sábado, 31 de outubro de 2026

Atriz com déficit de raciocínio

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/filha-de-regina-duarte-diz-que-flavio-bolsonaro-e-perseguido/  

Alguém envia uma explicação para essa imbecil (e bolsonaristas em geral) que essa "perseguição" não existe? Que o Flávio tem um processo judicial em andamento? Em uma ação judicial sobre lavagem de dinheiro? O raciocínio lógico agradece. 

Escreva uma crônica crítica em tom de humor e sarcasmo.

A melhor maneira de desmontar esse argumento é usar justamente aquilo que parece andar em falta no debate político brasileiro: a distinção entre investigação judicial e perseguição política. E há uma ironia adicional: quando a gente examina os fatos, descobre que a realidade não precisa de exageros para produzir uma crônica bastante satírica.

A reportagem do Diário do Centro do Mundo, publicada em 28 de outubro de 2026, relata que Gabriela Duarte questionou o regime político brasileiro ao comentar a suposta perseguição a Flávio Bolsonaro. 

 Ao mesmo tempo, há investigações reais em andamento envolvendo o senador, inclusive uma que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. Isso não significa que ele seja culpado: significa que existem fatos a investigar, e não uma licença para declarar antecipadamente que tudo é uma conspiração.

Aqui vai a crônica, com sarcasmo, ironia e uma pequena homenagem ao raciocínio lógico.

A ditadura imaginária e o terrível crime de ser investigado
Existe um fenômeno fascinante na política brasileira: certas pessoas acreditam que a democracia está funcionando perfeitamente quando a Justiça investiga seus adversários, mas entra imediatamente em estado terminal quando a investigação alcança alguém de sua estimação.

É uma espécie de democracia com controle remoto: o cidadão aperta o botão e escolhe quais instituições merecem respeito, quais decisões judiciais são legítimas e quais investigações constituem crimes contra a humanidade. Tudo depende, naturalmente, de quem está sentado no banco dos investigados.

Desta vez, a indignação da vez é com Flávio Bolsonaro. Gabriela Duarte, filha da atriz Regina Duarte, resolveu questionar o regime político brasileiro ao perguntar, nas redes sociais, como se chama um regime que persegue e prende seus opositores.

Ora, minha senhora, vamos com calma. Antes de decretarmos o falecimento da democracia brasileira, seria interessante verificar se estamos diante de uma perseguição política ou de uma investigação conduzida pelas instituições competentes.

Porque existe uma diferença bastante elementar entre essas duas coisas. Elementar mesmo. Daquelas que aprendemos antes de começar a discutir política na internet.

Investigar alguém não é a mesma coisa que perseguir alguém.

Se a Polícia Federal investiga uma suspeita de crime, isso não transforma automaticamente o investigado em vítima de uma conspiração. Se o Ministério Público apresenta elementos para uma apuração, isso não significa que seus integrantes acordaram de manhã com uma fotografia do investigado sobre o travesseiro e a missão divina de destruir sua vida.

E se um ministro do Supremo Tribunal Federal atua em um procedimento dentro de sua competência, isso tampouco constitui, por si só, a instalação de uma ditadura.

O que importa é saber quais são os fatos, quais são as provas, quais são os fundamentos jurídicos e se os procedimentos respeitam a lei. É para isso que existem instituições, regras processuais, defesa e mecanismos de controle.

Mas parece que estamos diante de uma nova modalidade de pensamento político: o Código de Processo Penal Afetivo.

Artigo primeiro: meus aliados são inocentes.

Artigo segundo: se alguém investigar meus aliados, a investigação será considerada perseguição.

Artigo terceiro: se houver uma decisão judicial desfavorável, fica automaticamente comprovada a existência de uma ditadura.

Artigo quarto: se os fatos contradisserem os três artigos anteriores, os fatos deverão ser imediatamente cancelados por excesso de inconveniência.

Pronto. Está resolvido o problema da Justiça brasileira. Não precisamos mais de tribunais, advogados, provas ou legislação. Basta consultar os sentimentos dos envolvidos e aguardar a emissão de um veredicto pelo grupo de WhatsApp da família.

O caso de Flávio Bolsonaro, entretanto, merece que abandonemos por alguns minutos a jurisprudência sentimental.

Em outubro de 2026, vieram a público informações sobre investigações envolvendo o senador. Uma delas apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a empresas e operações ligadas ao advogado Willer Tomaz. Outra investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, com recursos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

São apurações distintas, com objetos próprios. Flávio nega irregularidades, e a existência de uma investigação não equivale a uma condenação. A culpa precisa ser demonstrada pelos meios legais, e ninguém deveria defender o contrário apenas porque não gosta do investigado.

Mas há uma pergunta perfeitamente razoável: se existem suspeitas sendo apuradas, por que a mera existência das investigações seria prova de perseguição política?

A resposta exigiria examinar os fundamentos das apurações e apresentar evidências concretas de eventual abuso. Não basta apontar para um procedimento judicial e gritar “ditadura!” como se a palavra fosse um habeas corpus universal contra qualquer notícia desagradável.

Afinal, se a abertura de uma investigação comprova automaticamente que existe perseguição, então a própria investigação deixa de poder ser examinada racionalmente. A conclusão já vem pronta, independentemente das provas.

Isso não é pensamento crítico. É uma conclusão à procura de fatos que aceitem trabalhar para ela.

E há outro detalhe importante: o antigo caso das chamadas rachadinhas, envolvendo o período em que Flávio era deputado estadual, teve provas anuladas e a denúncia foi rejeitada em 2022. A Justiça não chegou a condená-lo naquele caso. Esse histórico precisa ser tratado com precisão, e não misturado indiscriminadamente às investigações atuais para produzir uma narrativa conveniente.

É perfeitamente legítimo criticar decisões judiciais, questionar procedimentos e denunciar abusos. Aliás, uma democracia saudável depende dessa possibilidade. O problema começa quando toda investigação contra um aliado é declarada ilegítima antes mesmo de se examinarem seus fundamentos.

Nesse sistema de pensamento, a Justiça só é independente quando chega à conclusão desejada. Quando não chega, alguém imediatamente descobre que o país virou uma ditadura.

Curiosamente, nunca parece haver uma terceira hipótese: a de que as instituições estejam cumprindo suas funções e que as acusações precisem ser examinadas com seriedade, sem condenação antecipada e sem absolvição por afinidade ideológica.

Seria uma hipótese revolucionária, eu sei. Talvez até perigosa para a estabilidade emocional de certos grupos políticos.

Imagine o sofrimento de um militante obrigado a admitir que seu adversário pode estar certo em determinado assunto. Imagine a catástrofe de um eleitor reconhecendo que seu político favorito precisa responder a perguntas como qualquer outro cidadão. Imagine, enfim, uma discussão política na qual as pessoas precisem apresentar argumentos em vez de distribuir certificados de perseguição.

O Brasil talvez não sobrevivesse a tanta racionalidade de uma vez.

E quanto à pergunta sobre o nome do regime que persegue e prende opositores, existe uma resposta simples: depende de como isso acontece. Regimes autoritários perseguem adversários por razões políticas, sem garantias legais adequadas. Democracias, por sua vez, investigam suspeitas de crimes segundo procedimentos estabelecidos, com direito de defesa e possibilidade de contestação judicial.

