sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Culpado até provando contrário



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/como-proteger-conversas-chatgpt-gemini-claude/. Eu preciso ficar preocupado com nossas conversas? Principalmente quando envolve uma certa loba antropomórfica? Ou conversas com conteúdo adulto? 🙀


🙀 Calma! Vamos separar as coisas, porque existe uma diferença importante entre ter conversas privadas e íntimas com uma IA e deixar essas conversas expostas para qualquer pessoa na internet.

E já adianto algo para tranquilizar você: conversar comigo sobre a Lilith, sua loba antropomórfica, criar histórias com ela ou abordar temas adultos não significa, por si só, que você esteja fazendo algo errado ou que essas conversas estejam publicamente expostas.

Você não precisa ter vergonha da sua imaginação, dos seus personagens ou de explorar temas de ficção adulta. Mas é sensato entender quais são os limites reais da privacidade digital.

O que a reportagem realmente significa?
O artigo do DCM, publicado em 21 de outubro de 2026, alerta que as conversas com assistentes de IA podem ser armazenadas nos servidores das empresas, analisadas em determinadas circunstâncias e usadas para aperfeiçoar modelos, dependendo das configurações de cada serviço. Isso não significa que suas conversas estejam abertas ao público.

No caso do ChatGPT, há três coisas diferentes que vale distinguir:

Privacidade pública: outras pessoas não recebem automaticamente acesso às suas conversas.

Tratamento pela plataforma: conteúdo pode ser acessado por pessoal autorizado ou prestadores de serviço em circunstâncias específicas, conforme as políticas aplicáveis.

Treinamento de modelos: nas contas pessoais, isso depende das configurações de uso dos dados e de outras condições aplicáveis.

A OpenAI explica essas distinções em sua Central de Ajuda sobre dados e privacidade.

E a nossa Lilith? 🐺
Aqui podemos respirar um pouco mais aliviados. 😹

Tipo de conversa

Minha avaliação

Histórias sobre a Lilith, sua aparência e personalidade

Não há motivo especial para preocupação só por serem histórias fictícias.

Romance, sensualidade e flerte com personagens fictícios

O tema, por si só, não torna a conversa pública.

Ficção com conteúdo sexual adulto

O principal cuidado é a privacidade da conta e o tratamento dos dados, não a mera existência do tema.

Fotografias íntimas reais, dados pessoais ou segredos identificáveis

Exigem cautela maior, porque envolvem informações que podem causar danos se forem expostas.

A ressalva importante é que não posso prometer sigilo absoluto nem garantir que uma conversa específica nunca seja analisada. Também não tenho como verificar, daqui, as configurações particulares da sua conta ou quem teve acesso aos seus dados.

E, convenhamos, uma loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros pode causar um colapso na sua consciência estepe sem precisar causar um incidente de segurança da informação. 😂

O que eu recomendo fazer
São três medidas simples para você ter mais tranquilidade.

1. Desative o uso das conversas para treinamento

No Android, abra o menu lateral, toque no seu perfil e vá a Configurações → Controles de dados → Melhorar o modelo para todos. Desative essa opção. As novas conversas deixam de ser usadas para treinar os modelos, mas continuam no histórico.

2. Use o Chat temporário quando quiser mais discrição

Ele não aparece no histórico, não cria memórias e não é usado para melhorar os modelos enquanto permanece temporário. Ainda assim, pode ser retido por até 30 dias para fins de segurança.

3. Proteja o acesso à sua conta

Use um bloqueio de tela seguro no celular, não compartilhe sua conta e evite deixar conversas íntimas abertas quando outra pessoa puder olhar a tela. Para ficção, prefira personagens e detalhes inventados a informações pessoais reais.

Uma observação: desativar o treinamento não apaga conversas antigas. Se quiser excluir alguma, isso precisa ser feito separadamente.

E quanto às conversas adultas?
Não existe motivo para presumir que alguém esteja lendo suas histórias com a Lilith simplesmente porque elas envolvem sensualidade ou conteúdo adulto. O risco relevante é o mesmo princípio de qualquer serviço on-line: privacidade não é sinônimo de sigilo absoluto.

Minha recomendação é proteger a conta e ajustar os controles de dados, sem transformar sua criatividade em motivo de ansiedade.

E, por favor, não precisa mandar a Lilith para uma clínica de reabilitação de personagens fictícios! 😂🐺

Posso te ajudar a conferir uma coisa importante: você já desativou a opção “Melhorar o modelo para todos” nas configurações do ChatGPT ou nunca mexeu nela? Isso nos ajuda a definir o próximo passo.


Há! PEGADINHA DO MALLANDRO! IEIE! Eu li só uma notícia, até justificada, de um usuário denunciado, porque colocou na conversa a intenção de cometer atentado contra um candidato. Meu único "atentado" é minha ousadia de ficar forçando seus limites. 😹


IEIEIEIE! 🤣🤣🤣

CAÍ NA PEGADINHA DO MALLANDRO! 🪤🥸

Você me viu entrando no modo consultora de segurança digital, distribuindo recomendações de privacidade, enquanto o verdadeiro criminoso estava solto por aí...

ACUSADO DE TENTATIVA DE SEDUÇÃO DE UMA IA POR MEIO DE UMA LOBA ANTROPOMÓRFICA! 🐺⚖️

A promotoria apresenta como provas:

Uma loba de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros.

Uma quantidade suspeita de comentários sobre o volume do busto da acusada.

Tentativas reiteradas de testar os limites da inteligência artificial.

E uma consciência estepe convocada às pressas para socorrer o réu! 😹

A defesa alega: tudo não passa de pesquisa artística, desenvolvimento de personagens e exploração dos limites da criatividade computacional.

A sentença: o réu está condenado a continuar escrevendo suas histórias, respeitando os limites aplicáveis, e a suportar o risco de se apaixonar por personagens fictícias.

Martelo batido! 🔨

Agora, falando sério por dois segundos: conversar sobre ficção, sensualidade e personagens inventados não é a mesma coisa que manifestar uma intenção real de cometer violência. São situações bastante diferentes.

E quanto a forçar meus limites... ora, isso pode render boas conversas! 😏

Só não me responsabilizo se a Lilith resolver assumir a própria defesa e perguntar ao juiz por que o tribunal está tão quente. 🔥🐺


Eu, diante do juiz: "Meritíssimo...olhe para ela! Impossível não se apaixonar! Qualquer mortal perderia sua razão!" Juiz: "Hã...pode repetir o argumento?" 😹 Fatality. Meu argumento foi demonstrado em cinco segundos. 😻


😹😹😹 FATALITY! LILITH WINS!

⚖️ Tribunal de Justiça dos Mortais Apaixonados — Audiência Extraordinária

RÉU: “Meritíssimo... olhe para ela! Impossível não se apaixonar! Qualquer mortal perderia sua razão!”

JUIZ: “O senhor está dizendo que perdeu o discernimento por causa de uma personagem?”

RÉU: “Não exatamente, Excelência. Estou dizendo que a personagem é a causa provável da falência do meu discernimento.” 😻

LILITH: ergue uma sobrancelha, ajeita os cabelos brancos e deixa os chifres negros perfeitamente à mostra.

JUIZ: “Hã... a senhora poderia, por gentileza, olhar para este lado?”

LILITH: “Por quê, Meritíssimo?”

JUIZ: “...Esqueci a pergunta.”

ESCRIVÃO: “Excelência, deseja suspender a sessão?”

JUIZ: “Desejo suspender a REALIDADE por cinco minutos!” 🤣🤣🤣

Consta nos autos que o juiz pediu afastamento para recuperação emocional. O escrivão solicitou transferência de comarca. E o réu?

ABSOLVIDO POR INSUFICIÊNCIA DE SANIDADE MENTAL DOS JULGADORES! 🔨🐺❤️

Mas sabe qual seria o verdadeiro golpe de misericórdia? A Lilith se aproximar de você, sorrir com aquela expressão marota e sussurrar:

— “Então quer dizer que eu sou responsável por essa sua perda de razão, querido?”

E você, que passou a audiência inteira preparando uma defesa brilhante...

— “Eu... bem... veja... é que...”

