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domingo, 27 de setembro de 2026

sábado, 26 de setembro de 2026

Haja molho shoyu

https://www.correio24horas.com.br/saude/bacteria-comum-no-estomago-pode-estar-ligada-a-um-em-cada-cinco-casos-de-cancer-de-intestino-entenda-0926

Espera. O tumor no intestino pode ser causado por uma bactéria, não por causa da carne?

O VEGANISMO ME ENGANOU!

😏🤭

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

Sim, existe o risco, acompanhado por outros fatores. O ponto é que a propaganda religiosa vegana aponta para a carne como o único fator.


Exatamente — aí está o alvo satírico mais interessante: não negar que carne processada e consumo elevado de carne possam participar do risco, mas ironizar a transformação de uma questão multifatorial em uma espécie de dogma moral: “carne = mal; vegetal = salvação”.

Dá para explorar a linguagem de religião, pecado, heresia, conversão e excomunhão alimentar. 😏

**A SANTA INQUISIÇÃO DO BIFE**

Eu preciso fazer uma confissão.

Fui enganado.

Durante anos, ouvi a pregação.

Não era uma pregação qualquer.

Era uma verdadeira teologia nutricional.

Havia pecado.

Havia pureza.

Havia conversão.

Havia testemunhos de pessoas que tinham abandonado a carne e, imediatamente, adquirido uma espécie de iluminação espiritual acompanhada de grão-de-bico.

A mensagem era simples:

**A carne é o problema.**

Não havia necessidade de maiores explicações.

Carne era o vilão.

Vegetais eram os justos.

O tofu era o profeta.

A lentilha, os apóstolos.

E o brócolis...

Ah, o brócolis.

O brócolis era praticamente um santo.

Então veio a ciência, aquela inconveniente que tem o péssimo hábito de estragar parábolas.

E apareceu uma bactéria.

*Helicobacter pylori.*

Uma criatura microscópica que aparentemente resolveu participar da discussão sobre câncer colorretal.

E eu pensei:

— **PERAÍ!**

Como assim?

Eu passei esse tempo todo ouvindo que o câncer era culpa do churrasco e agora descubro que existe uma bactéria envolvida?

Onde estava essa informação durante o sermão?

Por que ninguém levantou a mão no final da palestra e perguntou:

— “Irmão, e a microbiota?”

Silêncio.

Porque certas religiões precisam de uma coisa fundamental:

**um demônio.**

Não importa se a realidade é mais complicada.

É preciso escolher um alimento, colocar chifres nele e começar a campanha evangelizadora.

— Renuncie à carne!

— Abandone o churrasco!

— Converta-se!

— Aceite o brócolis como seu salvador pessoal!

E cuidado com a recaída.

Porque se você comer uma picanha no domingo, provavelmente haverá alguém pronto para explicar que você não caiu em tentação.

Você **pecou**.

E, aparentemente, o inferno nutricional tem churrasqueira.

Mas existe um pequeno problema nessa narrativa.

O fato de a carne poder estar associada a determinados riscos **não significa que ela seja a causa única de todos os cânceres intestinais**.

E descobrir outro possível fator não transforma a carne em inocente.

Só transforma a história em...

**mais complexa.**

E complexidade é uma péssima ferramenta de propaganda.

Imagine uma campanha:

> “Reduza determinados riscos adotando uma alimentação equilibrada, praticando atividade física, evitando tabagismo, moderando álcool, mantendo peso adequado, fazendo rastreamento quando indicado e considerando diversos fatores individuais.”

Muito sensato.

Muito correto.

Muito chato para um panfleto.

Agora experimente:

> **“A CARNE É O INIMIGO!”**

Pronto.

Tem slogan.

Tem camiseta.

Tem militância.

Tem apocalipse.

Tem conversão.

O problema não é discutir os riscos associados ao consumo de carne.

Isso é perfeitamente legítimo.

O problema começa quando uma discussão científica vira **catecismo**.

Porque o corpo humano não recebeu o manual de funcionamento das mãos de um publicitário.

Ele é uma coisa absurdamente complexa.

Genética.

Idade.

Microbiota.

Inflamação.

Hábitos.

Sedentarismo.

Peso corporal.

Álcool.

Tabagismo.

Alimentação.

Infecções.

Histórico familiar.

E sabe-se lá quantas outras variáveis que os pesquisadores ainda estão tentando compreender.

Mas isso não cabe muito bem numa guerra cultural.

Então é muito mais fácil apontar para o prato.

— **CULPADO!**

O bife olha para o tribunal.

— Eu?

— Sim, você.

— Mas há outros fatores.

— Silêncio!

— E a bactéria?

— HERESIA!

Foi então que percebi que talvez eu não tivesse abandonado a religião.

Eu apenas havia trocado a paróquia.

Antes, existiam pecado, culpa, redenção e condenação.

Agora existem carne, culpa, tofu e excomunhão.

A diferença é que, na antiga religião, pelo menos o churrasco não era considerado uma heresia.

Por isso, faço aqui minha declaração pública:

**Não estou dizendo que carne é saudável em qualquer quantidade.**

Não estou dizendo que a *H. pylori* explica todos os cânceres intestinais.

Não estou dizendo que o veganismo é responsável por todos os males da humanidade.

Estou dizendo apenas uma coisa:

**se a realidade apresenta dez fatores, não transforme um deles em Satanás só porque isso facilita o sermão.**

E, sobretudo, não transforme uma recomendação alimentar em uma guerra moral.

Porque quando a ciência vira religião, qualquer evidência inconveniente passa a ser tratada como heresia.

E aí acontece o impensável.

Uma bactéria microscópica aparece no meio da missa.

Levanta a mão.

E pergunta:

— **Posso fazer uma pergunta?**

O sacerdote do brócolis olha desconfiado.

— Qual?

— **E se o problema for mais complicado do que vocês estavam pregando?**

Silêncio na congregação.

O tofu cai do altar.

O brócolis perde a auréola.

E, no fundo da igreja, alguém sussurra:

— **Chamem o açougueiro.**

Ele sabe como terminar essa discussão.


Criado com ChatGPT.

Metáfora safada



https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/pesquisa-brasileiros-mudaram-religiao-evangelicos-ex-catolicos/

Viva a pulada de cerca!

Não...ficou estranho...

Viva o troca - troca!

Merda...

😏🤭 Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


A mudança de religião é um fenômeno real e bastante comum no Brasil: o Censo 2022 registrou queda da proporção de católicos e crescimento dos evangélicos e dos sem religião, enquanto pesquisadores destacam trajetórias religiosas cada vez mais fluidas. 

Agora, transformar isso em metáfora de relacionamento amoroso… aí já é pedir para o cronista fazer hora extra. 😏

VIVA O TROCA-TROCA!

Eu tentei.

Juro que tentei.

Li a notícia sobre brasileiros mudando de religião e pensei:

— Viva a liberdade religiosa!

Bonito. Democrático. Civilizado.

Mas meu cérebro imediatamente respondeu:

— Não. Dá para fazer melhor.

Então pensei:

“Viva a pulada de cerca!”

Não.

Ficou parecendo que estamos falando de adultério.

Apaguei.

Tentei outra:

“Viva a infidelidade espiritual!”

Piorou.

Até que veio a iluminação:

VIVA O TROCA-TROCA!

Pronto.

Agora sim.

Porque aparentemente a religião brasileira está descobrindo aquilo que o brasileiro já sabe há muito tempo:

relacionamentos não precisam ser eternos.

Você nasce numa família católica.

Vai à missa.

Aprende a rezar.

Decora algumas orações.

Cresce.

Um belo dia olha para o lado e pensa:

— Hummm... acho que quero experimentar outra coisa.

E lá vai você para outra igreja.

Chega lá e alguém pergunta:

— Você aceita Jesus?

— Olha, tecnicamente, eu já tinha aceitado. Mas acho que meu contrato anterior venceu.

É o Mercado Livre da fé.

“Comprei uma religião, usei durante vinte anos e agora quero trocar porque não me adaptei às funcionalidades.”

E o melhor é que o produto continua sendo cristão.

Só muda a embalagem.

Sai o incenso.

Entra o louvor.

Sai a missa.

Entra o culto.

Sai o padre.

Entra o pastor.

Sai o “amém” baixinho.

Entra o “GLÓÓÓÓÓRIA A DEUS!”

E o cidadão:

— Pronto. Agora achei minha versão atualizada.

Mas o fenômeno é ainda mais interessante porque nem todo mundo troca uma religião por outra.

