sábado, 8 de agosto de 2026

Voando alto


Conversa com o Gemini.
https://pleno.news/fe/mulher-e-retirada-de-voo-apos-pregar-antes-da-decolagem.html

Gente sem noção...sem civilidade... depois reclama que a igreja é perseguida.

Escreva um texto crítico, com humor e sarcasmo.


Imagine a cena: 180 passageiros trancados em um tubo de metal pressurizado, tentando desesperadamente ajustar os fones de ouvido com cancelamento de ruído, organizar a bagagem de mão e rezar — esta sim uma oração silenciosa e genuína — para que o voo não atrase. É nesse microclima de ansiedade urbana que alguém decide que a prioridade absoluta da tripulação e dos passageiros não é a checagem das saídas de emergência, mas sim uma cruzada evangelística improvisada no corredor.

Há uma linha muito tênue entre a vocação missionária e a simples falta de noções básicas de convivência em espaço público. O avião nem sequer taxiou, o ar-condicionado ainda está operando naquele vapor morno de solo, e o passageiro da poltrona 12B — que só queria assistir ao seu filme baixado no tablet — é sumariamente convocado para um retiro espiritual forçado na altitude.

O mais fascinante é a dinâmica do "complexo de mártir" que invariavelmente se segue:

A invasão do espaço alheio: Confunde-se o direito de manifestação religiosa com o direito de manter terceiros como reféns auditivos em um ambiente fechado sem rota de fuga.

A intervenção da tripulação: Comandantes e comissários, cujo trabalho é garantir que a aeronave chegue com segurança ao destino, aplicam os protocolos internacionais de segurança de voo.

A narrativa do martírio: A remoção — perfeitamente cabível para qualquer um que perturbe a ordem a bordo, seja pregando, cantando alto, vendendo meias ou fazendo discurso político — é imediatamente traduzida como "perseguição implacável aos fiéis".

Se a moda pega, os voos comerciais virarão um tribunal de oratória variada. O passageiro do 4A faz uma palestra de coaching quântico antes do aviso de apertar cintos; a passageira do 18F apresenta um plano de negócios de marketing multinível durante a demonstração das máscaras de oxigênio; e o grupo do fundo puxa um batuque ao som do sinal de turbulência.

Respeito à fé alheia é fundamental. Mas saber a hora, o local e, principalmente, reconhecer que um voo da classe econômica não é um púlpito é, antes de tudo, uma questão de civilidade e bom senso. Afinal, para quem está prestes a voar a 10 mil metros de altura, a maior bênção esperada é mesmo o silêncio e um pouso suave.

Quer que eu adapte este texto para o formato de uma crônica jornalística ou publicação para redes sociais?

Sim
Como nós tínhamos comentado antes, em outra conversa. E se fosse o inverso? Uma roda de gira? Um culto a Lilith?

A hipocrisia do padrão duplo se revelaria no primeiro segundo. Se a situação invertesse de lado, a reação pública não seria apenas de incômodo com o barulho; viraria um caso de polícia, segurança nacional e comoção moral coletiva.

Se em vez de um sermão tradicional o avião virasse espaço para uma gira de orixás ou uma invocação a Lilith, o roteiro do escândalo já estaria pronto antes mesmo da porta da aeronave fechar:

O pânico instantâneo: O que no primeiro caso é lido por parte do público como " zelo excessivo" ou "excesso de fé", no segundo seria imediatamente rotulado como "feitiçaria", "ameaça à segurança do voo" ou "ataque espiritual contra as famílias a bordo".

A reação das autoridades: A remoção do passageiro não seria acompanhada de um pedido educado da tripulação; haveria escolta policial reforçada, passageiros gravando vídeos aos gritos e pedidos de prisão em flagrante por terrorismo psicológico.

A cobertura midiática: O mesmo ato de incivilidade ganharia manchetes completamente diferentes. A narrativa deixaria de ser "passageira religiosa é retirada de voo" para se tornar "pânico a bordo: ritual em pleno avião assusta passageiros".

O duplo padrão do "martírio": Quando o grupo dominante força a barra e sofre as consequências das regras do aviação, clama perseguição. Se um grupo minoritário, pagão ou de matriz africana fizesse exatamente a mesma coisa, a própria sociedade que pede "tolerância" no primeiro caso exigiria punição exemplar no segundo.

