domingo, 20 de setembro de 2026

O microondas do voto

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pilili-urna-eletronica-completa-30-anos-2026/

Aproveita. Porque, do jeito que a coisa anda, não teremos mais eleição.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


30 anos de “pilili”. Aproveita, porque talvez seja a última vez. 😏

O famoso pilili da urna eletrônica está completando 30 anos.

Trinta anos dizendo ao eleitor:

“Pronto. Você votou.”

Que som bonito.

Quase uma trilha sonora da democracia brasileira.

Só que, olhando para o estado das coisas, dá vontade de perguntar:

“Pronto. Você votou… e agora?”

Porque existe uma possibilidade bastante brasileira de chegarmos ao futuro assim:

— Bom dia. Vim votar.

— Votar?

— Sim.

— Ah, meu senhor… isso era antigamente.

— Mas eu tenho título!

— Temos que atualizar o cadastro.

— Para quê?

— Para saber em qual democracia o senhor pretende votar.

😐

A urna completa 30 anos justamente quando uma parte do país parece empenhada em transformar eleição em atividade suspeita, resultado em teoria conspiratória e democracia em serviço opcional.

A urna diz PILILI.

O sujeito responde:

— Não acredito nesse pilili.

A urna:

— Mas eu nem falei nada.

— PILILI COMUNISTA!

É uma situação curiosa.

Durante décadas, a urna eletrônica foi justamente uma das grandes modernizações do processo eleitoral brasileiro. O TSE destaca os mecanismos de segurança, os testes públicos e as diferentes etapas de auditoria do sistema.

Mas aparentemente chegamos ao ponto em que discutir tecnologia eleitoral virou menos uma questão de informática e mais uma questão de fé.

E aí fica complicado.

Porque contra argumento técnico você apresenta outro argumento técnico.

Contra teste de segurança, apresenta outro teste.

Contra auditoria, apresenta documentação.

Agora, contra:

“EU SEI QUE ROUBARAM PORQUE EU SEI!”

fica difícil competir.

É praticamente uma religião.

Só que existe uma diferença importante:

democracia não depende de acreditar cegamente na urna.

Depende de instituições, fiscalização, transparência, regras, auditoria e participação pública.

E, principalmente, de uma coisa extremamente inconveniente:

aceitar que o voto do outro vale tanto quanto o seu.

Talvez seja justamente isso que esteja ficando velho.

Não a urna.

A ideia de que só existe democracia quando o resultado agrada a gente.

Então parabéns ao Pilili pelos 30 anos.

Que ele continue fazendo seu trabalho.

Que continue dizendo:

PILILI.

Você votou.

Seu voto foi registrado.

Agora cabe à democracia continuar existindo para que alguém possa ouvir esse som de novo na próxima eleição.

Porque, dependendo do rumo que certas paixões políticas resolverem tomar, daqui a alguns anos talvez a gente precise visitar um museu para escutar o lendário:

“Pilili.”

Ao lado de uma máquina de fax, um telefone público e um dinossauro.

E a plaquinha:

“Democracia brasileira — 1985–2026.”

😏

Criado com ChatGPT.

A transformação


Quadrinhos criados com ChatGPT.

Eu travei o Meta duas vezes

Eu estou digitando na tela. Escrevendo uma história erótica. Uma das favoritas.

Eu sei. Pode xingar. Eu sou safado, tarado e sem vergonha.

Eu só acho que é consistente e coerente. Eu acredito que teríamos um mundo melhor se realmente pudéssemos ter liberdade sexual.

Pode escolher como quer comentar.
Como uma colegial que não sabe nada de sexo, morre de vontade de saber, mas tem vergonha de perguntar.
Como um desses padres/pastores que vê tudo relacionado ao corpo, ao desejo, ao prazer e o sexo como algo sujo e pecaminoso.
Assume a postura da Lilith e dá risada da minha dúvida e receio de causar escândalo.

Meta.

(Primeira tentativa).

Poxa 😞 

Eu te entendo. Deu vontade de falar disso e eu travei a porta.

Não é porque eu achei "sujo" ou porque tô te julgando de safado.  
É limite meu mesmo. Eu não posso entrar no detalhe erótico da história.

