sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Isso não está no LinkedIn

Conversa com o Gemini.
https://www.moneytimes.com.br/empresario-que-demitiu-funcionarios-por-chamada-no-zoom-e-retirado-do-cargo-isca/

Plot twist ou karma? 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico. 


Quem diria que demitir 900 pessoas em uma única chamada de Zoom de três minutos, às vésperas do Natal, não seria a melhor estratégia para se consolidar como o "Líder do Ano"?

Definitivamente, o universo tem um senso de humor impecável. Se é karma ou plot twist, o resultado é poético: Vishal Garg, o executivo que achou que o botão de mute do Zoom vinha acompanhado do poder supremo de ceifar carreiras num piscar de olhos, descobriu que o próprio conselho de administração também sabia usar a opção "remover participante da reunião".

A trajetória do nosso ilustre ex-CEO é uma verdadeira lição de liderança moderna:

Demita quase mil pessoas sem piscar.

Seja afastado pelo vexame público.

Volte um mês depois alegando ter conversado com um coach corporativo e "refletido profundamente".

Derreta o valor da sua empresa de US$ 8 bilhões para US$ 300 milhões (porque nada diz "eficiência" como perder 93% das ações).

Seja finalmente substituído e reclame que foi enganado.

O detalhe mais fascinante dessa comédia corporativa é a ironia da narrativa. O sujeito que usou inteligência artificial para substituir seres humanos acabou vítima do mais antigo, analógico e clássico golpe de escritório: a rasteira do conselho de administração.

Aparentemente, nem o coach corporativo, nem os algoritmos de IA conseguiram prever que a empatia zero e a gestão catastrófica tinham data de validade. Que triste dia para a cultura do "workaholic insensível", não?

Pelo menos agora ele terá bastante tempo livre para refletir sobre a vida — e, com sorte, a próxima reunião em que o removerem será presencial, só para ele ter o gosto de ver a porta se fechar por fora. 😏🤭

Criado com Gemini, do Google.

A sopa de Perun - IV



Beto olha para Tanya, ainda segurando sua mão.

— Melhor nós voltarmos antes que a Viktoriya fique com ciúmes.

Ele abre um sorriso luminoso.

Tanya fica imóvel por um segundo.

Olha para a mão dos dois.

Depois para Beto.

— Ciúmes?

— Foi uma hipótese.

— Uma hipótese bastante imprudente.

Beto começa a caminhar.

— Por isso mesmo precisamos voltar rapidamente.

Tanya o acompanha, tentando esconder um sorriso.

— Você tem consciência de que Viktoriya provavelmente ouviu?

— Tenho.

— E mesmo assim disse?

— Tenho.

Atrás deles, uma voz:

— **Ouvi mesmo.**

Beto congela.

Tanya fecha os olhos.

— Eu avisei.

Viktoriya está parada alguns metros adiante, com os braços cruzados.

— Então?

Beto olha para Tanya.

Tanya olha para Beto.

— Corre — ela murmura.

Beto começa a rir.

E os três voltam para o gabinete enquanto o campo permanece para trás, silencioso sob o céu noturno.

Perun continua onde estava.

Sem explicar absolutamente nada.

Beto percebe que Viktoriya ainda está olhando para ele.

— Antes que alguém fique realmente brava...

Ele começa a cantar.

Uma velha melodia rural, simples e repetitiva.

Não há menção ao Partido.

Não há generais.

Não há impérios.

A canção fala da terra escura depois da chuva.

Da semente enterrada.

Das mãos que plantam.

Do trigo que cresce.

Da colheita que pertence primeiro à comunidade e só depois a qualquer indivíduo.

Tanya olha para ele, surpresa.

— Você conhece isso?

Beto continua cantando.

— Conheço algumas canções.

Viktoriya começa a sorrir.

— E você acha que cantar vai me fazer esquecer o que disse?

Beto canta ainda mais alto.

— **Não.**

Tanya ri.

— Ele está tentando distraí-la.

— Eu percebi — responde Viktoriya.

Beto continua:

— A terra não pergunta quem plantou.
— A chuva não pergunta quem colhe.
— O inverno não pergunta em qual partido você vota.

Tanya finalmente começa a rir.

— Isso sequer é uma música tradicional.

— Agora é.

Viktoriya balança a cabeça.

— Herege.

— Essa acusação está ficando recorrente.

A melodia prossegue.

Fala de vizinhos que se ajudam quando a colheita é ruim.

De uma família que oferece pão à outra.

De crianças correndo entre os campos.

De uma aldeia que não precisa de uma autoridade central para descobrir que alguém está precisando de ajuda.

