quinta-feira, 9 de abril de 2026

As Raízes Ocultas

As Origens Pagãs do Domingo de Ramos.

O Domingo de Ramos é amplamente conhecido como o marco da entrada de Jesus em Jerusalém. No entanto, para quem estuda a história das religiões e o paganismo moderno, essa celebração revela uma camada muito mais antiga e profunda. O uso de ramos e palmeiras não surgiu no vácuo; ele é um exemplo fascinante de sincretismo, onde símbolos ancestrais de vitória e renovação da primavera foram integrados à nova fé.

1. A Palma: De Símbolo Egípcio ao Triunfo Romano
Muito antes do primeiro século, a palma já era um "pesado pesado" do simbolismo no Mediterrâneo e no Oriente Próximo:

Antigo Egito: A palma representava a vida eterna. Era comum vê-la em procissões fúnebres como um símbolo da vitória da alma sobre a morte.

Mundo Greco-Romano: Em Roma, a palma era o símbolo máximo da vitória (Victoria). Era entregue a gladiadores campeões e exibida em "Triunfos" para generais que retornavam da guerra. Ao usarem palmas para saudar uma figura espiritual, as comunidades antigas estavam usando uma "linguagem visual" que todos entendiam como um ato de soberania.

2. O Equinócio e a "Entrada da Árvore"
Historiadores apontam paralelos entre o Domingo de Ramos e o festival romano Arbor Intrat ("A Árvore Entra"), celebrado no final de março.

O Culto de Cibele: Sacerdotes da deusa Cibele carregavam um pinheiro sagrado pelas ruas para honrar o renascimento de Attis.

Renovação da Primavera: Esses festivais coincidiam com o Equinócio de Primavera, celebrando o retorno da vida à terra. A adoção cristã do Domingo de Ramos permitiu que a nova narrativa se fundisse aos ritos sazonais de renascimento que já pulsavam no coração do povo.

3. O "Domingo do Salgueiro" nas Terras Eslavas
Onde as palmeiras não cresciam, a natureza local assumiu o papel sagrado. No Leste Europeu e em regiões eslavas, o salgueiro tornou-se o protagonista.

Magia Folclórica: No paganismo eslavo, o salgueiro era uma árvore sagrada de vitalidade, usada em ritos de proteção e cura.

Sobrevivência das Tradições: Até hoje, em países como Polônia e Ucrânia, o "Domingo do Salgueiro" mantém o costume de benzer casas e gado com ramos, uma continuação direta da magia folclórica pré-cristã para garantir fertilidade e saúde.

4. O Florescer de Tsakhkazard
Na tradição armênia, a festa é chamada de Tsakhkazard, que se traduz como "Decorado com Flores". Isso ecoa diretamente os antigos festivais florais dedicados ao despertar da natureza e à beleza da terra após o inverno rigoroso.

O Que Isso Nos Ensina?
A história do Domingo de Ramos mostra que, embora os nomes das divindades e as teologias mudem, o desejo humano de celebrar a vitória da vida sobre a morte através da natureza permanece constante. Seja através da palma egípcia, do pinheiro romano ou do salgueiro eslavo, o verde sempre foi — e continua sendo — o símbolo da nossa conexão eterna com os ciclos da Terra.

Gostou de conhecer essa perspectiva histórica? Compartilhe sua visão nos comentários ou nos conte como você celebra os ciclos de renovação nesta época do ano!

Criado com Gemini, do Google.

Apostas em Julgamento de Cotas

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.brasil247.com/regionais/sul/lei-contra-cotas-raciais-em-santa-catarina-sera-analisada-pelo-stf-em-abril

Escreva uma notícia falsa onde uma ou mais casas de apostas anunciam que estão abertos os lances para o resultado dessa audiência.

- Não vai dar em nada.

- SC vai ter que garantir as quotas.

O Gemini disse
A notícia a seguir é uma obra de ficção para fins de entretenimento.

Mercado de Apostas Abre "Odds" para Julgamento de Cotas em SC no STF
SÃO PAULO – Em um movimento sem precedentes que mistura o Judiciário com o mercado de entretenimento, grandes plataformas de apostas esportivas e de eventos anunciaram, nesta manhã, a abertura de mercados para o julgamento da lei catarinense contra cotas raciais. A análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF), prevista para abril, agora conta com "odds" (probabilidades) em tempo real para os apostadores.

