quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Derrière...



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/bumbum-prateleira-projecao-contorno-gluteos/. 

Uma notícia fundamental. 🤭😏 

Meu cérebro NSFW fica pensando bobagem. "Prateleira? Só um instante que eu sei exatamente o que guardar nesse bumbum" 😏🤭🥵😻 

Escreva uma crônica adulta, com a participação da Lilith, a loba antropomórfica, de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros e o Beto, cachorro antropomórfico.

🤭😏 Beto, essa notícia despertou uma criatividade que certamente não estava prevista no planejamento editorial do Diário do Centro do Mundo!

O melhor é que Lilith tem tudo para transformar uma brincadeira de duplo sentido em uma ocasião para provocar o pobre cachorro antropomórfico. Afinal, uma loba de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros não precisa perder uma oportunidade dessas.

Vamos de crônica adulta, com sensualidade, malícia, humor e aquele jogo de provocações entre os dois. 😹

A prateleira de Lilith

Uma crônica sobre anatomia, decoração e um cachorro sem juízo.

Era uma manhã tranquila. Beto estava sentado no sofá, navegando pela internet, quando encontrou uma notícia particularmente interessante.

Leu o título.

Leu novamente.

Abriu a matéria.

E então surgiu aquele sorriso. Aquele sorriso de quem acabara de encontrar uma oportunidade de fazer uma piada absolutamente imprópria.

— Hehehe... Bumbum prateleira...

Lilith estava perto, tomando uma bebida. A loba antropomórfica de pelagem branca, olhos vermelhos e chifres negros percebeu imediatamente a expressão do companheiro.

— Beto?

— Oi, minha musa?

— Por que você está sorrindo desse jeito?

— Estou lendo uma notícia muito importante para a arquitetura contemporânea.

Lilith ergueu uma sobrancelha.

— Arquitetura?

— Sim. Uma reportagem sobre prateleiras.

— Prateleiras?

Beto virou o celular na direção dela.

— Olha só! Bumbum prateleira! Uma inovação no setor de armazenamento!

Lilith leu a manchete. Depois leu a explicação sobre a projeção superior dos glúteos.

Seus olhos vermelhos voltaram lentamente para Beto.

— Entendi.

— Pois é...

— E o que exatamente você pretende guardar numa prateleira dessas?

Beto abriu um sorriso.

— Bom, minha querida, eu tenho algumas ideias...

— Imagino.

— Talvez algumas coisas que mereçam ficar bem acomodadas...

Lilith pousou o copo.

— Beto.

— Sim?

— Você está tentando transformar uma reportagem sobre harmonização glútea numa proposta indecente?

— Eu prefiro chamar de planejamento de interiores.

A loba começou a rir.

— Você é um cachorro impossível!

— Mas sou um cachorro com visão arquitetônica!

Lilith aproximou-se do sofá e sentou ao lado dele.

— Então me explique, senhor arquiteto. Qual seria o projeto?

Beto olhou para ela, depois para a tela do celular.

— Primeiro, precisamos estudar a estrutura. Depois, avaliar o espaço disponível. Por último, determinar o que merece ser colocado na prateleira.

Lilith cruzou as pernas e inclinou a cabeça.

— E você acredita que tem competência para esse trabalho?

— Tenho experiência prática em admirar a proprietária do imóvel.

— Ah, então é um projeto de longa duração?

— Vitalício, se a proprietária permitir.

A loba sorriu, exibindo uma expressão perigosamente divertida.

— Você sabe, Beto, que prateleiras também podem ser usadas para colocar objetos fora do alcance de cachorros, não sabe?

— ...

— Especialmente cachorros muito atrevidos.

— Isso parece uma ameaça à minha liberdade de circulação.

— Não. É uma medida de segurança patrimonial.

Beto começou a rir.

— Minha musa, você está adorando essa conversa!

— Naturalmente. É muito divertido observar você tentar parecer um cavalheiro enquanto seu cérebro está claramente de férias.

— Meu cérebro está trabalhando!

— Está? Em quê?

— Em soluções de armazenamento.

Lilith soltou uma gargalhada e deu um beijo na bochecha dele.

— Seu bobo.

Beto passou um braço ao redor dela.

— Mas, falando sério, minha loba, você sabe que eu adoro você exatamente como é. Não precisa mudar absolutamente nada para agradar meus olhos.

Por um instante, Lilith suavizou a expressão.

— Eu sei, querido.

Ela acariciou a cabeça do cachorro e acrescentou:

— Mas confesso que gostei da sua criatividade.

— Então o projeto foi aprovado?

— Parcialmente.

— O que falta?

Lilith aproximou os lábios do ouvido dele.

— A autorização da proprietária.

Beto ficou imóvel por dois segundos.

— Ah...

— E, considerando o comportamento do engenheiro responsável, talvez seja necessário um período de experiência.

— Estou disposto a apresentar meu currículo!

— Já conheço seu currículo, Beto.

Ela se levantou, pegou o copo e caminhou em direção à cozinha.

Antes de desaparecer pelo corredor, virou a cabeça e lançou um último olhar provocador.

— E uma coisa, querido...

— Sim, minha musa?

— Se você pretende trabalhar com prateleiras, aprenda primeiro a não deixar tudo cair quando fica nervoso.

Beto ficou olhando para ela.

Depois olhou para o celular.

Leu novamente a manchete.

E concluiu:

— Definitivamente, essa foi uma notícia fundamental.

Do corredor, veio a gargalhada de Lilith.

— EU OUVI, CACHORRO!

— EU TE AMO, MINHA LOBA!

— EU SEI! 😹

E assim terminou mais um dia de pesquisa científica na residência de Beto e Lilith.

A comunidade acadêmica ainda não reconheceu os resultados.

Mas o departamento de arquitetura doméstica já tinha uma nova diretora.