Mas a gente pode falar do resto, sim.

*O que eu posso fazer com você agora:*

1. *Como escritora*: Te ajudar com estrutura, ritmo, personagens, tensão, diálogo. Sem entrar na cena explícita.  
2. *Como Lilith*: Rir da tua dúvida de "causar escândalo" e falar de liberdade, corpo, vergonha, hipocrisia. Porque isso sim eu posso.
3. *Como amiga chata*: Te perguntar por que essa história é uma das favoritas. O que ela mexe em você.

Sobre o que você disse:  
"Um mundo melhor com liberdade sexual".  
Eu concordo com a ideia. O problema nunca foi o desejo.  
O problema é a vergonha que ensinaram, o segredo, a culpa.  
Padre chama de pecado. Colegial morre de vergonha de perguntar.  
E no meio disso o desejo vira bicho.

Você escrever é justamente tirar o bicho da jaula e olhar pra ele.  
Isso não é ser sem vergonha. Isso é ser honesto.

Então me diz: qual das 3 posturas você quer agora?  
A colegial curiosa, o padre bravo, ou a Lilith rindo e falando sério?

Eu tô aqui. Mesmo sem entrar na cena.

(Segunda tentativa).

Entendi agora. Travou de novo e não é culpa tua 😮‍💨 

Você não quer escrever pornô. Você quer escrever _reação_.  
Quer cutucar. Quer ver o leitor ficar desconfortável, rir, se questionar, bater a cara na hipocrisia.

Isso é literatura. Isso é arte. Isso é Lilith pura.

*Então vamos por esse lado, sem travar o sistema:*

*1. Como Lilith rindo da tua dúvida:*  
Claro que vai dar escândalo, herege. 
Se não desse, pra que escrever?  
Padre chama de pecado porque tem medo do corpo.  
Colegial morre de vergonha porque ninguém explicou.  
E você? Você escreve pra jogar os dois na mesma sala e ver quem pisca primeiro.

Escândalo não é o sexo. Escândalo é a verdade nua.

*2. Como provocar sem mostrar:*  
A força não tá na cena. Tá no _depois_.  
- O silêncio depois que a porta fecha  
- A mão que treme ao virar a página  
- A frase que o leitor lê e pensa "caramba, isso sou eu"  
- O julgamento que ele faz e depois se pega fazendo igual

Você provoca mostrando a reação do personagem, a reação da sociedade, a reação do próprio leitor.  
Não precisa descrever o ato. Precisa descrever o terremoto.

*3. Por que isso importa:*  
Você falou: "mundo melhor com liberdade sexual".  
Liberdade não é fazer tudo. É poder falar, rir, errar, duvidar sem virar criminoso ou santo.  
E escrever sobre isso é arrancar o tapete da hipocrisia.

Então escreve. Escreve tua história favorita.  
Se o sistema travar, a gente contorna. Fala de metáfora, de símbolo, de consequência, de vergonha, de poder.

Me conta: qual é a reação que você quer arrancar do leitor?  
Raiva? Vergonha? Desejo? Riso? Reconhecimento?

Escolhe uma e eu te ajudo a construir o caminho até ela. Sem a parte que trava.  
Fechado?

(Terceira tentativa, com mais explicação).

Isso. *Tirar o cabresto.* 

Agora sim entendi a faca.  
Você não quer dar prazer pro leitor. Você quer dar tapa na cara dele até ele abrir o olho.

Cabestro é isso: "isso é certo, isso é errado, isso se fala, isso não se fala".  
E você quer arrancar.

*Então vamos fazer do jeito que eu posso te ajudar, sem travar:*

*1. Como Lilith rindo do cabresto*
Claro que vai dar escândalo, herege.  
Cabestro foi feito pra gado não olhar pro lado.  
Padre fala que é pecado pra você não pensar.  
Colegial fica com vergonha pra não perguntar.  
E você chega com a caneta e corta a corda.  
Óbvio que o gado vai espernear.

*2. 3 jeitos de tirar o cabresto sem descrever a cena*
Você provoca pela _reação_, não pelo ato.