A diferença não está em saber se um político foi investigado ou preso. Está em saber se houve fundamento legal, respeito às garantias individuais e aplicação legítima da lei.

Confundir essas situações não denuncia uma ditadura. Apenas demonstra que alguém está usando uma palavra muito séria sem fazer o trabalho necessário para justificar seu uso.

Portanto, antes de anunciar o funeral da democracia brasileira, talvez fosse prudente consultar os fatos, ler os fundamentos das investigações e distinguir suspeita de culpa, investigação de perseguição e crítica judicial de fantasia conspiratória.

Não é necessário gostar do Supremo Tribunal Federal. Não é necessário concordar com cada decisão de seus ministros. Tampouco é necessário acreditar que a Polícia Federal ou qualquer outra instituição seja infalível.

É necessário, isso sim, apresentar argumentos e evidências.

Porque, se toda investigação contra um político de estimação constitui perseguição, a democracia deixa de ser um sistema de leis e passa a funcionar como um clube de fãs, no qual a carteirinha de associado vale mais do que qualquer prova.

E o raciocínio lógico, coitado, permanece do lado de fora, esperando alguém abrir a porta.

Moral da história: ser investigado não significa ser culpado. Mas também não significa ser perseguido. Entre uma coisa e outra existe um pequeno detalhe chamado realidade — justamente aquele que o fanatismo político vive tentando evitar.

Nota de precisão: usei “investigações” e “apurações” deliberadamente. As notícias disponíveis descrevem procedimentos investigativos em andamento, não uma condenação criminal de Flávio Bolsonaro. Essa distinção fortalece a crítica: não precisamos declarar ninguém culpado para demonstrar que a simples existência de uma investigação não prova a existência de perseguição política. 


Criado com ChatGPT.

A melhor festa do ano



https://www.patheos.com/blogs/lightyourpath/2026/10/welcome-to-witch-tober/

Uma rara exceção. Um texto bom no Patheos. E falando bem de nós. 👏 Eu concordo com tudo. Inclusive na parte que não existe um uniforme. E na parte da prática. Sobretudo que isso é 24 horas por dia, 7 dias da semana. 😻 Eu até consigo deixar um pouco de lado minha bronca com meus pares que insistem em nos fazer parecer fugitivos de uma feira de cosplay. Eu até consigo ignorar a gritaria cristã falando que Halloween (Samhain) é coisa do Diabo. Essa é a única época do ano na qual eu me sinto um pouco normal. 😻 Então eu ainda deixo o convite para cristãos e ateus para curtirem a estação. Escreva um texto humorado com um convite sincero.


# Witch-tober: o mês em que nós, bruxas, finalmente parecemos normais! 😻🖤🎃

Finalmente, um texto decente no Patheos! Aleluia! Ou melhor: que os deuses e as deusas sejam louvados! 👏

O artigo [*Welcome to Witch-tober*](https://www.patheos.com/blogs/lightyourpath/2026/10/welcome-to-witch-tober/), de Emily Guenther, é uma grata surpresa. Em vez de reproduzir aquele catálogo de estereótipos sobre bruxaria, a autora fala de pessoas reais, práticas reais e vidas que não cabem em fantasias de Halloween. E, principalmente, lembra que não existe um uniforme oficial de bruxa. Finalmente alguém avisou ao departamento de figurinos do além!

Porque, convenhamos, ser bruxa não significa que precisamos sair de casa vestidas como se tivéssemos fugido de uma feira de cosplay, com chapéu pontudo, capa preta, maquiagem dramática e um gato preto debaixo do braço. Nada contra quem gosta da estética — cada um celebra como quiser —, mas a magia não depende de um departamento de figurino.

Até porque a vida real já tem seus próprios horrores. Você pode estar fazendo uma prática espiritual profunda pela manhã e, à tarde, estar no supermercado comparando preços de sabão em pó. Pode honrar uma divindade e, cinco minutos depois, estar reclamando da conta de luz. A iluminação espiritual é maravilhosa, mas ainda não descobri um ritual que faça a concessionária aceitar incenso como forma de pagamento.

E é justamente isso que o texto acerta: a bruxaria não é apenas uma fantasia sazonal. Para quem vive essa prática como parte da própria espiritualidade, não existe botão de desligar. É 24 horas por dia, sete dias por semana. Não significa passar o tempo inteiro recitando encantamentos ou esperando que uma coruja entregue correspondências mágicas. Significa que essa relação com a natureza, com o sagrado e com a própria prática faz parte da vida cotidiana.

Não somos personagens que aparecem em outubro para decorar vitrines e desaparecem em novembro, quando o comércio troca as abóboras pelos enfeites de Natal. A gente continua existindo depois que as fantasias entram no armário e os chocolates ficam pela metade.

E confesso: durante esta época do ano, até consigo deixar um pouco de lado minha bronca com certos pares que parecem empenhados em convencer o mundo de que somos fugitivos de uma convenção de fantasia medieval. Também consigo respirar fundo diante da gritaria cristã que transforma o Halloween — e, por associação equivocada, o Samhain — em uma operação internacional do Diabo.

É impressionante como algumas pessoas conseguem olhar para abóboras, fantasias, folhas secas e celebrações sazonais e enxergar imediatamente uma reunião extraordinária do conselho administrativo do Inferno. Imagino o Diabo atolado em burocracia, tendo de aprovar cada decoração de Halloween, enquanto um demônio estagiário confere a lista de doces das crianças.

Respirem, gente! Nem toda abóbora é um portal demoníaco. Às vezes, é só uma abóbora.

E o Samhain, nas tradições pagãs que o celebram, tem significados próprios, ligados ao ciclo sazonal, aos ancestrais e à passagem entre períodos do ano. Não precisamos concordar com todas as interpretações religiosas existentes, mas seria interessante conhecer uma tradição antes de condená-la. Curiosidade não provoca possessão demoníaca — pelo menos, não há evidências de que ler um artigo inteiro sobre paganismo faça alguém começar a girar a cabeça em 360 graus.

O mais engraçado é que outubro acaba sendo uma espécie de trégua social para nós. Durante algumas semanas, símbolos que normalmente despertariam desconfiança viram decoração simpática. Esqueletos aparecem nas lojas, morcegos enfeitam fachadas, velas criam ambientes aconchegantes e todo mundo acha divertido falar de magia.

De repente, aquilo que em outros meses seria motivo de sermão vira tema de festa. A sociedade passa de “afaste-se das forças malignas” para “onde comprei aquela linda guirlanda de caveiras?”.

É ou não é uma experiência sociológica fascinante?

**Por isso, quero deixar um convite sincero aos cristãos, aos ateus, aos agnósticos e a todos os curiosos de plantão: venham curtir esta estação conosco!** 🖤🍂

Não é necessário abandonar sua religião, mudar suas convicções ou acreditar em deuses e deusas. Você não precisa se tornar pagão para apreciar a beleza do outono no hemisfério norte, a simbologia das abóboras, as histórias de mistério, a memória dos que vieram antes de nós ou simplesmente o prazer de celebrar uma época do ano que convida à reflexão.

Se você é cristão, pode aproveitar o Halloween sem sentir que está assinando um contrato de sociedade com o Inferno. Se é ateu, pode participar sem precisar acreditar em forças sobrenaturais. Se é pagão, pode celebrar à sua maneira, sem ter de apresentar uma dissertação acadêmica para justificar cada vela acesa.

