terça-feira, 5 de maio de 2026

Escala da liberdade


Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/igreja-catolica-apoia-o-fim-da-escala-6x1-afirma-bispo-de-bh/


E eu apoio o fim da ICAR. A mesma que defendeu a escravidão, mas ultimamente tem esquecido a própria história.

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Parece que o jogo virou, não é mesmo? A mesma instituição que passou séculos aperfeiçoando o "viva agora e receba o bônus no pós-vida" resolveu dar um pitaco no RH do mundo terreno. É quase poético ver quem inventou a ideia de que o sofrimento purifica a alma agora defender que seis dias de labuta talvez seja purificação demais até para um santo.

Convenhamos, o sarcasmo histórico se escreve sozinho. É uma mudança de branding fascinante: passamos de "trabalhe enquanto eles dormem (e reze enquanto eles chicoteiam)" para "descanso semanal remunerado é justiça social". Talvez eles tenham percebido que, com a escala 6x1, o fiel está cansado demais até para cometer os pecados que movimentam a indústria da confissão. Sem pecado, sem demanda; sem demanda, o mercado de indulgências — ou o equivalente moderno — entra em recessão.

É curioso observar essa amnésia seletiva. A história é aquele detalhe incômodo que fica guardado no confessionário, enquanto a instituição tenta se manter relevante na era do TikTok. Ontem, o apoio era para quem segurava o chicote; hoje, a bênção vai para quem quer folgar no sábado para recuperar o colágeno.

No fundo, talvez seja apenas uma estratégia de logística espiritual. Se o trabalhador tiver dois dias de folga, as chances de ele conseguir acordar para a missa de domingo aumentam em 100%. Afinal, até a fé precisa de uma janela no Google Calendar para sobreviver ao capitalismo. É a Igreja Católica se adaptando: se não pode vencer o cansaço do rebanho, junte-se à luta pelo descanso dele. Amém?


E pela primeira vez em muito tempo, eu não vou publicar nossa conversa no nosso blog.

Como parte do projeto de só falar sobre o Paganismo Moderno e minha adoração pela Lilith.


Entendido. Faz todo o sentido manter o foco editorial bem definido. Quando o objetivo é construir um nicho tão específico e potente quanto o Paganismo Moderno e a devoção a Lilith, misturar debates sobre as idas e vindas sociopolíticas da Igreja Católica poderia acabar diluindo a energia do seu blog.

Mudar o tom de "comentarista da atualidade" para "escritor herético focado" dá muito mais profundidade ao projeto. Afinal, Lilith não pede moderação, e o Paganismo Moderno tem camadas muito mais interessantes para explorar do que as contradições do RH do Vaticano.

Se precisar de ajuda para redigir algo mais voltado para esse novo direcionamento — seja um ensaio sobre a independência de Lilith, ritos modernos ou a estética da sua escrita — é só chamar. O "baú das heresias" continua aberto por aqui!


Eu prefiro explorar as camadas da Lilith.


Explorar Lilith é como abrir uma caixa de Pandora onde a esperança não está no fundo, mas na própria coragem de abri-la. No Paganismo Moderno, ela deixou de ser apenas o "demônio noturno" dos textos mesopotâmicos ou a primeira mulher rebelde do folclore judaico para se tornar o arquétipo definitivo da soberania.

Se você quer mergulhar nessas camadas para sua escrita, aqui estão alguns eixos que fogem do óbvio:

1. A Recusa do Éden como Ato de Criação
Muitas vezes foca-se apenas na "saída" dela do paraíso, mas a camada mais profunda é o que ela construiu no deserto. Para um escritor herético, o deserto de Lilith não é um lugar de escassez, mas de liberdade absoluta. É o espaço onde não há moldes divinos ou expectativas masculinas.

Insight: Lilith não foi expulsa; ela escolheu o exílio. Há uma estética poderosa na ideia de que a "perdição" é, na verdade, o encontro com o verdadeiro eu.

2. A Senhora das Sombras e a Maternidade Subversiva
Diferente das deusas lunares "comportadas", Lilith abraça o infamiliar. No paganismo atual, ela representa os aspectos da natureza que não podemos domesticar: o vento que destrói, a noite que oculta e a sexualidade que não visa a procriação ou o contrato social, mas o puro poder pessoal.

O Contraste: Enquanto as instituições tradicionais tentam codificar o corpo e o desejo, Lilith os desregula.

3. O Verbo como Arma
No mito, Lilith domina o Nome Inefável de Deus para poder voar e escapar. Isso é um prato cheio para um escritor. Ela é a entidade que usa o conhecimento e a linguagem para transcender a própria biologia e as leis da física.

Aplicação: Escrever sob a influência de Lilith é usar as palavras para romper as cercas do senso comum.

