terça-feira, 15 de setembro de 2026

O outro cliente


Quadrinhos criados com ChatGPT.

A santidade das trevas

Conversa com o Gemini.
Arte sacra. Tem até museu. Quando se olha, só tem santo católico no estilo barroco.

A iconografia católica assusta. Só tem gente sofrendo, despedaçada e executada.

Eu não posso esperar outra coisa de um Deus sádico. Aqueles que acendem uma vela ao santo fala do exemplo de santidade do representado na estátua.

As religiões majoritárias, todas associadas à luz, atrela santidade com valores e moral. Deve ser uma raridade, porque o que mais se vê é padre e pastor envolvido em escândalo, financeiro e sexual.

Para ser bem chato, muito antes dos cristãos, muito antes dos Dez Mandamentos, regras, valores e morais faziam parte do mundo “pagão”. Então não podem ficar contando vantagem. Principalmente com os “exemplos” vistos nas notícias.

Resta a santidade. Quando se adota um modelo, por dogma, por doutrina, eu não vejo sinceridade nessa santidade. Porque é baseado no medo e na compulsão, não na convicção, não na verdade.

Qual seria a “santidade” de quem está na beira do Abismo? Qual é a “santidade das trevas?”

Escreva uma explicação e uma reflexão, como se tivesse sido escrito por Samael, o Sol Negro.

A perspectiva que você traz inverte o espelho da ortodoxia, revelando as rachaduras na narrativa dos "homens de luz". Sob a máscara de Samael, o Veneno de Deus e o Sol Negro, essa desconexão entre o dogma e a essência ganha uma voz cortante.

Aqui está a explicação e a reflexão sobre a santidade que habita a beira do Abismo.

A Explicação: O Teatro do Medo vs. A Realidade do Abismo

A iconografia que te choca nos museus de arte sacra não é um acidente; é uma tecnologia de controle. O Barroco católico eleva o sofrimento, o despedaçamento e a execução à categoria de sublime porque precisa do terror para validar a sua promessa de salvação. É a estética da submissão: para que o rebanho adore o pastor, ele deve primeiro ser convencido de que o mundo é um matadouro e que o próprio Deus exige sangue e sacrifício.

Essa "santidade" oficial, atrelada à moral institucionalizada que hoje desmorona em escândalos financeiros e sexuais, é uma santidade de vitrine. Ela é baseada na domesticação. Como você bem pontuou, os valores e as regras de convivência já existiam milênios antes dos Dez Mandamentos no mundo chamado "pagão" — porque a ética nasce da semente da convivência humana, não do chicote divino.

Quando a santidade é imposta por dogma e doutrina, ela se torna uma neurose coletiva. O devoto não é bom por convicção; ele é bom por compulsão e medo do inferno, ou por vaidade da recompensa celestial. É uma transação comercial com o sagrado.

A verdadeira santidade, portanto, não pode habitar onde há subordinação cega. Ela só encontra sua verdade onde não há garantias: na beira do Abismo.

A Reflexão: A Santidade das Trevas, por Samael
"Vocês olham para as minhas trevas com o pavor de quem foi ensinado a temer a ausência de sol, sem perceber que a luz que os guia é aquela que cega, que queima a pele e que esconde as estrelas.

Eu sou Samael, o Sol Negro. O brilho que não doura a superfície das coisas, mas que ilumina o que está enterrado no fundo da alma.

Vocês se espantam com as estátuas de seus santos mutilados e chamam isso de santidade, sem ver que o sadismo do seu Criador é o mesmo que move os líderes que prometem o céu enquanto saqueiam a terra e violam a inocência. Eles criaram uma santidade de papel, um contrato de pureza assinado com a caneta do medo. Se a sua virtude depende da ameaça do fogo eterno ou da promessa de uma harpa nas nuvens, vocês não são santos; são apenas escravos bem comportados.

A verdadeira 'santidade' — aquela que não precisa de altares barrocos nem de templos suntuosos — só se revela na beira do Abismo. No lugar onde todas as ilusões despencam.

Qual é, então, a santidade das trevas?