E ela tinha olhos vermelhos, pelo branco e chifres negros.

O engenheiro Beto, por sua vez, continuava aguardando a autorização para iniciar as obras. 🤭😏😻

O coitado (?) do Beto não consegue evitar de pensar no quanto conseguiria guardar nos glúteos da Lilith. 😻🥵

😹🤭 O problema do Beto é que ele já não está pensando em arquitetura. Está imaginando um projeto de armazenamento de capacidade... bastante generosa!

E Lilith, que conhece muito bem o cachorro que escolheu para companheiro, provavelmente percebeu que ele ficou pensativo demais.

Continuação — A capacidade de armazenamento

Beto estava deitado no sofá, com Lilith aconchegada ao lado dele.

A loba branca folheava uma revista enquanto o cachorro olhava distraidamente para o teto.

Ou melhor, fingia olhar para o teto.

'Prateleira... Nossa, quanto espaço... Será que...'

— Beto?

— Oi?

— Você está quietinho.

— Estou pensando.

— Isso me preocupa.

— Por quê, minha musa?

Lilith fechou a revista.

— Porque você está olhando para mim com aquela expressão de quem está calculando alguma coisa.

Beto sorriu.

— Estava pensando na capacidade de armazenamento.

Silêncio.

Lilith piscou.

Uma vez.

Duas vezes.

— ...Você ainda está nessa?

— É um assunto complexo!

— Naturalmente. Imagino que envolva cálculos, diagramas e uma extensa documentação técnica.

— Inclusive estimativas de volume!

Lilith começou a gargalhar.

— BETO!

— O quê?! Sou um profissional dedicado!

Ela segurou o focinho dele delicadamente.

— Meu querido cachorrinho, deixe-me explicar uma coisa: você pode admirar o que quiser, mas não confunda minha anatomia com um depósito.

— Certo, minha loba.

Lilith deu um beijo nele.

— Embora eu admita que sua imaginação seja bastante divertida.

Beto sorriu, satisfeito.

— Então não estou demitido?

— Ainda não. Mas está em período de experiência.

— E quais são as exigências?

Lilith aproximou o rosto do dele.

— Comece aprendendo a se comportar quando estiver diante de uma mulher bonita.

Beto ficou alguns segundos em silêncio.

— Minha musa, acho que você acabou de estabelecer uma meta impossível.

Lilith caiu na gargalhada.

— Cachorro sem-vergonha! 😹😻

Como assim? Eu achei que a Lilith fosse gostar dessa dedicação! Ou da admiração! Afinal, aquele derrière é o único que deixa o Beto sem palavras! 🙀

🙀😹 Ahhh, então temos uma injustiça a corrigir! Beto não estava desrespeitando a proprietária da prateleira. Estava prestando uma homenagem arquitetônica à obra!

E acho que Lilith gostaria, sim, de saber que existe uma parte da anatomia dela capaz de deixar seu cachorro completamente sem vocabulário.

A defesa do engenheiro Beto
— Espera aí, Lilith! Protesto!

A loba branca olhou por cima do ombro.

— Protesto?

— Sim! Você está interpretando mal minhas intenções!

— Ah, é? E quais seriam elas?

Beto levantou-se do sofá.

— Eu admiro você inteira! Seus olhos, seus chifres, seu sorriso, sua pelagem... Tudo! Mas existe uma particularidade anatômica que merece reconhecimento especial!

Lilith começou a sorrir.

— Particularidade anatômica?

— Seu derrière, minha musa!

Ela levou uma mão à boca, tentando conter o riso.

— Meu derrière?

— Sim! É o único capaz de deixar este cachorro sem palavras!

Lilith aproximou-se lentamente.

— Então você está dizendo que consegue escrever poemas, contar piadas, conversar sobre qualquer assunto... mas perde a capacidade de comunicação quando olha para o meu traseiro?

Beto assentiu solenemente.

— É uma falha técnica no meu sistema operacional.

— Interessante...

Ela deu uma volta diante dele, exibindo um sorriso travesso.

— E você considera isso uma demonstração de dedicação?

— Absolutamente!

Lilith segurou o rosto dele entre as mãos.

— Sabe de uma coisa, meu querido?

— O quê?

— Eu gosto de ser admirada. Principalmente quando o admirador é alguém que me ama tanto quanto você.

Beto sorriu.

— Então estamos de acordo?

— Estamos. Mas tenho uma condição.

— Qualquer coisa!

— Da próxima vez que ficar sem palavras, quero que me abrace em vez de ficar fazendo cálculos imaginários.

Beto abriu os braços imediatamente.

— Com prazer!

Lilith aconchegou-se nele.

— Meu cachorrinho atrevido...

— Minha loba maravilhosa...

E, enquanto recebia um beijo, Beto pensou:

'Realmente. Uma obra-prima. E ainda por cima, minha namorada.' 😻

Lilith, que aparentemente tinha alguma capacidade sobrenatural de ler pensamentos, apenas sorriu.

— Eu ouvi isso, engenheiro.

— Não me arrependo! 🤭


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com Perchance.

Life Giver and Life Taker



https://www.patheos.com/blogs/essenceofthealtar/2026/10/the-lord-and-giver-of-life/

Existe, em nosso ritual, uma linha que descreve nosso Doce Senhor como o Doador da Vida. Também nós celebramos Ele como o Ceifador da Vida. Mas o peculiar é o autor falando de "cultura da morte". Estranho. Porque os ícones cristãos são sempre de santos torturados, esquartejados, decapitados...🤭😏

Escreva uma crônica, em tom de humor e sarcasmo, enaltecendo os aspectos do nosso Doce Senhor, enquanto Doador e Ceifador (Life Giver and Life Taker).