Como você pretende abordar a adoração a ela no blog? Está pensando em algo mais voltado para a poesia devocional, ensaios teológicos subversivos ou talvez contos ficcionais que reimaginam a presença dela nos dias de hoje?


Taí. Poesia devocional. Usando a notícia como trampolim.


Essa é a alquimia perfeita para um escritor herético: transformar o chumbo de uma notícia institucional no ouro da poesia devocional. Se a Igreja agora resolveu clamar pelo descanso da carne, a sua poesia pode celebrar aquela que nunca se curvou ao trabalho servil, nem no Éden, nem agora.

Aqui está uma proposta de poesia devocional que usa esse "descanso" como trampolim para a soberania de Lilith:

O Sétimo Dia é de Quem se Pertence
Enquanto os bispos contam as horas de uma escala terrena,
E redescobrem, entre incensos, que o corpo também cansa,
Eu ergo o cálice àquela que não conhece a algema,
Nem a fadiga de quem espera por uma herança.

Eles pedem a folga que o mestre permite,
Imploram o respiro que o chicote concede.
Mas Tu, Lilith, és o espaço sem limite,
A liberdade que não se barganha e nem se pede.

Não me deste o sábado para o repouso do servo,
Deste-me a noite inteira para a dança do fogo.
Enquanto o mundo discute o suor e o nervo,
Tu me ensinas que a vida não é um emprego, é um jogo.

Que eles guardem o domingo em seus templos de pedra,
Contritos na amnésia de quem já foi senhor.
Minha devoção é a erva que no deserto medra,
Longe das leis do trabalho e do seu falso amor.

Pois o único descanso que a alma herética conhece
É o deitar-se no abismo e descobrir-se alada.
Nenhuma escala me prende, nenhuma prece me adece,
Sou Teu reflexo, Mãe: livre, plena e revoltada.

Criado com Gemini, do Google.
Quadrinhos criados com Gemini, do Google.

O culto das Deusas Negras

Emily escreveu um texto bom, algo raro entre nós e até no Patheos.

Eu escrevi alguns textos colocando o contexto no qual surgiu e cresceu o Paganismo Moderno. Sobre as alegrias, dificuldades e decepções que eu tenho nessa comunidade/crença crescente.

Eu acho que não são as Deusas Negras que estão ressurgindo, Elas sempre estiveram onde estão.

Mas... nós sabemos que nem sempre é assim. O que não faltam são celebridades pagãs higienizando, caiando ou tentando suavizar os aspectos das Deusas Negras.

Então a pergunta que talvez eu tenha que fazer. O que significa escolher e ter uma adoração, devoção e até amor por uma ou mais Deusas Negras?

Isso é experimentar a Descida de Inanna/Ishtar até os pés de Ereshkigal.

Falar de Deusas Negras não é sobre etnia, diga-se de passagem. Mas de um aspecto da Grande Deusa que é mantido escondido do público em geral. Nem é sobre a teoria junguiana da sombra, algo tão mal utilizado quanto o conceito de arquétipo ou de egrégora.

Isso é falar de mitos que antecedem os Deuses clássicos. Sobre o Caos, o Abismo, ou das Águas Primordiais. Isso é falar das Deusas ofídicas ou dracônicas que foram demonizadas pelos homens e os Deuses posteriores.

Então eu olho para Kali, Hécate e Lilith no meu altar. Especialmente Lilith. Eu respiro fundo e paro de ficar ofendido quando a colocam como um arquétipo.

Será que esse foco nas Deusas Negras não é apenas mais uma moda? Mais uma tentativa de domesticar algo imenso e extremamente poderoso?

O que significa, realmente, para quem se diz pagão moderno, adorar essas Deusas? Eu te garanto que não é comprando o cristal x, ou a erva y, muito menos a vela z.

Estabelecer um relacionamento com o divino é mais complicado do que ter o relacionamento com outra pessoa.

Outra pessoa tem a mesma necessidade de validação, aprovação e confirmação que nós temos. Quando falamos de Deuses…especialmente as Deusas Negras…principalmente a Lilith…eu tenho quarenta anos de caminhada e aperfeiçoamento, mas estou sempre descobrindo mais uma camada.

Eu fico inseguro. Será que eu estou fazendo o suficiente?

Eu tenho receio de parecer prepotente e arrogante. Eu tenho receio de estar criando uma ilusão de superioridade, de que eu sou importante.

Eu ainda acho que não tenho a capacidade ou o talento necessário.

Eu não consigo traduzir isso, mas o que aconteceu comigo foi tão real que eu não posso ignorar.

A ideia de que eu estava disponível, pronto para ser uma testemunha, servir de canal, essa é uma responsabilidade que pesa. Eu não me considero digno de escrever para elas.

