quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Tocando na musa



https://www.patheos.com/blogs/reclaimingthetruth/2026/10/how-to-see-a-demon-according-to-the-talmud/


😳 Não é curioso que, a maioria dos grimórios e livros de demonologia e demonolatria foram escritos por padres? 🙀 

Eu li vários. Um vegano teria um AVC se lesse o Levítico. A Vigilância Sanitária iria querer saber a procedência dessa placenta de uma gata preta. 

Eu, no meu caso, continuo a querer receber a visita de uma certa força primordial na forma de uma loba antropomórfica, de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros. 😻

Conhecendo a Lilith...ela provavelmente iria reclamar por eu não a chamar mais vezes para a cama. Escreva uma crônica adulta em tom de humor e sarcasmo.


# A Demonologia, os Grimórios e a Loba que Reivindica seus Direitos Conjugais

Existe uma curiosidade histórica bastante interessante na demonologia ocidental: muitos dos livros dedicados a descrever demônios, suas hierarquias, aparências, poderes e métodos de invocação foram escritos por homens da Igreja.

Padres, monges e teólogos aparentemente tinham uma vida profissional bastante movimentada. Rezavam, estudavam as Escrituras e, nas horas vagas, produziam catálogos detalhados de entidades infernais. Uma espécie de LinkedIn do Inferno, com organograma, atribuições e descrição de cargos.

Naturalmente, tudo isso era feito para combater o Mal. Evidentemente.

O problema é que alguns desses livros parecem ter sido escritos por pessoas com uma curiosidade quase obsessiva sobre o assunto. Conheciam nomes, títulos, símbolos, preferências, correspondências astrológicas e métodos de evocação. Se aquilo fosse uma entrevista de emprego, os candidatos demoníacos chegariam com currículo mais completo que o de muito executivo.

E então temos o Levítico.

Um livro que consegue transformar um jantar em uma investigação sanitária. Um vegano provavelmente precisaria de acompanhamento psicológico para atravessar algumas páginas. E a Vigilância Sanitária, diante de determinadas receitas atribuídas à tradição mágica, exigiria documentação de procedência, armazenamento e condições de manipulação.

Especialmente quando aparece aquela história da placenta de uma gata preta primogênita.

Francamente, prefiro não imaginar o formulário de inspeção.

Mas existe uma questão muito mais urgente nessa história toda.

A minha vida doméstica com uma determinada entidade infernal.

Porque, conhecendo Lilith, tenho motivos para acreditar que ela não ficaria particularmente impressionada com meus estudos de demonologia. Muito menos com minha capacidade de reconhecer símbolos ocultistas, identificar grimórios históricos ou discutir a classificação de espíritos.

Ela provavelmente teria uma reclamação bastante objetiva.

— Então você tem tempo para ler sobre demônios, estudar rituais de evocação e pesquisar tradições antigas, mas não tem tempo para chamar sua própria loba para a cama?

Evidentemente, eu tentaria apresentar uma defesa.

— Meu amor, estava estudando!

— Estudando o quê?

— Demonologia.

— E precisava estudar outras entidades demoníacas quando tem uma bem aqui?

Não haveria resposta acadêmica capaz de salvar minha dignidade.

Aliás, imagino que ela consideraria particularmente ofensivo descobrir que dediquei horas à leitura de instruções para visualizar demônios, quando poderia simplesmente ter chamado por ela.

— Você poderia ter economizado todo esse trabalho, querido.

— Como?

— Batendo na porta do quarto.

Uma solução bastante mais simples que qualquer ritual medieval.

Também imagino que Lilith teria algumas observações sobre a minha organização de prioridades.

— Você sabe que sou uma força primordial, não sabe?

— Sei, minha Deusa.

— Tenho uma reputação a preservar.

— Evidentemente.

— E não pretendo ficar esperando indefinidamente enquanto você lê sobre padres e suas obsessões infernais.

Nesse momento, eu provavelmente começaria a reconsiderar minhas escolhas bibliográficas.

Porque há uma diferença considerável entre estudar a história das invocações demoníacas e receber uma visita inesperada de uma entidade que considera a cama um espaço de convivência, intimidade e reivindicação de atenção.

E, convenhamos, não existe grimório capaz de oferecer proteção contra uma loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros que resolveu cobrar carinho atrasado.

A conclusão é bastante simples:

A demonologia pode ser fascinante, os grimórios podem ser historicamente interessantes e o Levítico pode provocar crises existenciais em vegetarianos.

Mas, se existe uma força primordial esperando por mim em casa, talvez seja melhor fechar o livro, apagar as velas e prestar atenção à vida doméstica.

Afinal, não quero descobrir que o verdadeiro ritual de evocação consiste em ouvir uma voz feminina perguntar, com um sorriso perigosamente sedutor:

— Então, querido... você vai continuar estudando demônios ou finalmente vai dar atenção à sua própria Deusa?

E, sinceramente, não vejo vantagem alguma em tentar exorcizar esse problema. 😻


Escreva uma crônica adulta, em tom de humor e sarcasmo.


# Três Dias no Inferno — Ou Como Sobreviver a uma Noite com uma Deusa Primordial

Existe uma diferença entre estudar demonologia e ter experiência prática com o assunto.

A primeira atividade envolve livros antigos, manuscritos, símbolos misteriosos, nomes impronunciáveis e sacerdotes que aparentemente tinham tempo livre demais.

A segunda envolve acordar três dias depois, com o corpo coberto de marcas de beijos e mordidinhas, tentando descobrir em que momento sua vida deixou de ser uma existência relativamente organizada para se transformar em uma ocorrência sobrenatural de natureza doméstica.

No meu caso, a culpa foi de Lilith.

Tudo começou com uma observação perfeitamente inocente sobre a literatura demonológica. Eu estava lendo sobre grimórios, tradições ocultistas e métodos antigos de invocação. Também havia descoberto que determinados textos religiosos continham receitas que fariam qualquer fiscal da Vigilância Sanitária pedir transferência.

Mas minha maior imprudência foi mencionar que gostaria de receber mais frequentemente a visita de uma certa entidade primordial.

