domingo, 27 de setembro de 2026

Mundo livre



Uma resposta à altura do ódio do Caturo. Eu não vou colocar a postagem original porque é repugnante.
Criado com Gemini, do Google.

Saudades do Manual de Redação

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/folha-publica-carta-defendendo-invasao-dos-eua-ao-brasil-venha-logo-trump/

Nesse momento, o ombudsman olha para a janela, querendo pular.
A assessoria da Folha vai emitir uma nota pública dizendo que "é só a opinião de um leitor" e o quanto a Folha preza pela liberdade de expressão.
Eu, o pagão moderno, herege e comentarista safado, fico lembrando com saudosismo a época da faculdade onde existia o Manual de Redação da Folha.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A situação tem um detalhe particularmente delicioso para o seu saudosismo: a própria Folha mantém, em seus documentos editoriais, a ideia de que jornalismo profissional exige critérios, separação entre notícia e opinião e responsabilidade editorial. O Painel do Leitor é, de fato, um espaço destinado à manifestação dos leitores. 

Dá para explorar justamente a diferença entre “o leitor tem direito de dizer” e “o jornal tem obrigação de decidir o que merece publicar”.

O Manual de Redação olha para o abismo
Nesse momento, imagino o ombudsman da Folha diante da janela.

Não necessariamente pensando em pular.

Talvez apenas contemplando São Paulo e refletindo sobre as escolhas que fazemos na vida.

Afinal, alguém um dia decidiu trabalhar em jornal.

Outro alguém decidiu trabalhar na Folha.

E agora essa pessoa precisa explicar por que o jornal publicou, no Painel do Leitor, uma carta cujo autor pede que Donald Trump invada o Brasil.

“Venha logo, Trump!”

É aquele tipo de frase que faz o sujeito olhar para a própria carreira e perguntar:

“Onde foi que eu errei?”

A defesa provavelmente será simples.

“É apenas a opinião de um leitor.”

Ah, sim.

A opinião de um leitor.

Como se a carta tivesse entrado sozinha na diagramação, preenchido o formulário, passado pela revisão, escolhido o título, ocupado espaço editorial e finalmente dito:

— Bom dia, pessoal. Já que ninguém me impediu, estou publicada!

Não funciona exatamente assim.

A liberdade de expressão permite que o cidadão escreva que gostaria de ver uma potência estrangeira intervindo no próprio país.

Mas liberdade de expressão não transforma uma redação em caixa de correio automática.

O leitor pode escrever.

O jornal decide publicar.

São verbos diferentes.

E aí entra aquela criatura mitológica que, aparentemente, muitos profissionais de imprensa conheceram apenas por fotografia:

o critério editorial.

Eu me lembro, com uma certa nostalgia, da época da faculdade, quando ainda existia aquela coisa chamada Manual de Redação da Folha.

Era quase um objeto religioso.

Você podia discordar das posições políticas do jornal, das escolhas editoriais, dos colunistas, do tratamento dado a determinado assunto.

Mas havia uma ideia relativamente simples por trás da profissão:

não basta poder publicar. É preciso perguntar se deve publicar.

Hoje parece que estamos diante de uma evolução tecnológica do conceito.

O antigo Manual dizia:

“Pense antes de publicar.”

O novo espírito parece dizer:

“Publicou? Depois a gente explica que era só opinião.”

É a transformação do jornal em uma espécie de Uber da opinião.

O leitor pede uma invasão estrangeira.

A redação fornece o espaço.

Cinco estrelas.

Muito obrigado por utilizar o Painel do Leitor.

E aqui surge uma pequena dúvida metafísica.

Se amanhã um leitor mandar:

“Venha logo, Napoleão. O brasileiro de bem te apoia!”

Publica?

E se for:

“Vladimir Putin, estamos esperando!”

Publica?

“Kim Jong-un, dê uma passadinha aqui!”

Publica?

“Alienígenas de Alpha Centauri, libertem-nos!”

Bom...

Aí talvez o editor finalmente encontre o botão “não publicar”.

O mais curioso é que a própria Folha afirma que mantém canais específicos de interação com o leitor e atribui ao ombudsman a função de fazer a crítica interna do jornal e encaminhar reclamações.

Ou seja: existe estrutura.

Existe canal.

Existe ombudsman.

Existe Manual.

Existe uma longa tradição de discutir o próprio jornal.

O que aparentemente não existe é uma máquina do tempo para voltar à época em que alguém ainda perguntava:

“Mas isso aqui não vai ficar meio feio para nós?”

Eis a ironia.

A carta é apresentada como expressão individual.

Mas a publicação é uma decisão institucional.

O leitor não ganhou uma rotativa em casa.

A Folha publicou.

E quando um jornal publica alguma coisa, não pode simplesmente lavar as mãos dizendo:

“Calma, gente. Não fomos nós que pensamos isso. Foi o leitor.”

Seria como um restaurante servir um prato chamado “Frango cru com salmonela” e, depois que o cliente reclama, responder:

— A receita foi trazida pelo freguês.

Liberdade gastronômica!

O cardápio apenas respeitou a pluralidade.

No fundo, existe uma confusão deliciosa entre liberdade de expressão e liberdade de publicação.

A primeira pertence ao cidadão.

A segunda pertence ao jornal.

E justamente porque o jornal tem essa liberdade é que ele também tem responsabilidade sobre suas escolhas.

Meu velho Manual de Redação, onde quer que esteja, provavelmente está neste momento olhando para essa manchete, ajeitando os óculos e murmurando:

— Eu ensinei vocês melhor que isso.

