Eu diria que a falta de divergência também não é exclusividade dos bolsonaristas. Veja bem, a queixa do autor é contra um blogueiro que tem a ousadia de criticar a China. A muralha da China também existe no formato de bitola. O autor elogiou a censura da internet. O sistema de pagamento único e fechado. Dá a impressão de que o certo é o mundo se adaptar à China. 🤦 Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
### O viralatismo, a muralha e a bitola ideológica
Há uma ironia deliciosa em denunciar o viralatismo alheio enquanto se exige que todo mundo adote a própria coleira ideológica. Pelo visto, a falta de divergência é um defeito gravíssimo — desde que a divergência não seja com a China, naturalmente. Aí já não é pensamento crítico: é quase um crime de lesa-majestade geopolítica. 🤦😂
A queixa do autor é contra um blogueiro que ousa criticar o modelo chinês. Ousadia! Imagine só: alguém olha para a segunda maior economia do planeta e resolve fazer perguntas inconvenientes, em vez de aplaudir tudo de pé. Que absurdo! Onde já se viu tratar uma potência mundial como um país sujeito a críticas, contradições e interesses próprios?
E o mais curioso é o entusiasmo com certas características do sistema chinês, como a censura da internet e a existência de um ecossistema de pagamentos bastante fechado e controlado por plataformas nacionais. Tudo isso parece apresentado como virtude, ou pelo menos como exemplo a ser admirado. Aparentemente, quando o Ocidente restringe liberdades, temos uma ameaça à democracia; quando a China faz algo semelhante, descobrimos uma sofisticada particularidade cultural que os críticos não conseguem compreender. A ideologia, como se vê, também sabe usar VPN — quando deixam.
A muralha da China, aliás, não precisa ser feita de pedras. Ela também pode ser construída com firewalls, filtros, bloqueios e barreiras digitais. E há uma ironia adicional: enquanto a Grande Muralha histórica foi erguida para dificultar a entrada de invasores, a muralha digital ajuda a controlar o que os próprios cidadãos conseguem acessar. Uma protege fronteiras; a outra, aparentemente, protege o governo de certas perguntas.
Mas não para por aí. Temos também a questão da bitola.
A bitola ferroviária chinesa, como qualquer padrão técnico adotado por um país, pode ser perfeitamente justificável em seu contexto. O problema começa quando alguém transforma uma escolha nacional em mandamento universal: se funciona na China, o resto do mundo que se adapte. E, se não funcionar, provavelmente é porque o resto do mundo ainda não superou seu complexo de vira-lata.
Ora, uma coisa é reconhecer os avanços chineses em infraestrutura, indústria, tecnologia e comércio. Outra, muito diferente, é concluir que o sucesso econômico absolve automaticamente as limitações políticas, a censura e os mecanismos de controle social. Desenvolvimento econômico não é certificado de infalibilidade moral, assim como construir trens de alta velocidade não confere a ninguém o monopólio da verdade.
O sistema de pagamentos chinês, por exemplo, demonstra a eficiência de plataformas digitais amplamente integradas ao cotidiano. Mas eficiência não é sinônimo de liberdade, e conveniência não elimina a necessidade de discutir privacidade, concorrência, interoperabilidade e controle. É perfeitamente possível admirar a tecnologia sem transformar seus criadores em santos padroeiros da modernidade.
E aqui chegamos ao ponto central: **a ausência de divergência não é exclusividade dos bolsonaristas, nem de qualquer outra corrente política.** Todo grupo que passa a tratar seus símbolos, líderes ou países favoritos como entidades acima de críticas corre o risco de reproduzir a mesma doença que denuncia nos adversários.
O bolsonarista fanático não admite críticas ao seu mito político. O admirador incondicional de Pequim não admite críticas ao seu modelo de desenvolvimento. Ambos podem ter discursos completamente diferentes, mas compartilham um método bastante parecido: escolhem antecipadamente quem merece ser criticado e quem deve receber imunidade diplomática, ideológica ou celestial.
No fundo, o problema não é admirar a China, os Estados Unidos, Cuba, a União Europeia ou qualquer outro país. O problema é confundir admiração com submissão intelectual.
E não há nada mais parecido com o complexo de vira-lata do que imaginar que precisamos importar não apenas a tecnologia de um país, mas também suas certezas, seus controles e suas limitações — como se o estrangeiro, só por ser estrangeiro, viesse acompanhado de um manual de superioridade histórica.
Portanto, caro autor, talvez valha a pena considerar uma hipótese incômoda: o viralatismo também pode se manifestar quando alguém abandona o pensamento independente para defender uma potência estrangeira de toda crítica. Troca-se apenas a bandeira, preservando-se a coleira.
Afinal, se a China construiu uma muralha para controlar o fluxo de informações, não precisamos construir uma muralha mental para impedir a entrada de ideias inconvenientes.
E, quanto à bitola, deixemos os trilhos em paz: **o pensamento crítico não precisa correr sobre a bitola ideológica de Pequim, Washington, Brasília ou de qualquer outro lugar.**
Pensar por conta própria ainda não paga pedágio geopolítico. Pelo menos, por enquanto. 😏
Criado com ChatGPT.
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