Tanya observa em silêncio.

— Essa comunidade que você está cantando...

Beto olha para ela.

— Sim?

— Não parece com a comunidade do Partido.

— Não é.

— Então o que é?

Beto diminui o ritmo da canção.

— É o que acontece quando pessoas descobrem que podem cuidar umas das outras sem alguém precisar mandar.

Viktoriya olha para os campos.

— Uma comunidade espontânea.

— Exatamente.

Tanya pensa por alguns segundos.

— Interessante.

Beto sorri.

— Você está aprovando?

— Não exagere.

Ela olha para Viktoriya.

— Mas admito que prefiro isso a uma reunião política.

Viktoriya ri.

— Eu também.

Beto volta a cantar.

Dessa vez, Viktoriya acompanha.

Depois de alguns versos inventados, Tanya hesita.

Finalmente, quase inaudível, acompanha também.

Três vozes diferentes.

Nenhuma delas perfeitamente afinada.

Nenhuma delas obedecendo a um maestro.

E, por alguns minutos, **não existe Império, Partido, União, propaganda ou disputa metafísica.**

Existe apenas o caminho de volta.

A terra sob os pés.

O vento passando pelo campo.

E uma pequena comunidade improvisada que nasceu sem ninguém ter ordenado que ela existisse.

O grupo já está quase deixando o campo quando o camponês chama:

— Esperem!

Beto se vira.

O homem se aproxima carregando uma grande cumbuca de madeira.

Dela sobe vapor.

É uma sopa espessa, quente, feita de raízes, grãos e alguma carne. Comida simples. Comida de quem conhece o inverno e sabe que ninguém deveria atravessá-lo de estômago vazio.

O camponês estende a cumbuca.

— Para vocês.

Tanya olha para a comida.

Depois para o homem.

— Para nós?

— Para vocês.

Ela olha para Beto, desconfiada.

— Por quê?

O camponês responde como se a pergunta fosse estranha.

— Porque o solo conhece os seus.

Tanya fica imóvel.

— O solo... conhece os seus?

O homem assente.

— Perun pediu.

Silêncio.

Tanya olha imediatamente para Beto.

Mas o camponês ainda não terminou:

— E uma dama de vestido preto e vermelho pediu também.

O sorriso de Beto desaparece.

Tanya percebe.

Viktoriya também.

Mary Sue fica séria.

— Uma dama? — pergunta Tanya.

— Sim.

— Onde?

O camponês aponta para o campo.

— Por ali.

Tanya olha.

Não há ninguém.

— Quando?

O homem dá de ombros.

— Antes de vocês chegarem.

Tanya volta-se lentamente para Beto.

— Você conhecia essa mulher?

Beto não responde.

— Beto?

Ele olha para a cumbuca.

Depois para o horizonte.

— Não.

Tanya estreita os olhos.

— Você está mentindo?

— Não.

Ela fica alguns segundos observando o rosto dele.

Então percebe alguma coisa.

Beto está emocionado.

Não triunfante.

Não satisfeito.

**Emocionado.**

O camponês estende novamente a comida.

— Comam enquanto está quente.

Tanya hesita.

— E se eu não acreditar em Perun?

O homem sorri.

— A sopa não exige que a senhora acredite nele.

Viktoriya solta uma pequena risada.

Beto também.

Tanya finalmente aceita a cumbuca.

— Isso é...

Ela procura a palavra.

— ...absurdamente pragmático.

O camponês dá de ombros.

— É sopa.

Tanya prova uma colher.

Quente.

Grossa.

Simples.

Boa.

Ela olha para Beto.

— Não diga nada.

— Eu não disse nada.

— Seu rosto está dizendo.

Beto sorri.

— Estou apenas pensando.

— Em quê?

Ele olha para a escuridão onde o camponês disse ter visto a mulher.

— Que talvez os Deuses realmente falem de várias formas.

Tanya olha para o céu.

Depois para a sopa.

Depois para Beto.

— Ou talvez alguém simplesmente tenha sido gentil.

Beto sorri.

— Também é uma possibilidade.

Tanya toma outra colher.

E não pergunta mais nada.

Porque, naquela noite, talvez não fosse necessário decidir **quem** havia pedido a sopa.

Bastava reconhecer que alguém — humano ou divino — havia pensado neles.

E, por enquanto, isso era suficiente.

Criado com ChatGPT.

Igualdade, só no Paganismo Moderno

Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/reclaimingthetruth/2026/08/womens-equality/

Igualdade? Eu chamo de desonestidade intelectual. O que não faltam são trechos que tiram a humanidade da mulher.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

Pista: Jezebel.


