sábado, 22 de agosto de 2026

Malabarismo jornalístico

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/historia/ha-58-anos-tanques-sovieticos-esmagavam-a-primavera-de-praga/

Impressionante. Como se no Brasil 247 um colunista não tivesse publicado, nos textos de babação de ovo do ditador/caudilho, Fidel Castro, uma "defesa" do massacre da Praça Celestial. 🤔

Ainda não teve quem defendesse essa incursão. Ainda. 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Manual do Malabarismo Geopolítico Seletivo
(Ou: Como lamentar o aço de 1968 enquanto reescreve o de 1989)

Ah, a complexa e fascinante física dos tanques de guerra! Aparentemente, o impacto e a gravidade de suas esteiras sobre o asfalto dependem exclusivamente da bússola moral de quem os pilota e da orientação ideológica do colunista de plantão.

Na Primavera de Praga, os tanques soviéticos entram em cena e a reação é imediata: repúdio, melancolia, condenação fervorosa. "Que absurdo esmagar a liberdade alheia!", bradam nas colunas. O indignômetro vai a 100%.

Mas basta atravessar alguns paralelos e desembarcar na Praça da Paz Celestial em 1989 para ver a física política em sua forma mais sublime. Ali, quando os mesmos tanques avançam sobre estudantes pedindo abertura, o vocabulário misteriosamente passa por uma "revolução semântica". De repente, o massacre deixa de ser massacre e vira "uma operação necessária contra a ingerência ocidental", uma "falsa narrativa da mídia imperialista" ou, no mínimo, um lamentável mal-entendido estatístico provocadamente insuflado.  
Opera Mundi - UOL

O malabarismo é digno de nota:

Tanque em Praga (1968): Aço imperialista, opressão totalitária, um crime contra a humanidade!

Tanque em Pequim (1989): Apenas um mal-entendido logístico com blindados fazendo a manutenção da ordem pública em nome da autodeterminação dos povos.

A ginástica mental necessária para manter essa coerência seletiva deve ser exaustiva. Afinal, exige um controle rigoroso do algoritmo da empatia: condenar a incursão soviética na Tchecoslováquia de 1968 para garantir a pose de democrata moderado, enquanto se guarda, na gaveta de rascunhos, aquele panfletinho de passar pano para o Comandante ou para o burô chinês sob o pretexto de "defesa do Estado".

Resta-nos aguardar ansiosamente a próxima coluna. Afinal, a paciência e a criatividade para criar eufemismos históricos são infinitas. É só uma questão de tempo até alguém explicar que o aço dos tanques, em determinadas latitudes, na verdade só estava espalhando flores.

Criado com Gemini, do Google.

Coerência de Instagram

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-nikolas-baba-ovo-de-bukele-e-ataca-direitos-humanos/

😳 Peraê...ele não é da torcida que pediu por "direitos humanos" para o Bolsonaro? Confuso? Essa é a direita (extrema ou alternativa - não faz diferença) brasileira.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Ah, a física quântica da extrema-direita brasileira! Um ecossistema ideológico tão fascinante que faria qualquer físico teórico rasgar o diploma de desespero. É a teoria da superposição dos Direitos Humanos: um conceito que é simultaneamente "coisa de vagabundo que defende bandido" e "um direito sagrado, inalienável e universal que precisa ser garantido urgência máxima para o meu político de estimação".

A cena é quase poética. Em Juiz de Fora, lá está o nobre deputado, microfone em riste, babando ovo para o modelo de El Salvador e repetindo com o peito estufado aquele bordão mofado dos anos 1990: "Direitos humanos têm que ser para humanos direitos!". Aplausos da plateia, música dramática de fundo, ONGs malignas sendo destruídas com palavras de ordem. Afinal, a receita do sucesso é simples: construa mega-presídios, mande a ampla defesa passear e declare que a Declaração Universal dos Direitos Humanos é um panfleto esquerdista desenhado por juristas em crise de meia-idade.

Mas peraí... corta a cena.

Vamos voltar algumas páginas na cronologia do nosso glorioso folhetim político.

