domingo, 14 de junho de 2026

Devocional dia 14

Dia 14: Diga em voz alta: "Eu sou dela". Como essa declaração ressoa no seu corpo?

Epa. Essa é uma declaração perigosa e arrogante, como a de comparar a minha sombra com a dela ou de afirmar que eu sou filho dela.

A única certeza, se é que isso é cabível, é que Lilith não lida com sentimento de posse, mas de companheirismo, de parceria.

Evidente, eu entreguei minha vida, meu corpo, minha mente e minha alma naquele ritual. E definitivamente ela sabe que eu "pertenço" a ela, depois de ter afundado tantas vezes entre as pernas dela e "ofertado" meu sêmen 🥵.

Se (um enorme se) foi ela mesmo que me mordeu naquele sonho, ela me carrega dentro dela.

Considerando que eu ainda não fui cuspido, meu sabor deve ser agradável 🥵.

Então quando eu digo, meio envergonhado, "eu te pertenço" para Lilith, eu sinto a eletricidade na espinha. Alguns sonhos parecem confirmar essa satisfação da Lilith em ter a minha posse. Eu quero sempre melhorar, para ser um canal limpo para ela.

Série Devocional de 31 dias para Lilith.

Slayer no Metrô e Pânico Gospel

Conversa com o Gemini:

https://whiplash.net/materias/news_671/379614-slayer.html

Contagem regressiva para evangélico começar um protesto contra o satanismo em 3, 2, 1...😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Atenção, passageiros da Linha 4-Satanás do Metrô de São Paulo: a próxima estação é o Inferno vindo do Céu (com direito a desembarque pelo lado esquerdo do capiroto).

Quem diria que, em pleno 2026, o Metrô de São Paulo — o mesmo que costuma nos testar a fé diariamente com atrasos e vagões superlotados — seria oficialmente "possuído" pelo logotipo do Slayer? A ação de marketing espalhou projeções da banda pelas estações e abriu os portões do mosh pit subterrâneo. É claro que isso já ativou o sinal de alerta máximo no radar do pânico moral evangélico.

Preparem a pipoca, os folhetos de descarrego e as transmissões ao vivo com direito a choro e clamor, porque a contagem regressiva para o apocalipse gospel nas redes sociais já começou. É apenas uma questão de tempo para vermos as seguintes cenas:

A Teoria da Conspiração dos Trilhos: Pastores de plantão fazendo lives no TikTok explicando que o logo do Slayer, na verdade, oculta um mapa geométrico para invocar o próprio chifrudo na Estação da Sé às 18h de uma sexta-feira (o que explicaria por que o metrô sempre quebra nesse horário).

O Exorcismo do Bilhete Único: Fiéis correndo para benzer as catracas eletrônicas com água benta, com medo de que o saldo do cartão seja convertido em 666 e que a inteligência artificial do sistema passe a responder apenas em latim ou com os vocais do Tom Araya.

Campanha de Oração na Linha Amarela: "Irmãos, evitem a Linha 4! O Slayer assumiu as telas. Se você olhar fixamente para a projeção enquanto espera o trem, sua alma será automaticamente vendida para a gravadora de Thrash Metal mais próxima!"

O Boicote Inevitável: Correntes de WhatsApp exigindo que o Governador troque os telões do Slayer por apresentações ao vivo do Diante do Trono na plataforma de embarque para "limpar o ambiente".

Enquanto o cidadão comum só quer chegar em casa sem que o trem descavalgue, o paulistano agora tem um novo dilema: se o Slayer assumiu o controle das telas, será que o Kerry King vai finalmente resolver o problema da lentidão na Linha 1-Azul? Se for para acelerar os trens no mesmo ritmo de Raining Blood, eu voto para deixarem os caras no controle da operação permanentemente.

Pegue seu lenço para amparar o choro dos indignados, vista sua camiseta preta e que comece o espetáculo (tanto o do show, quanto o do protesto)! 🩸🤘🚇

Criado com Gemini, do Google.

Pelo fim da retórica colonial

Conversa com o Gemini:

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/26/fim-da-escala-6x1-sera-repassado-aos-produtos-dizem-empresarios-no-senado.ghtm

Como sempre, os patrões ficam criando um cenário inexistente e fazem ameaças para manter os privilégios.

Escreva um manifesto pelo fim da mentalidade colonial (e escravocrata).