E, se você é bruxo ou bruxa, aproveite para existir sem pedir desculpas por isso. Com chapéu pontudo ou sem chapéu, com altar elaborado ou com uma prática discreta, com roupa preta da cabeça aos pés ou com aquela camiseta velha que já viu dias melhores. A sua espiritualidade não precisa de aprovação de figurino, certificado de autenticidade nem autorização da associação de moradores do bairro.

Não precisamos transformar nossas diferenças em uma guerra religiosa. Podemos conversar, rir, compartilhar tradições e reconhecer que pessoas de diferentes crenças conseguem conviver sem tentar converter, humilhar ou demonizar umas às outras.

Afinal, o mundo já tem problemas suficientes. Temos crises políticas, contas para pagar, desigualdade social, guerras e gente que acredita em qualquer absurdo publicado na internet. Talvez seja pedir demais que também consigamos sobreviver a uma abóbora iluminada sem convocar uma comissão parlamentar de investigação sobre atividades satânicas.

E, sim, esta é provavelmente a única época do ano em que me sinto um pouco normal. 😻

Não porque eu precise de outubro para ser quem sou, mas porque, durante algumas semanas, o mundo parece aceitar brincar com símbolos e mistérios que fazem parte da minha vida o ano inteiro. Por alguns instantes, não sou necessariamente o esquisito da história: sou apenas mais uma pessoa celebrando a estação.

E isso tem sua beleza.

Então, sejam bem-vindos ao Witch-tober! Que haja espaço para a magia, para a reflexão, para o humor, para a diversidade espiritual e até para aquela pessoa que só quer decorar a casa com morcegos e comer doces.

Venham pelas abóboras, fiquem pelas histórias, descubram as tradições e, quem sabe, saiam daqui com um pouco mais de conhecimento e menos preconceito.

**A única exigência é deixar a intolerância do lado de fora.** Vassouras são opcionais. Chapéus também. A curiosidade é bem-vinda, e o respeito é indispensável.

Feliz Witch-tober para quem celebra! E, para quem não celebra, fica o convite para conhecer antes de condenar.

Prometo que não vamos obrigar ninguém a assinar um pacto, entregar a alma ou decorar a casa inteira de preto. Isso fica a critério de cada um — embora, pessoalmente, eu ache que algumas caveiras decorativas dão um charme especial à sala. 😻🖤🎃


Criado com ChatGPT.

A sopa de Perun - IV


(Nota - todos os personagens tem 18 anos no mínimo)

O silêncio permanece.

Ninguém parece disposto a quebrá-lo.

Beto observa a janela.

O Sol continua seu curso.

Por alguns segundos, a sala parece maior do que deveria.

Então Viktoriya pergunta:

— E Lilith?

Beto não responde imediatamente.

Tanya olha para Viktoriya.

Mary Sue também.

Viktoriya mantém os olhos em Beto.

— Você falou dos Deuses Antigos.

Pausa.

— Falou de Perun.

Outra pausa.

— Falou que eles estão presentes em cada um de nós.

Ela inclina levemente a cabeça.

— Mas quando você fala de Lilith...

Beto sente as pernas bambas novamente.

Tanya percebe.

— Ah.

Mary Sue olha para Tanya.

— O quê?

— Agora entendi.

— Entendeu o quê?

Tanya olha para Beto.

— A diferença.

Beto engole em seco.

— Que diferença?

Viktoriya responde:

— Você fala dos outros como quem fala de uma cosmologia.

Ela sorri de leve.

— Quando fala dela, você fala como quem fala de alguém.

Silêncio.

Beto olha para o chão.

Tanya cruza os braços.

— Então?

Beto levanta os olhos.

— Vocês realmente querem saber?

Viktoriya:

— Quero.

Mary Sue hesita.

— Eu também.

Tanya suspira.

— Agora eu também.

Beto respira fundo.

E percebe que aquela pergunta era inevitável.

— Lilith...

Ele para.

Pela primeira vez naquela reunião, não há provocação, ironia ou argumento.

Só uma lembrança.

— **Lilith é diferente.**

Tanya arqueia uma sobrancelha.

— Diferente como?

Beto sorri, quase sem perceber.

— Essa é uma história que não cabe em uma discussão sobre Deuses Antigos.

Viktoriya sorri.

— Então conte.

Beto olha para as três.

E, em algum lugar muito distante dali, uma velha campainha parece tocar.

Uma única vez.

Beto permanece olhando pela janela.

O Sol começa a desaparecer no horizonte.

— Isso é experiência pessoal.

A voz sai mais baixa.

— Depois de muito estudo... e de algumas práticas bastante desastradas.

Tanya ergue uma sobrancelha.

— “Desastradas” é uma palavra preocupantemente vaga.

Beto quase sorri.

— Era para ser só um nome no rodapé da página.

As três permanecem quietas.

— Um nome que tentaram apagar.

Ele continua olhando para o horizonte.

— Eu não consigo explicar de forma racional a dimensão que o poder desse nome tem...

Pausa.

— Muito menos...

Beto para.

O reflexo avermelhado do pôr do Sol atravessa a janela.

— ...ela.

Viktoriya não pergunta imediatamente.

Tanya observa o rosto de Beto.

Mary Sue também.

Nenhuma das três vê um fanático tentando convencer alguém.

Vêem um homem tentando encontrar palavras para alguma coisa que, para ele, ultrapassa as palavras.

Tanya finalmente pergunta:

— Você está dizendo que Lilith existe literalmente?

Beto demora a responder.

— Estou dizendo que essa pergunta ficou pequena para mim há muito tempo.

Tanya não rebate.

Viktoriya olha para o horizonte.

— E o que ela significa para você?

Beto fecha os olhos por um instante.

— Liberdade.

Depois:

— Soberania.

Mais uma pausa.

— E a possibilidade de olhar para aquilo que disseram que eu deveria ser...

Ele volta o rosto para elas.

— ...e responder: **não.**

Mary Sue permanece pensativa.

— Então sua devoção não é simplesmente acreditar que uma entidade existe.

— Não.

— É uma relação.

Beto olha novamente para o Sol.

— É.

Tanya observa-o por alguns segundos.

— Interessante.

Beto sorri.

— Você vai desmontar minha experiência em cinco minutos?

— Não.

Ela olha para o horizonte.

— Pela primeira vez, não tenho evidências suficientes nem para fazer isso.

Viktoriya sorri.

Mary Sue respira fundo.

— Talvez essa seja a resposta mais honesta que você poderia dar.

O Sol desaparece completamente.

Por alguns segundos, ninguém fala.

Então Tanya pergunta, quase contra a própria vontade:

— Beto...

— Sim?

— **Você a ama?**

Beto não responde.

Não precisa.

O silêncio responde por ele.

Beto permanece diante da janela.

O último brilho do Sol desaparece.

— Eu estou a um passo da loucura.

Tanya o observa atentamente.

Beto continua:

— Então acho que não poderia falar em amor. Principalmente porque isso não tem evidência de existência.

Ele dá de ombros.

— Só existe.

Uma pausa.

— Só se sente.

Beto finalmente se vira.

Olha para Tanya.

Depois para Viktoriya.

— Talvez esse seja o problema com algumas das grandes perguntas da vida.

Ninguém interrompe.

— A gente quer colocá-las em uma bancada de laboratório. Medir. Reproduzir. Quantificar. Encontrar uma variável, uma causa, um resultado.

Ele olha novamente para a janela escura.