Quando o ex-presidente (aquele mesmo, o do "chega de mimimi") começou a ver o cerco da Justiça se fechar, ou quando os "patriotas" que resolveram fazer um acampamento com direito a vandalismo no dia 8 de janeiro foram parar na prisão, qual foi o primeiro grito de socorro que ecoou nos grupos de WhatsApp?

Exatamente: "SOCORRO, DIREITOS HUMANOS!"

De repente, a água do presídio virou pauta de urgência nacional. A quentinha fria virou violação de garantias fundamentais. O tapete de E.V.A. onde os detidos sentavam virou tortura psicológica digna da Convenção de Genebra. Deputados da mesma bancada da "mão dura" apareceram no sistema penitenciário chorando, fazendo live e exigindo a presença de Comissões de Direitos Humanos, OAB e observadores internacionais. O bordão "direitos humanos para humanos direitos" evaporou num passe de mágica, dando lugar a "mas cadê a dignidade da pessoa humana?!".

A coerência da extrema-direita brasileira funciona na base do filtro de Instagram ideológico:

Se o detido está de tornozeleira porque tentou dar um golpe de Estado: é um "preso político" recebendo tratamento desumano e necessitando do amparo imediato da Anistia Internacional.

Se o detido é um cidadão comum enquadrado numa abordagem arbitrária em El Salvador ou na periferia do Brasil: "bem-feito, quem mandou não ser um humano direito?".

No fundo, para essa turma, a régua moral é incrivelmente maleável. O Bukele é o herói supremo quando tranca milhares de pessoas sem julgamento; mas o juiz brasileiro é um "tirano ditador" se manda cumprir um mandado de prisão com base no Código Penal.

É um espetáculo de contorcionismo lógico tão impressionante que devia virar modalidade olímpica. No final das contas, a mensagem da nossa direita "alternativa" é cristalina: Direitos humanos são um câncer abjeto... a não ser que o paciente seja eu.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 226 - 230


Ainda que eu vivesse como os deuses, eu carregaria o sabor e o cheiro de minha Amada até a consumação da Eternidade.


Ainda que eu amasse como os deuses, saberia distinguir de cada flor colhida o seu cheiro característico em meio ao ramalhete.

Ainda que eu escrevesse feito poeta ou pudesse lapidar feito o escultor, de forma alguma faria justiça na imagem da minha Amada.

Ainda que eu pudesse queimar feito o Sol e acalentar feito a Lua, eu seria mera vela e pequena coberta, diante da minha Amada.


Ainda que o barulho dos demais profetas conduzam para um silêncio e sua santidade apontem para a loucura, eu estarei ouvindo estes lábios e lambendo esta sabedoria.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

As Doze Farpas da Digestão

1. O que completa, se esvai; o que alimenta, se aproveita.
2. Mais que necessidade, quer se preencher uma ausência.
3. O que conta é a presença e o fazer presente.
4. Seu peso é o que o torna sublime.
5. A abstenção é um homicídio suicida.
6. É o exagero que faz o melhor recheio no peru.
7. O digesto ignora o palato.
8. Não é a gordura que incomoda, mas a magreza que inibe.
9. O prato é redondo e ninguém reclama.
10. Um gordo economiza em dobro o que um magro gasta em quádruplo.
11. Uma pedra tem mais chances de sobrevier do que um galho, num vendaval.
12. Se o caso é estética e boa forma, o que é mais perfeito que o círculo?

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Patrocínio ilegal

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/irma-de-edir-macedo-mandou-r-22-milhoes-em-emendas-a-eventos-da-universal/

Dinheiro público para empresa privada, digo, empreendimento religioso picareta? Só no Brasil.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


O Milagre da Multiplicação das Emendas Parlamentares

É preciso tirar o chapéu para a genialidade do modelo de negócios da fé contemporânea. Enquanto o cidadão comum rala o mês inteiro, paga uma das maiores cargas tributárias do planeta e reza para o ônibus não quebrar, os grandes empreendedores do espírito descobriram o atalho definitivo para a prosperidade: o dízimo do contribuinte.

Por que se contentar apenas com a moedinha do fiel na caçapa se você pode ter o Tesouro Estadual de São Paulo como patrocinador master?

