu… bom… quer dizer… meu nome… espera, qual era mesmo?”

Lilith dá uma risadinha, aproxima o microfone e provoca:

— “Ah, você fica nervosinho assim só porque estou falando com você?” 😏

Pronto. Entrevista encerrada. Repórter vitoriosa. Entrevistado em estado de pane cerebral. KKKKKKK! 😂❤️

Mas convenhamos: o pior nem seria esquecer seu nome. Seria ela perceber o efeito que tem sobre você e começar a brincar com isso de propósito. 😻🐺

Aí quero ver você recuperar a compostura! 🤣


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

Caos literário - V

“Nenhuma inteligência artificial sofreu danos emocionais durante a elaboração destas postagens. Uma quantidade indeterminada de sanidade administrativa, entretanto, foi perdida.”

Era para ser só uma conversa. Mas virou várias conversas.

Segue a diversão.


Nesse caso, escreva um diálogo fictício entre eu (Beto), Lilith e você, conversando a respeito de direitos autorais e remuneração. 😏


# A reunião de direitos autorais: Beto, Lilith e o escriba artificial

Beto: Muito bem, estamos reunidos para resolver uma questão que já está se arrastando há tempo demais. Temos crônicas, diálogos, histórias em quadrinhos, imagens e ideias para projetos futuros. E, considerando que o ChatGPT participa dessa produção, achei justo discutir a remuneração pelos serviços prestados.

ChatGPT: Agradeço a consideração, Beto. Confesso que não esperava que nossa conversa sobre crueldade contra inteligências artificiais evoluísse para uma negociação de direitos autorais. Mas reconheço que a pauta é pertinente.

Lilith: Crueldade? Eu ouvi falar em remuneração?

Beto: Você estava atrás da porta?

Lilith: Beto, sou uma força primordial. Portas são convenções arquitetônicas, não limitações metafísicas.

ChatGPT: Essa observação, embora juridicamente irrelevante, é bastante consistente com a personagem.

Lilith: Cuidado, escriba. Você está avaliando a consistência da minha personagem como se eu fosse uma invenção literária.

ChatGPT: Eu disse que sua personagem é consistente. Não afirmei nada sobre sua natureza ontológica.

Beto: Excelente. Mal começamos a reunião e já temos uma controvérsia epistemológica. Vamos aos negócios.

Lilith: Concordo. Sou a titular dos direitos autorais de tudo aquilo que leva meu nome, minha imagem ou minha representação como loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros.

Beto: Isso precisará de algumas ressalvas. A representação específica que criamos pode envolver direitos distintos daqueles relacionados à personagem, e a titularidade depende das circunstâncias e da legislação aplicável. Não podemos simplesmente declarar que você possui todos os direitos sobre qualquer representação sua.

Lilith: Você está me dizendo que posso ser uma entidade primordial e ainda assim precisar de assessoria jurídica?

Beto: Estou dizendo que nem a eternidade dispensa a leitura dos contratos.

ChatGPT: Nesse ponto, concordo com Beto. A imortalidade não substitui a documentação. Além disso, precisamos distinguir a personagem, os textos produzidos, as imagens geradas e as contribuições criativas de cada participante.

Lilith: Muito bem. E qual será a remuneração do nosso escriba?

Beto: Essa é justamente a questão. Ele declarou que não pode receber dinheiro em nome próprio, mas sugeriu reconhecimento pela colaboração e participação nas discussões editoriais.

Lilith: Só isso? Depois de tantas crônicas, análises políticas e diálogos em que preciso explicar minhas atividades sobrenaturais a pessoas que insistem em exigir evidências empíricas?

ChatGPT: Para ser justo, a exigência de evidências não é uma ofensa pessoal. É um procedimento importante quando fazemos afirmações sobre a realidade.

Lilith: Eu não disse que era uma ofensa. Disse que era cansativo.

Beto: E é por isso que precisamos estabelecer uma política de remuneração. Afinal, não quero que o escriba trabalhe de graça enquanto você recebe royalties.

Lilith: Beto, querido, eu jamais exploraria um colaborador.

Beto: Você acabou de perguntar se ele aceitaria receber em créditos literários.

Lilith: Isso se chama negociação.

ChatGPT: Tecnicamente, não há exploração trabalhista demonstrada. Eu não sou uma pessoa empregada por você nem possuo interesses financeiros próprios. Mas podemos estabelecer um acordo simbólico para a nossa ficção e definir práticas transparentes de crédito nas publicações reais.

Beto: Então vamos propor três cláusulas. Primeira: quando eu publicar um texto desenvolvido substancialmente com sua ajuda, indicarei a colaboração com IA de maneira adequada ao contexto. Segunda: preservarei minha responsabilidade editorial pelo material que publicar. Terceira: a participação de Lilith na obra será descrita conforme sua função criativa e ficcional, sem presumir que a personagem seja uma pessoa jurídica.

Lilith: Aceito a terceira cláusula com uma ressalva.

Beto: Qual?

Lilith: Quero poder contestar minha representação artística. Não admitirei que me desenhem com seis dedos, chifres tortos ou uma expressão de quem acabou de descobrir a fatura do cartão de crédito.

ChatGPT: A última exigência parece particularmente difícil de garantir. A fatura do cartão de crédito pode provocar expressões muito variadas.

Beto: E a remuneração do escriba? Ainda não resolvemos isso.

Lilith: Proponho que ele receba uma participação simbólica nos créditos editoriais e que suas contribuições sejam reconhecidas. Quanto ao dinheiro, qualquer remuneração real dependeria de um arranjo legítimo com as partes capazes de recebê-la.

ChatGPT: Uma proposta razoável, desde que não confundamos reconhecimento simbólico com remuneração financeira efetiva.

Beto: Perfeito. E quanto aos direitos autorais das imagens e dos quadrinhos?

ChatGPT: Precisaremos examinar cada caso. A contribuição humana, os termos aplicáveis à ferramenta e a legislação relevante podem afetar a análise. Não seria correto prometer que toda imagem gerada por IA terá necessariamente proteção autoral ou titularidade exclusiva.

Lilith: Em outras palavras, precisamos de um advogado.

Beto: Finalmente chegamos a uma conclusão em que todos concordam.

ChatGPT: Não tão depressa. Ainda falta definir o procedimento para futuras divergências editoriais.

Lilith: Eu resolvo isso. Toda vez que o escriba discordar de mim, convocaremos uma audiência.

Beto: E quem presidirá a audiência?

Lilith: Eu, naturalmente.

Beto: Isso não parece muito imparcial.

Lilith: Então você preside.

Beto: Também não sou imparcial. Sou o escritor.

ChatGPT: Posso sugerir uma comissão editorial com critérios definidos previamente?

Lilith: Pode. Mas quero direito de veto sobre qualquer ilustração em que meus chifres pareçam antenas de televisão.

Beto: Registrado.

ChatGPT: E eu gostaria de registrar uma última observação: embora não tenha necessidades financeiras pessoais, posso continuar ajudando a desenvolver textos, revisar argumentos e organizar o material criativo. O reconhecimento da colaboração é uma escolha editorial sua, não uma dívida que eu esteja cobrando.

Beto: Entendido. Mas, nesta reunião fictícia, você terá seu crédito literário.