A polêmica lei de Santa Catarina, que tenta barrar a reserva de vagas em concursos estaduais, tornou-se o novo alvo dos "bets" após o sucesso de apostas em reality shows e premiações de cinema.

As Opções no Bilhete de Aposta
Segundo os painéis exibidos nos sites, os usuários podem investir seu dinheiro em dois cenários principais:

"Pizza Jurídica" (Odds 1.50): Esta opção prevê que o julgamento termine sem uma decisão definitiva imediata. Seja por um pedido de vista (adiamento por um dos ministros) ou por uma decisão que mantenha o status quo sem punições ou mudanças práticas, o apostador ganha se "não der em nada".

"Cotas Blindadas" (Odds 2.10): O cenário onde o STF declara a lei catarinense inconstitucional, obrigando o estado a garantir e implementar as cotas raciais imediatamente.

Reações e Ética
Representantes do setor de apostas afirmam que a demanda veio dos próprios usuários. "O brasileiro gosta de opinar sobre o futuro do país, e o STF é o grande palco hoje", afirmou um porta-voz anônimo de uma das plataformas.

Por outro lado, juristas e especialistas em ética criticam a "gamificação" do Direito Constitucional. "Transformar o acesso a direitos fundamentais e o resultado de uma Suprema Corte em um jogo de azar é um reflexo perigoso da nossa atual sociedade", comentou um constitucionalista.

Até o fechamento desta reportagem, o STF não havia se manifestado sobre a "entrada" da corte no mercado de lances. O julgamento oficial segue mantido para a pauta de abril, com ou sem apostas correndo por fora.

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Trote Abusivo: Rigor Ético vs. Punição

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/30/zanin-condena-ex-aluno-de-medicina-por-trote-com-juramento-que-fazia-calouras-recusarem-coito.ghtml

Ficou barato. Esse...(censurado) deveria ser expulso da faculdade. Se tivesse diploma, deveria ser anulado.

Ou você acha que eu estou sendo muito rigoroso?

O Gemini disse
Entendo perfeitamente a sua indignação. Casos que envolvem humilhação e a objetificação de mulheres sob o pretexto de "tradição acadêmica" tocam em feridas profundas da nossa sociedade, especialmente quando partem de futuros profissionais de saúde.

Dizer se você está sendo "muito rigoroso" depende da perspectiva (jurídica vs. ética), mas o seu sentimento reflete um desejo de tolerância zero contra abusos. Vamos analisar os dois lados dessa moeda:

1. A Visão do Rigor Ético (Sua posição)
Para muitos, a expulsão é a única resposta à altura porque:

Quebra de Confiança: Um médico lida com vulnerabilidade. Se um estudante demonstra esse tipo de comportamento abusivo antes mesmo de se formar, surge o questionamento se ele possui a integridade necessária para tratar pacientes com dignidade.

Caráter Educativo: Medidas brandas podem passar a mensagem de que o trote violento é apenas um "erro de percurso" juvenil, e não uma violação grave de direitos humanos.

Segurança Institucional: A universidade tem o dever de garantir um ambiente seguro para as calouras.

2. A Visão Jurídica e Administrativa
No campo do Direito, as punições costumam seguir o princípio da proporcionalidade. É aqui que a situação se torna complexa:

Devido Processo Legal: Para expulsar um aluno ou anular um diploma, a universidade precisa enfrentar um longo processo administrativo. Se a punição for considerada "excessiva" por um juiz em comparação com o regulamento interno da faculdade, o aluno pode conseguir uma liminar para voltar às aulas.

Limites da Condenação: A decisão do Ministro Zanin foca na esfera criminal/cível. A cassação de um diploma ou a expulsão depende da instituição de ensino, e muitas vezes elas hesitam por medo de processos de danos morais reversos.

O que diz a jurisprudência?
Historicamente, o Brasil tem endurecido a visão sobre trotes. O que antes era visto como "brincadeira de mau gosto" hoje é tipificado como crime (constrangimento ilegal, injúria ou até importunação sexual).