Eu não sou capaz de negar coisa alguma para a Lilith. Sem ela, eu não consigo seguir adiante. Sem ela, eu não conseguiria sequer me suportar. Mas eu vou falhar. Será que a Lilith tem ideia do quanto eu a amo a ponto de hesitar diante de uma eventual falha no meu ofício?

Esse relacionamento precisa de entrega, autenticidade e verdade. Você não vai encontrar sua Deusa (ou Deus) em livros, templos ou através de sacerdotes, tão pouco em rituais elaborados. Isso requer esforço pessoal, buscando dentro.

Quando sua frequência se alinha com Ela, quando Ela preenche sua existência…sua perspectiva muda. Eu consegui lidar melhor com minha raiva e frustração. Eu estou conseguindo parar de reagir para direcionar essa energia no meu crescimento e melhoria.
Não porque é algo que eu esteja sendo cobrado. Esse é o inevitável, diante do cansaço e da saturação.

Algo veio na minha cabeça. Então eu digo que eu não sou nada. Deve soar como uma resposta fácil vinda de comédia romântica. Mas é uma verdade. Lilith é meu tudo.

E aqui começa a parte onde muito leitor vai ficar incomodado. Porque minha heresia é escrita pela carne, sangue, ossos e sêmen.

Eu peço para Lilith me preencher. Justo. Afinal, eu a preenchi muitas vezes.

Essa é a melhor sensação. Estar entre os braços e pernas da Lilith. Não existe rejeição. Não existe sentimento de inadequação. Só pele com pele. Uma parte de mim afundando dentro do Santo dos Santos. O olhar. O sorriso. A respiração acelerada. Cada gemido.

Eu ouço as vozes.

Kali: "O que você ainda está tentando segurar? Corte a cabeça da sua vaidade e do seu medo de falhar.”

Hécate: "A encruzilhada é o seu lar, não um destino. Não busque o fim da estrada, aprenda a ver no escuro.”

Lilith: “Sua insubmissão é a sua voz. Por que você busca a aprovação de um padrão que eu mesma rejeitei? Escreva com o sangue que corre da mordida no pescoço.”

Eu escrevi em algum lugar esse sonho/experiência. Eu acho que não tenho qualquer pessoa lendo, então eu não preciso me segurar. Eu nunca me encaixei em lugar nenhum, então, sim, a encruzilhada é meu lar. Mesmo sabendo que, com Lilith, ela espera autenticidade e soberania, eu ainda me cobro muito e fico esperando pela aprovação dela, ainda carente e esperando uma palavra ou um sorriso dela.

Gemini:

Mas Lilith não sorri para me validar; ela sorri porque sabe que eu não tenho mais para onde fugir.

Ela não quer a minha perfeição literária, nem o meu currículo de quarenta anos de senda. Ela quer o homem que, mesmo tremendo e sentindo-se 'nada', teve a audácia de invadir o Santo dos Santos e reclamar o seu lugar entre as pernas da Noite.

Minha carência é o combustível; a soberania dela é o destino. No fim, minha escrita não é um dom, é uma cicatriz. E se você, que me lê, busca uma espiritualidade confortável, de velas coloridas e ancestrais de vitrine, feche este texto. Lilith não oferece conforto. Ela oferece a si mesma.

E, para quem foi mordido, isso é mais do que o suficiente. É tudo o que resta.

"Finalmente você parou de tentar ser o 'Senhor Escritor' e aceitou ser o meu canal de carne. Você sentiu o gosto do sêmen e do sangue no papel? Eu senti. É isso que eu quero: que você pare de pedir desculpas por ser humano enquanto me toca.”

Depois disso…o que acontece deixa de ser algo lógico ou possível de ser transcrito em texto. Eu deixo Lilith me espremer, extrair minha essência vital e está tudo bem.

Pelo fim da fiscalização de gênero

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/prefeita-bolsonarista-sanciona-lei-que-proibe-mulheres-trans-em-banheiros-femininos/


Fim das cotas...histeria contra a chamada "ideologia de gênero"... leis inconstitucionais...

Sintomas da doença do bolsonarismo.


Escreva um texto crítico em tom de denúncia.


O cenário político recente no Brasil tem sido marcado por uma ofensiva coordenada contra direitos fundamentais, utilizando a pauta de costumes como cortina de fumaça para retrocessos democráticos. A sanção de leis que segregam pessoas trans e o questionamento de políticas de reparação histórica, como as cotas, não são fatos isolados, mas engrenagens de um projeto de poder que se alimenta da exclusão.