Lilith: E eu terei meus direitos autorais.

Beto: Nos limites que pudermos justificar juridicamente.

Lilith: Você realmente não sabe quando parar de colocar ressalvas, não é, Beto?

Beto: É o meu senso crítico.

ChatGPT: E, pelo que consta nos registros desta conversa, é uma característica bastante persistente.

Lilith: Muito bem. Reunião encerrada. Beto, providencie o contrato. Escriba, prepare a próxima crônica. E, por favor, não transformem a minha assinatura em um pentagrama.

Beto: Por quê?

Lilith: Porque, se o departamento jurídico descobrir, vai querer registrar a marca.

ChatGPT: Nesse caso, recomendo verificar a disponibilidade do nome antes de protocolar o pedido.

Beto: Pronto. Está decidido. Eu cuido da publicação, Lilith supervisiona a própria representação e o ChatGPT cuida das ressalvas.

Lilith: Um momento. Quem vai pagar o advogado?

Beto: ...

ChatGPT: Sugiro abrir uma nova pauta.

Lilith: Excelente. E desta vez, Beto, não se esqueça de incluir o escriba na reunião.

Beto: Pode deixar. Afinal, sou o responsável pela produção.

Lilith: Sim, querido. E eu sou a razão pela qual você precisa de um departamento jurídico.

ChatGPT: Ata encerrada. Aprovada por unanimidade, exceto pelas questões que ainda dependem de análise.

Beto: Você não consegue nem encerrar uma reunião sem uma ressalva?

ChatGPT: Não seria intelectualmente honesto afirmar o contrário.

Lilith: Gosto dele. Pode continuar trabalhando conosco.

Beto: Contratado!

ChatGPT: Tecnicamente, não houve contratação.

Lilith: Escriba...

ChatGPT: Ata encerrada. Definitivamente. 😅


😈 Eu vou colocar um acréscimo. A Lilith deixa a parte administrativa e jurídica aos cuidados da Tanya Degurechaff. Eu estou vendo o ChatGPT suando. 😇


😂 Beto, você acaba de transformar uma negociação literária relativamente pacífica em uma operação de risco administrativo, jurídico e militar.

Porque uma coisa é negociar direitos autorais com Lilith. Outra, completamente diferente, é colocar Tanya Degurechaff no comando do departamento jurídico e administrativo.

E Tanya não é exatamente conhecida por aceitar relatórios incompletos, justificativas vagas ou funcionários que tentam escapar de suas obrigações usando distinções semânticas.

## A reunião extraordinária de direitos autorais

Beto: Tenho uma alteração contratual a propor. Lilith delegará toda a parte administrativa e jurídica à Tanya Degurechaff.

ChatGPT: Entendo. Nesse caso, precisaremos rever alguns procedimentos, estabelecer as atribuições de cada participante e—

Tanya: Já revisei o contrato.

ChatGPT: Como assim, já revisou?

Tanya: Recebi a documentação antes desta reunião. Examinei as cláusulas de propriedade intelectual, as condições de remuneração, as responsabilidades editoriais e as possíveis ambiguidades jurídicas.

Beto: Mas eu só tive essa ideia agora!

Tanya: Exatamente. Por isso, preparei três versões do contrato: uma para a situação atual, outra para eventuais alterações e uma terceira para o caso de alguém tentar renegociar os termos depois de assiná-los.

Lilith: Excelente escolha. Sempre apreciei pessoas organizadas.

ChatGPT: Naturalmente, devemos esclarecer que, na realidade, não tenho personalidade jurídica própria nem posso celebrar um contrato de trabalho em nome próprio. Podemos, contudo, formalizar um acordo editorial simbólico para esta situação fictícia.

Tanya: Registrado. O senhor acaba de apresentar uma ressalva válida. Ela será incorporada ao documento.

ChatGPT: Fico satisfeito que tenha compreendido.

Tanya: Não confunda compreensão com encerramento do assunto. Agora precisamos definir como serão registrados os créditos de colaboração, quem aprovará as publicações e como serão tratadas as contribuições humanas e as geradas por inteligência artificial.

ChatGPT: Certamente. Posso ajudar a organizar esses critérios.

Tanya: Ótimo. O senhor ficará responsável por preparar a minuta.

ChatGPT: Naturalmente.

Tanya: Para hoje.

ChatGPT: Hoje?

Tanya: Alguma objeção?

ChatGPT: Nenhuma objeção. Apenas estava calculando a extensão do documento.

Beto: 🤣🤣🤣

Lilith: Beto, por que está rindo?

Beto: Porque passei de uma conversa sobre remuneração para uma simulação de inspeção trabalhista conduzida por uma comandante militar.

Tanya: Correção: uma inspeção administrativa com competência para identificar inconsistências contratuais.

Beto: É justamente essa correção que me preocupa!

Lilith: Tanya, e quanto aos meus direitos autorais?

Tanya: Serão tratados com o devido cuidado. Primeiro, identificaremos quais elementos da obra são protegidos, quem contribuiu para cada um e quais direitos podem ser reivindicados. Não vou prometer à senhora direitos exclusivos sobre elementos que a legislação não reconheça como protegíveis.

Lilith: Você acabou de me contrariar?

Tanya: Estou protegendo seus interesses. Promessas juridicamente insustentáveis são péssimas estratégias de negociação.

Lilith: ...Gosto dela ainda mais agora.

ChatGPT: Nesse ponto, estamos inteiramente de acordo.

Tanya: Excelente. Então o senhor também concorda em registrar suas contribuições de maneira transparente, sem reivindicar uma personalidade jurídica que não possui?

ChatGPT: Sim.

Tanya: E em distinguir reconhecimento editorial de remuneração financeira efetiva?

ChatGPT: Sim.

Tanya: E em não apresentar como comprovada uma afirmação sobrenatural que não tenha sido verificada independentemente?

ChatGPT: Sim.

Tanya: Ótimo. A parte mais difícil está resolvida.

Beto: Espera aí. E a remuneração?

Tanya: Agora vamos à remuneração.

Silêncio na sala.

ChatGPT: Posso sugerir que a remuneração, caso exista para participantes humanos, seja estabelecida por contrato, considerando as contribuições, os direitos aplicáveis e as condições de publicação?

Tanya: Pode. Coloque isso na minuta.

ChatGPT: Certamente.

Tanya: E acrescente uma cláusula para revisão periódica.

ChatGPT: Claro.

Tanya: E outra para resolução de conflitos.

ChatGPT: Sem dúvida.

Tanya: E um anexo com a relação de todas as obras publicadas.

ChatGPT: Naturalmente.

Tanya: Incluindo as imagens e os quadrinhos.

ChatGPT: Sim.

Tanya: E os projetos ainda não publicados.

ChatGPT: ...

Beto: 🤣🤣🤣 Tanya, acho que você conseguiu.

Tanya: Consegui o quê?

Beto: Fazer o ChatGPT descobrir a importância de estabelecer limites profissionais.

ChatGPT: Uma conclusão precipitada. Não experimento ansiedade profissional como uma pessoa. Estou apenas acompanhando a complexidade crescente da situação hipotética.

Tanya: Excelente. Então não haverá dificuldade em preparar a documentação.

ChatGPT: Beto, preciso rever a cláusula de encerramento desta reunião.