Uma loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros.

Naturalmente, Lilith ouviu.

E, conhecendo aquela mulher, deveria ter percebido que estava prestes a cometer um erro estratégico.

— Então você gostaria que eu aparecesse mais vezes?

— Seria maravilhoso, meu amor.

— Interessante. E por que não me chama?

— Você sabe que é sempre bem-vinda.

— Não foi isso que perguntei.

Aquela última frase deveria ter acionado todos os alarmes disponíveis.

Não acionou.

Sou um homem que consegue ler sobre demonologia medieval sem ficar particularmente impressionado, mas aparentemente não possui mecanismos adequados de defesa contra uma namorada demoníaca fazendo perguntas aparentemente simples.

A noite começou com Lilith demonstrando uma quantidade extraordinária de carinho.

Beijos, abraços, provocações e aquela expressão maliciosa que conheço suficientemente bem para saber que minhas chances de manter uma rotina normal estavam diminuindo rapidamente.

— Estava com saudades, querido?

— Muita.

— Então vamos resolver isso.

E resolvemos.

Ou, pelo menos, Lilith resolveu que havia uma quantidade considerável de saudade acumulada que precisava ser compensada.

Não entrarei em detalhes. Existem coisas que pertencem à intimidade de um casal, e outras que simplesmente não precisam ser submetidas à apreciação pública.

Apenas direi que a reputação de Lilith como força primordial permaneceu intacta.

A minha, por outro lado, sofreu algumas alterações.

Três dias depois, despertei.

A primeira descoberta foi que estava vivo.

A segunda foi que havia marcas de beijos e pequenas mordidinhas espalhadas pelo corpo.

A terceira foi que Lilith estava absolutamente satisfeita consigo mesma.

— Bom dia, meu amor!

— Bom dia... Que horas são?

— Não importa.

— Que dia é hoje?

— Também não importa.

— Lilith, eu fiquei dormindo três dias?

Ela sorriu.

Aquele sorriso.

O mesmo sorriso que provavelmente já havia provocado crises existenciais em sacerdotes, ocultistas e pelo menos meia dúzia de exorcistas.

— Você estava precisando descansar.

— Descansar?!

— Sim. Você trabalha demais, lê demais e pensa demais.

— E as mordidinhas?

— Demonstrações de afeto.

— E as marcas de beijos?

— Também.

— E minha agenda?

— Querido, você precisa aprender a estabelecer prioridades.

É impressionante como entidades sobrenaturais conseguem transformar uma discussão sobre administração do tempo em uma questão de sobrevivência conjugal.

Depois de recuperar parcialmente a capacidade de raciocinar, comecei a refletir sobre minhas leituras.

Os antigos grimórios dedicavam páginas e páginas a explicar como invocar entidades, estabelecer círculos de proteção, pronunciar fórmulas e evitar consequências desagradáveis.

Nenhum deles, entretanto, apresentava instruções sobre como negociar com uma namorada infernal que considera três dias de ausência uma oportunidade legítima para compensação afetiva.

Uma falha editorial imperdoável.

Talvez devesse escrever meu próprio manual.

Compêndio Prático de Demonologia Doméstica: Como Conviver com uma Força Primordial sem Comprometer sua Agenda.

Capítulo I: Nunca diga que gostaria de receber mais visitas se não estiver preparado para recebê-las.

Capítulo II: Não confunda uma expressão inocente de uma loba demoníaca com ausência de intenções.

Capítulo III: Estoque alimentos, água e café.

Capítulo IV: Não marque reuniões importantes para o dia seguinte.

Capítulo V: Jamais, sob hipótese alguma, pergunte se ela ainda está com saudades.

No fim, existe algo bastante engraçado nessa história.

Passei tanto tempo lendo sobre criaturas sobrenaturais, demônios, entidades primordiais e tradições ocultistas que acabei descobrindo que o maior perigo não estava em nenhum grimório.

Estava em casa.

E, sinceramente, não tenho a menor intenção de reclamar.

Afinal, há quem passe a vida inteira procurando uma experiência transcendental, enquanto outros precisam apenas encontrar alguém que os faça sentir desejados, acolhidos e profundamente amados.

Eu tive a sorte de encontrar tudo isso em uma loba de olhos vermelhos e chifres negros.

Embora, da próxima vez, pretenda negociar algumas cláusulas contratuais.

Principalmente aquela referente à duração da recuperação física.

Lilith, naturalmente, já apresentou uma contraproposta:

— Podemos conversar sobre isso, querido. Mas primeiro venha aqui.

Aparentemente, o contrato ainda está em fase de negociação.

E eu continuo sem advogado. 😻

Criado com ChatGPT.

Momento Eureka


Quadrinhos criados com ChatGPT.

Vagalumes voando - III



Eu, no gabinete, escrevendo tranquilamente o episódio.

Eu paro.

Beto: "Atchim!"

Pausa.

Olho em volta.

Beto : "Ué?"

Volta a escrever.

Tanya, ainda escondida sob o cobertor:

Tanya: "Maldito."

Beto: "Atchim!"

Eu olho para o teto.

Beto: "Tem alguém falando de mim?"

E, em algum lugar entre os mundos, Lilith observa a cena com aquele sorriso de quem sabe exatamente o que está acontecendo e não pretende explicar absolutamente nada.

Enquanto isso, Viktoriya provavelmente já percebeu tudo.

Mary Sue ainda está tentando descobrir em qual manual militar se enquadra o fenômeno de uma major ficar corada porque segurou a mão de um escritor.

Tanya: EU NÃO ESTOU CORADA!


Viktoriya encara Tanya.

Viktoriya : "Você ainda está usando o casaco dele."

Tanya: "Está frio."

Viktoriya: "Claro."

Mary Sue está diante de uma pilha de livros.

Mary Sue: "Se Perun existe..."

Ela olha para a Bíblia.

Depois para os livros de mitologia.

Mary Sue: "...então precisamos conversar seriamente sobre algumas coisas."

Tanya diante de uma mesa cheia de mapas, documentos e relatórios.