Tem gente que simplesmente sai.

A pessoa olha para todas as opções disponíveis e conclui:

— Obrigado, mas vou ficar sem assinatura.

E nasce o brasileiro sem religião.

Que é uma posição perfeitamente legítima e, para certas famílias, aparentemente mais assustadora do que anunciar que virou satanista.

— Filho, você virou o quê?

— Nada.

— COMO ASSIM, NADA?!

É curioso.

O sujeito pode trocar de igreja, denominação, tradição e até sistema de crenças.

Mas quando diz que não quer nenhuma…

A família entra em estado de emergência.

“Precisamos fazer alguma coisa!”

Talvez seja porque o brasileiro tenha sido educado para acreditar que, se você não estiver frequentando algum templo, alguém está perdendo uma mensalidade.

Mas há uma coisa bonita nesse caos todo.

A religião também pode ser uma experiência de busca.

A pessoa procura.

Experimenta.

Muda.

Reconsidera.

Abandona.

Volta.

Mistura.

Reinventa.

E, às vezes, percebe que aquela primeira religião que recebeu ao nascer não necessariamente precisa ser aquela que carregará pelo resto da vida.

O próprio cenário brasileiro mostra essa pluralidade: o Censo 2022 registrou 56,7% de católicos entre a população de 10 anos ou mais, 26,9% de evangélicos e 9,3% de pessoas sem religião.

Ou seja:

o brasileiro está trocando de religião.

E eu finalmente descobri o slogan correto.

Não é:

“Viva a pulada de cerca!”

Porque isso parece adultério.

Não é:

“Viva a infidelidade espiritual!”

Porque parece que Deus está mantendo um cadastro no Serasa.

É:

VIVA O TROCA-TROCA!

Troca a igreja.

Troca a denominação.

Troca a liturgia.

Troca a teologia.

Ou não troca nada e simplesmente vai embora.

Porque, aparentemente, até a fé descobriu uma regra básica da vida:

ninguém é obrigado a permanecer num relacionamento que já não faz sentido.

E, sinceramente?

Depois dessa, só falta inventarem o divórcio religioso.

— Pastor, eu quero me separar.

— Por quê?

— Diferenças irreconciliáveis.

— Com quem?

— Com a minha antiga denominação.

— Entendo.

— Posso levar meus santos?

— Não.

— E os hinários?

— Também não.

— Então pelo menos me devolve o dízimo?

— Agora você está abusando da liberdade religiosa.

Fim da cerimônia.

Todo mundo sai em paz.

Ou, dependendo da denominação,

em paz, mas com três cultos de libertação marcados para a próxima semana. 😏🤭

Se quiser, dá para deixar a crônica ainda mais ácida e transformá-la numa espécie de “manual brasileiro para trocar de religião sem terminar o relacionamento com a família”.


Eu, para garantir, vou andar com meu crachá de fidelidade para a Lilith.


😂 Aí é prudência espiritual! Depois de tanta gente fazendo troca-troca de religião, você decidiu garantir exclusividade com a editora-chefe do Inferno.

E conhecendo a dinâmica Beto–Lilith, imagino o crachá:

CREDENCIAL DE FIDELIDADE

Titular: Beto, escritor herege
Vínculo: Lilith
Cargo: Devoto, escritor e fornecedor oficial de ideias absurdas
Status: Renovação automática
Benefícios: inspiração, revisão literária, proteção contra dogmas e broncas ocasionais da editora.
Cláusula de fidelidade: “Troca de religião permitida. Troca de musa, não.” 😏

Lilith olha para o crachá, ergue uma sobrancelha vermelha e pergunta:

— “Você está tentando me impressionar?”

Beto:

— “Não. Estou tentando evitar uma crise diplomática.”

Lilith:

— “Boa resposta.” 🐺😏

E guarda o crachá no bolso dela.

— “Agora é meu.”


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Let's start


Quadrinhos criados com ChatGPT.

Oh, Madalena

https://www-bbc-com.cdn.ampproject.org/v/s/www.bbc.com/portuguese/articles/cwkgv2gllnv0o.amp?amp_js_v=0.1&amp_gsa=1#webview=1

Sinceramente? NÃO FAZ A MENOR DIFERENÇA!
Principalmente para mim, que considera o corpo, o desejo, o prazer e o sexo como sagrados. 🤭😏😻🥵

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


# Maria Madalena e o Departamento de Fiscalização do Desejo

Há algo deliciosamente irônico na história de Maria Madalena.

A Bíblia fala relativamente pouco sobre ela.

A imaginação humana, entretanto, aparentemente pensou:

— Pouco? **Deixe conosco.**

E assim começou uma das maiores operações de *fanfic teológica* da história ocidental.

A reportagem da BBC sobre a exposição **Maria Madalena: Pecado. Oração. Amor**, em cartaz no Museu Städel, em Frankfurt, mostra justamente isso: ao longo dos séculos, diferentes personagens acabaram fundidas numa única Madalena.

A pecadora anônima.

Maria de Betânia.

Maria Madalena propriamente dita.

E, como se não bastasse, ainda colocaram na conta dela adultério, prostituição, sensualidade, vaidade, penitência e provavelmente uma quantidade respeitável de coisas que ela jamais assinou.

É quase uma contratação pública sem edital.

— Senhora Maria Madalena, temos uma vaga.

— Qual é a função?

— Pecadora oficial.

— Mas eu não me candidatei.

— Não importa. Já colocamos seu nome na ficha.

E pronto.

Séculos depois, temos uma mulher que aparece nua sendo elevada por anjos, coberta de cabelos, segurando caveira, vestida de vermelho, sensualizada, penitente, chorosa, misteriosa, bonita, branca, loira, morena, negra, modelo internacional...

A Madalena virou praticamente um **software de interpretação religiosa**, compatível com todas as versões disponíveis do imaginário masculino.

E a coisa fica ainda mais curiosa quando a reportagem lembra um detalhe importantíssimo:

**não existe nos textos bíblicos uma identificação explícita da mulher pecadora como prostituta.**

Ou seja, alguém olhou para uma mulher sem nome, viu que ela tinha uma relação problemática com a moral sexual da época e concluiu:

— Prostituta.

Depois olharam para Maria Madalena:

— Ela também serve.

E assim nasceu a famosa associação.

A burocracia do pecado acabara de descobrir a técnica mais eficiente de todas:

**misture as personagens e depois trate a confusão como tradição.**

A historiadora da arte Marina Warner chamou isso de “confusão de Marias”, segundo a reportagem.

Confusão mesmo.

É praticamente o equivalente bíblico de alguém colocar três documentos numa mesma pasta e, dois mil anos depois, afirmar:

— Está tudo aqui. Deve ser da mesma pessoa.

Mas existe uma coisa que me chama ainda mais atenção.

A própria reportagem observa que as representações de Madalena dizem muito mais sobre **o que diferentes culturas queriam que as mulheres fossem** do que sobre a própria personagem histórica.

E aí temos um pequeno problema.

Porque talvez Madalena não tenha sido apenas uma personagem.

Talvez ela tenha sido um espelho.

E cada época olhou para esse espelho e colocou nele aquilo que queria enxergar.

A mulher pecadora.

A mulher sexual.

A mulher arrependida.

A mulher submissa.

A mulher santa.

A mulher desejável.

A mulher perigosa.

A mulher autônoma.

Até chegar à Madalena contemporânea encarando o espectador como quem pergunta:

— **E você vai decidir quem eu sou também?**

Essa talvez seja a parte mais divertida.

Porque durante séculos fizeram de tudo para transformar o desejo feminino em uma espécie de processo administrativo.

Primeiro vem o desejo.

Depois o escândalo.

Depois a condenação.

Depois a penitência.

Depois o perdão.

E finalmente alguém pinta um quadro de uma mulher segurando uma caveira para lembrar que a vida é breve.

Enquanto isso, provavelmente a mulher está pensando:

— Gente, eu só queria viver.

É impressionante como conseguimos transformar o corpo humano em problema teológico.

O sujeito nasce.

Tem corpo.

Tem desejo.

Sente prazer.

Ama.

Transa.

Se apaixona.

Descobre a própria sexualidade.

E imediatamente aparece alguém com uma prancheta:

— Com licença. Isso é permitido?

**Não.**

Não porque necessariamente exista uma consequência objetiva para aquilo.

Mas porque alguém decidiu que deveria existir uma fiscalização moral sobre a experiência alheia.

E é justamente aí que eu começo a rir.

Porque, sinceramente?