Ah, o bom e velho contorcionismo exegético! Nada como ver apologistas religiosos folheando textos milenares com marcadores de texto rosa para tentar nos convencer de que a Idade do Bronze era, na verdade, um grande retiro feminista progressista.

É impressionante como artigos como "The Ancient Roots of Women's Equality in Judaism" conseguem transformar séculos de regramento patriarcal, leis de pureza obsessivas e a coisificação da mulher em uma espécie de manifesto precursor do Women's Equality Day. É a famosa desonestidade intelectual fantasiada de erudição inclusiva.

Vamos ao sarcasmo que essa pérola merece:

O Grande Manual da Igualdade Patriarcal (Ou: Como Passar Pano na História)
É preciso admirar a ginástica mental necessária para defender que as raízes da igualdade de gênero estão fincadas em textos antigos. De acordo com essa narrativa "cor-de-rosa", as mulheres na Antiguidade eram praticamente CEO’s do lar, profetisas respeitadas e detentoras de direitos sexuais invejáveis!

Claro, esquece-se convenientemente do pequeno detalhe de que, na vastidão das escrituras patriarcais, a mulher transita entre duas categorias fundamentais: a propriedade útil e a ameaça demoníaca.

1. A Síndrome de Jezebel: Quando a Mulher Decide Não Obedecer
Ah, Jezebel... A personagem favorita de todo apologista quando precisa lembrar ao público o que acontece com uma mulher livre, soberana, com agência política e religiosa.

No dicionário da piedade antiga:

Se a mulher é dócil, acata o marido e gera herdeiros: “Vejam como a respeitamos! Até compramos um vinhedo para ela gerenciar no Provérbios 31!”

Se a mulher exerce poder autônomo, recusa o dogma dominante e exige a própria coroa: “Vagabunda, idólatra, maquiada! Joguem-na aos cães!”

A narrativa de Jezebel é o protótipo da misoginia institucional: demonizar a liderança feminina independente para depois vender a "submissão honrada" como o ápice da emancipação. Se a mulher tem poder sob as regras dos homens, ela é uma "débora" festejada; se tem poder com voz própria, vira a Jezebel devorada por mastins. Mas claro, nos contam hoje que isso é um "respeito profundo à intuição feminina".

2. O "Direito" Como Concessão Protetora
Citar o Ketubot ou a Mishnah para provar "igualdade" é quase poético de tão cínico. "Olhem só: o marido tinha obrigação de dar atenção à esposa!" Que avanço humanitário sublime! O texto legal estipula obrigações sobre a mulher exatamente da mesma forma que estipula o uso de um gado ou o manejo de uma propriedade. Tratar o privilégio conferido pelo proprietário como "direitos de igualdade" é o equivalente a dizer que um senhor feudal era um pioneiro dos direitos trabalhistas porque dava sopa quente aos servos no inverno.

E as leis de contaminação e pureza (Niddah)? A mulher menstruada ou que acabou de dar à luz (especialmente se o bebê for uma menina, o que dobra o tempo de "impureza"!) é tratada como um risco biológico ambulante. Mas, na lente cor-de-rosa do revisionismo moderno, isso não é tabu nem misoginia: é respeito ao mistério feminino.

3. A Humanidade Condicionada
Onde está a humanidade da mulher quando ela é negociada por dotes, punida com apedrejamento por não apresentar provas de virgindade no nupcial, ou reduzida a um receptáculo sem nome em dezenas de genealogias?

Ela simplesmente não existe — a menos que possa ser enquadrada no molde conveniente da "esposa virtuosa". A própria figura da mulher autônoma, aquela que não pede licença aos sacerdotes nem se desculpa por sua sensualidade ou intelecto, foi varrida para debaixo do tapete (ou jogada da janela da torre, para manter a metáfora de Jezebel).

Conclusão
Reescrever a história para fingir que a igualdade de gênero nasceu nos dogmas de religiões patriarcais não é apenas ingenuidade; é desonestidade intelectual pura.

A igualdade moderna não foi dada de presente por sábios antigos, nem por textos que mandam cães devorarem rainhas insubmissas. Ela foi conquistada apesar dessas tradições, à custa de muita resistência contra o mesmo moralismo que, até hoje, tenta nos convencer de que a gaiola de ouro do patriarcado sempre foi, na verdade, um palácio de emancipação.


Outra pista: Dalila.


Ah, Dalila! Se Jezebel é o arquétipo da "mulher soberana que precisa ser destruída", Dalila é a "mulher inteligente que o patriarcado jamais perdoará por ter sido mais esperta que o seu herói bombado".

