Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-kim-kataguiri-tenta-justificar-o-slogan-fascista-prendeu-matou/
Isso dito como se a letalidade policial não fosse tão grave.
Não é de agora que o Missão/MBL mostra suas tendências fascistas/nazistas e nada é feito.
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
Ah, a sofisticação da "alta política" moderna! Quem diria que o grande segredo da segurança pública do país estava guardado na caixa de lápis de cor do marketing político?
Em uma demonstração ímpar de contorcionismo retórico e ilusionismo conceitual, o ilustre deputado resolveu explicar o inexplicável. Questionado sobre o novíssimo, reluzente e nada sutil slogan do seu partido Missão — o retumbante e quase poético “Prendeu, matou” —, a justificativa foi de uma profundidade filosófica digna de um prêmio de publicidade de quinta categoria: "Foi de propósito, justamente para você me fazer essa pergunta!"
Genial, não? É a vitória suprema do método. O país enfrentando índices de letalidade policial estarrecedores, a violência estrutural comendo solta, mas o importante mesmo é o engajamento. A segurança pública virou clickbait.
Imagine só a cena no "brainstorm" do partido para decidir a comunicação oficial:
— "Pessoal, o que resume melhor a nossa visão humanista, constitucional e equilibrada sobre o uso da força pelo Estado?"
— "Que tal 'Respeito à Vida'?"
— "Muito fraco. Não dá view."
— "E 'Segurança Integrada'?"
— "Tediante. O algoritmo odeia paz."
— "E se a gente meter um 'Prendeu, matou'?"
— "Perfeito! É sutil, elegante, lembra a era de ouro do autoritarismo e garante que o jornalista surte na entrevista! Se der errado, a gente diz que era só uma 'provocação' e que slogan é só slogan!"
Pois é. Na cabeça dos nossos bravos reformadores, estampar a morte como método de gestão de segurança pública é apenas um inocente "recurso de comunicação". É a política do “é trolagem, pô!”. Se a imprensa critica, eles sorriem satisfeitos: "Viu como funcionou? Caíram no nosso bait!". Afinal, o que é o risco de incitar mais barbárie e violência desmedida perto da glória divina de monopolizar a atenção por 15 minutos nas redes sociais?
E o deputado garante, com a serenidade de quem brinca com fósforo num posto de gasolina: “O slogan não dará ruim de nenhuma maneira. Não vai acabar em uma catástrofe”. Ufa! Que alívio! Descobrimos que palavras não têm peso, slogans não moldam mentalidades e que a retórica da truculência nunca gerou truculência de verdade no mundo real. É tudo só uma grande peça de teatro digital.
E como bônus nessa verdadeira feira de delírios autoritários, ainda temos o afago pessoal à pena de morte e o desejo por uma "nova Constituição" — porque, convenhamos, esse negócio de direitos garantidos e devido processo legal atrapalha demais a estética do tribunal de rádio e TV.
O Missão/MBL sempre vendeu a imagem da "nova política", técnica, racional, liberal no papel e moderninha. Mas, tirando a maquiagem das planilhas de Excel e os memes de internet, o que sobrou no fundo do tacho foi o mesmo suco concentrado de autoritarismo e fixação com a violência estatal que a gente já conhece há décadas — só que agora embalado no deboche juvenil de quem acha que administrar um estado é o mesmo que moderar um fórum de internet.
Se o slogan era para chocar, parabéns: chocaram. Não pela ousadia da ideia, mas pelo nível de pequenez moral de quem acha que o derramamento de sangue e a letalidade policial servem de gancho para ganhar algoritmo.
Por falar em Missão/MBL...
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/renan-santos-critica-beneficios-maes-solteiras-dia-dos-pais/
Por favor, TSE, impugna essa candidatura. Alô, PGR? Tasca um processinho nesse arremedo de Duce?
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
Ah, o Dia dos Pais! Essa data tão propícia para a reflexão, para a exaltação da família e, claro, para um líder político dar um show inesquecível de sociologia de boteco nas redes sociais.
No mais recente episódio dessa épica saga ideológica, o aspirante a comandante supremo do movimento resolveu abrilhantar o domingo com uma tese simplesmente genial: o problema do Brasil não é o abandono paternal, a irresponsabilidade de quem não paga pensão ou a precarização social. Não, imagino que na visão dele o verdadeiro vilão seja... o benefício social pago às mães solteiras!