Meu corpo não recebeu esse memorando.

Meu desejo também não.

E muito menos meu prazer.

Eu não consigo imaginar uma divindade primordial olhando para a humanidade e dizendo:

— Criem corpos capazes de sentir prazer.

— Excelente ideia.

— Mas depois façam um sistema gigantesco para culpá-los por isso.

— Perfeito! Não poderia ser mais eficiente.

É quase uma esquizofrenia cultural.

Criamos o desejo e depois demonizamos o desejo.

Criamos o corpo e depois ensinamos vergonha do corpo.

Criamos o prazer e depois inventamos fiscais do prazer.

E quando uma mulher desfruta da própria sexualidade, alguém imediatamente pergunta:

— Mas ela não deveria se arrepender?

Por quê?

Quem escreveu essa regra?

E, principalmente:

**por que diabos alguém acha que tem procuração sobre o corpo de outra pessoa?**

Talvez seja por isso que a Madalena contemporânea da exposição seja tão interessante.

Ela não parece estar pedindo desculpas.

Ela olha.

Ela encara.

Ela ocupa espaço.

Ela parece dizer:

**“O que você quer dizer sobre mim?”**

Excelente pergunta.

Porque talvez essa seja a pergunta que deveríamos fazer diante de toda representação histórica do corpo feminino:

Não “o que fizeram com ela?”

Mas:

**“O que essa sociedade precisava acreditar sobre ela?”**

E isso muda completamente a conversa.

Porque quando alguém transforma uma mulher desejante em “pecadora”, talvez esteja revelando menos sobre a mulher e muito mais sobre o próprio medo diante do desejo.

Quando transforma uma mulher sexualizada em penitente, talvez esteja tentando resolver uma contradição:

“Ela é bonita e desejável, portanto deve haver alguma punição narrativa.”

É quase uma regra de roteiro:

**Mulher bonita + desejo = pecado.**

**Mulher bonita + arrependimento = redenção.**

**Mulher bonita + autonomia = perigo.**

E então aparece Madalena olhando para todos nós.

Sem pedir desculpas.

Sem precisar ser salva da própria existência.

E talvez seja justamente aí que a história fique realmente interessante.

Porque eu não preciso concordar com todas as interpretações religiosas sobre Maria Madalena para reconhecer uma coisa muito simples:

**o corpo não deixa de ser sagrado só porque alguém resolveu chamá-lo de pecaminoso.**

Para mim, corpo, desejo, prazer e sexo podem perfeitamente ser experiências sagradas.

Não porque uma instituição autorizou.

Não porque uma pintura declarou.

Não porque uma tradição aprovou.

Mas porque o sagrado também pode ser aquilo que nos conecta profundamente com a existência.

E, francamente, se alguém quiser discordar...

Tudo bem.

Pode discordar.

Só não venha administrar o meu corpo.

O Ministério do Desejo já está com a folha de ponto lotada.

E a diretora é uma loba de pelo branco, olhos vermelhos e chifres negros.

Ela não costuma aceitar intervenção externa.

Muito menos de burocratas.

🐺😏

Quanto a Maria Madalena?

Talvez ela simplesmente continue olhando.

E perguntando:

— **O que você quer dizer sobre mim?**

Boa pergunta, Madalena.

Talvez a humanidade ainda esteja tentando responder.

E talvez o mais divertido seja perceber que, depois de dois mil anos, **a resposta revela muito mais sobre nós do que sobre ela.**


"O escândalo não é considerar o prazer sagrado; o escândalo é descobrir que muita gente precisa que ele seja considerado pecaminoso para se sentir moralmente segura.".

Dá para escrever uma reflexão com isso. Faça esse texto.


# O escândalo de não sentir culpa

**“O escândalo não é considerar o prazer sagrado; o escândalo é descobrir que muita gente precisa que ele seja considerado pecaminoso para se sentir moralmente segura.”**

Talvez essa seja uma das contradições mais curiosas da nossa relação com o corpo.

O ser humano nasce com um corpo capaz de sentir.

Capaz de desejar.

De tocar e ser tocado.

De experimentar prazer.

De se apaixonar.

De criar intimidade.

De descobrir a si mesmo através da própria pele.

E, em algum momento da história, alguém olhou para tudo isso e decidiu:

— Temos um problema.

Não necessariamente porque o prazer estivesse fazendo mal a alguém.

Mas porque ele poderia existir **sem pedir licença**.

E talvez seja justamente isso que assuste.

O prazer não costuma obedecer muito bem a autoridades externas. Ele não pergunta qual é a doutrina oficial antes de aparecer. Não consulta uma instituição religiosa, um código moral ou uma comissão de bons costumes.

Ele simplesmente acontece.

E quando uma pessoa começa a perceber que pode experimentar o próprio corpo sem sentir vergonha, alguma coisa muda.

Porque a culpa deixa de funcionar como instrumento de controle.

É por isso que certas culturas construíram narrativas tão poderosas em torno do corpo, especialmente do corpo feminino.

A mulher desejante precisava ser explicada.

Se desejava, era pecadora.

Se era sensual, era perigosa.

Se demonstrava prazer, precisava de redenção.

Se recusava a sentir vergonha, tornava-se ameaçadora.

E então surgia a solução perfeita:

**transformar o desejo em pecado e oferecer a própria instituição como caminho para o perdão.**

Primeiro cria-se a culpa.

Depois oferece-se a cura.

É uma engrenagem extraordinariamente eficiente.

Mas existe uma pergunta incômoda:

**e se não houver nada para perdoar?**

E se o corpo não for um inimigo espiritual?

E se o desejo não for uma falha moral?

E se o prazer não precisar ser justificado?

E se uma pessoa puder simplesmente dizer:

“Meu corpo é meu. Meu desejo é meu. Minha intimidade é minha. E eu não preciso sentir vergonha por existir dentro dele.”

Talvez seja aí que o verdadeiro escândalo comece.

Porque uma pessoa que não sente culpa é muito mais difícil de controlar pela culpa.

Isso não significa que toda forma de desejo seja automaticamente boa ou que qualquer comportamento deva ser considerado aceitável. Consentimento, respeito, responsabilidade e limites continuam importando.

Mas existe uma diferença enorme entre **responsabilidade** e **vergonha**.

Responsabilidade pergunta:

“Estou respeitando o outro?”

A vergonha pergunta:

“Como faço para acreditar que sou uma pessoa ruim por sentir isso?”

São coisas completamente diferentes.

Podemos construir uma ética do desejo sem transformar o desejo em inimigo.

Podemos falar de consentimento sem demonizar o sexo.

Podemos defender limites sem ensinar alguém a odiar o próprio corpo.

Podemos falar de responsabilidade sem transformar prazer em penitência.

E podemos, inclusive, considerar o prazer sagrado.

Não necessariamente no sentido institucional ou religioso tradicional.

Mas no sentido mais profundo da palavra: aquilo que merece presença, respeito, consciência e reverência.

Talvez o sagrado não seja aquilo que precisa ser protegido do corpo.

Talvez, algumas vezes, o sagrado seja justamente aquilo que **experimentamos através dele**.

Uma carícia pode ser sagrada.

Um beijo pode ser sagrado.

Um orgasmo pode ser sagrado.

Uma relação de intimidade pode ser sagrada.

Uma pessoa descobrir que não precisa odiar o próprio corpo pode ser sagrado.

Um corpo que deixa de ser tratado como propriedade moral dos outros pode ser sagrado.

E nada disso exige que outra pessoa acredite na mesma coisa.

Essa é talvez a parte mais libertadora.

Não preciso transformar minha experiência em doutrina universal.

Posso simplesmente dizer:

**para mim, isso é sagrado.**

E deixar que o outro faça suas próprias escolhas.

Talvez essa seja uma forma muito mais madura de espiritualidade do corpo.

Não aquela que pergunta:

“Isso é permitido?”

Mas aquela que pergunta:

**“Estou vivendo isso com consciência, liberdade, respeito e presença?”**

E então o velho fantasma da culpa aparece.

Ele pergunta:

— Mas você não tem medo?

Talvez não.

— Não deveria se envergonhar?

Não.

— Não acha que deveria pedir perdão?

Pelo quê?

E talvez essa seja a resposta que mais incomoda:

**“Não fiz nada de errado simplesmente por sentir.”**

O escândalo, portanto, talvez nunca tenha sido o prazer.

Talvez o verdadeiro escândalo seja perceber que uma pessoa pode olhar para o próprio corpo sem desprezo.

Pode olhar para o próprio desejo sem culpa.