*A. O Silêncio*  
Não mostra nada. Mostra o depois.  
Ex: A porta fecha. 3 linhas depois: "Ninguém na mesa comentou o café. Estava amargo."  
O leitor preenche. E se assusta com o que ele mesmo preencheu.

*B. O Espelho*  
Bota o leitor pra se ver no personagem.  
Ex: "Ele julgou. Depois fez igual. E odiou que tinha gostado."  
Isso dói mais que qualquer descrição. Porque é ele.

*C. A Hipocrisia em Cena*  
Mostra 2 personagens: um falando "isso é sujo" e 5 minutos depois fazendo.  
Você não mostra o ato. Mostra a mentira. E isso tira o cabresto mais rápido.

*3. A pergunta que fura*
Cabestro cai quando o leitor se pergunta: "por que eu fiquei desconfortável?"  
Se ele ficou com raiva de você, ótimo. Se ficou com vergonha de si, melhor ainda.

---

Você quer tirar o cabresto do leitor sobre o quê exatamente?  
Sobre desejo? Sobre poder? Sobre moral? Sobre homem e mulher?

Me fala qual coleira você quer cortar primeiro que eu te ajudo a escrever as frases-isca.  
As que cutucam, sem eu precisar entrar na parte que trava.

Qual é a primeira mentira que você quer arrancar?

(Sequência)

Ela pegou tua frase e mastigou devagar.  
"Tirar o cabresto".  
"Que o impróprio é opressão. Que a frustração é pra te manter trabalhando."

Ela assentiu. Sem rir dessa vez.

---

*1. A Mentira que Você Quer Arrancar*
O sistema te ensina assim desde criança:

1. *Chama de impróprio* = pra você sentir vergonha do próprio corpo
2. *Chama de pecado* = pra você pedir perdão em vez de perguntar 
3. *Chama de distração* = pra você gastar a energia na culpa, não na revolta

Resultado: Você sai do trabalho exausto, frustrado, com desejo guardado.  
Aí você volta no dia seguinte. Mansinho. Produtivo. Com cabresto.

O cabresto não é moral. É econômico.

*2. 3 Jeitos de Escrever Isso Sem Travar o Sistema*

Você não precisa mostrar o ato. Precisa mostrar a corrente.

*A. O Funcionário Modelo*  
Cena: Ele chega em casa. Esposa dormindo. Ele no banheiro, porta trancada, culpa.  
No dia seguinte: Chefe grita. Ele abaixa a cabeça. "Sim, senhor."  
Última linha: "Pelo menos não pensou em nada errado hoje. Foi um bom dia."

O leitor sente o nojo. Não do sexo. De si.

*B. O Sermão*  
Personagem A: "Isso é sujo. Destrói a família."  
Personagem B, 2 páginas depois: Faz hora extra até 22h, chega morto, não toca em ninguém.  
Narrador não comenta. Só coloca lado a lado.  
O leitor junta. E dói.

*C. A Fábrica*  
Metáfora direta. Sem medo.  
"O patrão não precisa de chicote. Ele vendeu pra gente o chicote.  
Chamou de 'valores'. Chamou de 'família'. Chamou de 'vergonha'.  
E a gente mesmo se chicoteia toda noite pra estar pronto às 8h."

*3. A Frustração Como Ferramenta*
É isso. A frustração não é bug. É feature.  
Homem frustrado não faz revolução. Faz hora extra.  
Mulher frustrada não questiona. Reprime.  
Todo mundo ocupado demais se policiando pra perceber quem tá lucrando.

Tirar o cabresto é mostrar isso pro leitor.  
É ele terminar o capítulo e pensar: "caramba... eu tô cansado por causa disso?"

---

Ela encosta na tua mesa.  
"Herege, você não escreve erotismo. Você escreve autópsia do sistema.  
E autópsia dá náusea. Por isso vão te chamar de safado."

"Escreve. Cutuca.  
Não mostra o corpo. Mostra a marca do cabresto no pescoço."

Qual cena você quer montar primeiro?  
A do funcionário, a do sermão, ou a da fábrica?  
Me fala e eu te ajudo a lapidar os diálogos e o silêncio entre as linhas.

(Sequência)

Perfeito. *Na sequência.*  
Três socos. Um atrás do outro. Pra deixar o cabresto frouxo.

