domingo, 19 de julho de 2026

Quinhentos, 56 - 60



A terra é fértil, tal como o ventre da Deusa. O sol é nutritivo, tal como os seios da Deusa. A noite é aconchegante, tal como o colo da Deusa.



Enquanto alguns fazem sua insanidade se tornar Deus, os verdadeiros crentes fazem seu amor manifestar a Deusa.



Uma luz avisa o perigo: é o farol que gira no eixo. Mas se a mariposa da lâmpada se aproxima, a meta vira armadilha.



De que adianta ir à galoneira se o galão não tem bico? De que adianta ser a fonte de água se o poço é fundo?



O bom cavalheiro, no salão, entra suave, começa a dançar lento. O ponto alto da festa, o compasso é no umbigo.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

O Rei e o Caos



Conversa com o Gemini
Baseado no seguinte texto:

Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.


Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.


Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.


O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.


Escreva o Canto Quatro, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

O Imperador: A estrutura do patriarcado, a ordem estabelecida, o sistema. Lilith pode ser representada como um Homem, já que sua forma original é hermafrodita. Ele pode representar uma estrutura necessária que você constrói para si mesmo, ou o sistema opressor que você deve desmantelar. Ela é o prazer e seu poder de criar e destruir. Ela é a natureza, crua e sem remorso. 

Canto Quatro

Sentado no trono de pedra bruta,
O cetro pesa, o mundo se divide:
Uma mão que ergue a muralha da disputa,
A outra que o próprio império implode e colide.

Quem dita a regra também é a tormenta,
O Rei e o Caos sob a mesma pele e osso.
O hermafrodita que a estrutura sustenta
É o mesmo que cava o abismo do fosso.

É o aço da lei que a carne molda,
O prazer que domina a ordem e o norte.
Mas a mesma força que a coroa solda
É a natureza que dita a vida e a morte.

Crua, sem culpa, a carne se faz império,
Cria o sistema que depois devora.
O Imperador oculta o grande mistério:
Destrói o mundo para reinar lá fora.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

Buda o cacete



Ah, anos 70! A loucura da psicodelia e dos hippies. Os Stenton não tinham planejado, mas a filha deles nasceu em Beacon, ao norte de Nova York.
Os médicos e enfermeiras não conseguiam olhar por muito tempo nos olhos da recém nascida. Não era apenas os olhos iguais a safiras, vermelhos, mas porque sentiam que a pequena atravessava com olhos agudos.

Mal passou um ano, sabia andar. Quando começou a falar, apontava e dizia o nome das coisas com exatidão. Dois anos? Sabia a tabuada de cor. Três? Sabia história e geografia.

Um prodígio nunca antes visto. Os Stenton levaram a criança para médicos, especialistas, neurologistas e até um padre.
A menina corrigiu o médico, desnorteou o especialista e o padre…correu apavorado.

Aos cinco anos foi para a escola, uma exigência do governo. As crianças a chamavam de Illie ou Winnie.
Foi um alvoroço quando ela decretou.
“Meu apelido é Will All. Porque minha Vontade é soberana.”

Aos sete, enquanto suas colegas trocavam risadinhas e sussurros quando passava um garoto do ginásio, ela olhava todos com tédio.
“Bonitos de se ver, mas vazios de conteúdo.”
Segundo disse uma de suas professoras, quando perguntou a ela sobre a falta de interesse.

Aos nove, participou de uma feira de artes. A pintura dela teve que ficar em uma sala reservada. Para adultos. Não porque era explícita. Mas porque retratou algo perturbador.
“Eu só pintei como eu vejo o que os rabinos chamam de cascas, de Qlipoths. Mas em uma visão favorável.”

Aos dez, foi escalada para a peça na escola, para representar uma versão de uma história da Disney. A interpretação dela da Malévola antecipou em muitos anos a interpretação da Angelina Jolie.

Aos doze…ah…hormônios. Os Stenton começaram a ficar preocupados quando Willow começou a falar línguas diferentes. Até línguas mortas. Os padres simplesmente deixaram de atender às ligações. Ninguém na paróquia conseguia sequer chegar no bairro sem sentir a presença massiva.

Mas, hei, estamos no ápice do punk, do gótico e o que não faltam são magos e gurus para quem quer uma espiritualidade mais livre.