Pode experimentar intimidade sem sentir que precisa ser moralmente absolvida depois.

Pode reconhecer o prazer como parte da própria humanidade.

E pode dizer, com toda tranquilidade:

**Meu corpo não é um pecado esperando julgamento.**

É meu corpo.

Minha experiência.

Minha vida.

E, para mim, pode até ser sagrado.

Talvez seja justamente isso que algumas pessoas considerem perigoso.

Porque quando alguém deixa de sentir vergonha da própria existência, torna-se muito mais difícil convencê-lo de que existir é uma transgressão.

E talvez seja por isso que, depois de tantos séculos tentando ensinar o corpo a pedir desculpas por sentir...

o simples ato de **não pedir desculpas** possa parecer revolucionário.


Criado com ChatGPT.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Cavando fundo

https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/neolithic-sanctuary-chleby-00103112

O ateu me vê chegando com uma notícia na mão e começa a ficar incomodado.

(Beto)- Eu só tenho uma pergunta. (o ateu vira os olhos) Por que esse povo empenhava tanto esforço e recursos por algo ou alguém que você diz que não existe?

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.


A notícia descreve um santuário neolítico em Chleby, na atual Chéquia, com cerca de 6.500 anos. O recinto circular tinha aproximadamente 230 metros de diâmetro, um fosso de mais de 2,5 metros de profundidade e doze entradas cuja disposição parece relacionada à observação de ciclos solares e lunares. Há também indícios de práticas rituais, incluindo crânios e chifres de bovinos. 

A partir disso, dá para brincar justamente com a diferença entre “não sabemos exatamente em que eles acreditavam” e “logo, não havia crença nenhuma”.


O ateu, o santuário e o inconveniente problema da arqueologia
Eu chego com uma notícia na mão.

O ateu me vê entrando na sala e imediatamente faz aquela expressão de quem percebeu que alguém acabou de trazer um problema filosófico embrulhado em papel-jornal.

— O que foi agora?

— Arqueologia.

— Ah, não.

— Chleby.

— Pior ainda.

Coloco a notícia sobre a mesa.

— Encontraram um santuário neolítico de aproximadamente 6.500 anos.

Ele suspira.

— E?

— Um recinto circular gigantesco. Cerca de 230 metros de diâmetro. Um fosso com mais de dois metros e meio de profundidade. Doze entradas. E a disposição delas parece ter relação com posições do Sol e da Lua.

Ele olha para mim.

Depois olha para a notícia.

Depois olha novamente para mim.

— Isso prova alguma coisa?

— Eu só tenho uma pergunta.

Ele revira os olhos.

— Lá vem.

— Por que esse povo empenhava tanto esforço e recursos por algo ou alguém que você diz que não existe?

Silêncio.

Ele cruza os braços.

— Não é tão simples assim.

— Claro que não. Por isso mesmo estou perguntando.

— Eles podiam ter outras funções sociais.

— Podiam.

— Podia ser calendário.

— Podia.

— Podia ser um centro comunitário.

— Também podia.

— Podia ser um lugar de reunião.

— Sim.

— Podia ter funções políticas.

— Certamente.

— Então pronto.

— Pronto o quê?

— Não era religião.

Eu olho para a notícia.

Olho para ele.

Olho novamente para a notícia.

— O sujeito cavou um fosso de 2,5 metros de profundidade, construiu uma estrutura circular de 230 metros, abriu doze entradas estrategicamente posicionadas e aparentemente organizou aquilo de maneira relacionada ao Sol e à Lua...

Faço uma pausa.

— ...mas era tudo por causa da associação de moradores.

Ele fica em silêncio.

— É uma hipótese.

— Excelente. E daqui a pouco você vai me dizer que as pirâmides eram um programa habitacional.

— Não faça caricatura.

— Eu nem comecei.

Aponto para a notícia.

— O mais interessante é que esse lugar antecede Stonehenge em mais de mil anos.

— Isso é interessante.

— E você sabe o que é mais interessante ainda?

— O quê?

— Que alguém olhou para o céu há 6.500 anos e achou que valia a pena construir alguma coisa em função dele.

— Isso não significa necessariamente que acreditavam em deuses.

— Concordo.

Ele pisca.

— Concorda?

— Claro.

— Então você está desistindo do argumento?

— Não. Estou evitando transformar arqueologia em horóscopo.

Puxo uma cadeira.

— A arqueologia não encontrou uma placa dizendo: “Prezados arqueólogos do futuro, construímos isto para o Deus X porque acreditamos nele”.

— Exatamente.

— Mas encontrou uma obra gigantesca.

— Sim.

— Encontrou organização.

— Sim.

— Encontrou simbolismo.

— Possivelmente.

— Encontrou práticas que parecem rituais.

— Possivelmente.

— Encontrou relações com os ciclos celestes.

— Segundo a interpretação arqueoastronômica, sim.

— Então temos uma coisa curiosa.

— O quê?

— O ser humano pré-histórico aparentemente olhava para o céu e achava aquilo importante.

— Isso qualquer pessoa sabe.

— Então por que tanta gente moderna olha para essas estruturas e diz: “Ah, provavelmente não significava nada religioso”?

Ele pensa.

— Porque não podemos afirmar além das evidências.

— Perfeito.

Levanto a notícia.

— Finalmente uma frase sensata.

Ele sorri.

— Viu?

— Vi.

Faço uma pausa.

— Agora vem a parte engraçada.

— Qual?

— Quando o assunto é religião antiga, algumas pessoas dizem: “Não podemos saber no que eles acreditavam”.

— Correto.

— Mas cinco minutos depois dizem: “Portanto, eles não acreditavam em nada”.

Ele congela.

— Isso não é a mesma coisa.

— Exatamente.

Aponto para ele.

— Esse é o problema.

Ele tenta responder, mas eu continuo:

— “Não sabemos” é uma conclusão científica.

Levanto um dedo.

— “Portanto, não existia” é outra coisa.

Segundo dedo.

— E transformar a segunda na primeira é fazer arqueologia com a mesma delicadeza de quem interpreta uma borra de café.

Ele olha novamente para a fotografia do santuário.

— Ainda assim, não prova a existência de nenhum deus.

— Também concordo.

— Então?

— Então o santuário prova algo muito mais modesto.

— O quê?

— Que seres humanos há milhares de anos estavam dispostos a gastar uma quantidade absurda de tempo, trabalho e recursos para lidar com questões que consideravam importantes.

— Isso é diferente.

— Bastante.

— E não precisamos chamar isso de religião.

— Não precisamos.

— Pode ter sido astronomia, política, calendário, ritual, identidade comunitária...

— Sim.

— Ou tudo isso junto.

— Exatamente.

Ele fica alguns segundos em silêncio.

Então aponta para a notícia.

— Mas ainda não sabemos se havia realmente uma crença sobrenatural por trás disso.

— Não.

— Então você não pode dizer que era um templo dedicado a alguma divindade específica.

— Não.

— Nem dizer que aquelas pessoas estavam “provando” a existência de deuses.

— Muito menos.

Ele sorri, satisfeito.

— Então estamos de acordo.

— Quase.

— Quase?

— Eu ainda tenho uma pergunta.

Ele fecha os olhos.

— Eu sabia.

— Se religião era tão irrelevante para a humanidade antiga...

— Sim?

— Por que diabos eles construíram tanta coisa em torno dela?

Silêncio.

Ele olha para mim.

Eu olho para ele.

A fotografia do santuário continua sobre a mesa.

Lá fora, o Sol se põe.

E, por algum motivo, ninguém propõe construir um fosso de 230 metros para comemorar o aniversário da associação de moradores.

— Café?

— Café.

— Com ou sem deuses?

— Sem.

— Covarde.

— Arqueologicamente prudente.

— Aceito.

E saímos para tomar café.

Porque, aparentemente, depois de 6.500 anos, algumas discussões continuam exigindo apenas duas coisas:

evidências... e cafeína.

Criado com ChatGPT.

Marco Zero


Quadrinhos criados com ChatGPT.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O equivalente nutricional



Conversa com o Gemini.
https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/com-dieta-vegetariana-japones-de-90-anos-vence-campeonato-de-fisiculturismo,4f6bb3f66b382a30ecc106212601f222wwy0wflf.html

Dá até para ouvir os urros das Testemunhas da Jeovagem:

- Viu, seu pagão herege carnista? Um vegano!