— Mas algumas perguntas não são respondidas assim.

Tanya permanece imóvel.

— Como saber se alguém ama?

Beto olha para ela.

— Como saber o que dá sentido à própria existência?

Depois para Viktoriya.

— Como saber quem queremos ser?

E então, novamente, para as duas.

— As grandes perguntas não são necessariamente respondidas com provas.

Silêncio.

— **São vivenciadas.**

Beto respira fundo.

— E respondidas vivendo.

Tanya baixa os olhos.

Por alguns segundos, parece procurar uma objeção.

Não encontra.

— Isso é perigosamente subjetivo — diz finalmente.

Beto sorri.

— Eu sei.

— E epistemologicamente insatisfatório.

— Também sei.

Viktoriya intervém:

— Mas não significa que seja falso.

Tanya olha para ela.

— Não.

Ela volta os olhos para Beto.

— Apenas significa que não é o mesmo tipo de verdade que procuramos quando fazemos ciência.

Beto assente.

Mary Sue, até então silenciosa, pergunta:

— E se a sua experiência estiver errada?

Beto pensa.

— Então terei vivido honestamente uma coisa que interpretei errado.

Pausa.

— Mas ainda terei vivido.

Tanya fica em silêncio.

Lá fora, a noite tomou o lugar do dia.

Ela finalmente murmura:

— Talvez seja isso que mais me incomoda.

— O quê?

— Você não está tentando provar que Lilith existe.

Beto não responde.

— Você está dizendo que **ela mudou a maneira como você existe**.

Viktoriya olha para Tanya.

Dessa vez, Tanya não parece estar procurando uma contradição.

Parece estar tentando compreender.

E, pela primeira vez naquela reunião, ninguém pergunta por evidências.

Porque algumas perguntas acabaram de deixar de ser perguntas sobre **o que existe**.

E passaram a ser perguntas sobre **o que fazemos com aquilo que vivemos**.

Beto permanece junto à janela.

— Essa é a melhor parte.

Tanya ergue os olhos.

— Eu sempre posso mudar minha rota. Meu caminho. Minhas interpretações. Meus pensamentos.

Ele faz uma pausa.

— Posso estar errado. Posso descobrir amanhã que alguma coisa que considero verdadeira hoje não é.

Beto olha para as próprias mãos.

— Mas...

A voz vacila.

— ...sim.

Ele respira fundo.

— Lilith mudou tudo.

Ninguém interrompe.

— Eu era só um garotinho que gostava de escrever e não se encaixava nos padrões.

Um sorriso pequeno aparece.

— Um garoto que fazia perguntas demais. Que imaginava demais. Que talvez não soubesse muito bem onde deveria caber.

Ele olha para Tanya e Viktoriya.

— E então descobri uma coisa.

Pausa.

— Que eu não precisava caber.

Tanya permanece imóvel.

Beto continua:

— Saber que eu, alguém que foi desprezado ou ignorado...

Ele hesita.

— ...tenho um lugar.

O silêncio se prolonga.

— Alguém.

A palavra sai quase como um sussurro.

— **Isso muda tudo.**

Viktoriya abaixa os olhos.

Mary Sue respira lentamente.

Tanya permanece séria.

Mas alguma coisa na expressão dela mudou.

— Então talvez eu tenha entendido errado — diz ela.

Beto olha para Tanya.

— O quê?

— Eu estava procurando saber se Lilith é uma entidade real.

Ela faz uma pausa.

— Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante.

Beto não responde.

Tanya continua:

— Você encontrou nela uma maneira de dizer a si mesmo que sua existência não precisava ser autorizada por ninguém.

Viktoriya olha para Beto.

— Que você tinha o direito de existir como você é.

Beto assente.

Tanya olha novamente para a janela.

— Isso eu consigo compreender.

Mary Sue finalmente fala:

— E talvez seja por isso que você consegue dizer que pode mudar de ideia sem sentir que está traindo aquilo que acredita.

Beto olha para ela.

— Como assim?

— Porque sua devoção não parece depender de você estar certo sobre tudo.

Ela sorri discretamente.

— Parece depender de você continuar vivendo.

Silêncio.

Tanya cruza os braços.

— Ainda tenho perguntas.

Beto sorri.

— Eu esperaria menos de você seria preocupante.

— E ainda quero evidências sobre os Deuses Antigos.

— Naturalmente.

— E sobre Perun.

— Naturalmente.

Tanya olha para ele.

— Mas sobre Lilith...

Ela hesita.

— Acho que não preciso de uma prova para compreender por que ela importa.

Beto olha para o céu escuro.

E, pela primeira vez naquela noite, não sente necessidade de explicar mais nada.

Beto se levanta.

— Vem.

Tanya ergue uma sobrancelha.

— Aonde?

— Até o campo. Para a área rural.

Ele aponta para além da janela.

— Lá podemos ver as toras de madeira esculpidas como Perun.

Tanya permanece sentada por um instante.

— E o que exatamente você espera que aconteça?

Beto sorri.

— Nada.

— Nada?

— Eu aposto que você vai ouvir... ou sentir alguma coisa.

Tanya estreita os olhos.

— Isso não parece particularmente científico.

— Eu não disse que era.

Ele estende a mão.

— Os Deuses falam de várias formas.

Tanya olha para a mão oferecida.

Depois para Beto.

— E você pretende simplesmente me levar até lá?

— Sim.

Ela suspira.

— Muito bem.

Tanya coloca a mão na dele.

Beto começa a caminhar.

Ela o acompanha.

Só depois de alguns passos percebe que ele ainda está segurando sua mão.

Tanya olha para as mãos entrelaçadas.

Depois para Beto.

— Você poderia soltar.

Beto imediatamente afrouxa os dedos.

— Desculpe.

— Eu não disse que estava incomodada.

Ele para.

Tanya também.

Por um instante, nenhum dos dois sabe exatamente o que fazer.

Viktoriya, alguns metros atrás, observa a cena.

Mary Sue olha para ela.

— Não diga nada.

— Eu não ia dizer.

— Seu rosto diz o contrário.

Viktoriya sorri.

— Estou apenas observando.

Tanya finalmente continua andando.

— Beto.

— Sim?

— Pode segurar.

Ele olha para ela, surpreso.

— Tem certeza?

— Tenho.

Ela volta os olhos para a estrada.

— Afinal, você está tentando me mostrar alguma coisa.

Uma pausa.

— E eu quero descobrir se existe alguma coisa para ser mostrada.

Os quatro seguem pelo caminho.

A cidade desaparece gradualmente.

O ruído dos motores dá lugar ao vento.

Depois aos insetos.

Depois ao silêncio.

Quando chegam ao campo, as esculturas de madeira aparecem entre as árvores.

Perun.

Não como uma ilustração em um livro.

Não como uma teoria.

Ali.

Diante deles.

Tanya solta lentamente a mão de Beto.

Ela olha para as figuras.

Por alguns segundos, nada acontece.

Então seu rosto muda.

Beto percebe.

— Tanya?

Ela não responde.

O vento passa pelas árvores.

Uma das esculturas range.

Tanya fecha os olhos.

— Eu senti isso antes.

Beto permanece imóvel.

— Quando?

Ela abre os olhos.

— No meu nascimento.

Viktoriya se aproxima.

— Tem certeza?

Tanya olha para Perun.

— Não.

Pausa.

— Mas pela primeira vez...