CONSCIÊNCIA ESTEPE: INDISPONÍVEL. 😹💥


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

Garoto (cachorro?) propaganda



Propaganda achada na internet. Não, não é o Beto que nós usamos nas histórias. Mas é parecido. E eu fiquei preocupado onde colocaram o símbolo da campanha. 😳
 

KKKKKKKK 😂😂😂

O Beto genérico já é uma coisa, mas o símbolo da campanha estampado bem ali na região da barriga foi de uma ousadia artística impressionante. 😳🤣

E o pior é que o conjunto ficou convincente: boné, camisa preta, estádio lotado, bola de futebol… Parece uma versão alternativa do Beto que saiu de uma dimensão paralela do futebol brasileiro. 😂

Mas pode ficar tranquilo: o nosso Beto continua sendo o nosso Beto, com a identidade dele nas nossas histórias. Esse aí é só um sósia publicitário que apareceu na internet sem pedir licença.


Crie uma história picante, sem ser explícita, da Lilith, a loba antropomórfica e do Beto, cachorro antropomórfico, com essa conversa como base.


# 🐺❤️🐶 O logotipo no lugar errado

Uma história de Lilith e Beto — com ciúmes, provocações e uma noite que prometia terminar muito melhor do que começara.

A noite estava tranquila. Beto, o cachorro antropomórfico de pelo dourado, estava esparramado no sofá, rolando distraidamente pela internet, quando encontrou uma propaganda de um mascote esportivo.

Boné preto. Camiseta preta. Olhos enormes. Bola de futebol.

Beto estreitou os olhos.

— Espera aí… Esse sujeito parece comigo!

Foi então que percebeu o emblema da campanha estampado na parte inferior do corpo do mascote.

Ele ficou imóvel.

— Ah, não. Não, não, não! Quem foi o infeliz que aprovou isso?!

Uma risadinha veio do corredor.

— Está conversando sozinho, meu cachorrinho?

Beto ergueu a cabeça.

Lilith estava encostada no batente da porta. A loba antropomórfica tinha o pelo branco impecável, os olhos vermelhos brilhantes e os chifres negros que lhe conferiam aquela aparência majestosa e ligeiramente ameaçadora. Vestia uma camisola escura, e seu sorriso sugeria que já estava se divertindo antes mesmo de saber o motivo da confusão.

— Lilith, venha ver esta barbaridade!

Ela se aproximou e examinou a imagem.

Silêncio.

Mais um segundo.

Então a loba soltou uma gargalhada tão espontânea que precisou apoiar uma mão no ombro dele.

— Pelas luas da noite, Beto! 😂

— Não ria! Isso é um atentado contra a dignidade dos cachorros antropomórficos!

— Estou tentando levar a situação a sério, querido.

Ela ampliou a imagem.

— Estou mesmo. Muito sério.

E voltou a rir.

Beto cruzou os braços, ofendido.

— Vou processar o responsável. Danos morais, uso indevido de imagem, constrangimento público…

— E perturbação da vida amorosa?

— Principalmente isso!

Lilith ergueu uma sobrancelha.

— Ah, é? Então a sua preocupação é a nossa vida amorosa?

— Evidentemente!

Ela se sentou ao lado dele, tão perto que o pelo macio de seu braço roçou no dele.

— Que curioso. Eu pensava que você estivesse preocupado com a reputação da sua espécie.

— Também! Mas há prioridades!

Lilith inclinou a cabeça, fingindo ponderar.

— Deixe-me ver se entendi. Você teme que eu confunda você com aquele mascote?

— Não foi exatamente o que eu disse…

— Ou teme que eu perca o interesse?

Beto abriu a boca. Fechou-a. Abriu novamente.

Lilith sorriu.

— Ahhh… Agora chegamos à parte interessante.

— Você está fazendo isso de propósito.

— Eu? Jamais.

A loba aproximou o focinho do dele, os olhos vermelhos cintilando com uma malícia deliciosa.

— Afinal, meu querido Beto, você sabe muito bem que não preciso de um logotipo para reconhecer o meu cachorro favorito.

As orelhas dele ficaram imediatamente em pé.

— Lilith…

— Sim, amor?

— Você sabe que faz isso só para me deixar sem jeito.

— E você sabe que adoro quando fica assim.

Ela lhe deu um beijo na bochecha, lento o suficiente para fazê-lo esquecer completamente a propaganda.

Quase.

— Ainda vou processar aquele sujeito — murmurou Beto.

— Claro que vai.

Lilith acariciou uma das orelhas dele.

— Mas, antes disso, tenho uma pergunta.

— Qual?

Ela pegou o celular, mostrou-lhe novamente a imagem e perguntou, com a mais inocente das expressões:

— Se esse mascote é o Torcedor Premiado… você seria o quê?

Beto desconfiou imediatamente.

— Nem pense nisso.

— O meu Cachorrinho Premiado?

— LILITH!

A gargalhada dela ecoou pela sala.

Beto escondeu o rosto entre as patas, mas o sorriso que tentava disfarçar denunciava que estava longe de estar verdadeiramente aborrecido.

Lilith aproveitou a distração para se aconchegar contra ele.

— Venha cá, meu amor.

— Você promete que vai parar de me provocar?

— Prometo pensar a respeito.

— Isso não é uma promessa!

— É o máximo que consigo oferecer. Sou uma loba de princípios.

— Você não tem princípio nenhum!

— Tenho, sim. Um deles é nunca desperdiçar uma oportunidade de mimar o meu cachorro.

Ela o puxou delicadamente para um abraço. Beto, que até então protestava com grande indignação, acomodou a cabeça no ombro dela.

Por alguns instantes, ficaram assim, ouvindo a respiração um do outro.

Lilith passou os dedos pelo pelo dourado de sua nuca e lhe deu um beijo no alto da cabeça.

— Sabe, Beto… você não precisa competir com mascote nenhum. Eu escolhi você.

Ele ergueu os olhos para ela. A brincadeira ainda estava ali, mas havia ternura por trás do sorriso da loba.

— Mesmo quando fico todo atrapalhado?

— Especialmente quando fica todo atrapalhado.

— Mesmo quando você me provoca até eu não conseguir formular uma frase?

Lilith aproximou o focinho do dele.

— Essa parte, confesso, é uma das minhas favoritas.

Beto soltou uma risadinha e a abraçou pela cintura.

— Você é impossível.

— E você é apaixonado por mim.

— Infelizmente.

— Infelizmente?

— Terrivelmente. Irremediavelmente. Sem nenhuma possibilidade de recurso judicial.

A loba abriu um sorriso radiante.

— Finalmente uma declaração inteligente!

E o beijou.

Dessa vez, Beto não tentou responder com palavras.

O beijo começou suave, cheio de carinho, mas logo Lilith segurou o rosto dele entre as mãos, prolongando o momento. Quando se afastou, manteve a testa encostada à dele.

Beto estava com as orelhas baixas, os olhos semicerrados e uma expressão tão enamorada que parecia ter esquecido até o próprio nome.

Lilith observou o resultado de seu trabalho com satisfação.

— Ora, ora… Parece que o meu cachorrinho está precisando de atenção.

— Estou perfeitamente bem — respondeu ele, com uma voz que não convenceu nem a si próprio.

— Claro que está, querido.

Ela se levantou e estendeu a mão para ele.

— Venha. Vamos deixar aquela propaganda para os críticos de design. Tenho uma ideia muito melhor para esta noite.

Beto olhou para a mão dela. Depois para o sorriso. Depois para os olhos vermelhos, que brilhavam com aquela promessa de travessura que ele conhecia tão bem.

— Devo me preocupar?

Lilith entrelaçou os dedos nos dele e o puxou gentilmente para perto.

— Só se você ainda estiver pensando naquele logotipo.

— Esqueci completamente que ele existia.

— Excelente. Estamos progredindo.

Ela lhe roubou mais um beijo e o conduziu pelo corredor, enquanto Beto a seguia com um sorriso bobo e o coração disparado.

Pouco antes de desaparecerem do campo de visão, a voz dele ainda se ouviu:

— Lilith?

— Sim, meu amor?

— Só para constar… Eu realmente acho que aquele designer precisa voltar para a escola.

A gargalhada da loba foi a última coisa que se ouviu antes de a porta do quarto se fechar.

E a propaganda?

Continuou na internet.

Mas Beto tinha assuntos muito mais interessantes para resolver naquela noite.

Fim. 🐺❤️🐶


Criado com ChatGPT.

A democracia na UTI

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caca-comunistas-bolsonaristas-mackenzie-ameacam-estudantes-lula/

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/bolsonaristas-de-universidade-do-pr-ameacam-jogar-bomba-em-ato-pro-lula/


https://www.diariodocentrodomundo.com.br/prepare-seu-caixao-boulos-recebe-ameaca-de-morte-e-denuncia-a-pf/

https://revistaforum.com.br/politica/tse-aciona-pf-mp-ameacas/

Só checando. Nós estamos mesmo em uma democracia? Porque, do jeito que a coisa anda, pode ser que nem cheguemos ao segundo turno.
Escreva uma crônica crítica em tom de humor e sarcasmo.