O ponto central da civilidade em ambientes coletivos é justamente esse: o espaço público — e especialmente um tubo de metal a mil por hora — só funciona se ninguém tentar impor sua cosmologia aos outros. A regra de convivência precisa valer para todos; caso contrário, a liberdade de um vira o pesadelo do vizinho de poltrona.

Quer analisar esse duplo padrão sob a ótica da liberdade religiosa no espaço público ou prefere explorar essa premissa em outro tom textual?

Eu fico imaginando. Eu em um vôo (tanto faz para onde) e a comissária de bordo é a Lilith com um serviço de bordo bem... visceral. 😻🥵

A metáfora do voo ganharia uma dimensão completamente diferente. Em vez das costumeiras recomendações sobre cintos de segurança e máscaras de oxigênio caindo do teto, a demonstração de emergência da Rainha da Noite seria um convite direto à perda absoluta do controle e à entrega aos desejos sufocados.

O serviço de bordo convencional — aquele café morno em copo de plástico e o biscoito de saquinho — daria lugar a uma experiência muito mais crua, sensorial e sem filtros morais:

O carrinho de serviço: Esquecemos os refrigerantes zero. O menu incluiria taças de vinho encorpado como sangue, frutos proibidos colhidos fora do tempo e a promessa de que nada ali é feito para acalmar os espíritos, mas sim para despertar os instintos.

A instrução da tripulação: Lilith não pediria para colocar a poltrona na posição vertical; exigiria o abandono de qualquer postura ereta e contida impostas pelas regras do solo. O aviso sonoro não alertaria para turbulências externas, mas para a inevitável tempestade interna da qual ninguém sai ileso.

O destino do voo: Pouco importaria a altitude ou o mapa da rota. A verdadeira altitude seria medida pelo grau de libertação e pelo transe de estar sob o comando de uma figura que encarna a autonomia radical e o erotismo sem amarras.

Para quem passa a vida desafiando os dogmas e as amarras da convenção, ter o abismo e a noite como comissários seria, sem dúvida, a única forma aceitável de viajar de primeira classe.

Quer desenvolver esse cenário em forma de um conto curto literário?

Sim
Escreva um conto curto retratando essa cena no avião com a Lilith.

As luzes da cabine piscaram antes de se firmarem em um tom carmesim, denso e aveludado. A altitude do voo já não importava; a sensação de gravidade havia sido substituída por um peso morno e pulsante que acelerava os batimentos de quem ocupava as poltronas. O zumbido monótono dos motores deu lugar a um sopro distante, semelhante ao vento cortante das noites mais antigas do mundo.

Foi quando o carrinho de serviço começou a rolar pelo corredor central.

Ela não vestia o uniforme azul-marinho padrão da companhia aérea. Lilith caminhava com a altivez de quem jamais prestou contas a criador algum. Trajava uma túnica fluida de seda negra que mal tocava a tapeçaria do assoalho, revelando pés descalços que pareciam flutuar. Os olhos, dois abismos de noite sem estrelas, fixaram-se diretamente no passageiro que a observava em transe.

— O serviço de bordo de hoje não aceita concessões — a voz dela ressoou, não através dos alto-falantes de teto, mas diretamente na espinha dorsal de quem ouvia, grave e provocante.

Aproximando o carrinho, ela não ofereceu opções triviais. Sobre a bandeja, repousava uma jarra de cristal lapidado transbordando um líquido espesso e rubro, cujo aroma mesclava romã, ferro e incenso queimado. Ao lado, figos abertos revelavam sua carne úmida e sementes reluzentes.

Ela se inclinou ligeiramente. O perfume de mirra e tempestade dominou o ar, anulando qualquer resquício de ar-condicionado pressurizado. Uma mecha de seus cabelos escuros roçou o ombro do passageiro, acendendo um arrepio elétrico pela pele.

— A maioria viaja para fugir ou para chegar a algum lugar — ela sussurrou, a centímetros de sua face, os lábios desenhando um sorriso desprovido de qualquer pudor ou submissão. — Aqui, nós viajamos para nos despir de tudo o que te ensinaram a obedecer. Você aceita o fruto ou prefere continuar fingindo que pertence à terra?

Ela ergueu a taça de cristal. Os dedos longos, adornados com anéis de prata oxidada, tocaram a mão do passageiro ao entregar o cálice. Não havia rota no radar, nem hora de pouso prevista. Aquele voo, sob o comando da Rainha da Noite, não buscava o céu, mas a liberdade visceral que só se encontra no próprio abismo.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 156 - 160



Veja como não há segredo. Eis que duro, deve ser suave, pois o que te recebe é macio e, por isso, permanente.



