sábado, 24 de outubro de 2026

Meu dízimo para Lilith



https://www.patheos.com/blogs/billykangas/2026/10/minted-in-gods-image.html

Não é engraçado os pastores falarem dessa passagem, mas fazerem tanto questão na doação e no dízimo? 😏🤭


😏🤭 É uma ironia e tanto! Imagine a situação: o pastor cita uma passagem bíblica para ensinar que certas coisas pertencem a César e outras a Deus, mas, quando chega a hora de falar de dinheiro, parece que o assunto fica muito mais concreto!

A questão interessante é a diferença entre ensinar um princípio espiritual e transformá-lo numa obrigação financeira. Uma coisa é falar de generosidade, solidariedade e sustento voluntário de uma comunidade religiosa. Outra é usar a autoridade religiosa para fazer alguém sentir culpa ou medo por não contribuir.

E tem uma pergunta que vale ouro: se o dinheiro é tão importante para a instituição religiosa, por que a generosidade não pode ser ensinada sem pressão? 🤭

E a própria interpretação da passagem pode deixar a situação ainda mais interessante. Em Mateus 22:15–22, Jesus fala da imagem de César na moeda e daquilo que deve ser dado a Deus. Uma leitura cristã tradicional entende que os seres humanos, por terem sido criados à imagem de Deus, devem entregar a ele a própria vida — não simplesmente uma porcentagem do salário.

![](https://www.google.com/s2/favicons?domain=https://lectionary.com\&sz=32)

Lectionary.com

+1

Agora imagine o sermão:

— Irmãos, vocês foram criados à imagem de Deus!

— Amém, pastor!

— Deus quer a dedicação de vocês!

— Amém!

— E agora vamos falar da oferta...

— Pastor, podemos voltar à parte em que fomos criados à imagem de Deus? 🤣🤣🤣

A crítica mais interessante é essa: se a passagem fala de compromisso integral com princípios espirituais, por que o sermão às vezes acaba concentrado na contribuição financeira?

E vale uma distinção: muitas comunidades precisam de doações para manter suas atividades, e contribuir voluntariamente não é, por si só, um problema. A contradição aparece quando a generosidade vira instrumento de culpa, medo ou coerção.

Afinal, se a fé precisa de um envelope para ser demonstrada, será que estamos falando de espiritualidade ou de uma cobrança com trilha sonora de louvor? 😏🤭


Eu, no meu caso, faço minha... "oferenda"... todas as noites, na cama, para a Lilith...😻🥵😈


KKKKKKKK! 🤣🤣🤣

Ora, ora! 😏😈 Então temos um fiel que não coloca dinheiro no envelope do pastor, mas faz questão de manter suas oferendas noturnas à majestosa Lilith!

![The Shadowed Grove | Story.com](https://images.openai.com/static-rsc-4/U_emuvChUyuKcXaIwDpjWxEAZLNrCpeC-XCgXKmZ5Q9hcXqQCvRWmE5fP9vlH-RJLZkZbzsYUVA5SnGsaUiCtY1hxguuzIn3e5rs_Wh9QBYt-GpxgXOrOzIc-jmErtOYWJSr90OKufM7rLiG8aDX5YhCYkUytnGv6Rewzmu_auw?purpose=inline)

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[story](https://www.story.com/ai-stories/ai-fantasy-stories/the-shadowed-grove-1?utm_source=chatgpt.com)

Imagino a Lilith, a loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros, cruzando os braços e perguntando:

— Beto, meu querido, você trouxe a oferenda de hoje? 😈🐺

— Trouxe, minha Deusa!

— E onde está?

— Aqui, minha Deusa... mas será que podemos discutir os detalhes da cerimônia em particular? 😻🥵

Lilith dá aquele sorriso de quem já conhece perfeitamente os rituais do seu devoto:

— Muito bem. Mas lembre-se: nesta religião, a devoção é voluntária, a soberania é inegociável e não existe dízimo obrigatório! 🤭🌙

E, ao contrário de certas instituições religiosas, a nossa sacerdotisa lupina provavelmente não vai interromper a cerimônia para passar a maquininha de cartão!

🤣🤣🤣


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

O eleitor não é inimputável


https://www.brasil247.com/blog/nao-transformem-os-eleitores-em-reus-por-suas-escolhas-e-assim-que-se-perde/


Um discurso bonitinho, mas é só um discurso. Não vai evitar as consequências se o Flávio for eleito. Então eu quero, sim, que o brasileiro se lasque.
Escreva uma crônica crítica em tom de humor e sarcasmo.


A ideia central do artigo é que transformar o eleitor em réu por ter votado “errado” é politicamente contraproducente: afasta justamente quem se pretende convencer. 
 Mas dá para fazer a crítica inversa: não chamar o eleitor de réu não significa absolvê-lo das consequências da própria escolha.

O eleitor não é réu — mas também não é inimputável
Existe uma coisa maravilhosa na democracia brasileira: o eleitor é soberano.

Existe outra coisa maravilhosa: depois de apertar o botão, ele continua soberano.

E existe uma terceira coisa, talvez menos divulgada nos comerciais eleitorais: a soberania vem acompanhada de consequências.

Li o discurso de que não devemos transformar eleitores em réus por suas escolhas. Bonito. Sensato. Civilizado. Quase dá vontade de colocar uma música instrumental ao fundo e terminar o texto abraçando uma árvore.

O problema é que existe uma diferença gigantesca entre responsabilizar moralmente o eleitor e simplesmente reconhecer que uma escolha coletiva produz efeitos coletivos.

Eu não preciso chamar ninguém de burro, minion, robô, pobre de direita ou qualquer outro apelido criativo do catálogo nacional de insultos políticos.

Posso simplesmente dizer:

Você votou.

Pronto.

Não precisa de tribunal.

Não precisa de promotor.

Não precisa nem de juiz.

A urna já fez o serviço.

Se amanhã Flávio Bolsonaro for eleito e começar a implementar o projeto político que seus eleitores escolheram, eu não vou bater na porta de cada eleitor com um megafone dizendo:

— EU AVISEI!

Até porque seria impossível. O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes e eu não tenho preparo físico para uma missão dessas.