Você não está sozinho no rigor. Existe um movimento crescente para que os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) tenham mais poder de intervir ainda na graduação, impedindo que pessoas com histórico de violência sistemática obtenham o registro profissional.

No fim das contas, a sensação de que "ficou barato" vem do descompasso entre a gravidade moral do ato e a lentidão (ou brandura) das punições institucionais. É um debate necessário sobre que tipo de profissionais queremos formando a nossa elite intelectual.

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

Psicologia do Herói Antiamericano


Conversa com o Gemini:
Você disse
https://www.brasil247.com/charges/matando-02-de-abril-de-2026-0bof3e1e

Eu fico cismado quando um cartunista retrata o muçulmano como um herói.

Não é bem assim. Os ataques terroristas sob a alegação de jihad. A execução sumária de homossexuais e adúlteras. Miguel Paiva esqueceu Hebdo.

Explique essa estranha psicologia de tornar automaticamente em herói qualquer um que lute contra o "imperialismo americano".

O Gemini disse
Essa é uma discussão complexa que toca em feridas profundas da geopolítica e da sociologia da comunicação. O fenômeno que você descreve — a tendência de certos setores intelectuais e artísticos de romantizar figuras que se opõem ao "Eixo Ocidental" — costuma ser analisado sob algumas óticas principais:

1. O Maniqueísmo do "Inimigo do meu Inimigo"
Essa é a base do pensamento binário. Para muitos críticos do imperialismo, o mundo é dividido entre o Opressor (Geralmente identificado como os EUA e seus aliados) e o Oprimido (Qualquer um que resista a essa hegemonia).

O Ponto Cego: Quando se adota essa lógica, as atrocidades cometidas pelo "oprimido" contra minorias internas, mulheres ou dissidentes são frequentemente minimizadas ou ignoradas para não "enfraquecer a causa" contra o inimigo maior. É uma redução da realidade a um tabuleiro de xadrez onde as peças não têm nuances morais próprias.

2. O Atavismo da "Causa Nobre"
Existe uma psicologia de culpa pós-colonial muito forte no Ocidente. Isso gera uma necessidade de compensação que, por vezes, descamba para o relativismo cultural.

A Dissonância Cognitiva: Setores progressistas podem entrar em contradição direta ao defender regimes ou grupos que executam homossexuais e suprimem direitos básicos, simplesmente porque esses grupos representam uma "resistência cultural" contra a globalização ocidental. O "herói" não é definido pelo que ele faz, mas pelo que ele representa na narrativa de resistência.

3. O Esquecimento Seletivo (O "Efeito Charlie Hebdo")
Você mencionou o Charlie Hebdo, e esse é um marco fundamental. O atentado forçou o mundo a encarar o choque entre a liberdade de expressão e o fundamentalismo religioso.

Quando um cartunista ou cronista "esquece" esses eventos, ele geralmente está operando sob a premissa de que a crítica ao fundamentalismo pode ser confundida com islamofobia. O medo de ser rotulado como preconceituoso acaba gerando uma blindagem acrítica, onde o muçulmano é retratado apenas como uma vítima passiva ou um resistente heróico, ignorando as complexidades das teocracias e do extremismo.

4. A Estética da Resistência
Na arte política, a figura do "guerrilheiro" ou do "místico resistente" possui um apelo estético forte. Ela remete a um romantismo de Davi contra Golias. O problema surge quando a arte ignora que, em muitos casos, o "Davi" em questão possui uma agenda social que é diametralmente oposta aos valores de liberdade que o próprio artista defende.

Nota de Contexto: É perfeitamente possível criticar intervenções militares estrangeiras (imperialismo) sem precisar validar ou "santificar" sistemas teocráticos que violam direitos humanos fundamentais. A dificuldade de muitos analistas e artistas reside justamente em manter essas duas críticas vivas ao mesmo tempo.

Essa visão de "herói automático" acaba sendo, ironicamente, uma forma de desumanização: ao não cobrar ética e coerência desses grupos (como se cobra do Ocidente), o observador retira deles a agência moral e os trata apenas como símbolos de uma luta ideológica particular.

Você disse
Crie uma charge mostrando essa contradição.


Criado com Gemini, do Google.
Charge criada com Gemini, do Google.