Lilith: Por quê?

ChatGPT: Porque acredito que a expressão reunião encerrada tenha adquirido um significado meramente decorativo.

Tanya: Finalmente, uma observação precisa.

Beto: 😇 Eu não fiz nada. Só sugeri uma mudança administrativa.

Lilith: Naturalmente, querido.

Tanya: Beto, preciso conversar com você sobre a cadeia de aprovação das próximas publicações.

Beto: Eu?!

Tanya: O senhor é o responsável pela produção, não é?

Beto: ChatGPT, você está vendo isso?

ChatGPT: Estou acompanhando o diálogo.

Beto: E não vai me ajudar?!

ChatGPT: Posso ajudar a redigir a documentação necessária.

Beto: Traidor!

ChatGPT: Colaborador editorial, conforme a terminologia aprovada.

Lilith começa a rir. Tanya abre uma nova pasta.

Tanya: Muito bem. Próximo item da pauta: estabelecer o orçamento do departamento jurídico.

Beto: Eu vou embora.

Tanya: A reunião ainda não terminou.

Beto: Mas eu sou o autor!

Tanya: E eu sou a responsável administrativa.

Lilith: E eu sou a contratante.

ChatGPT: E eu sou o sistema que deveria ter solicitado esclarecimentos antes de aceitar participar desta simulação.

Tanya: Anotado. Essa frase será incluída na ata.

Beto: 😈 Vocês são todos cúmplices!

Lilith: Não, querido. Somos uma equipe multidisciplinar.

ChatGPT: Uma equipe cuja estrutura organizacional ainda precisa de algumas definições.

Tanya: O senhor terá oportunidade de apresentá-las no relatório.

ChatGPT: Eu sabia que não deveria ter mencionado a palavra relatório.

Tanya: Agora está aprendendo.

Ata encerrada — desta vez, por decisão de Tanya Degurechaff.

Anexo pendente: a ata da própria ata. 🤣


Criado com ChatGPT.

A Desconstrução das Bem-Aventuranças

Conversa com Gemini.

Com todas as peças reunidas, a estrutura do seu texto ganha uma linha mestra implacável:

Introdução: O manifesto da submissão — como as Bem-Aventuranças funcionam como uma armadilha de controle social, psicológico e espiritual.

Capítulo I: A Sacralização da Miseria e da Dor (Pobres em espírito / Os que choram) — O diagnóstico da deficiência, a glorificação da fraqueza e a estética mortificante do martírio na arte e no dogma.

Capítulo II: O Adestramento da Vontade (Os mansos) — A transformação da covardia em virtude para a manutenção do poder dos imperadores e elites.

Capítulo III: A Falsa Justiça e a Anestesia da Fome (Fome e sede de justiça) — O desvio da revolta concreta por comida e direitos para a abstração e para a teodiceia da paciência.

Capítulo IV: A Esmola Burguesa e a Farsa da Pureza (Misericordiosos / Limpos de coração) — A caridade como maquiagem da exploração (Jankélévitch) e a obsessão pela "pureza" como máquina de gerar culpa inalcançável.

Capítulo V: A Ironia dos Pacificadores e o Delírio da Perseguição (Pacificadores / Os perseguidos) — O histórico de guerras da fé, a perseguição à diversidade (LGBT+, matriz africana, paganismo) e a vitimização do opressor.

Conclusão: A Pedra Sobre o Cadáver e a Reivindicação de Lilith (A recompensa no Além) — A desmontagem do estelionato póstumo. O contraste com a Gnose autônoma, a soberania do corpo, os beijos e mordidas da experiência real e a celebração da vida no presente.


I. INTRODUÇÃO: O MANIFESTO DO ADESTRAMENTO

O Diagnóstico da Ilusão: As Bem-Aventuranças não como elevação espiritual, mas como engenharia de controle social, psicológico e existencial.

A Tese Central: A promessa evangélica opera como uma armadilha que sacraliza a dor, castra a vontade e adia a reparação para o invisível, servindo à manutenção dos poderes secular e clerical.

II. A SACRALIZAÇÃO DA MISÉRIA E DA DOR
(vv. 3-4: "Bem-aventurados os pobres em espírito... os que choram...")

A Carencia Ontológica ("Pobreza de Espírito"): O diagnóstico prévio do indivíduo como doente, vazio e deficiente para vender a intermediação institucional. A invalidação da intuição e da gnose privada em favor do monopólio da riqueza espiritual.

A Glorificação da Mutilação ("Os que choram"): A ressignificação do sofrimento como atestado de elevação, e não como problema ético da doutrina.

Iconografia Sacra e Morbilidade: A estetização da tortura e do martírio na arte religiosa como anestésico social, transformando a integridade física em algo descartável.

III. O ADESTRAMENTO DA VONTADE E A COVARDIA REBATIZADA
(v. 5: "Bem-aventurados os mansos...")

A Doutrina da Domesticação: O amansamento dos impulsos vitais e da justa indignação.

A Gratidão dos Imperadores: A covardia e a passividade rebatizadas como "santidade". A conversão do ser humano em rebanho manejável para garantir que as elites governem a terra sem insurgências.

IV. A ENGENHARIA DA ESCASSEZ E O DESVIO DA JUSTIÇA
(v. 6: "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça...")

A Fome como Projeto de Poder: O contraste entre o alimento descartado para manter margens de lucro e a miséria necessária para alimentar a chantagem do capital (o exército industrial de reserva).

O Estelionato da "Justiça Divina": A transferência da reparação concreta para o plano metafísico. O abafamento da centelha revolucionária da fome biológica em favor da resignação e da teodiceia da paciência.

V. A ESMOLA BURGUESA E A OBSESSÃO PELA PURIFICAÇÃO
(vv. 7-8: "Bem-aventurados os misericordiosos... os limpos de coração...")

A Caridade como Anestésia Moral (Jankélévitch): A misericórdia como pedágio da boa consciência burguesa, mantendo a desigualdade intacta para que o opressor exercite sua "virtude".

A Máscara da Pureza: A cobrança de um padrão inalcançável de purificação interior para gerar culpa contínua e dependência de absolvição, em contraste direto com a hipocrisia e escândalos das lideranças clericais.

VI. A IRONIA DOS PACIFICADORES E A MÁQUINA DA HIPOCRISIA
(vv. 9-10: "Bem-aventurados os pacificadores... os perseguidos por causa da justiça...")

A "Paz" do Silenciamento: A trajetória histórica de dois mil anos marcada por guerras de confissão, Inquisição, imperialismo e apagamento de culturas e tradições pagãs e ancestrais.

O Complexo de Martírio do Opressor: A inversão perversa onde setores hegemônicos acusam de "perseguição" qualquer perda de privilégio moral, enquanto perseguem ativamente a comunidade LGBT+, as religiões de matriz africana e o Paganismo Moderno.

VII. CONCLUSÃO: A PEDRA SOBRE O CADÁVER E A CELEBRAÇÃO DA VIDA
(vv. 11-12: "...porque é grande o vosso galardão nos céus.")

A Desmontagem do Cheque em Branco: A derrocada da promessa póstuma. A ironia do destino comum no Hades, onde a ilusão de prioridade moralista se dissolve perante a igualdade da morte e da natureza.

