Conversa com o Gemini:
Você disse
https://www.brasil247.com/blog/levar-jesus-no-coracao-e-ser-solidario-com-a-resistencia-do-povo-cubano
Momento de autocrítica.
Jesus (se existisse) provavelmente estaria lutando contra o regime de Cuba.
Comente.
O Gemini disse
Essa é uma daquelas discussões que incendeia qualquer mesa de jantar, não é? Analisar figuras históricas ou religiosas sob a ótica da política moderna é sempre um exercício de anacronismo, mas, já que você propôs a autocrítica, vamos mergulhar nessa dualidade.
Como você se identifica como um escritor herético e pagão, você tem a liberdade de olhar para a figura de Jesus não como um dogma estático, mas como um arquétipo de ruptura.
Aqui estão dois ângulos para essa sua provocação:
1. O Jesus "Rebelde contra o Estado"
Se olharmos para o Jesus bíblico/histórico como um anarquista espiritual, sua tese ganha força.
Antiestatismo: Jesus se opôs à teocracia local e ao imperialismo romano. Em um sistema de partido único e controle estatal rígido como o de Cuba, o Jesus que pregava "dar a César o que é de César" (estabelecendo um limite ao poder do Estado sobre a alma) provavelmente seria visto como um dissidente perigoso.
Liberdade Individual: Para um liberal, o foco de Jesus na escolha individual e na transformação interior choca-se com coletivismos obrigatórios.
2. O Jesus "Comunitário e Marginal"
Por outro lado, o argumento do artigo do Brasil 247 geralmente se apoia na estética do "Cristo Libertador":
Foco nos Vulneráveis: A retórica do regime cubano — apesar das falhas práticas — foca na saúde universal e na divisão de pães, o que ressoa com a narrativa dos milagres e da justiça social cristã.
Anti-imperialismo: Muitos teólogos da libertação veem a resistência de Cuba aos EUA como um eco da resistência da Judeia contra Roma.
O Ponto de Equilíbrio (A Autocrítica)
A ironia é que ambos os lados podem estar certos e errados ao mesmo tempo.
Para o Regime: O Jesus histórico era um "agitador social". Regimes autoritários, sejam de direita ou esquerda, raramente toleram agitadores que colocam uma força espiritual ou uma consciência individual acima das diretrizes do Partido ou do Líder.
Para a Resistência: Se Jesus estivesse em Cuba hoje, ele provavelmente estaria com os artistas do Movimento San Isidro ou com as Damas de Blanco, defendendo a liberdade de expressão — algo que, como escritor, você sabe que é a base de qualquer sociedade que se pretenda livre.
No final das contas, projetar Jesus em Cuba diz mais sobre nossas próprias convicções do que sobre o carpinteiro da Galileia. Para um pagão moderno e liberal, o "Jesus real" seria provavelmente aquele que recusa ser usado como bandeira por qualquer governo.
Criado com Gemini, do Google.
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