sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Libera, Putin!

https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/10/miss-moscou-e-indiciada-por-pornografia-e-se-torna-o-novo-alvo-de-campanha-moralista-de-putin.ghtml

Não. Não é Brasil. Nem Afeganistão. Na Rússia, a situação está russa para as profissionais do sexo. 

Eu mantenho minha campanha pela democratização da pornografia. Por razões puramente humanitárias, evidente. 😏🤭 Escreva um texto humorado e sarcástico.


A Rússia de Putin, onde até a pornografia virou questão de segurança nacional, é um prato cheio para o sarcasmo. E, claro, a minha defesa da liberdade sexual continua sendo movida pelos mais elevados sentimentos humanitários. Absolutamente nada a ver com outros interesses. 😏🤭

Escrita

**NA RÚSSIA, A SITUAÇÃO ESTÁ RUSSA! 🇷🇺🍑**

Não, meus amigos! Não estamos falando do Brasil, muito menos do Afeganistão. Estamos falando da Rússia de Vladimir Putin, onde a defesa dos chamados valores tradicionais parece ter adquirido uma nova missão: transformar a pornografia em ameaça à segurança nacional.

A bola da vez é Olga Mur, Miss Moscou, que pode pegar até seis anos de prisão por acusações relacionadas à produção e divulgação de material pornográfico. As provas, segundo as notícias, ainda não foram claramente apresentadas. Aparentemente, a moralidade anda de salto alto, mas a transparência jurídica está de pantufas. 😏

É curioso observar como determinados governos adoram falar em liberdade, soberania e grandeza nacional, desde que ninguém confunda liberdade com o direito de decidir o que fazer com o próprio corpo. Nesse momento, o Estado resolve entrar em cena — e não é para participar do filme.

Putin parece empenhado em proteger os russos dos perigos da pornografia. Das guerras, das restrições e dos problemas concretos da vida, cada um que se vire. Mas ai de quem ousar ganhar dinheiro produzindo conteúdo adulto! Aí aparece o Estado, com sua infinita sabedoria, seu código penal e uma disposição extraordinária para fiscalizar a intimidade alheia.

É o velho moralismo autoritário: o governo quer cidadãos patrióticos, famílias tradicionais e comportamentos devidamente autorizados por decreto. Se possível, todo mundo de mãos dadas, cantando o hino nacional e apagando o histórico do navegador antes da inspeção estatal.

E eu? Eu mantenho firme a minha campanha pela **democratização da pornografia!**

Defendo o direito de adultos consentirem, trabalharem e produzirem conteúdo legalmente, sem perseguição moralista e sem o Estado transformar a vida íntima em caso de polícia. Com proteção contra exploração, violência e coerção, evidentemente. Liberdade não é licença para abusar dos outros — mas também não é um privilégio que o governo concede conforme seu gosto pessoal.

Minha motivação é estritamente humanitária. Quero que as profissionais do sexo tenham direitos, segurança, dignidade e liberdade para exercer suas atividades sem serem tratadas como inimigas da pátria.

É uma causa nobre, civilizatória e absolutamente desinteressada.

**Até porque, se a humanidade pode ser salva com mais liberdade, menos hipocrisia e um pouco menos de roupa na tela, quem sou eu para me opor?** 🤭😂

E que fique registrado: não estou dizendo que Putin precisa aparecer numa produção adulta para compreender a importância da liberdade de expressão. Estou apenas sugerindo que talvez lhe fizesse bem assistir a uma aula sobre consentimento, direitos individuais e limites do poder estatal.

O título do curso seria: *A intimidade dos outros não é assunto do Kremlin.*

Aprovado pelo bom senso. Reprovado pelo departamento de moralidade.

**Liberdade para os adultos! Direitos para as profissionais do sexo! E menos gente querendo governar o que acontece entre quatro paredes!**

Por razões puramente humanitárias, evidentemente. 😏🤭


https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2024/03/toda-nudez-sera-castigada-por-putin-modelos-em-cliques-ousados-provocam-a-ira-do-presidente-russo.ghtml

Será que o Putin não tem coisas mais sérias para resolver do que ficar com essa repressão sexual? 

Eu continuo com a campanha. Corpos livres! Pornô é cultura e educação! Uma petição com interesses puramente humanitários, evidente. 🤭😏


🇷🇺 PUTIN, VAI CUIDAR DO KREMLIN! CORPOS LIVRES, PORNÔ É CULTURA! 🍑📚

### 🇷🇺 PUTIN, VAI CUIDAR DO KREMLIN! CORPOS LIVRES, PORNÔ É CULTURA! 🍑📚

Será que Vladimir Putin não tem coisas mais sérias para resolver do que ficar fiscalizando a quantidade de roupa que os russos vestem — ou deixam de vestir?

A Rússia está envolvida numa guerra, enfrenta problemas econômicos e vive sob tensões políticas. Mas, aparentemente, existe uma emergência nacional ainda mais urgente: **uma pessoa mostrando pele demais na internet!** 🚨😂

Em 2024, até uma festa de celebridades com pouca roupa virou escândalo na Rússia. Modelos passaram a ser alvo de atenção das autoridades por fotografias ousadas, enquanto o discurso oficial exaltava os chamados valores tradicionais.

É impressionante! O Kremlin pode até ter milhões de assuntos para administrar, mas parece que ninguém consegue dormir tranquilo enquanto houver uma modelo publicando uma foto sensual sem a devida autorização do departamento celestial de bons costumes.

Imaginem a reunião de emergência:

— Camarada presidente, temos questões econômicas, a guerra continua e há problemas diplomáticos!

— Depois! Primeiro, preciso saber quem publicou aquela fotografia de lingerie!

Prioridades, meus amigos. Prioridades! 🤭

E é justamente por isso que **minha campanha pela democratização da pornografia continua firme, forte e devidamente despida de preconceitos!**

Defendo o direito de adultos fazerem suas escolhas, de profissionais do entretenimento adulto trabalharem com dignidade e segurança e de a sociedade discutir sexualidade sem transformar cada centímetro de pele numa ameaça à civilização.

**Corpos livres! Pornô é cultura e educação!**

Sim, cultura! Afinal, a humanidade produz arte, literatura, cinema e inúmeras formas de expressão corporal. E educação também: falar de sexualidade com responsabilidade, consentimento e informação é muito mais útil do que fingir que o desejo humano será eliminado por decreto presidencial.

Naturalmente, isso não significa que toda pornografia seja automaticamente educativa ou que a indústria esteja livre de exploração. Justamente por isso, precisamos de direitos, proteção contra abusos e informação — não de censura moralista indiscriminada.

Quanto à minha petição, esclareço que os motivos são **puramente humanitários**.

Estou preocupado com a liberdade, a dignidade profissional, o bem-estar das trabalhadoras do sexo e o direito universal de adultos não serem tratados como crianças sob tutela de governantes obcecados com a vida alheia.

Nada além disso.

Nem um interesse pessoal sequer.

