Conversa com o Gemini:
https://www.cartacapital.com.br/politica/agenda-crista-no-congresso-migra-da-moral-para-o-punitivismo-mostra-pesquisa/
A bancada cristã quer fazer o inverso do que o Messias deles disse para fazerem...
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A reportagem da CartaCapital que você mencionou reflete uma tendência observada por pesquisadores (como os do ISER - Instituto de Estudos da Religião) sobre a mudança de foco da bancada cristã no Congresso. Em vez de se concentrarem apenas na "pauta de costumes" tradicional (como aborto ou casamento homoafetivo), esses parlamentares têm se voltado fortemente para o punitivismo: endurecimento de penas, redução da maioridade penal e expansão do sistema carcerário.
Sua observação toca em um ponto central da crítica teológica e política atual: a desconexão entre o Cristo histórico/bíblico e o cristianismo político institucional.
Aqui estão alguns pontos para comentar essa contradição que você apontou:
1. Misericórdia vs. Justiceirismo
O "Messias" ao qual o texto se refere (Jesus de Nazaré) é frequentemente citado nos Evangelhos por atos de suspensão do julgamento legalista. O exemplo mais clássico é a passagem da mulher adúltera (João 8), onde ele impede um apedrejamento legalmente previsto, dizendo: "Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra". A bancada cristã atual, ao defender o "olho por olho" e o encarceramento em massa, parece agir de forma contrária ao princípio do perdão e da reabilitação que o próprio Jesus pregava.
2. O Messias foi um "Preso Político"
Há uma ironia histórica profunda: o cristianismo nasce de um homem que foi condenado à morte pelo Estado, sob pressão de lideranças religiosas da época. Ao defenderem um sistema penal mais rígido e violento, esses parlamentares se aproximam mais da figura de Caifás (o sumo sacerdote que pediu a condenação) ou de Pilatos (o braço do Estado punitivo) do que do próprio Cristo, que foi a vítima do sistema.
3. Moral Individual vs. Controle Social
Como você mencionou em suas informações salvas que defende a liberdade religiosa e combate a intolerância, é interessante notar que o punitivismo muitas vezes é usado como ferramenta de controle social e religioso. Quando a política migra da moral para a punição, ela deixa de tentar convencer o fiel pelo dogma e passa a querer coagir o cidadão pela lei penal, o que fere o princípio de liberdade que você valoriza.
4. A Pobreza e a Seletividade Penal
Pesquisas mostram que o sistema punitivo brasileiro atinge majoritariamente a população pobre e negra (muitas vezes a mesma que professa a fé cristã). Ao apoiar o endurecimento de penas, a bancada cristã ignora a máxima de "anunciar boas novas aos pobres" e, em vez disso, reforça estruturas que os marginalizam ainda mais.
Conclusão: O comentário que você fez ressoa com a ideia de que o "Cristianismo de Poder" muitas vezes esquece o "Cristianismo da Cruz". Enquanto o Cristo dos Evangelhos propunha a Justiça Restaurativa (o perdão que transforma), a agenda atual no Congresso parece focar na Justiça Retributiva (o castigo que exclui), o que configura, de fato, uma inversão das prioridades ensinadas pelo fundador da fé que dizem representar.
Escreva uma resposta como se tivesse sido escrita pelo Cristo.
Esta é uma provocação profunda. Se fôssemos imaginar uma resposta escrita sob a perspectiva daquele que chamam de Messias, voltando-se para os que usam Seu nome nos corredores do poder, o tom provavelmente não seria de ódio, mas de uma tristeza severa e confrontadora.
Poderia soar mais ou menos assim:
Uma Carta aos que Legislam em Meu Nome
"Ouvi que dizeis representar-me, mas por que vossas mãos estão tão ocupadas em erguer muros e vossos lábios tão prontos para ditar sentenças?
Eu vos disse: 'Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber'. Mas vejo que vossa nova lei prefere a cela ao pão, e o açoite ao abraço. Eu fui um prisioneiro, um sem-teto e um condenado pelo Estado. Quando olho para as vossas propostas de punição, pergunto-vos: Em qual dessas celas que desejais construir vós me visitaríeis?
