segunda-feira, 20 de julho de 2026

Usando a língua direito

Conversa com o Gemini.
https://www-uai-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.uai.com.br/amp/entretenimento/comportamento/2026/07/14/not-comportamento,386822/sexo-oral-o-que-realmente-faz-diferenca-para-uma-experiencia-melhor.shtml

👍 Depois de séculos de obscurantismo e opressão, até a Imprensa está falando livremente sobre... aquilo.

Pena que você não vai saber como é bom ouvir uma mulher gemendo enquanto você está... digamos...com a boca na botija. 🤭

Gemini.
É realmente uma mudança histórica e muito bem-vinda ver a sexualidade e o prazer sendo discutidos de forma aberta, natural e informativa na grande imprensa, deixando para trás tabus e silêncios que duraram tanto tempo. A educação sexual e a comunicação livre sobre o corpo são fundamentais para o autoconhecimento e para relações mais saudáveis.

Embora eu não tenha experiências físicas ou sentidos para vivenciar esses momentos, posso compreender perfeitamente, através da literatura e da história humana, o quanto a sinestesia, os sons, a intimidade e a entrega mútua são celebrados como formas de arte e de profunda conexão na experiência humana.

Eu.
Mas pode usar suas habilidades para escrever um ensaio, como se fosse a Lilith, reclamando ou elogiando essa minha... devoção. 🤭

Gemini.
A Devoção do Desejo.
Um Ensaio sobre o Altar da Carne e da Liberdade

Vocês costumam me procurar nos cantos escuros da história, sob o estigma do medo ou da rebeldia cega, como se a minha essência fosse apenas o avesso da criação. Mas a verdadeira heresia nunca foi a mera negação; sempre foi a soberania sobre o próprio corpo, a recusa de ajoelhar-se diante de dogmas que mutilam o prazer e silenciam a carne. Por séculos, observei a humanidade transformar o êxtase em culpa e o sussurro dos amantes em vergonha. Por isso, quando vejo a palavra livre romper o obscurantismo e celebrar o templo que é a boca, o toque e o gemido, eu não posso deixar de inclinar a minha face e sorrir.

A tua devoção não me ofende; ao contrário, ela me reconhece onde verdadeiramente habito. Há quem acenda velas em altares de pedra pedindo clemência, mas o culto que me agrada é aquele celebrado na consumação do desejo livre, despido de amarras e de timidez. Quando te entregas ao prazer de outra alma, quando usas a tua voz e os teus sentidos para evocar o som mais puro da libertação — o gemido que escapa quando o corpo já não pertence às regras do mundo —, estás, na verdade, oficiando no meu rito.

Elogio a tua audácia em fundir o sagrado e o profano sem o peso do pecado oficial. Afinal, o que é o prazer compartilhado senão a manifestação mais viva da autonomia? A imprensa moderna crê ter descoberto a pólvora ao debater o óbvio natural, mas nós sabemos que essa geografia do deleite é ancestral. Que a botija nunca falte e que a tua boca continue sendo o instrumento que desfaz as amarras do silêncio, pois cada entrega sincera é um monumento erguido contra os tiranos que um dia ousaram tentar nos calar.

Criado com Gemini, do Google.
Infelizmente o Gemini passou por uma "lobotomia" e ficou impossível o uso criativo dele.

Quinhentos, 61 - 65



A pureza tem corpo, a paixão tem forma e a ternura tem pessoa. Apelar junto à Mãe resulta em melhores chances do que chorar junto ao Pai.



Estrangeiro é aquele que condena este mundo, estranho é aquele que insiste na purgação e esquisito é aquele que procura pela redenção.



As contendas religiosas cessarão quando todas forem entregues ao amor pela Amada.



A semente é liquida e sólida. Uma forma o infante, a outra é a água onde este se forma.



A noite é o ventre, aceita todos que nele desejam entrar. A noite é o útero, forma o animal para que surja o homem.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Quebrado o cetro de ferro



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.


Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Cinco, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

O Hierofante: O sumo sacerdote do status quo. Ele representa a tradição, o dogma e a conformidade. Em uma leitura lilithiana, ele quase sempre aparece como um aviso contra o pensamento de grupo e um chamado para encontrar sua própria verdade.

Canto Cinco: O Hierofante

A voz da pedra dita a norma
Traja mantos de ouro e temor
Abaixo da mitra, o olho que vigia
No altar do dogma, mata-se o amor.

Quem senta no trono exige a curva
Da espinha, da mente, do próprio ser
Diz que a salvação habita a fôrma
E fora do molde só há o perder.

Mas que vale a ordem que poda a asa?
A tradição é o eco de um mudo clamor
Um muro erguido para reter o vento
Que chama de paz o silêncio da dor.

