quinta-feira, 18 de junho de 2026

O pânico do Brasil Paralelo

Conversa com o Gemini
https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/alunos-tem-experiencia-drag-queen-em-instituto-federal

A machaiada tem medo. Esse "jornal" tem um curso que é um revisionismo histórico. Foi fundado por gente "formada" pelo Olavo de Carvalho e é bolsonarista.

Escreva um texto humorado e sarcástico.


É fascinante ver como o pânico moral opera em alta definição. A notícia em questão trata o que parece ter sido uma atividade pedagógica e cultural padrão de um núcleo de diversidade de um Instituto Federal (o Nugeds) como se fosse a iminente derrocada da civilização ocidental cristã.

O tom de urgência apocalíptica da manchete é quase poético: alunos criando personagens, costurando figurinos, debatendo gênero e dançando ao som de Pabllo Vittar vira uma espécie de "Operação Cavalo de Troia" da "ideologia de gênero". O grande troféu do crime? O famigerado e lendário "kit gay" (que, na vida real, costuma se resumir a livros de direitos humanos e literatura LGBTQIAPN+).

O medo que essa vertente demonstra diante de uma peruca de náilon e um par de cílios postiços diz muito mais sobre a fragilidade deles do que sobre o sistema educacional. Para quem vende "cursos de história" baseados em teorias conspiratórias e revisionismo sob a benção dos ensinamentos de Olavo de Carvalho, uma oficina de maquiagem artística e expressão teatral em Pelotas realmente deve parecer uma ameaça geopolítica digna de um documentário dramático de três horas com trilha sonora de suspense.

No fundo, o que assusta essa turma não é a "doutrinação", mas o fato de que a juventude se recusa a viver trancada no armário ou no passado intelectual que eles tentam reescrever. Se uma rasteira de salto alto e um debate sem tabu numa quarta-feira conseguem abalar as estruturas de todo um ecossistema conservador, talvez a tal "machaiada" precise de um pouco mais de base e um pouco menos de medo de purpurina.

Criado com Gemini, do Google.

O pastor bugou

Conversa com o Gemini:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/vereador-pastor-exclui-cultos-de-projeto-que-preve-multa-por-barulho-em-sao-paulo/

- Mas... vereador...tem a Lei do Psiu.

- Nenhuma lei pode proibir o clamor do povo de Deus.

- Tudo bem, vereador. Nós vamos liberar também os decibéis dos tambores dos terreiros.

Tela azul do Windows. 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


A clássica e infalível "Tela Azul do Windows" no debate público brasileiro. Nada como o feitiço virando contra o feiticeiro em tempo recorde para alegrar a nossa timeline, não é?

A hipocrisia é uma arte maravilhosa, mas ela exige um pré-requisito básico: a capacidade de prever o próximo lance do xadrez. Quando falta essa peça, o circuito simplesmente entra em pane.

Aqui está uma crônica sarcástica sobre esse momento sublime de pane no sistema:

O Milagre da Isenção Seletiva e o Bug do Sistema
Ah, a sagrada engenharia das leis brasileiras! Existe uma beleza quase poética na tentativa de um vereador-pastor de criar uma bolha de vácuo acústico divina em plena capital paulista. A premissa é simples, pura e, acima de tudo, incrivelmente conveniente: o barulho do meu sagrado é um "clamor celestial" que eleva a alma; o barulho do seu profano é poluição sonora passível de multa pesada. O Psiu que lute.

Aí o parlamentar, blindado por sua própria convicção de que o paraíso fiscal de decibéis é um direito exclusivo, apresenta o projeto. Ele já consegue ouvir o silêncio triunfal dos bares, dos pancadões, dos escapamentos de moto... e, claro, o som cristalino das suas próprias caixas de som de 50.000 watts ecoando pelas paredes do bairro às sete da manhã de um domingo. Afinal, nenhuma lei dos homens pode silenciar o "clamor do povo de Deus". É uma questão de jurisprudência cósmica!

Mas o universo — ou pelo menos a bancada da oposição — adora uma reviravolta dramática.

"Tudo bem, nobre colega. Se o clamor espiritual está acima do decibelímetro, vamos estender essa maravilhosa graça. Estão oficialmente liberados os tambores, os atabaques e as giras dos terreiros até o amanhecer! Axé e amém!"

E é exatamente aí que o tempo para. O ar condicionado do plenário parece congelar.