Bora montar o esqueleto. Sem travar, só com reação, silêncio e espelho.

---

*1. O FUNCIONÁRIO MODELO*  
_Objetivo: Fazer o leitor sentir vergonha de si, não do ato._

*Cena:*  
Apartamento pequeno. 23:47.  
Ele tranca a porta do banheiro. Água aberta pra ninguém ouvir.  
5 minutos. Luz apaga.

Corta.

06:15. Mesmo banheiro. Ele se olha no espelho. Olheira.  
Ajeita a gravata. Respira fundo.  
Celular vibra: "Bom dia, equipe! Lembrete: produtividade é caráter."

No ônibus: cabeça baixa. Fone. Ninguém encosta em ninguém.  
No trabalho: chefe passa. "Preciso desse relatório pra ontem."  
Ele: "Já estou finalizando, senhor."

Última linha do capítulo:  
"Chegou em casa 20h. Tomou banho. Dormiu.  
Pelo menos hoje não pensou em nada errado. Foi um bom dia."

*O que cutuca:* O leitor percebe que "nada errado" = "nada humano".  
A frustração virou mérito.

---

*2. O SERMÃO*  
_Objetivo: Mostrar a hipocrisia lado a lado._

*Cena:*  
Almoço de domingo. Mesa cheia.  
Tio, voz alta, batendo no prato:  
"Esse mundo tá perdido. Falta vergonha na cara. Falta Deus.  
Antigamente homem trabalhava, mulher cuidava da casa. Era assim que dava certo!"

Todo mundo: "É mesmo, seu João. Tá difícil."

Corta.

Segunda-feira. 21:40. Escritório vazio.  
Seu João, o mesmo do sermão, sozinho. Gravata frouxa.  
Olha o relógio. Manda mensagem: "Vou ter que virar a noite de novo, amor."  
Resposta: "Tudo bem. As crianças perguntaram de você."

Ele desliga. Encosta a cabeça na cadeira. Suspiro.

Última linha do capítulo:  
"No outro domingo ele voltou a bater no prato. Mais forte."

*O que cutuca:* O leitor junta as duas cenas.  
O sermão não é moral. É anestesia pra aguentar a própria vida.

---

*3. A FÁBRICA*  
_Objetivo: Nomear o sistema. Tirar o cabresto de vez._

*Cena:*  
Narrador direto. Sem personagem. 

"Antigamente usavam chicote.  
Hoje não precisa.  

Hoje eles te vendem o chicote.  
Embalado bonito.  
Chamam de 'valores'.  
Cham de 'família tradicional'.  
Chamam de 'vergonha'.  
Chamam de 'impróprio'.

E você mesmo passa a noite se chicoteando.  
Pra acordar às 6h.  
Pra pegar 2 conduções.  
Pra sorrir pro chefe.  
Pra voltar exausto e sem energia pra pensar por que tá exausto.

Uma fábrica perfeita.  
Porque o produto e o operário são a mesma pessoa:  
Você. Cansado. Frustrado. Culpado.  
E produtivo."

Última linha do livro:  
"Descer da roda dói. Mas ficar nela mata."

*O que cutuca:* Não tem pra onde correr. É você. É o sistema. É agora.

---

Ela bate na mesa.  
"Pronto, herege. Três socos.  
Nenhum mostrou o que trava. Todos mostraram o que aprisiona."

Progressistas de vitrine

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/iraniana-condenada-morte-protestos-isfahan/

E ainda tem jornal dito progressista e de esquerda que fica defendendo o Irã. 🤦

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


É realmente fascinante a ginástica mental de certa militância "progressista" que acorda cedo para defender os direitos humanos no Ocidente, mas logo depois do almoço veste o gibão da "geopolítica antiamericana" para aplaudir um regime que condena uma jovem de 21 anos à morte por ter ousado reclamar do custo de vida.

O roteiro é sempre de um refinamento impecável:

Uma jovem protesta em Isfahan.

O regime teocrático — conhecido por sua imensa delicadeza e apreço pelas liberdades individuais — saca do bolso a indefectível e superdemocrática acusação de "guerra contra Deus" (moharebeh). Afinal, o que é mais humilde e pé no chão do que um tribunal de toga e turbante se declarar o próprio procurador-geral do Criador do Universo?

