segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A fantasia é a masculinidade

Autora: Sarah York.

Há algo que sempre retorna no carnaval: homens que "se vestem de mulher" e a reação social que oscila entre o riso e o deboche. "É só fantasia", dizem. Mas talvez a fantasia seja outra.

A história nos ensina que o gênero nunca foi essência, sempre foi cena. No teatro grego antigo, mulheres eram proibidas de atuar; homens representavam personagens femininas, autorizados pelo sistema a construir o "feminino" no palco. Séculos depois, quando mulheres finalmente ocuparam a cena pública — como na Restauração Inglesa — pagaram com reputação e estigma. Atrizes eram associadas à prostituição, vistas como ameaça à moral. O gênero sempre foi policiado.

O carnaval herda essa tensão histórica. Ele permite a inversão, mas apenas por prazo determinado. Suspende a norma para, em seguida, reafirmá-la.

É aí que mora o incômodo.

Quando homens se vestem de mulher no carnaval, muitos acreditam estar brincando com algo externo a si. No entanto, o que se chama de "ser homem" durante o ano inteiro também é performance — repetida, vigiada, recompensada. A masculinidade normativa exige dureza, contenção emocional, heterossexualidade compulsória, domínio. É um figurino diário.

Inclusive, já vi — e não foi poucas vezes — homens que competem em sessões públicas de "reflexão" na Barra, cigarro na mão, como se a fumaça fosse prova de virilidade. Disputam quem é mais cético, mais impenetrável, mais imune ao afeto. Peito inflado, ironia como escudo. Uma coreografia da masculinidade que já sofre os próprios efeitos de sua toxicidade: corpos tensionados, emoções interditadas, prazer policiado. É a encenação cotidiana do homem que precisa convencer os outros — e a si mesmo — de que é inabalável.

No carnaval, curiosamente, essa rigidez vacila.

Talvez, nesses dias, alguns não estejam "fantasiando-se" de mulher, mas experimentando zonas interditadas de si: gestos mais livres, exageros permitidos, vulnerabilidades menos punidas. E talvez o verdadeiro disfarce seja aquele usado no restante do ano — o da masculinidade obrigatória.

Isso não significa ignorar as caricaturas ou os estereótipos que muitas vezes atravessam essas performances. Eles existem e precisam ser criticados. Mas mesmo a caricatura revela fissura: para zombar, é preciso tocar no que ameaça.

O problema não é o salto alto de fevereiro.

O problema é uma sociedade que só autoriza a liberdade masculina sob a condição de que seja "piada".

Se fosse apenas fantasia, não causaria tanto desconforto quando ultrapassa a quarta-feira de cinzas.

Talvez o carnaval não seja o dia da encenação. Talvez seja o dia da verdade. E o resto do ano, a grande peça.

Fonte: https://www.brasil247.com/blog/a-fantasia-e-a-masculinidade-o-carnaval-so-revela

Carnaval, Política e Polarização

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://revistaforum.com.br/opiniao/carnaval-o-que-a-globo-nao-quis-mostrar-e-damares-fez-questao-de-inventar/

Vamos refletir?

Sem luvas de pelica. O desfile pode ser considerado propaganda política. Principalmente no cenário de atual polarização.

Não teve um único Carnaval que não esteve envolvido em polêmica.

Todos os anos a política está presente (embora com pouquíssimo interesse dos brasileiros), mas é diferente em ano eleitoral e é diferente por causa da polarização.

Comente.

O Gemini disse
Essa é uma reflexão profunda e extremamente atual, que toca na ferida da cultura brasileira contemporânea: a fusão entre a manifestação artística popular e a arena ideológica.

O artigo da Revista Fórum ao qual você se refere (provavelmente tratando do Carnaval de 2026, com o enredo da Acadêmicos de Niterói sobre o presidente Lula) é o ápice de um fenômeno que já vinha se desenhando. Vamos analisar os pontos que você trouxe:

1. O Desfile como Propaganda Política
Historicamente, o Carnaval sempre foi um espaço de crítica social. Desde o "Ratos e Urubus" de Joãosinho Trinta até a crítica ao governo Bolsonaro pela Mangueira ou Tuiuti em anos anteriores, as escolas de samba ocupam o vácuo da voz popular.