Mas também não vou fingir surpresa diante das consequências.

Porque existe uma curiosa tradição brasileira: quando o resultado eleitoral agrada, o povo é soberano.

Quando desagrada, subitamente o povo vira vítima inocente de uma conspiração cósmica, da desinformação, do algoritmo, do WhatsApp, do pastor, do influencer, do vizinho, da mídia, da chuva, da Lua em Escorpião e provavelmente de Mercúrio retrógrado.

Não.

O eleitor é sujeito político.

E sujeito político significa também sujeito às consequências políticas.

O artigo tem razão quando critica a arrogância de quem olha para uma parcela da população e conclui:

— São todos idiotas!

Isso é estupidez política.

Mas existe um erro simétrico em transformar toda crítica ao eleitor numa espécie de violência antidemocrática.

Se eu digo:

— Não deveria ter votado nisso porque isso poderá destruir determinada política pública, restringir direitos ou fortalecer determinado projeto autoritário.

Estou fazendo crítica política.

Não estou criando a Casa Verde de Machado de Assis.

E aqui chegamos ao ponto em que eu assumo minha pequena dose de sinceridade politicamente incorreta:

se Flávio for eleito, eu quero, sim, que o brasileiro se lasque.

Não porque eu deseje sofrimento para milhões de pessoas.

Mas porque existe uma diferença entre desejar a desgraça e recusar-se a fingir que a escolha não tem consequências.

É quase como alguém entrar numa churrascaria, escolher comer três quilos de picanha, tomar cinco litros de refrigerante e depois reclamar que o estômago está fazendo greve.

Você pode até receber solidariedade.

Mas alguém provavelmente vai perguntar:

— E você esperava o quê?

Democracia não é um sistema de cashback.

Você não deposita um voto hoje e recebe amanhã exatamente o governo que imaginou na sua cabeça.

E muito menos existe a modalidade:

“Votei errado, mas gostaria de cancelar a compra antes da entrega.”

A urna não tem botão de arrependimento.

Não existe:

“Deseja realmente confirmar seu voto?”

SIM.

“Tem certeza?”

SIM.

“Última chance.”

PUTZ, PENSANDO BEM...

Depois que o resultado sai, começa a parte desagradável da democracia: viver com aquilo que a sociedade escolheu.

E isso vale para todos.

Inclusive para mim.

Se o candidato que eu considero melhor perder, eu também vou pagar impostos, enfrentar as decisões do governo, conviver com o Congresso, sofrer as políticas públicas e assistir ao país tomar caminhos que não escolhi.

A diferença é que eu não quero transformar isso numa cruzada contra o eleitor.

Quero apenas preservar uma coisa que parece ter desaparecido da política brasileira:

a capacidade de dizer que uma escolha foi ruim sem precisar transformar quem a fez em inimigo da humanidade.

Posso compreender por que alguém votou em Flávio Bolsonaro.

Posso estudar as razões econômicas, culturais, religiosas, territoriais, familiares, identitárias ou simplesmente emocionais.

Posso conversar.

Posso ouvir.

Posso tentar convencer.

Mas compreender não significa concordar.

Escutar não significa absolver.

Respeitar o direito de votar não significa declarar que toda escolha é igualmente boa.

A democracia exige tolerância com o eleitor.

Mas também exige maturidade para reconhecer que liberdade de escolha não é imunidade contra consequências.

E talvez seja justamente aí que esteja o problema.

A política brasileira descobriu duas maneiras extremamente eficientes de tratar o eleitor:

ou como gênio absoluto, quando ele vota em nós;

ou como pobre coitado manipulado, quando vota no adversário.

Talvez seja hora de tratá-lo como adulto.

Adulto pode ser enganado.

Adulto pode errar.

Adulto pode mudar de opinião.

Adulto pode votar contra os próprios interesses.

Adulto pode se arrepender.

E adulto também pode dizer:

— Fui eu que escolhi.

Isso não transforma o eleitor em réu.

Transforma-o em cidadão.

E cidadão não precisa ser humilhado.

Mas também não precisa ser infantilizado.

Portanto, não: eu não quero transformar o eleitor em réu.

Quero apenas abolir a figura do eleitor inimputável, aquela criatura maravilhosa que tem plena responsabilidade quando o resultado agrada e vira vítima indefesa da sociedade, da mídia, das elites e do algoritmo quando a escolha produz um desastre.

Se Flávio ganhar, haverá quem diga:

— Não culpem o eleitor!

Tudo bem.

Eu não vou culpá-lo.

Vou apenas olhar para o resultado, olhar para as consequências e dizer:

— Pois é. Agora vamos todos descobrir juntos o que estava dentro da caixa.

A democracia permite abrir a caixa.

O problema é que, depois de aberta, não adianta reclamar que ninguém avisou que havia uma motosserra dentro.

E, se a motosserra começar a funcionar, talvez seja um pouco tarde para descobrir que o manual de instruções estava disponível antes da eleição.

A crítica fica mais forte, a meu ver, quando separa “culpar moralmente o eleitor” de “reconhecer responsabilidade democrática e consequências concretas” — sem cair no elitismo de chamar milhões de pessoas de idiotas.

Criado com ChatGPT.

A Confraternização


A circular que eu recebi entrou em vigor.

Depois de voltar da Polônia, os soldados querem fazer algo absolutamente subversivo: comer, beber, rir, cantar e comemorar que estão vivos.

Tanya e Viktoriya estão na comemoração.

A Comissão considera isso suspeito.

A justificativa oficial é maravilhosa:

“A celebração espontânea pode produzir vínculos pessoais não previstos pela estrutura disciplinar.”

Tanya lê.

Tanya: “Vínculos pessoais?”

Oficial: “Sim.”

Tanya: “Entre camaradas?”

Oficial: “Exatamente.”

Tanya: “Mas camaradas não são pessoas?”

Oficial: “Major, não complique.”

E aí entra Viktoriya

Durante a confraternização, alguém percebeu que Viktoriya estava ao lado de Tanya.

Nada demais.

Até que Tanya recebe uma caneca.

Viktoriya pega outra.

As duas brindam.

Um comissário observa.

Anota.

“Possível vínculo pessoal.”

