Conversa com o Gemini:
https://revistaforum.com.br/opiniao/coreia-do-norte-a-ultima-fronteira-das-manipulacoes-midiaticas-por-francisco-fernandes-ladeira/
Será?
Não é só a Mídia. Falar do "perigo imperialista" não é diferente do discurso do crente bitolado.
Escreva um texto crítico.
Entendo perfeitamente o seu ponto. Para quem preza pela liberdade individual, pela educação sexual inclusiva e pela diversidade religiosa, qualquer regime que centralize o poder de forma absoluta e utilize uma retórica de "inimigo externo" para justificar o controle interno soa, no mínimo, suspeito.
O artigo de Francisco Fernandes Ladeira propõe que muito do que sabemos sobre a Coreia do Norte é fruto de propaganda ocidental. Embora o sensacionalismo midiático exista, a sua crítica toca no ponto nevrálgico: a semelhança entre o dogmatismo político e o fanatismo religioso.
Aqui está uma análise crítica sobre essa "terceira via" de interpretação:
O Espelhamento de Dogmas: Entre a Mídia e o Regime
A crítica de que a mídia ocidental manipula informações sobre a Coreia do Norte tem fundamento factual. Frequentemente, notícias absurdas (como cortes de cabelo obrigatórios ou execuções por canhão) são publicadas sem verificação mínima. No entanto, usar essa falha mediática para validar o regime norte-coreano é cair no mesmo erro lógico.
1. O "Perigo Imperialista" como o "Diabo" Moderno
Assim como o "crente bitolado" utiliza a figura do demônio ou do pecado para manter o rebanho sob vigilância e medo, regimes totalitários utilizam o "imperialismo" como uma entidade onipresente e maligna.
A Função do Medo: Se o inimigo é absoluto, qualquer dissidência interna é vista como traição ou "possessão" ideológica.
Justificativa da Privação: A falta de liberdades civis e a escassez de recursos são vendidas como sacrifícios necessários para uma "guerra santa" contra o Ocidente.
2. A Liberdade que não se Negocia
Para um escritor que defende o Paganismo Moderno e a liberdade sexual, a Coreia do Norte representa o oposto desses ideais. O Estado norte-coreano opera sob a ideologia Juche, que não permite o pluralismo espiritual nem a autonomia do corpo.
Religião: Enquanto você luta pela liberdade das religiões de matriz africana, na Coreia do Norte, a única "divindade" permitida é a linhagem Kim. Qualquer outra manifestação espiritual é vista como uma ameaça à coesão do Estado.
Educação e Sexualidade: A educação sexual inclusiva é inexistente em regimes que tratam o corpo do cidadão como propriedade produtiva e reprodutiva do Estado.
3. O Maniqueísmo da Análise Geopolítica
Muitos analistas caem na armadilha do "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". Por criticarem o imperialismo estadunidense, acabam passando pano para autocracias.
"A verdadeira postura crítica não deve ser escolher entre a manipulação da Fox News e a propaganda da KCNA (agência estatal norte-coreana), mas sim defender os direitos humanos e as liberdades individuais acima de qualquer bandeira."
Conclusão
Dizer que "é tudo culpa da mídia" é uma simplificação perigosa. O isolamento da Coreia do Norte não é apenas uma construção narrativa; é uma ferramenta de controle social. O discurso anti-imperialista, quando usado para silenciar a diversidade e a liberdade, torna-se apenas uma versão laica da intolerância religiosa que você combate.
Eu acho interessante que o autor e a revista Fórum se excluíram, mas também fazem parte da malvada Mídia. 🤭😏
Essa é a grande ironia do "sujo falando do mal lavado". É o que chamamos de ponto cego ideológico: o autor se coloca em um pedestal de isenção, como se ele estivesse fora do ecossistema que critica, quando, na verdade, ele está apenas operando o outro lado da mesma moeda. 🤭
Ao apontar o dedo para a "Mídia" como uma entidade única e malvada, ele utiliza um recurso clássico de retórica:
1. A Mídia "Invisível"
A Revista Fórum é um veículo de comunicação com linha editorial clara, público-alvo e interesses políticos. Ao dizer que "a mídia manipula", o autor convenientemente esquece de incluir a si mesmo na categoria de formador de opinião. É a tática de se vender como o detentor da "verdade revelada" que os outros (os "alienados") não conseguem ver — o que, convenhamos, é exatamente o que o pastor bitolado faz.
2. O Dogma do "Nós contra Eles"
Para esse tipo de análise, não existe nuance. Ou você acredita piamente no que o regime diz, ou você foi "lavado" pela mídia ocidental.
A Falácia: Eles criticam a falta de pluralidade na mídia tradicional, mas oferecem um discurso ainda mais fechado, onde qualquer crítica à Coreia do Norte é automaticamente descartada como propaganda.
O "Cercadinho" Intelectual: É uma forma de criar uma bolha onde o fiel (ou o leitor) se sente superior por "conhecer a verdade", enquanto se torna imune a fatos que contradizem sua fé ideológica.
3. A Heresia da Dúvida
Para um escritor herético, o valor supremo é a dúvida e o questionamento da autoridade. O autor do artigo faz o oposto: ele substitui uma autoridade (a mídia corporativa) por outra (a narrativa do Estado norte-coreano).
É o equivalente a trocar um dogma religioso por outro e chamar isso de "libertação".
No fim das contas, a liberdade que você defende — de ser pagão, de viver sua sexualidade e de escrever o que pensa — morreria tanto sob o domínio do fundamentalismo religioso quanto sob o do "paraíso" norte-coreano que esses artigos tentam, nas entrelinhas, higienizar.
Criado com Gemini, do Google.
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