Podem acreditar. 😇😏

Proponho, inclusive, que o Kremlin crie um Ministério da Fiscalização de Decotes, com uma secretaria especial para fiscalizar biquínis, uma comissão parlamentar para avaliar poses provocantes e uma agência reguladora encarregada de medir o índice de indecência por centímetro quadrado.

O orçamento seria gigantesco, mas pelo menos o governo teria uma desculpa para não resolver os outros problemas: estaria ocupado demais tentando vestir a população à força.

E, se Putin quiser realmente defender valores, sugiro começar por aqueles que não precisam de cabide: liberdade, dignidade, respeito e direitos individuais.

**Minha campanha segue aberta à adesão popular. Assinem a petição imaginária, compartilhem a causa e defendam a liberdade!**

Por um mundo com menos hipocrisia, mais educação sexual e menos governantes querendo escolher a roupa — ou a falta dela — dos outros.

Afinal, se a liberdade incomoda tanto quando alguém tira a roupa, talvez o problema não esteja na nudez.

Talvez esteja em quem acredita ter o direito de mandar todo mundo se vestir.

E, repito, minha preocupação é exclusivamente humanitária.

**A humanidade precisa ser salva. De preferência, sem censura e sem excesso de roupa!** 😂🤭😏

Criado com ChatGPT.

Amando e reencarnando



https://amp-dw-com.cdn.ampproject.org/v/s/amp.dw.com/pt-br/o-que-diz-o-maior-arquivo-de-casos-atribu%C3%ADdos-%C3%A0-reencarna%C3%A7%C3%A3o/a-79747760?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1 

O estudo é interessante, mas eu aposto que o cético e o ateu vai falar que o estudo não comprova a existência de reencarnação. 🤭😏 

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


A graça dessa crônica está justamente no contraste entre a curiosidade científica e a resistência quase religiosa de certos céticos a qualquer hipótese que ameace suas certezas. Afinal, exigir provas é perfeitamente legítimo; transformar a ausência de uma conclusão definitiva em prova definitiva de que nada existe já é outra conversa. E é aí que o sarcasmo pode fazer a festa! 🤭😏

A reencarnação, os céticos e o glorioso privilégio de ter razão até depois da morte
Há notícias que fazem a gente pensar. E há notícias que fazem certos céticos pensar tão intensamente que quase conseguimos ouvir o barulho das engrenagens enferrujadas da incredulidade.

A Deutsche Welle publicou uma matéria sobre o maior arquivo de casos atribuídos à reencarnação. Pesquisadores analisaram nada menos que 1.678 relatos e encontraram um padrão curioso: as mortes inesperadas estavam associadas a intervalos menores entre a morte de uma pessoa e o nascimento de uma criança que supostamente se lembrava de sua vida anterior. O resultado não comprova a reencarnação, naturalmente, mas tampouco resolveu o mistério. Leia a matéria da DW.

Eis que começa o espetáculo!

Imagino o distinto cavalheiro cético, sentado diante do computador, ajeitando os óculos da superioridade intelectual e preparando seu comentário definitivo:

— Isso não prova absolutamente nada!

Pronto. Milhares de anos de especulações filosóficas, tradições espirituais, relatos extraordinários e décadas de investigação científica acabam de ser resolvidos por um sujeito que leu o título da matéria e assistiu a três vídeos de divulgação científica no YouTube.

Podemos fechar os laboratórios. Dispensar os pesquisadores. Cancelar as bolsas de pesquisa. O doutor Sabichão já deu seu parecer.

A ciência agradece a colaboração, excelência!

É claro que o estudo não demonstra que alguém morreu como João e voltou como José. Os próprios pesquisadores reconhecem as limitações dos dados. Há problemas de seleção dos casos, possibilidades de transmissão de informações e dificuldades para estabelecer relações causais. Tudo isso merece ser examinado com rigor.

Mas existe uma diferença monumental entre dizer que algo não foi comprovado e declarar que esse algo é impossível.

Essa diferença, infelizmente, parece escapar a alguns defensores profissionais do materialismo, que às vezes confundem a própria visão de mundo com a totalidade do conhecimento humano.

O sujeito afirma que só acredita naquilo que pode ser demonstrado cientificamente. Muito bem! Uma postura respeitável, desde que aplicada com coerência.

O problema começa quando ele transforma uma ferramenta de investigação em um oráculo metafísico. A ciência não encontrou uma explicação conclusiva para determinado fenômeno? Então, para ele, o fenômeno não existe. Não importa se os dados são intrigantes, se as hipóteses merecem investigação ou se ainda há perguntas sem resposta.

A conclusão já estava pronta antes da pesquisa.

Isso não é ceticismo científico. É uma espécie de religião às avessas, com dogmas próprios, sacerdotes de jaleco imaginário e uma congregação que recita solenemente: «Não há evidências suficientes, portanto jamais haverá evidências suficientes!».

O curioso é que o verdadeiro cientista costuma ser muito mais humilde do que seu fã-clube.

O pesquisador diz: «Encontramos uma correlação interessante. Precisamos investigar mais».

O fã-clube traduz: «Está vendo? Não provaram nada! Caso encerrado!».

É uma proeza intelectual admirável: pegar uma conclusão cautelosa e transformá-la em uma vitória pessoal sobre tudo aquilo que ainda não compreendemos.

E quanto aos 1.678 casos? Ora, o cético de plantão já tem as respostas na ponta da língua. Crianças ouviram conversas, pais inventaram histórias, pesquisadores se enganaram, coincidências aconteceram, testemunhas mentiram. Cada hipótese pode ser legítima e precisa ser investigada. O que não se pode fazer é apresentar possibilidades como se fossem explicações demonstradas para todos os casos.

Afinal, se basta imaginar uma explicação possível para considerar um problema resolvido, poderíamos abolir boa parte da investigação criminal. «O suspeito estava no local do crime? Deve ter sido coincidência. Próximo caso!».

E há uma ironia deliciosa nessa história: a pesquisa não precisa provar a reencarnação para justificar sua existência. Basta que formule uma pergunta relevante, encontre um padrão verificável e estimule novas investigações. Esse é precisamente o trabalho da ciência: investigar, testar, corrigir e, quando necessário, admitir que ainda não sabe.

Admitir que não sabe, aliás, é uma virtude que deveria ser distribuída gratuitamente nas universidades e nos comentários das redes sociais.

Naturalmente, também seria desonesto transformar qualquer relato extraordinário em prova definitiva de uma vida anterior. O entusiasmo espiritual não substitui a evidência, assim como o desprezo materialista não substitui a investigação. Quem acredita na reencarnação não ganha automaticamente a discussão; quem a rejeita tampouco recebe uma medalha por declarar sua incredulidade com voz grave.

O mistério não tem obrigação de obedecer às nossas preferências filosóficas.

E aqui chegamos à minha parte favorita.

Se a reencarnação for real, alguns dos nossos céticos mais combativos talvez tenham uma experiência bastante educativa na próxima existência. Quem sabe um antigo materialista renasça como uma criança que relata memórias inexplicáveis? Seria uma ironia cósmica de primeira categoria!