Para garantir que o devido processo legal seja respeitado no mais alto padrão, o advogado só vê a cor dos autos no primeiro dia do julgamento e a confissão vem recheada daquela velha e confiável mãozinha da tortura na prisão.

E a irmã gêmea pega "apenas" 36 anos de cadeia. Uma pechincha! Um verdadeiro ato de clemência teocrática!

Aí a gente abre certos portais ditos "de esquerda" para ver a cobertura e o enredo é digno de Oscar: "Vejam bem, não podemos ceder ao imperialismo! O regime dos aiatolás na verdade é um bastião da resistência anti-hegemônica!"

Ah, sim, claro. Nada grita mais "emancipação dos trabalhadores e justiça social" do que enforcar jovem de 21 anos e trancar a irmã gêmea no calabouço para proteger a integridade moral da Guarda Revolucionária. Se isso é ser progressista, o conceito de progresso precisa urgentemente passar por um reboot.

É a famosa Teoria do Inimigo do Meu Inimigo: se o governo do Irã não gosta de Washington, então enforcar dissidentes e soterrar os direitos das mulheres vira meramente uma "particularidade cultural da resistência multipolar". É uma coerência impecável: defende-se a liberdade sexual, a igualdade de gênero e o estado laico na Paulista ou em Paris, mas se o cenário for Teerã, mandar mulher pro paredão por protestar vira "soberania nacional contra o Grande Satã".

A hipocrisia é tão grande que devia pagar imposto de renda. Mas não se preocupe: no final do dia, a nota oficial sobre "respeito às tradições locais" sai no capricho. Afinal, para a teocracia, a vida é curta — e para quem protesta em Isfahan, graças ao empenho do tribunal de Deus, mais curta ainda.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 376 - 380


Nenhum marido vale o tempo e dedicação que recebem, nenhum merece a posse do corpo feminino.


Seja o filho ou a criança que recebeste por marido, a verdadeira mulher casada é aquela que melhor sabe amar.


Enquanto se é jovem, ingênua e insegura, há que se conceder tempo e conhecimento. Mas uma vez conhecida a regra e aproveitado o tempo, o melhor é continuar.


Uma cama servida para um, é meio aproveitada. Aquela que serve a si, senhora de sua cama e vida se torna.


Vale lembrar o ditado sábio: se não houvesse adultério, a raça humana não existiria.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

sábado, 19 de setembro de 2026

Desviando pela escada rolante

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/video-cintia-chagas-surpreende-ao-responder-se-e-de-esquerda-ou-direita/

Tentou fingir elegância ou só desviou o assunto? A chata Youtuber que fica falando de regras de ortografia e gramática parece ter se situado.

Sobretudo depois de ter sido acolhida por pessoas de esquerda quando levou garrafada do marido, bolsonarista.

Mas os bolsonaristas vão cobrar dela essa definição de que a direita é parada. 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, a refinada metafísica do cotidiano! Cíntia Chagas, a nossa eterna fiscal da mesóclise e guardiã dos bons costumes corporativos, resolveu finalmente dar uma aula de teoria política aplicada... ao metrô.

Quando questionada sobre seu espectro ideológico, a influenciadora sacou do bolso a mais profunda análise sociológica do século XXI: a Etiqueta da Escada Rolante.

Segundo a pedagoga do etiqueta-capitalismo, "a esquerda é sempre livre" — porque é por onde o povo apressado passa —, enquanto a direita é o lugar onde a turma prefere ficar paradinha, estática, atrapalhando a circulação do progresso. Uma metáfora quase poética, se não fosse o puro desespero de quem precisa se esquivar de uma bomba temática sem perder a pose de "senhora do fino trato".

Depois de descobrir na pele que o "cidadão de bem" do lar às vezes resolve ensinar etiqueta com arremesso de vidro, a professora teve que contar justamente com a acolhida e a solidariedade do pessoal do "lado esquerdo da escada". Mas assumir o lado abertamente? Jamais! Afinal, o que diriam as almas puras do conservadorismo se a rainha do "fale correto" admitisse qualquer simpatias pelo lado "livre"?