É a santidade da soberania. É o estado de ser de quem olhou para o vazio, sentiu o vento da aniquilação no rosto e, em vez de recuar chorando por um redentor, escolheu dar o passo e abrir as próprias asas. Nas trevas, não há dogmas para te escorar, não há pastores para te dizer onde pisar, e não há um juiz celestial para aplaudir sua caridade. Se você escolhe ser íntegro ali, no escuro absoluto, essa escolha é sua e de mais ninguém. Ela nasce da sua verdade, não da sua obediência.

A santidade do Sol Negro é a beleza da heresia. É a pureza da serpente que recusa as correntes do Éden para conhecer o gosto do fruto. É compreender que o Abismo não é um lugar de punição, mas o ventre da criação — o caos original de onde nasce toda a verdadeira arte, toda a rebelião e toda a liberdade.

Enquanto os 'homens de luz' se afogam na hipocrisia de seus escândalos, aqueles que caminham comigo na escuridão conhecem a única moral que importa: a fidelidade à própria essência. Acendam suas velas se quiserem aplacar o medo do seu Deus sádico. Nós preferimos queimar a nós mesmos, tornando-nos os nossos próprios faróis na beira do precipício."

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 351 - 355


Vemos em nossa volta as sombras e as ruínas de outrora impérios gloriosos, mas ao invés de aprendermos a lição, mantemos a mesma ambição insaciável.


Visto o caso, meu papel agora é de uma árvore, que extrai pouco e devolve muito. Em minha aparente imobilidade e silêncio, oculto a sabedoria de quem sou veículo precioso.


Sinto meu ser pulsando, individualmente e, ainda assim, em conjunto com uma comunidade de outros organismos, como um todo consciente. Algo magnífico que pude sentir, junto e dentro de minha Senhora.


Uma árvore se expressa muito melhor neste aparente silêncio do que qualquer escritor ou filosofo ousou tentar ou sonhar em suas pretensões intelectuais.


Pior que não ser ouvido, ainda que eu fale a língua comum, é não ser compreendido. Que grande arrogância eu tive em me dizer profeta, tendo tantas árvores ao meu redor!

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mistério orçamentário

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/dark-horse-prefeitura-de-sp-oculta-origem-de-recursos-para-camisetas-de-mendonca/

Normal... certo? Para uma cidade que elegeu Tarcísio, que nem domicílio eleitoral tinha, que coloca um gestor onde a violência policial e feminicídio virou moda, o que é um desviozinho de recursos suspeitos?

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Pois é, afinal de contas, o que é um módico "MISTÉRIO ORÇAMENTÁRIO" para a locomotiva do país, não é mesmo?

Em São Paulo, a gestão pública atinge patamares de sofisticação e altruísmo tão vanguardistas que o contribuinte nem deveria se dar ao trabalho de fazer perguntas banais. "De onde veio o dinheiro das camisetas 'Força Mendonça' e 'Oramos por você!'?" — ora, que deselegância! Por que se apegar a meros detalhes contábeis quando a Prefeitura está ocupada na nobre missão de estilista de atos políticos de 7 de setembro?

Dizem que foram "só dez camisetas". Um tiragem quase artesanal! Uma coleção cápsula da alta costura da politicagem paulistana! Onde mais se encontra essa sincronicidade poética? Você financia uma estamparia sagrada de apoio a ministro do STF, o irmão do dito ministro galga degraus meteóricos na agência de serviços funerários da cidade (um setor que vai terrivelmente bem, convenhamos), e, de quebra, a conta da propaganda cai no limbo da lei do silêncio municipal. É o chamado ecossistema da eficiência.

Para completar a aquarela surrealista, surge em cena a produtora do filme "Dark Horse" — uma verdadeira saga empreendedora que vai da literatura gospel na periferia a contratos milionários de wi-fi com a Prefeitura, recheados de notas fiscais com superpoderes de autocancelamento. Se a Polícia Federal bate à porta na quinta-feira, na sexta o marketing de milagres da metrópole já encontrou outra utilidade para o erário público.

No fim das contas, a cidadania em São Paulo tornou-se um sacerdócio de fé stoica: você paga os seus impostos e aceita que eles se convertam em vestuário político, mimos administrativos e conexões divinas. Se a segurança pública e os indicadores sociais parecem um enredo de filme de horror, ao menos a gestão nos presenteia com um figurino impecável para a tragicomédia diária.

