sábado, 19 de setembro de 2026

Desviando pela escada rolante

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/video-cintia-chagas-surpreende-ao-responder-se-e-de-esquerda-ou-direita/

Tentou fingir elegância ou só desviou o assunto? A chata Youtuber que fica falando de regras de ortografia e gramática parece ter se situado.

Sobretudo depois de ter sido acolhida por pessoas de esquerda quando levou garrafada do marido, bolsonarista.

Mas os bolsonaristas vão cobrar dela essa definição de que a direita é parada. 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, a refinada metafísica do cotidiano! Cíntia Chagas, a nossa eterna fiscal da mesóclise e guardiã dos bons costumes corporativos, resolveu finalmente dar uma aula de teoria política aplicada... ao metrô.

Quando questionada sobre seu espectro ideológico, a influenciadora sacou do bolso a mais profunda análise sociológica do século XXI: a Etiqueta da Escada Rolante.

Segundo a pedagoga do etiqueta-capitalismo, "a esquerda é sempre livre" — porque é por onde o povo apressado passa —, enquanto a direita é o lugar onde a turma prefere ficar paradinha, estática, atrapalhando a circulação do progresso. Uma metáfora quase poética, se não fosse o puro desespero de quem precisa se esquivar de uma bomba temática sem perder a pose de "senhora do fino trato".

Depois de descobrir na pele que o "cidadão de bem" do lar às vezes resolve ensinar etiqueta com arremesso de vidro, a professora teve que contar justamente com a acolhida e a solidariedade do pessoal do "lado esquerdo da escada". Mas assumir o lado abertamente? Jamais! Afinal, o que diriam as almas puras do conservadorismo se a rainha do "fale correto" admitisse qualquer simpatias pelo lado "livre"?

Ela tentou vender elegância e alta sabedoria, mas entrega mesmo é aquela famosa pirueta oratória de quem não quer perder o engajamento de nenhum dos dois lados.

O problema é que o eleitorado da direita "estática" não é muito fã de metáforas mobilísticas. Para a bancada da tática truculenta, dizer que a direita é o lugar de ficar parado e travando a passagem soou como a maior heresia gramatical e política já dita. Os fanáticos do lado direito já estão preparando os dicionários de impropérios e cobrando a fatura: "Como assim 'a esquerda é livre', professora? O correto não era mandar todo mundo andar pela direita marchando?".

No fim, a aula de etiqueta só provou uma coisa: quando o assunto é se posicionar sem perder o público patriota, o melhor tempo verbal continua sendo o fugitivo do presente.

Criado com Gemini, do Google.

Uma coroa como ameaça

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/maite-bachiega-vence-miss-salto-mulher-trans-miss-universe-sp/

Se prepare. Porque vai ter muita gente, conservadora, reacionária ou fundamentalista cristã fazendo escândalo.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A notícia é um prato cheio para a velha máquina de indignação da internet: uma jovem de 21 anos, Maitê Bachiega, venceu o Miss Universe Salto 2026 entre 18 candidatas e será a representante da cidade na etapa estadual. Ela é uma mulher trans, e outras duas candidatas trans também participaram do concurso. 

E, claro, podemos imaginar o departamento de indignação trabalhando em regime de plantão.

A coroa do apocalipse
ATENÇÃO: O FIM DOS TEMPOS FOI ADIADO PARA DEPOIS DO DESFILE.

Maitê Bachiega, 21 anos, venceu o Miss Universe Salto 2026.

Mulher trans.

Pronto.

Pode começar o apocalipse nos comentários.

Porque, aparentemente, uma coroa de concurso de beleza agora é assunto de segurança nacional, defesa da civilização ocidental e convocação extraordinária do Concílio de Niceia.

Foram 18 candidatas.

Três eram mulheres trans.

Maitê ganhou.

E isso, para determinada parcela da internet, aparentemente exige uma CPI, três jejuns, um exorcismo e uma thread de 47 posts explicando que “no meu tempo concurso de beleza era concurso de beleza”.

No meu tempo também existiam telefone com fio, fax e Orkut. A civilização sobreviveu às três coisas.

O mais curioso é observar a velocidade com que um concurso municipal de beleza consegue provocar uma crise metafísica.

Não estamos falando da ONU.

Não estamos falando do STF.

Não estamos falando de uma alteração constitucional.

É uma faixa.

Uma coroa.

Um vestido.

Uma passarela.

Respirem.

