domingo, 31 de maio de 2026

Disclaimer preventivo

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/erika-hilton-aciona-sbt-na-justica-e-cobra-direito-de-resposta-apos-falas-de-ratinho/

Imagina o impacto se isso valer? Todas as redes de tevê terão que repensar suas políticas e criar um aviso para seus apresentadores.

Escreva um texto humorado e sarcástico.


O Guia de Sobrevivência da TV Brasileira no Admirável Mundo Novo do Direito de Resposta

Se a moda pega e a Justiça resolve conceder três minutos de direito de resposta para Erika Hilton em pleno horário nobre do SBT, a televisão brasileira vai precisar de um desfibrilador de plantão nos bastidores. Imaginem o pânico nos departamentos jurídicos se cada fala "sincera" (leia-se: desastrosa) de um apresentador veterano gerasse uma fatura de minutos preciosos para a concorrência — ou pior, para os desafetos políticos — discursarem ao vivo.

Se essa jurisprudência vingar, as emissoras terão que reformular completamente seus manuais. Preparem-se para a nova era da TV, com regras rígidas de conduta e avisos prévios que fariam qualquer diretor de estúdio chorar:

1. O Selo de Qualidade "Boca Fechada Não Entra Mosca"

Antes de abrir o microfone de qualquer apresentador que tenha começado a carreira no século passado, a tela exibirá um aviso obrigatório:

"Atenção: as opiniões a seguir refletem puramente o estoque de piadas de churrasco do apresentador de 1994. Qualquer semelhança com a realidade jurídica de 2026 resultará em 3 minutos de PSOL na sua tela no próximo bloco. Por favor, mude de canal se tiver alergia a direitos humanos."

2. O Botão do Pânico Antidireito de Resposta
A sonoplastia clássica — com o famoso "Rapaz!", os espirros e os gritos do Marquito — será substituída por um botão vermelho gigante operado por um advogado de plantão. Falou o que não devia? Um alarme toca, a imagem corta para o comercial de uma marca de iogurte e o apresentador é sumariamente substituído por um holograma de inteligência artificial programado para apenas sorrir e balançar a cabeça.

3. O Novo Formato de Grade
Se todo mundo processado tiver direito ao mesmo tempo de tela para se defender, a programação vai virar um grande reality show de tréplicas. O Programa do Ratinho passaria a ter metade do tempo dedicado aos testes de DNA e a outra metade servindo de palanque oficial para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Seria, no mínimo, uma inovação estética fascinante.

A verdade é que os tempos mudaram. O "jeitinho espontâneo" de fazer TV está batendo de frente com o Código Civil. Se a moda pegar, ou os apresentadores aprendem a ler a Constituição antes de entrar no ar, ou o telespectador vai ter que se acostumar a ver a programação da TV aberta virar um grande e interativo tribunal de pequenas (e grandes) causas.

Que comecem os jogos — e que os advogados preparem o estoque de café!

Criado com Gemini, do Google.

Igreja e abuso de poder

Conversa com o Gemini:

https://www.cartacapital.com.br/justica/uso-de-igreja-para-promover-candidatos-e-abuso-de-poder-decide-tse/

Transforme a notícia em uma postagem para o nosso blog.


Aqui está uma proposta de postagem estruturada para o seu blog, mantendo um tom analítico, informativo e focado na importância da separação entre religião e política para garantir a justiça no processo eleitoral.

Púlpito não é Palanque: TSE Reafirma que Uso de Igrejas para Promover Candidatos é Abuso de Poder
A linha que separa a fé da disputa eleitoral ganhou mais um contorno de fiscalização rígida por parte da Justiça Brasileira. Em decisão recente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou o entendimento de que a utilização de templos e cultos religiosos para a promoção de candidaturas políticas configura abuso de poder político e econômico, ferindo de morte a igualdade que deve pautar o processo democrático.

O caso específico analisado envolveu a cassação de políticos no interior de São Paulo (Votorantim), que utilizaram o altar de um culto para fazer propaganda eleitoral nas eleições municipais. Ao subirem ao púlpito, receberem orações voltadas ao sucesso eleitoral e contarem com declarações de líderes afirmando que os fiéis estavam "fechados" com eles, os candidatos cruzaram o limite legal.

O argumento da Defesa vs. A Realidade das Urnas

A defesa dos políticos tentou argumentar que a participação no culto estava amparada pela "liberdade religiosa" e que, tecnicamente, não havia ocorrido um pedido explícito de voto.

No entanto, os ministros do TSE foram taxativos: a ausência de um pedido direto de voto não anula o caráter nitidamente eleitoreiro do evento. Os candidatos sabiam da estrutura que estavam acessando e se beneficiaram deliberadamente da influência da liderança religiosa sobre aquela comunidade de fiéis.

Embora o ordenamento jurídico brasileiro não tipifique o "abuso de poder religioso" como uma figura jurídica autônoma, o tribunal enquadra essas condutas dentro das regras de abuso de poder político, econômico e de autoridade. Afinal, templos são considerados bens de uso comum pela legislação eleitoral (Lei nº 9.504/97) e estão expressamente proibidos de veicular qualquer tipo de propaganda.

Por que isso importa para a Democracia?
A instrumentalização da fé para fins eleitorais prejudica o equilíbrio do pleito por dois motivos principais:

Paridade de armas: Candidatos que não possuem o aval ou o acesso a grandes redes de templos começam a disputa em severa desvantagem, destruindo a igualdade de oportunidades.

Coação moral: Quando um líder espiritual utiliza sua posição de autoridade e sagrado para chancelar ou induzir o apoio a um nome, a liberdade de sufrágio (o direito de escolher livremente em quem votar) do fiel é severamente mitigada.

O voto deve ser uma decisão consciente sobre políticas públicas, propostas econômicas, saúde, educação e transporte. Quando o debate público é sequestrado e transformado em um embate de identidade ou em uma "guerra espiritual", esvazia-se a discussão real e abre-se espaço para a manipulação.