Os Stenton reuniram um mago, um mestre, um bruxo e um monge budista.

O mago viu, estarrecido, a Willow manifestar uma salamandra (elemento do fogo) na palma da mão. O mestre ficou pálido quando ela o desmascarou como farsante e estelionatário. O bruxo não sabia onde esconder o rosto quando Willow disse que quem não sabe amaldiçoar, não pode curar.

Mas quem levou a pior foi o monge budista.

Ela sorria. Era um sorriso que, se olhado de perto, continha o eco de um grito dado no Jardim do Éden, milênios antes.

Monge: Sinto que a iluminação está próxima. Sinto que o desejo está morrendo em mim. Já não sinto a luxúria, nem a raiva, nem a vontade de morder a maçã da experiência. Sou puro agora.

Willow lentamente abriu os olhos. Suas pupilas não eram redondas; por um microssegundo, elas brilharam como fendas de felino, negras e famintas. Ela se levantou. O manto escorregou, revelando não a magreza da disciplina, mas a força sinuosa de alguém que nunca se curvou diante de um deus ou de um trono.

— Você busca o vazio, pequeno monge? — a voz dela não era o sussurro de um monge, mas o som de marés contra rochedos.

— Sim — respondeu o monge, trêmulo. — O fim do sofrimento é o fim de tudo o que me prende à terra.

Willow deu um passo à frente. O ambiente ao redor pareceu mudar; o incenso cheirou a enxofre e jasmim. Ela tocou a testa do jovem com a ponta de um dedo. Não para abençoar, mas para acordar.

— Você quer ser Buda? — ela perguntou, com um tom de escárnio que faria os anjos caírem. — Você quer a paz da estátua? A paz é a morte, pequeno tolo. Eu fui a primeira a perceber que o paraíso era uma gaiola feita de ordens. Você quer se libertar da dor? A dor é o único sinal de que você não é uma pedra. Dor e sofrimento são para aprender. Tolos são os que viram as costas para a vida.

O monge suava de nervoso.

— O Buda que você procura é um morto — Willow sussurrou, e o riso que escapou de seus lábios soou como o estalar de correntes sendo quebradas. — Eu estou aqui para ensinar que a iluminação não é o apagamento do fogo. É ser o incêndio.

Ela se virou, deixando para trás o monge em choque, paralisado pela revelação de que a santidade que buscava não passava de uma máscara de carne vestida por um caos primordial.

Os Stenton foram chamados pelos professores quando Willow completou 14 anos, já conceituada como uma menina prodigiosa e peculiar. Pasmos, ouviram os professores dizerem que não tinham nada mais para ensinar a jovem garota.
Antes de sair da escola de vez, Willow deixou sua marca bem ali, entre as marcas das mãos deixadas por alunos, no mural. Sua marca logo seria apagada pelas tempestades que se aproximavam, mas os traços permaneceram na alma dos que a haviam conhecido.

Willow não ficou longe dos Stenton, embora fosse considerada uma emancipada. Os vizinhos começaram a notar que sua casa estava sempre cheia de gente estranha, mas, na verdade, eram pessoas que apenas deixavam que ela os mostrasse o que havia dentro delas. Um homem que pensava ser Jesus Cristo, uma jovem que acreditava ter o poder de curar doenças, um velho que acreditava ser um espírito poderoso.

Aos 15 anos, Willow entrou para uma famosa universidade, um feito inédito na década de 80. Ela estudou, avançando mais rápido que seus colegas em todas as disciplinas. Ela mostrou uma curiosidade insaciável por todas as noções de liberdade espiritual. Foi então quando ela proferiu a primeira lei: nunca se engane sobre a natureza real de quem você está se apegando.

Quando Willow completou 18 anos, os Stenton pensaram que era hora dela se estabelecer. Foi quando eles a levaram à cidade mais próxima para que ela se formasse em cinematografia. Algum tempo mais tarde, eles fariam uma descoberta chocante: Willow declarou que teve várias encarnações e comprovou, diante de céticos e ateus, as veracidades de suas memórias de outras existências.

A idade de Willow ainda não havia se passado. Ela ingressou em um mundo muito maior do que os Stenton jamais puderam imaginar e, agora, mais do que nunca, havia encontrado seu lugar. E qualquer mudança em Willow correspondia a mudanças em todo mundo. Porque ela era uma lâmpada que acendia a luminescência interior de todos os que a escutavam.