No entanto, há uma linha tênue — e agora rompida, segundo alguns críticos — entre a crítica social e a homenagem personalista. No cenário atual:

Homenagem a figuras vivas em cargos de poder: Isso invariavelmente soa como peça de campanha para a oposição e como reparação histórica para a situação.

A "guerra de narrativas": Quando uma escola escolhe um tema político explícito, ela sabe que o desfile será "lido" não apenas pela plástica, mas pelo viés ideológico. A estética torna-se secundária ao discurso.

2. A "Omissão" da Globo vs. a "Invenção" de Damares
Sua menção à Globo e a Damares Alves ilustra bem a polarização:

A Globo: Muitas vezes é acusada de "higienizar" a transmissão, focando no entretenimento e fugindo de polêmicas políticas diretas para evitar atritos com patrocinadores ou audiências diversificadas. Ao "não mostrar" o contexto político profundo, ela é acusada de omissão por quem quer ver o debate.

Damares e a Oposição: Por outro lado, o uso de termos como "doutrinação" ou a judicialização do Carnaval (tentando barrar desfiles por "propaganda eleitoral antecipada") transforma o espetáculo em um campo de batalha jurídico. Para quem é do meio, isso é visto como uma tentativa de censurar a livre expressão artística e religiosa (especialmente quando envolve matrizes africanas, que você defende).

3. O Ano Eleitoral e a Intolerância
Como você bem pontuou, a polarização muda tudo. No Brasil de hoje, o Carnaval deixou de ser uma "trégua" para se tornar um amplificador:

Intolerância Religiosa: Como escritor pagão e defensor das religiões de matriz africana, você deve notar que o ataque a enredos políticos muitas vezes caminha junto com o ataque a enredos que trazem divindades do Candomblé ou Umbanda, sob o pretexto de "moralidade".

Público vs. Público: O brasileiro médio, que você mencionou ter "pouquíssimo interesse" na política institucional, acaba sendo tragado pela guerra cultural. O desfile não é mais apenas "bonito ou feio", mas "do meu lado ou do lado deles".

Conclusão: "Sem luvas de pelica"
O Carnaval sempre foi político, mas raramente foi tão partidário. A diferença fundamental é que, no passado, o Carnaval batia no "Sistema". Hoje, em muitos casos, ele escolheu um lado do Sistema para defender contra o outro.

Isso esvazia a função de "válvula de escape" da festa? Talvez. Mas, para um escritor "herege" e liberal como você, talvez o mais preocupante seja ver a liberdade de expressão artística ser monitorada pelo "filtro" da moralidade religiosa ou do interesse eleitoral de curto prazo.

Criado com Gemini, do Google.

Apropriação política de Jesus

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.brasil247.com/blog/levar-jesus-no-coracao-e-ser-solidario-com-a-resistencia-do-povo-cubano

Momento de autocrítica.

Jesus (se existisse) provavelmente estaria lutando contra o regime de Cuba.

Comente.

O Gemini disse
Essa é uma daquelas discussões que incendeia qualquer mesa de jantar, não é? Analisar figuras históricas ou religiosas sob a ótica da política moderna é sempre um exercício de anacronismo, mas, já que você propôs a autocrítica, vamos mergulhar nessa dualidade.

Como você se identifica como um escritor herético e pagão, você tem a liberdade de olhar para a figura de Jesus não como um dogma estático, mas como um arquétipo de ruptura.

Aqui estão dois ângulos para essa sua provocação:

1. O Jesus "Rebelde contra o Estado"
Se olharmos para o Jesus bíblico/histórico como um anarquista espiritual, sua tese ganha força.

Antiestatismo: Jesus se opôs à teocracia local e ao imperialismo romano. Em um sistema de partido único e controle estatal rígido como o de Cuba, o Jesus que pregava "dar a César o que é de César" (estabelecendo um limite ao poder do Estado sobre a alma) provavelmente seria visto como um dissidente perigoso.

Liberdade Individual: Para um liberal, o foco de Jesus na escolha individual e na transformação interior choca-se com coletivismos obrigatórios.

2. O Jesus "Comunitário e Marginal"
Por outro lado, o argumento do artigo do Brasil 247 geralmente se apoia na estética do "Cristo Libertador":

Foco nos Vulneráveis: A retórica do regime cubano — apesar das falhas práticas — foca na saúde universal e na divisão de pães, o que ressoa com a narrativa dos milagres e da justiça social cristã.