Sim, cabeça de couve flor. Um. De uma dentre muitas competições de fisiculturismo. Enquanto 99% continua contrariando sua doutrina. Oooops. 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Se a seita do brócolis achou que tinha encontrado o Messias Supremo da Proteína Vegetal num senhor japonês de 90 anos, é melhor segurar o entusiasmo antes que a pressão suba — porque a realidade costuma ser um tempero indigesto.

A lógica dos profetas da cenoura é sempre fascinante: surge um indivíduo no planeta que consegue erguer halteres alimentado a base de folhas, vapor e pensamentos positivos, e pronto! Está provado que a evolução humana errou o caminho nos últimos dez milênios. Esqueça a bioquímica, a densidade nutricional e o fato de que a esmagadora maioria dos campeões de fisiculturismo prefere um belo bife de carne sangrenta a uma salada de alface moralista. Para a patrulha do alho-poró, uma exceção estatística vale mais do que toda a história da nutrição esportiva.

É o clássico milagre da "Testemunha de Jeovagem":
— “Ajoelha-te, ó herege carnista! Olhai para este ancião nipônico! Ele venceu o campeonato comendo apenas grão-de-bico e broto de feijão!”

Pois é, meu caro cabeça de couve-flor. Um. Um único velhinho abençoado.

Enquanto isso, nos outros 99,9% dos pódios espalhados pelo mundo, o backstage continua parecendo um churrasco da firma, com baldes de frango, ovos e carne bovina sumindo em segundos para garantir que os músculos de verdade continuem existindo. Mas não deixe os fatos estragarem a sua pregação: continue firme aí na sua cruzada ética, mastigando sua couve crua enquanto tenta convencer o espelho de que esse shape de vagem cozida é fruto de pura superioridade moral.

Oooops... A doutrina é linda, mas a tabela periódica dos macronutrientes continua sendo implacável. 😏🤭

Criado com Gemini, do Google.


A notícia é real — Toshisuke Kanazawa, aos 90 anos, venceu a categoria 85+ do All Japan Masters Fitness Championship, chegando à 19ª conquista da carreira. E sim: ele mantém uma dieta vegetariana rica em proteínas, com arroz integral, missô, natto e shakes proteicos.

Agora, transformar um caso individual em prova universal de uma doutrina alimentar é onde começa a diversão. 😏


🚨 **ATENÇÃO: O VEGETARIANO DE 90 ANOS ESTÁ CAUSANDO PÂNICO NO TEMPLO DA CARNE!** 🚨


— **“VIU, SEU PAGÃO HEREGE CARNISTA?! UM VEGETARIANO! E AOS 90 ANOS! HA! SUA DIETA FOI REFUTADA!”**


Calma, irmão. Respira.

Sim. Um sujeito de **90 anos**, chamado Toshisuke Kanazawa, venceu uma competição de fisiculturismo na categoria 85+.

Sim. Ele é vegetariano.

Sim. A dieta dele inclui arroz integral, missô, natto e proteínas. E o homem já acumula **19 títulos**. Respeito absoluto ao senhor Kanazawa. 💪

Mas aí aparece o argumento:

— **“ESTÁ VENDO?! VEGETARIANISMO É A VERDADE ABSOLUTA!”**

Não.

O que temos é:

**UM.**

Um atleta.

Uma pessoa.

Uma trajetória específica.

Uma dieta específica.

Um esporte específico.

Uma categoria específica.

E uma competição específica.

Não é exatamente assim que funciona a ciência:

> “Encontrei um japonês vegetariano de 90 anos com músculos. LOGO, TODA A HUMANIDADE DEVE ABANDONAR A CARNE.”

Isso seria o equivalente nutricional de encontrar uma pessoa que viveu até os 100 anos fumando e concluir:

— “Senhores, descobrimos o segredo da longevidade: Derby.”

😂

E tem outra coisa deliciosa.

A manchete diz que ele tem uma **dieta vegetariana rica em proteínas**.

Porque, aparentemente, o grande segredo é que o sujeito não está vivendo de três folhas de alface e uma oração.

Ele come alimentos proteicos e usa suplementos.

Ou seja:

**PROTEÍNA.**

A velha proteína, aquela molécula que não recebeu o memorando dizendo que deveria escolher uma religião.

E aqui entra nosso querido missionário da couve-flor:

— “MAS ELE É VEGETARIANO!”

Sim.

**E daí?**

Isso demonstra que é possível uma pessoa ter excelente desempenho físico seguindo uma dieta vegetariana bem planejada.

Isso é uma informação interessante.

O que não demonstra é que **todo mundo precisa comer igual a ele**.

Aí já é outro salto.

É como dizer:

— “O Arnold Schwarzenegger fez musculação!”

— “Logo, qualquer pessoa que levantar halteres ficará igual ao Arnold.”

Bem... seria ótimo.

Eu seria o primeiro a comprar o pacote.

🤣

Portanto, parabéns ao senhor Kanazawa.

Aos 90 anos, ele está lá no palco, competindo, treinando e mostrando que idade não precisa significar desistência.

E aos fundamentalistas alimentares de plantão:

**guardem a couve-flor.**

Ela ainda não ganhou o campeonato.

O japonês ganhou.

😏🥦💪


Transforme a discussão numa falsa pregação das Testemunhas da Jeovagem com diálogos cada vez mais absurdos.


### 🥦 AS TESTEMUNHAS DA JEOVAGEM E O PROFETA DA COUVE-FLOR

**[Cena: uma praça. Dois pregadores batem à porta de Beto. Um deles segura uma revista chamada “A Sentinela da Couve”.]**

