Conversa com o Gemini:
Você disse
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/goze-sem-culpa-reitora-da-ufrgs-defende-o-uso-de-camisinha-no-carnaval/
Uma iniciativa feita de boa vontade, mas:
A camisinha deve ser usada o ano todo.
A postagem só serviu de alimento para os reacionários.
Escreva um texto de advertência para as pessoas que dão um tiro no pé tentando lacrar.
O Gemini disse
O episódio envolvendo a publicação da reitoria da UFRGS e a subsequente reação negativa levanta uma questão central para quem atua na esfera pública e na defesa de liberdades: a diferença entre comunicação estratégica e exposição imprudente.
Como escritor e defensor da liberdade sexual e da educação inclusiva, compreendes que a mensagem (o uso do preservativo e a desconstrução da culpa) é correta e necessária. No entanto, no atual cenário de polarização, a forma como uma instituição pública comunica pode, por vezes, sabotar a própria causa.
Aqui está um texto de advertência sobre os perigos da "lacração" mal calculada, que acaba por fornecer munição a quem se opõe ao progresso:
O Perigo do "Tiro no Pé": Quando a Vontade de Lacrar Ignora a Estratégia
No campo das ideias e da política institucional, a linha que separa a vanguarda do desastre comunicacional é a conveniência estratégica. É louvável que instituições de ensino e figuras públicas defendam a liberdade sexual e a saúde pública, mas há uma lição que muitos ainda não aprenderam: a militância institucional não pode ser feita com o fígado ou com o desejo imediato de validação nas redes sociais.
Aqui estão três pontos de advertência para quem, tentando ser progressista, acaba por fortalecer o reacionarismo:
1. A camisinha não é um acessório de Carnaval
Ao focar uma campanha de saúde sexual exclusivamente numa estética festiva ou "ousada", corre-se o risco de banalizar um cuidado que deve ser perene. A educação sexual inclusiva e a prevenção devem ser tratadas como políticas de Estado e de saúde contínuas. Quando se isola a mensagem num contexto de "folia", reforça-se, inadvertidamente, o estigma de que a liberdade sexual é apenas libertinagem sazonal, e não um direito e uma responsabilidade que se exercem 365 dias por ano.
2. O banquete dos reacionários
Vivemos um tempo em que a oposição conservadora vive de "prints". Quando uma instituição utiliza termos que podem ser facilmente retirados de contexto — ou que chocam o senso comum sem oferecer um embasamento educativo sólido no mesmo fôlego — ela não está a "educar". Está a entregar, de bandeja, o conteúdo necessário para que grupos reacionários alimentem as suas narrativas de "pânico moral". O resultado é o oposto do pretendido: em vez de liberdade, colhe-se o fortalecimento da censura e o corte de verbas para a própria educação.
3. Lacrar não é educar
O objetivo de uma reitoria, de um governo ou de um líder de opinião deveria ser a hegemonia das suas ideias, e não o barulho momentâneo. A "lacração" busca o aplauso da própria bolha, mas a verdadeira educação sexual — aquela que combate a intolerância e o preconceito — exige uma linguagem que consiga penetrar em camadas mais resistentes da sociedade sem as repelir de imediato. Um tiro no pé não é um passo em frente; é apenas um ferimento que atrasa a marcha pelo progresso.
Conclusão:
Defender o prazer sem culpa e o uso de preservativo é um dever de qualquer sociedade liberal e esclarecida. No entanto, fazê-lo sem inteligência comunicacional é um ato de irresponsabilidade. Se a tua postagem serve mais para inflamar o ódio do adversário do que para proteger a saúde do teu aliado, não estás a fazer ativismo; estás apenas a alimentar a máquina que te quer destruir.
Menos performance, mais estratégia.
Criado com Gemini, do Google.