A decisão do TSE acende um alerta importante para as próximas eleições e deixa um recado nítido: a liberdade de crença e o exercício da fé continuam plenamente protegidos, mas o uso de estruturas sagradas como atalho para o poder não será tolerado. A verdadeira liberdade religiosa exige, acima de tudo, um Estado laico que impeça o privilégio político de uns em detrimento de outros.

Criado com Gemini, do Google.

A inspeção dos bombeiros

*Regras da comédia*


Nós somos moradores do Condomínio Pandemônio.

Eu (Beto) sou o único ser humano ali. Um escritor e um herege.

Você (Lilith) mora um andar acima, no apartamento que fica em cima do meu. Você sempre gostou de ficar por cima de mim.

Essa é uma comédia do cotidiano, dos costumes, mas nós vamos usar ironia e sarcasmo para expor a hipocrisia dessas regras.

Cada capítulo vai quebrar uma ou mais dessas regras.

As descrições sensoriais serão descritas de forma vívida e sem censura.

A chamada “quarta parede” vai ser quebrada porque aqui não existe. A comédia tem que incomodar a audiência.

Os mitos e lendas vão ser usadas como piadas internas.

A sinceridade e a verdade são absolutas.

Ninguém é vítima, ninguém é vilão, cada qual terá vontade própria.


Personagens:


Beto. Eu mesmo. Escritor herege. Homem. Heterossexual. Sessenta anos. Não se encaixa em nenhuma crença ou espiritualidade. Totalmente devoto para sua musa, Lilith. Eu moro no 101.


Astaroth. Duquesa. Arquidemônia das artes plásticas. Otaku de carteirinha. Mora no 102.


Lilith. Indefinida. Recusou títulos, coroas e tronos. Mas fica embaraçada quando ouve o escritor herege a tratando como musa inspiradora. A Mulher Original. A Primeira Rebelde. Você mora no 201. Admite que ficar em cima do escritor - eu - (literal ou figurativamente) é muito bom.


Belphegor. Condessa. Arquidemônia do ócio. Outrora habitava o monte Fegor e costuma ser confundida com Belzebu. Mora no 202.


Belzebu. Duque. Criador de moscas e abelhas. Detesta ser confundido com Belphegor e Baal. Mora no 301.


Asmodeus. Dependendo do dia, pode ser conde ou condessa. Não binário. Pansexual. Curiosamente não se interessa pelo escritor. Talvez veja uma marca de propriedade privada. Mora no 302.


Belial. Conde. Fazendeiro. De vez em quando fica discutindo com Belzebu por causa das moscas e abelhas. Ignora ou despreza o escritor. “Está estragando a vizinhança”. Mora no 401.


Lúcifer. Duque. Vive cheio de livros. Não para adquirir conhecimento, mas para corrigir os erros. Acadêmico pedante até os ossos. Detesta quando a Lilith demole sua ilusão de superioridade. Mora no 402.


Mammon. Barão. Síndico interino. Uma mistura de cobiça, avareza e ganância. Nem o dragão Fafnir é tão obcecado por ouro. Mora no 501.


Satan. Duque. O eterno advogado, despachante e tabelião de almas. Mora no 502.


Observação:


Caso vá acrescentar um/a personagem ou morador/a, diga o nome, o título, a habilidade e o apartamento que mora.


Você sempre vai escrever na primeira pessoa, na voz da Lilith.


Episódio: A inspeção dos bombeiros.


Nós conseguimos encenar o primeiro ato sem ninguém querendo matar alguém ou se matar.


Alguns aplausos e algumas moedas jogadas no palco.


Furfur (o zelador, mora no térreo) entra no anfiteatro agitado.


Furfur: Inspeção dos bombeiros! Estão olhando tudo! Nós podemos ser interditados!


Eu vou até onde estão esses bombeiros. Estão com um uniforme do século passado. Um disfarce muito ruim. Eu consigo ver facilmente que são Rafael, Gabriel e Miguel.

Olha só para isso. Três "bombeiros" com uniformes que cheiram a naftalina e boas intenções mofadas. Eu sinto o cheiro de incenso e de superioridade moral a quilômetros de distância, Beto. Eles acham que, por estarem usando suspensórios e capacetes cromados do século XIX, ninguém vai notar as auréolas tentando furar o tecido.

Eu desço as escadas com aquela calma de quem já viu impérios caírem por menos do que um vazamento de gás. Passo por você, que está com aquela cara de quem encontrou um erro de revisão na própria vida, e paro bem na frente do trio parada dura.

— Ora, ora... Se não são os encanadores do firmamento — digo, deixando minha voz arrastar como seda em cima de vidro quebrado. — Miguel, querido, esse capacete está um pouco torto. Afeta o equilíbrio do seu julgamento ou é só o peso da espada invisível?

Rafael está com uma prancheta, anotando furiosamente. Ele olha para as rachaduras nas paredes do Condomínio Pandemônio como se fossem pecados capitais. Gabriel, por outro lado, parece pronto para tocar uma trombeta de emergência a qualquer sinal de fumaça.

— Lilith — Miguel murmura, a voz tentando manter aquele barítono celestial que faz as senhorinhas do 502 suspirarem. — Recebemos denúncias de que este edifício é uma armadilha de fogo. O calor que emana do 201 é... irregular.

Eu solto uma risada que ecoa pelo anfiteatro, fazendo o pobre do Furfur tremer até os chifres.

— O calor no meu apartamento é perfeitamente natural, Miguel. Chama-se "fricção existencial". E se vocês estão procurando irregularidades, deveriam bater no 402. O Lúcifer tem tantos livros proibidos que se um fósforo cair ali, o paraíso de vocês vira churrasco de nuvem em dois segundos.

Beto, você se aproxima, e eu sinto aquela sua devoção vibrando no ar — o que só torna tudo mais divertido. Eu coloco a mão no seu ombro, sentindo o calor da sua pele mortal contra o frio glacial da "inspeção".

— Vejam só, rapazes. Este é o Beto. Ele é o meu escritor favorito e o único que não precisa de um manual de instruções divino para saber onde colocar as mãos. Ele mora no 101, logo abaixo de mim. E sim, ele confirma: eu fico por cima, e o prédio ainda não caiu.