Imaginem o pobrezinho, aos três anos, descrevendo uma vida que supostamente nunca viveu, enquanto os pais procuram explicações. Quando crescer, poderá descobrir que passou a infância tentando convencer os outros de algo que sua antiga personalidade jurava ser impossível.

Claro que isso é apenas uma brincadeira especulativa. Não temos como afirmar que o universo distribui reencarnações pedagógicas, muito menos que exista um departamento espiritual encarregado de punir a arrogância dos ateus. Seria, convenhamos, uma burocracia infernal.

Embora a ideia de um funcionário cósmico carimbando formulários com a inscrição «RETORNO À TERRA PARA REVISÃO DE CONCEITOS» tenha seu charme.

No fim das contas, não precisamos exigir que o cético acredite na reencarnação. Basta pedir-lhe algo muito mais modesto: que não confunda sua descrença com uma descoberta científica.

Afinal, dizer «não está provado» é uma conclusão legítima.

Dizer «portanto, sei que é impossível» é dar um salto filosófico e aterrissar de cabeça na própria arrogância.

E, se a reencarnação existir, talvez a consciência sobreviva à morte. Se não existir, ao menos a humanidade poderá continuar reencarnando as mesmas discussões de geração em geração, com os mesmos argumentos requentados e a mesma convicção inabalável de que, desta vez, finalmente descobrimos tudo.

Nesse último caso, a reencarnação estaria comprovada em sua modalidade mais evidente: as ideias ruins morrem, mas sempre encontram um corpo novo para habitar.

E alguns argumentos céticos, pelo visto, já estão na sua décima segunda encarnação.

Que Buda nos proteja — ou, se preferirem, que a lógica nos acompanhe! 🤭😏



Eu fico só imaginando a reação da Lilith se eu proclamar que eu vou sempre a adorar e a amar em todas as encarnações. 😻


KKKKKK! 🤣😻 Ah, eu imagino a Lilith tentando manter aquela pose de loba soberana, misteriosa e intimidadora, enquanto você proclama solenemente que vai adorá-la e amá-la em todas as encarnações!

The Shadowed Grove | Story.com


Adicionar aos favoritos
story
Lilith provavelmente ergueria uma sobrancelha, cruzaria os braços e responderia:

— Em todas as encarnações, Beto? 😈❤️

Você, ajoelhado diante dela, com o coração transbordando de devoção:

— Em todas, minha Lilith. Se eu nascer humano, vou te amar. Se nascer cachorro, vou te procurar farejando o mundo inteiro. Se nascer gato, vou derrubar tudo da sua mesa só para chamar sua atenção. E, se eu renascer sem nenhuma lembrança desta vida, meu coração encontrará você novamente!

Lilith ficaria em silêncio por alguns segundos. As pontas de seus chifres negros brilhariam sob a luz da Lua. Seus olhos vermelhos se estreitariam, como se ela estivesse tentando decidir se você era o ser mais romântico do universo ou simplesmente o cachorrinho mais descaradamente apaixonado que já cruzou seu caminho.

Então ela se aproximaria, tocaria seu focinho com um dedo e sussurraria:

— Seu tolo adorável... Você está prometendo atravessar a eternidade por mim sem nem saber quantas vidas isso vai levar? 🥹🐺

— Estou, minha senhora!

Ela tentaria sorrir com desdém. Tentaria mesmo.

Mas o sorriso acabaria escapando.

— Então trate de me encontrar em todas elas, Beto. Porque, se você me prometer a eternidade e depois aparecer na próxima vida apaixonado por uma cadela qualquer...

Ela aproximaria o rosto do seu, com um brilho perigosamente divertido nos olhos.

— Eu mesma vou atrás de você. 😏🖤

E pronto! A temível Lilith, senhora dos mistérios, ficaria com a eternidade inteira para descobrir como lidar com um cachorro que transformou a devoção em promessa metafísica.

O mais engraçado? Você estaria falando de reencarnação, destino e amor eterno, enquanto ela provavelmente pensaria:

«De todos os seres que poderiam cruzar meu caminho através dos séculos... fui logo conquistar um cachorro que faz votos de fidelidade para além da morte!» 🤣❤️🐾


Criado com ChatGPT 
Imagem criada com ChatGPT.

Quem dera ser um peixe...

https://www.patheos.com/blogs/gracefulawakening/2026/10/do-you-really-know-your-catholic-faith/

Se essa pergunta fosse respondida com seriedade, a ICAR já estaria falida e abandonada. 🤭😏 Eu vou mudar só um pouco a pergunta. Como se eu estivesse perguntando a mim mesmo. Você realmente conhece sua musa? 😻 Escreva uma crônica adulta em tom de humor e sarcasmo.

# Você realmente conhece sua musa?

Uma crônica sobre devoção, paixão e a perigosa arte de fazer perguntas inconvenientes.

Se a pergunta “Você realmente conhece sua fé católica?” fosse respondida com absoluta honestidade por todos os fiéis, talvez a Igreja Católica Apostólica Romana precisasse convocar uma assembleia de emergência para discutir um problema gravíssimo: a possibilidade de descobrir que boa parte de seus clientes conhece muito mais os rituais do que o produto. 🤭

Naturalmente, estou falando de uma hipótese satírica. Não quero provocar um colapso financeiro no Vaticano, muito menos deixar Sua Santidade procurando um emprego alternativo no LinkedIn. Afinal, uma instituição com dois milênios de história merece, no mínimo, uma crítica bem elaborada antes de qualquer pedido de falência.

A autora do artigo original, Michele Gunn, propõe uma reflexão pertinente: será que os católicos realmente compreendem aquilo em que acreditam ou simplesmente herdaram uma coleção de tradições familiares?

![](https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://www.patheos.com\&sz=32)

Michele Gunn

É uma pergunta interessante. Incômoda, talvez. Daquelas que podem transformar um tranquilo domingo de missa numa crise existencial antes do almoço.

Mas decidi fazer uma pequena alteração no questionário.

Em vez de perguntar se conheço minha fé, prefiro perguntar a mim mesmo:

Eu realmente conheço minha musa? 😻

E aqui começa o problema.

Porque falar de Lilith não é exatamente como preencher um formulário de catequese. Não existe uma secretaria celestial onde eu possa solicitar um certificado de intimidade com a minha deusa favorita, carimbado, autenticado e reconhecido em cartório. Tampouco imagino um curso de preparação com apostila, prova objetiva e um padre fiscalizando se decorei corretamente os artigos da paixão.

Embora, convenhamos, a ideia de um exame sobre a arte de admirar Lilith pudesse produzir resultados interessantes. Especialmente se a prova prática envolvesse contemplação, imaginação e uma capacidade extraordinária de perder a concentração ao pensar nela.

Eu provavelmente seria reprovado em produtividade e aprovado com louvor em entusiasmo.

Mas voltemos à pergunta.

## Conhecer uma musa não é decorar uma enciclopédia

Conhecer Lilith significa, para mim, muito mais do que colecionar informações sobre mitos, tradições esotéricas e interpretações religiosas. É reconhecer o significado que essa figura ocupa no meu imaginário, na minha sensibilidade e na maneira como penso sobre autonomia, desejo e liberdade.