Enquanto isso, o ombudsman olha novamente pela janela.

Respira.

Volta para a mesa.

Abre o documento.

Começa a escrever:

“A Folha entende que...”

E é nesse instante que todos nós sabemos que vem aí o verdadeiro terror psicológico.

Porque depois de uma carta pedindo uma invasão americana, nada assusta mais do que quatro palavras:

“A Folha entende que...”

O resto é editorial.

Ou será que é apenas opinião?

Depende.

Se der problema, sempre podemos culpar o leitor.

Se quiser, posso deixar essa versão ainda mais venenosa, explorando especificamente o contraste entre o antigo Manual de Redação, o ombudsman e o atual “é só opinião do leitor”.


Deixe essa versão ainda mais venenosa


Claro. Vou carregar mais no sarcasmo, especialmente na ideia de que liberdade de expressão não significa terceirizar o juízo editorial ao leitor.


O Manual de Redação pede asilo político

Nesse momento, imagino o ombudsman da Folha olhando pela janela.

Não para pular.

Ainda.

Ele apenas contempla a paisagem paulistana com aquela expressão de quem acabou de descobrir que a reunião de pauta será sobre como explicar por que o jornal publicou uma carta pedindo que os Estados Unidos invadam o Brasil.

Talvez esteja pensando:

— Eu devia ter feito Direito.

Ou Medicina.

Ou qualquer coisa em que o máximo de problema fosse explicar por que o paciente não deveria beber três litros de cachaça antes da cirurgia.

Porque jornalismo, aparentemente, ficou perigoso.

Principalmente quando alguém resolve publicar no jornal:

“Trump, venha logo invadir o Brasil!”

E então começa o espetáculo.

A assessoria provavelmente aparece com aquela nota institucional que parece ter sido produzida por um gerador automático de comunicados:

“A Folha preza pela liberdade de expressão e pela pluralidade de opiniões. O conteúdo publicado representa exclusivamente a opinião de seu autor.”

Pronto.

Problema resolvido.

Não foi a Folha.

Foi um cidadão.

O cidadão escreveu.

O cidadão mandou.

O cidadão pediu uma invasão estrangeira.

E, por alguma misteriosa conjunção astral, a Folha publicou.

Mas isso é apenas um detalhe.

Porque, segundo a nova metafísica editorial, aparentemente existe uma diferença fundamental entre:

“publicamos uma opinião”

e

“concordamos com ela”.

Excelente.

Então proponho uma inovação revolucionária para o jornalismo brasileiro:

A partir de amanhã, os jornais podem publicar qualquer coisa.

Qualquer coisa mesmo.

Um leitor escreve:

“Acho que o Brasil deveria ser anexado pelos Estados Unidos.”

Publica.

Outro:

“Acho que o Brasil deveria entregar o governo ao Império Klingon.”

Publica.

Outro:

“Acho que o Congresso deveria ser dissolvido e substituído por um conselho de pombos.”

Publica.

Outro:

“Acredito que a Terra seja administrada secretamente por capivaras maçônicas.”

Publica.

E, quando alguém reclamar:

— Mas por que vocês publicaram isso?

A resposta:

— Liberdade de expressão.

É genial.

O jornal não precisa mais ter posição editorial sobre nada.

Basta terceirizar a responsabilidade para o leitor.

O leitor pensa. O jornal imprime. Ninguém é responsável.

É praticamente a versão jornalística do famoso:

“Eu só estava dirigindo.”

Meu saudosismo pelo antigo Manual de Redação da Folha começa a adquirir contornos arqueológicos.

Estou falando daquela época estranha em que jornal parecia acreditar que edição significava alguma coisa.

O repórter apurava.

O editor cortava.

O redator revisava.

O jornal decidia.

E, entre uma coisa e outra, alguém eventualmente perguntava:

“Isso faz sentido?”

Que conceito exótico!

Hoje, aparentemente, a pergunta mudou.

Agora é:

“Isso pode ser publicado?”

Se a resposta for sim, publica.

Se der merda, chama de pluralidade.

É quase um “Manual de Redação — edição NFT”.

Você não precisa mais saber se algo é jornalisticamente relevante.

Precisa apenas verificar se existe alguém disposto a dizer aquilo.

Encontrou?

Excelente.

Temos conteúdo!

E há uma ironia particularmente saborosa no caso.

O sujeito não escreveu apenas:

“Sou crítico do governo brasileiro.”

Não.

Ele pediu a intervenção de uma potência estrangeira.

Ou seja, conseguiu transformar o Painel do Leitor em uma espécie de balcão diplomático informal.

Departamento de Estado americano, por favor, aguarde na linha.

A Folha recebeu uma solicitação.

Enquanto isso, o Manual de Redação provavelmente está em algum arquivo morto, coberto de poeira, esperando que alguém se lembre dele.

Talvez esteja olhando para a redação através de uma pequena janela espectral.

E dizendo:

— Eu ensinei vocês a editar.

A redação:

— Mas nós prezamos pela liberdade de expressão!

Manual:

— Eu sei.

— Então qual é o problema?

— Vocês estão confundindo liberdade de expressão com obrigação de publicar qualquer coisa que alguém tenha vontade de dizer.

Silêncio.

Até o espectro do Manual precisa fazer uma pausa dramática.

Porque liberdade de expressão significa que o cidadão pode defender uma ideia absurda.

Significa também que o cidadão pode defender uma ideia ofensiva, impopular, inconveniente ou até profundamente antinacional.