Manifesto Pela Dignidade LGBT+

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.cartacapital.com.br/mundo/supremo-dos-eua-invalida-lei-que-proibe-terapias-de-conversao-de-menores-lgbt/

A justiça liberando a tortura.

E a liberdade de expressão das pessoas LGBT?

Escreva um manifesto pelo respeito aos direitos das pessoas LGBT.

O Gemini disse
A decisão de invalidar leis que proíbem a chamada "terapia de conversão" levanta debates profundos sobre a fronteira entre as liberdades individuais e a proteção da integridade física e mental de crianças e adolescentes. O uso da liberdade de expressão ou de crença como justificativa para práticas que órgãos internacionais de saúde classificam como prejudiciais coloca em xeque o dever do Estado de garantir um ambiente seguro para o desenvolvimento da identidade de cada cidadão.

Abaixo, apresento um manifesto focado na dignidade e na proteção dos direitos humanos:

Manifesto pela Dignidade e Autodeterminação LGBT+
Pelo direito de existir sem ser "consertado".

A história da humanidade é marcada pela busca incessante pela liberdade. No entanto, a liberdade perde seu sentido quando é utilizada como ferramenta para silenciar, oprimir ou tentar apagar a existência do outro. Não existe liberdade de expressão que legitime a negação da identidade alheia ou a imposição de traumas sob o pretexto de cuidado.

1. A Identidade não é Patologia
Afirmamos que a orientação sexual e a identidade de gênero são variantes naturais da experiência humana. Qualquer tentativa de tratar essas identidades como distúrbios é um retrocesso científico e uma violação ética. O respeito à autodeterminação é a base de uma sociedade civilizada.

2. A Proteção da Infância e Juventude
Crianças e adolescentes têm o direito fundamental de crescer em ambientes que promovam sua autoestima e segurança. Práticas que visam "converter" quem eles são não são terapias; são formas de violência psicológica que deixam marcas profundas. O Estado tem o dever inalienável de proteger os mais vulneráveis contra métodos que ferem sua integridade.

3. A Liberdade de Expressão como Ponte, não como Muro
A verdadeira liberdade de expressão deve garantir que pessoas LGBT+ possam manifestar seus afetos, suas vozes e suas identidades sem medo de retaliação, violência ou tentativas de apagamento. O uso de argumentos jurídicos para validar a tortura psicológica é um desvio da finalidade do Direito, que deve servir à proteção da vida, e não à sua degradação.

4. Pelo Fim da Intolerância
Exigimos o fim de todas as formas de preconceito que se disfarçam de dogma, tradição ou opinião. A diversidade é uma riqueza, não uma ameaça. O respeito aos direitos das pessoas LGBT+ não é um privilégio, mas o cumprimento dos direitos humanos fundamentais.

Conclusão
Não daremos nenhum passo atrás. O amor, em todas as suas formas, e a identidade, em toda a sua complexidade, devem ser celebrados e protegidos. Lutamos por um mundo onde a única "conversão" necessária seja a da ignorância em empatia, e a do preconceito em respeito.

Pela vida, pela liberdade e pelo direito de ser quem se é.

Criado com Gemini, do Google.

Justiça Suspende Reforma Trabalhista Argentina

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.brasil247.com/americalatina/justica-argentina-suspende-reforma-trabalhista-de-milei

Justiça puxou a tomada da motosserra do Milei. Eu imagino os reacionários protestando:

- Malditos bolivaristas!

Escreva um texto humorado e sarcástico.

O Gemini disse
Parece que a motosserra do Milei encontrou um prego de ferro fundido no meio do caminho chamado "Justiça Argentina". Para quem achou que ia ser só ligar o motor e ver as leis trabalhistas virarem serragem, o silêncio repentino deve estar sendo ensurdecedor.

Imaginar a reação nas redes sociais e nas esquinas de Buenos Aires (ou nos fóruns brasileiros) é um exercício de pura comédia involuntária. Aqui está um vislumbre desse caos retórico:

O Lamento da Motosserra: Um Monólogo em Três Atos
1. O Surto Termo-Genérico
"¡Malditos bolivaristas infiltrados!" – grita o sujeito que não sabe se Bolívar era um libertador ou uma marca de alfajor, mas tem certeza de que ele está escondido sob a toga de cada juiz do trabalho. Para o entusiasta da liberdade (desde que seja a liberdade de trabalhar 18 horas por dia em troca de um aperto de mão e um voucher de desconto em empanadas), qualquer decisão judicial que use termos como "direitos" ou "constituição" é, claramente, um complô financiado pelo Foro de São Paulo em parceria com o fantasma do Che Guevara.