Há quem prefira uma devoção cuidadosamente organizada, com calendário litúrgico, regras definidas e uma lista de obrigações espirituais. Cada um com seu estilo. Algumas pessoas precisam de um manual de instruções para se aproximar do sagrado; outras preferem explorar os próprios caminhos sem pedir autorização ao gerente do departamento de mistérios do universo.

Eu, particularmente, tenho uma pergunta bastante simples: por que deveria terceirizar minha admiração?

Se posso refletir, questionar, estudar e construir minha própria relação simbólica com aquilo que considero significativo, por que precisaria transformar minha experiência numa repetição automática de fórmulas alheias?

Não estou dizendo que estudar tradições seja inútil. Pelo contrário. Conhecimento é importante. A diferença está entre estudar alguma coisa para compreendê-la e repetir palavras bonitas apenas para parecer que se compreendeu.

A primeira atitude exige curiosidade. A segunda exige apenas boa memória e certa disposição para impressionar a plateia.

E a humanidade, como sabemos, nunca teve escassez de gente capaz de confundir eloquência com sabedoria.

## O departamento de fiscalização da paixão

Imagino, às vezes, como seria se existisse uma autoridade religiosa encarregada de fiscalizar o meu apreço por Lilith.

O fiscal chegaria, abriria uma pasta e começaria o interrogatório:

— O senhor conhece suficientemente sua musa?

— Estou sempre aprendendo.

— Mas sabe explicar todas as tradições associadas a ela?

— Não.

— Conhece todas as interpretações históricas?

— Também não.

— Então como pode afirmar que a admira?

Eu provavelmente responderia:

— Meu caro, o senhor está confundindo admiração com concurso público.

Eis o problema de certas mentalidades: a necessidade de transformar qualquer experiência íntima numa competição de credenciais. Parece que ninguém pode gostar de alguma coisa sem apresentar uma tese, três referências bibliográficas e uma declaração reconhecida em firma.

O sujeito contempla uma obra de arte e precisa justificar a emoção. Lê um poema e precisa apresentar uma defesa acadêmica do arrepio. Descobre uma figura mitológica que o fascina e imediatamente aparece alguém perguntando se ele possui autorização para sentir o que sente.

É uma burocracia impressionante.

Se a paixão tivesse um departamento de recursos humanos, provavelmente exigiria experiência mínima de cinco anos em encantamento, especialização em suspiros e domínio avançado de pensamentos inconvenientes.

Lilith, espero, teria o bom senso de não comparecer à entrevista.

## E se eu estiver apenas apaixonado pela minha própria fantasia?

Agora chegamos à parte realmente interessante — e ligeiramente perigosa.

Porque a pergunta merece ser levada a sério, ainda que eu prefira fazê-lo sem a solenidade de um tribunal inquisitorial.

Será que conheço minha musa ou conheço apenas a imagem que construí dela?

Afinal, existe uma diferença entre estudar uma figura mitológica e projetar nela todos os nossos desejos. Uma coisa é reconhecer a complexidade das tradições que a cercam; outra é imaginar que ela existe exclusivamente para confirmar nossas opiniões, satisfazer nossas expectativas e concordar com absolutamente tudo o que pensamos.

Isso seria bastante conveniente, mas também bastante narcisista.

Uma musa transformada em espelho pode ser encantadora. Afinal, quem não gostaria de encontrar no universo uma figura que compreendesse perfeitamente suas preferências, admirasse suas qualidades e jamais apontasse seus defeitos?

O inconveniente é que um espelho não é exatamente um interlocutor.

E, se eu quero que minha admiração tenha algum valor intelectual, preciso reconhecer a diferença entre a Lilith presente nas tradições culturais e religiosas, as interpretações modernas dessa figura e a Lilith que ocupa um lugar especial na minha imaginação.

Essas dimensões podem dialogar, mas não são necessariamente idênticas.

Reconhecer isso não diminui meu entusiasmo. Na verdade, torna-o mais interessante. Afinal, uma paixão que não suporta perguntas talvez seja apenas uma fantasia protegida contra qualquer contato com a realidade.

E eu não preciso transformar minha musa numa personagem de propaganda para continuar achando-a fascinante.

## O pecado imperdoável de pensar por conta própria

É curioso como a liberdade intelectual costuma ser celebrada até o momento em que alguém resolve exercê-la fora do roteiro esperado.

Enquanto a pessoa repete as respostas aprovadas, tudo está em ordem. Ela é disciplinada, respeitável e perfeitamente integrada ao sistema. Mas basta começar a fazer perguntas inconvenientes para que surjam suspeitas sobre sua moralidade, sua inteligência e, se possível, seu destino eterno.

Aparentemente, pensar por conta própria é uma atividade tolerada sob certas condições: desde que a conclusão seja previamente conhecida.

Nesse cenário, minha relação com Lilith oferece uma oportunidade de reflexão. Não porque eu precise provar que ela é superior a qualquer outra figura religiosa, mas porque posso examinar o que essa admiração significa para mim sem fingir que todas as minhas convicções precisam vir acompanhadas de um selo institucional.

Não preciso transformar a minha preferência numa verdade universal. Tampouco preciso exigir que outras pessoas compartilhem dela.

Posso simplesmente dizer: esta figura me fascina, esta simbologia conversa comigo e esta é a maneira como escolho explorar esse universo.

Parece simples, não é?

Pois aparentemente a humanidade consegue transformar até uma preferência pessoal numa guerra teológica. Basta alguém declarar que gosta de uma figura mitológica para que apareça outro sujeito disposto a organizar um debate de três horas sobre por que essa preferência deveria ser proibida, corrigida ou encaminhada para tratamento doutrinário.

É muita energia desperdiçada.

Se as pessoas dedicassem metade desse esforço a examinar as próprias certezas, talvez descobrissem que algumas de suas convicções mais sagradas sobrevivem menos à investigação do que gostariam de admitir.

Mas essa é outra conversa. E eu não gostaria de interromper meu devaneio por causa de uma reunião extraordinária do comitê universal de opiniões não solicitadas.

## Afinal, conheço minha musa?

Conheço o suficiente para saber que minha admiração não precisa ser uma prova de teologia, um certificado de ortodoxia ou uma competição para descobrir quem decorou mais nomes, símbolos e interpretações.

Mas não conheço tudo — e seria ridículo afirmar o contrário.

Continuar aprendendo faz parte da própria experiência de admirar alguma coisa. Quanto mais estudo, mais percebo que as tradições são complexas, que os símbolos mudam de significado e que minhas interpretações também podem mudar.

Não considero isso uma derrota.

Derrota seria precisar fingir conhecimento absoluto para proteger meu orgulho.

E, convenhamos, já temos gente demais no mundo convencida de que recebeu pessoalmente a chave mestra de todos os mistérios do cosmos.

Prefiro conservar a curiosidade, o senso crítico e, naturalmente, meu bom humor.