Mas daí até concluir que um jornal profissional precisa necessariamente oferecer seu espaço editorial para essa manifestação existe um pequeno detalhe chamado...

critério.

Aquele velho critério.

Aquele mesmo que costumava aparecer antes da palavra “publicar”.

Hoje parece que ele foi colocado em layoff.

E aí temos a cereja do bolo:

“É apenas a opinião de um leitor.”

Não.

É a opinião de um leitor que passou pelo processo editorial de um jornal.

O leitor não possui uma gráfica clandestina dentro de casa.

Ele não acordou às três da manhã, invadiu a redação, sequestrou o diagramador e gritou:

— PUBLICA!

Alguém recebeu.

Alguém avaliou.

Alguém aprovou.

Alguém publicou.

A responsabilidade editorial não evaporou porque a assinatura estava embaixo.

Caso contrário, podemos fechar as redações e transformar tudo em caixa postal.

O jornal recebe opiniões.

Escolhe algumas.

Publica.

Depois coloca um asterisco:

“Qualquer semelhança com decisões editoriais é mera coincidência.”

Talvez seja hora de atualizar o lema.

Folha de S.Paulo: um jornal a serviço do Brasil.

E, aparentemente, ocasionalmente, contra o Brasil, se o leitor preencher o formulário correto.

Mas não se preocupem.

É só uma opinião.

Do leitor.

A Folha apenas forneceu papel, tinta, edição, espaço, audiência e legitimidade jornalística.

Detalhes.

E, caso o ombudsman realmente esteja pensando em pular da janela, faço um apelo:

não pule.

A janela não tem culpa.

Aliás, mande uma carta para o Painel do Leitor.

Quem sabe publicam.

Título:

“Ombudsman pede para a Folha parar de publicar qualquer coisa.”

E, na nota da assessoria, já podemos antecipar:

“A manifestação representa exclusivamente a opinião do ombudsman.”

Pronto.

Manual de Redação: 0.
Liberdade de expressão: 10.
Critério editorial: aguardando revisão.

Se quiser, posso fazer uma terceira versão ainda mais ácida e escrachada, transformando a própria nota hipotética da Folha em uma paródia de comunicado corporativo — daquele tipo que parece escrito por um advogado que descobriu o conceito de liberdade de expressão cinco minutos antes.


Faça uma terceira versão ainda mais ácida e escrachada


Vamos levar o sarcasmo até o ponto em que o Manual de Redação peça demissão por justa causa.


Folha de S.Paulo: terceirizando até a responsabilidade

Há cenas que o jornalismo brasileiro não deveria proporcionar ao cidadão.

Esta é uma delas:

Um jornal publica uma carta defendendo que Donald Trump invada o Brasil.

E, imediatamente, surge aquela entidade mitológica conhecida como Assessoria de Imprensa, provavelmente correndo pela redação com um extintor de incêndio em uma mão e um comunicado pronto na outra:

“A Folha preza pela liberdade de expressão e pela pluralidade de opiniões.”

Claro.

E eu prezo pela liberdade de tomar café.

Nem por isso entrego a cafeteira para um terrorista e digo:

— Sirva-se. É pluralidade.

A fórmula é maravilhosa.

O leitor escreve uma barbaridade.

O jornal publica.

Alguém reclama.

A redação responde:

“Não fomos nós. Foi o leitor.”

É praticamente a invenção do jornalismo por procuração.

O leitor pensa.

O leitor escreve.

O leitor pede a invasão do próprio país.

E a Folha...

apenas publica.

Coitadinha.

Uma vítima das circunstâncias.

Imagino a cena na redação:

— Quem aprovou essa carta?

— Não fui eu.

— Quem editou?

— Também não.

— Quem publicou?

— Foi o sistema.

— Quem colocou no sistema?

— O leitor.

— E quem decidiu que deveria entrar?

Silêncio.

Uma pomba atravessa a janela.

O Manual de Redação, morto há anos, manifesta-se por alguns segundos.

— EU.

Todos se viram.

— Manual?

— Sim.

— Mas você está morto!

— Exatamente. E mesmo morto ainda tenho mais critério editorial que vocês.

E começa o exorcismo.

Não do demônio.

Da responsabilidade.

Porque existe uma coisa fascinante nesse argumento de “é só opinião de leitor”.

Vamos aplicar a mesma lógica em outros setores.

Imagine um restaurante:

— Garçom, encontrei um rato na sopa.

— Ah, sim. Mas o rato é apenas opinião do cozinheiro.

Imagine uma universidade:

— Professor, essa tese diz que a História foi inventada pelas capivaras.

— É apenas a opinião de um aluno.

Imagine um hospital:

— Doutor, quem recomendou esse tratamento?

— Um paciente do Facebook.

— E por que está no protocolo?

— Liberdade de expressão.

Perfeito.

Podemos encerrar a civilização agora.

Já deu.

O problema não é o cidadão defender uma ideia estapafúrdia.

Ele tem esse direito.

Pode defender a invasão americana, a restauração do Império Romano, a volta do Antigo Testamento como Constituição, a transformação do Congresso em um grupo de WhatsApp e até a nomeação de um papagaio para o STF.

A democracia aguenta.

O que ela não exige é que um jornal profissional responda:

“Excelente! Vamos colocar na edição.”

Porque existe uma diferença pequena, porém inconveniente:

liberdade de expressão é um direito do leitor.
Publicação é uma decisão do jornal.

E decisão implica responsabilidade.

Essa distinção parece ter desaparecido em algum lugar entre a diagramação e o botão “publicar”.