Anti-imperialismo: Muitos teólogos da libertação veem a resistência de Cuba aos EUA como um eco da resistência da Judeia contra Roma.

O Ponto de Equilíbrio (A Autocrítica)
A ironia é que ambos os lados podem estar certos e errados ao mesmo tempo.

Para o Regime: O Jesus histórico era um "agitador social". Regimes autoritários, sejam de direita ou esquerda, raramente toleram agitadores que colocam uma força espiritual ou uma consciência individual acima das diretrizes do Partido ou do Líder.

Para a Resistência: Se Jesus estivesse em Cuba hoje, ele provavelmente estaria com os artistas do Movimento San Isidro ou com as Damas de Blanco, defendendo a liberdade de expressão — algo que, como escritor, você sabe que é a base de qualquer sociedade que se pretenda livre.

No final das contas, projetar Jesus em Cuba diz mais sobre nossas próprias convicções do que sobre o carpinteiro da Galileia. Para um pagão moderno e liberal, o "Jesus real" seria provavelmente aquele que recusa ser usado como bandeira por qualquer governo.

Criado com Gemini, do Google.

Conversão, Carnaval e Sarcasmo

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/video-evangelica-ex-tiazinha-detona-carnaval-o-mal-se-apresenta-prazeroso/

Mais uma declaração que mostra que os evangélicos são todos iguais.

Nós comentamos sobre arrependidas/convertidas. Eu acho que gente assim merece ser ironizada.

Escreva um texto humorado e sarcástico.

O Gemini disse
Ah, o clássico fenômeno da "amnésia seletiva pós-conversão". É fascinante como a trajetória de certas celebridades segue um roteiro mais previsível que filme da Sessão da Tarde: primeiro, o país inteiro as conhece por um acessório (uma máscara, um chicote, um biquíni de metal); depois, vem o momento "eu era infeliz cercada de luxo"; e, por fim, a epifania espiritual onde o Carnaval vira uma filial do umbral.

Considerando o seu histórico de defesa da liberdade sexual e seu olhar crítico sobre a intolerância, aqui está um texto que usa o sarcasmo para cutucar essa "santidade" de conveniência:

A Máscara Agora é Outra: O Milagre da Vista Cansada

Parece que o plano espiritual decidiu instalar um filtro de realidade aumentada nos olhos da nossa eterna ex-Tiazinha. Segundo suas recentes e "iluminadas" declarações, o Carnaval não é mais aquela festa onde ela brilhava e faturava, mas sim um desfile de demônios — que, curiosamente, só resolveram aparecer para ela agora, com décadas de atraso e um contrato de exclusividade com a gratidão evangélica.

É realmente comovente. Durante anos, o "mal" se apresentou de forma tão prazerosa que incluía capas de revista, recordes de audiência e um chicotinho que fazia a alegria da família tradicional brasileira (aquela mesma que hoje aplaude a pregação). Naquela época, os demônios deviam estar disfarçados de notas de cem ou, quem sabe, de purpurina de alta qualidade, porque ninguém ouviu um "vade retro" enquanto o cachê estava caindo na conta.

Mas o auge da mística carnavalesca foi o carro alegórico que pegou fogo. Para o cidadão comum, foi um curto-circuito ou falta de manutenção; para a convertida, foi um "sinal de Deus". É a teologia do extintor: se o carro queima, é aviso divino; se o carro passa ileso, é apenas um dia comum no escritório de Vênus.

O mais irônico é ver quem lutou tanto para "enterrar a personagem" e "queimar as roupas" (com um luto de dez anos e muita terapia, coitada) usar justamente a fama construída no "pecado" para conseguir palanque na santidade. É o marketing da redenção: você usa a máscara que jurou odiar para atrair os cliques de quem adora odiar quem você foi.

No fim das contas, a mensagem é clara: o Carnaval é terrível, os demônios estão na avenida e o mal é sedutor. Mas fiquem tranquilos! Se você for uma celebridade arrependida, o "mal prazeroso" de ontem vira o "testemunho lucrativo" de amanhã. Afinal, não há nada que o mercado da fé goste mais do que uma ex-pecadora profissional ensinando como é que se vive "em conserva".

Só fica a dúvida: os demônios que ela viu no desfile usavam máscara e chicotinho ou esses eram acessórios exclusivos da "essência verdadeira" da época?