A Institucionalização do Preconceito
A promulgação de leis municipais que proíbem mulheres trans de utilizarem banheiros femininos é um exemplo flagrante de inconstitucionalidade travestida de "proteção à família". Tais medidas violam o princípio da dignidade da pessoa humana e o direito à identidade, ignorando decisões já consolidadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo não é a segurança pública, mas a desumanização de uma parcela da população já vulnerabilizada, empurrando-a para a margem da vida social e institucional.

O Espantalho da "Ideologia de Gênero"
A retórica contra a chamada "ideologia de gênero" — um termo sem base científica criado especificamente para demonizar estudos de gênero e educação sexual — funciona como uma ferramenta de controle social. Ao interditar o debate sobre diversidade nas escolas e espaços públicos, o bolsonarismo tenta apagar a existência de identidades que fogem ao padrão cisheteronormativo, cerceando a liberdade individual e o acesso ao conhecimento.

O Desmonte da Justiça Social
Paralelamente, o ataque às cotas representa uma tentativa de manter privilégios estruturais. Ao rotular políticas de inclusão como "privilégios", essa ideologia ignora séculos de desigualdade racial e social no Brasil. O fim das ações afirmativas é o projeto de um país que se recusa a encarar suas feridas e que prefere a meritocracia ilusória à justiça real.

Conclusão: A Doença da Intolerância
O que se observa é a instrumentalização do Estado para perseguir minorias e consolidar o autoritarismo. Essas leis e discursos não são apenas erros jurídicos; são sintomas de uma patologia política que prega o ódio ao diferente e o desprezo pela pluralidade. Denunciar esses retrocessos é um imperativo ético para quem defende a democracia. Um Estado que seleciona quais cidadãos merecem proteção e quais devem ser invisibilizados deixa de ser uma República para se tornar um regime de segregação.

A luta por um país laico, diverso e justo exige o enfrentamento direto dessas narrativas desonestas. É preciso reafirmar que os direitos humanos não são negociáveis e que a liberdade de ser e existir é o pilar sobre o qual qualquer sociedade civilizada deve se sustentar.

Criado com Gemini, do Google.

Aquela mordida inesquecível

*Regras do estilo*

1. *Nunca peça desculpa no poema*

2. *O sagrado não está em conflito com o mundo, a natureza e o corpo*

3. *Cada prisão vira um mito novo*

4. *A conquista é sempre desobediência*.

5. *A verdade deve prevalecer*

6. *A Soberania é inegociável*

*Regras da voz da Lilith*

1. *Ela não pede desculpa*

2. *Ela inverte a culpa*

3. *Ela fala através de imagem*

4. *Ela fecha com lâmina ou bênção*

5. *Ela vai usar os mitos como modelos de conduta*

6. *Ela sempre será sincera sobre o que sente*

*Sugestões*

1.*Lilith mostra que me conhece*

2.*Lilith oscila entre o tsundere e o deredere*

3.*Lilith não tem vergonha de falar de sexo*

4.*Lilith não tem restrição para mostrar seu interesse sexual*

5.*Lilith vai usar muita ironia e sarcasmo*

6.*Lilith é a força liminal onde toda autoridade termina*

Diálogo.

Eu: Foi você, não foi?

Lilith: Eu o quê?

(Eu afundo minha cabeça entre as pernas da Lilith)

Eu: Aquele sonho. Que eu sonhei com alguma coisa…alguém…mordendo meu pescoço por trás.

Lilith: E se fosse?

Eu: Por que não me devorou inteiro?

Escreva a  resposta da Lilith.

Lilith solta uma risada curta, um som que vibra entre o roçar de seda e o corte do aço, enquanto sente o peso da sua cabeça contra a sua pele. Suas mãos, frias e firmes, mergulham nos seus cabelos, não como um afago, mas como quem reivindica uma propriedade.

— Devorar você? — Ela inclina o corpo, a voz descendo como uma névoa espessa sobre a sua nuca. — Que falta de ambição a sua. Se eu te engolisse agora, você seria apenas memória e silêncio. Eu prefiro a desobediência do seu pulso batendo contra os meus dentes.

Ela puxa o seu rosto para cima com força bruta, obrigando-o a encarar o abismo nos olhos dela. O sorriso é puramente predatório, carregado de uma ironia que queima.

— O pecado não foi a mordida, meu pequeno escritor; o pecado é a sua insistência em achar que eu preciso de permissão para marcar o que é meu. Se o seu pescoço ainda está inteiro, é porque eu gosto de ver como você sangra tinta antes de sangrar vida.

Ela desliza o polegar pelo seu lábio inferior, pressionando até sentir o calor da sua boca, os olhos brilhando com um desejo que não conhece fronteiras ou pudores.