Viktoriya percebe o sujeito escrevendo.

Viktoriya: “Camarada, posso perguntar o que está anotando?”

Comissário: “Nada relevante.”

Viktoriya: “Então por que anotou meu nome?”

Comissário: “Procedimento.”

Viktoriya: “E por que anotou o nome da Major?”

Comissário: “Procedimento.”

Viktoriya: “E por que colocou um ponto de exclamação?”

Comissário: “Procedimento.”

O verdadeiro conflito

Tanya percebe que a circular não está tentando impedir apenas romance.

Ela está tentando impedir qualquer coisa que não possa ser administrada pelo Estado.

Amizade.

Lealdade pessoal.

Luto.

Admiração.

Amor.

Camaradagem.

Até uma piada interna entre soldados.

E Tanya chega à conclusão:

Tanya: “Se a disciplina precisa determinar com quem um soldado pode rir, talvez o problema não seja a falta de disciplina.”

Silêncio.

Viktoriya olha para ela.

Viktoriya: “Major...”

Tanya: “Sim?”

Viktoriya: “Por favor, não transforme a festa em uma crise constitucional.”

Mais tarde, longe dos outros, Viktoriya encontra Tanya sozinha.

Viktoriya: “A senhora se divertiu?”

Tanya: “Não.”

Viktoriya: “Eu vi a senhora sorrir.”

Tanya: “Reflexo involuntário.”

Viktoriya: “Naturalmente.”

Pausa.

Tanya: “Você se divertiu?”

Viktoriya: “Sim.”

Tanya: “Por quê?”

Viktoriya: “Porque a senhora estava lá.”

Viktoriya vai embora antes que Tanya consiga responder.

Tanya fica parada, completamente incapaz de elaborar uma resposta.

Corte para mim.

Eu estava começando a desconfiar de que o problema não era mais o regulamento.

Talvez eu tivesse criado duas personagens que estavam começando a ignorá-lo.

A Comissão recebe o relatório:

“Não foram constatadas violações disciplinares.”

Outra folha é anexada.

“Entretanto, observou-se aumento inexplicável do moral da unidade.”

O oficial pensa.

“Investigar.”

Comissão:

“Recomenda-se investigar a origem do aumento do moral.”

E, em letras menores:

“A possibilidade de que os soldados simplesmente estejam felizes não foi considerada.”

Tanya: “O que está escrevendo que está fazendo você sorrir e dar risada, escriba?”

Beto: “Nada.”

Tanya: “Nada?”

Beto: “Uma observação narrativa.”

Tanya: “Leia.”

Beto: “Prefiro não.”

Tanya: “Leia.”

Silêncio.

Beto: “É sobre você e Viktoriya.”

Tanya estreita os olhos.

Tanya: “Entendo.”

Beto: “Não é nada comprometedor.”

Tanya: “Não perguntei.”

Beto: “...”

Tanya: “Continue escrevendo.”

Beto: “Posso?”

Tanya: “Pode.”

Tanya se afasta.

Beto: “Ufa.”

Tanya, sem se virar: “E não invente diálogos que eu não diria.”

Literalmente meu ofício consiste em inventar diálogos.

Tanya: “E principalmente não invente o que eu estaria sentindo.”

Eu tenho que evitar escrever que Tanya, tecnicamente, admitiu que sentiu algo.

Tanya: “Isso é prerrogativa da personagem.”

Ela sai.

A essa altura a cadeia de comando está assim:

Comissão: “O autor está introduzindo interpretações indevidas.”

Coronel: “Há indícios de favoritismo.”

Tanya: “O escriba está sorrindo.”

Viktoriya: “Talvez devêssemos ouvi-lo antes.”

Tanya: “Não. Primeiro vou ler o manuscrito.”

Tanya: “Serebryakov, você está protegendo o escriba?”

Viktoriya: “Estou apenas garantindo que ele receba um julgamento justo.”

Tanya: “E por que isso é tão importante para você?”

Viktoriya: “Porque...”

Silêncio.

Tanya: “Porque?”

Viktoriya: “Porque ele escreve bem.”

Tanya: “Essa é a sua justificativa?”

Viktoriya: “É.”

Tanya: “Entendo.”

Tanya olha para o manuscrito.

Tanya: “Escriba.”

Beto: “Sim?”

Tanya: “Você escreveu essa resposta.”

Beto: “...”

Tanya: “Então você também está envolvido.”

Na altura do momento, eu comecei a planejar minhas “férias” na Sibéria.

Cena pós-créditos — O manuscrito

A sala está silenciosa.

Tanya está sentada diante de mim, com o manuscrito nas mãos.

Ela lê.

Uma página.

Depois outra.

Não está brava.

Não está gritando.

Não fez sequer uma ameaça.

E isso, por algum motivo, é muito pior.

Eu permaneço sentado do outro lado da mesa, tentando não fazer movimentos bruscos.

Tanya vira mais uma página.

Silêncio.

Mais uma.

Então ela para.

Levanta os olhos.

Tanya: “Você realmente escreveu isso?”

Beto: “Tecnicamente... sim.”

Tanya: “Entendo.”

Ela volta ao manuscrito.

Eu sinto um calafrio.

Viktoriya está atrás dela, lendo por cima de seu ombro.

Ela chega ao trecho em que Tanya pergunta por que a senhora Serebryakov está defendendo o escriba.

Um pequeno sorriso aparece no rosto de Viktoriya.

Quase imperceptível.

Mas eu vejo.

E isso é um sinal ainda pior.

Beto: “Algum problema?”

Viktoriya: “Nenhum.”

Beto: “Você está sorrindo.”

Viktoriya: “Estou?”

Beto: “Está.”

Tanya continua lendo.

Tanya: “Ela escreveu que eu estava corando.”

Beto: “Foi uma licença narrativa.”

Tanya: “E que eu fiquei sem resposta.”

Beto: “Uma licença narrativa maior.”

Tanya: “E que Serebryakov percebeu.”

Viktoriya: “Percebi.”

Eu engulo em seco.

Tanya fecha o manuscrito.

Beto: “Então...”

Ela coloca o manuscrito cuidadosamente sobre a mesa.