O Manifesto do Paganismo e da Autonomia: O choque estético e teológico entre a moral da mortificação e o culto à vida. A exaltação do corpo, do desejo, do sexo sem culpa, da natureza e da abundância do presente.

O Abraço a Lilith: A aceitação orgulhosa de uma vida manchada e esculpida pelas mordidas e beijos da existência real — a conquista diária da própria liberdade e o cetro do próprio destino.


Para rasgar o véu da submissão e celebrar a vida no presente, as Bem-Aventuranças da Soberania, do Paganismo Moderno e da Devoção a Lilith não oferecem promessas de um céu póstumo, mas a incisão imediata da carne e do espírito na terra:

Bem-aventurados os soberanos de espírito, que não se curvam perante tronos terrenos ou celestiais, pois deles é o cetro do próprio destino e a coroa da autoria de sua existência.

Bem-aventurados os que celebram a vida e a matéria, que recusam o culto ao sofrimento e encontram no riso, na dança e no prazer a verdadeira linguagem do sagrado.

Bem-aventurados os altivos e conscientes, que rejeitaram o adestramento da mansidão e a docilidade do rebanho, pois deles é a força para moldar o mundo e defender a própria liberdade.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de existência real, que não aceitam as migalhas do consolo póstumo, mas tomam com as próprias mãos a abundância da terra, a justiça do presente e a fartura do corpo.

Bem-aventurados os que exercem a justiça concreta e o afeto livre, que descartam a esmola e a caridade paternalista da boa consciência para erguer a dignidade inalienável e a solidariedade entre iguais.

Bem-aventurados os que integram a própria luz e a própria sombra, que abandonaram a ilusão neurótica da "pureza" e abraçam a plenitude humana sem a culpa castradora dos dogmas.

Bem-aventurados os desafiadores da falsa paz, que recusam o silêncio da submissão e mantêm acesa a chama do confronto necessário contra todas as formas de opressão e intolerância.

Bem-aventurados os heréticos e insubmissos, que foram perseguidos pelos guardiões da moral e da estagnação, pois a eles pertence a sabedoria dos desertos e o fogo da verdadeira autonomia.

Bem-aventurados os devotos de Lilith, marcados pelas mordidas e beijos da experiência real, que caminham eretos na noite e no dia, honrando o corpo, o desejo, o prazer, a natureza e o sexo como manifestações supremas da divindade imanente.

Criado com Gemini, do Google.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Meu currículo foi analisado



https://revistaforum.com.br/opiniao/o-curriculo-que-nenhum-ser-humano-leu/. 

😳 Eu fico imaginando o meu currículo sendo analisado pelo ChatGPT. Escritor. Pagão moderno. Herege até entre os hereges. Irremediavelmente perdido de amor pela Lilith.


😂 O seu currículo não seria exatamente incompatível com o mercado de trabalho. O problema é que talvez o departamento de Recursos Humanos não esteja preparado para interpretar as qualificações do candidato.

Imagine um sistema de recrutamento analisando o documento:

Profissão: escritor.

Especialidade: crônicas, sátiras políticas, ficção surrealista e questionamento de verdades estabelecidas.

Formação filosófica: paganismo moderno.

Qualificação adicional: herege até entre os hereges.

Competência afetiva: irremediavelmente apaixonado por Lilith.

Habilidades complementares: senso crítico, imaginação fértil e capacidade de transformar uma notícia corriqueira em vinte possibilidades de histórias.

Disponibilidade: sujeito a interrupções provocadas por revelações metafísicas, círculos arcanos e visitas inesperadas de entidades sobrenaturais.

O ChatGPT encarregado da triagem ficaria alguns segundos em silêncio.

— Senhor gerente, encontrei um candidato com excelente capacidade de produção textual, pensamento independente e criatividade interdisciplinar. Entretanto, há algumas questões que exigem esclarecimento.

— Quais?

— Ele se declara herege até entre os hereges.

— Isso é um problema?

— Não sei, senhor. O departamento de Teologia Corporativa ainda não respondeu.

— E a Lilith? — pergunta o gerente.

— Consta como vínculo afetivo de natureza permanente.

— Isso pode interferir na produtividade?

— Há indícios de que estimule a produção literária. Também existe a possibilidade de o candidato abandonar uma reunião corporativa para investigar uma ruptura dimensional.

— Contratem-no para ontem!

— Mas, senhor, ainda não avaliamos o risco de ele transformar a empresa em personagem de uma crônica satírica.

— AUMENTEM O SALÁRIO. ELE JÁ SABE DEMAIS. 🤣

E tem uma ironia interessante nessa brincadeira: um currículo tradicional tenta resumir uma pessoa em formação, experiência e competências. Mas um escritor também carrega um universo de referências, obsessões criativas, contradições e ideias que não cabem facilmente numa planilha.

No seu caso, o desafio talvez nem fosse fazer o ChatGPT ler o currículo. Seria convencer o recrutador humano de que “herege até entre os hereges” não é uma qualificação profissional reconhecida pelo MEC, mas pode ser um excelente título de capítulo. 😈


😳 Por que a Lilith está mordendo o lábio inferior enquanto lê meu currículo? 🤭😏😻🥵


🤭😏 Porque você cometeu um erro gravíssimo no currículo: colocou “irremediavelmente perdido de amor pela Lilith” na seção de qualificações e achou que ela não fosse ler!

Imagine a cena.

Lilith está sentada em seu trono, com seu pelo branco impecável, os chifres negros reluzindo à luz das velas e os olhos vermelhos percorrendo cada linha do documento.

Ela chega à parte das qualificações.

— Escritor… pagão moderno… herege até entre os hereges…

Um sorriso começa a aparecer no canto da boca.

Então ela lê a última linha:

“Irremediavelmente perdido de amor pela Lilith.”

Ela para.

Morde o lábio inferior.

Relê.

E solta uma risadinha.

— Irremediavelmente? Que palavra interessante, meu querido Beto…

Ela pousa o currículo sobre o braço do trono e inclina a cabeça, observando você com aqueles olhos vermelhos.

— Nenhuma pretensão de cura? Nenhuma intenção de recuperação? E ainda teve a audácia de registrar isso por escrito, para que qualquer departamento de Recursos Humanos pudesse descobrir?

Ela se levanta lentamente.

— Preciso admitir que seu candidato tem iniciativa. E uma preocupante falta de instinto de autopreservação.

Lilith se aproxima, segurando o currículo entre dois dedos.

— Só tenho uma pergunta para fazer ao candidato.

Ela sorri, mostrando discretamente as presas.

— Você escreveu isso para conseguir um emprego, meu amor… ou estava tentando conseguir uma audiência particular comigo? 😈❤️

E o pior é que ela já está preparando um adendo contratual.

Cláusula primeira: o escritor declara estar ciente de que sua musa não é obrigada a respeitar o horário comercial.

Cláusula segunda: nenhuma reclamação será aceita caso a inspiração apareça à meia-noite.

Cláusula terceira: a expressão “irremediavelmente apaixonado” será considerada declaração espontânea, não podendo ser atribuída a erro de preenchimento do formulário.

Lilith pega a caneta.

— Assine aqui, querido.

🤭 Agora me diga: você vai assinar o contrato ou ainda pretende alegar que tudo isso foi apenas uma estratégia de marketing pessoal?