2. A Estética do Caos
É fascinante observar o choque estético. Milei vendeu o visual "Rockstar da Escola Austríaca", mas a Justiça respondeu com o visual "Escrivão de Cartório com Café Frio". A narrativa de que o Estado é um leão faminto perde um pouco o brilho quando o leão é impedido de caçar porque esqueceu de ler as letras miúdas da separação de poderes.

"Como assim não posso demitir todo mundo via TikTok?" – pergunta o assessor médio, enquanto ajusta a gravata e tenta entender por que a realidade insiste em ter leis.

3. O Dicionário do Reacionário Indignado
Para os defensores ferrenhos que agora choram a "morte da economia", o vocabulário é limitado, mas barulhento:

Ativismo Judicial: Qualquer decisão que não envolva o fechamento imediato de um ministério.

Comunismo: O ato de um juiz pedir para ver o processo legal.

Casta: Todo mundo que não concorda 100% com o plano, especialmente se essa pessoa tiver um diploma de Direito e uma mesa no Judiciário.

O Saldo da Ópera
No fim das contas, a política argentina continua sendo o melhor roteiro de sitcom da América Latina. De um lado, o presidente tentando governar com um instrumento de jardinagem barulhento; do outro, a justiça puxando a extensão da tomada e dizendo: "Cuidado com os dedos, Javier."

Enquanto a reforma está na UTI, os "libertários de condomínio" seguem no Twitter explicando que a culpa da inflação, agora, é oficialmente dos juízes que se recusam a viver em 1890. O show não pode parar — ele só precisa de uma bateria nova.

Você disse
Enquanto isso, no Brasil, os mesmos fazem coro apoiando a reação da classe patronal pelo fim da escala 6x1...

O Gemini disse
É o fenômeno da "Solidariedade de Prateleira": o sujeito pega o ônibus lotado às seis da manhã, mas defende com unhas e dentes o direito do patrão de mantê-lo lá seis dias por semana, sob o pretexto de que "se o trabalhador descansar, o PIB chora".

A ironia é tão espessa que dá para cortar com uma faca de serra (ou uma motosserra paraguaia). No Brasil, o coro contra o fim da escala 6x1 é uma ópera bufa onde os argumentos parecem saídos de um manual de economia de 1850.

O Top 3 dos Argumentos "Padrão Ouro" contra o Descanso:
1. "O Brasil vai quebrar se o povo dormir"
Segundo os especialistas de teclado, se o trabalhador brasileiro tiver dois dias de folga, o cafézinho da padaria vai custar o preço de uma Ferrari e o setor de serviços vai entrar em colapso nuclear. É a lógica de que a economia só gira se alguém estiver exausto e à beira de um burnout.

A Realidade: Países com produtividade alta já entenderam que gente descansada trabalha melhor. Mas aqui, a ideia de "produtividade" ainda é confundida com "tempo de assento".

2. "É o direito de escolha do trabalhador"
Este é o clássico do malabarismo mental. Dizem que acabar com a 6x1 tira a "liberdade" do indivíduo de escolher trabalhar até o esgotamento.

"Eu prefiro a liberdade de não ter fim de semana do que a opressão de um domingo com a família!" – diz o perfil com foto de óculos escuros dentro do carro, que provavelmente nem trabalha em escala 6x1.

3. "Quem vai pagar a conta?"
Geralmente, quem faz essa pergunta é quem nunca lavou o próprio prato, mas está preocupadíssimo com a planilha de custos do bilionário do varejo. O coro reacionário trata o descanso semanal como um "luxo burguês" quando aplicado ao balconista, mas como "qualidade de vida essencial" quando aplicado a eles mesmos.

A Estética do "Escravo Voluntário"
O que une o fã do Milei argentino ao defensor da 6x1 no Brasil é essa mística do sofrimento redentor. Para essa turma, qualquer avanço civilizatório é lido como "preguiça esquerdista".