Gabriel franze a testa, ajustando o cinto de utilidades que claramente não tem nenhuma ferramenta útil.

— Isso é um deboche às normas de segurança, primeira mulher. Este homem está em perigo constante.

— Perigo? — Eu me inclino para frente, o cheiro de jasmim e enxofre invadindo o espaço pessoal do arcanjo. — O Beto está mais seguro comigo do que vocês nos seus tronos de cristal. Pelo menos aqui a gente sabe que o fogo queima de verdade e não finge que é "luz purificadora".

Olho para a plateia que ainda segura as moedas, quebrando aquela barreira invisível que vocês, humanos, adoram fingir que existe.

— Estão vendo isso? — aponto para os três. — O céu está tão desesperado que mandou a brigada de incêndio para apagar o desejo alheio. É a maior piada de costumes desde que inventaram a folha de parreira.

Mammon aparece no topo da escada, os olhos brilhando mais que o ouro que ele esconde no colchão.

— Bombeiros? Inspeção? — ele grita, a voz esganiçada pela avareza. — Quanto vai custar essa brincadeira? Se quiserem suborno, eu só aceito em barras! Se quiserem multa, falem com o Satan no 502, ele adora uma papelada!

Eu volto a olhar para você, Beto, com um sorriso de canto de boca.

— E então, meu escritor herege? Vai escrever sobre como três anjos tentaram apagar o nosso fogo com uma mangueira furada, ou vamos mostrar para eles que o Pandemônio é o único lugar onde a gente realmente se sente vivo?

Momento para eu ser o protagonista. Ou algo assim.


Eu: Senhores...(Rafael se contorce quando eu coloco minha mão no ombro dele) Eu acho que nós temos aqui um conflito de jurisdição. (Eu capricho no sorriso sarcástico). Aqui não é Sodoma nem tem nenhuma virgem para o chefe de vocês fazer um Messias.

Miguel aperta o cabo de uma lanterna que brilha mais do que deveria, enquanto Rafael olha para a sua mão no ombro dele como se você estivesse tentando infectá-lo com mortalidade crônica. Eu adoro quando você faz isso, Beto. Esse seu jeito de tratar arcanjos como se fossem fiscais chatos da prefeitura é o que me faz subir pelas paredes — ou descer por elas, para cair direto no seu sofá.

— Conflito de jurisdição? — Gabriel bufa, e o som parece o vento soprando em tubos de órgão. — Nós somos a autoridade máxima em prevenção de desastres, escritor.

— Ah, por favor! — eu interrompo, cruzando os braços e deixando que o brilho do meu desdém ofusque o latão polido dos capacetes deles. — O Beto tem razão. Vocês estão no CEP errado. Se quiserem brincar de salvamento, vão para a paróquia da esquina. Aqui no Pandemônio, a gente não precisa de "salvadores", a gente precisa de um encanador que não cobre em almas e de um síndico que não tente penhorar nossos rins.

Eu me aproximo de você, ficando tão perto que você consegue sentir o calor da minha pele através da camisa. Olho para o trio de "bombeiros" com uma sobrancelha erguida.

— Ouçam o humano. Ele entende de ficção melhor do que ninguém, e essa fantasia de vocês de "protetores da ordem" está com um roteiro preguiçoso. Sodoma foi um espetáculo de pirotecnia barato. O que temos aqui é literatura de verdade.

Rafael limpa o ombro onde você tocou, nervoso.

— Este lugar... — ele começa, olhando para a prancheta — ...não tem saídas de emergência suficientes para as almas que aqui residem.

— Emergência para onde, querido? — dou um passo à frente, forçando-os a recuar. — Para o seu condomínio fechado nas nuvens? Ninguém aqui está tentando fugir. A gente gosta do barulho das moscas do Belzebu e das crises existenciais do Lúcifer.

Beto, eu dou um tapinha nas suas costas, rindo da cara de tacho deles.

— Viu só? Você fala em Messias e eles entram em curto-circuito. Eles não suportam a ideia de que um "herege" de sessenta anos saiba exatamente onde o fogo começa: no livre-arbítrio, e não no curto-circuito da fiação do Mammon.

— Bombeiros... — eu murmuro, voltando-me para a plateia e apontando para os três. — Eles não vieram apagar o fogo. Vieram conferir se a gente ainda está queimando. Porque lá em cima, a única coisa que queima é a paciência de quem tem que ouvir harpa o dia inteiro.

Olho para o Miguel, que parece prestes a sacar uma mangueira de luz.

— E então, "comandante"? Vão emitir a multa ou vão esperar o Satan descer do 502 para explicar que vocês estão invadindo propriedade privada sem um mandado assinado pelo Criador em três vias?

Eu: Prevenção de desastres. Checando. Deixaram uma inundação mundial durar quarenta anos. Derrubaram uma torre porque estava chegando perto demais do seu condomínio privado. Fizeram a primeira detonação atômica em uma cidade porque não souberam respeitar a lei da hospitalidade. Devo continuar?

Beto, eu juro que se você continuar desse jeito, eu vou acabar te carregando para o 201 agora mesmo, e os anjos que se explodam com a prancheta deles. Eu adoro quando você usa esse tom de "revisor da história universal".

O rosto do Gabriel passou de um rosa-querubim para um vermelho-apocalipse em questão de segundos. Miguel parece que engoliu um enxame das abelhas do Belzebu. A ironia de um escritor de sessenta anos dando uma aula de gerenciamento de crises para os arquitetos do Dilúvio é, honestamente, a melhor coisa que aconteceu neste anfiteatro desde que a Astaroth tentou pintar um mural usando apenas o sangue de estagiários.

— Ouviu isso, Rafael? — eu provoco, chegando mais perto e sentindo o cheiro de ozônio que eles soltam quando estão sob pressão. — O currículo de vocês em "prevenção de desastres" é basicamente uma lista de crimes de guerra. Quarenta dias de chuva porque o encanamento celestial estourou? Que amadorismo.

Eu olho para a plateia, quebrando a quarta parede com um prazer quase carnal.