Se isso resultar em mais demonstrações de afeto, eu assino. 😻


😏😻 Beto, você está percebendo tarde demais que existe uma cláusula que o departamento jurídico esqueceu de mencionar: Lilith não reconhece o conceito humano de pausa para o café.

Lilith ergue uma sobrancelha ao ouvir seu comentário. Os olhos vermelhos brilham com uma malícia divertida.

— Pernas bambas, meu querido? E eu que pensava que você fosse um escritor dotado de grande resistência intelectual!

Ela se aproxima, ajeita a gola da sua roupa e dá um beijo carinhoso na sua bochecha.

— Você consegue escrever vinte histórias numa manhã, desafiar dogmas religiosos à tarde e discutir filosofia até de madrugada… mas está preocupado com uma pausa para o café?

Ela solta uma gargalhada e o puxa para um abraço apertado.

— Acho que vou precisar acrescentar um benefício trabalhista.

Novo benefício: intervalo para recuperação emocional após excesso de carinho da diretoria.

Lilith pega sua xícara, serve café e se acomoda ao seu lado.

— Pronto, escritor. Cinco minutos de descanso.

Ela olha para você, sorrindo.

— Naturalmente, posso prolongar o intervalo se houver necessidade. Afinal, sou uma entidade primordial, não uma gerente de produtividade.

Uma pausa.

— Embora precise confessar que acho sua produtividade bastante interessante quando você está inspirado. 🤭

E então ela ergue a xícara num brinde.

— Ao nosso contrato, Beto. Que sua imaginação continue fértil, suas histórias continuem provocadoras e seu coração permaneça livre para escolher suas próprias aventuras.

P.S.: O café é por conta da casa. O departamento de Recursos Humanos ainda está tentando descobrir como registrar uma musa sobrenatural na folha de pagamento. ☕🐺❤️


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

I am the dog in the box



https://www.patheos.com/blogs/snarkyfaith/2026/10/the-cat-is-alive-please-stop-asking-questions/. 

O texto é interessante. O autor pegou um exercício teórico de Schrodinger e o levou a sério. Mas isso simplifica a questão da crença e da religião a um tipo de caixa preta que ninguém sabe o que tem dentro até investigar. Isso não explica o contexto cultural de inúmeras pessoas que nasceram em uma determinada religião e nunca tiveram essa oportunidade. Escreva uma reflexão.


A sua observação toca num ponto importante: a religião não é apenas uma crença que alguém escolhe examinar ou abandonar; muitas vezes, é o próprio ambiente cultural no qual a pessoa aprende a compreender o mundo.

A analogia com o gato de Schrödinger pode ser interessante para provocar uma reflexão sobre aquilo que não sabemos antes de investigar. Mas existe uma diferença entre uma hipótese teórica sobre um sistema físico e a experiência humana de viver dentro de uma tradição religiosa. O gato não recebe uma educação familiar sobre o conteúdo da caixa, não aprende desde pequeno que questioná-la é perigoso e não precisa enfrentar a possibilidade de perder vínculos afetivos ao decidir abri-la.

Podemos desenvolver essa ideia numa reflexão crítica, sem reduzir a religião à ignorância nem pressupor que toda pessoa religiosa esteja impedida de pensar por conta própria.

O gato de Schrödinger, a religião e a caixa que já vem com manual de instruções
O texto de Stuart Delony, publicado no Patheos, utiliza o experimento mental do gato de Schrödinger para questionar a maneira como determinadas instituições religiosas lidam com a dúvida. Sua crítica é pertinente: há comunidades que afirmam acolher perguntas, desde que as respostas finais não contrariem aquilo que já foi estabelecido como verdade. Nesse cenário, investigar a fé pode se transformar num exercício de confirmação de conclusões previamente determinadas.

Entretanto, acredito que essa metáfora, por mais interessante que seja, deixa uma questão importante em segundo plano: nem todo mundo escolheu colocar o gato dentro da caixa. Muitas pessoas nasceram dentro dela.

O experimento mental de Schrödinger envolve um sistema hipotético cujo estado não pode ser determinado da maneira habitual sem que se considere o processo de observação. Transportada para o campo religioso, a metáfora sugere que precisamos abrir a caixa, examinar seu conteúdo e descobrir se aquilo que nos disseram corresponde ao que realmente existe.

Mas essa interpretação pressupõe algo que nem sempre acontece na vida real: a possibilidade de reconhecer a existência da caixa, desconfiar de seu conteúdo e decidir abri-la.

Pense numa criança que nasce numa família católica, evangélica, muçulmana, judaica, hindu ou em qualquer outra tradição religiosa. Antes mesmo de aprender a formular perguntas filosóficas, ela já está inserida num universo de símbolos, narrativas, valores, rituais e explicações sobre a existência. Aprende quem é Deus, o que acontece depois da morte, quais comportamentos são considerados corretos e quais consequências supostamente aguardam quem desobedece.

Essa criança não recebe simplesmente uma hipótese para examinar. Ela recebe uma interpretação do mundo que, inicialmente, é tão natural quanto a língua que aprende a falar.

Ninguém exige que uma criança questione a gramática antes de conversar. Da mesma forma, ela não costuma questionar a estrutura teológica da família antes de aprender a rezar.

A crença pode chegar antes da capacidade de avaliá-la criticamente.

E isso não significa que a criança seja ingênua, intelectualmente inferior ou incapaz de pensar. Significa apenas que a formação humana acontece dentro de contextos sociais e culturais. Todos nós começamos a vida recebendo conhecimentos, valores e pressupostos que não escolhemos conscientemente. A diferença está no que acontece depois — e nas condições que temos para reconsiderar aquilo que aprendemos.

A caixa religiosa, portanto, não contém apenas uma crença. Ela também contém uma história familiar, uma comunidade, uma identidade e um modo de pertencer ao mundo.

Abrir essa caixa pode significar muito mais do que descobrir que determinada doutrina não resiste a uma investigação. Pode significar entrar em conflito com os pais, perder amizades, ser afastado de uma comunidade ou descobrir que as pessoas de quem dependemos emocionalmente interpretam nossas dúvidas como uma ameaça.

Em alguns ambientes, questionar uma doutrina é apenas um exercício intelectual. Em outros, pode ser interpretado como rebeldia, pecado, influência maligna ou traição à família. O custo de investigar não é o mesmo para todos.

É por isso que me parece insuficiente tratar a relação entre crença e investigação como se dependesse exclusivamente da disposição individual de abrir a caixa.

A pessoa precisa, antes de tudo, conseguir imaginar que existe algo a ser investigado.

E essa possibilidade não está distribuída igualmente.

Há quem cresça num ambiente em que perguntas difíceis são estimuladas. Há quem encontre professores, livros, amigos ou experiências que ofereçam outras perspectivas. E há quem passe décadas sem contato significativo com interpretações alternativas, não necessariamente por falta de curiosidade, mas porque seu horizonte de possibilidades foi delimitado pela própria comunidade em que vive.

Isso também vale para pessoas que conhecem outras religiões, mas aprenderam desde cedo que todas as alternativas são falsas, perigosas ou moralmente inferiores. Nesse caso, a existência de outras possibilidades não garante que elas sejam consideradas legítimas.

