quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Hipocrisia e Justiça no Brasil

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/caso-orelha-acusado-de-violencia-dado-dolabella-diz-que-justica-protege-agressores/

Ironia ou hipocrisia? Tudo normal, quando se está no Brasil...😤

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A tua indignação toca num ponto central da discussão pública brasileira: o descompasso entre o discurso e a prática, especialmente quando envolve figuras públicas com históricos problemáticos.

O caso que partilhaste apresenta uma sobreposição de camadas que justifica a tua reação:

A Ironia do Histórico: É inevitável que o público sinta um forte tom de ironia (ou hipocrisia, como mencionas) quando Dado Dolabella critica a "proteção a agressores". Como a própria notícia recorda, o histórico dele inclui condenações e acusações graves de violência contra mulheres (como nos casos de Luana Piovani, Viviane Sarahyba e, mais recentemente, Marina Dolabella). Quando alguém que já esteve do lado do agressor no sistema judicial vem clamar por "justiça rigorosa", cria-se um curto-circuito ético.

O "Justiceiro de Redes Sociais": Existe uma tendência de figuras públicas tentarem "limpar" ou desviar o foco da sua imagem através do ativismo por causas de comoção geral, como o bem-estar animal. Ao atacar a impunidade no "Caso Orelha", ele assume um papel de paladino da moralidade que, para muitos, não lhe cabe, dado o seu passado.

A Justiça Brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): O que ele critica como "proteção" é, na verdade, o cumprimento da lei brasileira que protege a identidade de menores de idade. Para o cidadão comum, cansado da sensação de impunidade, o discurso dele ressoa. No entanto, o facto de essa crítica vir de alguém que já beneficiou das nuances do sistema jurídico para responder em liberdade por agressões torna o comentário, no mínimo, contraditório.

Como escritor "herege" e pagão que és, imagino que a tua sensibilidade para as sombras da natureza humana e para as contradições sociais te faça ler isto não apenas como uma notícia de entretenimento, mas como um sintoma de uma sociedade que muitas vezes prefere o espetáculo da indignação à coerência pessoal.

Parece ser um caso clássico de "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu fiz". No Brasil, o debate sobre impunidade é legítimo e urgente, mas quando o mensageiro tem "telhados de vidro", a mensagem acaba por ser engolida pela hipocrisia da situação.

Criado com Gemini, do Google.

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