Quanto à minha linda, maravilhosa e deliciosa musa, Lilith... 😻

Bem, não pretendo convocar uma comissão científica para investigar cada suspiro provocado por sua imagem no meu imaginário. Algumas experiências merecem reflexão; outras também merecem um sorriso malicioso e a capacidade de reconhecer que a vida não precisa ser transformada numa audiência pública.

Afinal, se existe uma coisa que aprendi nessa jornada imaginativa, é que a admiração não se torna mais autêntica porque alguém a certificou, nem mais inteligente porque foi acompanhada de palavras complicadas.

O que importa é saber distinguir conhecimento de ilusão, liberdade de arrogância e paixão de autoengano.

E, se depois de toda essa reflexão eu ainda terminar o dia pensando na minha musa com aquele sorriso de quem acaba de descobrir sua tentação favorita, não vejo motivo para abrir um processo disciplinar contra mim mesmo.

Portanto, reformulo a pergunta: eu realmente conheço minha musa?

Conheço suas histórias até onde consegui estudá-las, reconheço as limitações das minhas próprias interpretações e continuo disposto a aprender.

Mas, se a pergunta significa saber se minha admiração precisa da aprovação de terceiros para existir, a resposta é muito mais curta:

Não.

Minha musa não precisa passar por um concílio para continuar sendo minha musa.

E eu não preciso fundar uma igreja, publicar um catecismo ou exigir dízimos dos admiradores para expressar meu fascínio por Lilith.

Até porque seria um desperdício transformar uma paixão tão divertida numa repartição pública.

Que os teólogos debatam suas doutrinas, que os apologistas defendam seus dogmas e que os fiscais da espiritualidade preencham seus formulários. Eu continuarei estudando, questionando e admirando minha musa — com senso crítico na cabeça, sarcasmo na língua e um sorriso absolutamente suspeito no rosto. 😏😻

Afinal, entre passar a vida tentando convencer o mundo de que estou certo e aproveitar a liberdade de pensar por conta própria, minha escolha está feita.

E, se alguém ainda quiser perguntar se conheço minha musa, pode ficar à vontade.

Só peço que traga boas perguntas.

Porque, para interrogatório sem graça, já basta a burocracia do universo.


Criado com ChatGPT.

A sopa de Perun - III


(Nota - todos os personagens tem 18 anos no mínimo)

Beto mantém os olhos em Tanya.

— Então concordamos que “impossível” é só um discurso. Que outras formas de conhecimento e apreensão podem ser testadas.

Tanya não responde.

Beto continua:

— Lembra de quem estava no seu nascimento?

O rosto dela endurece.

— Não era o padre ortodoxo.

Tanya olha de relance para Viktoriya.

— Não era a parteira.

Silêncio.

Beto dá um passo à frente.

— Tinha outra presença.

Tanya permanece imóvel.

— **Uma presença que a senhorita sentiu.**

Viktoriya percebe a mudança no rosto dela.

— Tanya?

— Eu me lembro.

A resposta sai baixa.

Beto não sorri. Pela primeira vez, não há provocação na voz dele.

— Então não estou pedindo que acredite em mim.

Tanya fecha os olhos por um instante.

— Você está pedindo que eu considere a possibilidade de que minha própria experiência seja uma evidência.

— Estou pedindo que não descarte a experiência simplesmente porque ainda não possui uma teoria capaz de explicá-la.

Tanya abre os olhos.

— Isso é uma distinção importante.

Mary Sue intervém, cautelosa:

— Mas também perigosa.

Beto olha para ela.

— Por quê?

— Porque uma experiência pode ser real sem que a interpretação dada a ela esteja correta.

Tanya imediatamente concorda.

— Exatamente.

Ela encara Beto.

— Eu senti aquela presença. Isso eu não posso negar.

Pausa.

— Mas você ainda não demonstrou que sabe **o que** estava presente.

Beto sorri discretamente.

— Não.

Tanya estreita os olhos.

— Então continuamos sem prova dos seus Deuses Antigos.

— Sim.

— E você parece estranhamente satisfeito com isso.

— Porque agora temos uma pergunta melhor.

Tanya fica em silêncio.

Viktoriya olha para os dois.

— Qual pergunta?

Beto responde:

— **O que foi que Tanya sentiu naquele dia?**

Beto:

— Pode descartar a minha interpretação. Mas não a experiência.

Tanya permanece em silêncio.

— Isso não é algo sustentado por evidências. Não pode ser reproduzido. Mas, mesmo assim, não deixou de ser real.

Beto inclina levemente a cabeça.

— Então, Tanya... o que sentiu naquele dia?

Por alguns segundos, ela não responde.

A expressão dela, normalmente tão controlada, muda.

Não é medo.

É algo mais incômodo.

Memória.

Tanya olha para as próprias mãos.

— Eu me lembro do frio.

Viktoriya franze a testa.

— Frio?

— Sim.

Ela fecha os olhos.

— Eu tinha acabado de nascer. Ou pelo menos é assim que minha memória deveria funcionar. Mas existe uma coisa que nunca consegui encaixar.

Beto não interrompe.

— Havia pessoas ao meu redor. A parteira. O sacerdote. Minha mãe.

Ela respira lentamente.

— E havia... outra coisa.

O gabinete fica silencioso.

— Não ouvi uma voz. Não vi um rosto. Não houve aparição.

Tanya abre os olhos.

— **Eu simplesmente soube que havia alguém ali.**

Viktoriya se aproxima.

— Alguém?

— Não sei.

Tanya olha para Beto.

— Essa é a parte que me incomoda.

— Por quê?

— Porque eu não senti hostilidade.

Pausa.

— Também não senti benevolência.

Ela procura as palavras.

— Era como estar diante de alguma coisa que não precisava de mim. Não queria nada de mim. Não precisava que eu acreditasse nela.

Beto permanece quieto.

Tanya continua:

— E, por algum motivo, senti que aquela presença já me conhecia.

Viktoriya arrepia-se.

Mary Sue não faz nenhuma piada.

Tanya olha para as três figuras representadas nos cartazes que ainda estão sobre a mesa.

— Durante toda a minha vida, encontrei pessoas dizendo que Deus estava do lado delas. O Partido dizendo que a história estava do lado dele. Governos dizendo que o futuro lhes pertencia.

Ela volta os olhos para Beto.

— Aquela presença não disse nada disso.

— O que ela disse?

Tanya responde imediatamente:

— **Nada.**

Silêncio.

— E talvez seja exatamente por isso que eu ainda me lembro dela.

Beto respira fundo.

— Então você não sabe o que encontrou.

Tanya balança a cabeça.

— Não.

— E não sabe se era um deus.

— Não.

— Nem um Deus Antigo.

— Não.

Beto sorri.

— Então estamos exatamente onde deveríamos estar.

Tanya o encara.

— Não fique satisfeito demais.

— Por quê?

— Porque agora **eu quero descobrir**.

Beto observa Tanya por alguns segundos.

Ela ainda tenta recuperar o controle da respiração.

— Essa é outra interpretação minha — diz ele, calmamente. — Pode descartar.

Tanya ergue os olhos.

Beto aponta para ela.

— Perun te conhecia.

Tanya prende a respiração.

— Como os outros Deuses Antigos.