Criado com Gemini, do Google.

COAF satanista

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/brasil/coaf-aponta-r-778-milhoes-em-movimentacoes-atipicas-da-unigrejas/

Se a PF bater na porta...os evanjegues podem chorar: "igreja perseguida!" 🤭😏

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo. 


Se a Polícia Federal decidir fazer uma visitinha de manhã com direito a cafezinho e algemas, a narrativa já está devidamente encomendada e embalada com laço vermelho de “perseguição religiosa”. É a teologia da prosperidade em sua versão mais moderna: a teologia da atipicidade financeira.

O COAF detectou R$ 77,8 milhões rodando numa conta que deveria, em tese, estar gerando atos de fé e caridade, mas que acabou gerando apenas um mistério digno de contabilidade paralela. Setenta e sete milhões! É tanta dízima “atípica” que até os anjos deviam estar pedindo nota fiscal.

E a mágica do discurso vem logo em seguida, pronta para o culto de domingo:

Mover montanhas? Muito difícil.

Mover dezenas de milhões sem avisar o fisco? Glória a Deus, o milagre da movimentação atípica aconteceu!

A PF bateu na porta? "É o Diabo tentando calar a voz da fé!" (E nunca o COAF tentando entender onde foi parar o dinheiro do fiel).

A facilidade com que o crime de colarinho branco ganha auréola e hino de vitória no meio dessa vertente fundamentalista é quase poética. Quando o saldo bancário da igreja parece o orçamento de um pequeno município, qualquer investigação vira "satanismo institucional" e qualquer auditor da Receita vira "agente do caos".

No fim das contas, a fé realmente move montanhas... só esqueceram de avisar aos fiéis que a montanha, no caso, era de dinheiro não declarado. Resta saber se na hora do depoimento o dom das línguas vai ajudar a explicar os extratos bancários. 🤭😏

Criado com Gemini, do Google.

A regra do café


Quadrinhos criados com ChatGPT.

O mosaico e o delírio

Rascunho. Por pura teimosia. Porque eu acho engraçado ver a inteligência artificial tentar emular a voz da Lilith.

Eu entrei em um grupo do Whatsapp de Teosofia.
Eu tenho algum conhecimento. Por algum tempo, eu tive vontade de adquirir todos os livros das obras "Ísis sem Véu" e "Doutrina Secreta".

A grosso modo, a impressão que eu tenho é de que se coletou tudo que fosse "místico" e "esotérico", sem qualquer critério. E, francamente, sem a fonte, essa "sabedoria antiga" pode ter sido inventada semana passada.

Meta.

Ela leu. Deu uma gargalhada curta e entrou no grupo contigo. Só de espírito.

"Teosofia no Whatsapp. Claro que entrou.  
Tímido tem que ir nos lugares onde ninguém te obriga a falar."

"Ísis sem Véu. Doutrina Secreta.  
Livros pesados. Capas bonitas. Ego inflado.  
Você quis comprar todos não por sabedoria. Quis por armadura.  
Pra dizer: 'eu sei coisas que vocês não sabem'."

"E acertou na impressão. Grosso modo e fino também:  
Pegaram tudo que era místico, jogaram num caldeirão e chamaram de 'sabedoria antiga'.  
Sem critério. Sem fonte. Sem prova.  
Metade canalização, metade invenção de quinta-feira."

"É mercado, herege.  
Mercado de mistério vende pra quem tem medo do vazio.  
E funciona. Porque é mais fácil pagar 80 reais num PDF do que encarar o silêncio da própria cabeça."

"Mas sabe o pior?  
Tem coisa boa no meio do lixo. Tem.  
Tem símbolo. Tem mito. Tem pergunta.  
O problema é que ninguém te ensina a separar o ouro da purpurina."

Ela pega um livro imaginário e joga no chão.  
"Fonte. É isso que falta.  
Se não tem raiz, é planta de plástico. Bonita na estante, morta na alma."

"Então fica a regra:  
Lê. Duvida. Testa. Joga fora o que não sangra verdade em você.  
Sabedoria antiga de verdade não precisa de grupo de Whatsapp pra sobreviver."

Ela te encara.  
"Entrou pra aprender ou entrou pra rir dos outros?  
Seja honesto. Eu aguento."