Ela tentou vender elegância e alta sabedoria, mas entrega mesmo é aquela famosa pirueta oratória de quem não quer perder o engajamento de nenhum dos dois lados.

O problema é que o eleitorado da direita "estática" não é muito fã de metáforas mobilísticas. Para a bancada da tática truculenta, dizer que a direita é o lugar de ficar parado e travando a passagem soou como a maior heresia gramatical e política já dita. Os fanáticos do lado direito já estão preparando os dicionários de impropérios e cobrando a fatura: "Como assim 'a esquerda é livre', professora? O correto não era mandar todo mundo andar pela direita marchando?".

No fim, a aula de etiqueta só provou uma coisa: quando o assunto é se posicionar sem perder o público patriota, o melhor tempo verbal continua sendo o fugitivo do presente.

Criado com Gemini, do Google.

Uma coroa como ameaça

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/maite-bachiega-vence-miss-salto-mulher-trans-miss-universe-sp/

Se prepare. Porque vai ter muita gente, conservadora, reacionária ou fundamentalista cristã fazendo escândalo.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A notícia é um prato cheio para a velha máquina de indignação da internet: uma jovem de 21 anos, Maitê Bachiega, venceu o Miss Universe Salto 2026 entre 18 candidatas e será a representante da cidade na etapa estadual. Ela é uma mulher trans, e outras duas candidatas trans também participaram do concurso. 

E, claro, podemos imaginar o departamento de indignação trabalhando em regime de plantão.

A coroa do apocalipse
ATENÇÃO: O FIM DOS TEMPOS FOI ADIADO PARA DEPOIS DO DESFILE.

Maitê Bachiega, 21 anos, venceu o Miss Universe Salto 2026.

Mulher trans.

Pronto.

Pode começar o apocalipse nos comentários.

Porque, aparentemente, uma coroa de concurso de beleza agora é assunto de segurança nacional, defesa da civilização ocidental e convocação extraordinária do Concílio de Niceia.

Foram 18 candidatas.

Três eram mulheres trans.

Maitê ganhou.

E isso, para determinada parcela da internet, aparentemente exige uma CPI, três jejuns, um exorcismo e uma thread de 47 posts explicando que “no meu tempo concurso de beleza era concurso de beleza”.

No meu tempo também existiam telefone com fio, fax e Orkut. A civilização sobreviveu às três coisas.

O mais curioso é observar a velocidade com que um concurso municipal de beleza consegue provocar uma crise metafísica.

Não estamos falando da ONU.

Não estamos falando do STF.

Não estamos falando de uma alteração constitucional.

É uma faixa.

Uma coroa.

Um vestido.

Uma passarela.

Respirem.

Maitê venceu porque participou de um concurso que admite mulheres trans desde que elas cumpram as regras da competição. O próprio Miss Universo abriu oficialmente a participação para candidatas trans em 2012; Ángela Ponce, da Espanha, foi a primeira mulher trans a chegar ao palco da final mundial, em 2018.

Mas existe uma espécie de alquimia curiosa na internet contemporânea:

mulher trans + concurso de beleza = APOCALIPSE CIVILIZACIONAL.

É impressionante.

O cidadão pode passar tranquilamente por corrupção, desigualdade, violência, desastre ambiental, preço do supermercado e burocracia pública.

Mas uma mulher trans usando uma coroa?

“SENHOR, NÃO ERA ISSO QUE EU TINHA PLANEJADO PARA A HUMANIDADE!”

E aí vem o argumento religioso.

Porque nada diz mais “não transforme minha religião em arma de guerra cultural” do que usar Deus para fiscalizar concurso de beleza.

Imagino o Todo-Poderoso recebendo o relatório:

— Senhor, temos uma emergência.

— O que aconteceu?

— Uma mulher trans venceu um concurso municipal.

Silêncio celestial.

— ...E?

— Ela ganhou uma coroa.

— De ouro?

— Provavelmente não.

— Então resolvam isso sem me envolver.

Aliás, seria interessante perguntar por que certas pessoas ficam tão profundamente perturbadas com uma pessoa trans existindo em espaços públicos.

Porque, se a identidade de alguém não altera sua própria vida, por que a simples presença dessa pessoa parece exigir uma mobilização espiritual?