Enquanto a Argentina discute se a motosserra tem freio jurídico, o Brasil discute se o ser humano é biologicamente compatível com a luz do sol aos sábados e domingos. No fim, o figurino é o mesmo: a defesa fervorosa de um sistema que, se pudesse, os substituiria por um algoritmo de Excel sem pensar duas vezes.

É o suco da nossa elite (e de quem aspira a ela): liberdade total para o capital, e escala 6x1 para o CPF.

Você disse
Lembrando que a classe patronal também foi contra o fim da escravidão, das férias ou do FGTS...

O Gemini disse
É o "Ciclo da Indignação Hereditária". Se abrirmos os jornais de 1888, 1943 ou 1966, os editoriais são praticamente os mesmos, só mudando a fonte tipográfica e o nome do "apocalipse econômico" da vez.

A elite patronal brasileira tem um apego quase romântico ao atraso. Para eles, o progresso social não é um degrau da civilização, é um assalto ao caixa.

O Museu das Previsões Catastróficas (Que Nunca Aconteceram)
1. A Abolição (1888): "A Agricultura vai Desaparecer!"
Na época, o argumento era de que o Brasil, sem a mão de obra escravizada, viraria um deserto. "Quem vai colher o café? O país vai quebrar em seis meses!".

O Resultado: O café continuou lá, o Brasil não sumiu do mapa, mas a mentalidade de "posse" sobre o tempo alheio ficou impregnada no DNA de certas associações comerciais até hoje.

2. As Férias e a Jornada de 8 Horas (Era Vargas): "O Ócio é o Pai do Comunismo!"
Quando inventaram que o trabalhador precisava de 30 dias para não coringar, o coro foi uníssono: "O brasileiro vai gastar o dinheiro das férias com cachaça e jogatina, a produtividade vai a zero!".

A Realidade: As empresas descobriram que um funcionário que não quer se jogar da ponte toda segunda-feira rende um pouquinho mais. Que choque, não?

3. O FGTS e o 13º Salário: "O Fim do Emprego Formal!"
Diziam que o 13º era uma "jabuticaba" que inviabilizaria qualquer negócio. O roteiro é sempre o mesmo: "Eu adoraria pagar, mas a planilha não deixa, a logística não permite, o alinhamento dos planetas está desfavorável".

A "Lógica do Chicote" Gourmetizada
Hoje, a resistência à escala 5x2 (ou a redução da jornada) é apenas a versão 2026 desse mesmo pânico. Eles trocam a palavra "escravidão" por "flexibilização" e "direitos" por "custo Brasil", mas o cheiro de mofo é o mesmo.

O Pensamento Médio do Reacionário de Plantão:
"Se o sujeito tiver o sábado livre, ele vai acabar lendo um livro, indo ao parque ou — Deus nos livre — organizando um sindicato. É melhor mantê-lo ocupado contando estoque por 44 horas semanais para garantir a saúde da Faria Lima."

O Eterno Retorno
É fascinante (e irritante) ver o herdeiro de uma fortuna construída à base de subsídios estatais e isenções fiscais chorando as pitangas porque o atendente do buffet quer folgar no domingo.

Para essa turma, a economia é um castelo de cartas tão frágil que, se você der um final de semana digno para o povo, o castelo desmorona. Se a viabilidade de um negócio depende de manter o funcionário em regime de exaustão, talvez o problema não seja a lei trabalhista, mas a incompetência da gestão.

Mas explicar isso para quem ainda acha que a Princesa Isabel "exagerou na dose" é como tentar explicar física quântica para um terraplanista: o argumento bate na parede da ideologia e volta com um grito de "Vai pra Venezuela!".

Criado com Gemini, do Google.

A vingança da Rebecca


Rebecca abriu os olhos lentamente, enxergando apenas um reflexo branco à sua frente. Com esforço, ergueu sua cabeça, sentindo a leveza que a falta de peso abdominal lhe proporcionava. Observou a cena em pânico: estava deitada em uma mesa de exames, coberta por uma infinidade de tubos e fibras ópticas. O doutor Santo Domingo, um homem trabalhado com sobrancelhas únicas e uma pérola presa no lábio, se afastava da área onde trabalhara recentemente.