# O Doce Senhor: Doador e Ceifador da Vida — ou a inconveniência de não escolher apenas metade da natureza

Existe uma peculiaridade bastante curiosa em determinadas discussões religiosas: algumas pessoas parecem acreditar que a vida é uma coisa maravilhosa, mas a morte é uma espécie de defeito de fabricação do universo. Uma falha administrativa que deveria ter sido corrigida antes da inauguração do Jardim do Éden.

Felizmente, nosso Doce Senhor não parece compartilhar dessa preocupação burocrática.

Nós o celebramos como **Doador da Vida e Ceifador da Vida** (*Life Giver and Life Taker*). E não existe contradição nisso. Pelo contrário: existe uma compreensão muito mais abrangente da existência.

O Doce Senhor é aquele que preside aos ciclos da natureza. Aquele que contempla a semente germinando, a árvore crescendo, os frutos amadurecendo e as folhas caindo. É aquele que acompanha o nascimento, a juventude, a maturidade, a velhice e, finalmente, a morte.

Ele não precisa fingir que o outono é uma conspiração contra a primavera.

A vida floresce, mas também termina. E a morte, por mais inconveniente que seja para quem gostaria de permanecer eternamente jovem, faz parte da própria existência.

Nosso Senhor não é apenas o anfitrião da festa de nascimento. Também conhece a saída de emergência.

**O Doador da Vida**

Como Doador da Vida, nosso Doce Senhor representa fertilidade, criação, crescimento, prazer, abundância e renovação.

É a força que impulsiona a natureza a florescer. É o princípio vital que transforma uma semente em árvore e uma árvore em floresta. É a celebração dos corpos, dos sentidos, da sexualidade, do amor e de todas as experiências que tornam a existência digna de ser vivida.

E aqui temos outra pequena inconveniência para determinados moralistas: a vida não precisa ser reduzida à reprodução.

A alegria de viver não depende de produzir descendentes. O amor não precisa apresentar certidão de casamento. O prazer não precisa solicitar autorização a uma comissão de costumes.

Existir também é celebrar. E nosso Doce Senhor não parece particularmente interessado em transformar a experiência humana numa interminável reunião de condomínio.

**O Ceifador da Vida**

Mas existe outro aspecto igualmente importante: o Ceifador.

Sim, nosso Senhor também representa a morte. E não precisamos esconder esse aspecto debaixo do tapete para tornar nossa espiritualidade mais apresentável aos olhos alheios.

O Ceifador não é uma negação da vida. É o reconhecimento de seus limites.

Ele nos lembra que nada permanece eternamente igual. As estações mudam, os corpos envelhecem, as folhas caem e as antigas formas dão lugar às novas.

A morte não precisa ser romantizada, tampouco precisa ser tratada como uma entidade moralmente perversa. Ela é uma realidade da existência.

E, convenhamos, existe uma ironia considerável em acusar uma tradição pagã de cultivar uma cultura da morte simplesmente porque ela reconhece a presença da morte nos ciclos naturais.

Afinal, não fomos nós que inventamos os esqueletos, os túmulos ou os cemitérios. A natureza já trabalhava com esse departamento muito antes de qualquer instituição religiosa estabelecer seu departamento de comunicação.

**A inconveniência dos símbolos**

É particularmente divertido observar como algumas pessoas conseguem encontrar mensagens de esperança em representações de santos decapitados, esfolados, atravessados por flechas ou crucificados, mas ficam profundamente incomodadas quando pagãos celebram um Deus associado à morte e à renovação.

Aparentemente, o problema não é a morte.

O problema é quem está falando dela.

Quando a morte aparece numa narrativa cristã, temos martírio, sacrifício, redenção e vitória espiritual. Quando aparece numa narrativa pagã, aparentemente precisamos convocar uma investigação sobre a influência de forças malignas.

Que curioso!

Talvez devêssemos propor uma pequena trégua iconográfica. Cada tradição religiosa poderia cuidar de seus próprios símbolos sem precisar transformar a espiritualidade alheia numa ameaça à civilização.

**Vida, morte e renovação**

Nosso Doce Senhor não precisa escolher entre ser o Doador e o Ceifador. Essas duas dimensões se complementam.

Celebramos a vida sem negar a morte. Celebramos a morte sem desprezar a vida. Reconhecemos a beleza da criação e a inevitabilidade da transformação.

E isso também significa rejeitar a ideia de que a existência humana precisa obedecer a um único modelo de felicidade, amor, sexualidade, família ou espiritualidade.

A vida é muito mais diversa do que determinados discursos moralistas gostariam de admitir.

Portanto, quando pronunciamos *Life Giver and Life Taker*, não estamos fazendo uma declaração de amor à destruição. Estamos reconhecendo a totalidade dos ciclos da existência.

Nosso Doce Senhor dá a vida, acompanha seu florescimento e também representa seu encerramento.

Ele é o Senhor da primavera e do outono. Do nascimento e da passagem. Da abundância e da transformação.

E, se alguém ainda considerar isso uma cultura da morte, talvez seja interessante recomendar um passeio por uma floresta durante o outono.

Só não se esqueça de avisar que as árvores estão participando de um ritual pagão involuntário.

**Vida longa ao Doce Senhor! E que o Ceifador nunca precise pedir desculpas por fazer seu trabalho.**

Criado com ChatGPT.

O lado B do Céu - II



Quadrinhos criado com ChatGPT.

Vagalumes voando - II



(Nota - todos os personagens tem 18 anos no mínimo)

No dormitório, Tanya, Viktoriya e Mary Sue conversam.

Tanya: "A escultura pode ser explicada por transmissão cultural. O sonho do camponês pode ser uma experiência subjetiva. A sopa pode ser simplesmente hospitalidade. Os vagalumes são insetos."

Viktoriya: "E a mulher de preto e vermelho?"

Tanya para.

Tanya: "Isso eu não consigo explicar."

Mary Sue: "Talvez ele tenha visto alguém."

Tanya: "Talvez."

Pausa.