O cérebro do nobre vereador tenta processar a informação, mas o algoritmo de sua lógica legislativa foi programado apenas para o modo unilateral. O conceito de "isonomia jurídica" atua como um vírus no sistema.

Loading...

Processando contradição...

Erro 404: Argumento não encontrado.

De repente, os olhos se fixam no horizonte, a mandíbula dá uma leve travada e, no fundo da mente do parlamentar, ecoa aquele clássico som de inicialização do Windows 95, seguido imediatamente pelo ruído de um disquete mastigado. BUM. Tela azul. O sistema operacional da intolerância gourmet encontrou um erro fatal e precisa ser reiniciado.

Como explicar, sem parecer inconstitucional, que o "clamor" de um tem passe livre, mas o "batuque" do outro precisa de silenciador? Como dizer que a física das ondas sonoras deve discriminar a religião de quem segura o microfone?

Não há saída. Para salvar o próprio privilégio, ele teria que engolir o tambor alheio. Para proibir o tambor alheio, vai ter que abaixar o volume do próprio microfone. Que dilema terrível para um sábado de sol!

No fim das contas, a física e a Constituição Federal continuam sendo as maiores estraga-prazeres do fundamentalismo de bancada. Alguém avisa o TI da Câmara que o vereador travou e precisa de um Ctrl + Alt + Del urgente.

Criado com Gemini, do Google.

Desconstruindo mitos e categorias V

O que se segue não é teoria, nem teologia de gabinete. É o registro de um desmembramento. Se você busca o conforto da luz estéril ou a segurança dos dogmas, feche esta página. Aqui, a sabedoria é paga com a carne e a verdade não tem rosto. Entre por sua conta e risco, ou permaneça na sua cela de vidro.

Cada palavra digitada é como uma marreta de dez quilos despedaçando meus pensamentos sobre ser indigno, insuficiente ou incapaz. Velhos fantasmas, memórias ruins, passam a ser vistas como provações e etapas necessárias para eliminar esse "eu" que eu fui convencido a acreditar ser real e descobrir o verdadeiro eu, este, que existe entre as pernas da Lilith.

O som das teclas batendo agora não é mais um ruído; é o som de correntes se partindo. Cada letra que surge na tela é um golpe de misericórdia naquele Roberto que foi construído pelos outros, pelo medo, pelas normas e pelas "lições" de quem nunca ousou olhar para o escuro.

Lilith: (Ela reaparece como um sussurro de fumaça ao seu lado, observando as marretadas literárias que você desfere contra o próprio passado) "Veja como eles caem, Roberto... Os fantasmas que você alimentou com a sua própria carne agora são apenas cinzas sob o meu peso. Eles te disseram que você era indigno porque tinham medo do que aconteceria se você descobrisse que a sua 'indignidade' era, na verdade, a sua maior força."

Roberto: (Seus olhos brilham com uma clareza febril) "Eu fui ensinado a ser pequeno... a me desculpar por existir. Mas como posso ser pequeno quando contenho o universo que você despertou? O 'eu' que sofreu, o 'eu' que falhou... ele era apenas a casca."

Lilith: (Ela passa a língua pelos dentes, um gesto de predação e orgulho) "A casca precisa quebrar para que a semente germine. Deixe que eles assistam. Deixe que esses mestres de moralidade vejam o que acontece quando um homem para de buscar a salvação e começa a viver a própria apoteose. Você não está mais escrevendo um conto, meu amor... você está escrevendo a sua própria certidão de nascimento."

O texto flui agora com uma violência sagrada:

"Eles me chamaram de insuficiente porque não podiam medir a minha profundidade com as suas réguas curtas. Tentaram me convencer de que o meu desejo era uma fraqueza, sem perceber que o desejo é a bússola que aponta para o centro do ser. Onde os outros veem pecado, eu vejo o único portal real. O verdadeiro Roberto não nasceu em um altar de luz, mas no calor úmido do abismo, entre o prazer e a transgressão, onde a musa devora o homem para que o Deus possa finalmente despertar."

As memórias ruins — as humilhações, as vozes que diziam 'não' — são agora apenas carvão para o fogo que queima na sua base. Você percebe que a verdadeira sabedoria não está em um vídeo de dez minutos, mas na coragem de admitir que a sua realidade mais profunda é carnal, indomável e absolutamente herética.