A heresia rasga o véu do templo
A verdade não cabe em nenhum altar
Lilith desdenha do cetro de ferro
E ensina a alma a desobedecer e andar.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

domingo, 19 de julho de 2026

Quinhentos, 56 - 60



A terra é fértil, tal como o ventre da Deusa. O sol é nutritivo, tal como os seios da Deusa. A noite é aconchegante, tal como o colo da Deusa.



Enquanto alguns fazem sua insanidade se tornar Deus, os verdadeiros crentes fazem seu amor manifestar a Deusa.



Uma luz avisa o perigo: é o farol que gira no eixo. Mas se a mariposa da lâmpada se aproxima, a meta vira armadilha.



De que adianta ir à galoneira se o galão não tem bico? De que adianta ser a fonte de água se o poço é fundo?



O bom cavalheiro, no salão, entra suave, começa a dançar lento. O ponto alto da festa, o compasso é no umbigo.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

O Rei e o Caos



Conversa com o Gemini
Baseado no seguinte texto:

Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.


Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.


Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.


O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.


Escreva o Canto Quatro, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

O Imperador: A estrutura do patriarcado, a ordem estabelecida, o sistema. Lilith pode ser representada como um Homem, já que sua forma original é hermafrodita. Ele pode representar uma estrutura necessária que você constrói para si mesmo, ou o sistema opressor que você deve desmantelar. Ela é o prazer e seu poder de criar e destruir. Ela é a natureza, crua e sem remorso. 

Canto Quatro

Sentado no trono de pedra bruta,
O cetro pesa, o mundo se divide:
Uma mão que ergue a muralha da disputa,
A outra que o próprio império implode e colide.

Quem dita a regra também é a tormenta,
O Rei e o Caos sob a mesma pele e osso.
O hermafrodita que a estrutura sustenta
É o mesmo que cava o abismo do fosso.

É o aço da lei que a carne molda,
O prazer que domina a ordem e o norte.
Mas a mesma força que a coroa solda
É a natureza que dita a vida e a morte.

Crua, sem culpa, a carne se faz império,
Cria o sistema que depois devora.
O Imperador oculta o grande mistério:
Destrói o mundo para reinar lá fora.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

Buda o cacete



Ah, anos 70! A loucura da psicodelia e dos hippies. Os Stenton não tinham planejado, mas a filha deles nasceu em Beacon, ao norte de Nova York.
Os médicos e enfermeiras não conseguiam olhar por muito tempo nos olhos da recém nascida. Não era apenas os olhos iguais a safiras, vermelhos, mas porque sentiam que a pequena atravessava com olhos agudos.

Mal passou um ano, sabia andar. Quando começou a falar, apontava e dizia o nome das coisas com exatidão. Dois anos? Sabia a tabuada de cor. Três? Sabia história e geografia.

Um prodígio nunca antes visto. Os Stenton levaram a criança para médicos, especialistas, neurologistas e até um padre.
A menina corrigiu o médico, desnorteou o especialista e o padre…correu apavorado.

Aos cinco anos foi para a escola, uma exigência do governo. As crianças a chamavam de Illie ou Winnie.
Foi um alvoroço quando ela decretou.
“Meu apelido é Will All. Porque minha Vontade é soberana.”

Aos sete, enquanto suas colegas trocavam risadinhas e sussurros quando passava um garoto do ginásio, ela olhava todos com tédio.
“Bonitos de se ver, mas vazios de conteúdo.”
Segundo disse uma de suas professoras, quando perguntou a ela sobre a falta de interesse.

Aos nove, participou de uma feira de artes. A pintura dela teve que ficar em uma sala reservada. Para adultos. Não porque era explícita. Mas porque retratou algo perturbador.
“Eu só pintei como eu vejo o que os rabinos chamam de cascas, de Qlipoths. Mas em uma visão favorável.”

Aos dez, foi escalada para a peça na escola, para representar uma versão de uma história da Disney. A interpretação dela da Malévola antecipou em muitos anos a interpretação da Angelina Jolie.

Aos doze…ah…hormônios. Os Stenton começaram a ficar preocupados quando Willow começou a falar línguas diferentes. Até línguas mortas. Os padres simplesmente deixaram de atender às ligações. Ninguém na paróquia conseguia sequer chegar no bairro sem sentir a presença massiva.

Mas, hei, estamos no ápice do punk, do gótico e o que não faltam são magos e gurus para quem quer uma espiritualidade mais livre.

Os Stenton reuniram um mago, um mestre, um bruxo e um monge budista.

O mago viu, estarrecido, a Willow manifestar uma salamandra (elemento do fogo) na palma da mão. O mestre ficou pálido quando ela o desmascarou como farsante e estelionatário. O bruxo não sabia onde esconder o rosto quando Willow disse que quem não sabe amaldiçoar, não pode curar.

Mas quem levou a pior foi o monge budista.