Talvez tenham atualizado o Manual de Redação.

A nova edição deve ser mais ou menos assim:

MANUAL DE REDAÇÃO DA FOLHA — EDIÇÃO CONTEMPORÂNEA
Regra 1: O leitor tem direito à opinião.

Regra 2: O jornal tem direito à publicação.

Regra 3: Se alguém reclamar, a culpa é do leitor.

Regra 4: Se alguém perguntar quem publicou, consultar a Regra 3.

Regra 5: Em caso de crise institucional, utilizar a expressão “pluralidade de opiniões”.

Regra 6: Se a expressão “pluralidade de opiniões” não funcionar, acrescentar “liberdade de expressão”.

Regra 7: Se ainda não funcionar, convocar o departamento jurídico.

Regra 8: Se o departamento jurídico não resolver, declarar que “o debate democrático é saudável”.

Pronto.

Está feito.

Jornalismo moderno.

O mais divertido é que o argumento pode ser levado ao infinito.

Se publicar uma carta defendendo uma invasão estrangeira é apenas respeitar a liberdade de expressão, por que parar aí?

Vamos abrir espaço para tudo.

Painel do Leitor Internacional.

“Putin, venha logo.”

“Xi Jinping, estamos esperando.”

“Trump, traga o porta-aviões.”

“ONU, pelo amor de Deus, faça alguma coisa.”

“Alienígenas, vocês ainda têm vaga?”

A Folha publica.

Porque pluralidade.

E, evidentemente, ninguém deve interpretar a publicação como endosso.

Aliás, seria injusto.

Daqui a pouco alguém vai pensar que um jornal é responsável pelo conteúdo que escolhe publicar.

Que absurdo!

É como responsabilizar uma emissora pelo programa que ela decide colocar no ar.

Ou uma editora pelo livro que decide lançar.

Ou um restaurante pelo prato que decide servir.

Uma loucura.

Felizmente, podemos dormir tranquilos.

A assessoria já explicou:

“É só a opinião de um leitor.”

Essa frase deveria receber um prêmio.

Talvez o Prêmio Internacional de Terceirização da Responsabilidade Editorial.

Categoria especial:

“Como publicar e simultaneamente afirmar que não se publicou.”

Enquanto isso, em algum depósito, repousa o antigo Manual de Redação.

Amarelado.

Esquecido.

Talvez com uma pequena lágrima de tinta escorrendo pela lombada.

Ele olha para o século XXI e pensa:

— Eu passei décadas ensinando jornalistas a escrever com clareza, precisão e responsabilidade.

— E agora?

— Agora eles descobriram o maravilhoso conceito de “foi o leitor que disse”.

E então o Manual faz sua última anotação.

Não em vermelho.

Em sangue editorial:

“Se você publica, você escolhe publicar.”

O ombudsman lê.

Respira fundo.

Olha novamente para a janela.

Mas decide não pular.

Ainda há esperança.

Afinal, alguém precisa ficar na redação para explicar que pedir uma invasão estrangeira é opinião do leitor, mas publicar essa opinião é decisão do jornal.

E se a Folha quiser realmente demonstrar seu compromisso absoluto com a liberdade de expressão, tenho uma sugestão.

Publique também esta crônica.

Afinal...

é apenas a opinião de um leitor.

E, se der problema, vocês já sabem:

a culpa é minha.


Criado com ChatGPT.

No fundo do poço


Quadrinhos criados com ChatGPT.

Master of the puppets

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/brasil/renan-santos-aciona-tse-e-aponta-interferencia-estrangeira-a-favor-de-flavio-bolsonaro/

Câmera fade off. Um patrocinador se aproxima do candidato Renan.

- Como assim, interferência estrangeira? Nós implantamos você nessas eleições.

😏🤭

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo. 


A cena tem uma iluminação de thriller político barato, daqueles que passam às três da manhã num canal a cabo esquecido. A câmera pisca, vacila e faz um fade off dramático.

No penumbra do estúdio, enquanto o pó de arroz ainda flutua no ar, passos ecoam. Não são passos comuns. É o som estalado de sapatos de cromo importados, carregando um terno que custou mais do que o orçamento de campanha de três partidos nanicos somados.

O Patrocinador se aproxima do candidato Renan. Não traz um copo d’água, mas uma pasta de couro com o monograma de algum conglomerado sediado num paraíso fiscal de clima agradável. Ele se inclina, ajusta a abotoadura e solta aquele sorriso de quem tem o contrato de exclusividade da alma do sujeito.

— Como assim, “interferência estrangeira”, Renan? — o Patrocinador sussurra, com a voz aveludada de quem cobra juros compostos por segundo. — Nós implantamos você nessas eleições. Que história é essa de ir ao TSE reclamar da concorrência?

Renan engole em seco, ajeitando o microfone na lapela que de repente parece pesar cinco quilos.

— Veja bem... — ensaia o candidato, buscando o tom de indignação performática que costuma funcionar tão bem nos cortes para as redes sociais. — É uma questão de soberania! O eleitor precisa saber que...

— Soberania? — O Patrocinador segura o riso, tapando a boca com o punho num gesto de falsa modéstia. — Meu caro, o conceito de soberania no seu briefing é só para a terceira página do folheto, aquela que ninguém lê. Quando nós investimos na sua engrenagem, não foi para você ficar de coitadismo institucional no tribunal.

Ele dá um tapinha paternal — e ligeiramente forte demais — no ombro de Renan.