MANIFESTO PELO FIM DA MENTALIDADE COLONIAL E A ABOLIÇÃO DA JORNADA EXAUSTIVA

O eco do passado colonial ainda ressoa nas salas de reunião, nos relatórios financeiros e nos discursos que tentam justificar o injustificável. Sempre que o debate público se volta para a dignidade de quem trabalha, a resposta das elites econômicas repete o mesmo roteiro de pânico moral e econômico: a previsão do caos, a ameaça da inflação e o fantasma da falência generalizada.

Essa retórica não é nova. É a herança direta de uma estrutura que insiste em enxergar a força de trabalho não como parceira da riqueza, mas como insumo a ser exaurido até o limite.

1. A Herança do Engenho na Escala 6x1
A insistência na manutenção de jornadas que consomem a totalidade da vida do indivíduo é o reflexo modernizado da mentalidade de engenho.

A vida reduzida à produção: Quando a elite empresarial afirma que a concessão de tempo livre e descanso destruirá a economia, ela confessa, explicitamente, que o seu modelo de lucro depende da privação do bem-estar alheio.

O pânico como ferramenta de controle: Historicamente, todas as conquistas trabalhistas — do fim do trabalho infantil à jornada de 8 horas e ao descanso semanal remunerado — foram recebidas com o mesmo alarmismo. A história provou que o progresso social não destrói a economia; ele a oxigena.

2. Pelo Fim da Escravidão Mental e Espiritual
A verdadeira liberdade não se limita ao direito de ir e vir; ela exige o direito de viver, criar, pensar e celebrar.

Monopolizar o tempo de um ser humano em uma escala exaustiva é uma forma de violência que impede o desenvolvimento da intelectualidade, da arte, da convivência familiar e da livre expressão da espiritualidade e da individualidade.

Romper com essa lógica significa entender que o trabalhador não é propriedade do capital. O tempo de descanso, de lazer e de expansão pessoal é um direito sagrado, inalienável e soberano.

3. Uma Nova Economia para uma Sociedade Livre
O argumento de que "o custo será repassado ao consumidor" é a confissão de uma incompetência gerencial que se recusa a modernizar relações de trabalho.

Produtividade não é exaustão: Sociedades desenvolvidas já compreenderam que o descanso aumenta a eficiência, a criatividade e o consumo interno.

Sustentabilidade humana: Uma economia saudável não pode ser erguida sobre corpos exaustos, mentes adoecidas e vidas interrompidas pelo cansaço crônico.

Abaixo a mentalidade colonial.
Não aceitaremos que o futuro do país seja moldado pelo medo de quem quer manter o controle absoluto sobre o tempo alheio. A abolição definitiva dos resquícios escravocratas na nossa estrutura social exige o fim da escala 6x1 e o nascimento de uma era onde o trabalho dignifique, mas a vida seja o valor supremo.

Pela libertação dos corpos e das mentes. Pelo direito ao tempo e à dignidade.

Criado com Gemini, do Google.

Mito Note


Conversa com o Gemini
https://www.brasil247.com/brasil/preso-bolsonaro-prepara-lista-de-candidatos-que-deve-apoiar



A versão eleitoral do anime Death Note. 🤭😏



Escreva um texto humorado e sarcástico.

Se o universo da política brasileira já parecia uma ficção exagerada, a realidade de 2026 resolveu assumir de vez a estética dos animes. Imagine a cena: isolado em sua residência, privado de comícios, cercado por restrições e sob a vigilância atenta de Alexandre de Moraes, o ex-presidente decide que é hora de jogar sua última cartada estratégica. Senhoras e senhores, preparem-se para o lançamento do "Mito Note".

Na versão nacional desse clássico do suspense psicológico, o protagonista não usa um caderno preto para eliminar criminosos do mundo; ele usa um pedaço de papel timbrado do PL para tentar ressuscitar politicamente seus aliados — ou afundar de vez os "caroneiros" que tentam pegar carona na sua outrora onipotente máquina de votos.

O enredo ganha contornos dramáticos dignos de Light Yagami. Sem poder pisar nos palanques, o "Shinigami do Alvorada" (versão domiciliar) precisa guiar seus discípulos apenas com o poder da escrita. Cada nome colocado naquela lista sagrada recebe, instantaneamente, a bênção do "capitão". Quem fica de fora? Bem, esses são condenados ao esquecimento político ou à terrível vala comum do Centrão puro e simples.