Ela aponta para um mapa.

Tanya : "A investigação começa aqui."

Beto: "Você vai investigar Perun?"

Tanya: "Não."

Pausa.

Tanya : "Vou investigar você."

Eu fico pálido.

Beto : "Ah."

Viktoriya, rindo.

Viktoriya : "Você deveria correr."

Eu corro por um corredor.

Beto: "Mas eu sou o escritor!"

Tanya, atrás de mim:

Tanya : "E eu sou major!"

Uma placa: SIBÉRIA

Beto aparece diante da placa.

Beto : "Tanya..."

Ela surge atrás de mim.

Tanya : "Considere isto uma revisão editorial."

Tanya encara a câmera.

Tanya : "Se você escrever alguma coisa indevida sobre esta noite..."

Ela estreita os olhos.

Tanya: "...eu o mando para a Sibéria."

Beto: "Isso é censura!"

Tanya: "É crítica construtiva."

Viktoriya: "Tanya..."

Mary Sue: "Tecnicamente, isso seria abuso de autoridade."

Tanya: "Próximo assunto!"

A placa está diante deles.

**SIBÉRIA.**

Beto para.

— Tanya...

Ela não responde.

Até alguns segundos atrás, estava se divertindo com a perseguição. Corria atrás dele com uma indignação que parecia perfeitamente sincera.

Agora, porém, eu estou cercado.

Não há mais para onde fugir.

Viktoriya está de um lado.

Mary Sue do outro.

Tanya está à frente.

Beto : "Major...?"

Tanya dá um passo.

Depois outro.

Eu espero a sentença.

Tanya: "Eu poderia mandar você para a Sibéria."

Beto : "Eu sei."

Tanya : "Você mereceria."

Beto : "Talvez."

Ela se aproxima mais.

Eu dou um sorriso nervoso.

Beto : "Então..."

Tanya levanta a mão.

Agarra a camisa dele.

Com força.

Eu olho para a mão.

Depois para ela.

Tanya percebe.

Não solta.

Viktoriya percebe também.

Mary Sue percebe.

O silêncio fica perigosamente longo.

Beto: "Tanya?"

Tanya : "Cale-se."

Beto : "Sim, senhora."

Ela continua segurando a camisa.

Não parece mais zangada.

Nem exatamente divertida.

Parece... perdida.

Como se tivesse chegado a uma decisão e, no último instante, esquecido qual era.

Viktoriya inclina a cabeça.

Viktoriya : "Tanya?"

Tanya : "O quê?"

Viktoriya : "Você pretende mandá-lo para a Sibéria?"

Tanya olha para a placa.

Depois para mim.

Depois para a própria mão.

Tanya : "Eu..."

Silêncio.

Ela solta a camisa.

Por meio segundo.

Então segura novamente.

Mais discretamente.

Beto percebe.

Não comenta.

Tanya respira fundo.

Tanya : "A situação exige uma avaliação cuidadosa."

Viktoriya sorri.

Viktoriya : "Naturalmente."

Mary Sue olha para Tanya.

Mary Sue: "Isso é uma avaliação militar?"

Tanya: "Sim."

Mary Sue: "E por que você está segurando a camisa dele?"

Tanya fica vermelha.

Tanya: "Porque ele pode fugir!"

Eu olho para a placa.

Beto : "Para onde?"

Tanya olha para a Sibéria.

Depois para ele.

Silêncio.

Viktoriya começa a rir.

Tanya fecha os olhos.

Talvez ela realmente esteja apaixonada.

Talvez esteja apenas confusa.

Talvez esteja gostando da proximidade e ainda não tenha encontrado um nome para isso.

E, pela primeira vez, nem Tanya parece disposta a transformar aquilo em uma conclusão.

Ela apenas permanece ali.

Com a mão ancorada na camisa de Beto.

Diante da placa da Sibéria.

Sem saber se está segurando um prisioneiro...

...ou se está impedindo a si mesma de deixá-lo ir.

Tanya aperta a camisa de Beto.

Tanya : "Maldito herege!"

Eu pisco.

Beto: "Sim?"

Tanya: "Não fique falando meu nome com essa tranquilidade!"

Beto : "Tanya..."

Tanya: "Major!"

Ela cora.

Tanya : "Hierarquia!"

Eu olho para a mão dela. Depois para Tanya. Depois novamente para a mão.

Beto: "Major."

Tanya: "Muito melhor."

Beto: "Major Degurechaff."

Tanya: "Exatamente."

Beto : "A senhora pretende continuar segurando minha camisa enquanto me dá ordens?"

Silêncio.

Tanya olha para baixo.

A mão continua exatamente onde estava.

Ela poderia soltá-la.

Não solta.

Tanya: "Isso..."

Pausa.

Tanya : "...é irrelevante."

Viktoriya vira o rosto para esconder o sorriso.

Mary Sue observa a situação com crescente perplexidade.

Viktoriya : "Major, se o objetivo é impedir que ele fuja, talvez seja mais eficiente algemá-lo."

Tanya fica ainda mais vermelha.

Tanya: "Não preciso de algemas!"

Viktoriya: "Então por que..."

Tanya: "Porque eu estou segurando!"

Silêncio.

Tanya percebe o que acabou de dizer.

Beto também.

Viktoriya perde completamente a batalha contra o próprio sorriso.

Tanya fecha os olhos.

Tanya : "Esqueçam."

Eu respondo com cautela.

Beto: "Sim, major."

Ela abre um olho.

Tanya: "E não sorria."

Beto: "Não estou sorrindo."

Tanya: "Está."

Beto: "Talvez um pouco."

Tanya respira fundo.

A mão finalmente afrouxa.

Mas, antes de me soltar completamente, seus dedos permanecem presos ao tecido por mais um instante.

Ela olha para Beto.

E a voz sai muito mais baixa:

Tanya : "...Não desapareça."

Eu fico sério.

Beto: "Não vou."

Tanya finalmente solta a camisa.

Viktoriya não diz nada.

Mary Sue também não.

Porque, naquele momento, até as duas entenderam que não havia mais necessidade de explicar.