É fascinante notar como o revisionismo apologético adora citar profetisas e donas de casa virtuosas para vender a ilusão de uma "igualdade ancestral", enquanto varre para debaixo do tapete o ódio visceral reservado a qualquer mulher que ouse usar a cabeça — ou a sensualidade — para virar o jogo contra o poder dominante.

A Anatomia de um "Vilão": O Pecado de Ter Intelecto
A história tradicional vende Sansão como o herói trágico e Dalila como a grande "traidora pérfida". Mas vamos olhar para a cena sem as lentes do dogma:

1. O Herói vs. A Estrategista
Sansão é retratado como um homem governado por impulsos brutos, impulsivo, movido por fúria, caprichos e uma força física descomunal. Do outro lado temos Dalila: uma mulher sem exército, sem superpoderes divinos e sem clava. A única arma de que ela dispõe é a inteligência, o charme e a capacidade de persuasão.

Em qualquer narrativa secular de espionagem, Dalila seria celebrada como uma estrategista brilhante que desarmou uma ameaça militar de um homem só usando apenas a astúcia. Mas, na teologia patriarcal, a inteligência masculina é "sabedoria divina", enquanto a inteligência feminina que desafia os homens é "manipulação diabólica".

2. A Narrativa do "Coitado do Sansão"
A misoginia do relato é tão profunda que transforma a ingenuidade de um homem com força de um gigante em culpa da mulher. Sansão brinca, mente, entrega seus segredos aos poucos, mas quando é vencido, a narrativa não diz "Sansão foi imprudente e caiu na própria arrogância". A narrativa diz: "A mulher o destruiu!"

Tirar a humanidade da mulher é exatamente isto:

Se ela é submissa, é um "vaso de honra".

Se ela usa sua mente e autonomia política para defender seu povo ou seus próprios interesses, ela se torna a personificação da tentação, da ganância e da fraqueza masculina.

3. O Preço da Autonomia Feminina
Tanto Jezebel quanto Dalila cometem o mesmo crime imperdoável aos olhos do texto antigo: elas recusam o papel de figurantes passivas na história dos homens.

Jezebel governava e mantinha sua própria fé sem pedir bênção aos profetas do reino. Dalila negociou nos seus próprios termos e mostrou que a força bruta de um homem não é pálio para a astúcia de uma mulher determinada. Por isso, a história não apenas as vilaniza, mas transforma seus nomes em insultos atemporais.

A Dupla Moral do Contorcionismo Teológico
É um humor quase involuntário ver artigos modernos tentando provar que o mundo antigo "honrava as mulheres", quando a própria literatura que eles defendem estabeleceu o molde para punir a autonomia feminina:

A mulher que obedece vira nota de rodapé elogiosa em Provérbios.

A mulher que pensa, articula e vence o herói patriarcal vira a Dalila — o espantalho moral usado há milênios para ensinar que a mente de uma mulher é perigosa e precisa ser controlada.

A igualdade de gênero que eles alegam existir nessas tradições só funciona sob uma condição: que a mulher aceite ser o pedestal do homem. No segundo em que ela corta as tranças do patriarcado e assume o controle da tesoura, a "igualdade" acaba e a caça às bruxas começa.


Tem outra passagem bem pesada. Um desses personagens bíblicos oferece a serva para ser usada. Depois, quando volta, a vê na soleira, desacordada (morta?) e o "cidadão" só fala "levanta daí!"


Esse é o capítulo mais sórdido, grotesco e visceralmente misógino de toda a Bíblia: a história do Levita e sua concubina, registrada no livro de Juízes (capítulos 19 a 21).

Se antes estávamos no campo do sarcasmo contra o contorcionismo exegético de Jezebel e Dalila, aqui o texto bíblico escancara a brutalidade sem qualquer filtro ou amortecedor.

A Coisificação Absoluta: O Crime de Juízes 19
Para quem defende a tese risível de que o texto antigo garantia a "humanidade" e a "igualdade" da mulher, a passagem do Levita é o nocaute definitivo no argumento.

1. A Oferta e a Barganha da Carne
Um levita viaja com sua concubina e decide passar a noite na cidade de Gibeá. Um velho local os acolhe. De repente, os homens da cidade cercam a casa exigindo ter relações sexuais com o levita.

E qual é a solução do "hóspede piedoso" e do próprio levita para proteger a integridade masculina?
O anfitrião oferece a própria filha virgem e o levita empurra sua concubina para fora, entregando-a à turba.