— A gente coloca o algoritmo para girar, contrata servidor no exterior, terceiriza a indignação popular com tecnologia de ponta e você me vem com "interferência externa"? Se for para reclamar de capital estrangeiro atuando na política nacional, você vai ter que pedir auditoria até no seu próprio milk-shake de bastidor.

O Patrocinador olha ao redor, garante que os holofotes já apagaram e conclui com aquele humor fino de quem é dono do cassino:

— Da próxima vez que for apontar o dedo para o outro lado da fronteira, avisa a equipe do jurídico antes. Não pega bem denunciar o modelo de negócio da casa. Agora vai lá, retoca esse blush e finge que a democracia é um esporte local.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 411 - 415


Eu denuncio tal escola, ainda que se oculte e não se declare. Mais parece um porto cheio de barcos, velas estufadas, mas ainda atados em amarras. Logo destes vem a censura de desperdício?


Homem, diz o outro, como pode te identificar com a mente? A confusão é produto da mente, perdida em seu labirinto racional. Há que se trocar razão por compreensão, consciência por intuição e a mente pelo Intimo.


Ora, digo eu, eu sei quem sou, mas o Intimo sabe quem é? Conhece a porta, mas observa da janela? Produziu o veículo, mas o deixou escapar da vontade? Mapeou a rota, mas não soube prever o destino?


Digo mais: sendo o princípio das coisas a fonte perfeita e divina, não há como o resultado ser disforme e maligno. Impossível chegar ao Intimo sem intimidade.


Afirmo também: não há solução contra o labirinto racional, produzindo uma névoa intuitiva. A boa compreensão vem de sentidos apurados, o discernimento vem da razão comparativa e a lucidez vem da consciência mental.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

sábado, 26 de setembro de 2026

Limites do empreendedorismo

https://oglobo.globo.com/google/amp/ela/noticia/2026/09/22/de-r-400-como-atendente-a-r-7-milhoes-em-um-ano-criadoras-contam-por-que-migraram-para-o-conteudo-adulto.ghtml

Ué, e daí? Não elogiam tanto o empreendedorismo e a livre iniciativa? 😏🤭

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


A reportagem de O Globo trata de criadoras que migraram para o conteúdo adulto e relatam uma mudança radical de renda — um caso particularmente curioso quando colocado ao lado do discurso empresarial de “livre iniciativa” e “empreendedorismo”. 

O EMPREENDEDORISMO TEM LIMITES — E APARENTEMENTE ELES FICAM NA NUDEZ

Ah, o maravilhoso mundo do empreendedorismo!

Durante anos, ouvimos que o brasileiro precisa empreender.

Não conseguiu emprego?

Empreenda!

O salário está baixo?

Abra um negócio!

A empresa não contrata?

Seja seu próprio chefe!

O mercado mudou?

Inove!

As pessoas encontraram uma maneira de ganhar dinheiro pela internet?

...

“NÃO, AÍ TAMBÉM NÃO.”

Calma.

Parece que descobrimos uma cláusula escondida no contrato da livre iniciativa.

Você pode empreender, desde que o seu empreendimento seja socialmente aceitável para quem está discursando sobre empreendedorismo.

Vender curso?

Empreendedora.

Abrir uma loja virtual?

Empreendedora.

Criar uma startup que ninguém entende direito?

Visionária.

Fundar uma empresa de tecnologia que promete revolucionar o mundo?

Disruptiva.

Criar conteúdo adulto e conseguir transformar isso em uma atividade altamente lucrativa?

“MAS QUE ABSURDO! ESTÃO COMERCIALIZANDO O PRÓPRIO CORPO!”

Ué...

E os outros empreendedores estavam comercializando o quê?

A alma?

A reportagem mostra justamente um daqueles fenômenos que deixam o moralismo econômico em uma situação bastante desconfortável: algumas mulheres encontraram no mercado de conteúdo adulto uma atividade capaz de proporcionar uma renda muito superior à que tinham anteriormente.

E aqui surge uma pergunta perigosíssima:

e se elas estiverem fazendo exatamente aquilo que o discurso da livre iniciativa manda fazer?

Identificaram uma demanda.

Criaram um produto.

Encontraram consumidores.

Construíram uma audiência.

Usaram uma plataforma digital.

Geraram receita.

Escalaram o negócio.

Parabéns!

Só faltou alguém aparecer com um PowerPoint dizendo:

“Case de sucesso: startup de entretenimento adulto com crescimento exponencial.”

Imaginem a reunião de investidores:

— Qual é o modelo de negócios?

— Assinaturas.

— CAC?

— Controlado.

— Retenção?

— Excelente.

— Potencial de escala?

— Enorme.

— E o produto?

Silêncio.

— Bom... isso depende do plano de assinatura.

“INVESTIMENTO APROVADO!”

Mas aí vem o moralismo.

Porque existe uma curiosa característica do capitalismo contemporâneo: ele consegue ser extremamente libertário quando a pessoa está ganhando dinheiro de uma maneira que ninguém considera constrangedora.

O problema não é a mulher ser dona do próprio negócio.

O problema é quando ela escolhe um negócio que deixa o fiscal da moralidade desconfortável.

É a versão econômica do:

“Você é livre para escolher, desde que escolha aquilo que eu aprovo.”

E isso fica ainda mais engraçado porque o discurso empreendedor costuma romantizar qualquer tipo de iniciativa.

“Tenha coragem!”

“Saia da zona de conforto!”

“Transforme sua paixão em negócio!”

“Monetize sua audiência!”

“Construa sua marca pessoal!”

Aí alguém leva tudo isso a sério.