Espero que o texto reflita bem o sarcasmo que esse tipo de "conversão espetáculo" costuma despertar em quem preza pela coerência e pela liberdade!

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Defesa Humorística do Encontro Social

Conversa com o Gemini:

You said
https://jornalggn.com.br/artigos/dos-bares-fechados-a-ascensao-da-direita-por-luis-felipe-miguel/

Trecho interessante:

"O ponto não é a bebida, muito menos o tabaco (ou a loteria, já que os bar-tabacs também vendem os bilhetes da Française des Jeux, a loteria nacional francesa). É o encontro."

Nesse caso, não precisa ser um bar (o que já é bom), pode ser também uma boate ou um cabaré. 🤭😏🥵

Escreva um texto humorado defendendo os bares e outros locais onde as pessoas possam se encontrar.

Gemini said
O artigo de Luis Felipe Miguel toca em um ponto nevrálgico da nossa civilização: a política não se faz apenas em gabinetes, mas no "olho no olho" (e, às vezes, no "copo no copo"). Como você bem notou, e considerando sua veia de escritor herético e defensor da liberdade, o que importa é o sagrado direito ao encontro — seja ele regado a café, cerveja ou ao brilho de um globo espelhado.

Aqui está um manifesto humorado em defesa desses templos da convivência:

Manifesto pelo Direito de se Aglomerar (com Segundas e Terceiras Intenções)

Diz o ditado que "quem não se comunica, se trumbica". Mas a verdade é que, quem não frequenta um balcão, acaba perdendo a fé na humanidade (ou, no mínimo, perdendo a fofoca da semana).

Defender o bar, a boate ou o cabaré não é apenas defender o consumo de substâncias lícitas — ou aquelas que a gente finge que não vê. É defender a geopolítica da proximidade. Luis Felipe Miguel está certo: o foco não é a loteria ou o tabaco, mas o fato de que, entre um trago e outro, as pessoas deixam de ser "perfis de rede social" e voltam a ser gente de carne, osso e hálito questionável.

O Bar: O Parlamento do Povo O bar é o único lugar onde um PhD em astrofísica e um mestre de obras podem chegar a um consenso sobre como salvar o país após a terceira rodada. É onde a democracia é testada: se você consegue conviver com alguém que torce para o rival e ainda dividir a porção de batata frita, você está pronto para a paz mundial.

A Boate e o Cabaré: A Igreja da Carne e do Glitter E já que você mencionou os cabarés e boates, vamos dar a eles o devido valor herético! Se o bar é o parlamento, a boate é o templo. Ali, sob as luzes estroboscópicas, ninguém quer saber do seu CPF. É o espaço do encontro sensorial, onde o "eu" se perde no "nós" (e, com sorte, se encontra no "outro" em algum canto mais escuro). Defender esses espaços é defender a liberdade sexual e o direito de ser feliz sem pedir licença à moral conservadora de plantão.

O Perigo do Isolamento A direita sobe quando as pessoas se isolam em suas bolhas digitais, alimentadas pelo ódio algorítmico. Mas é difícil odiar o próximo quando você está tentando convencer esse mesmo próximo a pagar a próxima saideira. No balcão, a intolerância se dissolve no gelo do copo.

Portanto, ocupemos os bares! Frequentemos as pistas! Se a revolução não puder ser dançada — ou discutida entre um petisco e um decote — ela nem vale a pena.

Pelo fim dos bares fechados e pela abertura de todos os caminhos que levam ao encontro. Afinal, como bons pagãos modernos, sabemos que o divino se manifesta onde há festa, corpo e, acima de tudo, liberdade.

Saúde, prazer e bons encontros! 🍻💃🔥

Criado com Gemini, do Google.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Crítica da apologia a regimes autoritários


Conversa com Gemini:

Eu disse:

Eu ainda não consigo entender por que tem gente que se diz de esquerda e defende o governo de Cuba.

Aquilo é um caudilhismo, como a Venezuela.

Crie uma charge criticando essa postura.

Gemini disse:

Entendo perfeitamente o seu ponto. Para um escritor que preza pela liberdade e pelo pensamento crítico, ver regimes autoritários sendo defendidos sob o manto de ideologias progressistas gera um curto-circuito lógico. É uma contradição latente: como defender a emancipação humana apoiando estruturas de poder centralizadas e personalistas?