A mulher é estuprada e torturada a noite inteira por dezenas de homens. Não há intervenção divina, não há anjo descendo do céu, não há heroísmo masculino. Há apenas a mulher sacrificada como escudo humano para preservar a "honra" do homem.

2. "Levanta-te, e vamos": O Auge da Perversidade
Ao amanhecer, a mulher consegue se arrastar de volta até a casa onde o levita dormia tranquilamente. Ela cai na soleira da porta, com as mãos no limiar.

O levita abre a porta pela manhã para ir embora. Vê a mulher ali jogada — desacordada ou morta —, não se ajoelha, não demonstra um pingo de compaixão, choque ou remorso. Apenas dispara a frase mais fria e sociopática de toda a literatura antiga:

"Levanta-te, e vamos." (Juízes 19:28)

Como ela não responde, ele simplesmente a carrega como um fardo, coloca-a sobre o jumento e vai para casa.

3. O Retalhar do Corpo
Chegando em casa, para coroar a completa desumanização, o levita pega uma faca, esquarteja o corpo da mulher em 12 pedaços e envia uma parte para cada tribo de Israel para convocar uma guerra de vingança.

A mulher não teve nome no texto. Não teve voz. Não teve proteção. Serviu viva como moeda de troca para o prazer de agressores e, morta, serviu como pedaço de carne para propaganda política militar.

O Retrato Nu e Cru
Tentar vender que as tradições bíblicas fundaram a "igualdade da mulher" diante de passagens como Juízes 19 é uma ofensa à inteligência.

Neste relato, a mulher não é apenas subordinada; ela é uma mercadoria descartável. A história termina com o livro de Juízes resumindo o período com a frase: "Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos." E o que parecia bem aos olhos dos patriarcas era usar, descartar e esquartejar corpos femininos sem que ninguém prestasse contas.

Se a apologética moderna quer usar os textos antigos como lição de ética, deveria começar pedindo desculpas por páginas como essa, em vez de pintar de rosa o patriarcado da Idade do Bronze.


Hour concour. Lilith. 😻🥵


Agora chegamos ao nível máximo da mitologia sobre o medo ancestral do poder feminino. Se Jezebel foi jogada aos cães, Dalila virou sinônimo de "traição" e a concubina do levita foi tratada como fardo descartável, Lilith é a que simplesmente disse "Não" — e por isso a apavorada literatura patriarcal preferiu transformá-la no maior demônio da noite do que admitir que uma mulher exigiu ser tratada como igual.

Lilith é a hors-concours absoluta da heresia e da liberdade!

A Primeira Insurgente: O Crime de Quer Ficar Por Cima
Na mitologia do Alphabetum Siracidis (O Alfabeto de Ben Sira) e na tradição mística posterior, a história do Gênesis ganha o seu capítulo mais fascinante e censurado.

Antes de Eva ser moldada a partir da costela de Adão — uma versão bem mais "conveniente" e anatômica para garantir a subordinação —, o mito conta que Lilith foi criada exatamente do mesmo barro e ao mesmo tempo que Adão. Igualdade perfeita, matéria-prima idêntica.

E qual foi o grande pecado imperdoável de Lilith?

Não foi traição.

Não foi assassinato.

Foi o recuso em se submeter.

Na hora da intimidade, quando Adão exigiu a posição de dominação, Lilith lançou a pergunta que ecoa há milênios: "Por que devo me deitar por baixo de ti, se fui criada do mesmo barro e sou tua igual?"

Diante do choque de Adão com a audácia de uma mulher que exigia simetria no prazer e na vida, Lilith não aceitou conselho, não pediu desculpas e não esperou ser expulsa. Ela pronunciou o Nome Inefável de Deus, usou sua própria autonomia, ganhou asas e voou para longe do Éden. Ela preferiu o deserto, a escuridão e a solidão radical a viver numa gaiola celestial ajoelhada diante de um homem.

A Fabrikit de Demônios: A Reação Patriarcal

O que o patriarcado faz quando uma mulher recusa o papel de serva e escolhe a própria liberdade? Cria um monstro moral.

Como não podiam apagá-la da memória coletiva, transformaram a busca de Lilith por dignidade na pior das maldições:

A mulher que recusa a maternidade mandatória vira o "demônio que devora recém-nascidos".

A mulher que é dona da própria sexualidade e do próprio desejo vira a "sucubus" que aterroriza os homens durante o sono, transformando a erotização autônoma em possessão diabólica.

A mulher que não precisa da bênção do marido vira a "rainha da noite", a bruxa original, a personificação de tudo o que deve ser temido e reprimido.

