Conversa com o Gemini:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-peninha-diz-que-evangelicos-nao-deveriam-votar-e-revolta-bolsonaristas/
Eu discordo veementemente. E eu sou de esquerda e pagão moderno.
Eu não poupo o cristão de críticas.
Mas não faria algo tão contraditório assim.
Comente.
Entendo perfeitamente o seu ponto e a sua indignação. É perfeitamente possível ser um crítico feroz das instituições religiosas ou de certas posturas teológicas e, ainda assim, defender o princípio democrático fundamental de que todo cidadão tem direito ao voto, independentemente da sua fé.
A fala do historiador Eduardo Bueno (Peninha) toca em um ponto sensível porque, ao sugerir que um grupo específico não deveria votar, ele acaba flertando com o mesmo autoritarismo que muitos críticos dos setores religiosos mais radicais tentam combater.
Aqui estão alguns pontos para analisarmos essa contradição que você apontou:
1. O Paradoxo da Liberdade
Como alguém que defende a liberdade religiosa e o fim da intolerância contra religiões de matriz africana e o paganismo, você sabe que o direito de existir e participar da vida pública é uma via de mão dupla. Se tirarmos o direito de voto de um grupo hoje com base em sua crença, abrimos um precedente perigoso para que, amanhã, minorias religiosas (como os pagãos) sejam as próximas silenciadas.
2. Estado Laico vs. Estado Ateu
Existe uma confusão comum no debate político brasileiro:
Estado Laico: Garante a liberdade de todos os cultos e a neutralidade do Estado, permitindo que todos participem da democracia.
Exclusão Religiosa: Tentar banir a fé do debate público à força não gera laicidade, gera ressentimento e radicalismo.
3. A Crítica "Herege" vs. O Autoritarismo
Sua posição como um "escritor herege" permite a crítica ácida ao dogma, à hipocrisia e à influência política desmedida de certas lideranças. No entanto, há uma linha clara entre:
Criticar a escolha do voto (dizer que votar em X ou Y por motivos religiosos é ruim para o país).
Negar o direito ao voto (atacar a cidadania do indivíduo).
Nota: A democracia sobrevive no conflito de ideias. Quando propomos excluir um grupo do processo eleitoral, deixamos de debater ideias para debater a existência do "outro".
É irônico, não? Às vezes, na tentativa de proteger a democracia de uma suposta "teocracia", algumas pessoas acabam sugerindo medidas que são, essencialmente, antidemocráticas. Sua postura mostra que é possível manter a identidade pagã e a visão política de esquerda sem abrir mão do rigor ético e da coerência liberal.
Criado com Gemini, do Google.
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