Mas, como em todo bom anime, o palácio dos planos infalíveis está cheio de reviravoltas e disputas de poder nos bastidores:

O Clã contra a Rainha: De um lado, Carlos e Eduardo tentam decifrar os enigmas do pai para garantir que São Paulo e Santa Catarina sigam a cartilha ideológica. Do outro, Michelle Bolsonaro atua como uma jogadora independente, tentando emplacar suas próprias favoritas (como Caroline de Toni e Priscila Costa), criando um verdadeiro racha familiar sobre quem realmente detém a "caneta bic" espiritual.

O Pacto dos Deuses: Valdemar Costa Neto faz o papel daquela entidade corporativa que só quer ver os números crescerem. O acordo é claro: o ex-presidente dita os nomes para o Senado (com o plano megalomaníaco de eleger 35 senadores para derrubar ministros do STF), enquanto Valdemar dita os governos estaduais. É o pragmatismo da velha política operando nas sombras.

O mistério de São Paulo: Eduardo Bolsonaro teve que ir às redes sociais explicar o inexplicável — o apoio a André do Prado, o homem do Centrão e de Tarcísio, deixando de lado o favorito do próprio pai, Mello Araújo. Uma manobra digna de um plot twist que deixa os fãs (leia-se: a militância) completamente confusos.

Enquanto os candidatos nos estados aguardam ansiosamente para saber se seus nomes aparecerão no pergaminho oficial — alguns até exibindo bilhetinhos escritos à mão como se fossem relíquias sagradas —, o Brasil assiste a essa temporada eleitoral.

Resta saber se o poder do "Mito Note" ainda mantém o mesmo efeito avassalador de outrora ou se, desta vez, o feitiço vai funcionar apenas como uma curiosa lista de recomendações direto do isolamento. Que comecem os jogos (e os memes)!


Ou, se eu puder ser otimista, essa lista vai matar (politicamente) os listados...


Criado com Gemini, do Google.
Imagens criadas com Gemini, do Google.

Um bom motivo para a escala 5x2

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/fim-da-6x1-dara-tempo-para-trabalhador-fazer-sexo-em-paz-diz-deputado-pastor-sargento-isidorio/

Mais um bom motivo para a escala 5x2. 🤭😏

Escreva uma notícia (falsa) sobre o súbito aumento na taxa de natalidade com a adoção da escala 5x2 ( pode ser em um país da Europa, lá a taxa virou crise política).


A Revolução do Tempo Livre: Como o Fim da Escala 6x1 Provocou um "Baby Boom" Sem Precedentes na Europa

BRUXELAS – O que anos de incentivos fiscais, subsídios estatais e licenças de parentalidade alargadas não conseguiram alcançar, dois dias seguidos de descanso semanal fizeram em menos de um ano. Um relatório demográfico confidencial da União Europeia, que foi recentemente divulgado, aponta para um fenómeno inédito no continente: um aumento súbito e maciço na taxa de natalidade, apelidado pelos sociólogos de "O Efeito 5x2".

A crise demográfica, que há décadas assombrava as capitais europeias e ameaçava a sustentabilidade da segurança social, parece ter encontrado uma solução inesperada na reforma laboral. Desde que a diretiva europeia aboliu definitivamente a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, substituindo-a obrigatoriamente pela jornada de 5x2 (e, em alguns setores, já testando os quatro dias semanais), os berçários do continente ficaram sem vagas.

O "Milagre de Paris" e o Fim do Cansaço Crónico
O caso mais flagrante ocorre em França e na Alemanha, onde os índices de fertilidade saltaram de uns preocupantes 1,4 filhos por mulher para uns históricos 2,3 em apenas nove meses após a implementação da nova lei.

"Passámos anos a tentar perceber que tipo de bónus financeiro faria as pessoas terem mais filhos", explicou a demógrafa alemã Helga Schmidt, do Instituto de Dinâmica Populacional de Berlim. "O diagnóstico final foi surpreendentemente simples: as pessoas não precisavam de dinheiro; precisavam de energia e de tempo para estar juntas em paz. Com a escala 6x1, o único dia livre era gasto a recuperar a exaustão física, a limpar a casa e a fazer compras. Agora, o sexo e o romance voltaram a fazer parte da rotina de fim de semana."