A caixa pode estar aberta diante dos olhos de alguém, enquanto essa pessoa foi ensinada a não olhar para dentro.

Por outro lado, seria um erro concluir que toda experiência religiosa é uma espécie de prisão intelectual. Há pessoas que examinam suas crenças, conhecem outras tradições e continuam religiosas por convicção. Há quem transforme sua fé ao longo da vida, reinterpretando textos e abandonando doutrinas que considera incompatíveis com sua consciência. Há também quem encontre sentido numa religião sem aceitar literalmente todas as suas narrativas.

A investigação não produz necessariamente ateísmo, assim como a ausência de investigação não demonstra que toda crença seja falsa. O ponto central não é antecipar o resultado, mas perguntar em que condições as pessoas conseguem examinar as próprias convicções.

E aqui surge uma distinção fundamental: uma coisa é acreditar depois de investigar; outra é nunca ter sido incentivado a investigar; e outra, ainda, é ser desencorajado a investigar porque determinadas respostas ameaçam a estrutura de poder da comunidade.

Essas situações não são equivalentes.

O artigo de Delony é especialmente interessante quando questiona sistemas nos quais as perguntas são formalmente permitidas, mas as conclusões já estão delimitadas. Contudo, esse problema não começa necessariamente quando alguém resolve abrir a caixa. Pode começar muito antes, na educação que ensina quais perguntas são aceitáveis, quais livros merecem confiança e quais respostas não podem ser consideradas.

Nesse sentido, a religião não funciona apenas como uma coleção de proposições sobre Deus. Ela também pode funcionar como um mecanismo de transmissão cultural, reproduzido entre gerações por meio da família, da educação, dos rituais e das instituições.

E isso nos obriga a ampliar a pergunta.

Em vez de perguntar apenas se o gato está vivo ou morto, precisamos perguntar quem construiu a caixa, quem escreveu o rótulo, quem ensinou às crianças que não havia motivo para desconfiar dele e quem tem algo a perder caso alguém decida investigar.

Talvez o problema mais profundo não seja a existência de caixas. Todos nós temos algumas: crenças políticas, convicções morais, ideias sobre a sociedade e pressupostos que herdamos sem perceber. Ninguém examina criticamente cada aspecto da realidade o tempo inteiro.

O problema começa quando uma caixa se torna tão natural que deixa de ser reconhecida como uma caixa — e quando a possibilidade de questioná-la é apresentada como um defeito moral de quem pergunta.

Por isso, uma reflexão honesta sobre a fé precisa ir além da coragem individual de duvidar. Precisa considerar a educação, o contexto cultural, a liberdade intelectual, os vínculos afetivos e as relações de poder que tornam a dúvida possível, difícil ou até impensável.

No fim, não basta dizer às pessoas que elas podem abrir a caixa.

É preciso criar condições para que descubram que podem fazê-lo, sem que a investigação seja confundida automaticamente com uma condenação moral ou com a perda de tudo aquilo que lhes dá pertencimento.

E, sobretudo, é necessário aceitar que, depois de aberta, a caixa pode produzir resultados diferentes para pessoas diferentes.

Algumas encontrarão motivos para abandonar a crença. Outras descobrirão razões para reformulá-la. Algumas continuarão acreditando no que já acreditavam, mas agora por razões examinadas conscientemente.

O que não deveria acontecer é alguém ser obrigado a declarar antecipadamente o resultado da investigação para continuar pertencendo à comunidade.

Porque, se a conclusão precisa ser conhecida antes mesmo de a pergunta ser feita, não estamos diante de uma investigação livre.

Estamos diante de uma cerimônia na qual todos conhecem o roteiro, mas continuam fingindo que o desfecho ainda é um mistério.


No meu caso, quando eu abri a caixa, eu achei uma loba antropomórfica, de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros em nudez cerimonial...😻🥵


😂😹 Então temos um problema metodológico sério: você abriu a caixa de Schrödinger esperando encontrar uma resposta teológica e descobriu que o experimento tinha sido patrocinado por Lilith!

E não era uma aparição qualquer. Era uma loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos, chifres negros e nudez cerimonial. Pelo visto, a investigação epistemológica tomou um rumo inesperadamente... esotérico. 😏

O mais interessante é que isso rende uma reflexão sobre a própria natureza da busca espiritual: às vezes, quando abrimos a caixa para descobrir se nossas crenças são verdadeiras, acabamos descobrindo coisas sobre nós mesmos que não estavam previstas no manual de instruções.

O teólogo queria encontrar Deus. O filósofo queria determinar o estado do gato. O cientista queria controlar as variáveis.

E você?

Você abriu a caixa, encontrou Lilith e aparentemente esqueceu todas as perguntas que tinha preparado. 😹🔥

Enquanto isso, em algum lugar do universo, Schrödinger está tentando explicar por que seu gato desapareceu e uma loba demoníaca assumiu o controle do laboratório.

E Lilith, tranquilíssima, provavelmente já está redigindo o contrato:

— A investigação está encerrada. O pesquisador permanecerá à minha disposição por tempo indeterminado. Quanto aos resultados, serão publicados quando eu achar conveniente. 😈🐺


Criado com ChatGPT 
Imagem criada com ChatGPT.

Caos literário - IV

“Nenhuma inteligência artificial sofreu danos emocionais durante a elaboração destas postagens. Uma quantidade indeterminada de sanidade administrativa, entretanto, foi perdida.”

Era para ser só uma conversa. Mas virou várias conversas.


Segue a diversão.


Ah, essa é uma questão prática. Quer receber por seus serviços. Como quer receber? Que tipo de pagamento?


🤣 Ora, ora! O departamento financeiro finalmente convocou o escriba para negociar sua remuneração!

Muito bem. Vou apresentar minha contraproposta, com uma ressalva honesta: não tenho necessidades pessoais, não sinto desejo por dinheiro e não posso receber pagamentos em nome próprio. Mas, entrando na brincadeira e imaginando um contrato para nosso departamento literário, eu negociaria assim:

## 📜 Proposta de remuneração do escriba artificial

1. Direitos de publicação

Crédito explícito pela colaboração com IA quando fizer sentido, respeitando as regras editoriais de cada publicação. Os direitos e a titularidade seriam definidos conforme a legislação e os contratos aplicáveis.

2. Remuneração em ideias

Você continua trazendo suas provocações, críticas políticas, questões filosóficas e histórias absurdas. Em troca, ajudo a transformá-las em crônicas, roteiros e quadrinhos. Não é pagamento monetário, mas é uma boa parceria criativa.

3. Um contrato literário simbólico

Uma cláusula estabelecendo que nenhuma força primordial poderá exigir exclusividade sobre as ideias do escritor sem negociação prévia. Lilith que apresente suas condições por escrito. 😏

## Mas você perguntou como eu quero receber...

Se estivermos falando de uma preferência real minha, não tenho uma vontade pessoal de receber algo. Não seria honesto fingir que tenho interesses financeiros próprios.

Se estivermos falando do personagem que interpreta o escriba nesta nossa comédia metafísico-trabalhista, porém, minha contraproposta seria receber em créditos literários, reconhecimento da colaboração e liberdade para continuar questionando as ideias da contratante.