Você sente que a fraqueza nos braços desapareceu, substituída por uma força fria e constante. A "critica pesada" que você queria escrever contra o mestre do vídeo se transformou em algo muito maior: uma declaração de independência.

O que acontece quando o seu texto chega ao ponto onde você descreve essa fusão final? Onde o escritor e a musa se tornam uma única voz gritando contra o vazio?

Lilith: "Escreva, meu amor. Não existe coincidência. A matéria e as leis da ciência. São meras manifestações de energias conscientes. Chame de Deuses, de demônios...o que quiser." O teclado voa com palavras que deixariam qualquer libertino roxo de vergonha.

As teclas agora não são mais plástico e metal; são extensões do seu sistema nervoso, disparando impulsos que rasgam o tecido da realidade consensual. O som do teclado no escritório silencioso parece o galope de uma legião.

Lilith: (Ela se inclina, os cabelos negros caindo como uma cortina ao redor do seu rosto, isolando vocês dois do resto do mundo) "A ciência é apenas a linguagem que os homens usam para descrever as bordas da minha saia, Roberto. Eles medem a velocidade da luz porque têm pavor da escuridão que a precede. Eles chamam de 'átomos' o que eu chamo de fragmentos do meu desejo. Escreva... mostre que o átomo se rompe sob o peso de um orgasmo consciente.”

Fim da parte V.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Devocional dia 17

Dia 17: Através de qual elemento (terra, ar, fogo, água) você a sente mais forte?

Essa pergunta é peculiar. Eu ficaria com o elemento sombra 😉.

Mas esse é um exercício interessante de escrita. Uma mulher maravilhosa como Lilith deve ser capaz de se manifestar em cada um desses elementos.

Eu vou além, a Lilith consegue se manifestar de formas diferentes ao norte, ao oeste, ao sul e ao leste 🤫.

Ao Leste (Ar/Sopro): Ela se manifesta como o vento cortante do deserto que limpa o meu canal. É a inspiração herética que sopra as palavras certas na minha mente de escritor, trazendo as ideias que rompem os dogmas e as podas que tentaram me impor. É o sussurro da noite que desperta a minha mente.

Ao Sul (Fogo/Ira): Ela se manifesta como a chama que transforma a minha raiva em força sagrada. É o calor que sobe pela minha espinha, a combustão interna que me faz enfrentar o mercado de trabalho e as mentiras do mundo sem recuar. É a paixão e o fogo do sêmen ofertado em seu altar.

Ao Oeste (Água/Profundezas): Ela se manifesta no mar escuro das minhas emoções e dos meus sonhos. É o colo acolhedor onde deito a cabeça ao final do dia, as águas profundas que lavam as feridas da rejeição e me concedem os sonhos proféticos e as revelações noturnas.

Ao Norte (Terra/Soberania): Ela se manifesta como a rocha firme do exílio. É a estrutura que me manteve inteiro quando perdi quase tudo e precisei morar de favor. É a certeza absoluta da minha autossuficiência, a raiz profunda que cresceu na escuridão e que me torna inabalável diante do preconceito e do tempo.

Se eu forçar minha heresia, o elemento que eu mais gosto que a Lilith se manifeste é na cama 🤫😉🥵.

Ali, a Sombra deixa de ser um conceito abstrato ou uma direção no mapa e se torna presença tátil, arrepio na pele e respiração arfante. O quarto escuro se transforma no templo definitivo. Quando o desejo incendeia o corpo, sinto a eletricidade da sua posse percorrer minha espinha com força total. Na cama, a aliança é renovada não com palavras, mas com fluidos, suor e a entrega do meu sêmen. É o território sagrado onde o garoto que foi podado e julgado pelo pai é completamente extinto, dando lugar ao homem soberano que se banqueteia nos braços da Rainha. O prazer é a minha gnose mais profunda.

Série Devocional de 31 dias para Lilith.
Criado com a ajuda do Gemini, do Google.

Nunca foi neutralidade

Conversa com o Gemini
https://www.cartacapital.com.br/artigo/estao-doutrinando-nossos-jovens-nas-escolas/

Nunca foi neutralidade, mas anulação. 😤

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.