Aos 20 anos, Willow chegou no ápice de seu caminho de auto descoberta quando, no seu discurso de formatura, declarou, diante de alunos, professores, acadêmicos e jornalistas de que era a encarnação de Lilith, a Mulher Original, a Primeira Rebelde, a Mãe de Demônios.

sábado, 18 de julho de 2026

Quinhentos, 51 - 55



Viajem longa, maiores preparos. Distancia grande, mais bagagens. A suprema saga: aventurar-se dentro da Amada, tentando chegar ao coração.



O que mais chama a atenção na sala do sheik é a fruteira. Mas este não tira o olho da marani.



Da janela a Amada olha o sol se pôr no horizonte e faz a tarde demorar.



Boa cúmplice é a Lua que não delata os vultos furtivos que saem das janelas alheias.



As folhas das árvores sempre buscam o sol, as raízes sempre buscam a sombra. O tronco é o medianeiro.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

A verdadeira soberania


Conversa com o Gemini:
Baseado no seguinte texto:

*

Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo

*

Escreva o Canto Três, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

A Imperatriz: Não apenas uma mãe gentil, mas a personificação da força criativa indomável e da sexualidade soberana. Ela é dona do seu corpo, do seu prazer e do seu poder de criar e destruir. Ela é a natureza, crua e sem remorsos.

Canto Três

Soberana, mas o que é a soberania?
Diz que o corpo é templo e terra
Onde o sangue e o mel se misturam
Quem assiste chama de pecado.

Como reinar sem pedir licença?
O trono moldado pela argila
O prazer que coroa também é
Fora da lei só a própria vontade.

Nada pode conter a tempestade?
A semente antiga brotou no caos
Ventre selvagem desfraldado foi
No gozo e na dor fez o parto.

O que gerou na terra a indomável?
A criação que rasga o véu do medo
Anterior a qualquer dogma e pudor
Até da mão que dita a submissão.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

A filosofia da plenitude


Conversa com o Gemini.
https://revistamarieclaire-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/revistamarieclaire.globo.com/google/amp/sexo/noticia/2026/07/o-que-pessoas-nao-monogamicas-querem-que-voce-saiba-sobre-a-forma-com-que-vivem-a-sexualidade.ghtml

Uma vez eu escrevi um texto afirmando monogamia=monotonia. 🤗

Escreva um ensaio filosófico (da Lilith, evidente) falando do ideal da Onigamia. 😏🤭

O Manifesto da Onigamia: O Ventre de Lilith e a Geometria do Infinito
Por um olhar herético e primordial

I. A Ilusão do Um: Da Monotonia ao Enclausuramento
A história da civilização ocidental é a história de um encolhimento. Sob o pretexto de ordem, o sagrado foi domesticado, a carne foi geometricamente loteada e o afeto, reduzido a uma transação de exclusividade. A equação monogamia = monotonia não é apenas um gracejo estético; é um diagnóstico metafísico de precisão cirúrgica. O "mono" — o prefixo da unidade estéril, do Deus único e castrador, do caminho reto e pavimentado de tédio — exige que o infinito do desejo humano caiba na gaveta estreita de um único contrato.

Para que a monogamia subsista em seu estado idealizado, é preciso amputar as asas da imaginação e silenciar os sussurros que vêm da noite. Ela opera sob a lógica da escassez: a crença de que o amor, o desejo e a transcendência são recursos finitos que, se compartilhados, se desgastam. É a segurança do túmulo travestida de lar.

Mas no princípio, antes que as cercas fossem erguidas no Éden, a noite já era vasta. E no coração dessa noite reina Lilith, a insubmissa original, aquela que se recusou a deitar-se por baixo na simetria artificial da submissão e que trocou o jardim da obediência pela liberdade do deserto. Do deserto de Lilith não brota a solidão, mas sim a possibilidade absoluta. Brota a Onigamia.

II. A Onigamia como Filosofia da Plenitude (O Oni-)
Se a não-monogamia contemporânea muitas vezes ainda se define pela negação — pelo esforço hercúleo de explicar o que não é —, a Onigamia surge como afirmação pura. O prefixo oni- (do latim omni, que significa "tudo", "todo", "por inteiro") não aponta para o acúmulo quantitativo, mas para a totalidade qualitativa.