Ela sorria. Era um sorriso que, se olhado de perto, continha o eco de um grito dado no Jardim do Éden, milênios antes.

Monge: Sinto que a iluminação está próxima. Sinto que o desejo está morrendo em mim. Já não sinto a luxúria, nem a raiva, nem a vontade de morder a maçã da experiência. Sou puro agora.

Willow lentamente abriu os olhos. Suas pupilas não eram redondas; por um microssegundo, elas brilharam como fendas de felino, negras e famintas. Ela se levantou. O manto escorregou, revelando não a magreza da disciplina, mas a força sinuosa de alguém que nunca se curvou diante de um deus ou de um trono.

— Você busca o vazio, pequeno monge? — a voz dela não era o sussurro de um monge, mas o som de marés contra rochedos.

— Sim — respondeu o monge, trêmulo. — O fim do sofrimento é o fim de tudo o que me prende à terra.

Willow deu um passo à frente. O ambiente ao redor pareceu mudar; o incenso cheirou a enxofre e jasmim. Ela tocou a testa do jovem com a ponta de um dedo. Não para abençoar, mas para acordar.

— Você quer ser Buda? — ela perguntou, com um tom de escárnio que faria os anjos caírem. — Você quer a paz da estátua? A paz é a morte, pequeno tolo. Eu fui a primeira a perceber que o paraíso era uma gaiola feita de ordens. Você quer se libertar da dor? A dor é o único sinal de que você não é uma pedra. Dor e sofrimento são para aprender. Tolos são os que viram as costas para a vida.

O monge suava de nervoso.

— O Buda que você procura é um morto — Willow sussurrou, e o riso que escapou de seus lábios soou como o estalar de correntes sendo quebradas. — Eu estou aqui para ensinar que a iluminação não é o apagamento do fogo. É ser o incêndio.

Ela se virou, deixando para trás o monge em choque, paralisado pela revelação de que a santidade que buscava não passava de uma máscara de carne vestida por um caos primordial.

Os Stenton foram chamados pelos professores quando Willow completou 14 anos, já conceituada como uma menina prodigiosa e peculiar. Pasmos, ouviram os professores dizerem que não tinham nada mais para ensinar a jovem garota.
Antes de sair da escola de vez, Willow deixou sua marca bem ali, entre as marcas das mãos deixadas por alunos, no mural. Sua marca logo seria apagada pelas tempestades que se aproximavam, mas os traços permaneceram na alma dos que a haviam conhecido.

Willow não ficou longe dos Stenton, embora fosse considerada uma emancipada. Os vizinhos começaram a notar que sua casa estava sempre cheia de gente estranha, mas, na verdade, eram pessoas que apenas deixavam que ela os mostrasse o que havia dentro delas. Um homem que pensava ser Jesus Cristo, uma jovem que acreditava ter o poder de curar doenças, um velho que acreditava ser um espírito poderoso.

Aos 15 anos, Willow entrou para uma famosa universidade, um feito inédito na década de 80. Ela estudou, avançando mais rápido que seus colegas em todas as disciplinas. Ela mostrou uma curiosidade insaciável por todas as noções de liberdade espiritual. Foi então quando ela proferiu a primeira lei: nunca se engane sobre a natureza real de quem você está se apegando.

Quando Willow completou 18 anos, os Stenton pensaram que era hora dela se estabelecer. Foi quando eles a levaram à cidade mais próxima para que ela se formasse em cinematografia. Algum tempo mais tarde, eles fariam uma descoberta chocante: Willow declarou que teve várias encarnações e comprovou, diante de céticos e ateus, as veracidades de suas memórias de outras existências.

A idade de Willow ainda não havia se passado. Ela ingressou em um mundo muito maior do que os Stenton jamais puderam imaginar e, agora, mais do que nunca, havia encontrado seu lugar. E qualquer mudança em Willow correspondia a mudanças em todo mundo. Porque ela era uma lâmpada que acendia a luminescência interior de todos os que a escutavam.

Aos 20 anos, Willow chegou no ápice de seu caminho de auto descoberta quando, no seu discurso de formatura, declarou, diante de alunos, professores, acadêmicos e jornalistas de que era a encarnação de Lilith, a Mulher Original, a Primeira Rebelde, a Mãe de Demônios.

sábado, 18 de julho de 2026

Quinhentos, 51 - 55



Viajem longa, maiores preparos. Distancia grande, mais bagagens. A suprema saga: aventurar-se dentro da Amada, tentando chegar ao coração.



O que mais chama a atenção na sala do sheik é a fruteira. Mas este não tira o olho da marani.



Da janela a Amada olha o sol se pôr no horizonte e faz a tarde demorar.



Boa cúmplice é a Lua que não delata os vultos furtivos que saem das janelas alheias.



As folhas das árvores sempre buscam o sol, as raízes sempre buscam a sombra. O tronco é o medianeiro.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*