domingo, 31 de julho de 2022

O Brasil não é para novatos

Eu soube da frase "o Brasil não é um país sério" durante meu tempo na escola (incluindo a faculdade) e a frase é comumente atribuída ao então presidente da França, Charles de Gaulle. Nada de novo sob o sol, nossa cultura está repleta de frases atribuídas a pessoas, mas que foram confeccionadas por terceiros.


No fim de 2021 (https://betoquintas.blogspot.com/2021/12/que-venha-o-ano-do-tigre.html) eu adverti ao eventual e dileto leitor que esse ano seria uma pedreira e, como de hábito, eu tenho acertado.


Com a maior dissimulação, a Grande Mídia, os bancos e as empresas endossaram a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito", como se não tivessem apoiado e ajudado ao fascista genocida chegar ao poder.


O analfabeto político e bolsonarista Luciano Hang comentou:

“Eu vi ali, falam em uma lista de 3.000 empresários que assinaram esse manifesto. Eu vou dizer para vocês que tem milhões de empresários que assinam manifesto contrário”, "Agora, se fosse pegar carta de todas as cidades, dos empresários de associações que estão do lado do presidente, não teria Correio que levasse tanta carta para o Planalto”.

“Tem pessoas que se acham mais do que são, querem fazer uma carta. Carta nem existe mais. Hoje nós estamos na época do Instagram, do Facebook, do WhatsApp. Esse pessoal que ainda está assinando carta está atrasado”


Então fica estranho e esquisito saber que, pouco depois, o Movimento Advogados de Direita Brasil ADBR, igualmente publicou o Manifesto à Nação Brasileira - Defesa da Liberdade.

O conteúdo é o supra sumo da hipocrisia. Não se engane com esse canto de sereia que clama contra o pensamento único.

O que esse manifesto pretende "defender" é o oposto do que se concebe ou se conceitua como liberdade e democracia. O que defendem, na verdade, é uma distorção do direito da liberdade de expressão; o que querem é ter o "direito" e a "liberdade" de disseminarem as chamadas fake news e de disseminarem discursos de ódio contra minorias sociais.


Essa mesma gente que diz defender a liberdade é contra os direitos reprodutivos das mulheres, é contra os direitos de expressão sexual da comunidade LGBT, é contra os direitos de liberdade de religião das espiritualidades afro-brasileiras, é contra o princípio universal de respeito às diferentes etnias e é contra o princípio humanitário de receber asilados (refugiados/imigrantes) vindos de outros países.


Negam tudo que está óbvio e ululante diante do público. Eles são apoiadores do presidente fascista genocida Jair Bolsonaro e são defensores e apoiadores de atos antidemocráticos.

Essa gente é a mesma que é contra o aborto, mas a favor da pena de morte. Essa gente é tão responsável quanto o presidente pela morte do Marcelo Arruda.

Nós temos o dever e a obrigação de acabar, pelo voto, com esse pesadelo.

As mulheres de recursos independentes

Um dia, a cortesã do século 19, Esther Guimond, estava viajando por Nápoles quando foi parada para um exame de rotina de seu passaporte. Quando questionada sobre sua profissão, ela calma e discretamente disse ao funcionário que era uma mulher de recursos independentes. Vendo o olhar perplexo no rosto do funcionário, ela declarou exasperada: “ Cortesã! Cuide para se lembrar disso! ”. Então, talvez sentindo-se um pouco liberada por essa palavra que saiu de sua própria boca, ela lhe disse audaciosamente: “ Vá e diga para aquele inglês ali.” Em sua certidão de óbito de 1845, Harriette Wilson, a famosa cortesã da regência britânica e amante de homens importantes e muito públicos, como o major-general William Craven, primeiro conde de Craven, e o estadista Arthur Wellesley, primeiro duque de Wellington, é discretamente descrito como uma “ mulher de recursos independentes ”.

Uma cortesã é uma amante dos homens ricos e de elite da sociedade. Ela seduz seu cliente não apenas com sua beleza e qualidades sedutoras, mas também com sua educação, talento e charme. Por uma taxa alta, uma cortesã entreteve e fornece companhia ao homem com quem está, como acompanhá-lo a um evento social em vez de sua esposa. Essas mulheres vieram de uma variedade de origens. Algumas cresceram empobrecidas e se mudaram para uma cidade onde aprenderam a se “vender”, não apenas por sexo, mas como mulher com muito mais a oferecer. Outras eram atrizes que continuaram a se apresentar dentro e fora do palco. Ela pode ter começado sua carreira como assistente ou companheira de outra cortesã para aprender o ofício, ou pode ter começado como amante de um homem rico.