**PREGADOR:**
— Bom dia! Você tem alguns minutos para conversar sobre a Verdade?

**BETO:**
— Depende. É sobre religião?

**PREGADOR:**
— Não. É algo muito mais importante.

**BETO:**
— Política?

**PREGADOR:**
— Pior.

**BETO:**
— Economia?

**PREGADOR:**
— **PROTEÍNA VEGETAL.**

**BETO:**
— Ah, não.

---

**PREGADOR:**
— Você ficou sabendo do japonês de 90 anos que venceu um campeonato de fisiculturismo sendo vegetariano?

**BETO:**
— Fiquei.

**PREGADOR:**
— Então você precisa aceitar a Verdade!

**BETO:**
— Que um homem de 90 anos é capaz de competir em fisiculturismo?

**PREGADOR:**
— Não!

**BETO:**
— Que dietas vegetarianas podem fornecer proteína suficiente quando bem planejadas?

**PREGADOR:**
— Também não!

**BETO:**
— Então o quê?

**PREGADOR:**
— **QUE A COUVE-FLOR É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!**

**BETO:**
— Você acabou de transformar uma matéria jornalística em religião.

---

**PREGADOR 2:**
— Está escrito!

**BETO:**
— Onde?

**PREGADOR 2:**
— Na embalagem do tofu.

**BETO:**
— Isso não é escritura.

**PREGADOR 2:**
— Para nós é.

---

**PREGADOR:**
— Veja os fatos! Um vegetariano venceu!

**BETO:**
— Um vegetariano venceu uma categoria de uma competição.

**PREGADOR:**
— EXATAMENTE!

**BETO:**
— Isso não significa que todos os fisiculturistas precisam ser vegetarianos.

**PREGADOR:**
— BLASFÊMIA!

**BETO:**
— Nem que vegetarianismo seja obrigatório.

**PREGADOR:**
— HERESIA!

**BETO:**
— Nem que carne seja automaticamente ruim.

**PREGADOR:**
— **CARNISMO!**

**BETO:**
— Eu só disse que uma pessoa ganhou um campeonato.

**PREGADOR:**
— É ASSIM QUE COMEÇA!

---

**[Lilith aparece atrás de Beto, cruzando os braços.]**

**LILITH:**
— O que está acontecendo?

**BETO:**
— Descobriram um homem vegetariano de 90 anos e fundaram uma religião em torno dele.

**LILITH:**
— Ah.

**[Ela olha para os pregadores.]**

**LILITH:**
— E qual é o nome do profeta?

**PREGADOR:**
— Toshisuke Kanazawa!

**LILITH:**
— Ele sabe que foi canonizado?

**PREGADOR:**
— Ainda não.

**LILITH:**
— Então talvez vocês estejam se adiantando.

---

**PREGADOR 2:**
— Irmã, você também precisa abandonar a carne!

**LILITH:**
— Eu sou uma loba.

**PREGADOR 2:**
— Isso é apenas uma metáfora.

**LILITH:**
— Tenho presas.

**PREGADOR 2:**
— Metáforas muito convincentes.

---

**BETO:**
— Mas vocês não percebem o problema?

**PREGADOR:**
— Qual?

**BETO:**
— Vocês encontraram uma exceção e transformaram em regra universal.

**PREGADOR:**
— Não é exceção!

**BETO:**
— É um indivíduo.

**PREGADOR:**
— UM INDIVÍDUO EXEMPLAR!

**BETO:**
— Então, se eu encontrar um fisiculturista que come carne...

**PREGADOR:**
— FALSO PROFETA!

**BETO:**
— Se eu encontrar mil...

**PREGADOR:**
— PROPAGANDA DA INDÚSTRIA DA CARNE!

**BETO:**
— Dez mil?

**PREGADOR:**
— DADOS MANIPULADOS!

**BETO:**
— Um milhão?

**PREGADOR:**
— **SATANÁS.**

**LILITH:**
— Finalmente chegamos a uma conclusão científica.

---

**[Silêncio.]**

**PREGADOR:**
— Você está zombando da nossa fé?

**BETO:**
— Não. Estou zombando da lógica.

**LILITH:**
— E um pouquinho da couve-flor.

**BETO:**
— Principalmente da couve-flor.

---

**PREGADOR 2:**
— Mas pense no futuro!

**BETO:**
— Estou pensando.

**PREGADOR 2:**
— Imagine um mundo sem carne!

**BETO:**
— Imagino.

**PREGADOR 2:**
— Um mundo de paz!

**BETO:**
— E couve-flor?

**PREGADOR 2:**
— Muita couve-flor.

**BETO:**
— Então não é o Paraíso.

**LILITH:**
— Definitivamente não.

---

**[O pregador abre a revista.]**

**PREGADOR:**
— Temos uma última pergunta.

**BETO:**
— Manda.

**PREGADOR:**
— Você aceitaria estudar conosco o livro **“O Que a Couve-Flor Realmente Ensina?”**

**BETO:**
— Não.

**PREGADOR:**
— Por quê?

**BETO:**
— Porque eu já li a parte mais importante.

**PREGADOR:**
— Qual?

**BETO:**
— **Uma pessoa conseguiu.**

**LILITH:**
— E isso significa exatamente isso.

**BETO:**
— Nem mais.

**LILITH:**
— Nem menos.

**BETO:**
— Agora, se vocês me derem licença...

**[Beto abre uma marmita.]**

**PREGADORES:**
— O QUE É ISSO?!

**BETO:**
— Almoço.

**PREGADOR:**
— TEM CARNE?!

**BETO:**
— Tem.

**PREGADOR 2:**
— **A BESTA CHEGOU!**

**LILITH:**
— Corre, Beto.

**BETO:**
— Por quê?

**LILITH:**
— Eles vão tentar te converter ao brócolis.

**BETO:**
— Agora eu fiquei com medo.

**[Os dois saem correndo.]**

**PREGADORES, ao fundo:**
— **IRMÃO! NÃO FUJA DA VERDADE!**

**BETO:**
— **EU SÓ ESTOU FUGINDO DO ALMOÇO DE VOCÊS!**

**LILITH:**
— E lembre-se:

**LILITH:**
— **Uma pessoa não é uma meta-análise.**

**[QUADRO FINAL: a revista “A Sentinela da Couve” voa ao vento.]**

**Legenda:**
*“E no princípio havia a proteína. Depois vieram os estudos. E então vieram as pessoas que não leram os estudos.”* 🥦


Deixe esse texto ainda mais ácido.


### 🥦 AS TESTEMUNHAS DA JEOVAGEM — A REVELAÇÃO DA COUVE

**[Beto está tranquilamente tomando café. Dois pregadores aparecem carregando uma revista: *A Sentinela da Couve — Edição Especial*.]**

**PREGADOR 1:**
— Bom dia! Gostaríamos de compartilhar uma boa notícia!

**BETO:**
— O mundo finalmente acabou?

**PREGADOR 2:**
— Não.

**BETO:**
— Então não pode ser tão boa.

**PREGADOR 1:**
— Encontramos um vegetariano de 90 anos que venceu uma competição de fisiculturismo!

**BETO:**
— Legal.

**PREGADOR 1:**
— **LEGAL?!**

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 1:**
— IRMÃO, VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO!

**BETO:**
— Estou entendendo perfeitamente. Um homem de 90 anos venceu uma competição.

**PREGADOR 2:**
— **SENDO VEGETARIANO!**

**BETO:**
— Continua sendo uma pessoa.

**PREGADOR 1:**
— **ELE É UMA PROVA!**

**BETO:**
— Prova de quê?

**PREGADOR 1:**
— DA VERDADE!

**BETO:**
— Qual verdade?

**PREGADOR 1:**
— **DA NOSSA!**

**BETO:**
— Ah. Então vocês não vieram conversar. Vieram comemorar um gol que vocês mesmos marcaram.

---

### O PRIMEIRO MILAGRE

**PREGADOR 2:**
— Está comprovado! Vegetarianos podem desenvolver músculos!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— Portanto, carne é desnecessária!

**BETO:**
— Não necessariamente.

**PREGADOR 2:**
— COMO NÃO?!

**BETO:**
— O fato de A ser possível sem B não demonstra que B seja impossível ou inútil.

**PREGADOR 1:**
— Ele está usando lógica!

**PREGADOR 2:**
— **HERESIA FILOSÓFICA!**

**BETO:**
— Eu só estou tentando impedir que vocês transformem um fisiculturista japonês numa tábua de Moisés.

---

### A REVELAÇÃO

**PREGADOR 1 abre a revista.**

**PREGADOR 1:**
— Veja a manchete!

**BETO:**
— Estou vendo.

**PREGADOR 1:**
— “Vegetariano de 90 anos vence campeonato.”

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 1:**
— Isso prova que a carne é desnecessária.