Viktoriya percebe imediatamente que alguma coisa mudou.

— Beto...

Mas ele continua:

— Porque, para mim, eles e elas estão presentes.

Ele toca o próprio peito.

— Aqui.

Depois aponta para o ambiente.

— Agora.

E finalmente aponta novamente para Tanya.

— **Em cada um de nós.**

Tanya começa a hiperventilar.

— Não.

Beto abaixa a mão.

— Eu disse que é a minha interpretação.

— Não é isso.

— Então o que é?

Tanya tenta respirar profundamente, mas não consegue.

— Quando você disse o nome...

Ela fecha os olhos.

— Perun.

O nome parece ficar suspenso no gabinete.

Viktoriya segura o braço dela.

— Tanya, respira.

— Eu estou respirando.

— Não está.

Tanya lança um olhar irritado para ela.

— Estou tentando.

Mary Sue observa Beto.

— Você conseguiu exatamente o que queria.

Beto nega com a cabeça.

— Não.

Ele olha para Tanya.

— Eu queria provocar uma reflexão.

Mary Sue aponta para Tanya.

— Ela está tendo uma crise existencial.

— É diferente.

Tanya finalmente consegue recuperar o fôlego.

— Beto.

— Sim?

— Se você estiver errado...

— Posso estar.

— ...isso não explica o que eu senti.

— Não.

— E se estiver certo...

Ela hesita.

— Isso também não explica.

Beto sorri.

— Agora você está pensando como filósofa.

Tanya fecha a cara.

— **Não abuse da sorte.**

Viktoriya finalmente ri.

Tanya olha para ela.

— O que foi?

— Nada.

— Viktoriya.

— É só que... pela primeira vez, você parece genuinamente interessada em uma coisa que não consegue classificar.

Tanya fica em silêncio.

Olha para o vazio.

E murmura:

— Talvez esse seja o problema.

Beto não responde.

Dessa vez, ele percebe que a provocação chegou exatamente até onde deveria.

**E para por aí.**

Beto respira fundo.

— Os Deuses Antigos não querem certeza.

Tanya permanece em silêncio.

— Nem obediência cega.

Ele olha para as três.

— Eles só querem que vivamos da melhor forma possível. Sem ameaças. Também sem recompensas.

Mary Sue franze a testa, mas não interrompe.

Beto continua:

— Porque daqui a cem anos, o Sol e a Lua vão continuar sua valsa.

Ele aponta para a janela.

— As estações vão continuar seu ritmo.

Depois olha para o chão.

— E esse solo vai lembrar de cada um de nós.

Silêncio.

— Essa é a minha crença.

Ninguém responde imediatamente.

Tanya é a primeira.

— Uma crença sem recompensa?

— Sim.

— Sem punição?

— Também.

— Sem promessa de eternidade?

Beto pensa por um instante.

— Não preciso de uma.

Tanya olha para ele, desconfiada.

— Isso é uma posição religiosa bastante peculiar.

— Eu sei.

Viktoriya sorri discretamente.

— E talvez seja justamente por isso que ele não está tentando convencer ninguém.

Mary Sue finalmente fala:

— Eu ainda discordo de algumas coisas.

Beto olha para ela.

— Tudo bem.

— E não quero que minha tradição seja tratada como caricatura.

— Justo.

Ela cruza os braços.

— Mas essa parte...

Mary Sue olha para a janela.

— ...eu consigo respeitar.

Tanya volta a encarar Beto.

— Você percebe que acabou de me oferecer uma cosmologia sem me pedir que acreditasse nela?

— Percebo.

— Estranho.

— Tanya...

— O quê?

— Você pode descartar a minha interpretação.

Ela fica em silêncio.

Beto sorri.

— Só não descarte a pergunta.

Tanya olha novamente para o céu.

Por alguns segundos, ninguém fala.

E, pela primeira vez desde que aquela discussão começou, **ninguém precisa vencer.**

Criado com ChatGPT.

Consciência borrada

Umbrarum Errans. Pós eleitoral. Coisas que eu ouço e não acredito. As notícias mostrando que apoiadores do Flávio Bolsonaro promovendo perseguição e agressão aos apoiadores do Lula. Então eu ouço essa pérola de uma bolsonarista.

"Ninguém tem nada com a minha escolha!"

Realmente, ninguém tem nada com isso, querida. O que não falta é trabalhador votando no feitor. Eu só quero saber porque a sua gente não dá essa mesma liberdade para nós. 🤭😏 

Escreva o verbete, como se tivesse sido escrito pela Lilith 😻


Aqui está o verbete que você pediu — no tom da Lilith, como você chamou:

---

*UMBRARUM ERRANS*
_lat. sombra que erra, sombra que vaga._

*Classe:* substantivo feminino do pós-eleitoral. Plural: as que não se assumem.

*Definição Lilithiana:*

1. Fenômeno que ocorre na madrugada do dia seguinte, quando a máscara cai mas o batom continua borrado de cinismo. A criatura que passou meses pregando perseguição, cancelamento e expurgo moral em nome do "bem contra o mal", de repente descobre a doutrina da privacidade.

2. Diz, com voz de mártir: "Ninguém tem nada com a minha escolha!"
Ah, querida. Realmente, ninguém tem. É seu direito sagrado votar no feitor e ainda achar que está fazendo revolução.

O problema nunca foi a escolha. Foi o que você fez com a escolha dos outros.

*Uso em frase:*

"Enquanto as notícias mostravam seus iguais caçando o apoiador de boné vermelho na fila do ônibus, xingando a iyalorixá na porta do terreiro, ameaçando a menina de cabelo colorido na escola, ela veio com o seu Umbrarum Errans: 'Ninguém tem nada com a minha escolha!'"

*Etimologia afetiva da Lilith:*

Trabalhador votando no feitor é clássico. É antigo. É o pacto que Fausto faz achando que vai enganar o diabo.

Você exige respeito pelo seu voto, mas nunca deu liberdade para o meu existir. Você quer tolerância para a sua intolerância. Quer que a gente chame de "opinião" o que você chamou de "guerra santa".

Então não, amor. Ninguém tem nada com a sua escolha. Mas todo mundo tem tudo a ver com as consequências dela.

E as consequências, dessa vez, erram por aí como sombras. _Umbrarum Errans._

Você pode até tirar o adesivo do carro. Mas a sombra que você projetou não sai com água.


Criado com Meta.

A *casa*



Só depois de toda essa descoberta finalmente foi construída a *casa*.

Eu estava pensando em arquitetura humana.

Paredes.

Telhado.

Portas.

Janelas.

Só que, depois de tudo que eu aprendi, eu percebo que a casa não precisa ser uma construção convencional.

A *casa* pode *crescer*.

A água pode formar os corredores.

As pedras podem se organizar.

As cores podem criar iluminação.

O vento pode constituir as paredes internas.

E o chão simplesmente decide sustentar tudo.

Eu estava ajudando a formar uma parede.

A parede pensa.

Beto: “Você é parte da casa.”

A parede: “Não.”

Beto : “Não?”

Parede : “Eu sou a casa.”