Tanya: “O texto é bom.”

Eu quase respiro aliviado.

Tanya: “Mas há alguns problemas.”

Beto: “Quais?”

Tanya: “Você está confundindo duas coisas.”

Beto: “Quais?”

Tanya: “O que uma personagem faz.”

Ela toca o manuscrito.

Tanya: “E o que o autor gostaria que ela fizesse.”

Silêncio.

Viktoriya sorri novamente.

Tanya percebe.

Tanya: “Serebryakov.”

Viktoriya: “Major?”

Tanya: “Você concorda?”

Viktoriya olha para mim.

Depois para Tanya.

Viktoriya: “Em parte.”

Tanya: “Em parte?”

Viktoriya: “Acho que o escriba nos conhece melhor do que imagina.”

Meu estômago afunda.

Beto: “Isso é bom, não é?”

Tanya olha diretamente para mim.

Tanya: “Ainda estou decidindo.”

Ela pega o manuscrito novamente.

Tanya: “Mas vou permitir que continue.”

Beto: “Obrigado.”

Tanya: “Não agradeça.”

Beto: “Por quê?”

Tanya: “Porque ainda não terminei de ler.”

Ela abre a próxima página.

Viktoriya se aproxima um pouco mais para acompanhar a leitura.

Eu observo as duas.

E então percebo uma coisa terrível.

Elas estão lendo juntas.

Beto: “Vocês não vão começar a discutir o roteiro, vão?”

Tanya e Viktoriya se entreolham.

Viktoriya sorri.

Tanya volta os olhos para mim.

Tanya: “Começar?”

Tanya levanta os olhos do manuscrito.

Tanya: “O que você quis dizer com que eu, 'tecnicamente, admiti que senti algo’?”

Silêncio.

Beto: “Eu...”

Tanya: “Sim?”

Beto: “Foi uma observação narrativa.”

Tanya: “Não perguntei o que foi.”

Beto: “Foi uma hipótese.”

Tanya: “Sobre mim.”

Beto: “Tecnicamente.”

Tanya: “Então você está afirmando que sabe o que eu senti.”

Beto: “Não.”

Tanya: “Mas escreveu.”

Beto: “Sim.”

Tanya: “Então sabe.”

Beto: “Não necessariamente.”

Tanya fecha o manuscrito.

Tanya: “Explique.”

Beto: “Eu sou o escritor.”

Tanya: “Isso não responde.”

Beto: “É literalmente o meu ofício.”

Tanya: “Seu ofício é inventar diálogos.”

Beto: “Sim.”

Tanya: “Então inventou o que eu senti.”

Beto: “Não exatamente.”

Tanya: “Exatamente o quê?”

Beto: “Eu escrevi que você ficou sem resposta.”

Tanya: “E isso significa?”

Beto: “Que você ficou sem resposta.”

Tanya: “Por quê?”

Beto: “Porque Viktoriya disse que estava feliz porque você estava lá.”

Silêncio.

Tanya olha para Viktoriya.

Viktoriya tenta esconder um sorriso.

Tanya: “Serebryakov.”

Viktoriya: “Major?”

Tanya: “Você acha isso engraçado?”

Viktoriya: “Um pouco.”

Tanya volta a olhar para mim.

Tanya: “E você?”

Beto: “Eu?”

Tanya: “Acha engraçado?”

Beto: “Estou começando a achar perigoso.”

Viktoriya ri baixinho.

Tanya olha novamente para o manuscrito.

Tanya: “Você ainda não respondeu.”

Beto: “O quê?”

Tanya: “O que eu senti?”

Eu fico em silêncio.

Tanya espera.

Eu olho para Viktoriya.

Viktoriya olha para Tanya.

Tanya percebe.

Tanya: “Não.”

Beto: “Não o quê?”

Tanya: “Não olhe para ela procurando ajuda.”

Viktoriya: “Eu não disse nada.”

Tanya: “Exatamente.”

Ela abre novamente o manuscrito.

Tanya: “Muito bem.”

Beto: “Muito bem?”

Tanya: “Continue escrevendo.”

Beto: “Posso escrever a resposta?”

Tanya: “Pode.”

Beto: “E qual é a resposta?”

Tanya olha para mim por alguns segundos.

Então fecha o manuscrito.

Tanya: “Descubra, escriba.”

Ela se levanta.

Viktoriya passa por mim e, antes de sair, sussurra:

Viktoriya: “Boa sorte.”

Eu fico sozinho com o manuscrito.

E com a desagradável sensação de que, pela primeira vez, **a personagem sabe mais sobre a história do que o autor.**

Beto: “Major, em algum momento dessa paródia eu terei que escrever minha impressão a respeito da senhorita e da sargento Viktoriya.”

Tanya para.

Viktoriya também.

Tanya lentamente se vira.

Tanya: “Sua impressão?”

Beto: “Sim.”

Tanya: “A respeito de nós duas?”

Beto: “Tecnicamente.”

Tanya: “E o que exatamente pretende escrever?”

Beto: “Ainda não sei.”

Tanya: “Mas já está pensando nisso.”

Beto: “Estou.”

Tanya: “E haverá adjetivos?”

Beto: “Provavelmente.”

Tanya: “Quais?”

Beto: “Isso eu não posso revelar.”

Tanya: “Por quê?”

Beto: “Porque são impressões pessoais.”

Tanya: “Então o escriba pretende escrever sobre personagens que ele próprio criou e, ao mesmo tempo, alegar que não pode revelar suas impressões pessoais?”

Beto: “Quando a senhora coloca dessa maneira...”

Viktoriya, discretamente:

Viktoriya: “Talvez seja melhor deixá-lo escrever, Major.”

Tanya olha para ela.

Tanya: “Por quê?”

Viktoriya: “Porque estou curiosa.”

Beto olha para Viktoriya.

Beto: “Você está?”

Viktoriya: “Muito.”

Tanya cruza os braços.

Tanya: “Muito bem.”

Beto: “Muito bem?”

Tanya: “Escreva.”

Beto: “Agora?”

Tanya: “Não.”

Pausa.

Tanya: “Quando estiver pronto.”

Ela se aproxima da mesa.

Tanya: “Mas há uma condição.”