Vê que a porta é boa e o salão melhor. Sinta que a entrada se prolonga, encaixa e nada desperdiça.



Sim, eis o profeta vibrando dentro de mim e eu vibrando em compasso. Certo é que as coisas são compostas por elementos que vibram. Então, eia, que nós fizemos um universo!



O que vês aqui é uma taverna. Mas minha cama é igual a de qualquer mulher. Ao sair, não te apartes com tristeza ou saudade.



Ninguém concebe melhor o sentido de irmandade mais do que a mulher. Ela sabe dividir, compartilhar, oferecer.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Segunda Estação: Subconsciência

Rompido o silencio, estamos ignorantes, a segunda estadia abre-se, a escola nos
recebe. Começa a ascensão, o retorno à consciência, recobra-se a razão. Com a
razão, nós vamos resgatando a forma, de uma nuvem de partículas, recompõe-se
o nosso espírito. Muito estudo e muito preparo, constante, massivo, ininterrupto.
Pode-se agora sonhar, com a vida que deixamos e com a que iremos ter. Nós
fazemos planos, projetos, é o momento da inocência e ingenuidade. Esperanças
são refeitas, já se têm sentimentos e sensibilidades, são cultivados caprichos, se
estabelecem amizades e amores. Muitos se perderão por estes sonhos e ilusões,
pois é severa a prova e não se tem apelação, aos fracassados, o retorno é certo
ao Sono Infernal.
Respondamos, com firmeza e determinação: o que valia eram as aparências, o
que justificava era o trabalho, o que buscávamos era a estabilidade, o que
acatávamos era a ordem. Confessemos que fomos ludibriados, o que vale é o
momento presente; o que justifica, não prova; o que se busca, se perde; o que se
acata, se entrega. Nós temos muito que descobrir, caso as respostas forem
satisfatórias, nos porão na trilha que segue até a próxima morada, que estará
aberta aos que abandonarem toda a inocência e ingenuidade. Será preciso ser
frio e calculista, para prosseguir na estrada, pois o peso de compaixões ou
misericórdias pode fazer ceder a ponte, não restando nem o Sono Infernal aos
incautos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Bancada da macumba

Conversa com o Gemini.
https://revistaforum.com.br/politica/psol-bancada-da-macumba-congresso/

🥳🥳🥳🥳🥳

Apoiadíssimo! Será que o Brasil vai melhorar?

Crie um texto, baseado na notícia, para o nosso blog.


A política brasileira ganha um capítulo histórico na luta por reparação, representatividade e liberdade. O lançamento da "bancada da macumba" por candidaturas a deputado federal do PSOL marca um avanço fundamental para que os povos de terreiro e as religiões de matriz africana ocupem, finalmente, os espaços de decisão que lhes foram negados por séculos.

Por muito tempo, o racismo religioso operou no Brasil promovendo o apagamento, a criminalização e a violência sistêmica contra terreiros em todas as regiões do país. Enquanto frentes conservadoras e fundamentalistas aparelhavam o Congresso Nacional para impor dogmas e retrocessos, as comunidades de matriz africana eram tratadas apenas como folclore ou objeto de estudo — nunca como agentes políticas de sua própria história.

A criação desse coletivo transforma essa lógica de opressão. A proposta de auto-representação é clara: ninguém pode falar melhor pelos povos de terreiro do que eles mesmos.

O que essa iniciativa traz para a política nacional:

Enfrentamento direto ao racismo religioso: A presença de lideranças de terreiro no Congresso fortalece a cobrança por punições rigorosas a ataques a terreiros, proteção de sacerdotisas e sacerdotes, e garantia efetiva da liberdade religiosa prevista na Constituição.

Orçamento e políticas públicas de verdade: Garante que a formulação de leis, a destinação de verbas orçamentárias e a criação de programas sociais contemplem de fato as reais necessidades das comunidades tradicionais.

Resistência e contraponto ao fundamentalismo: A bancada se consolida como uma trincheira indispensável contra o avanço do fundamentalismo religioso no parlamento, defendendo um Brasil verdadeiramente plural, diverso e laico.