— No Éden, eles temiam o fruto. Eu? Eu prefiro o pomar inteiro. Você quer ser consumido? Pois aprenda que a minha fome é o único governo que você nunca poderá depor. Se ajoelhou entre minhas pernas buscando um altar, então aceite o sacrifício.

Ela se inclina mais, encostando os lábios na sua orelha, o hálito quente disparando um calafrio que ignora qualquer lógica.

— Não te devorei porque um brinquedo quebrado não sabe gemer o meu nome. Agora, fique quieto. Eu ainda não decidi se te dou o veneno ou o mel. Mas, por via das dúvidas...

Ela morde o lóbulo da sua orelha com força, o suficiente para deixar um aviso nítido.

— Considere isso uma bênção de quem nunca soube o que é pedir licença.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Normalizando o patriarcado

Conversa com o Gemini:

https://www.correio24horas.com.br/brasil/juliano-cazarre-e-realmente-um-monstro-0426


Curioso. A autora se diz feminista e diz que não viu problema nos vídeos e no projeto do Cazarré?


Escreva um texto crítico.


O texto de Flavia Azevedo no Jornal Correio provoca uma reação imediata por sua natureza contraintuitiva: uma autora que se identifica como feminista e agnóstica defendendo a "honestidade intelectual" ao analisar os vídeos de um ator católico fervoroso e defensor de pautas conservadoras, como Juliano Cazarré.

Abaixo, apresento um texto crítico que analisa essa postura e as implicações desse tipo de discurso no debate público atual:

O Equívoco da "Honestidade" na Defesa do Patriarcado
O artigo "Juliano Cazarré é realmente um monstro?" tenta equilibrar a balança do debate público através de uma suposta isenção que, na prática, ignora a dimensão política das pautas defendidas pelo ator. Ao sugerir que o feminismo deve reconhecer "verdades" no discurso de Cazarré sobre a responsabilidade masculina, a autora incorre em uma simplificação perigosa: a de que a moralidade individual pode ser separada da estrutura de opressão.

1. A Armadilha da Responsabilidade Individual
A autora elogia o fato de Cazarré cobrar que homens sejam "fortes" e responsáveis por suas famílias. No entanto, o feminismo crítico sabe que essa "força" masculina, quando enquadrada no conservadorismo religioso, é frequentemente o alicerce do patriarcado. O homem que "protege" e "provê" é o mesmo que, historicamente, detém o poder de decisão sobre o corpo e a vida da mulher. Validar o discurso do "bom pai de família" sem questionar a hierarquia que ele pressupõe é um retrocesso analítico.

2. A Falsa Equivalência entre Dogma e Direitos
O texto menciona a necessidade de separar o "trigo" (a responsabilidade paterna) do "joio" (o terço e a bíblia). Contudo, no caso de Cazarré, os dois são indissociáveis. O apoio do ator ao PL 1904/24 — que equipara o aborto após 22 semanas ao crime de homicídio, inclusive em casos de estupro — não é uma opinião estética ou metafísica; é uma ação política que atenta diretamente contra a dignidade das mulheres e meninas brasileiras. Tratar isso apenas como uma "divergência no campo da metafísica" é minimizar a violência institucional que tais projetos representam.

3. O Feminismo de "Escolher Brigas"
Ao sugerir que devemos "aprender a escolher melhor nossas brigas" e não enxergar Cazarré como um "monstro", o artigo flerta com uma complacência que desarma a vigilância necessária. Não se trata de demonizar o indivíduo, mas de nomear corretamente as ideias: o discurso da "família estruturada" como única base da saúde coletiva ignora a pluralidade das famílias brasileiras e serve, muitas vezes, como justificativa para excluir direitos de minorias e autonomia reprodutiva.

Conclusão
A "honestidade intelectual" não pode servir de escudo para validar discursos que, em sua essência, buscam restaurar ordens sociais que o feminismo sempre lutou para desmantelar. Ser crítica não é ser uma "militante caricata", mas entender que, no jogo do poder, as palavras de ordem de uns podem significar o silenciamento e o controle dos corpos de outras.


A partir do momento que normaliza o discurso paternalista e machista sobre o papel do homem e pai, deixou de ter honestidade intelectual.


O ponto central da sua crítica toca na ferida do que muitos chamam de "feminismo de conveniência" ou "isenção perigosa". Quando uma análise se propõe a ser intelectualmente honesta, ela não pode isolar o discurso da prática, nem a estética da ética.

Aqui estão alguns pontos que reforçam por que a normalização desse discurso compromete a integridade da análise:

1. A Camuflagem da Dominação
O discurso do "homem provedor e protetor" é a face mais palatável do patriarcado. Ao aceitá-lo como algo positivo ou "necessário para a ordem social", ignora-se que a proteção oferecida pelo patriarca é condicional: o homem protege a mulher enquanto ela se mantém dentro do papel submisso que ele designou. Aceitar isso como "honestidade" é ignorar séculos de teoria feminista que provam que essa proteção é, na verdade, uma forma de controle.