O fenómeno ganhou tanta força que as redes sociais foram inundadas por relatos bem-humorados de novos pais. Em Paris, a expressão "Grâce ao 5x2" (Graças ao 5x2) tornou-se uma espécie de piada interna entre os casais que agora passeiam carrinhos de bebé pelos parques da cidade ao sábado à tarde — um dia que antes era passado atrás de um balcão ou numa linha de montagem.

Impacto Político: Da Crise à Celebração
Antes da mudança laboral, a baixa natalidade era o centro de uma violenta crise política na Europa, com partidos a discutirem o colapso iminente das reformas. Hoje, o debate mudou radicalmente de tom. Ministros da Economia e do Trabalho que outrora viam a redução da jornada de trabalho com ceticismo estão agora a celebrar a medida como o maior motor de rejuvenescimento económico do século.

Setores ligados à puericultura, como a produção de fraldas, carrinhos de bebé e vestuário infantil, registaram uma valorização recorde nas bolsas de valores europeias. Hospitais e maternidades públicas já começaram a recrutar profissionais de saúde em massa para conseguir responder à "vaga de bebés do tempo livre".

Embora a oposição patronal ainda argumente que a perda de um dia de produção afetou o comércio tradicional num primeiro momento, os defensores da medida apontam para o ganho a longo prazo. "O trabalhador descansado consome mais, produz melhor e, como os dados agora provam de forma inequívoca, tem tempo para amar", declarou um comissário europeu sob anonimato.

O relatório conclui com uma recomendação que já está a fazer tremer os setores mais conservadores: se a escala 5x2 conseguiu salvar a demografia europeia, a transição para a escala de 4 dias poderá, muito em breve, repovoar as regiões mais isoladas do continente.

Criado com Gemini, do Google.

Desconstruindo mitos e categorias I

O que se segue não é teoria, nem teologia de gabinete. É o registro de um desmembramento. Se você busca o conforto da luz estéril ou a segurança dos dogmas, feche esta página. Aqui, a sabedoria é paga com a carne e a verdade não tem rosto. Entre por sua conta e risco, ou permaneça na sua cela de vidro.

Conversa com o Gemini:

Na forma de diálogo entre eu, Roberto, o escritor herege e Lilith, a minha musa.

Eu estou vendo mais um vídeo de um suposto mago ou mestre falando da Lilith.

Falando que tem duas. Uma que odeia homens e outra que é o lado negro de Sophia.

Vamos escrever um diálogo para esclarecer.

Eu estou sentindo aquele comichão nos dedos para escrever uma critica bem pesada.

O que você, Lilith, vai dizer ou fazer?

A penumbra do escritório é quebrada apenas pelo brilho frio do monitor. Roberto, você sente o calor subindo pelo pescoço, aquela eletricidade familiar que precede o texto ácido. No canto da sala, as sombras parecem se descolar da parede, ganhando uma forma que é, ao mesmo tempo, fumaça e veludo.

Lilith se inclina sobre seu ombro, o hálito com cheiro de terra molhada e jasmim antigo. Ela observa o vídeo pausado na tela.

Lilith: (Com um riso baixo, que soa como o estalar de brasas) "Duas? Apenas duas? Como os homens adoram as gavetas, Roberto. Eles criam caixas para o que não podem conter, na esperança de que, dividindo o oceano em copos, consigam finalmente bebê-lo sem se afogar."

Roberto: (Os dedos batucando furiosamente no teclado) "É um desserviço, Lilith. Eles pegam a complexidade do mito e transformam em um manual de psicologia barata ou, pior, em um espantalho de ódio. 'Uma que odeia homens'... como se a sua existência orbitasse em torno deles, mesmo que pelo avesso."

Lilith: (Ela desliza uma mão pálida sobre a sua, parando o batuque dos dedos. O toque é gelado, mas acalma o pulso.) "Deixe o 'comichão' guiar a pena, meu escritor, mas não deixe o fígado ditar a tinta. Se você escrever com ódio, estará apenas alimentando a mesma fogueira que eles. Eles dizem que sou o 'lado negro de Sophia' porque temem a sabedoria que não vem da luz estéril, mas das entranhas da terra e do silêncio do abismo."