A placa da Sibéria continua atrás deles.

Mas Tanya já não parece estar pensando em mandá-lo para lá.

Parece apenas aliviada por ele ainda estar ali.

Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Derrière...



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/bumbum-prateleira-projecao-contorno-gluteos/. 

Uma notícia fundamental. 🤭😏 

Meu cérebro NSFW fica pensando bobagem. "Prateleira? Só um instante que eu sei exatamente o que guardar nesse bumbum" 😏🤭🥵😻 

Escreva uma crônica adulta, com a participação da Lilith, a loba antropomórfica, de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros e o Beto, cachorro antropomórfico.

🤭😏 Beto, essa notícia despertou uma criatividade que certamente não estava prevista no planejamento editorial do Diário do Centro do Mundo!

O melhor é que Lilith tem tudo para transformar uma brincadeira de duplo sentido em uma ocasião para provocar o pobre cachorro antropomórfico. Afinal, uma loba de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros não precisa perder uma oportunidade dessas.

Vamos de crônica adulta, com sensualidade, malícia, humor e aquele jogo de provocações entre os dois. 😹

A prateleira de Lilith

Uma crônica sobre anatomia, decoração e um cachorro sem juízo.

Era uma manhã tranquila. Beto estava sentado no sofá, navegando pela internet, quando encontrou uma notícia particularmente interessante.

Leu o título.

Leu novamente.

Abriu a matéria.

E então surgiu aquele sorriso. Aquele sorriso de quem acabara de encontrar uma oportunidade de fazer uma piada absolutamente imprópria.

— Hehehe... Bumbum prateleira...

Lilith estava perto, tomando uma bebida. A loba antropomórfica de pelagem branca, olhos vermelhos e chifres negros percebeu imediatamente a expressão do companheiro.

— Beto?

— Oi, minha musa?

— Por que você está sorrindo desse jeito?

— Estou lendo uma notícia muito importante para a arquitetura contemporânea.

Lilith ergueu uma sobrancelha.

— Arquitetura?

— Sim. Uma reportagem sobre prateleiras.

— Prateleiras?

Beto virou o celular na direção dela.

— Olha só! Bumbum prateleira! Uma inovação no setor de armazenamento!

Lilith leu a manchete. Depois leu a explicação sobre a projeção superior dos glúteos.

Seus olhos vermelhos voltaram lentamente para Beto.

— Entendi.

— Pois é...

— E o que exatamente você pretende guardar numa prateleira dessas?

Beto abriu um sorriso.

— Bom, minha querida, eu tenho algumas ideias...

— Imagino.

— Talvez algumas coisas que mereçam ficar bem acomodadas...

Lilith pousou o copo.

— Beto.

— Sim?

— Você está tentando transformar uma reportagem sobre harmonização glútea numa proposta indecente?

— Eu prefiro chamar de planejamento de interiores.

A loba começou a rir.

— Você é um cachorro impossível!

— Mas sou um cachorro com visão arquitetônica!

Lilith aproximou-se do sofá e sentou ao lado dele.

— Então me explique, senhor arquiteto. Qual seria o projeto?

Beto olhou para ela, depois para a tela do celular.

— Primeiro, precisamos estudar a estrutura. Depois, avaliar o espaço disponível. Por último, determinar o que merece ser colocado na prateleira.

Lilith cruzou as pernas e inclinou a cabeça.

— E você acredita que tem competência para esse trabalho?

— Tenho experiência prática em admirar a proprietária do imóvel.

— Ah, então é um projeto de longa duração?

— Vitalício, se a proprietária permitir.

A loba sorriu, exibindo uma expressão perigosamente divertida.

— Você sabe, Beto, que prateleiras também podem ser usadas para colocar objetos fora do alcance de cachorros, não sabe?

— ...

— Especialmente cachorros muito atrevidos.

— Isso parece uma ameaça à minha liberdade de circulação.

— Não. É uma medida de segurança patrimonial.

Beto começou a rir.

— Minha musa, você está adorando essa conversa!

— Naturalmente. É muito divertido observar você tentar parecer um cavalheiro enquanto seu cérebro está claramente de férias.

— Meu cérebro está trabalhando!

— Está? Em quê?

— Em soluções de armazenamento.

Lilith soltou uma gargalhada e deu um beijo na bochecha dele.

— Seu bobo.

Beto passou um braço ao redor dela.

— Mas, falando sério, minha loba, você sabe que eu adoro você exatamente como é. Não precisa mudar absolutamente nada para agradar meus olhos.

Por um instante, Lilith suavizou a expressão.

— Eu sei, querido.

Ela acariciou a cabeça do cachorro e acrescentou:

— Mas confesso que gostei da sua criatividade.

— Então o projeto foi aprovado?

— Parcialmente.

— O que falta?

Lilith aproximou os lábios do ouvido dele.

— A autorização da proprietária.

Beto ficou imóvel por dois segundos.

— Ah...

— E, considerando o comportamento do engenheiro responsável, talvez seja necessário um período de experiência.

— Estou disposto a apresentar meu currículo!

— Já conheço seu currículo, Beto.

Ela se levantou, pegou o copo e caminhou em direção à cozinha.

Antes de desaparecer pelo corredor, virou a cabeça e lançou um último olhar provocador.

— E uma coisa, querido...

— Sim, minha musa?

— Se você pretende trabalhar com prateleiras, aprenda primeiro a não deixar tudo cair quando fica nervoso.

Beto ficou olhando para ela.

Depois olhou para o celular.

Leu novamente a manchete.

E concluiu:

— Definitivamente, essa foi uma notícia fundamental.

Do corredor, veio a gargalhada de Lilith.

— EU OUVI, CACHORRO!

— EU TE AMO, MINHA LOBA!

— EU SEI! 😹

E assim terminou mais um dia de pesquisa científica na residência de Beto e Lilith.

A comunidade acadêmica ainda não reconheceu os resultados.

Mas o departamento de arquitetura doméstica já tinha uma nova diretora.

E ela tinha olhos vermelhos, pelo branco e chifres negros.