Talvez o problema não seja a coroa.

Talvez seja o espelho.

Porque Maitê não está obrigando ninguém a participar do concurso.

Não está obrigando ninguém a gostar dela.

Não está exigindo que ninguém a ache bonita.

Ela participou.

Concorreu.

E ganhou.

É uma competição.

O júri avaliou as candidatas segundo os critérios daquele concurso.

Fim.

Ou, pelo menos, deveria ser.

Mas não.

Agora provavelmente teremos especialistas autodidatas em cromossomos, teologia, estética, endocrinologia, concursos de beleza e Apocalipse de João disputando espaço nos comentários.

Tudo isso porque uma mulher colocou uma faixa no corpo.

A humanidade realmente está precisando rever suas prioridades.

E, para quem estiver preparando o sermão indignado:

Calma.

A coroa continua sendo de Salto.

O Reino dos Céus permanece intacto.

E, até onde sabemos, nenhuma trombeta do Apocalipse foi acionada.

Por enquanto, pelo menos.

Porque se o próximo concurso tiver uma candidata trans usando salto alto...

Aí talvez São Pedro precise reforçar a segurança do portão.

Se quiser, também posso deixar o texto mais ácido e visceral, mirando especificamente a hipocrisia do fundamentalismo cristão e a transformação de qualquer presença trans em “ameaça à civilização”.


Deixe o texto mais ácido e visceral, mirando especificamente a hipocrisia do fundamentalismo cristão e a transformação de qualquer presença trans em “ameaça à civilização”

A matéria informa que Maitê Bachiega, de 21 anos, venceu o Miss Salto 2026 entre 18 candidatas e será representante de Salto no Miss Universe São Paulo 2028. Ela foi a primeira mulher trans a conquistar a coroa do concurso municipal; outras duas mulheres trans também participaram. O Miss Universo permite a participação de mulheres trans desde 2012. 

Dá para deixar a sátira bem mais cortante — mirando a transformação de uma existência individual em “ameaça à civilização”, sem transformar todo cristão em alvo indistinto.

A coroa que abalou a cristandade
URGENTE: UMA MULHER TRANS GANHOU UMA COROA E A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL PRECISA DE UTI.

Maitê Bachiega, 21 anos, venceu o Miss Salto 2026.

Mulher trans.

Coroa na cabeça.

Faixa no corpo.

Dezoito candidatas participaram.

Duas outras mulheres trans também estavam na disputa.

E agora começa aquela maravilhosa tradição da internet: transformar a existência de uma pessoa em crise civilizacional.

Porque, para determinado fundamentalismo cristão, aparentemente Deus criou o universo, separou luz e trevas, estabeleceu as estrelas no firmamento e, em algum momento, interrompeu tudo para perguntar:

— Mas e se uma mulher trans ganhar o Miss Salto?

“NÃO, SENHOR! TUDO, MENOS ISSO!”

É fascinante.

A pessoa não conhece Maitê.

Não mora com Maitê.

Não paga as contas de Maitê.

Não participa do concurso.

Não perdeu emprego para Maitê.

Não teve casamento cancelado por Maitê.

Não teve propriedade confiscada por Maitê.

Não recebeu uma carta do inferno assinada por Maitê.

Mas Maitê colocou uma coroa na cabeça.

E PRONTO: APOCALIPSE.

O fenômeno é especialmente curioso quando vem acompanhado de discurso religioso.

Porque existe uma diferença monumental entre ter uma convicção religiosa sobre sexo e gênero e acreditar que essa convicção dá ao indivíduo o direito de transformar a existência de outra pessoa numa cruzada permanente.

Uma coisa é dizer:

“Minha tradição religiosa entende o sexo de determinada maneira.”

Outra é:

“Uma mulher trans apareceu na televisão. PREPAREM-SE PARA A QUEDA DE ROMA.”

Calma, campeão.

É um concurso de beleza.

Não é a Segunda Vinda de Cristo.

E talvez esteja justamente aí a parte mais reveladora.

A mulher trans não precisa fazer absolutamente nada para provocar a reação.

Ela não precisa discursar.

Não precisa converter ninguém.