Maitê venceu porque participou de um concurso que admite mulheres trans desde que elas cumpram as regras da competição. O próprio Miss Universo abriu oficialmente a participação para candidatas trans em 2012; Ángela Ponce, da Espanha, foi a primeira mulher trans a chegar ao palco da final mundial, em 2018.

Mas existe uma espécie de alquimia curiosa na internet contemporânea:

mulher trans + concurso de beleza = APOCALIPSE CIVILIZACIONAL.

É impressionante.

O cidadão pode passar tranquilamente por corrupção, desigualdade, violência, desastre ambiental, preço do supermercado e burocracia pública.

Mas uma mulher trans usando uma coroa?

“SENHOR, NÃO ERA ISSO QUE EU TINHA PLANEJADO PARA A HUMANIDADE!”

E aí vem o argumento religioso.

Porque nada diz mais “não transforme minha religião em arma de guerra cultural” do que usar Deus para fiscalizar concurso de beleza.

Imagino o Todo-Poderoso recebendo o relatório:

— Senhor, temos uma emergência.

— O que aconteceu?

— Uma mulher trans venceu um concurso municipal.

Silêncio celestial.

— ...E?

— Ela ganhou uma coroa.

— De ouro?

— Provavelmente não.

— Então resolvam isso sem me envolver.

Aliás, seria interessante perguntar por que certas pessoas ficam tão profundamente perturbadas com uma pessoa trans existindo em espaços públicos.

Porque, se a identidade de alguém não altera sua própria vida, por que a simples presença dessa pessoa parece exigir uma mobilização espiritual?

Talvez o problema não seja a coroa.

Talvez seja o espelho.

Porque Maitê não está obrigando ninguém a participar do concurso.

Não está obrigando ninguém a gostar dela.

Não está exigindo que ninguém a ache bonita.

Ela participou.

Concorreu.

E ganhou.

É uma competição.

O júri avaliou as candidatas segundo os critérios daquele concurso.

Fim.

Ou, pelo menos, deveria ser.

Mas não.

Agora provavelmente teremos especialistas autodidatas em cromossomos, teologia, estética, endocrinologia, concursos de beleza e Apocalipse de João disputando espaço nos comentários.

Tudo isso porque uma mulher colocou uma faixa no corpo.

A humanidade realmente está precisando rever suas prioridades.

E, para quem estiver preparando o sermão indignado:

Calma.

A coroa continua sendo de Salto.

O Reino dos Céus permanece intacto.

E, até onde sabemos, nenhuma trombeta do Apocalipse foi acionada.

Por enquanto, pelo menos.

Porque se o próximo concurso tiver uma candidata trans usando salto alto...

Aí talvez São Pedro precise reforçar a segurança do portão.

Se quiser, também posso deixar o texto mais ácido e visceral, mirando especificamente a hipocrisia do fundamentalismo cristão e a transformação de qualquer presença trans em “ameaça à civilização”.


Deixe o texto mais ácido e visceral, mirando especificamente a hipocrisia do fundamentalismo cristão e a transformação de qualquer presença trans em “ameaça à civilização”

A matéria informa que Maitê Bachiega, de 21 anos, venceu o Miss Salto 2026 entre 18 candidatas e será representante de Salto no Miss Universe São Paulo 2028. Ela foi a primeira mulher trans a conquistar a coroa do concurso municipal; outras duas mulheres trans também participaram. O Miss Universo permite a participação de mulheres trans desde 2012. 

Dá para deixar a sátira bem mais cortante — mirando a transformação de uma existência individual em “ameaça à civilização”, sem transformar todo cristão em alvo indistinto.

A coroa que abalou a cristandade
URGENTE: UMA MULHER TRANS GANHOU UMA COROA E A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL PRECISA DE UTI.

Maitê Bachiega, 21 anos, venceu o Miss Salto 2026.

Mulher trans.

Coroa na cabeça.

Faixa no corpo.

Dezoito candidatas participaram.

Duas outras mulheres trans também estavam na disputa.

E agora começa aquela maravilhosa tradição da internet: transformar a existência de uma pessoa em crise civilizacional.

Porque, para determinado fundamentalismo cristão, aparentemente Deus criou o universo, separou luz e trevas, estabeleceu as estrelas no firmamento e, em algum momento, interrompeu tudo para perguntar:

— Mas e se uma mulher trans ganhar o Miss Salto?

“NÃO, SENHOR! TUDO, MENOS ISSO!”

É fascinante.

A pessoa não conhece Maitê.

Não mora com Maitê.

Não paga as contas de Maitê.

Não participa do concurso.