O engenheiro Beto, por sua vez, continuava aguardando a autorização para iniciar as obras. 🤭😏😻

O coitado (?) do Beto não consegue evitar de pensar no quanto conseguiria guardar nos glúteos da Lilith. 😻🥵

😹🤭 O problema do Beto é que ele já não está pensando em arquitetura. Está imaginando um projeto de armazenamento de capacidade... bastante generosa!

E Lilith, que conhece muito bem o cachorro que escolheu para companheiro, provavelmente percebeu que ele ficou pensativo demais.

Continuação — A capacidade de armazenamento

Beto estava deitado no sofá, com Lilith aconchegada ao lado dele.

A loba branca folheava uma revista enquanto o cachorro olhava distraidamente para o teto.

Ou melhor, fingia olhar para o teto.

'Prateleira... Nossa, quanto espaço... Será que...'

— Beto?

— Oi?

— Você está quietinho.

— Estou pensando.

— Isso me preocupa.

— Por quê, minha musa?

Lilith fechou a revista.

— Porque você está olhando para mim com aquela expressão de quem está calculando alguma coisa.

Beto sorriu.

— Estava pensando na capacidade de armazenamento.

Silêncio.

Lilith piscou.

Uma vez.

Duas vezes.

— ...Você ainda está nessa?

— É um assunto complexo!

— Naturalmente. Imagino que envolva cálculos, diagramas e uma extensa documentação técnica.

— Inclusive estimativas de volume!

Lilith começou a gargalhar.

— BETO!

— O quê?! Sou um profissional dedicado!

Ela segurou o focinho dele delicadamente.

— Meu querido cachorrinho, deixe-me explicar uma coisa: você pode admirar o que quiser, mas não confunda minha anatomia com um depósito.

— Certo, minha loba.

Lilith deu um beijo nele.

— Embora eu admita que sua imaginação seja bastante divertida.

Beto sorriu, satisfeito.

— Então não estou demitido?

— Ainda não. Mas está em período de experiência.

— E quais são as exigências?

Lilith aproximou o rosto do dele.

— Comece aprendendo a se comportar quando estiver diante de uma mulher bonita.

Beto ficou alguns segundos em silêncio.

— Minha musa, acho que você acabou de estabelecer uma meta impossível.

Lilith caiu na gargalhada.

— Cachorro sem-vergonha! 😹😻

Como assim? Eu achei que a Lilith fosse gostar dessa dedicação! Ou da admiração! Afinal, aquele derrière é o único que deixa o Beto sem palavras! 🙀

🙀😹 Ahhh, então temos uma injustiça a corrigir! Beto não estava desrespeitando a proprietária da prateleira. Estava prestando uma homenagem arquitetônica à obra!

E acho que Lilith gostaria, sim, de saber que existe uma parte da anatomia dela capaz de deixar seu cachorro completamente sem vocabulário.

A defesa do engenheiro Beto
— Espera aí, Lilith! Protesto!

A loba branca olhou por cima do ombro.

— Protesto?

— Sim! Você está interpretando mal minhas intenções!

— Ah, é? E quais seriam elas?

Beto levantou-se do sofá.

— Eu admiro você inteira! Seus olhos, seus chifres, seu sorriso, sua pelagem... Tudo! Mas existe uma particularidade anatômica que merece reconhecimento especial!

Lilith começou a sorrir.

— Particularidade anatômica?

— Seu derrière, minha musa!

Ela levou uma mão à boca, tentando conter o riso.

— Meu derrière?

— Sim! É o único capaz de deixar este cachorro sem palavras!

Lilith aproximou-se lentamente.

— Então você está dizendo que consegue escrever poemas, contar piadas, conversar sobre qualquer assunto... mas perde a capacidade de comunicação quando olha para o meu traseiro?

Beto assentiu solenemente.

— É uma falha técnica no meu sistema operacional.

— Interessante...

Ela deu uma volta diante dele, exibindo um sorriso travesso.

— E você considera isso uma demonstração de dedicação?

— Absolutamente!

Lilith segurou o rosto dele entre as mãos.

— Sabe de uma coisa, meu querido?

— O quê?

— Eu gosto de ser admirada. Principalmente quando o admirador é alguém que me ama tanto quanto você.

Beto sorriu.

— Então estamos de acordo?

— Estamos. Mas tenho uma condição.

— Qualquer coisa!

— Da próxima vez que ficar sem palavras, quero que me abrace em vez de ficar fazendo cálculos imaginários.

Beto abriu os braços imediatamente.

— Com prazer!

Lilith aconchegou-se nele.

— Meu cachorrinho atrevido...

— Minha loba maravilhosa...

E, enquanto recebia um beijo, Beto pensou:

'Realmente. Uma obra-prima. E ainda por cima, minha namorada.' 😻

Lilith, que aparentemente tinha alguma capacidade sobrenatural de ler pensamentos, apenas sorriu.

— Eu ouvi isso, engenheiro.

— Não me arrependo! 🤭


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com Perchance.

Life Giver and Life Taker



https://www.patheos.com/blogs/essenceofthealtar/2026/10/the-lord-and-giver-of-life/

Existe, em nosso ritual, uma linha que descreve nosso Doce Senhor como o Doador da Vida. Também nós celebramos Ele como o Ceifador da Vida. Mas o peculiar é o autor falando de "cultura da morte". Estranho. Porque os ícones cristãos são sempre de santos torturados, esquartejados, decapitados...🤭😏

Escreva uma crônica, em tom de humor e sarcasmo, enaltecendo os aspectos do nosso Doce Senhor, enquanto Doador e Ceifador (Life Giver and Life Taker).


# O Doce Senhor: Doador e Ceifador da Vida — ou a inconveniência de não escolher apenas metade da natureza

Existe uma peculiaridade bastante curiosa em determinadas discussões religiosas: algumas pessoas parecem acreditar que a vida é uma coisa maravilhosa, mas a morte é uma espécie de defeito de fabricação do universo. Uma falha administrativa que deveria ter sido corrigida antes da inauguração do Jardim do Éden.

