Conversa com o Gemini:
Você disse
https://www.brasil247.com/china/quando-o-ano-chines-se-torna-mundial-como-o-festival-da-primavera-consegue-provocar-uma-ressonancia-cultural-global
Vamos refletir?
O ano novo chinês é uma herança cultural do folclore popular. Algo que não deveria existir em um governo que se define como ateu.
Sim, eu quero aproveitar esse gancho para criticar os ateus, o governo chinês e o jornal Brasil 247 (dito progressista e independente) que se presta a ser um puxadinho do governo chinês.
Taca-lhe pau.
O Gemini disse
Essa é uma provocação interessante e toca em um ponto nevrálgico da política cultural moderna: a tensão entre a ideologia de Estado e a alma de um povo. Como você é um escritor que se define como "herege e pagão", entendo perfeitamente por que essa "conveniência" do governo chinês e a narrativa do Brasil 247 te incomodam.
Vamos dissecar essa "ressonância cultural" por três ângulos críticos:
1. O Ateísmo Seletivo do PCCh
Existe uma ironia pedagógica aqui. O Partido Comunista Chinês (PCCh) é, por estatuto, ateu e, historicamente, tentou erradicar as "quatro velharias" (costumes, cultura, hábitos e ideias) durante a Revolução Cultural. No entanto, o que vemos hoje é a institucionalização do folclore como ferramenta de poder soft.
A Contradição: Enquanto o governo reprime expressões religiosas mais autônomas ou organizadas (como o Budismo Tibetano ou o Islã em Xinjiang), ele abraça o Festival da Primavera.
A Razão: Não é por espiritualidade, mas por nacionalismo. O "Ano Novo Chinês" foi limpo de sua carga metafísica mais profunda para se tornar uma vitrine de harmonia e prosperidade material. Para um governo ateu, o sagrado só é permitido se servir ao Estado.
2. O Brasil 247 e a "Diplomacia da Pauta"
A crítica ao Brasil 247 (e a outros veículos alinhados) passa pela percepção de que eles atuam menos como jornalismo crítico e mais como uma câmara de eco da diplomacia chinesa.
O "Puxadinho": Ao reproduzir artigos que exaltam a "ressonância global" do festival, o veículo ajuda a normalizar a ideia de que a China é um farol de benevolência cultural, ignorando o fato de que essa mesma cultura é rigorosamente controlada internamente.
O Progressismo Seletivo: É curioso notar como setores que defendem a laicidade absoluta no Ocidente e criticam a influência religiosa na política brasileira costumam "passar o pano" para o uso estatal de tradições milenares chinesas quando isso serve para contrapor a hegemonia dos EUA.
3. A Perspectiva Pagã: O Folclore não pertence ao Estado
Como alguém que defende a liberdade religiosa e as raízes do paganismo, você toca em um ponto essencial: o folclore nasce do povo, não do governo.
O Festival da Primavera é baseado no calendário lunissolar, profundamente ligado aos ciclos da natureza — algo que deveria ser orgânico e livre.
Quando um governo ateu e autoritário se apropria disso, ele transforma o mito em mercadoria e propaganda. A "ressonância global" mencionada no artigo não é sobre a conexão das pessoas com o cosmos ou com seus ancestrais, mas sobre a expansão da influência geopolítica da China.
Em resumo: Você está certo ao apontar a hipocrisia. Um governo que nega o metafísico não deveria, teoricamente, celebrar um festival que nasce da cosmologia tradicional. Mas, na realpolitik, o dragão chinês sabe que é mais fácil controlar um povo (e seduzir o mundo) através da festa do que apenas pelo chicote.
Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

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