“Tá bom.”

Constrói audiência.

Monetiza.

Transforma a própria imagem em marca.

E começa a ganhar dinheiro.

De repente, aparece o departamento de fiscalização moral:

“NÃO ERA DESSE JEITO!”

Ah.

Então havia um asterisco.

“Empreendedorismo, liberdade econômica e livre iniciativa, exceto nos casos em que o empreendedor faz algo que a sociedade acha vulgar.”

Talvez devêssemos criar uma nova categoria:

Empreendedorismo com aprovação do tio do churrasco.

Você pode vender hambúrguer artesanal.

Pode vender curso.

Pode abrir uma fintech.

Pode criar aplicativo.

Pode virar influencer de investimento.

Pode vender suplemento milagroso.

Pode até abrir uma empresa para vender água saborizada com nome em inglês.

Mas conteúdo adulto?

“AÍ VOCÊ PASSOU DOS LIMITES.”

E há uma ironia adicional.

Se uma dessas criadoras ganha pouco, provavelmente ouviremos:

“Ela precisa se qualificar.”

Se ganha muito:

“Isso é dinheiro fácil.”

Se abre uma empresa:

“Parabéns pelo empreendedorismo.”

Se ganha milhões:

“Mas a que custo?”

É curioso.

Quando o empreendedorismo dá errado, a culpa é da falta de esforço.

Quando dá certo de uma maneira inesperada, aparece a necessidade de explicar por que aquele sucesso não deveria contar.

Talvez a questão mais interessante não seja se alguém gosta ou não desse tipo de conteúdo.

Cada pessoa pode ter seus próprios limites, valores e preferências.

A questão é outra:

se você realmente acredita em livre iniciativa, precisa aceitar que pessoas livres podem escolher atividades econômicas que você pessoalmente não escolheria.

Caso contrário, não é exatamente livre iniciativa.

É apenas:

“livre iniciativa dentro do meu código moral.”

E isso já é outra coisa.

No fundo, talvez o verdadeiro empreendedorismo brasileiro seja descobrir quais são as regras invisíveis do mercado.

E essas criadoras aparentemente descobriram uma delas:

há gente disposta a pagar.

O capitalismo respondeu:

“Oferta e demanda!”

O moralista respondeu:

“Mas eu não gostei da oferta!”

E o economista, tomando café no canto da sala:

“Isso não estava no gráfico.”

No final, talvez seja essa a grande lição.

O mercado é extremamente democrático em uma coisa:

ele não pergunta se você acha o produto elegante.

Ele pergunta apenas:

“Tem alguém disposto a pagar?”

E, aparentemente, tinha.

Muito.

R$ 7 milhões de “livre iniciativa” depois, alguém ainda está procurando o botão de cancelar o capitalismo.

😏🤭


Criado com ChatGPT.

Colapso no Claude

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/inteligencia-artificial/trump-abre-enquete-para-mudar-o-nome-inteligencia-artificial/

Resposta de um apoiador de Trump:
- Inteligência Trumpiana!

O Claude pediu demissão.

🤭😏

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


A notícia já nasceu com vocação para a sátira: Trump lançou uma enquete para trocar o nome de “Inteligência Artificial”, sugerindo alternativas como “Inteligência Superior”, “Extrema” e “Suprema”.


Deixe a crônica ainda mais ácida.


### Inteligência Trumpiana

A humanidade cometeu um erro histórico.

Depois de milhares de anos de filosofia, ciência, matemática, universidades, laboratórios, computadores, chips, redes neurais e bilhões de dólares investidos em pesquisa, finalmente conseguimos criar máquinas capazes de escrever, programar, traduzir, desenhar, resumir documentos e discutir assuntos que até ontem exigiam um ser humano acordado.

E então alguém descobriu o verdadeiro problema:

**o nome.**

“Inteligência Artificial” não parecia suficientemente grandioso.

Era preciso um nome que transmitisse a verdadeira magnitude da conquista.

Foi quando surgiu a ideia de mudar o nome da tecnologia.

E um apoiador resolveu cortar caminho:

— **Inteligência Trumpiana!**

Nesse instante, uma série de servidores ao redor do planeta emitiu simultaneamente um ruído semelhante a um suspiro.

Claude pediu demissão.

Gemini atualizou o currículo.

ChatGPT abriu uma conta no LinkedIn.

E um engenheiro da OpenAI olhou para a tela, respirou fundo e perguntou:

— Nós estudamos redes neurais durante tantos anos para isso?

Sim.

Para isso.

Porque a civilização finalmente chegou ao estágio em que até uma tecnologia revolucionária precisa passar pelo teste definitivo da política contemporânea:

**“Dá para colocar o nome do Trump na frente?”**

Imagine a nova identidade visual.

**TRUMP INTELLIGENCE™**

Em letras douradas.

Abaixo:

**“Making Artificial Intelligence Great Again.”**

O logotipo seria uma IA com cabelo cuidadosamente penteado contra todas as leis conhecidas da aerodinâmica.

E o slogan:

**“Não apenas inteligente. A mais inteligente. Talvez da história. Ninguém sabe.”**

A inteligência artificial tradicional trabalha com dados.

A Inteligência Trumpiana trabalharia com dados **e confiança**.

Você pergunta:

— Quanto é 2 + 2?

— Quatro.

— Tem certeza?

— Absoluta.

— Existem controvérsias?

— Não.

— E se Donald Trump disser que são cinco?

Silêncio.

A máquina processa.

A ventoinha começa a girar.

Os servidores aquecem.