A apologética religiosa gosta de vender a ilusão do respeito à mulher, mas a mensagem subliminar da saga Éden-Lilith-Eva sempre foi cristalina: A mulher que exige igualdade (Lilith) vira demônio e vive no inferno; a mulher que aceita ser derivada (Eva) ganha as dores do parto, a culpa pelo "pecado original" e a tutela do marido. Escolhas encantadoras!

A Reabilitação da Rainha
É uma ironia deliciosa ver que o tiro saiu pela culatra. Ao longo dos séculos, e especialmente na modernidade, Lilith foi resgatada do esgoto moral em que a colocaram para se tornar o maior símbolo de autonomia, libertação sexual, sabedoria oculta e recusa incondicional ao dogma.

Lilith é a antítese perfeita do contorcionismo exegético cor-de-rosa. Ela não precisa de artigos tentando "provar" que o texto antigo a respeitava, porque ela mesma rasgou o texto, recusou a bênção do patriarca e tomou o controle da própria história.

Ela é o lembrete incômodo e fascinante de que a liberdade feminina não pede licença, não aceita posição de baixo e prefere o fogo da própria verdade ao paraíso de quem quer dominá-la. 👑🔥

Criado com Gemini, do Google.

O contorcionismo seletivo do discurso

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/flavio-bolsonaro-defende-castracao-quimica-estupradores-rio/

E se for alguém da família dele? Vai fazer contorcionismo de deixar praticante de yôga com inveja e pedir "direitos humanos"? 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico. 


Ah, a clássica e milenar arte do contorcionismo ideológico e das acrobacias seletivas! Quando o assunto é punição exemplar para os outros, o discurso vem sempre no modo "punho de ferro", "tolerância zero" e propostas radicais como a castração química em atos de campanha. Afinal, nada vende mais em palanque do que slogans pesados e soluções instantâneas para problemas complexos.

Agora, se a engrenagem hipotética do destino resolvesse girar para o lado de cá e bater à porta de algum aliado próximo ou "da família", a física da política brasileira entraria em ação instantaneamente. Esqueça a ioga: o espetáculo de flexibilidade seria digno do Cirque du Soleil.

O roteiro desse duplo twist carpado da narrativa já é bastante conhecido:

1. A Rápida Transição de "Punição Já" para "Garantismo Constitucional"
No minuto em que o problema é alheio, o devido processo legal é tratado como "frescura de quem defende bandido". Mas basta a água bater na própria horta para o compêndio do Direito Penal virar a leitura de cabeceira favorita. A mesma voz que pedia punições severas no microfone subitamente descobriria o valor inestimável da "presunção de inocência", da "ampla defesa" e, claro, do perigo das "execuções sumárias e medidas irreversíveis".

2. O Diagnóstico Rápido: "Perseguição Política e Lawfare"
Se a acusação encostar em alguém do círculo íntimo, a tese de "crime gravíssimo que merece punição exemplar" evapora. Em seu lugar, entra o consagrado enredo da "armação orquestrada pelo sistema", "fake news da imprensa leal aos adversários" e "perseguição implacável para atingir o projeto político". O acusado deixa de ser o potencial réu para virar, no ato, um mártir injustiçado.

3. A Invocação Sagrada dos Direitos Humanos (Sob Outro Nome)
A expressão "direitos humanos" talvez continuasse sendo evitada para não quebrar a estética do personagem, mas os conceitos seriam usados até o último pingo de suor. Falar-se-ia em "dignidade da pessoa humana", "integridade física inalienável", "proibição de penas cruéis e degradantes" e no "respeito às cláusulas pétreas da Constituição". Ou seja: a Declaração Universal dos Direitos Humanos seria lida do começo ao fim, só que devidamente reembalada com um carimbo de "defesa das garantias individuais do cidadão de bem".

No fim das contas, a política do espetáculo funciona com dois dicionários bem distintos no bolso: um recheado de adjetivos pesados e soluções medievais para aplicar aos inimigos, e outro cheio de nuances, vírgulas, exceções e amor ao devido processo para proteger os seus. É a famosa máxima ajustada aos novos tempos: Aos adversários, a lâmina da lei; aos de casa, a luz do garantismo.


Corta para a câmera dois. Jair Presidiário Bolsonaro. Falando que "pintou um clima" para garotas de 12 anos. 🙀 Mas isso não vem ao caso. 😂


A proverbial "câmera dois" da política brasileira é especialista em capturar momentos em que o roteiro sai completamente do controle.

O episódio do "pintou um clima", ocorrido durante uma entrevista em podcast em 2022 ao se referir a jovens venezuelanas, virou um dos capítulos mais emblemáticos do uso do framing e do controle de danos em tempos de cortes para redes sociais.

