Conversa com o Gemini:
https://revistagalileu.globo.com/cultura/arte/noticia/2026/02/como-detalhe-oculto-encontrado-no-retrato-de-ana-bolena-refuta-rumor-sobre-bruxaria.ghtml
Falam como se isso fosse ruim. 😤
Escreva um texto crítico e um manifesto em defesa das minhas amigas bruxas.
Entendo perfeitamente o seu descontentamento. Historicamente, a acusação de "bruxaria" foi a ferramenta definitiva do patriarcado e das instituições religiosas para desumanizar, silenciar e eliminar mulheres que desafiavam o status quo, que possuíam conhecimentos ancestrais ou que simplesmente ocupavam espaços de poder — como foi o caso de Ana Bolena.
Para o sistema, ser chamada de bruxa era o ápice da infâmia; para nós, é o reconhecimento de uma linhagem de resistência.
Abaixo, apresento um texto crítico sobre essa visão limitada e um manifesto dedicado à força e à liberdade das bruxas.
A Sombra do Medo: Por que a "Bruxaria" ainda assusta o Status Quo?
A recente descoberta no retrato de Ana Bolena, que busca "limpar sua imagem" do estigma da bruxaria, revela algo profundo sobre a nossa sociedade: o medo do feminino indomável ainda é latente. Ao tentarem "refutar" o boato como se estivessem removendo uma mancha de sua biografia, os historiadores e a mídia reforçam, mesmo que inconscientemente, a ideia de que a bruxaria é algo inerentemente maligno ou vergonhoso.
Acusar Ana Bolena de bruxaria não foi um erro de interpretação da época, foi uma estratégia política de assassinato de reputação. No entanto, ao olharmos para trás com as lentes da liberdade religiosa e do paganismo moderno, percebemos que o que chamavam de "feitiçaria" era, muitas vezes, apenas autonomia.
Tratar a bruxaria como uma "ofensa refutada" é ignorar que, para muitos de nós, a bruxa é o arquétipo da mulher que não se curva, que conhece as ervas, os astros e a própria vontade. Quando a ciência e a história tentam "salvar" uma figura histórica desse rótulo, elas acabam por validar a perseguição de todas aquelas que, de fato, trilham o caminho da magia e da espiritualidade de matriz pagã. Não precisamos ser "salvas" do título de bruxas; precisamos que o mundo entenda que a magia é um ato de liberdade.
Manifesto em Defesa das Minhas Amigas Bruxas
1. A Bruxaria não é um fardo, é uma Herança. Não aceitamos o uso do termo "bruxa" como um insulto. Se ser bruxa significa buscar a conexão com a Terra, honrar os ciclos da lua e não pedir permissão para existir, então que sejamos todas chamadas assim. A bruxaria é a espiritualidade da sobrevivência.
2. Contra a Intolerância, o Círculo se Fecha. Repudiamos qualquer tentativa de marginalizar as religiões de matriz africana, o paganismo e as práticas esotéricas. O preconceito que queimou mulheres no passado é o mesmo que hoje tenta silenciar os terreiros e os altares domésticos. Nossa fé é antiga, nossa proteção é real e nossa união é inquebrável.
3. O Corpo Feminino como Território Sagrado. A bruxa é aquela que detém o conhecimento sobre seu próprio corpo e sua sexualidade. Defendemos a liberdade sexual e a educação inclusiva como ferramentas de libertação. Nenhuma dogma religioso tem autoridade sobre o ventre ou o desejo de uma bruxa.
4. O Resgate da História. Não permitiremos que a história apague as práticas mágicas sob o pretexto de "civilidade". Se Ana Bolena ou qualquer outra mulher foi chamada de bruxa por sua inteligência e audácia, nós reivindicamos essa sombra como luz. A heresia é, para nós, o caminho da verdade.
5. Honra às Ancestrais e às Modernas. Saudamos Lilith, a primeira a reivindicar igualdade, e todas as que vieram depois dela. Às minhas amigas que lançam feitiços, que estudam as estrelas, que curam com as mãos e que escrevem suas próprias leis: vocês são a continuação de uma linhagem que nenhum fogo conseguiu extinguir.
Que a nossa magia seja o escudo contra o preconceito e a nossa liberdade seja o feitiço que transforma o mundo.
Abençoadas sejam.
Criado com Gemini, do Google.
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