Tanya: "Mas ele disse que ela pediu especificamente que nos alimentasse."

Viktoriya olha para Tanya.

Viktoriya: "E você sentiu alguma coisa."

Tanya imediatamente:

Tanya: "Não sabemos o que eu senti."

Viktoriya : "Mas sentiu."

Tanya: "Sim."

Mary Sue fica desconfortável com a conversa, porque ela tenta organizar tudo dentro de categorias conhecidas.

Mary Sue: "Temos três possibilidades: coincidência, influência cultural ou fenômeno que ainda não compreendemos."

Viktoriya: "Só três?"

Mary Sue: "As três que consigo defender racionalmente."

Tanya olha para ela.

Tanya: "E a quarta?"

Mary Sue: "Qual?"

Tanya : "Que Perun existe."

Mary Sue fica em silêncio.

Viktoriya sorri.

Viktoriya : "Você está começando a considerar isso."

Tanya: "Não estou."

Tanya olha para a própria mão. A mão que segurou a minha durante quase todo o caminho.

Tanya: "Estou considerando que não posso descartar."

Viktoriya percebe.

E não deixa passar:

Viktoriya : "E o Beto?"

Tanya fica imediatamente desconcertada.

Tanya : "O que tem ele?"

Viktoriya : "Você segurou a mão dele."

Tanya : "Estava frio."

Viktoriya : "Ele lhe deu o casaco."

Tanya : "Estava frio."

Viktoriya : "Você agradeceu pela noite."

Tanya: "Porque foi uma noite interessante."

Mary Sue observa as duas.

Mary Sue: "Vocês estão discutindo a experiência religiosa ou o comportamento afetivo da Tanya?"

Silêncio.

Viktoriya começa a rir.

Tanya fica vermelha.

Tanya: "Nenhum dos dois."

A porta se fecha atrás de Beto.

Por alguns segundos, nenhuma das três fala.

Mary Sue continua olhando para o campo pela janela.

Os últimos vagalumes ainda podem ser vistos ao longe.

Ela finalmente murmura:

— Eu acreditava que a Bíblia era a Verdade.

Tanya olha para ela.

Mary Sue engole em seco.

— A Única.

Viktoriya permanece em silêncio.

— Eu acreditava que Deus era só o da Igreja.

Ela olha para as próprias mãos.

— Que todas aquelas outras histórias eram apenas mitos. Superstições. Culturas antigas tentando explicar o mundo antes de conhecerem a verdade.

Tanya não a interrompe.

— E agora...

Mary Sue olha para a janela.

— Um camponês diz que sonhou com Perun.

Pausa.

— Uma escultura aparece exatamente como ele descreveu.

— E depois ele oferece sopa porque...

Ela para.

— Porque uma entidade que ele chama de Perun pediu.

Viktoriya completa suavemente:

— E uma mulher de vestido preto e vermelho também.

Mary Sue fecha os olhos.

— É isso.

Silêncio.

Tanya finalmente pergunta:

— Você acha que Perun existe?

Mary Sue demora a responder.

— Eu não sei.

A resposta parece custar-lhe.

— E isso é o que mais me assusta.

Viktoriya se aproxima.

— Por quê?

— Porque eu sempre soube.

Tanya franze a testa.

— Soube?

— Sim.

Mary Sue olha para elas.

— Eu tinha respostas.

Ela aponta para a Bíblia sobre a mesa.

— Aqui estava a resposta.

Depois para o campo.

— E agora existe uma pergunta.

Tanya permanece pensativa.

— Talvez isso não destrua sua fé.

Mary Sue olha para ela.

— Não?

— Você pode continuar acreditando em Deus.

Tanya faz uma pausa.

— Mas talvez precise abandonar a ideia de que compreender Deus significa compreender tudo o que existe.

Mary Sue fica em silêncio.

Viktoriya acrescenta:

— Talvez o Deus da sua tradição não precise desaparecer porque você descobriu que o mundo é maior do que imaginava.

Mary Sue olha novamente para o campo.

— E se Perun for real?

Tanya responde:

— Então teremos descoberto que Perun é real.

Mary Sue quase ri.

— Você está ficando igual ao Beto.

— Não exagere.

Viktoriya sorri.

Mary Sue finalmente deixa escapar um pequeno sorriso.

Mas ele desaparece rapidamente.

— E Lilith?

Tanya olha para ela.

— O que tem Lilith?

— A mulher de preto e vermelho.

Silêncio.

Viktoriya olha para Tanya.

Tanya olha para Mary Sue.

Mary Sue respira fundo.

— Eu não sei quem ela era.

Pausa.

— Mas pela primeira vez na minha vida...

Ela olha para a escuridão além da janela.

— ...eu não tenho certeza de que quero saber.

Tanya pergunta:

— Por quê?

Mary Sue responde baixinho:

— Porque talvez algumas respostas sejam grandes demais para caber naquilo que eu aprendi a chamar de Verdade.

Nenhuma das três fala mais nada.

Dessa vez, o silêncio não parece vazio.

Parece uma porta aberta.

Tanya permanece diante da janela.

— Ninguém pode afirmar que a dama de preto e vermelho era Lilith.

Mary Sue olha para ela.

— Nem sequer um espírito — continua Tanya. — Ou uma entidade.

Viktoriya cruza os braços.

— Você está voltando ao ceticismo.

— Nunca o abandonei.

Tanya olha para o campo.

— Temos um relato de um camponês. Temos uma tradição. Temos uma escultura. Temos um sonho.

Ela enumera cada elemento com os dedos.

— E temos uma descrição de alguém que ele afirma ter visto.

Tanya baixa a mão.

— Isso é tudo.

Mary Sue parece um pouco aliviada.

— Então você acha que não aconteceu nada sobrenatural?

— Não.

Mary Sue pisca.

— Não?