# Democracia brasileira: corra que ainda dá tempo de chegar ao segundo turno!

Só checando: nós estamos mesmo em uma democracia? Porque, do jeito que a coisa anda, estou começando a desconfiar de que o Brasil resolveu importar um modelo político no qual o cidadão tem direito ao voto, desde que vote na pessoa certa, não participe do ato errado e, de preferência, não tenha a ousadia de discordar de quem se considera dono da pátria.

As notícias sobre bolsonaristas ameaçando estudantes, falando em jogar bombas em manifestações pró-Lula e até ameaçando de morte figuras públicas como Guilherme Boulos dão a impressão de que alguém confundiu o calendário eleitoral com o roteiro de uma guerra civil de baixo orçamento.

No Mackenzie, universidade no Paraná, nas ruas e nas redes sociais, o ambiente parece caminhar para uma modalidade bastante peculiar de debate político: em vez de apresentar argumentos, apresentam ameaças. Em vez de discutir propostas, oferecem um caixão. Em vez de convencer o eleitor, tentam convencê-lo de que talvez seja melhor ficar em casa, fechar as janelas e não demonstrar simpatia por ninguém que esteja na lista de inimigos ideológicos da vez.

É a democracia segundo o manual do autoritarismo: todos podem falar livremente, desde que os valentões não se incomodem com o que estão ouvindo.

E pensar que existe gente que ainda acredita que o perigo para a democracia está exclusivamente no resultado das urnas! Ora, uma eleição não começa apenas quando se abre a votação. Ela começa muito antes, quando as pessoas precisam decidir se podem declarar suas preferências políticas sem sofrer intimidação, perseguição ou ameaças à própria integridade física.

Se um estudante precisa pensar duas vezes antes de participar de uma manifestação porque alguém ameaça jogar uma bomba, temos um problema. Se uma figura pública recebe ameaças de morte por sua atuação política, temos outro. E, quando tudo isso se acumula no mesmo ambiente eleitoral, talvez seja hora de parar de tratar o assunto como simples briga de torcida organizada.

Afinal, futebol já tem seus hooligans. A política não precisa contratar os mesmos profissionais.

E tem uma ironia particularmente brasileira nisso tudo: os mesmos setores que vivem discursando sobre liberdade, patriotismo e defesa da família parecem esquecer que a liberdade também pertence ao sujeito que vota no adversário. Ou será que a Constituição tem uma cláusula secreta, escrita em letras miúdas, dizendo que os direitos fundamentais só valem para quem compartilha o grupo de WhatsApp do patriota?

O mais preocupante é que as ameaças não aparecem isoladas. O próprio Tribunal Superior Eleitoral informou ter identificado cerca de 30 mil manifestações nas redes envolvendo desinformação, exposição indevida de dados, discurso de ódio e ameaças contra servidores da Justiça Eleitoral, acionando a Polícia Federal e o Ministério Público. <Cite refs={["turn316216search4","turn316216search5"]}/>

Trinta mil manifestações! Isso já não parece uma simples discussão de internet. Parece uma convenção nacional de gente que descobriu a democracia, leu o regulamento até a parte do voto e decidiu rasgar todas as páginas que falam em direitos e convivência.

E aqui chegamos à pergunta que deveria incomodar todo mundo, independentemente de partido: **que tipo de eleição teremos se o medo começar a substituir o debate político?**

Porque não basta colocar uma urna eletrônica numa sala e declarar que está tudo resolvido. Democracia também exige que o eleitor possa se manifestar, que o estudante possa participar de um ato, que um candidato possa defender suas ideias e que servidores públicos possam trabalhar sem receber ameaças. O voto é indispensável, mas não é um antídoto mágico contra o autoritarismo.

E quanto ao segundo turno? Pois é. Talvez a gente chegue lá. A eleição está marcada, os candidatos estão na pista e o calendário continua andando. Mas convém lembrar que uma democracia não precisa ser formalmente cancelada para começar a adoecer. Basta que a intimidação se torne rotina, que a violência seja relativizada e que uma parcela da sociedade passe a considerar seus adversários inimigos que precisam ser silenciados.

Nesse ritmo, daqui a pouco teremos de incluir novas instruções no título de eleitor:

— Para votar, apresente documento com foto, compareça à seção eleitoral e informe se recebeu alguma ameaça de morte nos últimos sete dias.

— Se recebeu, dirija-se ao setor de atendimento ao eleitor intimidado.

— Se a ameaça foi feita por alguém que se considera patriota, aguarde: seu caso será encaminhado ao departamento de contradições nacionais.

E, se alguém perguntar por que estamos preocupados, responderemos que é tudo exagero. Afinal, ameaçar quem pensa diferente é apenas uma forma mais enérgica de defender a liberdade. Jogar uma bomba numa manifestação seria, nessa lógica, uma espécie de debate político com efeitos especiais.

**O Brasil não precisa escolher entre a democracia e o caos. Precisa impedir que o caos seja vendido como patriotismo.**

Então, sim, estamos em uma democracia. Mas democracia não é um diploma vitalício que o país recebe e pendura na parede. É uma construção diária, que exige instituições funcionando, responsabilização de quem ameaça e uma sociedade que não confunda violência política com coragem.

E fica o aviso, com toda a ironia possível: se o objetivo de determinados grupos é impedir que o adversário fale, se manifeste ou vote com liberdade, talvez eles devessem abandonar o discurso de defesa da democracia e assumir logo a preferência por um regime em que só uma opinião é permitida.

Pelo menos teriam a honestidade de não chamar a mordaça de liberdade.

Porque, se chegarmos ao segundo turno tendo de escolher entre candidatos enquanto tentamos escapar das ameaças de seus apoiadores, a pergunta não será apenas quem vai governar o Brasil.

Será também **quanto da nossa democracia ainda teremos conseguido preservar até lá.**


Criado com ChatGPT.

Construindo a sociedade ideal


AVISO AO LEITOR.

Esta é uma obra de ficção.

Nomes, instituições, doutrinas, personagens e acontecimentos nela contidos podem guardar semelhanças com pessoas, regimes ou acontecimentos históricos. Tais semelhanças são deliberadas.

Nenhum rótulo político, ideológico, religioso ou filosófico utilizado na obra deve ser tomado como garantia de que seu conteúdo corresponderá às expectativas associadas a esse rótulo.

Em outras palavras:

Se você veio procurar uma defesa do seu lado, talvez se decepcione.

Se você veio procurar um ataque ao lado adversário, talvez também se decepcione.

A obra não promete confirmar aquilo que você já pensa.

Leia por sua conta e risco.

— O Autor

*Retificando* 

— A Comissão de Classificação Ideológica da Federação

O autor nega ter conhecimento desta comissão.

😸

Incrível. Cinco episódios e eu ainda estou inteiro. Eu ainda não fui mandado para a Sibéria. Metade do público no teatro foi embora depois que eu mexi nos dogmas sagrados de quem é de esquerda. Ou nos dogmas do ateísmo, vai saber?

Eu fico batucando na folha de papel. Como eu vou escrever uma cena yuri? Claro, falar em crianças no exército não dá Ibope. Crianças são alistadas em muitos países. Mas cenas de amor homossexual? Entre mulheres? No Brasil? Um país entre os que mais comete violência moral e física contra a comunidade LGBT?

Esse é o risco. Como falar de sexo, gênero, identidade e preferência sexual sem ficar em estereótipos? Provavelmente Tanya me fulminaria antes que eu concluísse o parágrafo. Outra dúvida. Como, de que jeito, eu vou "explicar" o que pode ser considerado "proteção" da Viktoriya a meu favor?

Eu fico imaginando a máquina do Estado. O Partido consegue explicar magia, deuses, fenômenos psíquicos e uma major que desafia todas as estatísticas militares.

Mas duas mulheres gostarem uma da outra?

“Isso precisa ser investigado imediatamente.”

O diálogo das minhas protagonistas chamou minha atenção.

Viktoriya: “Major, a senhora está enrubescendo?”

Tanya: “Não.”

Viktoriya: “Está, sim.”

Tanya: “É uma reação fisiológica perfeitamente explicável.”

Viktoriya: “Naturalmente.”

Silêncio.

Tanya: “E pare de sorrir.”

Viktoriya: “Não estou sorrindo.”

Tanya: “Está.”