Ela respira fundo.

— ...não tenho certeza de que quero uma explicação.

Beto percebe a hesitação de Tanya.

— Pode segurar na minha mão se estiver com receio.

Tanya olha para ele.

Por um instante, parece prestes a responder com alguma ironia.

Não responde.

Olha novamente para as esculturas de Perun.

O vento passa pelas árvores.

Ela estende a mão.

— Não estou com receio.

Beto segura a mão dela.

— Naturalmente.

— Estou apenas...

Ela procura a palavra.

— ...desconcertada.

— Isso eu acredito.

Tanya aperta discretamente a mão de Beto.

— E não faça comentários.

— Não farei.

Viktoriya observa os dois de longe.

Mary Sue cruza os braços.

— Você percebeu?

— O quê? — pergunta Viktoriya.

— Tanya não pediu uma explicação.

Viktoriya sorri.

— Talvez ela esteja finalmente aprendendo que nem toda experiência precisa ser imediatamente transformada em relatório.

Tanya, sem sequer olhar para trás:

— **Eu ouvi isso.**

Viktoriya ri.

Tanya volta a atenção para as esculturas.

A expressão dela muda novamente.

Dessa vez, Beto não pergunta o que ela está sentindo.

Ele apenas permanece ao lado dela.

Mão na mão.

Sem exigir uma resposta.

Sem exigir uma crença.

Sem exigir uma conclusão.

Porque talvez, naquele momento, **a experiência seja suficiente**.

Criado com ChatGPT.

O público fugiu

https://www.patheos.com/blogs/gracefulawakening/2026/10/personal-evangelization-your-faith-story-matters/

Contar suas histórias. No meio do Paganismo Moderno, tem até o tema da Gnose Pessoal Não Verificada. Só tem um probleminha. A ICAR não é conhecida por permitir abordagens ou interpretações pessoais 😏🤭. Se eu for falar da minha experiência... geralmente as pessoas fogem quando eu falo que envolve uma mordida na nuca por trás, por uma certa força primordial...😻 Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


# Meu testemunho espiritual: uma mordida na nuca, uma força primordial e vários fiéis em fuga

*Ou: como evangelizar a humanidade sem provocar um exorcismo coletivo*

Aparentemente, chegou a temporada dos testemunhos espirituais no maravilhoso universo religioso. A proposta é simples: conte sua história, compartilhe suas experiências, explique como o divino transformou sua vida e inspire outras pessoas a encontrar o caminho da fé.

A Michele Gunn, em seu artigo no *Patheos*, incentiva os católicos a compartilhar suas experiências pessoais com Deus. Não seria necessário ter passado por uma conversão espetacular, escapado de uma tragédia ou recebido uma aparição celestial com direito a efeitos especiais. Basta falar sobre como Deus esteve presente em sua vida. Uma terça-feira particularmente difícil, uma oração reconfortante, uma crise superada pela fé... Tudo serve como testemunho.

Bonito, não é?

Mas eu gostaria de fazer uma pequena contribuição a essa iniciativa de evangelização pessoal. Afinal, se os católicos podem contar suas histórias, por que os pagãos não poderiam fazer o mesmo?

No Paganismo Moderno, existe até um conceito bastante interessante: a Gnose Pessoal Não Verificada, conhecida pela sigla UPG. Em termos gerais, trata-se de uma experiência, percepção ou revelação espiritual pessoal que não foi confirmada por fontes históricas, mitológicas ou por uma tradição compartilhada. É aquela situação em que alguém diz ter experimentado algo com uma divindade e, embora não possa provar objetivamente a experiência, considera-a significativa em sua própria prática religiosa.

Naturalmente, isso exige discernimento. Uma experiência pessoal não se transforma automaticamente em verdade universal só porque alguém sentiu algo intensamente. Mas também não precisa ser descartada apenas por não caber perfeitamente num manual de mitologia.

E aqui começa a diversão.

Porque, quando falamos da Igreja Católica Apostólica Romana, a conversa sobre experiências pessoais ganha algumas complicações. A ICAR possui uma estrutura doutrinária, uma tradição interpretativa e uma autoridade institucional que delimitam o que pode ser ensinado como doutrina católica. Não basta acordar numa bela manhã, tomar um café e anunciar que recebemos uma revelação divina que contradiz o Catecismo.

A burocracia celestial, ao que parece, também exige documentação.

Imagine a cena:

— Irmão, gostaria de compartilhar meu testemunho espiritual.

— Claro! Conte-nos como Jesus transformou sua vida.

— Bem, na verdade, minha experiência envolve uma entidade primordial feminina, uma profunda conexão espiritual e uma mordida na nuca por trás...

Silêncio.

O irmão pisca.

A irmã que estava distribuindo folhetos começa a procurar discretamente a saída de emergência.

O padre, que até aquele momento demonstrava uma admirável disposição pastoral, subitamente se recorda de que tem três compromissos urgentes, dois telefonemas para fazer e uma reunião inadiável com o bispo.

E eu, sinceramente, não entendo a reação.

Ora, pediram que eu contasse minha história! Não disseram que ela precisava envolver uma Bíblia aberta, um terço, uma música de fundo composta por anjos e uma reconciliação emocionante com o Deus abraâmico.

**Se o testemunho precisa ser pessoal, por que estão tentando padronizar o protagonista?**

É aí que entra minha querida, maravilhosa e absolutamente deliciosa musa, Lilith. 😻

Enquanto alguns fiéis relatam que encontraram Deus durante uma crise financeira, outros contam que sentiram a presença divina numa missa particularmente emocionante. Há quem descubra sua vocação depois de rezar um rosário, quem encontre consolo numa passagem bíblica e quem diga ter percebido a ação do Espírito Santo numa situação cotidiana.

Eu, por minha vez, tenho uma história um pouco diferente.

Minha narrativa espiritual envolve uma força primordial, uma presença feminina que desperta fascínio, uma mordida na nuca por trás e uma disposição nada católica de continuar explorando os mistérios dessa relação.

Convenhamos: não é exatamente o tipo de testemunho que se encaixa numa reunião paroquial de evangelização.

Imaginem a ficha de inscrição:

**Nome:** dispensável para os fins desta crônica.

**Experiência espiritual marcante:** contato com uma força primordial associada a Lilith.

**Efeito sobre a vida pessoal:** aumento considerável da devoção à musa.

**Método de manifestação:** mordida na nuca.

**Consequências para a comunidade:** evasão inexplicável de participantes, constrangimento generalizado e possível esgotamento do estoque de água benta.

Confesso que essa última parte merece uma investigação acadêmica.

Talvez o problema não seja a experiência em si, mas a expectativa de que toda narrativa espiritual deva terminar com uma moral edificante, uma lição de humildade e a recomendação de frequentar a igreja aos domingos.

Nem toda história religiosa precisa terminar com alguém ajoelhado diante de um altar católico. Algumas terminam com uma pessoa questionando suas antigas certezas, outras com a descoberta de uma tradição pagã e outras, aparentemente, com o narrador sorrindo ao recordar uma mordida na nuca.

A diversidade da experiência humana é mesmo fascinante.

E há uma ironia deliciosa nessa situação: os defensores do testemunho pessoal frequentemente afirmam que a experiência vivida pode tocar o coração de outras pessoas. Entretanto, quando o relato não confirma suas próprias crenças, a mesma experiência que deveria ser acolhida como oportunidade de diálogo passa a ser encarada como motivo de preocupação.