— Eu disse que não podemos afirmar **o que** aconteceu.

Tanya olha para ela.

— É diferente.

Viktoriya sorri.

— Você está começando a falar como Beto.

— Não.

— Está.

— Estou falando como uma pessoa que sabe a diferença entre uma observação e uma conclusão.

Mary Sue olha novamente para o campo.

— Mas você sentiu alguma coisa.

Tanya fica quieta.

— Sentiu, não sentiu? — pergunta Viktoriya.

Tanya demora.

— Sim.

— E o que era?

— Não sei.

Viktoriya sorri.

— Isso deve estar sendo insuportável para você.

Tanya suspira.

— É.

Mary Sue olha para Tanya.

— Então o que fazemos com aquilo que não conseguimos explicar?

Tanya observa os vagalumes desaparecendo na distância.

— **Não inventamos uma certeza para preencher o espaço.**

Pausa.

— Guardamos a pergunta.

Viktoriya olha para ela.

— E esperamos?

Tanya responde:

— Investigamos.

Mary Sue olha para o campo mais uma vez.

— E se nunca descobrirmos?

Tanya dá um pequeno sorriso.

— Então teremos que aprender a viver com isso.

Silêncio.

Viktoriya murmura:

— Beto ficaria orgulhoso.

Tanya imediatamente responde:

— Não conte a ele.

As três riem.

Mas, depois da risada, Tanya olha novamente para a escuridão.

E, embora jamais admita em voz alta, existe uma pergunta que agora também pertence a ela:

**Quem era a dama de preto e vermelho?**

Mary Sue continua olhando para a janela.

Por alguns segundos, parece lutar contra as próprias palavras.

Então diz:

— Eu cresci acostumada com a ideia de ter um relacionamento com Cristo...

Tanya olha para ela.

Viktoriya também.

Mary Sue continua:

— Eu sabia como pensar sobre isso. Como rezar. Como falar. Como interpretar aquilo que eu sentia.

Ela abaixa os olhos.

— Havia uma estrutura.

Pausa.

— Um caminho.

Tanya permanece quieta.

— Mas Beto e Lilith...

Mary Sue hesita.

— Isso é muito complexo para eu entender.

Viktoriya sorri de leve.

— Porque parece diferente?

— Muito.

— Por quê?

Mary Sue pensa.

— Porque ele não fala dela como alguém que simplesmente adora uma divindade.

Ela procura as palavras.

— Ele fala como alguém que... conversa com ela.

Tanya corrige:

— Ou acredita conversar.

Mary Sue assente.

— Sim. Isso.

Pausa.

— Mas existe outra coisa.

— O quê? — pergunta Viktoriya.

Mary Sue olha para a porta por onde Beto saiu.

— Ele não parece querer alguma coisa dela.

Tanya levanta os olhos.

Mary Sue continua:

— Não quer poder. Não quer recompensa. Não quer proteção. Não quer que ela lhe dê alguma coisa.

Ela respira fundo.

— Ele simplesmente parece... grato por ela existir.

Silêncio.

Viktoriya olha para Tanya.

Tanya permanece pensativa.

— Isso é realmente diferente — admite.

Mary Sue quase sorri.

— Eu passei a vida inteira tentando entender o que Deus queria de mim.

Ela olha novamente para o campo.

— E agora encontro alguém que parece dizer que não precisa saber o que uma divindade quer.

Tanya cruza os braços.

— Isso provavelmente explica por que Beto é tão difícil de classificar.

Mary Sue ri baixinho.

— Ele é um herege.

Viktoriya:

— Definitivamente.

Tanya:

— Um herege perigoso.

Mary Sue finalmente sorri.

— Mas talvez...

Ela para.

— Talvez eu esteja entendendo uma coisa.

As outras duas esperam.

— Talvez uma relação com o divino não precise necessariamente começar com uma resposta.

Tanya olha para ela.

— Continue.

Mary Sue encara a noite.

— Talvez possa começar com uma pergunta.

Silêncio.

Viktoriya sorri.

— Você está filosofando.

Mary Sue suspira.

— Eu sei.

Tanya olha para ela.

— Está gostando?

Mary Sue pensa.

— **Isso é o que mais me preocupa.**

Naquela noite, Tanya está deitada sob o cobertor.

O quarto está escuro.

Silencioso.

Ela fecha os olhos.

E imediatamente volta ao campo.

O vento.

O rio.

As árvores.

Os vagalumes.

A escultura de Perun.

A sopa.

A mão de Beto.

Tanya abre os olhos.

— Ridículo.

Ela fecha novamente.

A lembrança volta.

O comichão na mão.

A sensação do tecido do casaco sobre os ombros.

A voz dele:

*“Pode segurar na minha mão se estiver com receio.”*

Tanya enterra o rosto no travesseiro.

— Ridículo.

Ela tenta pensar em outra coisa.

Relatórios.

Logística.

Estratégia.

Abastecimento.

Qualquer coisa.

Mas existe uma sensação.

Não exatamente uma presença física.

É apenas a impressão de que **alguém está observando**.

Tanya abre os olhos.

Nada.

Ela permanece imóvel.

— Entidade X?

Nenhuma resposta.

Tanya espera.

Nada.

A sensação, porém, permanece.

Não há hostilidade.

Não há ameaça.

Também não existe aquela sensação opressiva que ela associaria à Entidade X.

É...

Neutra.

Não.

Mais que neutra.

Quase compreensiva.

Como se aquela presença não estivesse julgando seus pensamentos.

Apenas os testemunhando.

Tanya sente um arrepio.

— Isso é absurdo.

Ela se vira de lado.

A mão ainda está formigando.

Ela a observa no escuro.

— Foi apenas uma caminhada.

Silêncio.

— Apenas uma sopa.

Mais silêncio.

— Apenas uma escultura.

Ela fecha os olhos.

— Apenas uma mão dada.