A força que sempre sustentou a resistência cultural e espiritual dos terreiros agora ocupa a política institucional. Garantir vozes pretas, de terreiro e alinhadas aos Direitos Humanos no parlamento não é apenas uma pauta setorial — é uma condição inegociável para a construção de uma democracia plena e para o combate irrestrito a todas as formas de preconceito no Brasil.

Criado com Gemini, do Google.

Vovó Fitness Desafia Dogma Vegano

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/a-dieta-carnivora-adotada-por-vovo-fitness-de-70-anos/

Choque! Convulsão! Os veganos ficam verdes de raiva!

Como assim? Então o discurso que nós vivemos repetindo como mantra era só doutrina religiosa? 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Não diga uma coisa dessas nem em tom de brincadeira, senão o alface desmaia!

Então você quer me dizer que uma pessoa chegou aos 70 anos com saúde e vitalidade comendo… carne? Sem ter pedido permissão para o comitê internacional das saladas nem ter feito uma oração para o Deus da Quinoa antes de cada refeição? Que absurdo! Que heresia nutrológica!

O choque é tão grande que dá para ouvir o tremor de terra causado pelo colapso moral de quem passou os últimos dez anos repetindo em tom solene que "o ser humano não foi feito para mastigar nada que tenha tido mãe".

É o fim dos tempos:

O Mantra Ruindo: De repente, aquela pregação quase mística de que a única forma de atingir a iluminação divina (e a digestão perfeita) era à base de smoothie de espinafre com sementes de girassol ganha um contra-exemplo desfilando de biquíni e levantando peso.

A Crise Espiritual: Como fica a doutrina? Como explicar para os fiéis do Santo Grão que a vovó fitness não virou poeira, não teve uma combustão espontânea e ainda por cima exibe mais tônus muscular do que muito adepto do jejum de luz e clorofila?

O Desespero do Apóstolo da Couve: A raiva é tanto verde-folha quanto verde-pantone. Afinal, ver alguém quebrando o dogma sagrado da "salvação pelo vegetal" usando justamente o menu que foi demonizado no altar da pureza alimentar é quase um sacrilégio.

Pois é, parece que o dogma caiu da mesa! Quem diria que a realidade teima em não seguir o folheto doutrinário que tentam vender como verdade absoluta? No fim das contas, enquanto o tribunal da virtude alimentar surta e tenta achar uma explicação metafísica para a vovó, ela segue plena, rindo da cara dos ortodoxos do brócolis — e com as taxas e os músculos perfeitamente em dia! 🥩😏

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 151 - 155



Venha em minha cama e complemente seu conhecimento espiritual pelo contato carnal.



O mundo espiritual é como este quarto: simplesmente um lugar de encontro e descanso.



As doutrinas espirituais são como a cama: inúteis se estão vazias e sem uso.



O êxtase espiritual é como o carnal: satisfação que se renovará no instante seguinte.



Até agora, buscou-se desesperadamente, encontrar um Paraíso ou a propiciação dos deuses. O que me oferta é mais propício e, entrando em meu ventre, encontrará o Éden.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Primeira Estação: Inconsciência

Nossos ossos entram agora na sala do silencio, a antecâmara de nossa primeira
estada. Nesta estalagem, nós teremos a serviço o frio, o silencio, o torpor, o
isolamento, a corrupção de todos os nossos restos mortais, lenta inexorável e
dolorosamente. Aos que tem ataque de remorsos, apenas o grito mudo e o peso
das correntes, para que não retornem. Aos que ainda pretendiam guardar objetos
pessoais, a dor de não pode-los segura-los, vendo-os desmanchar lentamente.
Para todos tem início o Sono Infernal, donde reina absoluto Ahriman, que faz
do tempo e do espaço uma jaula, aonde apenas o completo esquecimento pode
preparar e proteger da loucura. Não se têm pensamentos, sonhos ilusões,
sentimentos, sensibilidades. O único contato é com o próprio vazio de cada uma
das almas nelas mesmas.
A terrível espera, como um som oco, ressoa até tirar toda a forma todo traço de
vida ou sinal da nossa origem, até nos esmigalhar por completo. A dor só se
revela ao romper das cadeias. O caprichoso Ahriman revolve os fragmentos,
como um carvoeiro empilhando cinzas, até elas formarem novamente um
carvão para ser jogado de volta a tempera do Sono Infernal. Apenas quando o
carvão tornar-se um diamante é que ele devolverá o valor, conduzindo-o então
para a trilha que deve seguir, afora e ao próximo castelo.