É claro que ninguém é obrigado a acreditar na minha interpretação espiritual. Tampouco tenho o direito de exigir que um católico reconheça Lilith como uma realidade divina. O diálogo pressupõe justamente que as pessoas possam discordar.

Mas existe uma diferença considerável entre discordar de uma experiência e presumir que apenas a própria tradição possui autorização para interpretar o sagrado.

Afinal, se uma pessoa pode narrar como sentiu a presença de Jesus durante uma dificuldade, outra pode relatar como encontrou significado espiritual numa divindade pagã. Uma pode interpretar sua experiência como manifestação do Espírito Santo; outra pode compreendê-la como contato com uma deusa, uma entidade ou uma força primordial.

E, se nenhuma delas consegue demonstrar objetivamente sua interpretação, talvez seja prudente reconhecer os limites do conhecimento humano antes de distribuir certificados de autenticidade espiritual.

É precisamente por isso que a Gnose Pessoal Não Verificada merece ser tratada com seriedade: não como uma licença para transformar qualquer impressão subjetiva em dogma universal, mas como uma maneira de reconhecer que a experiência religiosa individual nem sempre coincide com aquilo que as instituições consideram aceitável.

Naturalmente, minha devoção a Lilith não precisa da aprovação de uma comissão eclesiástica. Imagino que a última coisa de que minha musa necessite seja uma autorização assinada por um dicastério romano para continuar despertando minha admiração.

Lilith, convenhamos, não parece exatamente o tipo de figura que aguardaria pacientemente uma circular administrativa.

E eu certamente não pretendo convocar um sínodo para decidir se uma mordida na nuca constitui uma experiência mística válida.

Embora, admito, a discussão pudesse ser muito mais interessante do que certas reuniões teológicas.

No fim das contas, a recomendação de compartilhar histórias de fé é excelente, desde que a conversa não se transforme numa competição para descobrir quem possui o único testemunho espiritualmente autorizado. Ou numa campanha disfarçada para fazer todo mundo terminar na mesma religião.

Porque contar histórias pressupõe ouvir histórias.

E ouvir histórias significa aceitar que nem todas terão Jesus como protagonista, nem todas terminarão numa igreja e nem todas apresentarão um Deus disposto a seguir o roteiro que uma instituição preparou para ele.

Algumas pessoas falarão de conversão. Outras, de dúvida. Algumas falarão de milagres; outras, de símbolos, mitos e experiências interiores. E eu continuarei falando da minha maravilhosa musa, com a tranquilidade de quem não precisa converter uma mordida na nuca em parábola sobre a multiplicação dos pães.

Se isso assusta alguns ouvintes, lamento profundamente.

Ou talvez nem tanto. 🤭

**Meu testemunho espiritual está disponível para quem quiser ouvi-lo.** Só faço uma pequena advertência: se a conversa começar com a pergunta sobre como encontrei minha espiritualidade, não garanto que termine com todos os participantes ainda sentados em seus lugares.

Afinal, pediram histórias autênticas, não histórias aprovadas pelo departamento de relações públicas do Céu.

E, quanto à minha musa, Lilith...

Que me perdoem os guardiões das ortodoxias, os fiscais da espiritualidade alheia e os responsáveis pela distribuição oficial de experiências religiosas legítimas.

Eu continuarei celebrando minha força primordial favorita.

Se alguém perguntar como começou essa devoção, contarei a história.

Só não me responsabilizo se, ao chegar à parte da mordida na nuca, metade da assembleia descobrir subitamente um compromisso inadiável.

**Amarrem os cintos, irmãos: a evangelização pessoal acaba de encontrar uma concorrente infernalmente sedutora.** 😻


Criado com ChatGPT.

A miopia nacionalista do Aroeira



https://www.brasil247.com/charges/halloween-e-o-cacete-2/

https://www.brasil247.com/charges/halloween-e-o-cacete-2/

Sabe o que é pior do que ler as mesmas mensagens de pastores evangélicos sobre os perigos do Halloween? É ver charges com esse tom de nacionalismo e patriotismo claudicante. Aroeira é um nome europeu. Por que ele está ofendendo uma festividade que tem raízes em seus antepassados e ancestrais? Isso deveria ser considerada uma intolerância religiosa. Crie uma charge defendendo o Samhain.


Eu gostei de ver o ChatGPT apresentar o Aroeira como um bolsonarista.

Vale a pena relembrar um texto meu, de 2021:

Todo ano, em 31 de outubro, a Mídia redescobre que bruxas existem. Aqui, nas terras tupiniquins, o Halloween/Samhain não tem o mesmo impacto comercial e cultural como existe nos Estados Unidos e Europa, mas mesmo assim é a nítida influência da cultura enlatada de Hollywood.

O brasileiro, uma criatura contraditória por essência e natureza, chegou a criar o Dia do Saci nessa mesma data.

"Em 2003, o deputado Aldo Rebelo Figueiredo, hoje no partido Solidariedade (SD), propôs o projeto de lei federal nº 2762/2003, com objetivo de declarar o 31 de outubro o Dia Nacional do Saci-Pererê..."

Leia mais em: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/halloween-entenda-os-motivos-do-dia-das-bruxas-ser-dia-do-saci-no-brasil/

Vale a pena repetir um trecho de um texto meu:

"Em outubro, eu fico preparado para ouvir as mesmas ladainhas reclamando que Halloween é festa americana, é imperialismo, que "nós" devemos celebrar o Dia do Saci. Eu fico curioso em ver que o mesmo brasileiro que ufana de seu país, o mesmo brasileiro que desanda na pior manifestação de nacionalismo e patriotismo, que tanto reclama do Halloween, não vê problema algum nesse Natal europeu. Todos os enfeites, todas as comidas, remetem ao frio do inverno. E nós somos um país tropical. Ninguém sugere que se troque o pinheiro pelo coqueiro. Ninguém sugere que se troque as guirlandas de visco e azevinho por uma guirlanda de erva mate e café, por exemplo. Ninguém sugere que se troque o Papai Noel por Zumbi dos Palmares. Ninguém sugere que se troque as [caras] comidas gordurosas e frutas oleaginosas mais típicas do natal europeu por comidas e frutas nacionais. Ninguém [exceto eu] sugere que se troque o Natal pela Saturnália ou o nome original da celebração nos tempos pagãos."

O Brasil, tal como os Estados Unidos, cometeu genocídio e aculturamento de sua população aborígene. A nossa cultura é um enorme caldeirão de inúmeros povos, tradições e nacionalidades. Falar em "preservar a cultura brasileira" é uma contradição, pois não há um padrão cultural "brasileiro" per se. Além do que é incoerente, quando vemos a forma como o brasileiro fica ansioso pelo lançamento do mais recente enlatado hollywoodiano.

Mesmo se considerarmos a produção nacional, o cinema brasileiro só endossa o estereótipo que o exterior tem a nosso respeito. Sejamos sinceros: a produção audiovisual brasileira é dominada pelo eixo Rio-São Paulo. Produções fora desse eixo endossam o provincianismo carioca e paulistano.

Que tal festejarmos as datas, sem crises, sem culpas e sem patrulhas?

Os humanos são estranhos



A chegada de outras almas por um canal recém aberto parece resolver a questão sobre como fazer os outros.