Segundo essa mente brilhante, dar um auxílio para uma mulher que cria o filho sozinha é, vejam vocês, "casar a mulher com o Estado" e promover um "ataque à paternidade". Afinal, todo mundo sabe que se a mãe solteira passar fome e não tiver como comprar fralda, o pai ausente magicamente se conscientiza, veste a capa da responsabilidade e volta correndo para o lar, num passe de mágica cívico-moral! É a teoria econômica da chantagem afetiva!
E a profundidade do raciocínio não para por aí. As mulheres, segundo o pensador, costumam ver o homem apenas como "uma espécie de caixa eletrônico". Uma colocação poética e tocante — especialmente vinda de alguém cujo grupo político passou anos operando na base do financiamento coletivo, da cobrança de Pix e do modelo de negócio do engajamento digital. Quem diria que a obsessão por caixa eletrônico era projeção?
Mas o grandioso ápice do discurso é a revelação de que a família tradicional é “a mais importante tecnologia inventada pelo ser humano”. Fantástico! Uma "tecnologia"! Você imagina o protótipo sendo testado em laboratório por engenheiros sociais no Neolítico: "Pessoal, criamos o modelo Pai/Mãe 1.0! Se der bug e o homem sumir, a culpa é do update do Estado que enviou uma cesta básica para a mãe!"
É fascinante observar esse arremedo de pretensioso condottiere tentar equilibrar a pompa de formulador político com os clichês mais mofados do ressentimento masculinista. O sujeito tenta se vender como a grande esperança da "terceira via" ou da "nova direita", mas quando abre a boca num feriado, o que sai é o bom e velho discurso moralista que culpa a mulher vulnerável pelas mazelas do mundo.
No fundo, é sempre a mesma estratégia: inventar um inimigo imaginário (as mães solo "maldadas" pelo Bolsa Família) para não ter que enfrentar os problemas reais. Enquanto o judiciário e a sociedade tentam combater os milhares de registros sem nome do pai que ocorrem todos os anos no país, o nosso grande estrategista acha que a solução é tirar a rede de proteção das crianças.
Se a política brasileira fosse um teatro de comédia pastelão, o espetáculo seria digno de aplausos em pé. Mas como é a realidade, nos resta apenas assistir a esse desfile de convicções tortas e se perguntar até onde vai a capacidade dessa turma de transformar qualquer pauta social em um show de preconceito com estética de vídeo de campanha.
Juliano Casarré aplaudiu a ideia de masculinidade positiva.
Quando o assunto é a suposta "crise do homem moderno", o ecossistema da bravata patriarcal sempre encontra seus arautos mais entusiasmados.
E que encontro de titãs! De um lado, a política performática cobrando engajamento com teses sobre "mães solteiras malvadas" e a tal "masculinidade positiva". Do outro, o nosso aguerrido ator da TV aberta, que resolveu vestir a túnica de profeta do homem incompreendido para lançar uma imersão espiritual com curso para "homens enfraquecidos".
A narrativa é sempre de um lirismo comovente. É a história do pobre coitado do marmanjo contemporâneo que — vejam só que crueldade monumental! — anda muito "oprimido" por ouvir há anos que a masculinidade tóxica e o patriarcado são coisas ruins. Coitados! Trabalham, pagam as contas, mas sentem que não estão "no controle de verdade". Nada como a dor de um homem que perdeu o monoplio do grito no almoço de domingo!
Para salvar essa espécie em extinta vulnerabilidade, o plano de ação é infalível: três dias de evento presencial, palestras sobre liderança, "virtudes e dieta" (porque nada resgata a testosterona perdida como um prato de proteína alinhado com o Evangelho) e o ápice absoluto da experiência: uma Santa Missa de encerramento para abençoar o resgate da virilidade. É a simbiose perfeita entre a teologia da prosperidade e o 'coach' de banheiro masculino.
É fascinante ver como a retórica da "masculinidade positiva" funciona na prática:
Identifique a ameaça: O Estado malvado que dá Bolsa Família e a sociedade que ousou pedir para o homem não ser violento.
Crie a vítima: O homem trabalhador que "ficou no automático" e se sente perseguido pelas feministas.
Venda a cura: Um curso caro, um discurso inflamado de domingo e a promessa de que, com a postura certa e o queixo erguido, ele finalmente voltará a ser o rei do camarote doméstico.
A coerência do ecossistema é quase bonita de se ver. Enquanto o pré-candidato do Missão chora pelas redes sociais dizendo que as mulheres veem os homens como "caixa eletrônico", o ator-palestrante cobra ingresso para ensinar os mesmos homens a "retomarem o controle". No fim do dia, a única tecnologia realmente revolucionária e infalível inventada nessa história toda é a capacidade de monetizar a insegurança masculina com a embalagem do moralismo tradicional.
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