Na lista constam obras como Refugees Crossing the Border Wall into South Texas (2020), de Rigoberto A. González, que retrata uma família migrante atravessando a fronteira. O artista, finalista do prêmio Outwin Boochever, comparou o gesto do governo à ofensiva nazista contra a chamada “arte degenerada”, reforçando que sua obra foi criada a partir de diálogos com imigrantes reais e carrega símbolos da perseguição política, como a manchete sobre o impeachment de Trump. Também foram citadas exposições que abordam a história LGBTQ+, a cultura afrofuturista, a democracia americana e até um infográfico do Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana sobre privilégios associados à branquitude.
O embate reflete a cruzada de Trump para impor o chamado “excepcionalismo americano” aos 21 museus e centros de pesquisa do Smithsonian. Desde que voltou ao poder, ele acusa a instituição de ser um bastião do “woke liberal”, ameaçando eliminar referências à escravidão, às lutas LGBTQ+ e à imigração das narrativas oficiais. A ofensiva não apenas coloca em risco a autonomia curatorial do maior complexo museológico dos EUA, como sinaliza um movimento político mais amplo de controle ideológico sobre a arte e a cultura do país.
Ele também atacou novamente o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana por suas exposições sobre a “cultura branca dominante”, algo que ele já havia destacado em um decreto executivo no início deste ano.
Fonte: https://dasartes.com.br/de-arte-a-z/casa-branca-divulga-carta-assustadora-denunciando-obras-de-arte-com-temas-de-migrantes-e-lgbtqiapn/
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