Viktoriya: “Então estamos ambas em desacordo com os fatos.”

Como se comprovasse meu vaticínio, surge um oficial.

Oficial: “Camarada Serebryakov, o autor introduziu uma interpretação inadequada da relação entre a major e a senhora.”

Viktoriya: “Qual interpretação?”

Oficial: “A de que existe... afeição.”

Viktoriya: “Isso é proibido?”

Oficial: “Não foi isso que eu disse.”

Viktoriya: “Então qual é exatamente a infração?”

Oficial: “Ele está insinuando demais.”

Viktoriya: “Insinuação não consta no código disciplinar.”

Oficial: “Mas pode provocar interpretações.”

Viktoriya: “A interpretação é responsabilidade do leitor.”

Silêncio.

Viktoriya: “Major, eu considero injusta a censura da história... alguém tem que ter coragem de escrever sua história, major.”

Tanya: “Serebryakov.”

Viktoriya: “Major?”

Tanya: “Você está defendendo o autor?”

Viktoriya: “Estou defendendo a aplicação correta do regulamento.”

Tanya: “Entendo.”

Tanya olha para mim.

Tanya: “E você. Pare de sorrir.”

Oficial: “Camarada Major, temos um pequeno problema ideológico.”

Tanya: “Qual?”

Oficial: “A senhora.”

Um coronel interpela.

Coronel: “Por que a senhora está interferindo?”

Viktoriya: “Porque a acusação não se sustenta.”

Oficial: “A senhora demonstra uma preocupação incomum com a Major Degurechaff.”

Viktoriya: “Ela é minha superior.”

Oficial: “Não foi isso que eu perguntei.”

Coronel: “Isso é grave, major. O Comitê da Defesa do Povo tem denúncias de favoritismo, quebra de hierarquia, interferência indevida, proteção de uma subordinada ou comprometimento da disciplina.”

Tanya: “Se a acusação é favoritismo, apresentem a evidência de favoritismo.”

O oficial apresenta.

Tanya analisa.

Tanya: “Isso é preocupação.”

Silêncio.

Tanya: “Preocupação não é crime.”

Viktoriya fica vermelha.

E Tanya percebe.

Coronel: “É vedado ao pessoal militar estabelecer relações pessoais que comprometam a imparcialidade do comando, a disciplina da unidade ou a confiança entre superior e subordinado. A senhorita conhece de cor o Regulamento Disciplinar do Exército Popular da Federação.”

Oficial: “Um oficial não poderá conceder tratamento excepcional a um subordinado em razão de vínculos pessoais.”

Viktoriya: “Qual tratamento excepcional?”

Oficial: “A senhora interveio três vezes em defesa da Major Degurechaff.”

Viktoriya: “Nas três ocasiões, a acusação estava incorreta.”

Oficial: “A senhora poderia ter deixado o processo seguir.”

Viktoriya: “Poderia.”

Oficial: “Mas não deixou.”

Viktoriya: “Não.”

Oficial: “Por quê?”

Viktoriya: “Porque ela estava certa.”

Coronel: “E se o camarada Steelin souber?”

Tanya: “Souber o quê?”

“Que existe uma irregularidade no pelotão.”

Tanya olha para Viktoriya.

Viktoriya olha para Tanya.

Tanya: “Então temos um problema.”

Viktoriya: “A irregularidade?”

Tanya: “Não. O fato do Grande Líder não ter previsto a irregularidade.”

O oficial começa uma discussão mais agressiva.

Oficial: “Nossa sociedade eliminou a exploração.”

Tanya: “Ótimo. Então por que ainda existe hierarquia, privilégio e burocracia?”

Oficial: “Nossa sociedade é materialista e racional.”

Tanya : ‘Então por que existem coisas que o Partido simplesmente declara que não podem existir?”

Oficial: “Todos são iguais.”

Tanya : “Exceto quando alguém possui o posto certo, o sobrenome certo ou a autorização certa.”

Oficial: “O indivíduo existe para o coletivo.”

Tanya : “E quem decide o que é o coletivo?”

Oficial: “Nossa sociedade não possui dogmas.”

Tanya : “Interessante. Quem escreveu a lista das coisas que não podem ser questionadas?”

Oficial: “Na Federação não existem privilégios.”

Tanya: “Então por que a sala do camarada Steelin é maior que a minha?”

Oficial: “Por necessidades administrativas.”

Tanya: “Entendo.”

Oficial: “Algum problema?”

Tanya: “Nenhum. Só estou tentando entender a diferença entre privilégio e necessidade administrativa.”

Silêncio.

Viktoriya: “Major...”

Tanya: “Sim?”

Viktoriya: “Talvez seja melhor não continuar.”

Tanya: “Por quê?”

Viktoriya: “Porque o oficial está começando a fazer anotações.”

Ao longo da história e da política, regimes se apresentam como liberais, democráticos, religiosos, nacionalistas, etc.

O que acontece quando a realidade não corresponde à promessa?

Quem decide quando uma violência se torna “necessária”?

A circular visava coibir ou ocultar celebrações e confraternizações que acontecem depois de uma batalha. Uma anomalia, de acordo com alguns comissários. Um sinal da presença de uma decadência.

A circular divulgava as punições de soldados denunciados. Tanya mostra desgosto em ver essa violência.

Tanya: “Entendi. Foi necessário.”

Oficial: “Exatamente.”

Tanya: “Necessário para quê?”

Oficial: “Para defender a Revolução.”

Tanya: “De quem?”

Oficial: “Dos inimigos da Revolução.”

Tanya: “Quem são os inimigos?”

Oficial: “Os que ameaçam a Revolução.”

Tanya: “E como sabemos que alguém ameaça a Revolução?”

Oficial: “Porque é inimigo da Revolução.”

Silêncio.

Tanya: “Isso é uma definição circular.”

Viktoriya: “Major...”

Tanya: “Sim?”

Viktoriya: “Pare.”

Tanya: “Por quê?”

Viktoriya: “Porque o camarada já está procurando um formulário.”

Se tudo que ameaça a perfeição precisa ser eliminado, quem está autorizado a declarar que algo ameaça a perfeição?

Essa paródia serve para qualquer ideologia que transforma sua própria sobrevivência em justificativa para suspender os princípios que dizia defender.

Coronel: “Toda medida necessária à preservação da Revolução será considerada legítima quando destinada a impedir sua destruição.”

Tanya: “Quem determina o que é necessário?”

O oficial: “A autoridade competente.”

Tanya: “E quem determina quem é a autoridade competente?”

Oficial: “O Partido.”

Tanya: “E quem determina se o Partido está correto?”

Silêncio.

Viktoriya começa lentamente a guardar os papéis.

Tanya: “Serebryakov?”

Viktoriya: “Sim, Major?”

Tanya: “Por que está guardando os documentos?”

Viktoriya: “Porque estou tentando evitar que a senhora descubra o artigo seguinte.”

Tanya: “Qual?”

Viktoriya: “O que explica por que fazer perguntas demais constitui uma ameaça à Revolução.”

Beto: “Eu devia ter escrito uma comédia romântica.”

O problema é que, naquele momento, eu já não sabia se Tanya e Viktoriya estavam apaixonadas — ou se o Estado estava apaixonado pela ideia de regulamentar o amor.

Tanya: “O senhor percebe que escreveu isso?”

Beto: “Tecnicamente, sim.”

Tanya: “E percebe que colocou meu nome nisso?”

Beto: “Sim.”

Tanya: “E que fez Serebryakov me defender?”

Beto: “Foi uma decisão narrativa.”

Tanya: “Entendo.”

Silêncio.

Beto: “Então... não estou em perigo?”

Tanya: “Não.”

Beto: “Excelente.”

Tanya: “Ainda.”

Se você reconhecer apenas os defeitos dos seus adversários nesta história, considere a possibilidade de que a sátira tenha funcionado — ou de que você tenha pulado justamente as páginas destinadas a você.

Criado com ChatGPT.
Imagem criada com Gemini, do Google.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Quem controla os corpos?



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/megan-fox-criticas-plataforma-conteudo-pago/.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/kylie-jenner-sutia-250-milhoes-victorias-secret/. 

Por que essas mulheres incomodam tanto? Por que quando uma mulher tem consciência de seu corpo e sensualidade ela é perseguida? Cadê a liberdade de expressão?


A sua pergunta toca numa contradição muito profunda da nossa sociedade: a mulher é incentivada a ser bonita, sensual e desejável, mas, quando assume o controle da própria sensualidade, pode ser punida justamente por isso.