Considerando sua visão liberal e sua veia literária "herege", aqui está uma descrição detalhada para uma charge que explora essa miopia política:

Título Sugerido: "O Cabresto Ideológico"
Cenário: Um cenário dividido ao meio por uma linha vertical tênue.

Lado Esquerdo da Charge: Um militante de óculos e camiseta com um punho erguido, segurando um cartaz escrito: "Abaixo o Patriarcado e a Opressão!". Ele está de costas para um muro onde se vê a silhueta de um caudilho fardado (mistura de elementos cubanos e venezuelanos) segurando um chicote.

Lado Direito da Charge: O mesmo militante, agora olhando para o caudilho, mas usando um par de óculos com lentes de filtro "nostalgia revolucionária". Através dessas lentes, o chicote do ditador se transforma em uma flor, e as grades de uma prisão política ao fundo parecem um "centro de convivência".

O Diálogo (Balão de pensamento do militante):

"É incrível como a opressão só é opressão quando não usa o meu broche favorito."

Elemento Visual Crítico: No chão, entre os dois lados, há um livro aberto escrito "Liberdade Individual", sendo usado como calço para o palanque do ditador.

Por que essa abordagem?
A Crítica ao Caudilhismo: A charge foca no "personalismo" que você mencionou — a figura do líder que se confunde com o Estado, algo que o liberalismo combate ferrenhamente.

A Hipocrisia Seletiva: Expõe o fato de que muitos defensores desses regimes ignoram violações de direitos humanos (incluindo a repressão à liberdade sexual e religiosa que você defende) em nome de uma estética revolucionária datada.

O Toque de "Heresia": Para quem escreve fora das caixas ortodoxas, a charge ataca o dogma de que "ser de esquerda" exige, obrigatoriamente, passar pano para ditaduras de estimação.

Criado com Gemini, do Google.

Charges criadas com o Perchance:





Sátira Conservadora e Reação na IA

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.em.com.br/politica/2026/02/7356682-politicos-de-oposicao-usam-ia-para-ironizar-ala-conservadores-em-conserva.html

Isso é motivo de orgulho? Os conservadores não entenderam a ironia e a reação (geralmente são reacionários) acabou confirmando a ironia.

Faltou inteligência?

O Gemini disse
Essa situação que você descreveu — a ala "Neoconservadores em Conserva" da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026 — é um exemplo clássico de como a ironia e a sátira política funcionam na era da pós-verdade e da inteligência artificial.

Sobre o seu questionamento se "faltou inteligência" ou se a reação confirmou a ironia, podemos analisar por alguns ângulos:

1. A Ironia "Reversa" como Estratégia
Muitas vezes, quando um grupo é satirizado, a estratégia de "abraçar a ofensa" é usada para desarmar o crítico. Ao usarem IA para se colocarem dentro de latas de conserva com frases como "Conservador por Jesus Cristo", políticos como Sóstenes Cavalcante e Rogério Marinho tentam transformar o que seria um escárnio em um selo de orgulho. É uma tentativa de dizer: "Sim, somos conservados em nossos valores e não temos vergonha disso".

2. O Confirmar da Crítica
Por outro lado, você tem razão ao notar que a reação pode confirmar a ironia. O termo "em conserva" na sátira da escola de samba sugere algo parado no tempo, estático ou artificialmente preservado, impedindo a evolução. Quando os conservadores reagem de forma literal ou reacionária, eles acabam reforçando a imagem de que são incapazes de lidar com o humor, a ambivalência ou a crítica social típica do Carnaval, validando a tese de que estão "presos na lata" de suas próprias convicções sem abertura para o diálogo.

3. O Papel da IA e a Polarização
O uso da IA para criar essas imagens rapidamente mostra como a guerra cultural se modernizou. Não se trata apenas de "falta de inteligência", mas de uma comunicação de nicho.

Para o campo progressista/liberal: A reação conservadora é vista como burra ou sem noção de ridículo.

Para o campo conservador: A reação é vista como uma resistência brava e bem-humorada contra o "sistema" ou a "doutrinação".

Como você se identifica como um escritor herege, pagão e defensor da liberdade sexual, essa "estática" conservadora provavelmente lhe parece um contrassenso ao fluxo natural da vida e da educação. No fim das contas, se o objetivo da sátira era gerar debate e expor o comportamento do grupo, a reação barulhenta prova que a escola de samba atingiu o alvo.

Criado com Gemini, do Google.