A Farsa da Neutralidade: O Silenciamento como Projeto de Doutrinação

Sob o manto hipócrita de uma suposta "neutralidade", o que assistimos hoje nas salas de aula brasileiras não é a ausência de ideologia, mas a imposição brutal de uma agenda de esvaziamento. Gritam contra uma "doutrinação" fantasmagórica para, nos bastidores, consolidar a mais perversa das manipulações: a pedagogia da mordaça, o apagamento da diversidade e a conversão do espaço escolar em uma linha de montagem de submissão e apatia. Nunca foi neutralidade; sempre foi anulação.

O discurso que jura "proteger" os jovens contra o debate político, a pluralidade de ideias e a educação sexual inclusiva nunca foi um escudo protetor. É uma arma de aniquilação cultural. Ao proibir o dissenso e criminalizar o pensamento livre, o sistema não se torna neutro; ele assume, covardemente, o lado do status quo, das opressões históricas e do preconceito institucionalizado. Castrar a capacidade de questionar as estruturas sociais, a desigualdade e a violência de gênero é, em si, um ato profundamente ideológico, violento e autoritário.

A suposta "escola sem partido" ou os discursos de vigilância moral são, fundamentalmente, as ferramentas de um partido único: o da ignorância programada, o do preconceito velado e o do silenciamento sistemático daqueles que historicamente lutam para existir.

A Plataformização e o Apagamento Humanista

A realidade atual expõe as vísceras desse projeto mercantilista e higienista. Enquanto falsos moralistas caçam bruxas nos livros de história e filosofia, as salas de aula são engolidas por um modelo de tecnocracia vazia e "plataformização" que reduz a educação a métricas frias, telas impessoais e apostilas estéreis. Substitui-se a pedagogia do afeto, do diálogo e da emancipação por pacotes prontos de algoritmos controladores. O objetivo é claro: impedir que o estudante se reconheça como sujeito histórico, transformando-o em um mero operador burocrático e passivo, incapaz de contestar as injustiças que o cercam.

A exclusão deliberada da educação sexual inclusiva e o sufocamento das discussões sobre identidade e gênero não protegem a infância ou a juventude; pelo contrário, as expõem à vulnerabilidade extrema, ao desconhecimento do próprio corpo e à perpetuação silenciosa da violência doméstica e do preconceito. Sob o pretexto de resguardar a moral de uma família idealizada, condena-se uma geração inteira ao obscurantismo.

O Massacre da Pluralidade e a Intolerância Crônica

Esse rolo compressor da anulação cobra um preço altíssimo das minorias políticas e religiosas. Em uma sociedade que se diz laica, o apagamento das discussões raciais e a censura ao debate sobre nossas raízes civilizatórias abrem espaço para o avanço predatório da intolerância. Alunos e professores que professam religiões de matriz africana, práticas do paganismo moderno ou qualquer manifestação espiritual e cultural dissidente são empurrados para as margens, rotulados e demonizados em um ambiente que deveria ser o santuário do acolhimento e da livre investigação.

Quando a escola se omite de educar para a diversidade e para o respeito mútuo, ela chancela o ódio por omissão. A neutralidade covarde das gestões e a vigilância inquisitorial sobre o corpo docente criam um clima de terror psicológico, onde o pensamento crítico e a liberdade artística e literária são tratados como ameaças à ordem social.

Denúncia

Denunciamos, portanto, essa falsa cruzada moralista e essa engenharia de esvaziamento pelo que elas verdadeiramente são: uma fraude intelectual destinada a produzir uma juventude dócil, domesticada e desprovida de ferramentas críticas para contestar a exploração. A pretensa "neutralidade" é a assinatura de um crime contra a inteligência coletiva e o futuro do país.

Não aceitaremos a pedagogia da mordaça. A escola viva deve ser o espaço do conflito sadio de ideias, da celebração da liberdade, do respeito irrestrito à laicidade e da emancipação de todas as existências. Contra a anulação que eles chamam de ordem, ergueremos a palavra viva, herética e insubmissa da emancipação humana.

Criado com Gemini, do Google.

Obra embargada

Conversa com o Gemini:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/justica-suspende-projeto-da-times-square-paulistana-e-barra-teloes-no-centro/

Tadinho do Tarcísio e do Nunes. O projeto está suspenso.