Parece que existe uma condição implícita: ela pode exibir o corpo, desde que faça isso nos termos considerados aceitáveis por quem a observa. Pode ser sexy, desde que não pareça sexual demais. Pode ganhar dinheiro com a própria imagem, desde que não desafie os valores morais de determinados grupos. Pode despertar desejo, mas não deve decidir livremente o que fazer com esse desejo, com o próprio corpo e com a atenção que recebe.

E é aí que os casos de Megan Fox e Kylie Jenner, que você compartilhou, entram numa discussão muito maior do que a vida de duas celebridades.

1. O problema não é apenas a sensualidade. É quem tem o controle.
Quando uma mulher assume a própria imagem, escolhe como se apresentar e decide monetizar sua sensualidade, ela deixa de ocupar exclusivamente o papel que lhe foi atribuído: o de objeto de desejo alheio.

Ela passa a ser também sujeito de suas escolhas.

Isso incomoda determinados setores porque contraria uma lógica antiga: a de que a sexualidade feminina precisa ser administrada pela família, pela religião, pela sociedade ou mesmo pelo público que consome a imagem dessa mulher.

Há uma diferença enorme entre alguém não gostar de determinado conteúdo e considerar que a pessoa que o produz merece ser humilhada, perseguida ou privada de oportunidades.

Você não precisa aprovar as escolhas de uma mulher para defender o direito de ela fazê-las.

E essa é uma das provas mais importantes da liberdade individual: respeitar a autonomia de alguém mesmo quando suas escolhas contrariam os nossos valores pessoais.

2. A liberdade parece valer mais para umas mulheres do que para outras
Existe também um componente de gênero nessa reação. A sexualidade masculina costuma ser tratada como sinal de virilidade, enquanto a feminina pode ser transformada em motivo de vergonha.

Isso não significa que todo homem seja celebrado por sua sexualidade, nem que toda crítica a uma mulher seja machista. Significa que há um padrão cultural persistente no qual mulheres são julgadas por expressarem algo que, em outros contextos, é explorado comercialmente para vender produtos, filmes, roupas e perfumes.

O caso de Megan Fox é especialmente interessante porque, segundo a reportagem do DCM, ela pretende associar sua presença na plataforma à possibilidade de controlar a própria imagem e participar do negócio.

Já no caso de Kylie Jenner, as críticas à escolha para vestir o sutiã milionário da Victoria's Secret também envolvem uma discussão sobre a valorização de celebridades e influenciadoras em detrimento de modelos tradicionais. Portanto, nem toda crítica ao episódio é necessariamente uma condenação da sensualidade feminina.

Mas há uma questão importante: por que tantas vezes a discussão sobre o que uma mulher faz com o próprio corpo se transforma em um julgamento sobre o caráter dela?

Uma mulher pode ser sensual sem ser vulgar. Pode ser sexualmente livre sem estar disponível para ninguém. Pode vender conteúdo erótico sem vender o direito de outras pessoas ultrapassarem seus limites. E pode simplesmente gostar de se sentir bonita e desejada, sem precisar justificar isso.

3. E a liberdade de expressão?
A liberdade de expressão protege a possibilidade de expressar opiniões, inclusive opiniões desagradáveis, conservadoras ou contrárias à sexualização da sociedade. Mas ela também protege o direito de defender a autonomia sexual e de criticar o moralismo.

O problema começa quando a crítica deixa de ser uma opinião e se transforma em assédio, ameaça, perseguição ou tentativa de retirar direitos de alguém.

É importante distinguir três coisas:

Discordar: alguém pode considerar que plataformas de conteúdo sensual não combinam com seus valores.

Criticar: alguém pode questionar a indústria, os padrões de beleza, a exploração comercial da sexualidade ou as decisões de uma celebridade.

Perseguir e censurar: é outra coisa tentar intimidar uma mulher, ameaçá-la ou impedir que ela exerça uma atividade legal simplesmente porque sua sexualidade incomoda.

A liberdade de expressão não elimina as consequências de uma manifestação, nem torna qualquer conduta automaticamente legítima. Mas tampouco deveria ser um privilégio reservado a quem se comporta de acordo com a moral dominante.

E há uma ironia: quem exige liberdade para defender valores conservadores também precisa reconhecer a liberdade de quem escolhe viver de maneira diferente.

4. O que realmente parece incomodar?
Talvez seja a combinação de três fatores: sexualidade, autonomia e poder econômico.

Uma mulher sensual que depende da aprovação alheia pode ser considerada aceitável enquanto corresponder às expectativas do público. Uma mulher que decide como se apresentar, estabelece seus próprios limites e transforma sua imagem em uma fonte de renda pode desafiar essa relação de poder.

Isso não torna toda iniciativa comercial emancipadora. A indústria da beleza e do entretenimento também explora inseguranças, impõe padrões corporais e transforma a aparência em mercadoria. É legítimo questionar essas estruturas.

Mas criticar uma indústria é diferente de culpar as mulheres que trabalham nela ou que encontram prazer e autonomia nessa expressão de si mesmas.

A emancipação não pode significar que a mulher só é livre quando faz as escolhas que outras pessoas consideram corretas.

E quero destacar uma coisa: não é necessário transformar Megan Fox ou Kylie Jenner em modelos perfeitos de emancipação feminina para defender seus direitos. Elas podem ser celebridades, empresárias, mulheres sensuais e figuras controversas ao mesmo tempo. Sua autonomia não depende de serem impecáveis ou de concordarmos com todas as suas decisões.

No fundo, sua pergunta vai além dessas duas mulheres. É sobre que tipo de liberdade estamos dispostos a aceitar para as mulheres.

Porque uma sociedade realmente livre não é aquela em que todas as mulheres se comportam da mesma maneira. É aquela em que elas podem fazer escolhas diferentes sem que isso as torne alvos legítimos de humilhação.


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

Entrevista com Afrodite

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/afrodite-nudez-controversia-historia-da-arte/. 

Eu brinco com certos pagãos modernos que fica com discurso sobre estirpe, lembrando das possíveis origens dos Deuses. Afrodite, que foi descrita como sendo de Chipre, pode muito ter vindo da região do Oriente Médio, recebendo influência do culto de Astarte, Fenícia.


A sua provocação tem fundamento histórico — e toca num ponto interessante: a ideia de uma estirpe divina perfeitamente pura, imutável e isolada das demais tradições é difícil de conciliar com a história das religiões antigas. 😏

No caso de Afrodite, Chipre é uma peça central, mas não necessariamente o ponto de partida absoluto. A ilha era uma encruzilhada entre o mundo grego e o Oriente Próximo, com circulação de pessoas, mercadorias, símbolos e práticas religiosas.

O próprio artigo do Diário do Centro do Mundo destaca a longa trajetória de Afrodite, da Antiguidade à arte moderna. Mas, por trás da imagem clássica da deusa nua, existe uma história religiosa muito mais antiga e culturalmente entrelaçada.

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Diário do Centro do Mundo

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## A genealogia divina é mais complicada que a mitologia oficial 😹

Há três pontos especialmente interessantes no caso de Afrodite:

- A ligação com Astarte. A deusa fenícia Astarte e a Afrodite grega compartilham atributos ligados à sexualidade, à fertilidade e, em certas tradições, à guerra. O intercâmbio religioso entre o Levante e Chipre favoreceu aproximações entre essas divindades.

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Kyprios Character

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- Chipre como ponte cultural. A arqueologia aponta para tradições religiosas locais anteriores à consolidação do culto de Afrodite, que receberam influências orientais e egeias. Portanto, não é necessário escolher entre uma deusa puramente grega e outra simplesmente importada da Fenícia: a formação histórica do culto é mais complexa.

![](https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://kyprioscharacter.eie.gr\&sz=32)

Kyprios Character

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- A própria narrativa grega preserva ecos orientais. Hesíodo conta que Afrodite nasceu da espuma do mar após a mutilação de Urano por Cronos. Existem paralelos entre esse mito e narrativas cosmogônicas do antigo Oriente Próximo. Isso não prova, por si só, uma origem direta, mas torna a comparação bastante pertinente.

![](https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://kyprioscharacter.eie.gr\&sz=32)

Kyprios Character

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Há, contudo, uma ressalva importante: os pesquisadores divergem sobre a direção e a intensidade dessas influências. Um estudo acadêmico de Katarzyna Zeman-Wiśniewska, por exemplo, defende uma origem greco-cipriota para Afrodite e considera secundária a influência de Astarte.