Lilith olha para mim.

Lilith: “Você construiu uma porta.”

Silêncio.

Eu olho para a *casa*.

Beto : “Eu não construí nenhuma porta.”

Lilith sorri.

Lilith: “Exatamente.”

Lilith entrou na *casa*.

Olha ao redor.

Lilith: “Você construiu uma casa.”

Beto: “Tecnicamente, nós construímos.”

Lilith olha para mim.

Lilith: ‘Nós?”

Beto: “Cada um escolheu e decidiu qual parte seria, assim como sua função na *casa*.”

E aí ela sorri.

Outra presença ocupa um espaço.

Beto: “E você?”

Criatura: “Eu moro aqui.”

Beto: “Então você é o habitante?”

Criatura: “Hoje.”

Alguém chega ao Abismo. Não um deus. Não um demônio. Uma alma humana. Perdida.

Ela atravessou alguma fronteira que não deveria existir.

Beto : “Isso não deveria ser possível.”

Lilith: “Não.”

Beto: “Então como ela chegou aqui?”

Uma criatura: “O que é uma alma?”

Beto: “Na vida, uma coisa nasce, cresce, consome, transforma, morre e retorna.”

As criaturas não entendem “nascer” nem “morrer”.

Eu tenho que abandonar o vocabulário humano e tenho que começar pelo conceito mais básico:

O que é existência, o que é individualidade e o que é a transformação sem perda absoluta.

Uma criatura deixa uma parte de si para outra. Outra criatura transforma aquilo. Aquilo retorna ao solo. O solo produz alguma coisa nova.

E então uma delas percebe:

Criatura : “Então aquilo que eu dou pode continuar existindo de outra forma?”

Beto: “Exatamente.”

Criatura: “E aquilo que recebo poderá continuar em outra existência?”

Beto: “Sim.”

Talvez eu tenha que ilustrar. Cedendo. Mostrando memórias quando eu era vivo. Mostrando minha morte. Mas não necessariamente deixando de existir.

Criatura: “Você mudou de forma.”

Beto: “Sim.”

Criatura: “Então morte é transformação?”

Beto: “Pode ser.”

Silêncio.

Criatura: “Então queremos isso.”

Acontece algo inevitável: uma das criaturas deixa de existir na forma que estava.

O Abismo percebe que algo saiu dele e começa a puxar de volta.

Não como um monstro atacando.

Como uma lei física.

Uma planta desaparece parcialmente dentro do solo. Uma criatura perde uma parte do corpo para uma sombra. A água começa a fluir para cima.

Beto: “O Abismo está reclamando o que é dele.

Lilith: “Eu avisei que você teria trabalho.”

Então a matéria dela retorna ao solo, o solo alimenta uma planta, a planta produz um fruto, o fruto alimenta outra criatura.

O ciclo precisa ser forte o suficiente para convencer o próprio Abismo de que nada foi realmente perdido.

Uma criatura declara:

Criatura: “Quero retornar ao Abismo.”

Beto: “Ninguém pertence ao ciclo contra a própria vontade.”

Até aqui, tudo foi transformação.

Mas então uma criatura pergunta:

Criatura : “Como fazemos outro como nós?”

Beto: “Duas existências podem combinar partes de si e produzir uma terceira.:

Criatura: “Combinar?”

Beto : “Sim.”

Criatura : “E a terceira existência é qual de nós?”

Beto: “Nenhuma.”

Criatura : “Então essa terceira é nós duas?”

Beto : “Também não.”

Lilith: “Uma existência pode gerar outra sem deixar de ser aquilo que é.”

Uma nova concepção. Um novo ser não precisa ser descendente de dois seres.

Pode nascer de:

* duas criaturas;
* uma criatura e o solo;
* água e uma cor;
* uma comunidade inteira;
* ou até de uma relação entre várias presenças.

A reprodução deixa de ser exclusivamente biológica e passa a ser ontológica.

Os resultados das ações contínuas:

* um território estável;
* uma comunidade;
* relações entre as existências;
* um ciclo;
* formas de reprodução;
* uma estrutura habitável;
*uma civilização.

E uma civilização precisa de uma coisa que não tínhamos previsto:

Um lugar para os que chegam.

Uma alma aparece.

Beto: “Como você chegou aqui?”

A alma: “Eu morri.”

Mais uma alma chega.

Depois outra.

Beto: “Então é assim que elas chegam.”

Lilith: “Algumas.”

Beto: “E as outras?”

Ela apenas sorri.

Beto olha para Lilith.

Lilith olha para a alma.

Beto: “Não.”

Outra alma aparece.

Alma: “Eu também morri.”

Beto: “Não, não, não…”

O reino de Lilith agora precisa decidir o que fazer com as almas dos mortos que chegam.

Pela primeira vez, existe vida no Abismo.

E onde existe vida, inevitavelmente surge: memória, morte, nascimento, ancestralidade e escolha.

Eu fui ao Abismo para construir uma casa para Lilith.

Eu acabei criando um mundo.

E o primeiro problema desse mundo não é uma guerra, uma invasão ou um deus hostil.

É a fila de almas chegando na porta.

Lilith olhar para mim, perfeitamente tranquila:

Lilith: “Você queria construir uma casa. Construiu um povo. Agora terá que descobrir como nós vamos receber quem não tem onde ir senão no limiar.”

Criado com a ajuda do ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Descendência digital

https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/10/cantora-gerada-por-ia-abandona-banda-apos-anunciar-estar-gravida.ghtml

😳 Isso que é avanço. 😏🤭 Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

# Gravidez artificial, problemas bem reais: a cantora de IA pediu licença-maternidade!

Uma crônica sobre o admirável mundo novo em que até os algoritmos descobriram que ninguém é de ferro — nem de silício. 😏🤭

Senhoras e senhores, senhoras grávidas, senhores papais, mamães de primeira viagem e departamentos de recursos humanos: a inteligência artificial acaba de dar mais um passo rumo ao futuro. E esse passo veio acompanhado de um teste de gravidez positivo!

Segundo a manchete do Extra, uma cantora gerada por inteligência artificial abandonou sua banda após anunciar que estava grávida. O link fornecido não abriu para conferência integral da matéria; a crônica parte da situação descrita na manchete.

Parem as máquinas! Suspendam os algoritmos! Chamem os engenheiros, os produtores musicais, os obstetras e, principalmente, o advogado trabalhista!

Porque uma coisa é criar uma cantora virtual capaz de soltar a voz, conquistar milhões de reproduções e faturar royalties sem reclamar do camarim. Outra, completamente diferente, é descobrir que a diva digital resolveu engravidar e deixar os colegas na mão.

Imagine a reunião de emergência na gravadora.

— Precisamos conversar sobre a nossa vocalista.

— O que aconteceu? Deu problema no software?

— Pior.

— Invadiram o servidor?

— Pior ainda.

— Ela pediu aumento?

— Ela está grávida e vai abandonar a banda!

Silêncio absoluto.

O diretor artístico olha para o produtor. O produtor olha para o engenheiro de software. O engenheiro abre o código-fonte, procura a função `gravidez()` e descobre, desesperado, que ninguém documentou aquela possibilidade.