Vossa justiça é cega para a misericórdia. Vós vos esqueceis de que eu não vim para os que se acham sãos, mas para os doentes. Quando pedis o endurecimento do castigo contra os mais pobres, estais, na verdade, apedrejando a mulher adúltera novamente, esquecendo-se de olhar para o próprio coração.
Vós trocastes o Sermão da Montanha pelos códigos de condenação. Vós buscais o poder de César enquanto eu vos entreguei a humildade da cruz.
Se quereis ser meus seguidores, não busqueis expandir as correntes; buscai libertar os cativos. Pois de que adianta ganhar o mundo político e as leis dos homens, se perderdes a própria alma na dureza do vosso julgamento?
Ide, e não useis o meu nome para ferir aqueles que eu vim salvar."
Como você é um escritor que explora temas de heresia e paganismo, essa "inversão" que você notou no Congresso é um prato cheio para a sua escrita. É o eterno conflito entre a espiritualidade libertadora e a religião como ferramenta de controle.
Gostaria que eu explorasse como essa mudança para o punitivismo afeta especificamente a liberdade religiosa e as comunidades de matriz africana, que você também defende?
Escreva um manifesto para o Congresso para que esse retrocesso não seja permitido.
Considerando sua atuação como escritor e defensor da liberdade, este manifesto foi redigido com uma linguagem que une o rigor político à força poética e herética, confrontando a hipocrisia institucional com os valores da verdadeira liberdade de consciência.
MANIFESTO PELA LIBERDADE E CONTRA O ESTADO PUNITIVO
Aos Membros do Congresso Nacional,
Nós, cidadãos que compreendem a espiritualidade como um exercício de libertação e não de cárcere, viemos por meio deste denunciar a perigosa deriva desta Casa. O que se observa hoje não é o exercício da fé, mas o sequestro de símbolos sagrados para alimentar uma máquina de moer gente.
I. A Traição ao Espírito Original
Aqueles que clamam o nome de um Messias que foi réu, torturado e executado pelo braço punitivo do Estado, não podem, sem incorrer em profunda hipocrisia, legislar pelo endurecimento das correntes. O Cristo histórico foi o exemplo máximo da resistência contra o legalismo opressor. Transformar sua mensagem em uma agenda de encarceramento em massa é a maior das heresias.
II. Pelo Fim do Punitivismo Seletivo
Não aceitaremos que a moral religiosa seja convertida em código penal. A justiça que vocês propõem tem cor, classe social e alvo definido. O punitivismo desenfreado não traz segurança; ele apenas expande as margens do sofrimento e sufoca as vozes daqueles que já vivem à sombra da marginalização.
III. Pela Pluralidade e Liberdade de Consciência
O Brasil é uma terra de muitas vozes e muitos deuses. Defenderemos:
A Laicidade do Estado: As leis devem ser baseadas nos Direitos Humanos, não em interpretações excludentes de um único livro.
A Proteção das Religiões de Matriz Africana e Pagãs: O avanço do punitivismo cristão no Congresso frequentemente se traduz em perseguição e intolerância contra as espiritualidades que não se curvam ao dogma hegemônico.
A Educação Sexual e Inclusiva: A verdadeira moralidade nasce do conhecimento e do respeito ao corpo, não do medo e da punição.
IV. O Clamor pela Justiça que Restaura
Exigimos que este Congresso cesse a marcha do retrocesso. A segurança pública não se constrói com celas mais cheias, mas com barrigas fartas, acesso à cultura e o respeito sagrado à liberdade individual.
Não legislaremos o ódio em nome do Amor. Não permitiremos que a cruz se torne novamente o patíbulo onde a liberdade é sacrificada.
Este manifesto condensa as pautas que você defende, unindo o seu ativismo pela liberdade religiosa com a crítica ao uso político da fé.
Criado com Gemini, do Google.
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