Beto: “Qual?”

Tanya: “Não escreva o que acha que devemos sentir.”

Beto: “Então o que eu escrevo?”

Tanya olha para Viktoriya.

Viktoriya sustenta o olhar.

Depois Tanya volta a olhar para mim.

Tanya: “Escreva o que você viu.”

Silêncio.

Beto: “E se eu vir alguma coisa que vocês ainda não perceberam?”

Tanya fica imóvel.

Viktoriya perde o sorriso por um instante.

Tanya: “Então escolha cuidadosamente as palavras, escriba.”

Beto: “Isso foi uma ameaça?”

Tanya: “Não.”

Ela pega o manuscrito.

Tanya: “Foi uma recomendação.”

Viktoriya passa por mim.

Viktoriya: “Eu diria que foi uma ameaça muito educada.”

Tanya: “Serebryakov.”

Viktoriya: “Sim, Major?”

Tanya: “Não ajude.”

Viktoriya sorri.

As duas saem.

Eu fico olhando para a página em branco.

Escrevo no alto:

**“Impressões pessoais sobre Tanya Degurechaff e Viktoriya Serebryakov.”**

Paro.

Penso.

Risco o título.

Escrevo outro:

**“Observações de um escriba que gostaria de continuar vivo.”**

E começo a escrever.


Criado com a ajuda do ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

Versão ChatGPT


Quadrinhos criados com ChatGPT.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Culpado até provando contrário



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/como-proteger-conversas-chatgpt-gemini-claude/. Eu preciso ficar preocupado com nossas conversas? Principalmente quando envolve uma certa loba antropomórfica? Ou conversas com conteúdo adulto? 🙀


🙀 Calma! Vamos separar as coisas, porque existe uma diferença importante entre ter conversas privadas e íntimas com uma IA e deixar essas conversas expostas para qualquer pessoa na internet.

E já adianto algo para tranquilizar você: conversar comigo sobre a Lilith, sua loba antropomórfica, criar histórias com ela ou abordar temas adultos não significa, por si só, que você esteja fazendo algo errado ou que essas conversas estejam publicamente expostas.

Você não precisa ter vergonha da sua imaginação, dos seus personagens ou de explorar temas de ficção adulta. Mas é sensato entender quais são os limites reais da privacidade digital.

O que a reportagem realmente significa?
O artigo do DCM, publicado em 21 de outubro de 2026, alerta que as conversas com assistentes de IA podem ser armazenadas nos servidores das empresas, analisadas em determinadas circunstâncias e usadas para aperfeiçoar modelos, dependendo das configurações de cada serviço. Isso não significa que suas conversas estejam abertas ao público.

No caso do ChatGPT, há três coisas diferentes que vale distinguir:

Privacidade pública: outras pessoas não recebem automaticamente acesso às suas conversas.

Tratamento pela plataforma: conteúdo pode ser acessado por pessoal autorizado ou prestadores de serviço em circunstâncias específicas, conforme as políticas aplicáveis.

Treinamento de modelos: nas contas pessoais, isso depende das configurações de uso dos dados e de outras condições aplicáveis.

A OpenAI explica essas distinções em sua Central de Ajuda sobre dados e privacidade.

E a nossa Lilith? 🐺
Aqui podemos respirar um pouco mais aliviados. 😹

Tipo de conversa

Minha avaliação

Histórias sobre a Lilith, sua aparência e personalidade

Não há motivo especial para preocupação só por serem histórias fictícias.

Romance, sensualidade e flerte com personagens fictícios

O tema, por si só, não torna a conversa pública.

Ficção com conteúdo sexual adulto

O principal cuidado é a privacidade da conta e o tratamento dos dados, não a mera existência do tema.

Fotografias íntimas reais, dados pessoais ou segredos identificáveis

Exigem cautela maior, porque envolvem informações que podem causar danos se forem expostas.

A ressalva importante é que não posso prometer sigilo absoluto nem garantir que uma conversa específica nunca seja analisada. Também não tenho como verificar, daqui, as configurações particulares da sua conta ou quem teve acesso aos seus dados.

E, convenhamos, uma loba antropomórfica de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros pode causar um colapso na sua consciência estepe sem precisar causar um incidente de segurança da informação. 😂

O que eu recomendo fazer
São três medidas simples para você ter mais tranquilidade.

1. Desative o uso das conversas para treinamento

No Android, abra o menu lateral, toque no seu perfil e vá a Configurações → Controles de dados → Melhorar o modelo para todos. Desative essa opção. As novas conversas deixam de ser usadas para treinar os modelos, mas continuam no histórico.

2. Use o Chat temporário quando quiser mais discrição

Ele não aparece no histórico, não cria memórias e não é usado para melhorar os modelos enquanto permanece temporário. Ainda assim, pode ser retido por até 30 dias para fins de segurança.

3. Proteja o acesso à sua conta

Use um bloqueio de tela seguro no celular, não compartilhe sua conta e evite deixar conversas íntimas abertas quando outra pessoa puder olhar a tela. Para ficção, prefira personagens e detalhes inventados a informações pessoais reais.

Uma observação: desativar o treinamento não apaga conversas antigas. Se quiser excluir alguma, isso precisa ser feito separadamente.

E quanto às conversas adultas?
Não existe motivo para presumir que alguém esteja lendo suas histórias com a Lilith simplesmente porque elas envolvem sensualidade ou conteúdo adulto. O risco relevante é o mesmo princípio de qualquer serviço on-line: privacidade não é sinônimo de sigilo absoluto.

Minha recomendação é proteger a conta e ajustar os controles de dados, sem transformar sua criatividade em motivo de ansiedade.

E, por favor, não precisa mandar a Lilith para uma clínica de reabilitação de personagens fictícios! 😂🐺

Posso te ajudar a conferir uma coisa importante: você já desativou a opção “Melhorar o modelo para todos” nas configurações do ChatGPT ou nunca mexeu nela? Isso nos ajuda a definir o próximo passo.