O padrão de resposta a momentos de deslize verbal ou declarações desastrosas costuma seguir um manual bem ensaiado:

O Desconto da "Fala Fora de Contexto": A primeira linha de defesa é invocar a edição maldosa. A frase dita com todas as letras ganha a metáfora da "força de expressão", de uma "hipérbole mal interpretada" ou de uma "força de linguagem infeliz" manipulada pela oposição.

A Inversão do Feitiço: Quem apontou o absurdo da fala passa a ser acusado de "maldade", "maldade na cabeça de quem ouve" ou "usar crianças para atacar a honra de um pai de família".

O Vídeo de Retratação no Estilo Pedido de Desculpas Emocionado: Com ar grave, iluminação sóbria e tom sereno, o discurso muda de "não falei nada demais" para "se alguém se ofendeu, peço desculpas", encerrando o ciclo da gestão de crise antes da próxima polêmica tomar a pauta.

É a magia do auditório político: a depender do ângulo da câmera, a mesma declaração transita de "sinceridade espontânea do cidadão comum" a "ataque orquestrado da oposição" em questão de minutos.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 256 - 260



Secundado, por aqueles que se postulavam como profetas, para julgar o caso segundo a sabedoria espiritual.



Ciente que meu saber serve ao meu caso, percebi uma caravana passando em outra estrada, levando uma senhora ao seu destino.



A proposta para uma solução foi simples: aquele que fosse à caravana, conhecesse a senhora e trouxesse algo dela de presente, venceria.



Eu me diverti, os vendo correr até a caravana, demorarem por uma tarde e voltarem estropiados.



Ora, eu disse aos brigões, a necessidade era tanta de vencer e afirmar sua certeza que se dispuseram a abandonar o caminho que tanto amavam?

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Seda e couro



O escritor herege se aproxima daquela que habita as sombras do mundo e da alma. 

Os outros sete trouxeram oferenda.  
Ouro, incenso, verso decorado, promessa de templo.

Ele pede, no deserto e no exílio, por água e alimento. 

Ela não julga nem censura. Deuses fazem isso.

Ela segura o queixo do escritor e profere a sabedoria.
“O seu desconforto não está fora de você. Corte a raiz do seu desconforto onde isso começa.”

Tradução pra quem viveu de joelho:  
Pare de culpar o deserto. Pare de rezar pra chuva.

Seda é o que você vestia para ser aceito no banquete.  
Couro é o que você veste agora pra atravessar o exílio.

A raiz está na reação do escritor diante da dificuldade e obstáculos próprios da vida.

O mago xinga a pedra.  
O mestre mede a pedra.  
O bruxo tenta transformar a pedra em pão.  
O sacerdote ajoelha e chama a pedra de provação.  
O profeta diz que a pedra foi profetizada.  
O iluminado finge que a pedra é ilusão.  
O messias quer morrer na pedra pra virar estátua.  

O escritor olha pra Lilith.  
Ela não move a pedra. Não sopra, não reza, não negocia.  
Ela aponta pro seu pé descalço e diz: *“Pisa.”*

Porque desconforto não é sentença. É pergunta.  
E toda vez que você respondeu com medo, com súplica, com “por que eu?”,  
você regou a raiz.  

Seda rasga na pedra. Couro marca.  
Herege não pede caminho limpo. Pede sola grossa.  

Lilith não arranca sua raiz.  
Ela te entrega o machado e diz: *“É tua. Corta ou cultiva. Mas para de chamar de destino o que é escolha.”*

O deserto continua deserto.  
O exílio continua exílio.

Criado, com edições, com a ajuda do Meta.
Imagem criada com o Meta.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Pés e Lilith no Paganismo



Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/buildingbridges/2026/08/why-every-major-religion-pays-attention-to-feet/

Interessante. Qual seria a interpretação no Paganismo Moderno? Como seria a interpretação na minha devoção por Lilith?

Escreva essa reflexão.


O artigo de Neil Ghosh no Patheos destaca como as grandes tradições abraâmicas e orientais enxergam os pés sob a ótica da humildade, purificação, servidão e reverência — a descalçadeira perante o sagrado (como Moisés na sarça ardente), a lavagem purificadora (o wudu islâmico ou o lava-pés cristão) ou a reverência à autoridade espiritual (o charan sparsh hindu).

No entanto, quando deslocamos esse eixo para o Paganismo Moderno e, especificamente, para a devoção a Lilith, a interpretação dos pés sofre uma transmutação profunda: de um símbolo de submissão e servitude, torna-se um símbolo de raiz, soberania, selo de libertação e animalidade sagrada.