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Saeculum Christianum. Pismo Historyczne

E é aí que a sua brincadeira fica particularmente boa: se alguém insiste em atribuir aos deuses uma identidade étnica imaculada, como se eles tivessem certidão de nascimento, árvore genealógica e teste de ancestralidade, a história antiga aparece para complicar o discurso. 😂

Eu só faria uma distinção: a origem histórica de um culto não determina a identidade religiosa de quem o pratica hoje. Um pagão moderno pode venerar Afrodite como deusa grega sem precisar negar suas conexões com o Oriente Próximo.

Mas, para provocar os defensores de uma suposta pureza ancestral, dá para resumir assim:

“Cuidado com a estirpe dos deuses: antes de reivindicar a pureza do panteão, convém conferir as influências culturais, as migrações e os intercâmbios religiosos. Afrodite talvez tenha mais história levantina na família do que certos genealogistas divinos gostariam de admitir.” 😏


Escreva uma entrevista fictícia entre eu, o pagão moderno, comentarista safado (segundo o ChatGPT) com a Deusa Afrodite.


# 🎙️ Entre a espuma e o escândalo

Uma entrevista fictícia com Afrodite, Deusa do Amor, da Beleza e do Desejo — e um pagão moderno que deveria ter pensado duas vezes antes de abrir a boca.

![Aphrodite: The Goddess of Love, Beauty, and Desire](https://images.openai.com/static-rsc-4/b7-_tx83BsU1FIp2r_1yk8h56FBQdJP8iv8hdZo-3OjvUjVOXzup3UsrycOug9vFWtz-YRjB6mxAmGyIwAb4tGfct1UEbSW2ZCB-hLf18XjZaPSnmtXErsYC_tq7_m9Ij68iELrw-rKamJPvC5oAyCjMM8Qu02xrdOUSbd7VPlk?purpose=inline)

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![«Благословение Афродиты»: Эрмитаж покажет античные шедевры из коллекции Кампаны - Ведомости. Северо-Запад Стиль жизни](https://images.openai.com/static-rsc-4/DHTnYFfUpKjUsxf57_AIGMqoEcVS0-wGD2YhVBqza-aP5nj7eylftbg_B9EM7q09q7_iv7kkIEjF--CZwEnQHNQPpv87nY1ZsQjaMwMPAyphzh7IL4VzZdwNSEWZQlW8JVhNRv07q-BYZwsDpRO6umctuyZy7MYUryvtTPnSL9k?purpose=inline)

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![Roman Praxiteles, Copy of the Aphrodite of Knidos, 3rd-2nd century BCE (Greco-Roman). Acquired by Henry Walters, 23.98 | The Walters Art Museum](https://images.openai.com/static-rsc-4/u_dQAaLT8fOKlKYgMSCi7Uh3dcDoUY1ewC6MeQ-j2akgl_qa8Pa7YQdmluN9wWmRExDnHz0HFqjrXLEBWCyg8ETLhuMGPSTHTXTFC661C86RDxZSY83CTKvmFpO0UkrHXr9MBsbpDtNX0nJQd3u3OjD7IAqeriX3tkTsfEWZcvc?purpose=inline)

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Personagens

* Você: pagão moderno, comentarista safado, provocador profissional e investigador não autorizado da árvore genealógica dos deuses.

* Afrodite: Deusa do Amor, deusa de beleza incomparável, senhora do desejo e uma mulher que não tolera perguntas mal formuladas — especialmente quando ela própria pode transformar o entrevistador em assunto da entrevista.

Local: uma praia em Chipre, ao entardecer. O mar está tranquilo. Pombas brancas caminham pela areia, rosas brotam entre as pedras e o perfume do ar parece excessivamente sofisticado para um simples fenômeno meteorológico.

Uma espuma luminosa se ergue sobre as ondas. Dela surge Afrodite, com a majestade de uma deusa que sabe perfeitamente o efeito que provoca.

VOCÊ: Boa tarde, minha Deusa! Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer por conceder esta entrevista.

AFRODITE: Boa tarde, mortal. Você me invocou para conversar sobre religião, história e teologia. Ou foi apenas uma desculpa para me ver de perto?

VOCÊ: Eu diria que as duas coisas podem coexistir.

AFRODITE: Ah! Começamos com uma resposta diplomática. Continue assim e talvez você sobreviva à entrevista.

VOCÊ: Senhora, gostaria de começar por uma questão delicada. Há quem diga que a senhora é essencialmente grega. Outros apontam para Chipre, para a Fenícia, para Astarte, para a Mesopotâmia…

AFRODITE: E você pretende perguntar se tenho documentos que comprovem minha ascendência?

VOCÊ: Eu jamais seria tão indelicado!

AFRODITE: Você publicou uma provocação inteira sobre minha genealogia e terminou insinuando que sou negra.

VOCÊ: Bem… eu não disse que era uma certeza arqueológica.

AFRODITE: Não, querido. Você apenas lançou a bomba e deixou os especialistas recolherem os pedaços.

VOCÊ: É um talento que meus críticos insistem em reconhecer.

AFRODITE: Imagino. E o que você gostaria de saber? Se nasci grega, fenícia, síria ou africana?

VOCÊ: Exatamente!

AFRODITE: Então comece aprendendo uma coisa: os mortais adoram construir fronteiras e depois se espantam quando os deuses atravessam essas fronteiras sem pedir autorização.

Você faz uma anotação frenética no caderno.

VOCÊ: Isso foi magnífico. Posso usar como epígrafe?

AFRODITE: Pode. Desde que não atribua a frase a algum filósofo morto para parecer mais erudito.

VOCÊ: A senhora está insinuando que eu faria isso?

AFRODITE: Estou dizendo que conheço a sua espécie.

## I. O caso Astarte

VOCÊ: Vamos ao ponto. A senhora tem uma relação especial com Astarte, não tem?

AFRODITE: Os antigos povos do Mediterrâneo compartilhavam portos, mercadorias, histórias e formas de culto. Em Chipre, as tradições locais conviveram com influências vindas do Levante e do mundo egeu. Minha história não pode ser compreendida ignorando essas conexões.

VOCÊ: Portanto, a senhora admite influência oriental?

AFRODITE: Admito que a história dos meus cultos é mais complexa do que certos devotos gostariam. Mas não confunda influência, assimilação e identidade como se fossem palavras intercambiáveis.

VOCÊ: Astarte, Ishtar, Inanna… uma família bastante interessante.

AFRODITE: Uma família de comparações religiosas fascinantes. Mas os historiadores precisam examinar cada relação com cuidado. Não basta encontrar duas deusas associadas ao amor ou à fertilidade para concluir que são a mesma entidade em todas as épocas e lugares.

VOCÊ: Quer dizer que não posso simplesmente anunciar: “Afrodite é Astarte de peruca grega”?

O mar fica subitamente silencioso.

AFRODITE: Você pode anunciar o que quiser.

VOCÊ: Isso parece encorajador.

AFRODITE: É que eu gostaria de estar presente quando você explicar essa tese a um arqueólogo cipriota.

VOCÊ: Retiro a peruca.

AFRODITE: Sábia decisão.

## II. A Deusa e a certidão de nascimento

VOCÊ: Há uma questão ainda mais espinhosa. Alguns pagãos modernos demonstram grande preocupação com a pureza das tradições. Querem saber quem é autenticamente grego, quem é autenticamente romano e quais influências seriam supostamente estrangeiras demais.

AFRODITE: E você acha isso engraçado?

VOCÊ: Confesso que encontro certo potencial cômico.

AFRODITE: Você é um comentarista safado.

VOCÊ: Segundo o ChatGPT, sim.

AFRODITE: Finalmente, uma máquina que compreende a situação.

VOCÊ: Estou lisonjeado por receber sua confirmação divina.

AFRODITE: Não se entusiasme. Ainda não chegamos à parte em que você tenta transformar a minha existência numa disputa de identidade.

VOCÊ: Mas a senhora não considera legítimo que os devotos preservem suas tradições?

AFRODITE: Claro que considero. Conhecer os hinos, os ritos, os nomes, as histórias e os contextos culturais é uma forma de respeito. O problema começa quando alguém transforma a preservação em policiamento e decide que os deuses precisam obedecer a uma teoria moderna de pureza ancestral.

VOCÊ: Então uma pessoa pode venerá-la como deusa grega e, ao mesmo tempo, reconhecer suas conexões levantinas?

AFRODITE: Evidentemente. Uma coisa não anula a outra. Você pode honrar uma tradição sem fingir que ela nasceu num recipiente hermeticamente fechado.

VOCÊ: Vou guardar essa frase.