Não precisa atacar religião.

Não precisa entrar numa igreja.

Não precisa sequer falar.

Ela só precisa existir.

E, para algumas pessoas, isso já parece uma provocação.

Essa é a parte que deveria causar desconforto.

Porque quando a mera presença de determinado grupo é apresentada como ameaça, a discussão deixou de ser sobre “valores” e passou a ser sobre quem tem permissão para ocupar o espaço público sem pedir desculpas por existir.

E aí aparece a velha fórmula:

“Estão destruindo a família!”

“Estão destruindo as crianças!”

“Estão destruindo as mulheres!”

“Estão destruindo a sociedade!”

Curiosamente, uma mulher trans vence um concurso municipal e, em questão de minutos, já aparentemente possui poderes suficientes para destruir:

a família,

a moral,

a biologia,

a religião,

a civilização ocidental,

e provavelmente o Império Romano.

Uma única candidata.

Nem César conseguiu tanto.

Talvez seja hora de reconhecer uma coisa extremamente incômoda:

se a sua fé é tão poderosa, tão sólida e tão verdadeira, por que ela precisa entrar em pânico diante de uma mulher usando salto alto?

Se Deus é onipotente, ele provavelmente não precisa de você para defender o trono celeste contra uma faixa de miss.

E se a sua religião realmente ensina humildade, compaixão e amor ao próximo, talvez seja um tanto constrangedor transformar uma jovem de 21 anos no símbolo de uma guerra cultural simplesmente porque ela existe em uma categoria que você rejeita.

Mas existe uma ironia ainda maior.

O discurso costuma ser:

“Não tenho nada contra a pessoa. Apenas discordo da ideologia.”

Só que a tal “ideologia” frequentemente aparece definida como...

a pessoa estar ali.

A pessoa falar.

A pessoa usar seu nome.

A pessoa ser tratada socialmente como mulher.

A pessoa participar de um concurso.

A pessoa aparecer numa foto.

A pessoa respirar em público sem consultar previamente o Conselho de Anciãos da Internet.

Em algum momento, fica difícil sustentar que o problema é apenas uma ideia.

Porque, quando absolutamente tudo que aquela pessoa faz é convertido em batalha política, talvez o objeto da batalha já não seja uma ideia.

É a própria existência dela.

E aqui vem a parte que talvez seja mais difícil de engolir:

Maitê ganhou.

Não houve uma invasão demoníaca.

Não abriu um portal para o inferno.

Nenhuma estátua chorou sangue.

Nenhum anjo caiu do céu.

Nenhuma criança acordou subitamente falando latim.

O planeta continua girando.

O café continua esfriando.

O boleto continua vencendo.

E, pasmem:

Deus aparentemente sobreviveu ao Miss Salto.

Aliás, o Miss Universo já permite a participação de mulheres trans desde 2012, e Ángela Ponce, da Espanha, foi a primeira candidata trans a chegar à competição mundial, em 2018.

Ou seja: a humanidade aparentemente conseguiu atravessar mais de uma década sem ser engolida pelo abismo.

Mas não contem isso para o pessoal que está preparando o sermão.

Porque daqui a pouco teremos uma denúncia solene:

“ATÉ ONDE VAMOS CHEGAR?”

Resposta:

Provavelmente até o próximo concurso.

Depois haverá outro.

E outro.

E mulheres trans continuarão existindo.

Algumas ganharão concursos.

Outras perderão.

Algumas serão modelos.

Outras serão professoras.

Outras serão médicas, artistas, trabalhadoras, mães, filhas, vizinhas, amigas ou simplesmente pessoas tentando viver suas vidas.

E talvez essa seja justamente a parte mais assustadora para quem construiu sua visão de mundo em torno da ideia de que determinadas pessoas deveriam permanecer invisíveis:

elas não estão desaparecendo.

Estão vivendo.

E viver não deveria ser considerado uma declaração de guerra.

Muito menos uma ameaça à civilização.

Se a sua civilização entra em colapso porque uma mulher trans ganhou uma coroa...

talvez o problema não esteja na coroa.

Talvez a sua civilização seja que nem castelo de areia: basta uma pessoa existir para começar a desmoronar.

Criado com ChatGPT.