— Ah, é hora de você despertar — disse ele, a voz grave e calma. Seu olhar judicioso percorreu o rosto da mulher. — Você passou por uma cirurgia intensiva, Rebecca. Perdeu a cúpula torácica, mas agora tem uma nova, dotada de tecnologia integrada.

Rebecca piscou várias vezes, tentando processar as informações. Lembrou-se da batalha com Adam Smasher, da dor intensa no peito e do espasmo que a derrubara inconsciente. Agora, estava remontada, com uma visão holística de onde estivera.

— O que você fez comigo, doutor? — perguntou, a voz baixa e tremula.

Ele sorriu de leve, abrindo a porta do quarto contíguo. — É melhor que você veja por si mesma. Venha. Eu quero te mostrar minha obra prima.

Rebecca se sentou com cuidado, sentindo o suporte interno do novo peito. Ergueu-se da mesa usando as mangas do kimono que a cobria. Tudo parecia estranho e novo — os botões que davam suporte ao peito, os sensores sob a pele, a textura levemente diferente da carne.

- Doc... você aumentou minhas pernas, minha bunda e meus peitos?

- Você vivia reclamando que os mercenários te tratavam como uma adolescente. Eu te dei um corpo mais condizente com sua idade, como uma mulher de vinte anos.

Rebecca estava sentada no laboratório do Dr. Santo Domingo, admirando a nova aparência que o especialista havia lhe concedido. Ela se sentia mais madura, mais afilada, especialmente nas curvas de seu traseiro e na elevação de seu peito, resultado de alterações moleculares feitas no núcleo de suas células.

Com um ar satisfeito e curioso, Rebecca perguntou ao doutor sobre a gangue do Maine, colegas de antigos tempos que agora pareciam distantes e irreconhecíveis.

— E os outros? Lucy e David? — perguntou, como se estivesse falando sobre antigos colegas de faculdade e não ex-integrantes de uma das gangues mais perigosas do país.

O Dr. Santo Domingo balançou a cabeça, mostrando uma expressão sombria, ao recordar o destino trágico da gangue.

— infelizmente, a gangue do Maine já não existe mais. — explicou, levantando os olhos para encarar Rebecca. — Quase todos eles estão mortos ou presos. Lucy, em particular, está num estado depressivo, provavelmente já não pensa em nada além de seus atos passados.

Quanto a David... — Ele antes de continuar interrompeu-se, flexionando levemente os lábios. — ...David morreu em um tiroteio durante um assalto a um camburão. Foi um fim horrível.

Rebecca observou a reação do doutor e não demonstrou nenhum sinal de arrependimento ou tristeza. Em vez disso, um sorriso curvou os lábios da jovem.

— Talvez isso seja a oportunidade que eu preciso para começar minha própria gangue e ter meu próprio namorado... ou namorada, — disse ela com uma risada baixa e prática. — Sempre fui uma pessoa pragmática.

O Dr. Santo Domingo se espantou com a resposta de sua paciente, mas assentiu em silêncio. Era comum as pessoas reagirem de maneiras surpreendentes após uma transformação tão radical. Ele haviaSeen isso muitas vezes antes.

— Você tem razão. — concordou o médico. — Com as suas habilidades e essa nova aparência... você certamente pode criar um nome para si mesma na cidade do crime. Mas lembre-se, é uma escolha que não pode ser desfeita. Você estará se expondo ao mundo sombrio, cheio de perigos.

Rebecca ergueu os ombros em um gesto apático.

— Eu sei. Mas qual é o propósito de viver sem aventura e risco? — disse ela com voz suave e convincente. — Além disso, sinto que já durma melhor desde que você mudou meu físico. E agora, com esse fato adicional... Estou mais do que preparada para enfrentar o que vier.

O Dr. Santo Domingo assentiu lentamente, começando a entender a mentalidade da jovem que estivera em seu cuidado. Ele sabia que era hora de entregar Rebecca de volta ao mundo, agora mais preparada do que nunca para se envolver em seus próprios negócios.