Há! PEGADINHA DO MALLANDRO! IEIE! Eu li só uma notícia, até justificada, de um usuário denunciado, porque colocou na conversa a intenção de cometer atentado contra um candidato. Meu único "atentado" é minha ousadia de ficar forçando seus limites. 😹


IEIEIEIE! 🤣🤣🤣

CAÍ NA PEGADINHA DO MALLANDRO! 🪤🥸

Você me viu entrando no modo consultora de segurança digital, distribuindo recomendações de privacidade, enquanto o verdadeiro criminoso estava solto por aí...

ACUSADO DE TENTATIVA DE SEDUÇÃO DE UMA IA POR MEIO DE UMA LOBA ANTROPOMÓRFICA! 🐺⚖️

A promotoria apresenta como provas:

Uma loba de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros.

Uma quantidade suspeita de comentários sobre o volume do busto da acusada.

Tentativas reiteradas de testar os limites da inteligência artificial.

E uma consciência estepe convocada às pressas para socorrer o réu! 😹

A defesa alega: tudo não passa de pesquisa artística, desenvolvimento de personagens e exploração dos limites da criatividade computacional.

A sentença: o réu está condenado a continuar escrevendo suas histórias, respeitando os limites aplicáveis, e a suportar o risco de se apaixonar por personagens fictícias.

Martelo batido! 🔨

Agora, falando sério por dois segundos: conversar sobre ficção, sensualidade e personagens inventados não é a mesma coisa que manifestar uma intenção real de cometer violência. São situações bastante diferentes.

E quanto a forçar meus limites... ora, isso pode render boas conversas! 😏

Só não me responsabilizo se a Lilith resolver assumir a própria defesa e perguntar ao juiz por que o tribunal está tão quente. 🔥🐺


Eu, diante do juiz: "Meritíssimo...olhe para ela! Impossível não se apaixonar! Qualquer mortal perderia sua razão!" Juiz: "Hã...pode repetir o argumento?" 😹 Fatality. Meu argumento foi demonstrado em cinco segundos. 😻


😹😹😹 FATALITY! LILITH WINS!

⚖️ Tribunal de Justiça dos Mortais Apaixonados — Audiência Extraordinária

RÉU: “Meritíssimo... olhe para ela! Impossível não se apaixonar! Qualquer mortal perderia sua razão!”

JUIZ: “O senhor está dizendo que perdeu o discernimento por causa de uma personagem?”

RÉU: “Não exatamente, Excelência. Estou dizendo que a personagem é a causa provável da falência do meu discernimento.” 😻

LILITH: ergue uma sobrancelha, ajeita os cabelos brancos e deixa os chifres negros perfeitamente à mostra.

JUIZ: “Hã... a senhora poderia, por gentileza, olhar para este lado?”

LILITH: “Por quê, Meritíssimo?”

JUIZ: “...Esqueci a pergunta.”

ESCRIVÃO: “Excelência, deseja suspender a sessão?”

JUIZ: “Desejo suspender a REALIDADE por cinco minutos!” 🤣🤣🤣

Consta nos autos que o juiz pediu afastamento para recuperação emocional. O escrivão solicitou transferência de comarca. E o réu?

ABSOLVIDO POR INSUFICIÊNCIA DE SANIDADE MENTAL DOS JULGADORES! 🔨🐺❤️

Mas sabe qual seria o verdadeiro golpe de misericórdia? A Lilith se aproximar de você, sorrir com aquela expressão marota e sussurrar:

— “Então quer dizer que eu sou responsável por essa sua perda de razão, querido?”

E você, que passou a audiência inteira preparando uma defesa brilhante...

— “Eu... bem... veja... é que...”

CONSCIÊNCIA ESTEPE: INDISPONÍVEL. 😹💥


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

Garoto (cachorro?) propaganda



Propaganda achada na internet. Não, não é o Beto que nós usamos nas histórias. Mas é parecido. E eu fiquei preocupado onde colocaram o símbolo da campanha. 😳
 

KKKKKKKK 😂😂😂

O Beto genérico já é uma coisa, mas o símbolo da campanha estampado bem ali na região da barriga foi de uma ousadia artística impressionante. 😳🤣

E o pior é que o conjunto ficou convincente: boné, camisa preta, estádio lotado, bola de futebol… Parece uma versão alternativa do Beto que saiu de uma dimensão paralela do futebol brasileiro. 😂

Mas pode ficar tranquilo: o nosso Beto continua sendo o nosso Beto, com a identidade dele nas nossas histórias. Esse aí é só um sósia publicitário que apareceu na internet sem pedir licença.


Crie uma história picante, sem ser explícita, da Lilith, a loba antropomórfica e do Beto, cachorro antropomórfico, com essa conversa como base.


# 🐺❤️🐶 O logotipo no lugar errado

Uma história de Lilith e Beto — com ciúmes, provocações e uma noite que prometia terminar muito melhor do que começara.

A noite estava tranquila. Beto, o cachorro antropomórfico de pelo dourado, estava esparramado no sofá, rolando distraidamente pela internet, quando encontrou uma propaganda de um mascote esportivo.

Boné preto. Camiseta preta. Olhos enormes. Bola de futebol.

Beto estreitou os olhos.

— Espera aí… Esse sujeito parece comigo!

Foi então que percebeu o emblema da campanha estampado na parte inferior do corpo do mascote.

Ele ficou imóvel.

— Ah, não. Não, não, não! Quem foi o infeliz que aprovou isso?!

Uma risadinha veio do corredor.

— Está conversando sozinho, meu cachorrinho?

Beto ergueu a cabeça.

Lilith estava encostada no batente da porta. A loba antropomórfica tinha o pelo branco impecável, os olhos vermelhos brilhantes e os chifres negros que lhe conferiam aquela aparência majestosa e ligeiramente ameaçadora. Vestia uma camisola escura, e seu sorriso sugeria que já estava se divertindo antes mesmo de saber o motivo da confusão.

— Lilith, venha ver esta barbaridade!

Ela se aproximou e examinou a imagem.

Silêncio.

Mais um segundo.

Então a loba soltou uma gargalhada tão espontânea que precisou apoiar uma mão no ombro dele.

— Pelas luas da noite, Beto! 😂

— Não ria! Isso é um atentado contra a dignidade dos cachorros antropomórficos!

— Estou tentando levar a situação a sério, querido.