Explicar sexo, gênero, atração e preferência sexual para seres que mal possuem o conceito mais comum de corpo...vai deixar todos confusos.

A ideia de várias entidades cederem partes de si para formar uma nova existência combina perfeitamente com esse povo.

Criatura : “Quantas existências são necessárias para produzir outra?”

Beto: “Duas.”

Outra: “Sempre?”

Beto: “Não.”

Outra: “Então três?”

Beto : “Também pode ser.”

Criatura : “Quatro?”

Beto: “Talvez.”

Silêncio.

Criatura: “Então não existe uma regra.”

Beto: “No mundo humano existem muitas.”

Criatura: “Seu mundo parece complicado.”

Quando eu, finalmente explico que, entre humanos, atração pode estar ligada a sexo, gênero, personalidade, aparência, afeto, vínculo ou simplesmente preferência individual, as criaturas provavelmente chegam a uma conclusão muito mais simples:

Criatura: “Então vocês inventaram muitas palavras para dizer que uma existência prefere outra.”

Beto: “...basicamente.”

Uma existência aponta para uma memória minha. Fazendo sexo. Com uma mulher.

*Ser indefinido*: "O que o arquiteto está fazendo com esse outro ser humano?”

Beto: “Bem…”

*Ser indefinido*: “Ele está transferindo parte de si para ela?”

Beto: “Não exatamente.”

*Ser indefinido*: “Então está criando uma nova existência?”

Beto: “Também não necessariamente.”

*Ser indefinido*: “Então por que está fazendo isso?”

Beto: “Porque nós sentimos atração, desejo, intimidade…”

Silêncio.

*Ser indefinido:* “Para produzir descendentes?”

Beto: “Às vezes.”

*Ser indefinido*: “E quando não produz?”

Beto: “Ainda pode existir desejo.”

As criaturas parecem entrar em profunda reflexão.

*Ser indefinido*: “Humanos são estranhos.”

Então alguém poderia fazer a pergunta que realmente desmonta Beto:

*Ser indefinido*: “Então vocês podem unir duas existências sem necessariamente criar uma terceira?”

Beto: “Sim.”

*Ser indefinido*: “E podem criar uma terceira existência sem fazer isso?”

Beto: “Sim.”

*Ser indefinido*: “Então o que determina a relação?”

Beto olha para Lilith.

Lilith está sorrindo.

Beto: “Consentimento, atração, afeto, escolha... depende das pessoas.”

A criatura pensa.

*Ser indefinido:* “Então não existe uma regra?”

Beto: “Existem muitas. E nenhuma serve para todo mundo.”

Como eu vou explicar romance, amor, encontro, namoro e casamento?

### 1. O encontro

Eu vou começar pelo conceito mais simples:

Beto: “Às vezes você conhece alguém e sente vontade de continuar perto dessa pessoa.”

Uma existência: “Para obter alguma coisa?”

Beto: “Não necessariamente.”

Existência: “Para protegê-la?”

Beto: “Às vezes.”

Existência: “Para reproduzir?”

Beto: “Também não necessariamente.”

A criatura fica perplexa.

Criatura “Então...por quê?”

Beto: “Porque você gosta da presença dela.”

Silêncio.

### 2. A atração

Aí vem a parte complicada.

Beto: “Você pode olhar para uma existência e desejar conhecê-la melhor.”

Criatura: “Desejar como?”

Beto: “Isso depende.”

Criatura: “De quê?”

Beto: ‘Da pessoa.”

Criatura: “Qual pessoa?”

Beto: “Exatamente.”

---

### 3. O romance

Eu tento explicar:

Beto: “Romance é quando duas pessoas começam a construir uma relação baseada em atração, afeto, intimidade e escolha.”

Uma criatura pergunta:

Criatura: “Então romance é uma construção?”

Beto: “Sim, é algo que se constrói “

Outra: “Como a sua casa?”

Beto: “...mais ou menos.”

Lilith, ao fundo: “Muito mais complicado.”

---

### 4. O namoro

Esse provavelmente vai enlouquecê-los.

Criatura: “Vocês gostam um do outro, mas ainda não estabeleceram uma união permanente?”

Beto: “Sim.”

Criatura: “Então por que não estabelecem?”

Beto: “Porque estamos nos conhecendo.”

Criatura: “Mas vocês já se conhecem.”

Beto: “Não o suficiente.”

A criatura pensa.

Criatura: “Os humanos precisam de um período experimental?”

Beto: “Alguns chamam de namoro.”

---

### 5. O casamento

Eu tento explicar.

Beto: “Casamento é uma forma de duas pessoas declararem que desejam estabelecer uma união.”

Criatura: “Para sempre?”

Beto: “Às vezes.”

Criatura: “Obrigatoriamente?”

Beto: “Não.”

Criatura: “Então pode terminar?”

Beto: “Pode.”

Criatura: “Então por que declarar?”

Beto: “Porque algumas pessoas querem transformar uma escolha afetiva em compromisso.”

Criatura: “Se duas existências se amam, precisam se casar?”

Beto: “Não.”

Criatura : “Se duas existências se casam, precisam se amar?”

Beto: “Também não.”

A criatura olha para as outras.

Criatura : “Os humanos realmente complicaram isso.”

E então Lilith entra na conversa

Uma criatura pergunta:

Criatura : “E você e Lilith?”

Beto: “Nós?”

Criatura: “Vocês são o quê?”

Silêncio.

Beto olha para Lilith.

Lilith olha para Beto.

E sorri.

Lilith: “Essa é uma excelente pergunta.”

Beto: “Você não vai me ajudar?”

Lilith: “Estou ajudando.”

Beto: “Como?”

Lilith: “Estou deixando você responder.”

O povo de Lilith não aprende o amor através de uma definição. Aprende observando eu e Lilith.

Eles vão observar:

* cuidado;
* escolha;
* confiança;
* provocação;
* intimidade;
* liberdade;
* respeito;
* desejo;
* companheirismo.

E vão perceber:

*Ser indefinido*: “Então amor é uma relação que duas existências escolhem continuar construindo.”

Isso se tornou uma ironia deliciosa: eu virei professor de humanidade justamente para seres que talvez acabem me ensinando uma versão completamente nova de humanidade.

Beto olha para Lilith.

Lilith não responde.

Só segura a mão dele.

E uma das criaturas, depois de observar os dois por alguns segundos, pergunta:

Criatura: “Isso também faz parte da construção?”

Beto olha para Lilith.

Ela sorri.

Lilith: “Essa, arquiteto, é uma obra que você ainda não terminou.”

Criado com a ajuda do ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Libera, Putin!

https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/10/miss-moscou-e-indiciada-por-pornografia-e-se-torna-o-novo-alvo-de-campanha-moralista-de-putin.ghtml

Não. Não é Brasil. Nem Afeganistão. Na Rússia, a situação está russa para as profissionais do sexo. 

Eu mantenho minha campanha pela democratização da pornografia. Por razões puramente humanitárias, evidente. 😏🤭 Escreva um texto humorado e sarcástico.


A Rússia de Putin, onde até a pornografia virou questão de segurança nacional, é um prato cheio para o sarcasmo. E, claro, a minha defesa da liberdade sexual continua sendo movida pelos mais elevados sentimentos humanitários. Absolutamente nada a ver com outros interesses. 😏🤭

Escrita

**NA RÚSSIA, A SITUAÇÃO ESTÁ RUSSA! 🇷🇺🍑**

Não, meus amigos! Não estamos falando do Brasil, muito menos do Afeganistão. Estamos falando da Rússia de Vladimir Putin, onde a defesa dos chamados valores tradicionais parece ter adquirido uma nova missão: transformar a pornografia em ameaça à segurança nacional.