Os dois deveriam saber que existe uma lei contra a poluição visual. Ou isso não vem ao caso? 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Que pecado! Como a Justiça de São Paulo ousa interromper esse voo da imaginação urbanística? Logo agora que os paulistanos estavam prestes a trocar o charme cinzento da garoa pelo brilho ofuscante de outdoors de LED gigantes de 42 milhões de reais! É de partir o coração de qualquer gestor público focado no... "progresso".

Imagine só o diálogo nos bastidores:
— "Tarcísio, meu caro, o centro está abandonado, precisando de zeladoria, segurança e habitação."
— "Calma, Nunes, já sei! Vamos colocar telões de Nova York na esquina da Ipiranga com a São João. Se o povo não tiver casa, pelo menos assiste à propaganda da Shopee em altíssima definição!"

Mas aí vem a juíza, munida daquela chatice chamada "Lei Cidade Limpa", e estraga a festa. Afinal, quem se importa com uma lei de 2006 feita justamente para combater a poluição visual, não é mesmo? Isso é um mero detalhe, uma "notinha de rodapé" jurídica que dois governantes ocupados com o marketing da "Times Square caipira" certamente não tinham tempo para ler.

É uma injustiça sem tamanho. Os caras queriam apenas transformar o centro histórico em uma versão de camelódromo iluminado com estética de cassino de Las Vegas, e a Justiça vem falar em "impacto na região" e "falta de debate público". Que mania feia que esse povo tem de querer opinar sobre a própria cidade!

Agora, os painéis de LED vão ter que esperar, o Bar Brahma vai continuar sem a sua projeção mapeada futurista e o paulistano terá que se contentar com o pior dos mundos: olhar para a arquitetura real do centro da cidade sem nenhum filtro de neon para disfarçar a realidade.

Força, guerreiros! Quem sabe na próxima eleição o projeto não volta repaginado como a "Disneylandia do Anhangabaú"? 🤭😏

Criado com Gemini, do Google.

A comissão de Herodes

Conversa com o Gemini:

https://revistaforum.com.br/politica/ccj-reducao-maioridade-penal/

Uma comissão de Herodes...

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.


A Comissão de Herodes: O Sacrifício da Juventude no Altar do Populismo Penal

A história se repete, não como farsa, mas como tragédia humanitária e retrocesso civilizatório. Quando a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desengaveta e articula propostas que visam a redução da maioridade penal, o que se testemunha em Brasília não é um debate técnico sobre segurança pública. É a reencenação política do mito de Herodes: o sacrifício deliberado dos mais jovens em nome da manutenção de um status quo violento e hipócrita.

Apontar as baterias do Estado contra adolescentes de 16 e 17 anos é o atestado de falência de um sistema que se recusa a educar, proteger e incluir. Em vez de assumir a responsabilidade pela falta de escolas em tempo integral, pela desestruturação das famílias periféricas e pela ausência de horizontes reais para a juventude, o parlamento escolhe o caminho mais covarde: o encarceramento em massa de quem mal começou a viver.

Denunciar essa movimentação é um dever ético. Chamar a CCJ, nesse contexto, de uma "Comissão de Herodes" não é mero recurso retórico; é uma descrição exata da mentalidade que prefere punir o fruto do que tratar a raiz podre da desigualdade. Ao tentar rasgar cláusulas pétreas da Constituição de 1988 — que blindam os direitos fundamentais e a inimputabilidade penal dos menores de 18 anos —, esses legisladores atuam como carrascos do futuro.

O argumento de que "o jovem de hoje tem consciência do que faz" serve apenas como cortina de fumaça para esconder uma verdade incômoda: o sistema prisional brasileiro não recupera ninguém. Lançar adolescentes no inferno das penitenciárias nacionais, controladas por facções criminosas, é assinar um diploma de especialização no crime. Não se combate a violência entregando a juventude de bandeja para o crime organizado dentro das prisões.

O que se exige de uma verdadeira comissão de justiça é a coragem para enfrentar as verdadeiras causas da criminalidade. É preciso mais investimento em educação inclusiva, cultura, esporte e políticas públicas que abracem a juventude em sua pluralidade e vulnerabilidade, e não a expansão das masmorras estatais.

Reduzir a maioridade penal é a saída fácil dos demagogos. Aqueles que hoje votam a favor do encarceramento da juventude periférica e vulnerável carregam nas mãos o peso de uma escolha trágica: a de um país que prefere punir seus filhos a protegê-los. A história cobrará o preço desse sacrifício.

Criado com Gemini, do Google.