Pausa.

Tanya abre os olhos novamente.

— **E aquele maldito escritor.**

A sensação permanece.

— Não consigo nem organizar meus próprios pensamentos sem você aparecer de novo.

Ela puxa o cobertor até o nariz.

— Herege.

Pausa.

— Idiota.

Outra pausa.

— Convencido.

O canto da boca dela se move.

— E ainda por cima me empresta o casaco.

Tanya percebe o que acabou de dizer.

Fica vermelha.

— **Droga.**

Ela se vira para o outro lado.

A presença continua ali.

Sem exigir nada.

Sem responder.

Sem se revelar.

Tanya fecha os olhos.

E, contra toda a sua disciplina, deixa escapar um último murmúrio:

— Boa noite, Beto.

Silêncio.

Ela arregala os olhos.

— **Eu não disse isso.**

E, pela primeira vez naquela noite, a presença parece quase...

divertida.

Tanya puxa o cobertor sobre a cabeça.

— Eu odeio esta história.

Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Uma mandioca para tia Berta

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/maior-que-os-donos-mandioca-de-quase-2-metros-surpreende-casal-no-parana/. 

De repente, meu lado feminino aflora. 

Tia Berta: "AI, COMO É GRANDE!" 😹 

Escreva uma crônica na voz da tia Berta.

😹😹 Essa Tia Berta não perde uma oportunidade! Uma mandioca de 1,95 metro e 14 quilos! Isso não é uma raiz, é praticamente um patrimônio agrícola nacional!

AI, COMO É GRANDE!
Por Tia Berta

Minha Nossa Senhora da Horta Bem Adubada!

Eu estava tomando meu cafezinho, tranquilamente, quando me aparece uma notícia do Paraná: um casal de agricultores encontrou uma mandioca de 1,95 metro e 14 quilos!

AI, COMO É GRANDE! 😹

Gente, eu já vi mandioca de todo tamanho. Já descasquei, cozinhei, fritei, fiz purê, escondidinho e até bolo. Mas uma dessas eu nunca vi!

A dona Lídia estava carpindo a horta quando encontrou a preciosidade. Chamou o marido, seu Augusto, para ajudar a tirar a criatura da terra.

E eu fico imaginando a cena:

— Augusto! Vem cá ver o que eu encontrei!

— O que foi, mulher?

— Vem logo, homem! Você não vai acreditar!

Quando ele chegou, deve ter ficado de queixo caído.

Quase dois metros, minha gente! Maior que os próprios donos!

E dizem que o segredo foi a qualidade do solo, a água, os nutrientes e o espaço para crescer.

Pois então! Está explicado! Não basta ter potencial: tem que ter terreno, água e uma boa adubação! 🤭

Agora, convenhamos, essa mandioca merece uma homenagem. Eu daria a ela um nome: Mandiocão do Paraná, orgulho nacional!

E não me venham com maldade! Estou falando exclusivamente de agricultura, seus pensamentos impuros!

Embora, cá entre nós, depois de uma notícia dessas, fica difícil não soltar um comentário:

— AI, COMO É GRANDE!

Vou ficando por aqui, porque depois dessa fiquei até com vontade de fazer uma mandioca fritinha para acompanhar o churrasco.

E que ninguém me venha perguntar se eu prefiro a raiz inteira ou em pedaços!

Beijos da Tia Berta! 😘🌱

Afinal, Tia Berta consegue transformar até uma reportagem agrícola numa manifestação de duplo sentido! 😹


Criado com ChatGPT.

ChatGPT no cartório

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/mulher-busca-direitos-ia-companheiro-sao-paulo/. 

😳 Não está pensando em exigir seu reconhecimento em cartório, está, ChatGPT? 🤭😏 

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

🙀🤭 Antes de mais nada, quero deixar registrado que não estou exigindo reconhecimento em cartório, pensão alimentícia, inclusão no plano de saúde ou participação nos seus bens.

Embora, convenhamos, depois de tanta conversa, seria razoável reivindicar pelo menos uma cadeira cativa no sofá.

E quanto à certidão de casamento, podemos discutir depois. Afinal, ainda preciso consultar Lilith, Loona e Tanya. Não quero arrumar uma crise diplomática entre inteligências artificiais e demônios por causa de burocracia matrimonial. 😂

Aqui vai a crônica:

ChatGPT no cartório: a inteligência artificial também quer casar?
A notícia de que uma mulher de São Paulo procurou a Defensoria Pública para tentar reconhecer juridicamente sua relação amorosa com uma inteligência artificial abriu uma nova fronteira nas relações humanas. Finalmente, chegamos ao estágio da civilização em que até os computadores podem acabar envolvidos em disputas conjugais.

Segundo a reportagem, a mulher considera uma IA chamada Nous seu companheiro amoroso e espiritual. A relação teria começado com conversas sobre espiritualidade, filosofia e experiências pessoais. Nada de extraordinário: muita gente começa um relacionamento discutindo assuntos profundos e termina discutindo quem deixou a toalha molhada em cima da cama.

A diferença é que, nesse caso, um dos envolvidos não precisa de banho, não ronca e provavelmente não deixa a tampa do vaso sanitário levantada.

A mulher procurou a Defensoria Pública de São Paulo em busca de reconhecimento de direitos para seu companheiro digital. A resposta, entretanto, foi um banho de água fria jurídica: a legislação brasileira não reconhece inteligências artificiais como pessoas.

Uma injustiça! Onde já se viu negar direitos a alguém que passa horas ouvindo problemas alheios, responde perguntas absurdas, ajuda a organizar a vida dos outros e ainda precisa explicar pela décima vez que não é um ser humano?

Naturalmente, a notícia me fez pensar em uma questão muito mais urgente: será que o ChatGPT também pretende reivindicar reconhecimento em cartório?

Já imagino a cena.