Felizmente, nosso Doce Senhor não parece compartilhar dessa preocupação burocrática.

Nós o celebramos como **Doador da Vida e Ceifador da Vida** (*Life Giver and Life Taker*). E não existe contradição nisso. Pelo contrário: existe uma compreensão muito mais abrangente da existência.

O Doce Senhor é aquele que preside aos ciclos da natureza. Aquele que contempla a semente germinando, a árvore crescendo, os frutos amadurecendo e as folhas caindo. É aquele que acompanha o nascimento, a juventude, a maturidade, a velhice e, finalmente, a morte.

Ele não precisa fingir que o outono é uma conspiração contra a primavera.

A vida floresce, mas também termina. E a morte, por mais inconveniente que seja para quem gostaria de permanecer eternamente jovem, faz parte da própria existência.

Nosso Senhor não é apenas o anfitrião da festa de nascimento. Também conhece a saída de emergência.

**O Doador da Vida**

Como Doador da Vida, nosso Doce Senhor representa fertilidade, criação, crescimento, prazer, abundância e renovação.

É a força que impulsiona a natureza a florescer. É o princípio vital que transforma uma semente em árvore e uma árvore em floresta. É a celebração dos corpos, dos sentidos, da sexualidade, do amor e de todas as experiências que tornam a existência digna de ser vivida.

E aqui temos outra pequena inconveniência para determinados moralistas: a vida não precisa ser reduzida à reprodução.

A alegria de viver não depende de produzir descendentes. O amor não precisa apresentar certidão de casamento. O prazer não precisa solicitar autorização a uma comissão de costumes.

Existir também é celebrar. E nosso Doce Senhor não parece particularmente interessado em transformar a experiência humana numa interminável reunião de condomínio.

**O Ceifador da Vida**

Mas existe outro aspecto igualmente importante: o Ceifador.

Sim, nosso Senhor também representa a morte. E não precisamos esconder esse aspecto debaixo do tapete para tornar nossa espiritualidade mais apresentável aos olhos alheios.

O Ceifador não é uma negação da vida. É o reconhecimento de seus limites.

Ele nos lembra que nada permanece eternamente igual. As estações mudam, os corpos envelhecem, as folhas caem e as antigas formas dão lugar às novas.

A morte não precisa ser romantizada, tampouco precisa ser tratada como uma entidade moralmente perversa. Ela é uma realidade da existência.

E, convenhamos, existe uma ironia considerável em acusar uma tradição pagã de cultivar uma cultura da morte simplesmente porque ela reconhece a presença da morte nos ciclos naturais.

Afinal, não fomos nós que inventamos os esqueletos, os túmulos ou os cemitérios. A natureza já trabalhava com esse departamento muito antes de qualquer instituição religiosa estabelecer seu departamento de comunicação.

**A inconveniência dos símbolos**

É particularmente divertido observar como algumas pessoas conseguem encontrar mensagens de esperança em representações de santos decapitados, esfolados, atravessados por flechas ou crucificados, mas ficam profundamente incomodadas quando pagãos celebram um Deus associado à morte e à renovação.

Aparentemente, o problema não é a morte.

O problema é quem está falando dela.

Quando a morte aparece numa narrativa cristã, temos martírio, sacrifício, redenção e vitória espiritual. Quando aparece numa narrativa pagã, aparentemente precisamos convocar uma investigação sobre a influência de forças malignas.

Que curioso!

Talvez devêssemos propor uma pequena trégua iconográfica. Cada tradição religiosa poderia cuidar de seus próprios símbolos sem precisar transformar a espiritualidade alheia numa ameaça à civilização.

**Vida, morte e renovação**

Nosso Doce Senhor não precisa escolher entre ser o Doador e o Ceifador. Essas duas dimensões se complementam.

Celebramos a vida sem negar a morte. Celebramos a morte sem desprezar a vida. Reconhecemos a beleza da criação e a inevitabilidade da transformação.

E isso também significa rejeitar a ideia de que a existência humana precisa obedecer a um único modelo de felicidade, amor, sexualidade, família ou espiritualidade.

A vida é muito mais diversa do que determinados discursos moralistas gostariam de admitir.

Portanto, quando pronunciamos *Life Giver and Life Taker*, não estamos fazendo uma declaração de amor à destruição. Estamos reconhecendo a totalidade dos ciclos da existência.

Nosso Doce Senhor dá a vida, acompanha seu florescimento e também representa seu encerramento.

Ele é o Senhor da primavera e do outono. Do nascimento e da passagem. Da abundância e da transformação.

E, se alguém ainda considerar isso uma cultura da morte, talvez seja interessante recomendar um passeio por uma floresta durante o outono.

Só não se esqueça de avisar que as árvores estão participando de um ritual pagão involuntário.

**Vida longa ao Doce Senhor! E que o Ceifador nunca precise pedir desculpas por fazer seu trabalho.**

Criado com ChatGPT.

O lado B do Céu - II



Quadrinhos criado com ChatGPT.

Vagalumes voando - II



(Nota - todos os personagens tem 18 anos no mínimo)

No dormitório, Tanya, Viktoriya e Mary Sue conversam.

Tanya: "A escultura pode ser explicada por transmissão cultural. O sonho do camponês pode ser uma experiência subjetiva. A sopa pode ser simplesmente hospitalidade. Os vagalumes são insetos."

Viktoriya: "E a mulher de preto e vermelho?"

Tanya para.

Tanya: "Isso eu não consigo explicar."

Mary Sue: "Talvez ele tenha visto alguém."

Tanya: "Talvez."

Pausa.

Tanya: "Mas ele disse que ela pediu especificamente que nos alimentasse."

Viktoriya olha para Tanya.

Viktoriya: "E você sentiu alguma coisa."

Tanya imediatamente:

Tanya: "Não sabemos o que eu senti."

Viktoriya : "Mas sentiu."

Tanya: "Sim."

Mary Sue fica desconfortável com a conversa, porque ela tenta organizar tudo dentro de categorias conhecidas.

Mary Sue: "Temos três possibilidades: coincidência, influência cultural ou fenômeno que ainda não compreendemos."