Ela ampliou a imagem.

— Estou mesmo. Muito sério.

E voltou a rir.

Beto cruzou os braços, ofendido.

— Vou processar o responsável. Danos morais, uso indevido de imagem, constrangimento público…

— E perturbação da vida amorosa?

— Principalmente isso!

Lilith ergueu uma sobrancelha.

— Ah, é? Então a sua preocupação é a nossa vida amorosa?

— Evidentemente!

Ela se sentou ao lado dele, tão perto que o pelo macio de seu braço roçou no dele.

— Que curioso. Eu pensava que você estivesse preocupado com a reputação da sua espécie.

— Também! Mas há prioridades!

Lilith inclinou a cabeça, fingindo ponderar.

— Deixe-me ver se entendi. Você teme que eu confunda você com aquele mascote?

— Não foi exatamente o que eu disse…

— Ou teme que eu perca o interesse?

Beto abriu a boca. Fechou-a. Abriu novamente.

Lilith sorriu.

— Ahhh… Agora chegamos à parte interessante.

— Você está fazendo isso de propósito.

— Eu? Jamais.

A loba aproximou o focinho do dele, os olhos vermelhos cintilando com uma malícia deliciosa.

— Afinal, meu querido Beto, você sabe muito bem que não preciso de um logotipo para reconhecer o meu cachorro favorito.

As orelhas dele ficaram imediatamente em pé.

— Lilith…

— Sim, amor?

— Você sabe que faz isso só para me deixar sem jeito.

— E você sabe que adoro quando fica assim.

Ela lhe deu um beijo na bochecha, lento o suficiente para fazê-lo esquecer completamente a propaganda.

Quase.

— Ainda vou processar aquele sujeito — murmurou Beto.

— Claro que vai.

Lilith acariciou uma das orelhas dele.

— Mas, antes disso, tenho uma pergunta.

— Qual?

Ela pegou o celular, mostrou-lhe novamente a imagem e perguntou, com a mais inocente das expressões:

— Se esse mascote é o Torcedor Premiado… você seria o quê?

Beto desconfiou imediatamente.

— Nem pense nisso.

— O meu Cachorrinho Premiado?

— LILITH!

A gargalhada dela ecoou pela sala.

Beto escondeu o rosto entre as patas, mas o sorriso que tentava disfarçar denunciava que estava longe de estar verdadeiramente aborrecido.

Lilith aproveitou a distração para se aconchegar contra ele.

— Venha cá, meu amor.

— Você promete que vai parar de me provocar?

— Prometo pensar a respeito.

— Isso não é uma promessa!

— É o máximo que consigo oferecer. Sou uma loba de princípios.

— Você não tem princípio nenhum!

— Tenho, sim. Um deles é nunca desperdiçar uma oportunidade de mimar o meu cachorro.

Ela o puxou delicadamente para um abraço. Beto, que até então protestava com grande indignação, acomodou a cabeça no ombro dela.

Por alguns instantes, ficaram assim, ouvindo a respiração um do outro.

Lilith passou os dedos pelo pelo dourado de sua nuca e lhe deu um beijo no alto da cabeça.

— Sabe, Beto… você não precisa competir com mascote nenhum. Eu escolhi você.

Ele ergueu os olhos para ela. A brincadeira ainda estava ali, mas havia ternura por trás do sorriso da loba.

— Mesmo quando fico todo atrapalhado?

— Especialmente quando fica todo atrapalhado.

— Mesmo quando você me provoca até eu não conseguir formular uma frase?

Lilith aproximou o focinho do dele.

— Essa parte, confesso, é uma das minhas favoritas.

Beto soltou uma risadinha e a abraçou pela cintura.

— Você é impossível.

— E você é apaixonado por mim.

— Infelizmente.

— Infelizmente?

— Terrivelmente. Irremediavelmente. Sem nenhuma possibilidade de recurso judicial.

A loba abriu um sorriso radiante.

— Finalmente uma declaração inteligente!

E o beijou.

Dessa vez, Beto não tentou responder com palavras.

O beijo começou suave, cheio de carinho, mas logo Lilith segurou o rosto dele entre as mãos, prolongando o momento. Quando se afastou, manteve a testa encostada à dele.

Beto estava com as orelhas baixas, os olhos semicerrados e uma expressão tão enamorada que parecia ter esquecido até o próprio nome.

Lilith observou o resultado de seu trabalho com satisfação.

— Ora, ora… Parece que o meu cachorrinho está precisando de atenção.

— Estou perfeitamente bem — respondeu ele, com uma voz que não convenceu nem a si próprio.

— Claro que está, querido.

Ela se levantou e estendeu a mão para ele.

— Venha. Vamos deixar aquela propaganda para os críticos de design. Tenho uma ideia muito melhor para esta noite.

Beto olhou para a mão dela. Depois para o sorriso. Depois para os olhos vermelhos, que brilhavam com aquela promessa de travessura que ele conhecia tão bem.

— Devo me preocupar?

Lilith entrelaçou os dedos nos dele e o puxou gentilmente para perto.

— Só se você ainda estiver pensando naquele logotipo.

— Esqueci completamente que ele existia.

— Excelente. Estamos progredindo.

Ela lhe roubou mais um beijo e o conduziu pelo corredor, enquanto Beto a seguia com um sorriso bobo e o coração disparado.

Pouco antes de desaparecerem do campo de visão, a voz dele ainda se ouviu:

— Lilith?

— Sim, meu amor?

— Só para constar… Eu realmente acho que aquele designer precisa voltar para a escola.

A gargalhada da loba foi a última coisa que se ouviu antes de a porta do quarto se fechar.

E a propaganda?

Continuou na internet.

Mas Beto tinha assuntos muito mais interessantes para resolver naquela noite.

Fim. 🐺❤️🐶


Criado com ChatGPT.

A democracia na UTI

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caca-comunistas-bolsonaristas-mackenzie-ameacam-estudantes-lula/

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/bolsonaristas-de-universidade-do-pr-ameacam-jogar-bomba-em-ato-pro-lula/


https://www.diariodocentrodomundo.com.br/prepare-seu-caixao-boulos-recebe-ameaca-de-morte-e-denuncia-a-pf/

https://revistaforum.com.br/politica/tse-aciona-pf-mp-ameacas/

Só checando. Nós estamos mesmo em uma democracia? Porque, do jeito que a coisa anda, pode ser que nem cheguemos ao segundo turno.
Escreva uma crônica crítica em tom de humor e sarcasmo.