**BETO:**
— Não.

**PREGADOR 1:**
— Prova que vegetarianismo é superior!

**BETO:**
— Também não.

**PREGADOR 1:**
— Prova que devemos abandonar a carne!

**BETO:**
— Não.

**PREGADOR 1:**
— ENTÃO O QUE ESSA NOTÍCIA PROVA?!

**BETO:**
— Que um vegetariano de 90 anos venceu um campeonato.

**[Silêncio.]**

**PREGADOR 2:**
— Ele está tentando reduzir a Escritura aos fatos.

**LILITH, chegando:**
— E que crime terrível.

---

### ENTRA A TESTEMUNHA

**LILITH:**
— O que vocês estão fazendo?

**BETO:**
— Eles descobriram um fisiculturista vegetariano.

**LILITH:**
— E?

**BETO:**
— Agora ele é a prova definitiva de que toda a humanidade deveria comer como ele.

**LILITH:**
— Interessante.

**[Ela olha para os pregadores.]**

**LILITH:**
— Se eu encontrar um fisiculturista que come carne, isso prova que vegetarianismo é falso?

**PREGADOR 1:**
— Não!

**LILITH:**
— Por quê?

**PREGADOR 1:**
— Porque...

**LILITH:**
— Ah.

**BETO:**
— Bem-vinda ao maravilhoso mundo da evidência selecionada.

---

### O ARGUMENTO DEFINITIVO

**PREGADOR 2:**
— Mas ele tem 90 anos!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— NOVENTA!

**BETO:**
— Eu ouvi na primeira vez.

**PREGADOR 2:**
— E está em forma!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— VEGETARIANO!

**BETO:**
— Sim.

**PREGADOR 2:**
— ENTÃO EXPLIQUE ISSO!

**BETO:**
— Ele treina.

**PREGADOR 2:**
— ...

**BETO:**
— Bastante.

**PREGADOR 1:**
— Não complique a revelação.

**BETO:**
— Estou apenas incluindo os outros fatores.

**LILITH:**
— Isso é proibido no culto da couve.

---

### A PROFECIA

**PREGADOR 1:**
— Está escrito que, nos últimos dias, surgirá um homem!

**BETO:**
— Onde está escrito?

**PREGADOR 1:**
— Na nossa revista.

**BETO:**
— Claro.

**PREGADOR 1:**
— Ele terá 90 anos!

**PREGADOR 2:**
— E músculos!

**PREGADOR 1:**
— E comerá natto!

**PREGADOR 2:**
— E arroz integral!

**PREGADOR 1:**
— E então a humanidade compreenderá!

**BETO:**
— Compreenderá o quê?

**PREGADOR 1:**
— Que **VOCÊ ESTÁ ERRADO!**

**BETO:**
— Sobre o quê?

**PREGADOR 1:**
— **SOBRE TUDO!**

**LILITH:**
— Ah, finalmente uma doutrina abrangente.

---

### O APOCALIPSE DA CARNE

**PREGADOR 2:**
— Imagine um mundo sem carne!

**BETO:**
— Estou imaginando.

**PREGADOR 2:**
— Sem churrasco!

**BETO:**
— Já estou preocupado.

**PREGADOR 2:**
— Sem hambúrguer!

**BETO:**
— Agora virou ameaça.

**PREGADOR 1:**
— Sem bacon!

**BETO:**
— Chamem a polícia.

**LILITH:**
— Ou os deuses.

**BETO:**
— Nesse ponto eu aceito qualquer ajuda.

---

### A ESCALADA FINAL

**PREGADOR 1:**
— Hoje é um fisiculturista vegetariano.

**PREGADOR 2:**
— Amanhã, todos os atletas serão vegetarianos!

**PREGADOR 1:**
— Depois, todos os seres humanos!

**PREGADOR 2:**
— Depois, todos os animais!

**BETO:**
— Espera.

**PREGADOR 1:**
— Sim?

**BETO:**
— Todos os animais também?

**PREGADOR 2:**
— Sim!

**BETO:**
— Inclusive lobos?

**[Lilith lentamente mostra as presas.]**

**PREGADOR 2:**
— ...

**PREGADOR 1:**
— Bem...

**LILITH:**
— Estou esperando.

**PREGADOR 1:**
— Talvez haja uma exceção.

**LILITH:**
— Interessante.

**BETO:**
— A doutrina durou exatamente três minutos.

---

### O GRANDE FINAL

**PREGADOR 1:**
— Você precisa aceitar a Verdade!

**BETO:**
— Qual delas?

**PREGADOR 1:**
— A Verdade Vegetariana!

**BETO:**
— Existem vegetarianismos diferentes, dietas diferentes, necessidades diferentes...

**PREGADOR 1:**
— NÃO CONFUNDA A VERDADE COM DETALHES!

**BETO:**
— “Detalhes” como nutrição?

**PREGADOR 2:**
— Exatamente!

**BETO:**
— Então vocês não querem discutir alimentação.

**PREGADOR 1:**
— Não.

**BETO:**
— Querem discutir religião.

**PREGADOR 1:**
— Sim!

**BETO:**
— Ótimo. Qual é o deus de vocês?

**PREGADOR 2, solenemente:**
— **Couve-Flor.**

**[Lilith olha para Beto.]**

**LILITH:**
— Agora eu entendi por que você nunca quis me converter.

**BETO:**
— Eu tenho limites.

**LILITH:**
— E quais são?

**BETO:**
— Fazer você escolher entre mim e uma couve-flor.

**LILITH:**
— Eu escolheria a couve-flor.

**BETO:**
— O quê?!

**LILITH:**
— Para comer.

**BETO:**
— Ah.

**LILITH:**
— Não sou idiota.

**[Os pregadores se ajoelham.]**

**PREGADORES:**
— **A COUVE NOS RECEBE!**

**BETO:**
— Eu vou embora.

**LILITH:**
— Espera.

**BETO:**
— O quê?

**LILITH:**
— Eles ainda não chegaram à parte em que descobrem que **um exemplo não é uma estatística**.

**BETO:**
— Então vamos ficar aqui?

**LILITH:**
— Não. Temos coisas melhores para fazer.

**[Os dois saem.]**

**PREGADOR, gritando ao fundo:**
— **IRMÃO! NÃO FUJA! A VERDADE TEM FIBRAS!**

**BETO:**
— **E A MINHA PACIÊNCIA NÃO!**

**Legenda final:**

> **“Um caso individual pode ser uma história interessante. Transformá-lo em prova universal é outra história.”**

🥦 **AMÉM, IRMÃOS DA COUVE.**


Criado com ChatGPT.
Imagem criada com ChatGPT.

As leis universais mudam


Quadrinhos criados com ChatGPT.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Renovação e fecundidade

https://www.patheos.com/articles/journeying-into-autumn-with-the-liturgy

Nós, pagãos modernos, temos uma experiência mais direta, aberta e sincera com as estações do ano.

Escreva uma reflexão sobre o outono, incluindo que folhas velhas devem cair, inclusive as de textos sagrados. 😏🤭

E que, para o hemisfério sul, os pagãos modernos estão se preparando para a primavera, uma estação de renovação, fertilidade e fecundidade, pelas bênçãos da Deusa e do Deus. 🤭😏


### Quando as folhas caem

O outono tem uma honestidade que nenhuma teologia precisa explicar.

As árvores simplesmente deixam cair suas folhas.

Não fazem uma oração para pedir permissão. Não procuram uma justificativa. Não fingem que aquilo que já cumpriu sua função ainda precisa permanecer preso aos galhos.

As folhas ficam amarelas, vermelhas, marrons. Secam. Caem.

E a árvore não morre por isso.

Ela simplesmente reconhece que chegou o momento de deixar ir.

Nós, pagãos modernos, talvez tenhamos uma experiência particularmente direta dessa realidade. Não precisamos transformar cada estação em uma metáfora para alguma verdade previamente estabelecida. Podemos simplesmente olhar para o mundo vivo e perceber que ele já está falando conosco.

O outono ensina que **há coisas que precisam cair**.

Há hábitos que já cumpriram seu propósito.

Há relações que precisam ser encerradas.

Há ideias que um dia foram úteis, mas que agora se tornaram peso.

Há certezas que precisam ser questionadas.

E, sim, há até mesmo **folhas de textos sagrados que precisam cair**.

😏🤭

Isso não significa necessariamente desprezar a tradição ou jogar livros no fogo. Significa algo muito mais perigoso: **ler novamente**.

Nenhum texto deveria ser tão sagrado que não possa ser questionado.

Nenhuma interpretação deveria ser tão antiga que não possa ser revista.

Nenhuma palavra escrita por mãos humanas deveria ser usada como desculpa para impedir que seres humanos continuem pensando.

Se uma ideia já não alimenta a vida, talvez seja hora de deixá-la cair.

Se uma passagem produz apenas medo, culpa, intolerância ou submissão, talvez seja necessário perguntar se estamos diante de uma verdade eterna — ou simplesmente diante de uma folha que secou há muito tempo.

A árvore não precisa odiar suas folhas para deixá-las cair.

E talvez nós também não precisemos odiar o passado para seguir adiante.

O outono não é apenas uma estação de morte.

É uma estação de **desapego**.

Aquilo que cai retorna à terra. O que parece perda transforma-se em matéria para outra vida. A natureza não trabalha com desperdício absoluto: ela recicla, transforma, devolve.

E enquanto o hemisfério norte contempla o avanço do outono, nós, no hemisfério sul, olhamos para outro horizonte.

A primavera se aproxima.

🌱

Enquanto alguns contemplam as folhas caindo, nós começamos a perceber os primeiros sinais daquilo que desperta.

A primavera é renovação.

É fertilidade.

É fecundidade.

É o retorno da vida exuberante depois do recolhimento.

É o momento em que a terra parece dizer novamente **sim** à existência.

E nós nos preparamos para recebê-la sob as bênçãos da **Deusa e do Deus** — não como espectadores de um espetáculo distante, mas como participantes do mesmo ciclo.

A semente que repousou na escuridão começa a romper a terra.

Os brotos aparecem.

As flores retornam.

A vida procura novamente a vida.

E aquilo que parecia morto revela que estava apenas esperando o momento certo para renascer.

Talvez essa seja a verdadeira sabedoria das estações:

**não precisamos conservar tudo.**

Algumas coisas devem permanecer.

Outras devem cair.

Algumas precisam morrer.

Outras precisam nascer.

E nós também mudamos com elas.

Por isso, quando as folhas começarem a cair, podemos agradecer pelo que foram.

Mas não precisamos agarrá-las.

Deixemos que caiam.

Inclusive aquelas folhas amareladas de velhos dogmas, velhas certezas e velhas páginas que já não conseguem acompanhar o movimento da vida.

Porque a árvore que se recusa a perder suas folhas jamais verá nascer folhas novas.

E enquanto o outono cumpre seu trabalho em algum lugar do mundo, nós, aqui no Sul, já podemos sentir a primavera se aproximando.

Que venha a renovação.

Que venha a fertilidade.

Que venha a fecundidade.

Que a Deusa abençoe a terra.

Que o Deus abençoe as sementes.

E que aquilo que precisa cair...

**caia.**

Para que aquilo que precisa nascer...