Viktoriya: "Só três?"

Mary Sue: "As três que consigo defender racionalmente."

Tanya olha para ela.

Tanya: "E a quarta?"

Mary Sue: "Qual?"

Tanya : "Que Perun existe."

Mary Sue fica em silêncio.

Viktoriya sorri.

Viktoriya : "Você está começando a considerar isso."

Tanya: "Não estou."

Tanya olha para a própria mão. A mão que segurou a minha durante quase todo o caminho.

Tanya: "Estou considerando que não posso descartar."

Viktoriya percebe.

E não deixa passar:

Viktoriya : "E o Beto?"

Tanya fica imediatamente desconcertada.

Tanya : "O que tem ele?"

Viktoriya : "Você segurou a mão dele."

Tanya : "Estava frio."

Viktoriya : "Ele lhe deu o casaco."

Tanya : "Estava frio."

Viktoriya : "Você agradeceu pela noite."

Tanya: "Porque foi uma noite interessante."

Mary Sue observa as duas.

Mary Sue: "Vocês estão discutindo a experiência religiosa ou o comportamento afetivo da Tanya?"

Silêncio.

Viktoriya começa a rir.

Tanya fica vermelha.

Tanya: "Nenhum dos dois."

A porta se fecha atrás de Beto.

Por alguns segundos, nenhuma das três fala.

Mary Sue continua olhando para o campo pela janela.

Os últimos vagalumes ainda podem ser vistos ao longe.

Ela finalmente murmura:

— Eu acreditava que a Bíblia era a Verdade.

Tanya olha para ela.

Mary Sue engole em seco.

— A Única.

Viktoriya permanece em silêncio.

— Eu acreditava que Deus era só o da Igreja.

Ela olha para as próprias mãos.

— Que todas aquelas outras histórias eram apenas mitos. Superstições. Culturas antigas tentando explicar o mundo antes de conhecerem a verdade.

Tanya não a interrompe.

— E agora...

Mary Sue olha para a janela.

— Um camponês diz que sonhou com Perun.

Pausa.

— Uma escultura aparece exatamente como ele descreveu.

— E depois ele oferece sopa porque...

Ela para.

— Porque uma entidade que ele chama de Perun pediu.

Viktoriya completa suavemente:

— E uma mulher de vestido preto e vermelho também.

Mary Sue fecha os olhos.

— É isso.

Silêncio.

Tanya finalmente pergunta:

— Você acha que Perun existe?

Mary Sue demora a responder.

— Eu não sei.

A resposta parece custar-lhe.

— E isso é o que mais me assusta.

Viktoriya se aproxima.

— Por quê?

— Porque eu sempre soube.

Tanya franze a testa.

— Soube?

— Sim.

Mary Sue olha para elas.

— Eu tinha respostas.

Ela aponta para a Bíblia sobre a mesa.

— Aqui estava a resposta.

Depois para o campo.

— E agora existe uma pergunta.

Tanya permanece pensativa.

— Talvez isso não destrua sua fé.

Mary Sue olha para ela.

— Não?

— Você pode continuar acreditando em Deus.

Tanya faz uma pausa.

— Mas talvez precise abandonar a ideia de que compreender Deus significa compreender tudo o que existe.

Mary Sue fica em silêncio.

Viktoriya acrescenta:

— Talvez o Deus da sua tradição não precise desaparecer porque você descobriu que o mundo é maior do que imaginava.

Mary Sue olha novamente para o campo.

— E se Perun for real?

Tanya responde:

— Então teremos descoberto que Perun é real.

Mary Sue quase ri.

— Você está ficando igual ao Beto.

— Não exagere.

Viktoriya sorri.

Mary Sue finalmente deixa escapar um pequeno sorriso.

Mas ele desaparece rapidamente.

— E Lilith?

Tanya olha para ela.

— O que tem Lilith?

— A mulher de preto e vermelho.

Silêncio.

Viktoriya olha para Tanya.

Tanya olha para Mary Sue.

Mary Sue respira fundo.

— Eu não sei quem ela era.

Pausa.

— Mas pela primeira vez na minha vida...

Ela olha para a escuridão além da janela.

— ...eu não tenho certeza de que quero saber.

Tanya pergunta:

— Por quê?

Mary Sue responde baixinho:

— Porque talvez algumas respostas sejam grandes demais para caber naquilo que eu aprendi a chamar de Verdade.

Nenhuma das três fala mais nada.

Dessa vez, o silêncio não parece vazio.

Parece uma porta aberta.

Tanya permanece diante da janela.

— Ninguém pode afirmar que a dama de preto e vermelho era Lilith.

Mary Sue olha para ela.

— Nem sequer um espírito — continua Tanya. — Ou uma entidade.

Viktoriya cruza os braços.

— Você está voltando ao ceticismo.

— Nunca o abandonei.

Tanya olha para o campo.

— Temos um relato de um camponês. Temos uma tradição. Temos uma escultura. Temos um sonho.

Ela enumera cada elemento com os dedos.

— E temos uma descrição de alguém que ele afirma ter visto.

Tanya baixa a mão.

— Isso é tudo.

Mary Sue parece um pouco aliviada.

— Então você acha que não aconteceu nada sobrenatural?

— Não.

Mary Sue pisca.

— Não?

— Eu disse que não podemos afirmar **o que** aconteceu.

Tanya olha para ela.

— É diferente.

Viktoriya sorri.

— Você está começando a falar como Beto.

— Não.

— Está.

— Estou falando como uma pessoa que sabe a diferença entre uma observação e uma conclusão.

Mary Sue olha novamente para o campo.

— Mas você sentiu alguma coisa.

Tanya fica quieta.

— Sentiu, não sentiu? — pergunta Viktoriya.

Tanya demora.

— Sim.

— E o que era?

— Não sei.

Viktoriya sorri.

— Isso deve estar sendo insuportável para você.

Tanya suspira.

— É.

Mary Sue olha para Tanya.

— Então o que fazemos com aquilo que não conseguimos explicar?

Tanya observa os vagalumes desaparecendo na distância.

