Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/historia/ha-58-anos-tanques-sovieticos-esmagavam-a-primavera-de-praga/
Impressionante. Como se no Brasil 247 um colunista não tivesse publicado, nos textos de babação de ovo do ditador/caudilho, Fidel Castro, uma "defesa" do massacre da Praça Celestial. 🤔
Ainda não teve quem defendesse essa incursão. Ainda. 😏🤭
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
Manual do Malabarismo Geopolítico Seletivo
(Ou: Como lamentar o aço de 1968 enquanto reescreve o de 1989)
Ah, a complexa e fascinante física dos tanques de guerra! Aparentemente, o impacto e a gravidade de suas esteiras sobre o asfalto dependem exclusivamente da bússola moral de quem os pilota e da orientação ideológica do colunista de plantão.
Na Primavera de Praga, os tanques soviéticos entram em cena e a reação é imediata: repúdio, melancolia, condenação fervorosa. "Que absurdo esmagar a liberdade alheia!", bradam nas colunas. O indignômetro vai a 100%.
Mas basta atravessar alguns paralelos e desembarcar na Praça da Paz Celestial em 1989 para ver a física política em sua forma mais sublime. Ali, quando os mesmos tanques avançam sobre estudantes pedindo abertura, o vocabulário misteriosamente passa por uma "revolução semântica". De repente, o massacre deixa de ser massacre e vira "uma operação necessária contra a ingerência ocidental", uma "falsa narrativa da mídia imperialista" ou, no mínimo, um lamentável mal-entendido estatístico provocadamente insuflado.
Opera Mundi - UOL
O malabarismo é digno de nota:
Tanque em Praga (1968): Aço imperialista, opressão totalitária, um crime contra a humanidade!
Tanque em Pequim (1989): Apenas um mal-entendido logístico com blindados fazendo a manutenção da ordem pública em nome da autodeterminação dos povos.
A ginástica mental necessária para manter essa coerência seletiva deve ser exaustiva. Afinal, exige um controle rigoroso do algoritmo da empatia: condenar a incursão soviética na Tchecoslováquia de 1968 para garantir a pose de democrata moderado, enquanto se guarda, na gaveta de rascunhos, aquele panfletinho de passar pano para o Comandante ou para o burô chinês sob o pretexto de "defesa do Estado".
Resta-nos aguardar ansiosamente a próxima coluna. Afinal, a paciência e a criatividade para criar eufemismos históricos são infinitas. É só uma questão de tempo até alguém explicar que o aço dos tanques, em determinadas latitudes, na verdade só estava espalhando flores.
Criado com Gemini, do Google.