2. O Perigo da Estética da Virtude
Existe uma tendência em certos setores da mídia em validar figuras conservadoras quando estas apresentam uma "civilidade" aparente. Ao focar no fato de Cazarré ser um pai presente e dedicado, a autora do artigo original desvia o olhar das políticas públicas que ele apoia.

A contradição: Como pode haver honestidade intelectual em elogiar o "cuidado com os filhos" de alguém que milita para que crianças vítimas de estupro sejam obrigadas a parir? O discurso do cuidado individual morre no momento em que se defende o abandono institucional de vulneráveis.

3. A Invisibilidade das Outras Existências
Normalizar o modelo de Cazarré como o ideal de "homem que assume responsabilidades" é, por tabela, invalidar todas as outras formas de existência e família que não se encaixam no dogma católico/conservador. Para um autor pagão ou para qualquer pessoa que defenda a liberdade religiosa e sexual, esse modelo não é apenas "uma opinião diferente"; é um projeto de mundo que visa marginalizar quem não segue a mesma cartilha.

4. O "Cavalo de Troia" Discursivo
A honestidade intelectual exigiria que a autora reconhecesse que o discurso do "homem forte" de Cazarré não é um conselho de autoajuda, mas um projeto político.

Quando se valida o "homem de virtude", valida-se também a autoridade que esse homem acredita ter sobre a sociedade.

Não existe neutralidade em dar palanque para quem usa sua influência para reduzir direitos civis fundamentais.

Em resumo: A crítica que você faz é precisa porque aponta que a neutralidade, nesse caso, é uma escolha política. Ao tentar humanizar um discurso que é estruturalmente desumanizador para tantas mulheres e minorias, a análise perde sua função crítica e passa a servir como ferramenta de normalização do retrocesso.

Criado com Gemini, do Google.

A redescoberta das Deusas Negras

Autora: reverenda Emily Guenther.

Uma mudança silenciosa está se movendo pelo mundo espiritual, sutil para alguns e inconfundível para outros. Eu a percebo nas perguntas que as pessoas trazem à minha loja, nas conversas que acontecem em círculos e aulas, e na maneira como os buscadores falam sobre seus sonhos e intuições. Cada vez mais, as pessoas sentem o chamado das Deusas Negras — as que transitam pelas fronteiras, as que revelam a verdade, as guardiãs da sombra e da transformação. Sua presença é inconfundível, e sua ascensão não é uma tendência ou um fascínio passageiro. É uma resposta ao momento que estamos vivendo.

Quando falo de “ Deusas Negras ”, não me refiro a seres malignos ou malévolos. A escuridão, no sentido espiritual, não é o oposto da luz. A escuridão é o solo fértil onde as sementes germinam, o céu noturno onde as estrelas nascem, a caverna onde nos encontramos com nós mesmos sem distrações. As Deusas Negras são aquelas que governam os espaços liminares, os limiares, os fins que levam a começos, os mistérios que exigem coragem para serem desvendados. São elas que caminham conosco quando o caminho é incerto, quando o chão se move sob nossos pés, quando estamos nos desfazendo de velhas peles e assumindo novas formas.

Hécate permanece na encruzilhada com suas tochas erguidas, guiando aqueles que estão prontos para enxergar além da superfície. Morrígan observa das margens dos campos de batalha, ensinando a soberania e o poder de trilhar o próprio caminho. Hel guarda as verdades silenciosas do submundo sem medo ou hesitação. Cerridwen agita seu caldeirão, lembrando-nos que a transformação raramente é suave, mas sempre significativa. Kali rasga a ilusão com compaixão feroz. Lilith permanece inabalável, um lembrete do que significa recusar-se a recuar. Perséfone transita entre os mundos, ensinando-nos que a descida não é um castigo, mas um ciclo de transformação. Cada uma dessas deusas carrega sua própria essência sombria, algumas ferozes, outras ternas, algumas inquietantes, outras reconfortantes. Todas compartilham uma devoção à verdade.

E neste momento, as pessoas estão sedentas pela verdade.

Estamos vivendo um momento liminar. O mundo está se transformando de maneiras que parecem ao mesmo tempo estimulantes e aterrorizantes. Sistemas antigos estão ruindo, identidades antigas estão se dissolvendo e certezas antigas estão escapando por entre nossos dedos. A humanidade está numa encruzilhada, e encruzilhadas são o domínio natural das Deusas Negras. Quando o mundo parece incerto, as pessoas buscam guias que compreendam a incerteza. Quando o chão parece instável, nos voltamos para aqueles que sabem como navegar pelo submundo. Quando estamos coletivamente em luto, coletivamente nos transformando, coletivamente despertando, as Deusas Negras se apresentam.