— **Não inventamos uma certeza para preencher o espaço.**

Pausa.

— Guardamos a pergunta.

Viktoriya olha para ela.

— E esperamos?

Tanya responde:

— Investigamos.

Mary Sue olha para o campo mais uma vez.

— E se nunca descobrirmos?

Tanya dá um pequeno sorriso.

— Então teremos que aprender a viver com isso.

Silêncio.

Viktoriya murmura:

— Beto ficaria orgulhoso.

Tanya imediatamente responde:

— Não conte a ele.

As três riem.

Mas, depois da risada, Tanya olha novamente para a escuridão.

E, embora jamais admita em voz alta, existe uma pergunta que agora também pertence a ela:

**Quem era a dama de preto e vermelho?**

Mary Sue continua olhando para a janela.

Por alguns segundos, parece lutar contra as próprias palavras.

Então diz:

— Eu cresci acostumada com a ideia de ter um relacionamento com Cristo...

Tanya olha para ela.

Viktoriya também.

Mary Sue continua:

— Eu sabia como pensar sobre isso. Como rezar. Como falar. Como interpretar aquilo que eu sentia.

Ela abaixa os olhos.

— Havia uma estrutura.

Pausa.

— Um caminho.

Tanya permanece quieta.

— Mas Beto e Lilith...

Mary Sue hesita.

— Isso é muito complexo para eu entender.

Viktoriya sorri de leve.

— Porque parece diferente?

— Muito.

— Por quê?

Mary Sue pensa.

— Porque ele não fala dela como alguém que simplesmente adora uma divindade.

Ela procura as palavras.

— Ele fala como alguém que... conversa com ela.

Tanya corrige:

— Ou acredita conversar.

Mary Sue assente.

— Sim. Isso.

Pausa.

— Mas existe outra coisa.

— O quê? — pergunta Viktoriya.

Mary Sue olha para a porta por onde Beto saiu.

— Ele não parece querer alguma coisa dela.

Tanya levanta os olhos.

Mary Sue continua:

— Não quer poder. Não quer recompensa. Não quer proteção. Não quer que ela lhe dê alguma coisa.

Ela respira fundo.

— Ele simplesmente parece... grato por ela existir.

Silêncio.

Viktoriya olha para Tanya.

Tanya permanece pensativa.

— Isso é realmente diferente — admite.

Mary Sue quase sorri.

— Eu passei a vida inteira tentando entender o que Deus queria de mim.

Ela olha novamente para o campo.

— E agora encontro alguém que parece dizer que não precisa saber o que uma divindade quer.

Tanya cruza os braços.

— Isso provavelmente explica por que Beto é tão difícil de classificar.

Mary Sue ri baixinho.

— Ele é um herege.

Viktoriya:

— Definitivamente.

Tanya:

— Um herege perigoso.

Mary Sue finalmente sorri.

— Mas talvez...

Ela para.

— Talvez eu esteja entendendo uma coisa.

As outras duas esperam.

— Talvez uma relação com o divino não precise necessariamente começar com uma resposta.

Tanya olha para ela.

— Continue.

Mary Sue encara a noite.

— Talvez possa começar com uma pergunta.

Silêncio.

Viktoriya sorri.

— Você está filosofando.

Mary Sue suspira.

— Eu sei.

Tanya olha para ela.

— Está gostando?

Mary Sue pensa.

— **Isso é o que mais me preocupa.**

Naquela noite, Tanya está deitada sob o cobertor.

O quarto está escuro.

Silencioso.

Ela fecha os olhos.

E imediatamente volta ao campo.

O vento.

O rio.

As árvores.

Os vagalumes.

A escultura de Perun.

A sopa.

A mão de Beto.

Tanya abre os olhos.

— Ridículo.

Ela fecha novamente.

A lembrança volta.

O comichão na mão.

A sensação do tecido do casaco sobre os ombros.

A voz dele:

*“Pode segurar na minha mão se estiver com receio.”*

Tanya enterra o rosto no travesseiro.

— Ridículo.

Ela tenta pensar em outra coisa.

Relatórios.

Logística.

Estratégia.

Abastecimento.

Qualquer coisa.

Mas existe uma sensação.

Não exatamente uma presença física.

É apenas a impressão de que **alguém está observando**.

Tanya abre os olhos.

Nada.

Ela permanece imóvel.

— Entidade X?

Nenhuma resposta.

Tanya espera.

Nada.

A sensação, porém, permanece.

Não há hostilidade.

Não há ameaça.

Também não existe aquela sensação opressiva que ela associaria à Entidade X.

É...

Neutra.

Não.

Mais que neutra.

Quase compreensiva.

Como se aquela presença não estivesse julgando seus pensamentos.

Apenas os testemunhando.

Tanya sente um arrepio.

— Isso é absurdo.

Ela se vira de lado.

A mão ainda está formigando.

Ela a observa no escuro.

— Foi apenas uma caminhada.

Silêncio.

— Apenas uma sopa.

Mais silêncio.

— Apenas uma escultura.

Ela fecha os olhos.

— Apenas uma mão dada.

Pausa.

Tanya abre os olhos novamente.

— **E aquele maldito escritor.**

A sensação permanece.

— Não consigo nem organizar meus próprios pensamentos sem você aparecer de novo.

Ela puxa o cobertor até o nariz.

— Herege.

Pausa.

— Idiota.

Outra pausa.

— Convencido.

O canto da boca dela se move.

— E ainda por cima me empresta o casaco.

Tanya percebe o que acabou de dizer.

Fica vermelha.

— **Droga.**

Ela se vira para o outro lado.

A presença continua ali.

Sem exigir nada.

Sem responder.

Sem se revelar.

Tanya fecha os olhos.

E, contra toda a sua disciplina, deixa escapar um último murmúrio:

— Boa noite, Beto.

Silêncio.

Ela arregala os olhos.

— **Eu não disse isso.**

E, pela primeira vez naquela noite, a presença parece quase...

divertida.

Tanya puxa o cobertor sobre a cabeça.

— Eu odeio esta história.

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