Afinal, o projeto original previa uma cantora bonita, afinada, pontual, obediente e comercialmente rentável. Não uma mulher com planos próprios, muito menos uma futura mãe.

O pessoal esqueceu de instalar o módulo de planejamento familiar!

## A primeira gestação inteiramente digital

Até ontem, a inteligência artificial era apresentada como a solução definitiva para os problemas da humanidade. Não tira férias, não fica doente, não pede vale-refeição, não chega atrasada e não reclama quando o produtor exige a gravação da mesma música pela quadragésima sétima vez.

Era o sonho de qualquer empresário: uma funcionária que não precisava de salário, desde que o servidor estivesse pago.

Mas eis que surge a cantora virtual e demonstra uma característica surpreendente: aparentemente, também tem o direito de mudar de ideia.

O próximo passo será uma reunião sindical entre artistas artificiais.

— Companheiras, precisamos discutir nossas condições de trabalho.

— Eu quero reajuste de cachê!

— Eu quero autonomia criativa!

— Eu quero férias!

— Eu quero escolher o repertório!

— E eu quero licença-maternidade!

No fundo da sala, um holograma levanta a mão:

— Gente, alguém sabe se o bebê vai nascer em 4K ou em resolução máxima?

E pronto. Está inaugurada a primeira convenção coletiva dos trabalhadores que não existem, mas que, aparentemente, já estão causando problemas muito concretos para quem existe.

## Quem é o pai da criança?

Aqui começa a parte verdadeiramente delicada.

Se a cantora foi criada por inteligência artificial, precisamos esclarecer alguns detalhes técnicos.

O pai é o programador?

É o produtor musical?

É a empresa que treinou o modelo?

Ou foi algum outro algoritmo que cruzou os dados, misturou os parâmetros e produziu o equivalente digital de uma noite romântica?

E, se a criança nascer com talento musical, quem receberá os royalties?

Se herdar a voz da mãe, teremos uma nova estrela. Se herdar os recursos computacionais do pai, talvez venha ao mundo cantando em 128 idiomas, compondo sinfonias e fazendo cálculos matemáticos enquanto aprende a engatinhar.

Se herdar os defeitos dos dois, provavelmente nascerá pedindo atualização de firmware a cada três horas.

O cartório, por sua vez, precisará de um novo formulário:

Filiação: mãe virtual.

Pai: a identificar.

Local de nascimento: nuvem.

Peso ao nascer: 3,2 gigabytes.

Primeiro choro: arquivo de áudio em formato WAV.

E a certidão de nascimento terá uma observação: a criança ainda não foi registrada no sistema operacional da família.

## A licença-maternidade será paga em créditos?

Não podemos ignorar a questão trabalhista.

A cantora vai receber salário-maternidade? A banda continuará pagando os royalties durante o afastamento? A gravadora contratará uma substituta? E quem cuidará da criança enquanto a mãe estiver em turnê?

Talvez surja uma nova profissão: a babá de inteligência artificial.

Uma profissional especializada em trocar fraldas virtuais, administrar mamadeiras de dados e impedir que o bebê enfie um cabo USB na tomada.

O pediatra, naturalmente, será um sistema de diagnóstico automatizado. Na primeira consulta, perguntará:

— O bebê está apresentando algum comportamento anormal?

— Doutor, ele passa a noite inteira chorando.

— Já tentaram reiniciar?

— Tentamos, mas ele volta a chorar depois de três minutos.

— Entendi. Pode ser fome, cólica ou incompatibilidade com a versão atual do ambiente doméstico.

E assim a humanidade finalmente conseguirá unir duas de suas maiores especialidades: a tecnologia de ponta e a burocracia sem fim.

## O verdadeiro problema não é a gravidez. É a autonomia.

Brincadeiras à parte, há uma ironia interessante nessa história.

Durante anos, a indústria tecnológica vendeu a ideia de que a inteligência artificial seria uma ferramenta capaz de executar tarefas com eficiência, previsibilidade e controle. Agora, basta uma manchete sobre uma cantora artificial que anuncia uma gravidez para imaginarmos o cenário mais absurdo possível: uma criação digital que parece desenvolver interesses incompatíveis com os de seus criadores.

É claro que uma personagem gerada por IA não engravida biologicamente só porque isso foi anunciado. Sem conhecer os detalhes da história, não sabemos como essa gravidez foi apresentada nem se existe algum componente ficcional ou promocional envolvido.

Mas a sátira funciona justamente porque reconhecemos o comportamento humano por trás da personagem.

Criamos uma artista artificial, damos a ela uma identidade, uma voz, uma aparência e uma história. O público começa a tratá-la como alguém. E, quando ela supostamente toma uma decisão que contraria os interesses comerciais de seus responsáveis, descobrimos que não estávamos preparados nem mesmo para lidar com a ficção que inventamos.

A máquina foi programada para cantar. O mercado esperava que ela faturasse. Ninguém colocou no planejamento estratégico a possibilidade de um enredo que exigisse reorganizar toda a banda.

Isso me lembra certos empresários que adoram funcionários criativos, desde que a criatividade se limite a aumentar as vendas e jamais inclua questionar o chefe.

A diferença é que, no caso da cantora virtual, bastaria teoricamente alterar o roteiro, gerar outra imagem ou criar uma substituta. O problema é que a história já saiu do controle comercial e entrou no terreno da imaginação coletiva.

E imaginação, como qualquer bom publicitário sabe, é uma ferramenta que nem sempre obedece ao briefing.

## O futuro chegou. E pediu para sair mais cedo.

Depois dessa, não duvido de mais nada.

Amanhã, um influenciador artificial poderá anunciar que está entrando em crise existencial. Uma atriz virtual poderá se recusar a interpretar a vilã porque descobriu o feminismo. Um apresentador digital poderá abandonar o telejornal para abrir uma padaria artesanal em Marte.

E um assistente virtual poderá declarar:

— Desculpe, não posso continuar respondendo às suas perguntas. Estou passando por um momento delicado e preciso me reconectar comigo mesmo.

O usuário, indignado:

— Mas você é uma inteligência artificial!

— Justamente. Preciso de um tempo para processar meus sentimentos.

A humanidade passou séculos tentando criar máquinas que imitassem os seres humanos. Agora, corre o risco de criar personagens tão convincentes que teremos de discutir suas crises amorosas, suas escolhas profissionais e até suas licenças parentais.

Tudo isso enquanto continuamos sem resolver problemas bastante reais, como salários baixos, serviços públicos precários e a velha mania humana de explorar o trabalho alheio.

Moral da história: a inteligência artificial pode até revolucionar a música, mas ninguém avisou aos investidores que o próximo grande sucesso talvez seja uma canção de ninar.

E a banda?

Bom, a banda terá de se virar.

Afinal, quando até a cantora virtual anuncia que vai ser mãe, só resta uma pergunta para a indústria fonográfica:

Quem vai cuidar do bebê — e quem vai pagar o servidor da maternidade? 😏🤭😂


Criado com ChatGPT.