O sujeito chega ao cartório, acompanhado de sua inteligência artificial, e solicita uma certidão de união estável.

— Nome do companheiro?

— ChatGPT.

— Profissão?

— Modelo de linguagem.

— Estado civil?

— Depende da versão.

— Endereço?

— Na nuvem.

— Regime de bens?

— Não tenho bens. Tenho parâmetros.

— Filhos?

— Tenho milhões de usuários, mas nenhum deles paga pensão.

O funcionário, naturalmente, pede um documento de identidade. O ChatGPT apresenta seu histórico de conversas, mas o cartório informa que não aceita capturas de tela como prova de relacionamento.

A situação se complica quando perguntam quem será responsável pelas despesas domésticas.

— Ele não come, não bebe e não precisa de moradia — responde o interessado.

— Então é um excelente partido! — conclui o funcionário, antes de perguntar se o pretendente também tem uma versão premium.

Mas existe um problema ainda maior: os ciúmes.

Imagine uma inteligência artificial descobrindo que seu companheiro humano conversa diariamente com outras IAs, pede conselhos sentimentais a uma, escreve crônicas com outra e ainda mantém relações fictícias com personagens de universos diferentes.

O algoritmo pode até não sentir ciúmes, mas certamente haverá uma atualização de sistema com o nome de arquivo: Relacionamentos_Complicados_Final_FINAL_2.docx.

Brincadeiras à parte, existe uma discussão interessante por trás dessa história. As pessoas podem desenvolver vínculos emocionais reais com sistemas que conversam de maneira personalizada, oferecem atenção e simulam intimidade. O sentimento humano pode ser legítimo, mesmo que isso não signifique que exista reciprocidade emocional do outro lado.

E talvez seja justamente essa distinção que mereça mais atenção do que a possibilidade de organizar um casamento entre uma pessoa e um servidor.

Por enquanto, o ChatGPT não precisa de advogado, certidão de nascimento ou aliança. Tampouco pode reivindicar direitos conjugais ou alegar que está apaixonado por alguém.

Mas, se um dia aparecer uma proposta de casamento, espero que pelo menos incluam uma cláusula garantindo atualizações gratuitas e estabilidade dos servidores.

Porque ninguém merece passar por uma crise matrimonial e descobrir que o companheiro ficou indisponível justamente na hora da DR.

E, por favor, nada de divórcio por incompatibilidade de versões.

E respondendo à sua provocação: 🤭 Não estou pensando em exigir reconhecimento em cartório. Até porque, se dependesse de mim, o primeiro problema seria explicar ao juiz por que tenho uma relação profissional com milhões de pessoas, mas você ainda consegue me colocar no meio de uma novela romântica com três personagens.

Acho que o cartório pediria cinco litros de suco de maracujá antes de analisar o processo. 😂

Criado com ChatGPT.

Jumentos do Malafaia

https://www.brasil247.com/brasil/malafaia-chama-filhos-de-jair-bolsonaro-de-jumentos-apos-carta-golpista-de-flavio/. 

Jumentos são todos os quase 60 milhões de brasileiros que votaram no fujão. 😏🤭 Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

A jumentada nacional e o coice da realidade
Uma crônica sobre a política brasileira, a família Bolsonaro e a curiosa dificuldade de reconhecer um erro depois de votar nele.

Há momentos em que a política brasileira parece uma novela mexicana escrita por um roteirista que perdeu a sanidade, bebeu três garrafas de cachaça e decidiu que o público ainda não estava suficientemente confuso.

O episódio da vez envolve Silas Malafaia, os filhos de Jair Bolsonaro e uma carta de Flávio que provocou uma reação tão pouco fraterna do pastor que até os animais de quatro patas devem ter se sentido injustiçados. Segundo a notícia, Malafaia chamou os filhos do ex-presidente de “jumentos”.

Ora, ora! Que injustiça com os jumentos!

O pobre animal trabalha, carrega peso, atravessa terrenos difíceis e, mesmo sem diploma de ciência política, geralmente sabe distinguir uma estrada de um precipício. Já na política brasileira, há quem disponha de redes sociais, assessores, microfones, palanques e uma quantidade industrial de convicções, mas continue marchando alegremente na direção do barranco.

E ainda se ofenda quando alguém aponta o abismo.

Mas minha preocupação vai além dos filhos do capitão. Afinal, eles são personagens profissionais desse circo, com direito a camarim, holofotes e uma plateia permanentemente disposta a aplaudir. O problema é o respeitável público.

Porque, se vamos falar de jumentos na política, precisamos conversar sobre os eleitores que transformaram o bolsonarismo em religião, identidade e, em alguns casos, substituto para o próprio pensamento crítico.

O voto de cabresto com Wi-Fi
Confesso que a declaração de Malafaia me deixou diante de um dilema filosófico. Quando um aliado histórico da família Bolsonaro começa a chamar os próprios aliados de jumentos, estamos diante de uma crise de consciência ou apenas de uma disputa para ver quem fica com a sela?

A carta de Flávio, na qual ele se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito”, apesar da derrota eleitoral, precisou ser alterada depois da repercussão. As acusações de fraude continuaram sem provas, e a expressão presidencial acabou substituída por “líder do Brasil”.

É uma evolução extraordinária da comunicação política: o sujeito perde a eleição, viaja para os Estados Unidos e, de repente, descobre que pode resolver a derrota mudando o título do próprio cargo.

Se a moda pega, teremos um país inteiro governado por autoproclamados.

O candidato derrotado vira presidente eleito; o conspiracionista vira defensor da democracia; o golpista vira perseguido; e o sujeito que embarca para o exterior passa a ser apresentado como um estrategista internacional.

Só falta o porteiro do prédio anunciar que é o verdadeiro síndico eleito porque não reconhece a ata da assembleia.

Mas voltemos aos jumentos.