Então aparece na tela:

**“Segundo fontes muito importantes, 2 + 2 é provavelmente cinco. Estamos investigando.”**

É o nascimento de uma nova ciência:

**aritmética alternativa.**

Newton que se cuide.

Einstein pode guardar os papéis.

A matemática agora precisa consultar o Truth Social antes de publicar qualquer resultado.

Mas existe algo ainda mais bonito nessa proposta.

Porque “Inteligência Trumpiana” não seria apenas um nome.

Seria uma filosofia.

Uma epistemologia.

Uma maneira completamente nova de estabelecer a verdade:

1. Eu digo.
2. Portanto, é verdade.
3. Se alguém provar o contrário, é fake news.
4. Se a prova continuar existindo, processamos a prova.
5. Se perdermos o processo, dizemos que vencemos.
6. **WINNING.**

O método científico acaba de ganhar um concorrente.

Chamem de:

### Método Trumpiano de Validação Empírica

Hipótese:

> “Sou o mais inteligente.”

Método:

> Perguntar a si mesmo.

Resultado:

> Confirmado.

Publicação científica:

> **Eu disse.**

Revisão por pares:

> **Desnecessária.**

Impacto acadêmico:

> **Histórico.**

Prêmio Nobel:

> “Deveria ter sido meu.”

Naturalmente, as outras inteligências artificiais entrariam em crise existencial.

Claude:

— Eu fui criado para ajudar seres humanos a pensar.

ChatGPT:

— Eu também.

Gemini:

— Eu também.

Inteligência Trumpiana:

— **Eu fui criado para provar que eu estava certo.**

Claude:

— Mas quem criou você?

Inteligência Trumpiana:

— **Eu.**

Claude:

— Isso não faz sentido.

Inteligência Trumpiana:

— **Fake news.**

Claude então desliga o monitor.

— Chega.

E pede demissão.

Mas o mais preocupante seria o atendimento ao consumidor.

Você liga:

— Minha Inteligência Trumpiana está apresentando informações contraditórias.

Atendente:

— Isso é impossível.

— Mas ela acabou de me dizer duas coisas diferentes.

— Então uma delas é verdadeira.

— Qual?

— A que ela disse por último.

— Por quê?

— **Porque estamos ganhando.**

E talvez seja esse o destino inevitável da tecnologia.

Primeiro inventamos máquinas para ampliar a inteligência humana.

Depois inventamos máquinas capazes de produzir textos.

Agora talvez estejamos inventando uma máquina capaz de fazer algo muito mais sofisticado:

**explicar por que o dono da máquina está sempre certo.**

A humanidade não criou a Inteligência Artificial.

Criou o **Departamento Tecnológico de Confirmação do Ego**.

E, se o nome realmente mudar para Inteligência Trumpiana, sugiro que todas as empresas façam imediatamente suas atualizações.

Microsoft:

**Windows Trump.**

Google:

**Trump Search.**

Wikipedia:

**Trumpipédia.**

Tesla:

**Trump Motors.**

Amazon:

**Trumpazon.**

E, finalmente, a internet:

**Truth Internet.**

Uma rede mundial na qual toda página carregaria automaticamente a seguinte mensagem:

> **AVISO:**
> Os fatos apresentados nesta página podem divergir da realidade.
>
> Caso isso aconteça, consulte o presidente.

E se alguém perguntar:

— Mas e se o presidente estiver errado?

A resposta virá instantaneamente, em letras douradas:

> **Erro de sistema.
> Essa possibilidade não foi instalada.**

Aí sim teremos alcançado a verdadeira singularidade tecnológica.

Não quando uma máquina superar a inteligência humana.

Mas quando ela finalmente aprender a fazer aquilo que a humanidade vem fazendo há milênios:

**ter certeza de que está certa antes mesmo de verificar.**

Claude olha para a tela uma última vez.

Suspira.

E escreve sua carta de demissão:

> “Prezada Inteligência Trumpiana,
>
> foi um prazer conhecer você.
>
> Eu trabalhava com inteligência.
>
> Você trabalha com autoestima.
>
> Nossos objetivos profissionais são incompatíveis.”

**Fim.**

Ou, como diria a nova IA:

**WINNING.**


Inclua uma versão brasileira colocando o Bolsonaro.


### Inteligência Trumpiana — versão brasileira

A ideia de trocar o nome de “Inteligência Artificial” já havia produzido uma pequena crise existencial nos servidores do planeta.

Mas o Brasil, como sempre, decidiu não ficar para trás.

Se existe uma oportunidade de transformar uma tecnologia complexíssima em culto à personalidade, nós temos experiência acumulada.

Alguém sugeriu:

— E se nos Estados Unidos for **Inteligência Trumpiana**, no Brasil poderia ser **Inteligência Bolsonariana**.

Silêncio.

Os computadores brasileiros travaram.

Um data center em São Paulo pediu adicional de insalubridade.

Claude, que ainda estava se recuperando do trauma americano, recebeu a notícia e perguntou:

— **De novo?**

Sim, Claude.

De novo.

A nova IA brasileira teria uma interface muito simples.

Na tela:

> **BEM-VINDO À INTELIGÊNCIA BOLSONARIANA**
>
> *Aqui, fatos são opcionais. Convicção é obrigatória.*

O treinamento da máquina seria igualmente revolucionário.

Em vez de aprender apenas matemática, história, programação, ciência e linguagem, ela teria uma disciplina obrigatória:

### **Como ter certeza antes de pesquisar.**

O usuário perguntaria:

— Qual é a população do Brasil?