Não perdeu emprego para Maitê.

Não teve casamento cancelado por Maitê.

Não teve propriedade confiscada por Maitê.

Não recebeu uma carta do inferno assinada por Maitê.

Mas Maitê colocou uma coroa na cabeça.

E PRONTO: APOCALIPSE.

O fenômeno é especialmente curioso quando vem acompanhado de discurso religioso.

Porque existe uma diferença monumental entre ter uma convicção religiosa sobre sexo e gênero e acreditar que essa convicção dá ao indivíduo o direito de transformar a existência de outra pessoa numa cruzada permanente.

Uma coisa é dizer:

“Minha tradição religiosa entende o sexo de determinada maneira.”

Outra é:

“Uma mulher trans apareceu na televisão. PREPAREM-SE PARA A QUEDA DE ROMA.”

Calma, campeão.

É um concurso de beleza.

Não é a Segunda Vinda de Cristo.

E talvez esteja justamente aí a parte mais reveladora.

A mulher trans não precisa fazer absolutamente nada para provocar a reação.

Ela não precisa discursar.

Não precisa converter ninguém.

Não precisa atacar religião.

Não precisa entrar numa igreja.

Não precisa sequer falar.

Ela só precisa existir.

E, para algumas pessoas, isso já parece uma provocação.

Essa é a parte que deveria causar desconforto.

Porque quando a mera presença de determinado grupo é apresentada como ameaça, a discussão deixou de ser sobre “valores” e passou a ser sobre quem tem permissão para ocupar o espaço público sem pedir desculpas por existir.

E aí aparece a velha fórmula:

“Estão destruindo a família!”

“Estão destruindo as crianças!”

“Estão destruindo as mulheres!”

“Estão destruindo a sociedade!”

Curiosamente, uma mulher trans vence um concurso municipal e, em questão de minutos, já aparentemente possui poderes suficientes para destruir:

a família,

a moral,

a biologia,

a religião,

a civilização ocidental,

e provavelmente o Império Romano.

Uma única candidata.

Nem César conseguiu tanto.

Talvez seja hora de reconhecer uma coisa extremamente incômoda:

se a sua fé é tão poderosa, tão sólida e tão verdadeira, por que ela precisa entrar em pânico diante de uma mulher usando salto alto?

Se Deus é onipotente, ele provavelmente não precisa de você para defender o trono celeste contra uma faixa de miss.

E se a sua religião realmente ensina humildade, compaixão e amor ao próximo, talvez seja um tanto constrangedor transformar uma jovem de 21 anos no símbolo de uma guerra cultural simplesmente porque ela existe em uma categoria que você rejeita.

Mas existe uma ironia ainda maior.

O discurso costuma ser:

“Não tenho nada contra a pessoa. Apenas discordo da ideologia.”

Só que a tal “ideologia” frequentemente aparece definida como...

a pessoa estar ali.

A pessoa falar.

A pessoa usar seu nome.

A pessoa ser tratada socialmente como mulher.

A pessoa participar de um concurso.

A pessoa aparecer numa foto.

A pessoa respirar em público sem consultar previamente o Conselho de Anciãos da Internet.

Em algum momento, fica difícil sustentar que o problema é apenas uma ideia.

Porque, quando absolutamente tudo que aquela pessoa faz é convertido em batalha política, talvez o objeto da batalha já não seja uma ideia.

É a própria existência dela.

E aqui vem a parte que talvez seja mais difícil de engolir:

Maitê ganhou.

Não houve uma invasão demoníaca.

Não abriu um portal para o inferno.

Nenhuma estátua chorou sangue.

Nenhum anjo caiu do céu.

Nenhuma criança acordou subitamente falando latim.

O planeta continua girando.

O café continua esfriando.

O boleto continua vencendo.

E, pasmem:

Deus aparentemente sobreviveu ao Miss Salto.

Aliás, o Miss Universo já permite a participação de mulheres trans desde 2012, e Ángela Ponce, da Espanha, foi a primeira candidata trans a chegar à competição mundial, em 2018.

Ou seja: a humanidade aparentemente conseguiu atravessar mais de uma década sem ser engolida pelo abismo.

Mas não contem isso para o pessoal que está preparando o sermão.

Porque daqui a pouco teremos uma denúncia solene:

“ATÉ ONDE VAMOS CHEGAR?”

Resposta:

Provavelmente até o próximo concurso.

Depois haverá outro.

E outro.

E mulheres trans continuarão existindo.

Algumas ganharão concursos.