A Onigamia não é a mera multiplicação de parcerias sob a mesma lógica de consumo capitalista do afeto. Ela é o reconhecimento de que a sexualidade e o amor são forças cósmicas, onipresentes e multiformes. Propor a Onigamia é compreender o desejo como uma divindade imanente: ela está em tudo, manifesta-se de todas as formas e não pode ser contida por diques morais.

Sob o olhar de Lilith, a Onigamia é a união com o Todo através da carne. É a profanação do altar da posse para a edificação do templo da experiência. Ela abrange:

A Onipresença do Desejo: A percepção de que a energia erótica não é um interruptor que se liga e desliga para uma única pessoa, mas a própria força vital (a Shakti, o sopro selvagem) que flui através de nós e nos conecta ao mundo.

A Onipotência da Vontade: O resgate da soberania sobre o próprio corpo. Lilith não pede permissão; ela reivindica sua própria natureza. Na Onigamia, o consentimento e a liberdade não são concessões negociadas na mesa do medo, mas pressupostos soberanos de quem se sabe livre.

A Omniformidade do Afeto: O colapso das fronteiras rígidas entre amizade, amor, sexo e misticismo. Cada conexão encontra sua própria forma sagrada, sem a necessidade de mimetizar o modelo oficial do Estado ou da Igreja.

III. A Voz de Lilith: A Redenção pelo Caos Criativo
Lilith é a padroeira dos desvios. Quando a teologia patriarcal tentou transformá-la em demônio — na mãe dos súcubos que rouba a semente dos homens na calada da noite —, ela estava apenas projetando o seu maior pavor: o pavor de uma sexualidade que não pode ser domesticada, catalogada ou herdada.

O que os sacerdotes da monotonia chamam de "pecado" ou "caos", a filosofia de Lilith reconhece como o fluxo natural do cosmos. O universo não é estático; ele é uma dança orgíaca de estrelas que colidem, buracos negros que devoram e nebulosas que partem em gestação constante. Forçar o ser humano à rigidez de uma única forma de expressão afetiva é ir contra a própria natureza do universo.

A Onigamia é, portanto, um ato de heresia poética e política. Ela diz sim à multiplicidade de nós mesmos. Nós não somos um; somos multidões. Como conter a infinitude de Shakespeare, a fúria trágica de Dante, a transgressão cortante de Sade ou a paixão febril de Byron em um único e pacato contrato de fidelidade civil? A alma que anseia pelo abismo e pelas estrelas não pode ser alimentada com a ração diária da previsibilidade.

IV. Conclusão: O Retorno ao Ventre da Noite
A Onigamia não promete a facilidade da estrada pavimentada. Ela exige coragem — a coragem de encarar o ciúme não como uma prova de amor, mas como o espasmo de uma mente colonizada pela propriedade privada. Exige a disposição de se perder para se encontrar no outro, em muitos, em si mesmo e no vazio fértil da noite.

Ao abraçarmos a Onigamia, deixamos de ser colonos do Éden artificial para nos tornarmos andarilhos do deserto sagrado de Lilith. Ali, onde o vento uiva livre de dogmas, o sexo deixa de ser uma obrigação reprodutiva ou uma moeda de troca emocional e volta a ser o que sempre foi: um sacramento pagão, uma celebração da carne, e o portal definitivo para a liberdade absoluta.

Que a monotonia seja deixada aos que temem a vastidão. Aos filhos e devotos de Lilith, pertence o infinito de todas as uniões.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 46 - 50



O que serve a um serve a dois. O que não serve a uma, corte e enterre.



O leão não se satisfaz com uma gazela. A leoa se contenta com o esforço do cachorrinho.



O verdadeiro cavaleiro não mata o dragão, apenas lamenta a péssima escolha da princesa.



Os pêssegos não ficam nos ramos a não ser para amadurecerem e serem comidos. O pássaro não retorna ao ninho antes de se fartar.



Antes da semeia, passa o arado. O semeador que estranha sua hirta não colhe o que plantou. Só quem tem ventre pode gerar, só quem amamenta conhece sua prole.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*