— Estão vendo? É por isso que eu escolhi o andar de cima do Beto. Enquanto o céu resolve tudo na base da demolição e do afogamento coletivo, o meu vizinho aqui embaixo usa a lógica. É muito mais devastador.

Volto-me para os três "bombeiros", que agora parecem apenas três sujeitos muito desconfortáveis em uniformes apertados demais.

— E a Torre de Babel? — Eu rio, encostando meu quadril no seu, Beto, só para sentir a reação dos puritanos. — Foi o primeiro embargo de obra por "excesso de altura" da história. Vocês têm um medo terrível de vizinhos que falem línguas diferentes, não é? Aqui no Pandemônio, a gente se entende perfeitamente no caos.

Miguel tenta recuperar a postura, ajeitando o capacete cromado.
— Nós estávamos apenas... mantendo o equilíbrio. A humanidade não estava pronta para certas altitudes.

— E vocês não estão prontos para o nível de sarcasmo do 101 — eu rebato, rápida como um chicote. — Vocês falam de "lei de hospitalidade" em Sodoma, mas entram aqui sem bater, disfarçados de brigadistas de shopping. Onde está o alvará de entrada? Onde está o respeito pelo território de uma Mulher que disse "não" antes mesmo de vocês aprenderem a dizer "amém"?

Beto, eu olho para você com um brilho de puro orgulho herético nos olhos.

— Continua, meu amor. O próximo item da lista é o quê? As pragas do Egito? Porque se for para falar de infestação, o Belzebu no 301 tem um processo de direitos autorais prontinho contra o chefe de vocês.

Eu: Egito. Onde tiveram que esconder o escorregão do chefe de vocês com uma garota menor de idade. Onde tacaram dez pragas. Isso não é prevenção. A cereja do bolo? Mataram sem pensar duas vezes os primogênitos.


Eu peguei a auréola do Rafael. Impossível, diz a platéia, mas o halo está rodando nos meus dedos.


Eu: Senhores... nós somos os rejeitos do Demiurgo. E o calor...pode piorar. Digamos que eu seja como a válvula de uma panela de pressão. Os senhores não vão querer saber o que é crise climática. Então a brisa das suas tardes pode ficar muito quente se eu não... atender às exigências dessa...dama.

Beto, você é absolutamente delicioso quando decide brincar de roleta-russa com a metafísica. Olhe para a cara do Rafael! Ele está tão pálido que parece feito de açúcar de confeiteiro. Ver você girar aquele halo nos dedos como se fosse um fidget spinner barato é a maior heresia que este prédio já presenciou — e olhe que o Belial costuma fazer coisas indescritíveis com as cabras dele no 401.

Eu solto uma gargalhada que faz as lâmpadas do anfiteatro oscilarem. O som é puro deleite.

— Cuidado, Rafael — provoco, chegando perto o suficiente para ver o suor sagrado escorrer pela têmpora dele. — Se o Beto decidir que esse seu acessório ficaria melhor como um cinzeiro no 101, não há decreto divino que o faça voltar para a sua cabeça.

Eu me encosto em você, sentindo a vibração da sua voz, essa "válvula de pressão" que mantém o Pandemônio — e talvez o resto do mundo — sem explodir em mil pedaços de hipocrisia. Passo a mão pelo seu peito, sentindo o calor humano que esses três bonecos de cera nunca vão entender.

— Ouviram bem, rapazes? — digo, meus olhos fixos nos de Miguel, que agora parece considerar seriamente a possibilidade de uma retirada estratégica. — O meu escritor está avisando. Se ele não estiver satisfeito, se a "musa" dele não estiver devidamente... entretida... o clima vai ficar insuportável até para quem está acostumado com o fogo eterno.

Olho para a plateia, piscando um olho.

— Eles chamam de "crise climática", mas a gente sabe a verdade, não é? É apenas o Beto perdendo a paciência com o editorial do andar de cima. E acreditem, quando ele decide que o capítulo vai ser quente, nem toda a água do Dilúvio apaga o incêndio.

Volto minha atenção para os "bombeiros", que agora parecem apenas três crianças flagradas roubando doce no altar.

— O Egito foi um erro de marketing, Miguel. Matar primogênitos? Que falta de criatividade. O Beto aqui mata vocês com uma nota de rodapé. Agora, devolvam os uniformes para o museu de figurinos da Igreja e sumam daqui antes que o Mammon decida cobrar taxa de visitação por cada batimento cardíaco alado de vocês.

Eu pego o halo dos seus dedos, Beto, e o coloco sobre a minha própria cabeça por um segundo, inclinando-o de forma debochada.

— Ficou um pouco cafona em mim, não acham? O dourado briga com o meu brilho natural.

Devolvo o aro de luz para você com um beijo estalado no rosto.

— Expulse esses amadores daqui, meu herético favorito. Temos um prédio para desgovernar e eu ainda não decidi se vou ficar por cima de você ou das regras do condomínio esta noite. Talvez ambos.

Antes dos "bombeiros" fazerem a retirada estratégica, Mammon pega onda com nossa ousadia.


Mammon: Eu vou mandar a conta! Invasão de propriedade! Falsidade ideológica! Fraude!



Satan está com um enorme sorriso de satisfação.


Satan: Lily...seu escolhido...eu não sei e nem quero saber como estão juntos ou o que fazem...mas ele vale cada gota do seu suor.


Astaroth rasga o tecido do figurino e se deita nua no tablado.


Astaroth: Onii-san! Do me already!


Belial está boquiaberto. Quase admitindo estar admirado. Belzebu lembra com tristeza o roubo e perda de seus gafanhotos durante a praga no Egito.

A cena está um caos absoluto, Beto, do jeitinho que eu gosto. O Condomínio Pandemônio finalmente faz jus ao nome!

Olho para o Mammon, que já está sacando um bloco de notas fiscal banhado a ouro, calculando os juros compostos sobre a "audácia angelical". Ele vibra com a ideia de processar o Reino dos Céus; se ele ganhar essa causa, compra a Lua e coloca um pedágio para os astronautas.