A Caminhada da Prosperidade (Alheia)

A deputada estadual Edna Macedo (Republicanos-SP) resolveu demonstrar que o amor em família não tem preço — mas tem orçamento público. Destinar R$ 2,2 milhões em emendas parlamentares para eventos ligados à igreja do próprio irmão, o bispo Edir Macedo, é um gesto de carinho fraternal que deixa qualquer ceia de Natal no chinelo.

E o cardápio da bênção estatal é diversificado:

R$ 1,2 milhão para a "The Love Walk – Caminhada do Amor", evento idealizado pela filha e pelo genro do bispo. Nada como financiar a pedagógica "escola do amor" com o suor de quem nem sabe que pagou o ingresso.

R$ 1,0 milhão para o "Família ao Pé da Cruz", uma modesta reunião no estádio da Neo Química Arena, devidamente carimbada no Portal da Transparência sob o poético rótulo de "apoio a evento cultural e criativo". De fato, "criatividade" é a palavra perfeita para definir o malabarismo conceitual de transformar culto em manifesto cultural.

O Triângulo das Bermudas da Cultura

Para que a mágica aconteça sem sobressaltos, entra em cena o intermediário perfeito: uma ONG, o Instituto Paulo Kobayashi, que funcionou como o duto por onde fluíram dezenas de milhões de reais de recursos estaduais nos últimos anos. Afinal, a burocracia precisa de verniz institucional para parecer republicana.

O enredo é quase poético:

O contribuinte trabalha e paga imposto sobre o feijão, o remédio e a conta de luz.

O governo recolhe e repassa ao deputado sob a rubrica de emenda parlamentar.

A emenda vai para a ONG sob o carimbo de "incentivo à cultura e economia criativa".

A ONG contrata e financia o megaevento de salvação da alma.

O bispo sorri no palco, abençoa a plateia e lembra a todos sobre a importância de contribuir.

O Estado se diz laico, mas na hora de passar a sacolinha com o dinheiro de quem não tem nada a ver com a crença alheia, demonstra uma devoção ecumênica invejável. Afinal, para que investir em saúde, ciência ou escolas públicas sucateadas se podemos patrocinar a iluminação e o som de alta fidelidade para o show da fé privada?

No fim das contas, a física e a teologia finalmente concordam em um ponto: no ecossistema político-religioso brasileiro, nada se perde, nada se cria — tudo se converte em emenda parlamentar.

Criado com Gemini, do Google.

Helenismo no Paraná

Conversa com o Gemini.
https://www-bemparana-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.bemparana.com.br/noticias/parana/deuses-gregos-estao-de-volta-moradora-da-grande-curitiba-resgata-religiao-da-grecia-antiga/

🤩 Boa notícia. Elabore um texto para publicar no nosso blog.


Aqui está uma proposta de texto bem estruturada, engajadora e alinhada com o universo da escrita e da liberdade espiritual para você publicar no seu blog:

Os Deuses Antigos no Coração do Paraná: O Resgate do Helenismo e a Resistência Pagã
Enquanto muitos enxergam a mitologia greco-romana apenas como matéria de livros didáticos, peças clássicas ou adaptações cinematográficas, a chama da Antiguidade Clássica segue acesa, viva e pulsando no Brasil contemporâneo.

Uma recente matéria reportada pelo jornal Bem Paraná trouxe à tona a trajetória de Alexandra Oliveira, moradora de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) e fundadora do Helenos, o primeiro e maior grupo de reconstrucionismo helênico do país. O trabalho pioneiro de Alexandra, que começou ainda no final dos anos 1990 ao traduzir textos e se conectar com grupos internacionais como a Hellenion, mostra que o Olimpo nunca esteve tão próximo de nós.

O Reconstrucionismo Helênico: Rigor Histórico e Devoção
Diferente de visões romantizadas ou superficiais, o Reconstrucionismo Helênico busca resgatar a religiosidade da Grécia Antiga com profundo embasamento histórico e literário. A prática se pauta em fontes primárias essenciais — dos hinos de Homero e Hesíodo às poesias de Safo, das peças de Eurípedes aos diálogos de Platão e às Máximas Délficas.

