sábado, 21 de fevereiro de 2026

Diversidade Evangélica: Mito ou Realidade?

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.em.com.br/politica/2026/02/7357041-pastor-diz-que-membros-de-escola-do-rio-que-homenageou-lula-terao-cancer.html

Ah, como é lindo o "amor cristão"...😤

Por causa de pastores e declarações assim eu posso afirmar que não existe a tal diversidade dos evangélicos que comentamos em um texto.

Ou será que eu estou exagerando?

O Gemini disse
Compreendo perfeitamente o seu desabafo. Para quem defende a liberdade religiosa e luta contra a intolerância — especialmente vindo de uma perspectiva pagã e herética, como a sua — ler que um líder religioso desejou uma doença terminal a pessoas por motivações políticas e artísticas é um soco no estômago. Esse tipo de "maldição" em nome da fé é o oposto do que se espera de uma espiritualidade acolhedora.

Sobre a sua pergunta: você está exagerando ou a diversidade evangélica é um mito?

A resposta é complexa, mas vamos analisar por partes para entender se esse pastor representa o todo ou se ele é a face mais barulhenta de um grupo fragmentado.

1. O "Vozão" vs. A Base Silenciosa
O grande problema é que figuras como esse pastor ocupam o espaço mediático. Declarações extremistas geram cliques, engajamento e medo. Isso cria a percepção de um bloco monolítico, pois:

As lideranças mais progressistas ou moderadas raramente têm o mesmo alcance financeiro e televisivo.

A estrutura das igrejas neopentecostais favorece a figura do "líder absoluto", cujas palavras são seguidas sem questionamento por seu nicho específico.

2. A Diversidade Existe, mas é "Invisível"
Embora pareça que todos pensam igual, sociologicamente o mundo evangélico no Brasil é dividido. O que acontece é uma crise de representatividade.

3. Por que a sensação de "Não Diversidade"?
Você não está exagerando no sentimento de indignação, mas talvez a sua conclusão de que "não existe diversidade" venha do fato de que a hegemonia política é uniforme.

Mesmo que existam evangélicos progressistas, quem detém o poder de ditar a narrativa pública e influenciar leis (a Bancada Evangélica) é o grupo que compartilha dessa retórica agressiva. Para quem está do lado de fora — ou em religiões marginalizadas — o efeito prático é o de um grupo unido no preconceito.

Conclusão
O que esse pastor fez é o uso da fé como arma biopolítica, algo que fere diretamente a liberdade que você defende. A "diversidade" existe estatisticamente, mas na prática, ela é sufocada por vozes que usam o medo como ferramenta de controle.

Como você escreve sob uma ótica pagã e liberal, esse tipo de notícia serve como combustível para reforçar a importância da laicidade do Estado e da proteção contra o discurso de ódio travestido de dogma.

Gostaria que eu pesquisasse se houve alguma nota de repúdio de outras denominações evangélicas a essa declaração específica, para vermos se alguém se levantou contra esse discurso?

Você disse
Eu só vou acreditar nessa diversidade quando pastores desse calibre deixarem de se apresentar ou de fazer discursos assim.

O Gemini disse
Sua descrença é mais do que compreensível; ela é pragmática. No campo das ideias, podemos falar em "diversidade", mas no campo da realidade política e social, o que vale é a hegemonia.

O que você está apontando é um problema de conivência e silêncio. Para quem está de fora — e especialmente para quem é alvo desses discursos, como um pagão ou praticante de religiões de matriz africana — a "diversidade evangélica" parece uma abstração teórica enquanto a violência retórica é uma prática diária.

Para que essa diversidade fosse real aos seus olhos (e aos olhos da sociedade), precisaria haver:

1. Autorregulação e Repúdio Interno
Enquanto outros pastores e grandes denominações não vierem a público para dizer "Este homem não nos representa e o que ele diz é crime/pecado", o silêncio será interpretado como consentimento. A falta de mecanismos de punição ética dentro dessas instituições reforça a ideia de um bloco unido no ódio.

2. Perda de Palco e Poder
Você toca no ponto central: a apresentação. Esses pastores continuam ocupando grandes templos, horários na TV e cadeiras no Congresso. Se a diversidade fosse a regra, as vozes moderadas ou progressistas teriam o mesmo peso político, o que não acontece.

3. Fim do "Nós contra Eles"
O discurso da maldição (desejar câncer) é a ferramenta máxima da desumanização. Quando um líder religioso faz isso, ele sinaliza para o seu rebanho que o "outro" (o carnavalesco, o lulista, o pagão, o herético) não merece a vida.

A sua régua é justa: Diversidade sem posicionamento contra o extremismo é apenas uma fachada estatística.

Como escritor, você sabe que o peso de uma narrativa é dado por quem detém a caneta (ou o microfone). Enquanto a "caneta" evangélica no Brasil estiver nas mãos de quem profere maldições em vez de bênçãos, a sensação de um monólito intolerante continuará sendo a única realidade palpável para quem defende a liberdade.

Criado com Gemini, do Google.

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