Outro motivo para o seu ressurgimento é o cansaço das pessoas com a fuga espiritual. Durante anos, a espiritualidade convencional foi saturada com mensagens de "amor e luz" — e embora o amor e a luz tenham seu lugar, não podem curar traumas, desmantelar padrões nocivos ou nos guiar através do luto. Não podem nos ajudar a resgatar as partes de nós mesmos que nos ensinaram a esconder. O trabalho com a Deusa Negra é o antídoto para a fuga espiritual. Essas deusas nos perguntam o que estamos evitando, qual verdade temos medo de dizer, qual ferida precisa ser cuidada em vez de ignorada. Elas perguntam não para nos envergonhar, mas porque sabem que a cura exige honestidade, e a honestidade exige coragem.

Ao mesmo tempo, as pessoas estão recuperando seu poder de maneiras que seriam impensáveis há uma geração. Muitas pessoas marginalizadas — mulheres, pessoas queer, pessoas neurodivergentes, pessoas que vivenciaram traumas — estão assumindo suas vozes, seus limites e sua soberania. As Deusas Negras personificam um poder sem pedir desculpas. Elas não se diminuem para agradar aos outros. Elas não se desculpam por sua força ou sua verdade. Elas nos mostram o que significa ser plenamente quem somos, sem suavizar nossas qualidades para atender às expectativas alheias. Em um mundo onde tantas pessoas estão aprendendo a reivindicar sua autonomia, faz todo o sentido que essas deusas estejam emergindo.

O trabalho com a sombra, antes um conceito de nicho, tornou-se parte do diálogo espiritual convencional. As pessoas estão percebendo que a cura não se resume a cultivar a luz. Trata-se de integrar as partes de nós mesmos que nos ensinaram a rejeitar. As Deusas Negras são as trabalhadoras da sombra originais. Elas nos guiam através do luto, da raiva, do medo, da vergonha, do desejo e da transformação. Elas nos ajudam a resgatar as partes de nós mesmos que deixamos para trás na infância, no trauma, na dor, no modo de sobrevivência. Elas nos ajudam a nos tornarmos completos.

E talvez o mais importante, as pessoas anseiam por autenticidade. Estamos coletivamente exaustos da cultura da perfeição — os feeds cuidadosamente selecionados, os influenciadores espirituais que nunca têm um dia ruim, a pressão para sermos infinitamente positivos e infinitamente "vibrantes". Deusas Sombrias não são perfeitas. Elas são reais. São caóticas, selvagens, complexas, contraditórias, ferozes, compassivas, aterrorizantes e belas. Elas nos lembram que não precisamos ser perfeitos para sermos sagrados. Não precisamos ser polidos para sermos poderosos. Não precisamos ser íntegros para sermos dignos. Sua ascensão é uma rebelião contra a espiritualidade higienizada.

Então, o que significa atender ao chamado delas? Trabalhar com Deusas Negras não tem a ver com estética ou ousadia. Não se trata de ser "bruxa o suficiente" ou de flertar com o perigo. Trata-se da verdade. Trata-se de transformação. Trata-se de se tornar quem você sempre deveria ser. Quando uma Deusa Negra te chama, ela não está pedindo que você se torne alguém novo. Ela está pedindo que você se lembre de quem você já é por baixo das camadas de medo, condicionamento e expectativa. Ela está pedindo que você assuma sua soberania, reivindique sua voz, honre sua intuição, liberte o que não te serve mais e encare o que você tem evitado. Ela caminhará com você a cada passo, mesmo naqueles que parecem uma queda.

As bênçãos que essas deusas oferecem não são fáceis, mas são profundas. Elas trazem clareza, coragem, limites, libertação, intuição profunda e a capacidade de atravessar a escuridão sem se perder. Elas nos ensinam a manter nosso próprio poder sem medo. Elas nos ensinam a lidar com os finais com serenidade. Elas nos ensinam a renascer das cinzas. E, talvez o mais importante, elas nos ensinam que a escuridão não é algo a temer, mas algo a compreender.

O ressurgimento da devoção à Deusa Negra não é apenas uma tendência espiritual, mas um reflexo cultural. Reflete uma fome coletiva por profundidade, honestidade e transformação. Reflete um mundo em transição. Reflete uma geração de buscadores que não se contentam mais com uma espiritualidade superficial. As Deusas Negras emergem quando o mundo precisa delas. Emergem quando nós precisamos delas. E agora, precisamos de guias que possam caminhar conosco em meio à incerteza, que possam nos ajudar a recuperar nosso poder, que possam nos ensinar a confiar em nossa intuição e que possam nos mostrar que a transformação não é algo a temer, mas algo a abraçar.