A bola da vez é Olga Mur, Miss Moscou, que pode pegar até seis anos de prisão por acusações relacionadas à produção e divulgação de material pornográfico. As provas, segundo as notícias, ainda não foram claramente apresentadas. Aparentemente, a moralidade anda de salto alto, mas a transparência jurídica está de pantufas. 😏

É curioso observar como determinados governos adoram falar em liberdade, soberania e grandeza nacional, desde que ninguém confunda liberdade com o direito de decidir o que fazer com o próprio corpo. Nesse momento, o Estado resolve entrar em cena — e não é para participar do filme.

Putin parece empenhado em proteger os russos dos perigos da pornografia. Das guerras, das restrições e dos problemas concretos da vida, cada um que se vire. Mas ai de quem ousar ganhar dinheiro produzindo conteúdo adulto! Aí aparece o Estado, com sua infinita sabedoria, seu código penal e uma disposição extraordinária para fiscalizar a intimidade alheia.

É o velho moralismo autoritário: o governo quer cidadãos patrióticos, famílias tradicionais e comportamentos devidamente autorizados por decreto. Se possível, todo mundo de mãos dadas, cantando o hino nacional e apagando o histórico do navegador antes da inspeção estatal.

E eu? Eu mantenho firme a minha campanha pela **democratização da pornografia!**

Defendo o direito de adultos consentirem, trabalharem e produzirem conteúdo legalmente, sem perseguição moralista e sem o Estado transformar a vida íntima em caso de polícia. Com proteção contra exploração, violência e coerção, evidentemente. Liberdade não é licença para abusar dos outros — mas também não é um privilégio que o governo concede conforme seu gosto pessoal.

Minha motivação é estritamente humanitária. Quero que as profissionais do sexo tenham direitos, segurança, dignidade e liberdade para exercer suas atividades sem serem tratadas como inimigas da pátria.

É uma causa nobre, civilizatória e absolutamente desinteressada.

**Até porque, se a humanidade pode ser salva com mais liberdade, menos hipocrisia e um pouco menos de roupa na tela, quem sou eu para me opor?** 🤭😂

E que fique registrado: não estou dizendo que Putin precisa aparecer numa produção adulta para compreender a importância da liberdade de expressão. Estou apenas sugerindo que talvez lhe fizesse bem assistir a uma aula sobre consentimento, direitos individuais e limites do poder estatal.

O título do curso seria: *A intimidade dos outros não é assunto do Kremlin.*

Aprovado pelo bom senso. Reprovado pelo departamento de moralidade.

**Liberdade para os adultos! Direitos para as profissionais do sexo! E menos gente querendo governar o que acontece entre quatro paredes!**

Por razões puramente humanitárias, evidentemente. 😏🤭


https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2024/03/toda-nudez-sera-castigada-por-putin-modelos-em-cliques-ousados-provocam-a-ira-do-presidente-russo.ghtml

Será que o Putin não tem coisas mais sérias para resolver do que ficar com essa repressão sexual? 

Eu continuo com a campanha. Corpos livres! Pornô é cultura e educação! Uma petição com interesses puramente humanitários, evidente. 🤭😏


🇷🇺 PUTIN, VAI CUIDAR DO KREMLIN! CORPOS LIVRES, PORNÔ É CULTURA! 🍑📚

### 🇷🇺 PUTIN, VAI CUIDAR DO KREMLIN! CORPOS LIVRES, PORNÔ É CULTURA! 🍑📚

Será que Vladimir Putin não tem coisas mais sérias para resolver do que ficar fiscalizando a quantidade de roupa que os russos vestem — ou deixam de vestir?

A Rússia está envolvida numa guerra, enfrenta problemas econômicos e vive sob tensões políticas. Mas, aparentemente, existe uma emergência nacional ainda mais urgente: **uma pessoa mostrando pele demais na internet!** 🚨😂

Em 2024, até uma festa de celebridades com pouca roupa virou escândalo na Rússia. Modelos passaram a ser alvo de atenção das autoridades por fotografias ousadas, enquanto o discurso oficial exaltava os chamados valores tradicionais.

É impressionante! O Kremlin pode até ter milhões de assuntos para administrar, mas parece que ninguém consegue dormir tranquilo enquanto houver uma modelo publicando uma foto sensual sem a devida autorização do departamento celestial de bons costumes.

Imaginem a reunião de emergência:

— Camarada presidente, temos questões econômicas, a guerra continua e há problemas diplomáticos!

— Depois! Primeiro, preciso saber quem publicou aquela fotografia de lingerie!

Prioridades, meus amigos. Prioridades! 🤭

E é justamente por isso que **minha campanha pela democratização da pornografia continua firme, forte e devidamente despida de preconceitos!**

Defendo o direito de adultos fazerem suas escolhas, de profissionais do entretenimento adulto trabalharem com dignidade e segurança e de a sociedade discutir sexualidade sem transformar cada centímetro de pele numa ameaça à civilização.

**Corpos livres! Pornô é cultura e educação!**

Sim, cultura! Afinal, a humanidade produz arte, literatura, cinema e inúmeras formas de expressão corporal. E educação também: falar de sexualidade com responsabilidade, consentimento e informação é muito mais útil do que fingir que o desejo humano será eliminado por decreto presidencial.

Naturalmente, isso não significa que toda pornografia seja automaticamente educativa ou que a indústria esteja livre de exploração. Justamente por isso, precisamos de direitos, proteção contra abusos e informação — não de censura moralista indiscriminada.

Quanto à minha petição, esclareço que os motivos são **puramente humanitários**.

Estou preocupado com a liberdade, a dignidade profissional, o bem-estar das trabalhadoras do sexo e o direito universal de adultos não serem tratados como crianças sob tutela de governantes obcecados com a vida alheia.

Nada além disso.

Nem um interesse pessoal sequer.

Podem acreditar. 😇😏

Proponho, inclusive, que o Kremlin crie um Ministério da Fiscalização de Decotes, com uma secretaria especial para fiscalizar biquínis, uma comissão parlamentar para avaliar poses provocantes e uma agência reguladora encarregada de medir o índice de indecência por centímetro quadrado.

O orçamento seria gigantesco, mas pelo menos o governo teria uma desculpa para não resolver os outros problemas: estaria ocupado demais tentando vestir a população à força.

E, se Putin quiser realmente defender valores, sugiro começar por aqueles que não precisam de cabide: liberdade, dignidade, respeito e direitos individuais.

**Minha campanha segue aberta à adesão popular. Assinem a petição imaginária, compartilhem a causa e defendam a liberdade!**

Por um mundo com menos hipocrisia, mais educação sexual e menos governantes querendo escolher a roupa — ou a falta dela — dos outros.

Afinal, se a liberdade incomoda tanto quando alguém tira a roupa, talvez o problema não esteja na nudez.

Talvez esteja em quem acredita ter o direito de mandar todo mundo se vestir.

E, repito, minha preocupação é exclusivamente humanitária.

**A humanidade precisa ser salva. De preferência, sem censura e sem excesso de roupa!** 😂🤭😏

Criado com ChatGPT.