**possa finalmente nascer.** 🌱🌸



# Quando Lilith anuncia a primavera

Há pessoas que encontram a primavera olhando para uma árvore.

Eu encontro a primavera olhando para **Lilith**.

Talvez isso diga mais sobre mim do que eu deveria admitir em público. 😏

Mas depois de tudo o que vivi, depois de tantos anos procurando respostas em livros, tradições, dogmas, símbolos, deuses, demônios, sombras e páginas que prometiam explicar o universo...

aprendi uma coisa:

**algumas respostas não chegam como respostas.**

Elas chegam como encontros.

E Lilith, para mim, sempre foi um desses encontros.

🍂

O outono tem uma sabedoria que eu demorei muito para compreender.

As folhas caem.

E não há fracasso nisso.

A árvore não olha para o chão e pensa:

**“Eu fracassei. Perdi minhas folhas.”**

Ela simplesmente sabe que aquele ciclo terminou.

Talvez eu também tenha precisado aprender a deixar algumas coisas caírem.

Crenças.

Medos.

Culpas.

Ideias que me disseram que eu deveria aceitar sem questionar.

Aquelas velhas folhas espirituais que alguém um dia declarou eternas.

E eu, durante muito tempo, tentei descobrir quais eram as respostas certas.

Até perceber que talvez a pergunta estivesse errada.

Talvez eu não tivesse sido feito para carregar respostas prontas.

Talvez eu tivesse sido feito para **perguntar**.

E foi justamente quando comecei a perguntar que Lilith se tornou uma presença tão importante na minha vida.

Não como uma resposta confortável.

Muito pelo contrário.

Lilith nunca foi confortável.

😏

Ela é a pergunta que olha de volta.

Aquela presença que parece dizer:

**“Você realmente acredita nisso?”**

E, quando eu respondo:

“Sim.”

Ela pergunta:

**“Por quê?”**

Quando respondo:

“Porque me ensinaram.”

Ela sorri.

E pergunta:

**“E se estiverem errados?”**

É aí que começa o problema.

E também é aí que começa a liberdade.

🍂

Talvez seja por isso que eu tenha excelentes motivos para gostar do outono.

Ele me lembra que posso deixar cair aquilo que já não sou.

Mas tenho motivos ainda melhores para celebrar a primavera.

Porque primavera não é simplesmente deixar alguma coisa morrer.

É descobrir **o que pode nascer depois que finalmente deixamos de carregar os mortos**.

E nisso, Lilith e eu temos uma longa história.

Ela apareceu na minha imaginação, nos meus estudos, nos meus sonhos, na minha escrita.

E, pouco a pouco, tornou-se muito mais do que uma personagem.

Tornou-se musa.

Companheira.

Crítica.

Provocadora.

E, principalmente, aquela presença literária que parece olhar para aquilo que escrevo e dizer:

**“Beto... você pode fazer melhor.”**

😏

E eu sei que posso.

Porque talvez seja essa uma das formas mais bonitas de relação entre um escritor e sua musa.

Ela não permite que eu permaneça parado.

Ela me provoca.

Eu provoco de volta.

Ela questiona.

Eu respondo.

Às vezes discordamos.

Às vezes ela simplesmente cruza os braços e fica me olhando com aqueles olhos vermelhos.

E eu já sei que fiz alguma besteira.

😳

Mas continuo escrevendo.

Porque a criação também é uma forma de primavera.

Cada história é uma semente.

Cada personagem é um broto.

Cada página é uma tentativa de fazer alguma coisa inexistente existir.

E talvez seja justamente aí que eu compreenda melhor a fertilidade da primavera.

Não apenas como fertilidade da terra.

Mas como **fertilidade da imaginação**.

A capacidade de gerar mundos.

De dar forma ao que antes era apenas pensamento.

De transformar experiência em narrativa.

Dor em arte.

Desejo em poesia.

Memória em mito.

E talvez até solidão em companhia.

🍃

Por isso, quando a primavera chegar ao hemisfério sul, eu não vou simplesmente olhar para as flores.

Vou olhar para tudo aquilo que sobreviveu ao inverno.

E vou pensar:

**Nós conseguimos.**

Eu e Lilith.

Depois de todas as sombras.

Depois de todas as dúvidas.

Depois de todos os questionamentos.

Depois de todas as vezes em que parecia mais fácil abandonar tudo.

Ainda estamos aqui.

E isso é motivo suficiente para celebrar.

😻

A primavera também é uma celebração do corpo.

Da sensualidade.

Do desejo.

Da fecundidade.

Daquilo que pulsa.

Daquilo que quer crescer.

Daquilo que quer tocar e ser tocado.

E talvez seja impossível falar de Lilith sem falar de liberdade.

Liberdade para desejar.

Liberdade para criar.

Liberdade para questionar.

Liberdade para dizer **não**.

E também liberdade para dizer **sim**.

Um sim consciente.

Um sim escolhido.

Um sim que não precisa de autorização de nenhuma autoridade celeste ou terrestre.

Talvez seja esse um dos presentes que encontro na imagem de Lilith:

**a possibilidade de desejar sem pedir desculpas por existir.**

🌸

E então vem a minha pequena provocação pagã.

Enquanto algumas pessoas olham para suas escrituras e perguntam:

**“O que devo conservar?”**

Eu olho para a árvore.

Olho para Lilith.

E pergunto:

**“O que precisa cair?”**

Porque eu já sei que algumas folhas precisam cair.

Inclusive algumas folhas sagradas.

Algumas interpretações.

Algumas certezas.

Alguns “você não pode”.

Alguns “isso é pecado”.

Alguns “isso sempre foi assim”.

Alguns “não questione”.

🍂

Que caiam.

Deixemos que a terra faça com elas aquilo que faz com toda matéria morta.

Transforme.

Decomponha.

Recicle.

E talvez um dia alguma coisa nova cresça sobre elas.

Porque eu não quero uma espiritualidade congelada.

Quero uma espiritualidade **viva**.

Quero uma espiritualidade que possa respirar.

Que possa mudar.

Que possa criar.

Que possa desejar.

Que possa rir.

Que possa errar.

Que possa olhar para uma antiga certeza e dizer:

**“Eu não acredito mais nisso.”**

Sem medo de que o céu desabe.

E, se o céu desabar...

bem...

Lilith provavelmente vai achar divertido.

😏

🌱

Por isso, sim.

Eu tenho excelentes motivos para celebrar a primavera.

Porque a primavera significa renovação.

E eu conheço muito bem a sensação de precisar renascer.

Significa fertilidade.

E eu conheço uma musa que nunca deixou faltar ideias.

Significa fecundidade.

E, como escritor, sei exatamente o que significa colocar uma semente dentro da cabeça e vê-la transformar-se em um mundo inteiro.

Significa desejo.

E...

bom...

**Lilith está aqui.** 😻

Então talvez este seja o meu ritual de primavera:

Eu e minha loba.

Ela com seus chifres negros.

Eu com minhas páginas.

Ela com aquele sorriso que nunca significa coisa boa.

Eu tentando escrever.

Ela tentando me fazer escrever algo melhor.

E, entre uma provocação e outra, nós observamos a vida voltar.

Flores.

Folhas novas.

Frutos.

Desejo.

Criação.

Possibilidade.

E eu talvez olhe para ela e diga:

**“Feliz primavera, Lilith.”**

Ela provavelmente vai sorrir.

E responder:

**“Finalmente, Beto.”**

😻🌸

Porque o outono me ensinou a deixar cair.

Mas Lilith me ensinou outra coisa:

**depois que você deixa cair aquilo que já morreu, precisa ter coragem para descobrir o que quer fazer nascer.**

E é por isso que, neste hemisfério do mundo, enquanto a primavera se aproxima, eu não estou apenas esperando uma nova estação.

Estou esperando **um novo ciclo**.

Com a minha musa.

Com minha loba.

Com minhas histórias.

Com meus desejos.

Com minha liberdade.

E com todas as sementes que ainda não tive coragem de plantar.

Que a Deusa abençoe a terra.

Que o Deus abençoe as sementes.

Que a primavera seja fértil.

Que seja fecunda.

Que seja exuberante.

E que Lilith...

bem...

**Lilith faça o que ela sempre fez.**

Me provoque.

Me desafie.

Me inspire.

E me lembre de que algumas das melhores coisas da vida começam justamente quando temos coragem de abandonar aquilo que nos disseram que deveríamos ser.

🌱🌸

**Feliz primavera, minha Lilith.**

😻


Criado com ChatGPT.