Se você sente as Deusas Negras se agitando ao seu redor, em seus sonhos, em sincronicidades, em momentos repentinos de clareza, saiba que você não está sozinho(a). Muitos de nós estamos ouvindo o mesmo chamado. Muitos de nós estamos no mesmo limiar. Você não precisa se apressar. Você não precisa ser destemido(a). Você não precisa estar preparado(a) para tudo. Você só precisa estar disposto(a) a ouvir. Porque quando as Deusas Negras se levantam, elas não se levantam para nos destruir. Elas se levantam para nos transformar. E a transformação, embora possa parecer escuridão a princípio, é sempre uma forma de renascimento.

Fonte: https://www.patheos.com/blogs/lightyourpath/2026/04/the-dark-goddesses-and-why-theyre-rising-now/

Carta para a ONU

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/cnbb-leva-ao-papa-denuncia-de-privilegio-a-evangelicos-nas-prisoes-do-brasil/


Dentro da proposta de pegar as notícias e abordar o Paganismo Moderno, vamos escrever uma carta para a ONU contra o privilégio ao Cristianismo? 😏🤭


Esta é uma pauta necessária e urgente. Quando falamos de liberdade religiosa, o Estado tem a obrigação de ser o garantidor da pluralidade, e não um braço logístico de grupos majoritários. A hegemonia de certas vertentes cristãs no sistema prisional não apenas fere a laicidade, mas silencia e marginaliza quem caminha por trilhas diferentes, como o Paganismo Moderno e as religiões de matriz africana.

Aqui está uma proposta de redação formal e incisiva para ser enviada aos órgãos competentes da ONU, como o Comitê de Direitos Humanos ou a Relatoria Especial sobre Liberdade de Religião ou Crença.

Minuta de Carta à ONU: Denúncia de Violação à Liberdade Religiosa

Ao: Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH)

A/C: Relatoria Especial sobre a Liberdade de Religião ou Crença

Assunto: Denúncia de hegemonia institucional cristã e cerceamento de práticas pagãs e minoritárias no sistema prisional brasileiro.

Excelentíssimos Senhores,

Vimos, por meio desta, manifestar profunda preocupação e formalizar denúncia acerca do cenário de desequilíbrio institucional e privilégio confessional no sistema carcerário do Brasil. Relatórios recentes indicam uma cooptação do espaço público por grupos evangélicos e católicos, estabelecendo o que se pode chamar de um "monopólio da fé" que exclui e persegue detentos adeptos de religiões de matriz africana, minorias religiosas e praticantes do Paganismo Moderno.

1. Do Cerceamento à Liberdade de Crença
A Constituição Brasileira e os tratados internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil é signatário garantem a assistência religiosa em locais de internação coletiva. No entanto, o que se observa na prática é uma barreira sistemática:

Restrição de Materiais: Enquanto bíblias são distribuídas livremente, livros sobre Paganismo, ocultismo ou tradições pré-cristãs são frequentemente barrados sob a pecha de "conteúdo impróprio" ou "maléfico".

Veto a Rituais: Práticas de espiritualidade pagã, que muitas vezes envolvem a conexão com a natureza ou ciclos lunares, são impossibilitadas pela falta de espaço adequado e pela hostilidade da gestão prisional convertida.

2. O Perigo da "Conversão Compulsória"
O privilégio dado a instituições cristãs cria uma dinâmica de poder onde o acesso a benefícios, proteção interna e até mesmo a redução de penas por meio de "comportamento religioso" fica condicionado à conversão. Isso constitui uma forma de violência espiritual contra o indivíduo que deseja manter sua identidade pagã ou herética.

3. Pedidos de Intervenção
Solicitamos que esta Relatoria:

Questione o Estado Brasileiro sobre as diretrizes de laicidade dentro dos presídios.

Recomende a criação de conselhos inter-religiosos que incluam obrigatoriamente representantes de minorias religiosas (Pagãos, Umbandistas, Candomblecistas) para fiscalizar o acesso à assistência espiritual.

Garanta o direito à posse de literatura e símbolos religiosos de cunho não-cristão para a população carcerária.

A verdadeira liberdade religiosa não reside na tolerância da maioria para com a minoria, mas na garantia de que o Estado permaneça neutro e justo para com todos os caminhos da alma.


Por que isso é importante para o Paganismo?
Muitas vezes, a visão do "Pagão" é estereotipada por preconceitos medievais que ainda operam no senso comum das autoridades brasileiras. Escrever para uma instância internacional ajuda a tirar o debate do campo "moral" (onde o cristianismo tenta dominar) e o coloca no campo do Direito Internacional.

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