Na adaptação para o mundo moderno, oferendas sutis, libações de vinho e a dedicação das ações diárias substituíram antigos rituais:

A dedicação aos estudos homenageia Atena;

A criação musical se eleva a Apolo;

O teatro e a celebração pertencem a Dioniso;

O cuidado com a natureza honra Ártemis;

A palavra, o pensamento e a arte de escrever são entregues a Hermes.

Tudo isso ancorado em virtudes atemporais como a Eusébia (devoção), a Aretê (a busca constante pela excelência moral e intelectual) e a Xênia (a sacralidade da hospitalidade).

Pela Liberdade Religiosa e Contra o Preconceito
Ver o Paganismo Moderno ganhar espaço na mídia regional é uma vitória importante, mas também um lembrete das lutas que ainda enfrentamos. Na entrevista, Alexandra destaca o preconceito e o desconhecimento que muitos praticantes do helenismo sofrem no cotidiano, muitas vezes marginalizados por uma sociedade que ainda olha com desconfiança para qualquer fé fora do dogma dominante.

Garantir o direito de cultuar os antigos deuses, assim como o respeito às religiões de matriz africana e a todas as manifestações pagãs e neopagãs, é uma pauta fundamental de liberdade de consciência e expressão. A pluralidade espiritual enriquece a cultura e liberta a mente humana do pensamento único.

A Poesia dos Antigos Deuses Segue Viva
A história de Alexandra nos mostra que a busca pelo divino, pela beleza e pela sabedoria clássica ultrapassa as fronteiras do tempo e do espaço. Resgatar os deuses gregos sob os céus do Sul do Brasil não é apenas um ato de fé; é um ato de resistência poética, filosófica e cultural.

Que os mensageiros e as musas continuem inspirando todos aqueles que ousam buscar a verdade e a beleza nas fontes antigas.

Criado com Gemini, do Google.

Teatro do surrealismo político

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pivo-da-rachadinha-queiroz-reaparece-abracado-com-flavio-bolsonaro-em-copacabana/

Isso seria esquisito. Se não tivesse acontecido no Brasil. 😂🤭😏

Escreva um texto crítico, em tom de humor e sarcasmo.


O realismo fantástico da política brasileira é o único gênero literário que não precisa de imaginação — basta ter acesso à internet e um estômago razoavelmente resistente.

Em qualquer país em que a gravidade ética exercesse alguma força, o reencontro público entre um parlamentar e o seu mais célebre "operador financeiro" aconteceria, quando muito, em uma sala reservada de parlatório, sob olhar atento da polícia. No Brasil, o palco é a brisa ensolarada da praia de Copacabana, com direito a foto no Instagram, legenda ufanista e aquele sorriso caloroso de quem celebra não apenas a amizade, mas a certeza absoluta da impunidade.

O retorno do mestre das finanças alheias ao lado do seu antigo pupilo tem a poesia dos grandes reencontros familiares. Depois de anos de um ressentido "fui abandonado" ecoando pelas colunas de fofoca política, eis que a mágoa evaporou. Bastaram algumas nulidades processuais e um cargo de subsecretário no interior para que o afeto ressurgisse mais forte do que nunca. É a prova viva de que o amor — e a cumplicidade — tudo vence, sobretudo quando a Justiça resolve anular as provas por vício de forma.

Há algo quase tocante na audácia da cena. Enquanto o cidadão comum calcula os centavos do troco no mercado e paga seus impostos em dia sob a ameaça voraz do Leão, a elite da caridade involuntária — aquela que recolhia fatias generosas de contracheques de assessores para "gestão comunitária" — desfila à beira-mar sem qualquer pudor. Copacabana, que já viu de tudo, desde príncipes nobres a gângsteres internacionais, serve agora de cenário para o abraço dos afogados que conseguiram boiar.

No fim das contas, a fotografia em Copacabana não é apenas um registro de campanha: é um monumento à memória curta nacional. Um lembrete visual de que no folclore político tupiniquim, o bom filho à casa torna — e, se bobear, ainda volta com um cargo comissionado a tiracolo, pronto para ajudar na campanha. Afinal, para que guardar rancor ou ter vergonha na cara, se o público assiste a tudo como quem vê uma comédia de costumes na TV aberta?

Criado com Gemini, do Google.