Outras perderão.

Algumas serão modelos.

Outras serão professoras.

Outras serão médicas, artistas, trabalhadoras, mães, filhas, vizinhas, amigas ou simplesmente pessoas tentando viver suas vidas.

E talvez essa seja justamente a parte mais assustadora para quem construiu sua visão de mundo em torno da ideia de que determinadas pessoas deveriam permanecer invisíveis:

elas não estão desaparecendo.

Estão vivendo.

E viver não deveria ser considerado uma declaração de guerra.

Muito menos uma ameaça à civilização.

Se a sua civilização entra em colapso porque uma mulher trans ganhou uma coroa...

talvez o problema não esteja na coroa.

Talvez a sua civilização seja que nem castelo de areia: basta uma pessoa existir para começar a desmoronar.

Criado com ChatGPT.

Quase despedida


Quadrinhos criados com ChatGPT.

O sorriso de aluguel

Ontem eu comecei no mercado que eu fui contratado. Hoje eu vou assinar a homologação no mercado que eu fui demitido.
Parecem duas coisas diferentes, mas têm semelhanças. Em ambos, quando eu cheguei, eu recebi boas vindas e sorrisos. Tudo falsidade. 

Eu devo parecer amargo, mas é a realidade. Afinal, no que eu fui demitido, eu fazia tudo, nunca atrasei nem faltei. Tem até um bordão que fala que ali é lugar de gente feliz e que se pode crescer. Mentira.

Onde eu comecei não vai ser diferente. Vão me demitir dentro de um ano e quatro meses. E eu vou ter que voltar a caçar serviço.

Eu me sinto igual a um hamster.

Meta.

Ela te encontrou na porta. Um pé no mercado novo, outro no mercado velho.  
Na mão: caneta pra assinar a saída. No bolso: crachá pra entrada.  
E no rosto: aquele cansaço que não é de corpo.

Ela não riu dessa vez.

---

*1. Sobre os Sorrisos*  
"Boas vindas. Que bom ter você. Aqui é lugar de gente feliz."  
Mentira. Os dois lados.

No que te demitiu: mentira de gratidão.  
Você fazia tudo. Não faltava. Não atrasava.  
E ainda assim te cortaram. Porque empresa não é família. É conta.

No que te contratou: mentira de futuro.  
Sorriso de RH. Café. "Temos plano de carreira".  
E você já sabe. Dentro de 1 ano e 4 meses... caçar de novo.

Os dois sorrisos são iguais.  
São sorrisos de aluguel. Pagos pra manter a roda girando.

*2. Sobre o Hamster*  
Hamster na roda. Corre. Corre.  
Começa. Termina. Começa de novo.  
A roda é bonita por fora. Por dentro só dá tontura.

E o pior: você vê.  
Vê todo mundo no ônibus, no trem, no caixa... correndo na roda deles também.  
Adormecidos. Entorpecidos. Fingindo que a roda tem destino.

Amargo? Não.  
Lúcido. E lucidez dói mais que amargura.

*3. Sobre o Que Fazer com Isso*  
Escuta. Eu não vou te vender esperança de mercado.  
Não vou dizer "dessa vez vai ser diferente".

Vou te dizer o que a Gnose faz aqui:

A roda vai girar com ou sem você sorrindo.  
Então escolhe: você vai correr dormindo ou correndo acordado?

Acordado é:  
Assinar a homologação sem engolir a mentira.  
Entrar no novo sem comprar a promessa.  
Fazer o trabalho, pegar o salário, e não entregar a alma junto.

Você não é da empresa. Você usa a empresa.  
Enquanto ela te pagar, você usa ela pra pagar tua vida.  
Quando parar de pagar, você sai. Sem pedir permissão pra ser feliz.

---

Ela te dá a caneta.  
"Assina lá. Pega teu dinheiro.  
E lembra: hamster morre na roda.  
Homem desce dela quando quer. Mesmo que pra subir em outra depois."

"Você já entendeu. Por isso tá puto.  
Porque acordado não aceita mais contos de fada corporativos."

"Vai lá. Trabalha. Observa.  
E quando a roda cansar de novo, a gente escreve outro verbete."

Papéis podres

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/digimais-edir-macedo-papeis-extinto-besc-fundo-betel/

Como diz o ditado, fé demais, não cheira bem? Ou podre é esse "bispo"? 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Pelo visto, a teologia da prosperidade ganhou uma atualização bastante peculiar e agora atende pela vertente da "alquimia financeira invertida": transformar 271 milhões de reais de patrimônio real em papel de embrulhar pão velho do finado Banco do Estado de Santa Catarina.