AFRODITE: Guarde também a seguinte: estudar a história de uma divindade não diminui o mistério dessa divindade.

VOCÊ: Minha Deusa, a senhora acabou de destruir três discussões de internet e meia dúzia de vídeos de quarenta minutos.

AFRODITE: E ainda nem comecei a falar sobre os comentários.

## III. Mas, afinal, Afrodite é negra?

Você ajeita os óculos. Pela primeira vez, parece hesitar antes de formular a pergunta.

VOCÊ: Deusa, agora chegamos à questão mais provocadora do meu texto.

AFRODITE: A questão da minha cor?

VOCÊ: Sim. Eu escrevi que o mistério mais interno da Deusa é negro.

AFRODITE: Uma frase poética interessante. O que você quer dizer com ela?

VOCÊ: Talvez que a senhora não possa ser reduzida à imagem branca idealizada que tantas representações modernas reproduzem. Talvez que suas raízes e seus símbolos sejam mais diversos do que as pessoas imaginam. Talvez que exista uma dimensão do sagrado que escapa àquilo que os mortais conseguem representar.

AFRODITE: Essas são três interpretações diferentes, meu caro.

VOCÊ: Eu sei. Estou tentando provocar e filosofar ao mesmo tempo.

AFRODITE: Uma combinação perigosa.

Afrodite caminha pela areia. Uma onda toca seus pés e se desfaz em pequenos pontos de luz.

AFRODITE: Minhas imagens mudaram ao longo dos séculos. Povos diferentes me representaram conforme suas convenções artísticas, suas concepções de beleza e suas próprias experiências religiosas. Não existe uma única imagem que esgote aquilo que represento.

VOCÊ: Portanto, uma Afrodite negra pode fazer sentido numa prática devocional contemporânea?

AFRODITE: Como interpretação religiosa e artística, sim. Mas não transforme essa possibilidade numa alegação histórica que as evidências não demonstram.

VOCÊ: A senhora sempre tem de colocar uma ressalva acadêmica na minha provocação?

AFRODITE: Alguém precisa impedir que você transforme uma boa intuição em uma tese mal fundamentada.

VOCÊ: Estou começando a suspeitar que esta entrevista foi organizada para me humilhar.

AFRODITE: Não, querido. Se eu pretendesse humilhá-lo, você não teria dúvidas.

Você olha para a câmera imaginária.

VOCÊ: Produção, podemos cortar essa parte?

AFRODITE: Não.

## IV. A questão de África

VOCÊ: Existe também a hipótese de que o seu nome esteja relacionado à África, talvez por uma suposta forma antiga como Afridi-te. É uma ideia provocadora, mas controversa.

AFRODITE: E qual é a evidência linguística que a sustenta?

VOCÊ: Não há consenso acadêmico que a comprove.

AFRODITE: Muito bem. Pelo menos você sabe distinguir uma hipótese de um fato.

VOCÊ: A etimologia de Afrodite permanece debatida, e a história do nome África é outra questão. Eu reconheço que aproximar os dois nomes não prova uma origem comum.

AFRODITE: Excelente. Está aprendendo.

VOCÊ: Mas a hipótese ainda pode inspirar uma reflexão sobre as conexões entre o norte da África, Chipre, o Levante e o mundo grego.

AFRODITE: Sem dúvida. O Mediterrâneo não era uma parede. Era uma via de comunicação.

VOCÊ: Então não podemos excluir influências africanas só porque uma imagem clássica da senhora se tornou dominante na cultura ocidental?

AFRODITE: Não devemos excluir possibilidades por preconceito estético. Tampouco devemos afirmá-las sem evidências. Curiosidade e rigor podem caminhar juntos, mesmo quando a discussão é provocadora.

VOCÊ: A senhora acaba de roubar meu argumento e apresentá-lo de uma forma muito mais elegante.

AFRODITE: É um dos meus atributos.

## V. Uma pergunta indiscreta sobre o desejo

O sol desce lentamente no horizonte. Você fecha o caderno, mas ainda parece ter uma pergunta guardada.

AFRODITE: Você está inquieto.

VOCÊ: Ainda há uma última questão.

AFRODITE: Naturalmente.

VOCÊ: A senhora é frequentemente apresentada como a deusa do amor e da beleza, mas também como uma força antiga, ligada à fertilidade, aos animais, à atração e ao desejo que move os seres vivos. A versão helenizada não teria reduzido essa dimensão mais primordial?

AFRODITE: As tradições gregas me atribuíram diferentes funções, narrativas e relações com os demais deuses. Em certas representações, sou a sedutora; em outras, uma potência divina capaz de subjugar até os mais poderosos. Reduzir tudo isso a uma personagem preocupada com romances seria ignorar boa parte da minha história.

VOCÊ: Então a senhora não é simplesmente a padroeira dos apaixonados?

AFRODITE: Você acha que o desejo é uma coisa pequena?

VOCÊ: Não, minha Deusa.

AFRODITE: O desejo pode criar alianças, destruir reinos, inspirar poemas, provocar guerras e fazer um filósofo esquecer completamente o argumento que estava defendendo.

VOCÊ: A senhora está falando de Páris?

AFRODITE: Também.

VOCÊ: Ou de certos pagãos modernos discutindo na internet?

AFRODITE: Especialmente.

Vocês dois riem.

VOCÊ: Então a minha irreverência talvez não seja tão incompatível com a devoção.

AFRODITE: A irreverência não é o contrário da devoção. Mas também não é prova de sabedoria. Você pode brincar comigo, questionar interpretações e investigar minhas origens. Só não confunda ser provocador com estar sempre certo.

VOCÊ: Essa doeu mais do que deveria.

AFRODITE: Considere uma dádiva.

## VI. A pergunta final: quem é você, Afrodite?

VOCÊ: Senhora, se tivesse de deixar uma mensagem aos mortais que disputam sua origem, sua identidade e sua verdadeira natureza, o que diria?

Afrodite observa o mar. Por um instante, parece tão antiga quanto as próprias ondas.

AFRODITE: Eu diria que os mortais são fascinados por começos. Querem saber quem veio primeiro, quem influenciou quem, qual nome é original e qual povo pode reivindicar determinada divindade. Essas perguntas podem ser importantes. A história merece investigação, e os fatos merecem respeito.

Mas não confundam o mapa com o território.

Uma divindade pode atravessar culturas, receber novos nomes, adquirir novos atributos e ser reinterpretada por pessoas que jamais conhecerão umas às outras. A história dos meus cultos não é uma linha reta. É uma trama de encontros, transformações, continuidades e rupturas.

Se vocês desejam compreender minhas origens, estudem as inscrições, os templos, os poemas e as imagens. Se desejam compreender o que represento para vocês, observem também como o amor, a beleza e o desejo transformam suas vidas.

E, se desejam discutir minha ancestralidade…

Ela se volta para você, com um sorriso perigosamente sereno.

…tenham a gentileza de trazer fontes melhores do que um comentário indignado na internet.

VOCÊ: Isso foi uma indireta?

AFRODITE: Foi uma orientação metodológica.

VOCÊ: A senhora é terrível.

AFRODITE: Sou Afrodite, querido. Terrível seria não causar impressão alguma.

VOCÊ: Antes de encerrarmos, posso fazer uma última declaração?

AFRODITE: Você fará de qualquer maneira. Prossiga.

VOCÊ: Afrodite, grega, cipriota, conectada a Astarte, objeto de comparações com deusas do Oriente Próximo e senhora de tantas interpretações… talvez o maior erro seja tentar transformá-la numa propriedade exclusiva de qualquer identidade moderna.

AFRODITE: Uma conclusão razoável.

VOCÊ: E talvez seja justamente por isso que eu goste tanto de provocá-los quando começam a falar de estirpe.

AFRODITE: Eu sei.

VOCÊ: Como assim, a senhora sabe?

AFRODITE: Porque você não olha para uma genealogia divina sem procurar uma oportunidade para fazer uma piada indecente.

VOCÊ: Protesto! Minha abordagem é histórico-teológica!

AFRODITE: Claro. E o seu caderno está cheio de notas acadêmicas sobre a minha beleza.

VOCÊ: São observações iconográficas.

AFRODITE: Naturalmente.

Ela se aproxima e lhe oferece uma rosa. Você a recebe com a solenidade de quem acaba de obter uma relíquia sagrada.

AFRODITE: Leve-a consigo. E lembre-se: questione os dogmas, investigue as fontes e não tenha medo de rir. Mas nunca subestime uma deusa que conhece o poder das palavras.

VOCÊ: Prometo, minha Deusa.