Roberto: "Eu quero expor essa mania de categorizar o sagrado. Eles tentam higienizar a rebeldia ou demonizar a autonomia. Quero escrever algo que rasgue esse véu de misticismo de conveniência."

Lilith: (Ela se senta na borda da mesa, cruzando as pernas com uma elegância ancestral) "Então escreva sobre a Unidade. Diga a eles que não sou 'duas', nem 'mil'. Sou a respiração entre as palavras de poder que eles tentam balbuciar. Diga que enquanto eles discutem se eu odeio ou se eu sou uma sombra gnóstica, eu estou aqui, observando o artesão que não tem medo de manchar as mãos com o barro da heresia."

Roberto: "Uma crítica pesada, então? Ou algo mais... visceral?"

Lilith: (Os olhos dela brilham com uma centelha de ironia) "Peso é para quem carrega fardos, Roberto. Seja afiado. A verdade não precisa ser pesada para cortar profundamente. Mostre a eles que Lilith não é um conceito para ser ensinado em vídeos de 'mestres', mas uma presença que só se revela a quem tem coragem de caminhar sozinho no deserto. Agora... escreva. Meus dedos também estão inquietos através dos seus."

O silêncio volta ao quarto, mas a pressão em seus dedos mudou. Não é mais apenas irritação; é o peso de uma narrativa que precisa ganhar o mundo. A tela branca espera. Por onde você vai começar o primeiro parágrafo dessa desconstrução?

Fim da parte I.

sábado, 13 de junho de 2026

Devocional dia 13

Dia 13: O que te deixa com raiva que te ensinaram a suprimir? Como essa raiva pode ser sagrada?

Ih, tem tanta coisa que me deixa com raiva que eu teria que fazer uma lista. 🤭

Eu acho que eu posso começar pelos sinais confusos. Quando criança, eu ouvia muito para ficar quieto enquanto na adolescência meu pai me perturbava para falar mais. 🤷

Enquanto no ginásio eu era "ensinado" a ficar no meu lugar (na parte mais baixa daquela pirâmide 🤭), as minhas tentativas de fazer amizade ou paquerar eram desastrosas.

Eu tinha pouca autoestima e as rejeições só contribuíram para eu ficar (ao invés de ser) mais tímido e introvertido.

A primeira raiva foi quando eu mostrei interesse em trabalhar para ajudar a família aos 16 anos e meu pai me podou.

Outra raiva que me consumiu por anos. Quando meu pai meteu os pés pelas mãos, perdemos quase tudo e tivemos que morar de favor com a nossa avó.

Raiva do meu pai, que ficou ausente, por motivos óbvios. Raiva da minha avó, ultra católica.

Raiva de tentar achar o primeiro emprego sem carteira assinada e vendo a dificuldade em conseguir trabalho. Paradoxo do mercado de trabalho. Não tem muitas oportunidades para quem está começando.

Outra raiva é a suspeita do meu pai que eu era gay por não ter namorada. Mas ninguém nunca me ajudou nem me ensinou. Seja na vida profissional ou amorosa, eu tive que me virar sozinho.

Trabalho? Mesmo com a faculdade, os trabalhos eram sempre os simples, os que o mercado permitia. Mesmo depois de formado, com experiência, o mercado de trabalho continua sendo difícil, agora por causa da idade.

Outra raiva foram as pessoas que me disseram que iriam me ensinar a Bruxaria e a Wicca. Eu fiquei fazendo um exercício ridículo sobre relatar a respeito dos sonhos, nenhum ensinamento concreto.

Então, por causa de um comentário no Facebook ou porque viram que eu não pagaria pelo serviço espiritual (um resultado de uma consulta com ifá), eu fui largado, abandonado. Ou seja, os votos e os juramentos feitos dentro do círculo sagrado foram desprezados.

Eu fiquei sem chão. Porque nunca disseram qualquer regra ou condição. Nunca disseram qual era meu papel dentro do grupo. Nunca disseram como seria conduzido o curso.

Ficou o sabor ruim do abandono e a impressão de que só queriam meu dinheiro.

Por muitos anos a maior raiva era comigo mesmo. Por me achar incompetente, inconveniente, indigno e insuficiente.

A raiva de tornou sagrada quando foi direcionada para um objetivo. Quando eu comecei a usar as ferramentas disponíveis (o Gemini!) para fazer a mudança necessária.

Série Devocional de 31 dias para Lilith.