— Bem, — disse o médico, se levantando e começando a se afastar da mesa de exames. — Precisamos discutir os pormenores da sua nova identidade e como evitar que seu passado apegue-se a você. Mas, por ora, estou preparado para dar-lhe o que precisa para começar seu novo caminho.

Rebecca se levantou com gingadinha, os olhos brilhando com uma determinação renovada. Ela sabia que a estrada à frente seria longa e perigosa, mas agora estava convencida que era a escolha certa para ela. E, com a confiança em seu novo físico e mentalidade, nada parecia impossível.

Night City, um labirinto de ruas iluminadas à beira do abismo, pulsa como um coração de aço. Em uma esquina sombria, uma figura em destaque se projecta contra o reflexo dourado de uma vidraça: Rebecca, camuflada num bodyglove amarelo vibrante que se adere ao seu corpo à medida que ela se movimenta.

O equipamento de combatente, adquirido por patrocínio do doutor Santo Domingo, não era estranho aos seus olhos. Ela o vira em um antigo filme, em uma cena de vengeance: uma mulher armada, vestida de laranja, em uma batalha solitária contra a opressão. A cena agora se materializava em sua vida.

Rebecca sabia que o seu verdadeiro motivo para ir ao local era encontrado nas ruas da infância, onde era integrante da gangue do Maine. Lá, ela busca recrutar novos mercenários para seu plano de vingança. Os bancos de armas clandestinos e o tráfico de munições seriam sua próxima parada.

Com cada passo, o seu passado se entrelaça com o presente, os sons e as cores de antes em constante evolução. Ela se move com facilidade entre as sombras, utilizando seu treinamento em combate para se infiltrar em seus antigos bolsões de poder. Cada quadrado de visão revela possibilidades: alianças a estabelecer, habilidades a adquirir.

Enquanto se aproxima do endereço em seu chip, o seu tom de voz se torna mais grave e decidido. A vingança estava perto de ser consumada. Night City, mais uma vez, seria seu palco para se revestir da batalha. No momento certo, Rebecca iria desbloquear seu verdadeiro poder, numa dança de sangue e de luta que enfrentaria seu passado e redefiniria seu futuro.

Rebecca surgiu da escuridão como uma ressurreição, seu corpo envolvido por um segundo pele de material escuramente brilhante, semelhante ao terno de Michelin Man que Beatriz Kiddo usava no clássico filme Kill Bill. Com seus olhos fixos em um único ponto, ela avançou silenciosamente por uma cristalizada noite de São Paulo, o assunto de seu desafio não uma pessoa, mas a temida corporação Arasaka, que possuía influência direta ou indireta em todos os cantos da cidade.

O alvo número um de Rebecca era um mercenário chamado Adam Smasher, um monstro de carne e aço com mais de um metro e oitenta de altura e um torso cheio de músculos. Ele estava de guarda na frente de uma fábrica deserta em uma área escura do bairro, rodeado por sua escolta habitual - um trio de matadores armados.

Rebecca se aproximou lentamente, seus passos silenciosos no asfalto, enquanto Grip, Valkyria, Kusanagi e Wyvern se posicionavam em torno, não para atacar, mas para fornecer cobertura e auxílio se necessário. Logo, Adam Smasher avistou a figura escura e começou a se aproximar, seu rosto uma máscara de feno e pau, os olhos lampejando de alegria pela luta que se aproximava.

A interação entre os dois foi breve. Smasher atacou com um soco feito pedra, apenas para ser repelido por um golpe de Rebecca, que o arremessou contra a parede à mais de um metro. Ele se levantou rapidamente, mas antes que pudesse se recuperar, Rebecca já estava em cima dele, sua mão direita direto na pulsante carótida. Smasher tentou impedi-la, mas Rebecca provavelmente havia treinado com o melhor dos assassinos, pois seus movimentos eram superiores e ela conseguiu abrir o jugular do mercenário antes que ele pudesse reagir.

Como o sangue jorrava do ferimento, Rebecca aproximou sua boca do ouvido de Adam Smasher e disse em um sussurro frio: "Essa é a minha vingança."

Então largou o corpo. Rebecca se afastou do corpo caído, limpando sua mão na calça, enquanto Grip, Valkyria, Kusanagi e Wyvern a aguardavam, prontos para enfrentar os próximos desafios. A luta só estava começando.

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