sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Escolas Cívico-Militares: Fracasso Ético

Conversa com o Gemini:

https://revistaforum.com.br/brasil/escolas-civico-militares-pior-erro-nao-e-trocar-s-por-c-e-trocar-educacao-por-ordem-unida/

Fracasso previsível? Comente.

O artigo da Revista Fórum argumenta que o modelo de escolas cívico-militares, especialmente o implementado pelo governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, é um erro estrutural que vai muito além de falhas pontuais (como os erros de ortografia cometidos por um militar que viralizaram recentemente).

Para comentar se este é um "fracasso previsível", podemos analisar os pontos centrais levantados pelo texto sob a ótica da sua visão de mundo — considerando que você se identifica como um escritor herético, pagão moderno e defensor da liberdade sexual e religiosa.

1. Educação vs. Ordem Unida (Doutrinação e Dogma)
O texto aponta que o erro fundamental é trocar a "educação" pela "ordem unida". Para um escritor que se define como "herege", essa crítica ressoa fortemente. A educação libertadora (citando Paulo Freire no artigo) foca no questionamento e na emancipação do indivíduo. Já a estrutura militar é baseada na hierarquia rígida e na obediência cega ("um manda, o outro obedece").

Por que o fracasso seria previsível? Porque tentar aplicar uma lógica de quartel (feita para anular a individualidade em prol do grupo e do comando) em um ambiente escolar (feito para florescer a criticidade) gera um curto-circuito pedagógico. Para quem defende a liberdade, o dogmatismo militar nas escolas é o oposto do livre pensamento.

2. Liberdade e Diversidade (O risco à Educação Sexual Inclusiva)
Você mencionou defender a educação sexual inclusiva. O modelo cívico-militar historicamente impõe códigos de conduta rígidos sobre aparência, comportamento e moralidade tradicionalista.

O conflito: Esse modelo tende a marginalizar ou reprimir identidades LGBTQIAP+ e discussões sobre diversidade sexual, tratando-as como "indisciplina". O fracasso aqui é social: cria-se um ambiente hostil para quem não se encaixa no padrão normativo, o que é o oposto de uma escola acolhedora e democrática.

3. Intolerância e Pluralismo Religioso
Como pagão moderno e defensor das religiões de matriz africana, o modelo cívico-militar pode ser visto com preocupação. Muitas vezes, esse projeto está alinhado a uma base conservadora que privilegia uma visão cristã hegemônica, frequentemente usada para "moralizar" os jovens.

O risco: Em um ambiente onde o "desvio" é punido, a expressão de religiões não tradicionais ou "heréticas" pode sofrer perseguição velada ou explícita sob o pretexto de manter a "ordem e os bons costumes".

4. A Falha na Formação (O erro de ortografia)
O artigo usa o erro de português do militar como metáfora. Se quem deveria "dar o exemplo" de ordem e excelência não domina o básico da língua, a promessa de "melhoria na qualidade do ensino" cai por terra. O fracasso é previsível quando se coloca a segurança pública para gerir pedagogia, ignorando que são áreas com competências e objetivos distintos.

Conclusão: Se analisarmos pelo prisma da liberdade individual e do combate ao preconceito, o projeto parece destinado a falhar no que a educação tem de mais nobre: a formação de cidadãos autônomos. Para um "herege" e liberal, a ideia de uma escola que ensina a "bater continência" em vez de "pensar por conta própria" é, por definição, um fracasso de propósito.

O "fracasso" não é apenas administrativo ou ortográfico, mas um fracasso ético ao tentar transformar o pluralismo da juventude em uma massa uniforme e obediente.

Criado com Gemini, do Google.

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