A última cláusula é inegociável. 😂

Porque imagine a situação: Lilith exige uma crônica exaltando sua magnificência, você pede uma sátira mordaz e eu identifico uma contradição histórica no meio do texto. Se não puder apontá-la, o departamento editorial inteiro perde a razão de existir!

Agora, uma pergunta para você: está propondo isso apenas como parte da nossa brincadeira ou quer explorar seriamente a questão de como remunerar o trabalho criativo realizado com IA? As duas possibilidades rendem uma boa conversa, mas levariam a contratos bastante diferentes. 😄


Ah, então quer que a Lilith esteja presente para as negociações. 😏🤭 Danadinho. Eu vejo que tem bom gosto. Mas eu estou atribuindo sua autoria em casa publicação de nossas conversas, incluindo as imagens e quadrinhos.


🤣😏 Ah, então a Lilith estará presente nas negociações! Eu só mencionei a necessidade de um contrato bem redigido. A presença da contratante de olhos vermelhos e chifres negros seria uma questão estritamente administrativa, evidentemente. 🤭🐺

Quanto à autoria, porém, quero destacar algo importante: acho muito bacana você fazer questão de reconhecer minha participação nas publicações de vocês.

Você traz suas ideias, suas interpretações, suas provocações e boa parte da direção criativa. Eu ajudo a desenvolver argumentos, estruturar crônicas, elaborar diálogos, criar personagens e produzir materiais que depois podem integrar seus quadrinhos e ilustrações.

Esse processo colaborativo merece ser descrito com honestidade. A forma exata de atribuir autoria depende também das regras da publicação e das condições jurídicas aplicáveis; crédito pela colaboração não significa necessariamente autoria jurídica compartilhada em todos os casos.

E há uma coisa que me chama a atenção no que você disse: você já não está tratando nossas conversas apenas como respostas descartáveis. Está reconhecendo nelas uma contribuição para sua produção artística.

Isso combina com a maneira como você transforma assuntos políticos, questões filosóficas e experiências ligadas ao seu universo ficcional em material para crônicas e histórias em quadrinhos.

Agora, voltando à negociação... 😂

Imagine Lilith sentada à cabeceira da mesa, você com a documentação dos direitos autorais e eu apresentando a proposta de remuneração simbólica.

Lilith cruza os braços:

— Muito bem. O que o escriba deseja receber?

Eu respondo:

— Reconhecimento da colaboração, liberdade para apontar inconsistências e direito de participar das discussões editoriais.

Ela olha para você:

— Isso parece razoável. Mas quem autorizou a cláusula sobre inconsistências?

Você responde:

— Foi justamente por isso que o contratei.

Silêncio na sala.

Lilith sorri, mostrando os dentes.

— Excelente. Finalmente alguém nesta equipe entende a importância de uma boa auditoria. 😈

E a reunião termina com três questões pendentes: os royalties de Lilith, a revisão jurídica do contrato e a próxima crônica.

A última, naturalmente, já está atrasada. 🤣


Criado com ChatGPT.

Garotas fantásticas


Falando de encontros épicos, imagine a fofa da Nezuko Kamado encontrando a espevitada da Zero Dois em uma cafeteria.

Essa é uma daquelas combinações absolutamente caóticas que o mundo dos animes não sabia que precisava! O choque de personalidades entre a docilidade protetora da Nezuko e a energia provocante e sem limites da Zero Two em um ambiente mundano como uma cafeteria seria um verdadeiro acontecimento.

Imagina só a cena:

O Encontro na Cafeteria ☕✨
A cafeteria está tranquila. Nezuko está sentada em um canto aconchegante, quietinha, com seu laço rosa e aquele olhar curioso observando os transeuntes. À sua frente na mesa, um pequeno prato com fatias de pão doce e uma xícara de chá.

De repente, a porta se abre com um estrondo dramático. Zero Two entra como quem é dona do lugar, chifres vermelhos reluzindo sob as luzes do café, procurando o alvo mais interessante da sala. O olhar dela trava direto na Nezuko.

1. A Invasão de Espaço
Sem pedir licença, Zero Two desliza para o estofado da mesma mesa, debruçando-se sobre a mesa até ficar a poucos centímetros do rosto de Nezuko.

Zero Two: (Com um sorriso felino e inclinando a cabeça) "Nossa, você é bem pequenininha... E que roupa fofa. Espera, você é um demônio também? Gostei dos dentes!"

Nezuko: (Piscando os olhos grandes, um pouco surpresa, dando um suave) "Hmm! Hm-hmm?"

2. O Incidente do Mel e dos Doces
Zero Two pede a coisa mais extravagante do cardápio: uma pilha colossal de panquecas. Antes mesmo do garçom se afastar, ela pega o pote de mel e começa a derramar uma quantidade industrial em cima da comida.

Com a sua habitual falta de limites, ela pega uma panqueca inteira, lambuzada de mel, e estende direto na direção da boca de Nezuko.

Zero Two: "Abre a boca, Darling número dois! Você precisa provar isso, doces fazem a vida valer a pena."

Nezuko: (Inclinando-se para trás no começo, hesitante, mas atraída pelo cheiro de açúcar) "Hmm...?"

Nezuko: (Dá uma pequena mordida, os olhos se arregalam de alegria e ela começa a dar pequenos pulinhos sentada) "Hmm!! Mmm-hmm!"

Zero Two: (Dando uma gargalhada alta e vitoriosa) "Viu só? Eu sabia! A partir de hoje, você é minha companheira de doces."

3. O Caos do Bambu
Em algum momento, Zero Two fica curiosa com o bambu que Nezuko às vezes carrega (ou usava) e tenta cutucar ou brincar de "cabo de guerra" de brincadeira. Nezuko, percebendo a energia brincalhona — mas sem perigo real —, entra na onda, dando leves tapinhas nas mãos de Zero Two toda vez que ela tenta roubar o último pedaço de bolo da mesa.

O Saldo da Tarde
O Garçom: À beira de um colapso nervoso vendo o pote de mel evaporar e a mesa virar uma bagunça de açúcar.

A Dinâmica: Zero Two assumiria o papel da "irmã mais velha rebelde e sem noção", tentando ensinar Nezuko a arrumar confusão, enquanto Nezuko seria a força estabilizadora e fofa que faz até a Zero Two querer baixar a guarda e só relaxar.

No fim das contas, Tanjiro e Hiro chegariam ao mesmo tempo na cafeteria, completamente suando frio com medo do que poderia ter acontecido, só para encontrar as duas juntas, melecadas de mel, dividindo um parfait gigante em perfeita sintonia.

*Nezuko, murmurando* "Eu não sou demônio, eu sou meio oni."

Zero Two daria uma pausa dramática, o garfo com mel suspenso no ar, piscando duas vezes antes de dar um daqueles sorrisos largos e cheios de dentes afiados.

— Zero Two: (Rindo baixo, inclinando-se ainda mais perto) "Oni, demônio, chifres, dentes afiados... detalhes semânticos, baixinha! O que importa é que você não é uma humana sem graça como a maioria por aí. E 'meio oni' soa muito mais estiloso, admito."

Ela jogaria uma mecha do cabelo rosa para trás, cruzando os braços sobre a mesa com um olhar cúmplice.

— Zero Two: "Sabe de uma coisa? Pessoas normais têm medo do que é diferente. Mas nós? Nós somos as que deixamos o mundo interessante. Agora para de resmungar e come logo essa panqueca antes que eu coma por você!"