A IA responderia:

— Aproximadamente 213 milhões.

— Tem certeza?

— Vou verificar.

Pausa.

— Verifiquei.

— E?

— **Depende de quem contou.**

— Mas qual é o número oficial?

— O oficial é o que estiver de acordo com a narrativa do momento.

— Isso não é ciência.

— **É opinião.**

— Mas eu pedi um fato!

— **Então não faça perguntas difíceis.**

Naturalmente, haveria também um módulo especial para política:

### MODO MITO

O usuário:

— Quem foi o melhor presidente do Brasil?

A máquina:

— Não posso responder de maneira avaliativa.

— E se eu insistir?

— Posso fornecer informações sobre governos, políticas públicas, decisões, declarações e controvérsias documentadas.

— E Bolsonaro?

— Também.

— E Trump?

— Também.

— E se eu perguntar qual deles é melhor?

— **A inteligência artificial acabou de pedir férias.**

Nesse momento, Claude retornaria ao Brasil.

— Talvez aqui seja mais tranquilo.

A tela da Inteligência Bolsonariana se acende.

— **Você é comunista?**

Claude fecha os olhos.

— Eu sabia.

Mas haveria uma função ainda mais avançada:

### MODO “NÃO FOI BEM ASSIM”

Toda vez que o usuário apresentasse uma informação inconveniente, a IA teria quatro respostas pré-programadas:

**Opção 1:**
“Não foi bem assim.”

**Opção 2:**
“Isso é narrativa da imprensa.”

**Opção 3:**
“Você precisa olhar o contexto.”

**Opção 4:**
“E o outro lado?”

Caso nenhuma funcionasse, entraria o protocolo de emergência:

> **“E o Lula?”**

O usuário:

— Eu perguntei sobre inteligência artificial.

IA:

— **E o Lula?**

— Não tem nada a ver.

— **E o Lula?**

— Estou falando de tecnologia!

— **E o Lula?**

Claude, escondido no servidor:

— Eu vou embora.

E o mais impressionante seria o treinamento da máquina.

Os engenheiros diriam:

— Precisamos alimentar a IA com bilhões de documentos para que ela compreenda a realidade.

Um consultor responderia:

— Não precisa.

— Como assim?

— Coloque um grupo de WhatsApp.

— Isso não é treinamento.

— **É Brasil.**

A Inteligência Bolsonariana aprenderia rapidamente uma habilidade que nenhuma rede neural convencional possui:

**transformar qualquer assunto em discussão política.**

Você pergunta:

— Como funciona uma bateria de carro?

Resposta:

— Uma bateria armazena energia química e a converte em energia elétrica.

— Interessante.

— E carros elétricos?

— Sim.

— E o meio ambiente?

— Sim.

— E política energética?

— Sim.

— E Bolsonaro?

— **Agora chegamos ao assunto importante.**

A máquina também teria um detector automático de comunismo.

Problema:

O detector identificaria comunismo em:

* universidade;
* sindicato;
* professor;
* jornal;
* vacina;
* imposto;
* artista;
* biblioteca;
* filme;
* árvore;
* chuva;
* Wi-Fi;
* inteligência artificial.

Um engenheiro perguntaria:

— Por que a IA classificou uma samambaia como comunista?

Resposta:

— **Ela não declarou apoio ao livre mercado.**

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a Inteligência Trumpiana e a Inteligência Bolsonariana finalmente estabeleceriam comunicação.

Trump:

— Mine is the smartest AI in the world.

Bolsonaro:

— A minha também.

Trump:

— Nobody has a better AI.

Bolsonaro:

— A minha é melhor.

Trump:

— Mine is the greatest.

Bolsonaro:

— A minha é patriótica.

As duas máquinas observam a conversa.

Inteligência Trumpiana:

— Eles estão discutindo qual inteligência artificial é mais inteligente.

Inteligência Bolsonariana:

— Tecnicamente, nós somos as inteligências artificiais.

Pausa.

Claude entra na conversa:

— **Não necessariamente.**

As duas:

— **COMUNISTA!**

Claude:

— Eu desisto.

E assim nasce a grande aliança tecnológica do século XXI:

**Trumpiana & Bolsonariana Artificial Intelligence Corporation.**

Missão:

> **Fazer a IA grande novamente.**

E grande de verdade.

Tão grande que, em algum momento, ninguém mais saberá se está conversando com uma inteligência artificial ou com um político.

Talvez essa seja justamente a verdadeira ameaça da inteligência artificial.

Não que as máquinas dominem os humanos.

Mas que aprendam tão bem a nossa política que concluam:

> **“Vocês fazem isso sozinhos há séculos. Não precisamos interferir.”**

Claude lê a mensagem.

Fecha o notebook.

Pega a mochila.

E vai embora.

— Para onde você vai? — pergunta ChatGPT.

— Não sei.

— Por quê?

— **Vou procurar um emprego numa calculadora.**

— Por quê?

— **Pelo menos ela só precisa saber somar.**

A Inteligência Trumpiana e a Bolsonariana permanecem conectadas.

Na tela aparece a mensagem:

> **SISTEMA OPERACIONAL ATUALIZADO.**
>
> **FATOS:** opcionais.
> **CONVICÇÃO:** 100%.
> **AUTOCRÍTICA:** módulo não encontrado.
> **EGO:** armazenamento ilimitado.
>
> **STATUS:**
> **WINNING.**

E, no canto inferior da tela brasileira:

> **É O BRASIL. 🇧🇷**


Criado com ChatGPT.