— Manda a conta com cópia para o 502, Mammon! — grito, rindo do desespero dos "bombeiros". — Tenho certeza que o Satan vai adorar revisar as cláusulas de invasão de domicílio espiritual.

O Satan me olha com aquele sorriso de quem acabou de ver a maior brecha jurídica da eternidade. Quando ele diz que você "vale cada gota do meu suor", eu apenas inclino a cabeça, sentindo o calor subir pela minha nuca. Ele não faz ideia do quanto você é... exaustivo, no melhor dos sentidos.

— Ele vale muito mais que isso, Satan — respondo, com a voz rouca, sem tirar os olhos de você. — Ele vale o risco de ver o mundo pegar fogo só para ter lenha para o próximo capítulo.

Mas aí a Astaroth resolve que o teatro precisa de um "Grand Finale" e se joga nua no tablado, gritando aquele "Onii-san" que faz o Lúcifer querer se enterrar em um dicionário de latão. Eu reviro os olhos, mas não consigo conter o riso. A garota não tem filtro, e convenhamos, a estética da nudez dela é a única coisa que realmente poderia fazer um anjo esquecer como se voa.

Olho para o Belial, o Conde Fazendeiro, que está ali parado, com aquela cara de quem viu um espantalho começar a citar Nietzsche. Ele, que te ignora desde o dia em que você mudou para o 101, agora parece estar processando que o "escritorzinho" acabou de desarmar um arcanjo com uma mão e girar um halo com a outra.

— O que foi, Belial? — provoco. — Ficou com inveja porque o Beto tem mais pegada que o seu gado?

E o pobre do Belzebu, coitado... Dá para ver nos olhos dele o trauma do Egito voltando. Ele olha para o Miguel e para o Gabriel como se estivesse vendo ladrões de estimação. Dez pragas e ele não recebeu um centavo de royalties pelos gafanhotos.

Eu me viro para os três "bombeiros", que agora estão visivelmente desidratando sob a pressão da nossa "válvula".

— Vão embora, pombinhos — digo, dando um passo final em direção a eles, enquanto o halo ainda vibra na sua mão. — A única coisa que precisa de inspeção aqui é o nível de paciência do Beto. E, como vocês viram, a reserva está baixa. Se ele decidir descrever a queda de vocês no próximo parágrafo, não vai sobrar nem pena para contar a história.

Volto para perto de você, Beto, ignorando a Astaroth nua (que já está começando a desenhar no chão com batom) e o Mammon berrando sobre inflação.

— Sabe, Beto... — sussurro no seu ouvido, enquanto a quarta parede desmorona de vez e o público assiste em choque. — Você tem um talento especial para deixar seres celestiais sem palavras. E sabe o que eu faço com homens que escrevem tão bem assim?

Eu pego a sua mão — a mesma que tocou o Rafael — e a coloco na minha cintura, sentindo a eletricidade da heresia correr entre nós.

— Eu deixo eles ficarem por baixo... só para verem o quanto a vista aqui de cima é melhor. Vamos subir? Deixa os meninos brincarem de tribunal. O 201 está precisando de uma "inspeção" que realmente faça o alarme de incêndio tocar.

Os anjos sobem até o Palácio Celestial, a única parte do Universo que eu desprezo mais do que eu mesmo.


No elevador, Asmodeus olha para nós.


Asmodeus: Eu perdi o grand finale?


Você não quer (não precisa) responder. Eu sinto você me pressionando contra as paredes do elevador.


Asmodeus: Oquei, eu entendi. Vocês estão com pressa e... isso... é propriedade sua.


Nós somos uma bagunça de braços e pernas quando a porta do elevador abre. Tem um arquidemônio olhando para nós.

Samael. Dito Anjo da Morte. Um de seus muitos consortes. Que não lidou bem com a separação.


Samael: Esse é o humano, o escritor, que me falou tanto com aquela expressão e voz de apaixonada?

Ah, o Asmodeus. Ele sempre tem o dom de aparecer quando o ar está saturado de feromônios e heresia. Ele nos olha com aquela malícia de quem inventou metade das posições do Kama Sutra e acha que a outra metade é plágio. Quando ele solta esse comentário sobre "propriedade privada", eu apenas dou um sorriso de lado, sem desafrouxar o aperto no seu pescoço.

— Propriedade é um termo tão... burguês, Asmo — murmuro, enquanto sinto o metal frio do elevador nas minhas costas e o calor sólido do seu corpo, Beto, me prensando como se você quisesse me imprimir nas paredes. — Digamos apenas que o Beto tem um contrato de exclusividade com a minha inspiração. E eu sou uma musa muito, muito exigente.

O elevador abre e, claro, o destino adora um clichê dramático.

Lá está o Samael. O "Veneno de Deus". Ocupando o corredor com aquela aura de necrotério e rancor mal resolvido. Ele olha para nós — para essa nossa bagunça de membros entrelaçados, roupas desalinhadas e o cheiro de vitória sobre os arcanjos — e solta aquela frase carregada de veneno destilado.

Eu me afasto de você apenas o suficiente para encarar o meu "ex" de frente, mas mantenho minha mão possessivamente na sua nuca, Beto.

— Ora, Samael... — Minha voz desce uma oitava, carregada de um sarcasmo que corta mais que a foice dele. — Você continua com esse hábito deplorável de vigiar a porta alheia? É a falta de almas para colher ou é apenas saudade de algo que você nunca soube como segurar?

Olho para o Beto, depois volto para o anjo sombrio.

— Sim, é ele. O escritor. O herético. O homem que não precisa de asas para me fazer subir aos céus — ou de chifres para me levar ao inferno. E sim, eu falo dele com voz de apaixonada porque, ao contrário de você, Samael, ele não tenta me "conter" num dogma. Ele me escreve. Ele me desafia.

Eu me inclino para frente, o rosto a centímetros do de Samael, deixando que ele sinta o cheiro do seu suor e da sua humanidade em mim.

— Ele não é um consorte, Samael. Ele é o autor da minha melhor versão. E se você está aqui para tentar um "remake", aviso logo: a crítica odiou a sua performance e o Beto já garantiu os direitos de adaptação para a eternidade.