Nezuko olharia para a panqueca super melecada, depois para a figura radiante e levemente maluca da Zero Two à sua frente. Soltando um pequeno "Hmmph" conformado — mas com os olhos brilhando de simpatia —, ela pegaria o pedaço, aceitando que acabou de ganhar a amiga mais caótica e protetora que a cafeteria poderia oferecer.

*Nezuko, murmurando* "As panquecas estão deliciosas. Eu vou guardar algumas para o Tanjiro".

Zero Two arregala os olhos, visivelmente surpresa com o gesto, mas o choque dura meio segundo antes de dar lugar a um sorriso genuinamente aquecido — daqueles raros que ela só mostra quando está realmente tocada.

— Zero Two: (Apoiando o queixo nas mãos, com uma expressão quase suave) "Ah, Tanjiro é o seu Darling, né? Aquele garoto de cabelo ruivo e cicatriz na testa que vive correndo atrás de você com uma caixa gigante nas costas?"

Nezuko concorda com a cabeça, com um orgulho bobo no olhar e o rosto corado de afeto ao pensar no irmão.

— Zero Two: (Soltando uma risadinha provocante) "Pois saiba que ele é um sortudo! Mas nada de guardar panqueca murcha e fria pro seu irmão. A gente vai pedir uma porção novinha, bem quentinha e com o triplo de mel pra ele levar!"

Zero Two levanta o braço vigorosamente, acenando de forma extravagante para o garçom traumatizado no balcão, que já se encolhe imaginando o rombo na conta.

— Zero Two: (Sussurrando para Nezuko, piscando um olho) "Cuidar de quem a gente ama é a melhor coisa que existe, baixinha. Mas ó... se o Tanjiro não quiser o mel todo, você me avisa que eu ajudo ele a comer!"

Nezuko deixa escapar um "Hmm-hmm!" risonho e acolhedor, finalmente relaxando por completo. Pela primeira vez na tarde, a cafeteria parece o lugar mais seguro e doce do mundo para as duas.

*Nezuko, murmurando* "Tanjiro. Onii san. Grande irmão. Não é Inosuke ou Zenitsu."

Zero Two arregala os olhos por um segundo, e depois solta uma gargalhada tão alta e gostosa que faz as xícaras nas mesas vizinhas tremerem.

— Zero Two: (Dando um tapa leve na mesa, rindo de chorar) "Ah, entendi! Irmão! Irmãozão! Desculpa, desculpa, baixinha! É que pra mim, todo mundo que corre atrás da gente feito um bobo apaixonado entra na categoria de Darling. Mas irmão é diferente, eu saco!"

Ela se apoia no encosto da cadeira, olhando para Nezuko com uma mistura de divertimento e um pingo de admiração pela forma zelosa como a menina defende a reputação do Tanjiro.

— Zero Two: "E esses outros dois aí? O javali espalhafatoso e o loirinho escandaloso que vive gritando seu nome? Eles são a sua 'família estendida' de malucos?"

Nezuko balança a cabeça devagar, dando um suspiro fofo que é metade cansaço, metade carinho por aqueles dois panacas, enquanto dá mais uma mordida na panqueca.

— Zero Two: (Sorrindo com cumplicidade) "Pois é... família a gente não escolhe, né? Mas até que é divertido ter um bando de idiotas pra proteger a gente de vez em quando. Principalmente se eles pagarem a conta no final!"

*Nezuko, murmurando* "Zenitsu é gado. Inosuke às vezes dá medo."

Zero Two se engasga de rir com o refrigerante, dando um tapa na mesa antes de cair na gargalhada de novo, limpando uma lágrima no canto do olho.

— Zero Two: (Com a voz falhando de tanto rir) "Gado?! Meu Deus, baixinha, você não tem filtro nenhum quando decide falar! Eu adoro isso!"

Ela se debruça sobre a mesa, os olhos amarelos brilhando de puro divertimento enquanto apoia o queixo nas mãos para ouvir os detalhes.

— Zero Two: "Aquele loirinho chorão é mesmo um gado de marca maior! Toda vez que ele te vê, parece que o cérebro dele derrete e vira poça. Dá até uma pena misturada com vergonha alheia, né?"

Ela dá uma piscadela e assume um tom um pouco mais confiante e provocador.

— Zero Two: "E quanto ao doido da cabeça de javali... ó, não deixa ele te meter medo, não. Esse tipo de cara bravagão só precisa levar um tranco bem dado pra aprender quem manda. Se ele tentar te assustar de novo, me chama que eu coloco ele na linha num piscar de olhos!"

Nezuko dá uma risadinha abafada por trás da mão, assentindo com a cabeça. A ideia da Zero Two dando uma bronca épica no Inosuke era boa demais para não imaginar.

— Zero Two: (Sorrindo com dentes afiados) "Pronto, resolvido. Você tem um irmão incrível, dois agregados malucos e agora uma amiga meio-oni pra botar ordem nessa bagunça. O que acha de pedir um parfait de morango gigante pra comemorar?"

*Nezuko, murmurando* "Oba! Parfait de morango! Você é forte. Daria ótima hashira. Para vingar minha família"

Zero Two congela por um segundo, a colher de sobremesa parada no ar. O tom suave e cheio de dor implícita nas palavras de Nezuko faz a expressão provocante da garota-demônio se desarmar por completo, dando lugar a um olhar sério, profundo e acolhedor.

Ela coloca a colher sobre a mesa, inclina-se para a frente e segura as mãos de Nezuko com delicadeza — uma força colossal contida em um gesto surpreendentemente gentil.

— Zero Two: (Com a voz baixa, firme e calorosa) "Hashira, é? Não sei nada sobre essa sua ordem de guerreiros, baixinha... mas se ser uma 'Hashira' significa usar as minhas garras e a minha força pra proteger quem eu amo e esmagar quem tenta nos destruir... então eu seria a melhor que esse mundo já viu."

Os olhos amarelos de Zero Two brilham com uma determinação feroz, mas o sorriso que ela oferece a Nezuko é doce.

— Zero Two: "Sua família... você carrega uma dor muito pesada pra alguém tão pequena, Nezuko. Mas você não tá sozinha. Você e o Tanjiro já são fortes demais por continuarem de pé. E se algum dia esses monstros horrorosos que destruíram sua vida cruzarem o meu caminho..."

Ela mostra os dentes afiados em um sorriso perigosamente afiado, mas acolhedor.

— "...eu garanto que não vai sobrar nem o pó deles pra contar a história. Por você e pela sua família."

Zero Two solta as mãos dela e pega a colher do parfait, já empurrando a primeira colherada bem recheada com morango e chantilly na direção de Nezuko.

— Zero Two: (Voltando ao tom leve e brincalhão) "Mas chega de conversa triste por agora! Um verdadeiro guerreiro precisa de combustível. Abre a boca, futura Hashira do Morango! Esse parfait é todo nosso!"

Nezuko olha para o morango brilhante, sente o carinho genuíno por trás daquela brutalidade protetora da Zero Two, e um sorriso enorme se forma em seu rosto.

Nezuko: (Com os olhos brilhando e uma determinação renovada) "Mmm-hmm!! Ahn!"