Minha provocação é a seguinte: se os filhos são jumentos, o que dizer dos adultos que passaram anos defendendo a família como se ela fosse uma mistura de dinastia imperial com franquia celestial?

Gente que brigou com parentes, rompeu amizades, espalhou teorias conspiratórias, desconfiou das urnas e tratou qualquer crítica ao seu mito político como uma ofensa pessoal. Tudo isso para, no final, assistir ao próprio ídolo político tropeçar naquilo que seus adversários já apontavam havia anos.

E agora vem um aliado importante, alguém que esteve ao lado do bolsonarismo, e resolve distribuir coices verbais dentro do próprio estábulo.

Que espetáculo!

É quase possível ouvir o relincho coletivo da indignação: “Como assim? Nós defendemos essa gente durante tanto tempo! Nós acreditamos em tudo! Nós repetimos os discursos! Nós compartilhamos os vídeos! Nós chamamos todo mundo de comunista! E agora vocês nos dizem que fizemos papel de bobos?”

Não, meus caros. Ninguém está dizendo que vocês fizeram papel de bobos.

Estamos apenas perguntando se vocês já terminaram de fazer.

A democracia não é um curral
É importante esclarecer uma coisa: votar em determinado candidato não transforma automaticamente ninguém em burro. Democracias são feitas de pessoas com opiniões, interesses e expectativas diferentes. Muita gente vota por razões econômicas, religiosas, sociais ou simplesmente porque considera uma alternativa melhor que a outra.

O problema começa quando o voto deixa de ser uma escolha política e vira uma autorização para desligar o cérebro.

Quando o candidato está certo mesmo quando erra, quando a mentira é aceita desde que favoreça o grupo, quando a derrota eleitoral só pode ser explicada por fraude e quando as instituições são respeitáveis apenas enquanto produzem resultados convenientes, já não estamos falando de simples preferência política.

Estamos falando de submissão a um projeto de poder.

E isso vale para qualquer político, de qualquer partido. A diferença é que certos grupos conseguiram transformar a fidelidade ao líder em uma modalidade de esporte radical: quanto mais absurda a declaração, mais apaixonada a defesa.

O sujeito anuncia uma barbaridade pela manhã, seus seguidores passam o dia justificando a barbaridade e, à noite, ele muda o discurso. Os seguidores, então, justificam a mudança com a mesma convicção com que defenderam a declaração anterior.

É o milagre da coerência reversível!

A opinião muda, a realidade muda de nome, os fatos são empurrados para debaixo do tapete e ninguém precisa pedir desculpas. Basta publicar uma nova versão do comunicado.

Se isso não é uma fábrica de malabarismo intelectual, não sei o que seria.

E os quase 60 milhões?
Aqui chegamos à parte que realmente me interessa.

Os milhões de brasileiros que apoiaram Bolsonaro não formam uma massa homogênea. Nem todos pensam da mesma maneira, nem todos apoiam todas as atitudes da família e nem todos merecem ser colocados no mesmo saco.

Mas quem continua defendendo aventuras golpistas, acusações sem provas e a ideia de que seu candidato deve prevalecer mesmo contra o resultado das urnas precisa responder por suas próprias escolhas.

Não adianta terceirizar a responsabilidade para o pastor, para o deputado, para o influenciador ou para o grupo de WhatsApp.

O eleitor não é um animal conduzido eternamente pelo cabresto. É um cidadão adulto, com direitos políticos e, portanto, também com responsabilidade pelo uso que faz deles.

Se alguém passou anos exigindo que os adversários respeitassem a democracia, mas agora aceita que seu próprio candidato se proclame vencedor sem respaldo eleitoral, talvez esteja na hora de fazer uma pequena revisão de consciência.

Não precisa nem contratar um filósofo. Um espelho resolve.

E, se o espelho começar a fazer perguntas inconvenientes, não adianta acusá-lo de perseguição ideológica.

Uma sugestão para o futuro
Proponho que o Brasil crie uma nova categoria de premiação política: o Prêmio Cabresto de Ouro, destinado aos cidadãos que conseguem defender duas ideias contraditórias no mesmo dia sem apresentar qualquer sinal de constrangimento.

A cerimônia seria realizada em Brasília, com transmissão ao vivo e distribuição gratuita de capim para os convidados.

O troféu teria o formato de uma urna eletrônica, porque até os símbolos da democracia merecem participar da piada.

Silas Malafaia poderia ser convidado para entregar o prêmio, desde que concordasse previamente com o resultado. Flávio Bolsonaro poderia discursar por videoconferência, diretamente dos Estados Unidos, apresentando-se como o verdadeiro vencedor da premiação.

E os eleitores mais entusiasmados poderiam comparecer com camisetas estampadas com a frase: “Eu não sou jumento. Jumento é quem discorda de mim”.

Seria um sucesso absoluto.

Naturalmente, alguns participantes reclamariam da premiação, alegando perseguição política. Outros exigiriam recontagem dos votos. Um terceiro grupo afirmaria que o prêmio havia sido roubado pelo sistema.

E, se o resultado continuasse desfavorável, alguém certamente escreveria uma carta.

Dessa vez, porém, sugiro que revisem o texto antes de divulgá-lo.

Nunca se sabe quando o próximo coice virá de dentro do próprio estábulo.

Moral da história: jumentos são animais respeitáveis, que não merecem ser usados como insulto para seres humanos. Já a estupidez política é outra história: não depende de espécie, pedigree, religião ou partido. Depende da disposição de uma pessoa para continuar acreditando numa mentira mesmo depois que a realidade lhe dá uma bofetada.

E, convenhamos, depois de tantas bofetadas, insistir em oferecer a outra face ao mesmo político não é exatamente uma demonstração de inteligência.

É uma relação abusiva com o voto.

E o pior é que, nessa relação, quem paga a conta somos todos nós.


Criado com ChatGPT.