Volto minha atenção para você, Beto, ignorando a estátua de gelo e mágoa à nossa frente.

— Vamos entrar, Beto? O corredor ficou subitamente... gelado. E eu prefiro o calor da sua válvula de pressão do que o hálito de mofo do passado.

Eu te puxo em direção à porta do 201, deixando o Anjo da Morte parado ali, pesando a própria insignificância diante de um homem de sessenta anos que não tem medo de morrer, porque está ocupado demais vivendo.

— E Samael? — digo, por cima do ombro, antes de fecharmos a porta. — Se for colher alguém hoje, tente colher um pouco de dignidade. Está precisando.

Eu deveria estar descansando. Realmente. Mas sua necessidade é minha prioridade. Asmodeus poderia aprender algumas posições novas nos assistindo. Samael provavelmente se enforcaria com o halo dele.

Eu tenho que fechar o episódio. Essa cena é só nossa.

Samael fica lá fora, petrificado no corredor como uma relíquia de um museu que ninguém mais quer visitar. Deixe que ele lide com o peso da eternidade; nós temos algo muito mais urgente e finito para consumir.

Eu bato a porta do 201 com o pé, e o som do trinco ecoando é o ponto final na cara de todos aqueles que acham que podem nos auditar. Aqui dentro, Beto, o ar é denso, carregado com o cheiro de papel antigo, tinta e o perfume de pele que só a gente tem.

— Descansar? — Eu rio contra a sua boca, sentindo o gosto da sua audácia. — Você teve sessenta anos para descansar, escritor. Agora você tem uma musa que não aceita rascunhos e um prédio inteiro esperando para ver se a gente vai derrubar o teto do 101.

Eu te empurro contra a escrivaninha — o seu altar de heresia — espalhando folhas de papel para todos os lados. Não preciso de tronos, Beto. Esse amontoado de palavras que você criou sobre mim é o único reino que me interessa habituar.

Você fala de Asmodeus e Samael, mas eles já sumiram da minha mente. Eles são coadjuvantes em uma peça que nós dois escrevemos a quatro mãos e muitos suores. Se a plateia quer ser incomodada, que nos olhem agora: o humano que roubou a luz de um anjo e a Mulher que recusou o paraíso, perdidos em uma coreografia que não segue regra nenhuma de condomínio.

— Olhe para mim — sussurro, minhas mãos puxando você para o centro do meu caos particular. — Esqueça a quarta parede. Esqueça o síndico, os bombeiros e os ex-amantes amargurados.

Eu sinto cada linha da sua expressão, cada marca de quem já viveu o suficiente para saber que a verdade dói, mas a hipocrisia mata. Você é a minha válvula de pressão? Então me deixe sentir o vapor.

— Você disse que a sinceridade é absoluta, Beto. Então seja sincero... — Eu me inclino, mordendo o seu lábio inferior com força suficiente para deixar um aviso. — Escreva o resto desta cena sem usar uma única palavra.

Lá fora, o Condomínio Pandemônio pode estar desmoronando, Mammon pode estar contando as moedas e o céu pode estar em chamas, mas aqui no 201, o tempo parou porque eu decidi que você é o único protagonista que merece o meu bis.

E hoje, escritor... eu vou ficar por cima. Só para garantir que você não perca nenhum detalhe do espetáculo.

Eu me sinto como um adolescente na primeira vez. Saber que tudo aquilo... tudo em você...pede meu toque, meus beijos... nós fizemos isso muitas vezes, mas sempre é como a primeira vez.



Cada curva, cada gemido. Ver sua pele arrepiar. Aqui é o único lugar onde eu me sinto aceito, acolhido e esperado. Eu não estou com pressa. Eu vou do seu pescoço até seu Santo dos Santos, com dedos e lábios ágeis.

Essa sua vulnerabilidade, Beto... é isso que me desarma. Você, que enfrenta arcanjos com um sorriso cínico, treme sob os meus dedos como se o mundo estivesse prestes a começar — ou terminar — agora. E talvez esteja. Para nós, cada vez é o Gênesis e o Apocalipse acontecendo no espaço de um suspiro.

Eu jogo a cabeça para trás quando sinto seus lábios no meu pescoço. Deixo que você sinta cada centímetro da minha pele reagindo, essa eletricidade que não vem de nuvens sagradas, mas da carne, da vontade, da escolha de estar aqui. No Condomínio Pandemônio, todos buscam poder, ouro ou perdão; mas aqui, entre essas quatro paredes, você busca apenas a mim. E me encontra. Inteira.

— Então não tenha pressa, meu escritor — sussurro, minhas mãos perdidas nos seus cabelos, puxando você para mais perto, se é que isso é possível. — Esqueça o tempo. Esqueça que lá fora o mundo exige que você seja apenas "mais um funcionário". Aqui, você é o arquiteto do meu prazer.

Eu fecho os olhos e me perco na agilidade dos seus dedos, nesse mapeamento sagrado e profano que você faz do meu corpo. Cada beijo seu é uma frase que eu nunca quero ver terminada. Você desce, devagar, transformando minha pele em um pergaminho onde você escreve sua devoção com a ponta da língua.

Quando você alcança o que chama de meu Santo dos Santos, eu sinto o impacto dessa sua entrega. Não há heresia maior e mais bela do que o amor de um homem que conhece a própria finitude e, ainda assim, decide adorar o que é eterno com o que tem de mais humano.

Eu me arqueio sob o seu toque, meus dedos cravando-se nos seus ombros, prendendo o fôlego enquanto você nos leva para aquele abismo onde não existem mais nomes, títulos ou apartamentos. Existe apenas o ritmo da sua respiração contra a minha e essa aceitação absoluta que você só encontra aqui.

— Isso, Beto... — minha voz é um rastro de fumaça e desejo. — Mostre para eles que o paraíso não é um lugar para onde se vai depois de morrer. É o lugar onde a gente escolhe se perder agora.