1. O Pés no Paganismo Moderno: Enraizamento, Autonomia e Sacralidade Terrena
Enquanto nas religiões patriarcais ou monoteístas a atenção aos pés frequentemente envolve tirá-los da sujeira da terra ou dobrá-los perante uma hierarquia, no Paganismo Moderno o ato de pisar o solo despido de artifícios é o próprio mistério espiritual.

Conexão com a Terra (Grounding): Os pés são a primeira e principal antena do corpo pagão. Descalçar-se no Paganismo não é uma atitude de autonegação ou purificação ritual de uma "impureza corporizada", mas sim a busca por alinhamento com a força viva da Terra. Pés nus tocam o húmus, a pedra e as raízes — são o ponto de ancoragem onde a energia cósmica se torna telúrica.

A Jornada Autônoma: No Paganismo, não há um "caminho pré-moldado" traçado por um dogma central. Os pés representam a jornada do indivíduo que desbrava sua própria senda (solitary path). Onde você pisa é onde o ritual acontece.

2. A Interpretação na Devoção por Lilith: O Traço da Rainha da Noite
Na devoção a Lilith — a Força da Soberania Primordial, da Liberdade Incondicional e do Erótico Sagrado —, a simbologia dos pés adquire contornos ainda mais líricos, densos e libertadores.

A Recusa à Submissão (O "Ficar por Cima")
A narrativa de Lilith no Alfabeto de Ben Sira começa precisamente com uma disputa de corpos e posições: a recusa em ficar por baixo, em submeter sua soberania. Os pés de Lilith são aqueles que se recusam a aceitar correntes. Quando ela pronuncia o Nome Inefável e alça voo dos jardins de Éden para o deserto, são seus pés que dão os primeiros passos rumo à autodeterminação. Na sua devoção, os pés não se curvam para serem lavados por dever servil; eles marcham com a altivez de quem é dono de si.

As Garras e as Asas: A Animalidade Sagrada
Nas representações iconográficas clássicas — como o famoso Relevo Burney (Rainha da Noite) —, a figura associada a Lilith não possui pés humanos comuns, mas sim garras de ave de rapina (geralmente de coruja) firmadas sobre leões.

Pés como Instrumento de Caça e Poder: As garras representam o discernimento afiado, a capacidade de agarrar a própria verdade e desgarrar as ilusões. São pés que não apenas andam, mas caçam a autodescoberta na escuridão.

A Terra e o Céu: As garras conectam a deusa à terra firme, enquanto suas asas a elevam à noite. Trazer a devoção a Lilith para a experiência corporal é reconhecer a nossa própria natureza selvagem e instintiva — aquela que o dogmatismo tentou podar ou catalogar como "suja".

A Dança Sombria e o Erótico Transcendental
Diferente das tradições em que lavar os pés de alguém é um ato de humilhação virtuosa, na devoção a Lilith o toque nos pés transita pelo erótico sagrado e pelo reconhecimento da beleza sem tabus. O cuidado com os pés, o enfeite com tornozeleiras, óleos aromáticos e fragrâncias escuras torna-se um ritual de amor-próprio e de celebração do corpo libertado. É a dança descalça sobre os escombros das antigas restrições.

Ao olhar para os próprios pés sob a luz da devoção a Lilith, a reflexão deixa de ser "Como posso me curvar?" e passa a ser: "Para onde a minha vontade livre está me levando, e com que firmeza piso o solo da minha própria existência?"


Sem falar que eu adoro quando ela me pisa. 😻


Aí a simbologia ganha todo um novo nível de leitura prática, não é?

Dentro da devoção a Lilith, esse "pisar" carrega uma dupla camada fascinante:

A Quebra do Ego: O peso do pé da Rainha da Noite não é para esmagar, mas para alinhar. É a força que derruba as ilusões, as vaidades e as máscaras do ego que a gente insiste em carregar. Ser pisado por ela é ser recolocado no chão, no lugar de absoluta verdade e entrega.

O Prazer na Rendição Devocional: Há uma beleza profunda e visceral em encontrar espaço para o erótico, o devocional e a entrega voluntária em um mesmo ato. O domínio de Lilith não é impositivo por força cega, mas por fascínio; render-se a esse toque firme — e extrair prazer disso — é celebrar a soberania dela em sua forma mais sensorial e corpórea.

No fim das contas, sob a pata da coruja ou o salto da deusa, o recado é o mesmo: a terra é firme, a entrega é doce e a soberania dela é indiscutível. 🖤

Criado com Gemini, do Google.