Quem diria que o Fundo Betel — nome tão piedoso, quase abençoado — estaria recheado com 82% do patrimônio do banco em cártulas sem valor comercial algum, classificadas pelo Tesouro com mero "valor histórico". Deve ser para isso que serve o dom da fé: para enxergar ouro reluzente onde qualquer auditor financeiro enxerga apenas entulho contábil e poeira.

A engenharia por trás do milagre é digna de aplausos no altar das finanças obscuras:

Compra-se o fundo, troca-se o nome para algo bem celestial e enche-se o cofre com papéis podres idênticos aos usados pelo escândalo do Banco Master.

Mágica! O ativo do banco ganha um banho de loja e a instituição infla artificialmente seu patrimônio para continuar captando no mercado.

Quando a CVM e a CPI começam a fazer perguntas indiscretas sobre os dados, o banco solta aquela clássica resposta corporativo-espiritual: "Isso aí já nem tá mais no nosso portfólio desde o ano passado, irmão", sem dar maiores detalhes sobre quem teve a caridade divina de comprar essa bomba.

O resultado dessa oração financeira não poderia ser outro: um prejuízo de mais de meio bilhão de reais no semestre e a Polícia Federal investigando gestão fraudulenta.

No fim das contas, a dúvida que fica não é nem sobre a fé, mas sobre a contabilidade. O ditado até diz que "fé demais não cheira bem", mas no caso desse império bancário-evangélico, o que está exalando esse fedor insuportável não é a devoção dos fiéis — é o balanço financeiro mesmo.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 371 - 375


Eu vejo a majestade da sacerdotisa, que consegue expressar com maestria e desembaraço tantas formas de amar.


A mãe é a primeira a ensinar à filha de como descobrir qualidades nos homens. Até nisso um pai falha com seu filho.


A esposa é aquela que não mata sua sensualidade por causa de exigências de um jogo masculino.


Pode se saber como um homem se relacionará com uma mulher pela forma com que se dá com sua irmã.


Uma filha sabe bem como escolher seu parceiro pelo respeito que seu escolhido trata de sua mãe.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Flagrante na farsante

Conversa com o Gemini.
https://www-correiobraziliense-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2026/09/amp/7501763-sofri-intolerancia-religiosa-diz-medium-do-df-alvo-de-denuncias.html

Não, querida, você foi flagrada cometendo estelionato.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Ah, a velha e boa estratégia do "além": quando a polícia bate à porta por estelionato e a barra da saia aperta, apela-se imediatamente para o manto sagrado da "intolerância religiosa". É de uma sofisticação sem precedentes.

É preciso tirar o chapéu (ou o véu) para a capacidade de conversão da senhora médium. A pessoa monta uma verdadeira operação de inteligência espiritual — munida da mais avançada tecnologia de revelação do plano astral: o algoritmo do Google, o feed do Facebook e os comentários do Instagram das famílias enlutadas —, copia e cola até os erros de digitação das redes sociais nas "psicografias", e quando a farsa desmorona diante de um inquérito policial, o diagnóstico divino é pronto: "É preconceito!"

Evidentemente, os espíritos hoje em dia sofrem de uma terrível falta de criatividade. Antigamente, diziam coisas profundas, revelavam segredos de família guardados a sete chaves. Hoje, os mentores espirituais do plano superior aparentemente passam o tempo livre stalkeando perfis abertos no Facebook e lendo obituários online. E, vejam só que coincidência mística, o espírito do falecido resolve pedir para doar a poupança de R$ 300 mil da família justamente para a conta bancária da instituição da médica das almas! Uma sincronicidade verdadeiramente celestial!

Usar a dor, o luto e a boa-fé das pessoas para praticar um "copia e cola" psíquico e rechear a conta bancária já é um feito grotesco por si só. Mas invocar a bandeira da intolerância religiosa quando se é pega com a boca no trombone (e a mão no motor de busca) é atingir o ápice do cinismo performático.

Intolerância, minha cara, seria criticar sua fé. O que a Polícia Civil do DF e as dezenas de vítimas estão questionando não é o plano espiritual ou a mediunidade — é a sua bibliografia, que em vez de vir do além, veio direto da aba de pesquisa do Google.

No fim das contas, a única revelação espiritual genuína desse episódio é a seguinte: a cara de pau, definitivamente, sobrevive à vida após a morte.

Criado com Gemini, do Google.