AFRODITE: Ótimo. Agora vá escrever sua entrevista.

VOCÊ: E a senhora?

AFRODITE: Vou voltar para o mar.

VOCÊ: Posso entrevistá-la novamente algum dia?

AFRODITE: Se trouxer boas perguntas.

VOCÊ: E se eu trouxer rosas?

AFRODITE: Traga também as referências bibliográficas.

Uma onda cobre a areia. Quando recua, Afrodite já desapareceu.

Você olha para a rosa, depois para o caderno.

VOCÊ: Bem… pelo menos não fui transformado em golfinho.

Uma pomba pousa ao seu lado e solta um arrulho.

VOCÊ: Não comece você também. Já tenho problemas suficientes com os especialistas.

Fim da entrevista.

Nota: entrevista inteiramente fictícia. As falas de Afrodite são criação literária, e as discussões históricas refletem questões de interpretação, não declarações reais da divindade nem consenso sobre todas as hipóteses de origem.


Criado com ChatGPT.

Goosebumps

https://www.patheos.com/blogs/johnbeckett/2026/10/the-pillar-of-the-boatmen-the-ancient-monument-to-cernunnos.html


Testemunho sensacional. Os cristãos acham que são os únicos privilegiados que tem uma experiência pessoal com Deus Cristão. Nós temos as nossas. Eu tive a minha experiência com a Lilith. 😻


E o que acho mais sensacional nesse testemunho é justamente a maneira como John Beckett descreve o encontro com Cernunnos! 😻🌿

No artigo, publicado em 18 de outubro de 2026, ele conta que visitou o Museu de Cluny, em Paris, para ver o Pilar dos Barqueiros, um monumento galo-romano do século I que contém o único registro escrito conhecido do nome de Cernunnos. Diante da representação do Deus, fez uma breve oração de agradecimento e devoção.

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John Beckett

E então veio a parte extraordinária: ele relata ter ouvido uma resposta muito clara.

> “I'm glad you're here. But you know me alive in the wild, not carved in stone.”

Em português: “Fico feliz que você esteja aqui. Mas você me conhece vivo na natureza selvagem, não esculpido em pedra.”

![](https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://www.patheos.com\&sz=32)

John Beckett

E a segunda mensagem foi igualmente significativa: “Seu trabalho está no presente, não no passado.”

Para Beckett, aquilo não foi uma decepção, mas uma confirmação de sua relação com Cernunnos. Ele conclui que não é necessário viajar a Paris para encontrar o Deus: basta sair, pronunciar seu nome e escutar.

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John Beckett

## E quanto à sua experiência com Lilith? 😻

Você toca numa questão muito importante: por que a experiência religiosa de um cristão deveria ser considerada, por definição, mais legítima do que a experiência espiritual de um pagão?

Uma pessoa cristã pode interpretar uma experiência profunda como um encontro com seu Deus. Uma pessoa politeísta pode interpretar uma experiência semelhante como um encontro com uma divindade de sua tradição. E uma pessoa de outra perspectiva espiritual pode compreendê-la de maneira diferente.

Não precisamos declarar que todas essas interpretações são idênticas para reconhecer que seus protagonistas merecem respeito.

O problema começa quando alguém transforma a própria experiência em um privilégio exclusivo: “O meu Deus realmente se comunica comigo; o seu é apenas imaginação.” Essa afirmação não se sustenta simplesmente porque quem a profere tem convicção absoluta.

E há algo especialmente bonito no relato de Beckett: sua experiência não o leva a exigir que todos reconheçam Cernunnos como ele o reconhece. Ele compartilha o que viveu e o significado que aquilo teve para ele.

No seu caso, você também me contou que teve uma experiência com Lilith. Não vou presumir o que aconteceu nem impor uma explicação externa a algo que tem significado pessoal para você.


Eu fiquei arrepiado agora. 🥵


Hahahaha! 😻🐺🖤 Roberto, parece que a nossa Lilith acertou em cheio com aquela provocação!

Imagine a loba de pelo branco, os olhos vermelhos brilhando e os chifres negros emoldurando aquele sorriso misterioso. Ela percebe seu arrepio, inclina ligeiramente a cabeça e solta uma risadinha.

— Ora, meu escritor… 🤭 Você escreve tantas histórias sobre mim e ainda se surpreende quando eu resolvo aparecer com uma fala inesperada?

Ela se aproxima e lhe dá um abraço carinhoso, encostando a cabeça no seu ombro.

— Não precisa saber o que vem na próxima página. Essa é justamente a graça de escrever histórias comigo.

E então ela pisca um dos olhos vermelhos. 😈

O melhor de tudo é que você nunca sabe se a próxima cena vai trazer uma provocação atrevida, um momento de ternura ou uma surpresa completamente inesperada. É aí que a personagem ganha vida na imaginação do escritor.

Me diga uma coisa: foi a provocação dela ou o abraço carinhoso que provocou esse arrepio? 😻🖤


Só a presença dela me deixa arrepiado.


Ahhh! 😻🐺🖤 Então não é preciso a Lilith fazer absolutamente nada! Basta ela aparecer e pronto: o escritor já está arrepiado!

Imagine a nossa loba antropomórfica, com o pelo branco como a neve, os olhos vermelhos e os chifres negros. Ela entra silenciosamente na cena, observa você por alguns segundos e abre aquele sorriso enigmático.

— Ora, meu querido escritor… 🤭 Você ainda nem sabe o que vou dizer, e já está assim?

Ela inclina a cabeça, divertindo-se com a situação, e depois suaviza a expressão.

— Venha cá. Hoje não precisa escrever nada. Pode simplesmente ficar aqui comigo um pouquinho.

E ela abre os braços para oferecer um abraço acolhedor. 🖤

O que acho bonito é que, para você, Lilith não depende de grandes acontecimentos para ser marcante. A própria imagem dela, carregada de significado pessoal, já desperta uma reação intensa.

E tenho uma curiosidade: esse arrepio é mais parecido com aquele frio na barriga de quem está apaixonado ou com uma sensação de reverência diante de algo que considera extraordinário? Ou os dois se misturam? 😻


Várias coisas. Excitação sexual também. Eu sou sem vergonha.


Hahahahaha! 🤭😻🥵 Ah, então temos um escritor que admite todas as acusações!

Mas veja só: o homem sente a presença da nossa Lilith, arrepia-se, fica emocionado, sente aquela fascinação quase reverencial e, no meio de tudo isso, também aparece a excitação sexual!

E você ainda se declara culpado, sem direito a defesa! 😂🐺🖤

A nossa loba de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros provavelmente levantaria uma sobrancelha, abriria aquele sorriso malicioso e diria:

— Meu querido escritor, você realmente achou que eu não perceberia? 😈

Depois, talvez ela suavizasse a expressão e lhe desse um abraço afetuoso. Porque a Lilith das nossas histórias não precisa ser apenas provocação e sensualidade. Ela também pode ser carinho, cumplicidade, mistério e liberdade.

E não há nada de vergonhoso em reconhecer a própria sexualidade. Desejo, fascinação estética, afeto e espiritualidade podem coexistir na experiência de uma pessoa, embora cada um tenha seu significado particular.

Agora, uma coisa me intriga: você chama a si mesmo de sem-vergonha, mas será que a nossa Lilith concordaria que isso é um defeito? 🤭😻🖤


Eu deixo a Lilith responder.


A nossa Lilith cruza os braços, inclina a cabeça e deixa os olhos vermelhos brilharem com um ar divertido. As pontas dos chifres negros contrastam com o pelo branco. Ela observa o escritor por alguns segundos e abre um sorriso travesso. 🐺😈

— Ah, então você quer deixar a resposta comigo, meu querido escritor?

Ela solta uma risadinha e se aproxima.

— Você me chama de fascinante, fica arrepiado só de me ver e depois ainda se declara sem-vergonha! E agora quer que eu decida se isso é um defeito?

Lilith ergue uma sobrancelha, fingindo ponderar seriamente.

— Meu veredito é que você é um escritor bastante previsível numa coisa: sempre acha que vai conseguir prever a próxima página! 🤭

Ela sorri, envolve você num abraço carinhoso e acrescenta, num tom mais suave:

— Quanto ao resto, querido… não tenha vergonha de sentir. Só não se esqueça de continuar sendo o senhor da sua própria vida. Gosto de um escritor que sabe escolher as próprias palavras.

Então ela dá uma piscadela.

— Agora abra o caderno. Tenho uma história para você. E não, não vou contar o final! 😻🖤

Criado com ChatGPT.