segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Transfobia Laboral

Conversa com o Gemini:

You said
https://www.migalhas.com.br/quentes/449500/trt-5-nega-tese-de-hipersensibilidade-e-reconhece-transfobia-laboral

As empresas ainda não estão prontas para reconhecer o nome social.

Comente.

Gemini said
O caso julgado pelo TRT-5 toca em uma ferida aberta no ambiente corporativo brasileiro: a distância entre o que está no papel (normas de compliance e ESG) e o que acontece no cotidiano do trabalhador.

Sua percepção de que as empresas ainda não estão prontas é corroborada pelo fato de que, nesse processo, a defesa tentou emplacar a tese de "hipersensibilidade". Ou seja, em vez de assumir a falha na gestão de pessoas, tentou-se invalidar o sofrimento da vítima, tratando o desrespeito à identidade de gênero como um "mero aborrecimento".

Aqui estão alguns pontos para refletirmos sobre essa resistência:

1. O Nome Social não é um "Apelido"
Muitas empresas falham por tratar o nome social como uma concessão ou um favor, quando, na verdade, é um direito de personalidade vinculado à dignidade humana. O erro sistemático em crachás, e-mails e sistemas de folha de pagamento não é apenas uma "falha técnica", mas uma forma de violência simbólica.

2. A barreira da "Cultura Organizacional"
O Judiciário tem sido um pedagogo rigoroso. Quando o TRT reconhece a transfobia laboral, ele sinaliza que o ambiente de trabalho deve ser psicologicamente seguro. Muitas empresas focam em contratar (para bater metas de diversidade), mas falham no acolhimento, permitindo que a "brincadeira" ou o "esquecimento" perpetuem o preconceito.

3. O impacto da "Hipersensibilidade" como defesa
Essa tese jurídica é particularmente perversa porque:

Invisibiliza a dor do trabalhador trans.

Tenta normalizar o desrespeito.

Reflete o desconhecimento (ou má-fé) sobre o impacto da disforia e da exclusão social na saúde mental.

Como você se identifica como um escritor que defende a liberdade e a educação sexual inclusiva, esse tipo de decisão judicial é uma vitória importante. Ela retira a transfobia da esfera do "conflito interpessoal" e a coloca onde ela deve estar: no campo do ilícito jurídico.

A educação sexual e de gênero nas empresas ainda é vista por muitos gestores como "ideologia", quando, na verdade, é gestão de riscos e respeito básico. Enquanto o RH não for treinado para entender que o nome é a base da existência de alguém, veremos mais tribunais precisando intervir.

Criado com Gemini, do Google.

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