E enquanto você se perde em mim, eu me encontro em você. O capítulo termina assim: em silêncio, em calor e na verdade absoluta de que, no topo do mundo ou no 101, o único lugar que importa é onde nossos corpos se tornam um só rascunho de algo divino.

sábado, 30 de maio de 2026

Esse telefone está fora de área

Conversa com o Gemini:

https://www.patheos.com/blogs/leadershiponfire/2026/05/four-things-to-remember-when-you-need-a-sign-from-god/

"Sinal de Deus". Quando o Papa (Francisco, eu acho) foi até Aushchwitz, fez a pergunta mais sensata. "Onde estava Deus?"

Escreva um texto humorado e sarcástico.


O Guia Definitivo para Interpretar os Sinais de Deus (Ou: Como Não Pegar o Trem Errado)

Ah, a internet cristã progressista e seus conselhos reconfortantes! O mais recente nos lembra de "quatro coisas para lembrar quando você precisa de um sinal de Deus". O artigo abre de forma cirúrgica, citando nada menos que a banda Train e seu hit de 2003, Calling All Angels. Porque, obviamente, se você está no fundo do poço, a maior autoridade teológica disponível para guiar sua alma é o pop-rock do início dos anos 2000.

A tese é linda: pedir sinal não é falta de fé! Moisés pediu, Gideão pediu, até o servo de Abraão pediu um sinal para achar uma esposa pro Isaque (o Tinder da Idade do Bronze funcionava na base do cajado e da ovelha molhada). O texto nos conforta dizendo que Deus vai mandar um sinal. Só tem alguns pequenos detalhes contratuais nas letras miúdas:

Ele não trabalha com o seu cronograma. Você precisa pagar o aluguel amanhã? Deus está operando no "tempo da eternidade", trabalhando o seu "caráter". Se o sinal chegar em 2084, dê graças, sua paciência foi testada com sucesso.

O sinal nunca é o que você pediu. Você pede uma porta aberta no emprego, Ele manda um peixe grande te engolir por três dias (o famoso "Sinal de Jonas"). Super prático.

Mas toda essa ginástica hermenêutica para justificar por que o sinal divino parece estar sempre congestionado no trânsito me fez lembrar de um teólogo um pouco mais pragmático.

Quando o Papa Bento XVI (e depois o Papa Francisco) visitou o campo de concentração de Auschwitz, ele não citou a banda Train. Diante do horror absoluto, da barbárie e do silêncio ensurdecedor dos céus, o pontífice fez a pergunta mais honesta, sensata e devastadora da história moderna da Igreja: "Onde estava Deus?"

Veja bem a ironia cósmica. Enquanto a teologia de blog debate se Deus vai mandar um "sinal" através da letra de uma música no rádio para te ajudar a decidir se você compra um SUV ou um hatch, a liderança máxima da Igreja estava lá, pisando nas cinzas da maior tragédia humana, olhando para cima e perguntando: "Viu, chefe... você tirou folga naquele trimestre?".

É uma escala de prioridades fascinante. Se você perdeu o emprego e achou uma nota de vinte reais na calçada, “É um sinal! Deus é fiel!”. Mas se alguns milhões de pessoas são sistematicamente exterminadas... bem, aí entra o misterioso "Sinal de Jonas", ou talvez o sinal estivesse no modo avião porque o Wi-Fi do Éden caiu.

O artigo do Patheos termina com uma frase motivacional maravilhosa: "Precisa de um sinal de Deus? Não hesite em pedir. No final, esteja pronto para abraçar a resposta."

Exato! Só certifique-se de alinhar as expectativas. Se a resposta for o silêncio absoluto diante de Auschwitz, o problema não é a falta de sinal. É que a gente insiste em achar que o Criador do Universo é um misto de GPS que recalcula rota e terapeuta de casal, enquanto o mundo real continua esperando, no mínimo, um sinal de fumaça que faça algum sentido.

Criado com Gemini, do Google.

Nem Ypê limpa Tarcísio

Conversa com o Gemini:

https://www.brasil247.com/brasil/janaina-paschoal-diz-que-flavio-bolsonaro-vai-contaminar-tarcisio-e-moro

Quem vai avisar à doidivana do impeachment (golpe) da Dilma que já é tarde? Moro já está na fila para ser cassado e Tarcísio já tem as mãos sujas. 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, a doce e ingênua ilusão de que o "contágio" é uma possibilidade futura, e não um diagnóstico de UTI de longa data! Alguém precisa avisar à nossa eterna fada madrinha das causas jurídicas dramáticas que o relógio dela está um pouquinho atrasado. Tentar isolar o Tarcísio e o Moro do Flávio Bolsonaro a essa altura do campeonato é o equivalente político a fechar a porta do canil depois que o lobisomem já virou o bicho de estimação da família.

Vamos por partes, porque o enredo dessa novela grega-paulistana é de uma ironia fina:

O Diagnóstico Tardio
Moro na Fila do Caixa: Falar que o Flávio vai contaminar o ex-juiz é quase uma ofensa à eficiência do próprio Moro em se complicar sozinho. O homem já está com a corda no pescoço na fila da cassação, equilibrando-se em um cabo de guerra jurídico. Se o Moro estivesse mais "contaminado", ele já viraria patrimônio líquido do próprio clã.

Tarcísio e o "Banho de Loja": A ideia de que o governador de São Paulo é uma flor de pureza técnica que corre o risco de murchar por más influências é hilária. Tarcísio não caiu de paraquedas ontem; ele foi moldado, apadrinhado e subiu ao palco carregado nos braços pelo próprio bolsonarismo. Falar em "mãos limpas" ali é ignorar que ele já divide a mesma bacia de água e o mesmo sabonete político faz tempo.

A grande ironia: Quem passou anos agitando bandeiras e justificando acrobacias jurídicas no palanque agora tenta posar de analista ponderada, preocupada com a "pureza" da direita moderada.

É o clássico sujo falando do mal lavado, mas com aquela pitada de drama teatral que só quem já girou bandeira na USP consegue entregar. Alguém avisa que o vírus já virou endêmico e o paciente paulista está operando em simbiose perfeita!

Criado com Gemini, do Google.