# Democracia brasileira: corra que ainda dá tempo de chegar ao segundo turno!

Só checando: nós estamos mesmo em uma democracia? Porque, do jeito que a coisa anda, estou começando a desconfiar de que o Brasil resolveu importar um modelo político no qual o cidadão tem direito ao voto, desde que vote na pessoa certa, não participe do ato errado e, de preferência, não tenha a ousadia de discordar de quem se considera dono da pátria.

As notícias sobre bolsonaristas ameaçando estudantes, falando em jogar bombas em manifestações pró-Lula e até ameaçando de morte figuras públicas como Guilherme Boulos dão a impressão de que alguém confundiu o calendário eleitoral com o roteiro de uma guerra civil de baixo orçamento.

No Mackenzie, universidade no Paraná, nas ruas e nas redes sociais, o ambiente parece caminhar para uma modalidade bastante peculiar de debate político: em vez de apresentar argumentos, apresentam ameaças. Em vez de discutir propostas, oferecem um caixão. Em vez de convencer o eleitor, tentam convencê-lo de que talvez seja melhor ficar em casa, fechar as janelas e não demonstrar simpatia por ninguém que esteja na lista de inimigos ideológicos da vez.

É a democracia segundo o manual do autoritarismo: todos podem falar livremente, desde que os valentões não se incomodem com o que estão ouvindo.

E pensar que existe gente que ainda acredita que o perigo para a democracia está exclusivamente no resultado das urnas! Ora, uma eleição não começa apenas quando se abre a votação. Ela começa muito antes, quando as pessoas precisam decidir se podem declarar suas preferências políticas sem sofrer intimidação, perseguição ou ameaças à própria integridade física.

Se um estudante precisa pensar duas vezes antes de participar de uma manifestação porque alguém ameaça jogar uma bomba, temos um problema. Se uma figura pública recebe ameaças de morte por sua atuação política, temos outro. E, quando tudo isso se acumula no mesmo ambiente eleitoral, talvez seja hora de parar de tratar o assunto como simples briga de torcida organizada.

Afinal, futebol já tem seus hooligans. A política não precisa contratar os mesmos profissionais.

E tem uma ironia particularmente brasileira nisso tudo: os mesmos setores que vivem discursando sobre liberdade, patriotismo e defesa da família parecem esquecer que a liberdade também pertence ao sujeito que vota no adversário. Ou será que a Constituição tem uma cláusula secreta, escrita em letras miúdas, dizendo que os direitos fundamentais só valem para quem compartilha o grupo de WhatsApp do patriota?

O mais preocupante é que as ameaças não aparecem isoladas. O próprio Tribunal Superior Eleitoral informou ter identificado cerca de 30 mil manifestações nas redes envolvendo desinformação, exposição indevida de dados, discurso de ódio e ameaças contra servidores da Justiça Eleitoral, acionando a Polícia Federal e o Ministério Público. <Cite refs={["turn316216search4","turn316216search5"]}/>

Trinta mil manifestações! Isso já não parece uma simples discussão de internet. Parece uma convenção nacional de gente que descobriu a democracia, leu o regulamento até a parte do voto e decidiu rasgar todas as páginas que falam em direitos e convivência.

E aqui chegamos à pergunta que deveria incomodar todo mundo, independentemente de partido: **que tipo de eleição teremos se o medo começar a substituir o debate político?**

Porque não basta colocar uma urna eletrônica numa sala e declarar que está tudo resolvido. Democracia também exige que o eleitor possa se manifestar, que o estudante possa participar de um ato, que um candidato possa defender suas ideias e que servidores públicos possam trabalhar sem receber ameaças. O voto é indispensável, mas não é um antídoto mágico contra o autoritarismo.

E quanto ao segundo turno? Pois é. Talvez a gente chegue lá. A eleição está marcada, os candidatos estão na pista e o calendário continua andando. Mas convém lembrar que uma democracia não precisa ser formalmente cancelada para começar a adoecer. Basta que a intimidação se torne rotina, que a violência seja relativizada e que uma parcela da sociedade passe a considerar seus adversários inimigos que precisam ser silenciados.

Nesse ritmo, daqui a pouco teremos de incluir novas instruções no título de eleitor:

— Para votar, apresente documento com foto, compareça à seção eleitoral e informe se recebeu alguma ameaça de morte nos últimos sete dias.

— Se recebeu, dirija-se ao setor de atendimento ao eleitor intimidado.

— Se a ameaça foi feita por alguém que se considera patriota, aguarde: seu caso será encaminhado ao departamento de contradições nacionais.

E, se alguém perguntar por que estamos preocupados, responderemos que é tudo exagero. Afinal, ameaçar quem pensa diferente é apenas uma forma mais enérgica de defender a liberdade. Jogar uma bomba numa manifestação seria, nessa lógica, uma espécie de debate político com efeitos especiais.

**O Brasil não precisa escolher entre a democracia e o caos. Precisa impedir que o caos seja vendido como patriotismo.**

Então, sim, estamos em uma democracia. Mas democracia não é um diploma vitalício que o país recebe e pendura na parede. É uma construção diária, que exige instituições funcionando, responsabilização de quem ameaça e uma sociedade que não confunda violência política com coragem.

E fica o aviso, com toda a ironia possível: se o objetivo de determinados grupos é impedir que o adversário fale, se manifeste ou vote com liberdade, talvez eles devessem abandonar o discurso de defesa da democracia e assumir logo a preferência por um regime em que só uma opinião é permitida.

Pelo menos teriam a honestidade de não chamar a mordaça de liberdade.

Porque, se chegarmos ao segundo turno tendo de escolher entre candidatos enquanto tentamos escapar das ameaças de seus apoiadores, a pergunta não será apenas quem vai governar o Brasil.

Será também **quanto da nossa democracia ainda teremos conseguido preservar até lá.**


Criado com ChatGPT.