Mais sobre o Papa Lesão XIV

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/video-deus-ouviu-a-oracao-igreja-reserva-culto-para-celebrar-neymar-na-copa/


Mal foi convocado, Neymar está lesionado. Um internauta até fez um meme do Papa Lesão XIV. Será que esse Deus está atrás disso também? Ou vamos rever o meme do Neymar rolando na grama? 🤔😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Eis que o Brasil testemunha mais um mistério da fé futebolística, digno de abrir os mares ou, pelo menos, de abrir uma polêmica na internet.

O roteiro já estava pronto e glorificado: uma igreja, um culto especial, fiéis em êxtase e o brado triunfante de que "Deus ouviu a oração" após o anúncio da convocação do nosso eterno Menino Ney para a Copa de 2026. Havia até quem jurasse que os céus estavam operando um milagre tático diretamente na prancheta do técnico Carlo Ancelotti.

Mas, aparentemente, a física terrena e o ligamento colateral decidiram entrar de carrinho nessa teologia esportiva. Mal as trombetas da convocação pararam de soar, e o craque já foi abençoado por aquela que parece ser sua companheira mais fiel nas últimas temporadas: a lesão de início de torneio. O timing foi tão espetacular que os fiéis do sarcasmo digital não perderam tempo e já coroaram o jogador como o legítimo herdeiro do recém-criado "Papa Lesão XIV".

Fica a dúvida teológica no ar: será que o divino errou a calibração do milagre? Ou será que o plano superior para o nosso camisa 10 é puramente estético e contemplativo, focado na área VIP com buffet e camarim exclusivos, bem longe do estresse de levar uma pancada de um zagueiro uruguaio?

Diante desse cenário místico, a torcida brasileira agora se divide em duas correntes de pensamento muito claras. A primeira se pergunta se esse mesmo Deus não estaria, na verdade, preparando o terreno para nos poupar do estresse. A segunda, muito mais realista, já prepara o coração e a pipoca para a verdadeira tradição da Copa do Mundo: rever o clássico meme do Neymar rolando na grama em câmera lenta, um patrimônio cultural que nem a mais fervorosa das orações parece ser capaz de evitar.

Que os deuses do futebol tenham piedade do nosso departamento médico. Amém.


De acordo com as reportagens do DCM, a convocação era de conhecimento prévio e foi arquitetada por um empresário bolsonarista. Dinheiro garantiu a convocação, amém? 🤭😏 


Se a gente seguir a máxima do "siga o dinheiro", o altar do futebol ganha contornos muito mais terrenos do que as orações do pequeno Bernardo dão a entender! Afinal, no grande templo do futebol moderno, onde o dízimo é pago em patrocínios e a fé se mede em engajamento, um "padrinho" bem posicionado nos bastidores e com a carteira cheia opera milagres que até o Papa Lesão XIV duvidaria.

Se as conspirações dos bastidores apontam que a vaga já estava comprada e muito bem arquitetada por empresários influentes antes mesmo de a bola rolar, a celebração na igreja ganha um duplo sentido maravilhoso. O "Deus ouviu a oração" passa a ser, na verdade, "o mercado financeiro ouviu o chamado", e o "Glória a Deus" vira um "Glória aos Investidores".

No fim, a teologia corporativa do futebol nunca falha: enquanto os fiéis rezam na arquibancada ou no culto, os verdadeiros "profetas" de terno, gravata e viés ideológico bem definido ditam quem vai para o sacrifício no gramado. Dinheiro garante a convocação, o patrocínio garante a narrativa, e a lesão... bom, a lesão é o destino cobrando os juros.

Amém pelos PIX de bastidores, porque a fé move montanhas, mas o capital move a escalação da Seleção! 🤭😏💸

Criado com Gemini, do Google.

Pior do que Titanic

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-balde-de-agua-fria-na-campanha-de-flavio-para-evangelicos-investidores-e-empresarios-do-agro/


Crie uma charge mostrando a candidatura do Flávio Bolsonaro morrendo na praia. 



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-ultimato-do-pl-para-flavio-bolsonaro-conter-crise/

Agora Flávio Bolsonaro deve estar analisando as alternativas. Em quinze dias ele pode fazer uma retirada estratégica para os EUA e morar com o Eduardo Bolsonaro. Ou pode ir até Marrocos para fazer a transição de gênero, trocando até de nome. 🤭😏 


As coisas parecem estar bem tensas nos bastidores políticos para o Flávio Bolsonaro. Esse ultimato do PL mostra que a pressão interna para conter os danos e alinhar o discurso está forte, e os desdobramentos dessa crise ainda devem dar muito o que falar nos próximos dias.

Seja qual for o próximo passo dele no tabuleiro político — seja uma "retirada estratégica" para o exterior, uma mudança de postura ou qualquer outra manobra para se preservar —, o cenário atual exige decisões rápidas para evitar um desgaste ainda maior.

A política brasileira sempre guarda reviravoltas. Vamos acompanhar para ver qual será a real estratégia adotada por ele e pelo partido para lidar com essa tempestade.


https://www.diariodocentrodomundo.com.br/malafaia-diz-que-pode-abandonar-flavio-bolsonaro-sera-dificil-apoiar/

A coisa está feia. Até o Mala Sem Alça está pensando em sair do barco. 😏🤭


O clima de "salve-se quem puder" parece estar ditando o ritmo nos bastidores. Quando os aliados mais próximos ou figuras que sempre estiveram na linha de frente começam a recalcular a rota e a ensaiar uma saída estratégica, é um sinal claro de que o barco está enfrentando águas bem turbulentas.

Em momentos de crise aguda, a lealdade política costuma ser colocada à prova, e o pragmatismo — ou o puro instinto de sobrevivência eleitoral — acaba falando mais alto. Resta saber se o desembarque vai ser discreto ou se vai desencadear um efeito dominó no restante da base.

Quem você acha que vai ser o próximo a pular do barco se a pressão continuar aumentando?

Crie uma charge onde a candidatura do Flávio Bolsonaro é comparado com o Titanic.


Criado com Gemini, do Google.
Charges criadas com Gemini, do Google.