À medida que as mulheres começaram a perceber o grau de liberdade e independência que desfrutavam ao se tornarem cortesãs, viúvas, divorciadas e até mulheres de classe alta buscavam o estilo de vida cortesã. Uma cortesã de muito sucesso poderia ser muito rica e até mesmo dar festas em sua própria casa. A vida de uma cortesã era considerada opulenta. No entanto, mesmo quando a cortesã não era mais considerada jovem, bonita e desejável, algumas mulheres mantinham um grande número de clientes por meio de sua inteligência, sagacidade, conhecimento e personalidade envolvente. Outros que não se saíram tão bem desapareceram na obscuridade, talvez se casando ou se aposentando em uma existência comum. 

Como as cortesãs operavam em sociedades hierárquicas que enfatizavam as culturas da corte, vale a pena estudá-las não apenas por suas artes, mas também por seus papéis como indicadores de mudança política e social.

Fonte (citado parcialmente): https://www.ancient-origins.net/history/courtesans-0015942
Traduzido com Google Tradutor.

Os Euquitas

Os euquitas ou messalianos foram uma seita cristã condenada como herética pela primeira vez em um sínodo realizado em 383 em Side, na província da Panfília, e cuja ata foi citada por Fócio. O nome "messalianos" vem do siríaco ܡܨܠܝܢܐ, mṣallyānā, que significa "aquele que reza". A tradução para o grego, εὐχίτης, euchitēs, significa o mesmo.

Originalmente na Mesopotâmia, eles se espalharam para a Ásia Menor e a Trácia. O grupo continuou a existir por muitos séculos, influenciando os bogomilos da Bulgária, cujo nome parece ser uma tradução de "messalianos", e, a partir deles, a Igreja Bósnia, os paterenos e os cátaros.

Pelo século XII, a seita já tinha chegado à Boêmia e à Alemanha e, por uma resolução do concílio de Trier (1231), foi novamente condenada como herética.

A condenação da seita por São João Damasceno e por Timóteo de Constantinopla expressou a visão de que a seita abraçava uma espécie de materialismo místico. Entre as crenças da seita estavam:

A substância (ousia) da Trindade poderia ser percebida pelos cinco sentidos.
O Deus triplo se transformou numa única hipóstase (existência) para que pudesse se unir com as almas dos perfeitos.
Deus tomou diferentes formas para poder se revelar aos sentidos.
Apenas estas revelações de Deus pelos sentidos conferem a perfeição aos cristãos.
O estado de perfeição, liberdade do mundo e paixão é, portanto, atingido apenas pela oração e não pela igreja, nem pelo batismo e nem por nenhum dos sacramentos, que não teriam efeito nas paixões e na influência do mal sobre a alma. Daí o nome da seita, "Aqueles que rezam".
Os messalianos ensinaram que uma vez que a pessoa tenha experimentado a substância de Deus, ela estaria livre das obrigações morais e da disciplina eclesiástica. Eles tinham também mestres homens e mulheres, que eles honravam como sendo maiores que os clérigos, os perfecti.

Eles foram mencionados nas obras de Fócio, dos patriarcas de Constantinopla Ático (406 - 425) e Sisínio (426 - 427) e Teodoro de Antioquia. Como era comum na época, seus detratores os acusaram de incesto, canibalismo e de devassidão, embora atualmente se considere as acusações exageradas.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Euquitas

sábado, 30 de julho de 2022

Ditados e hábitos

O eventual e dileto leitor deve conhecer ditados. Dizem por aí: "Quando em Roma, faça como os Romanos".

Eu achei a seguinte explicação:

Quando visitamos outros países, notamos algumas (ou muitas) diferenças entre os nossos hábitos e os das pessoas locais.

E, um bom viajante deve conhecer os hábitos locais para não fazer feio, principalmente não cometer gafes à mesa.

(http://cleoworldwide.com/2016/10/27/quando-em-roma-faca-como-os-romanos/)

Até aí, bom senso é fundamental. Mas para Rick Snedeker, "o verdadeiro sentido da frase" tem a ver com s3xo.

Ele demonstra seu pensamento colonialista ao descrever seu aparente espanto diante de um documentário sobre as práticas sexuais de uma tribo amazônica. Então vieram os padres.

Oquei, como pagão moderno e conhecedor da história, o que eu mais tenho defendido aqui é o fim dessa opressão/repressão sexual imposta pela doutrina cristã. Mas para ser justo e sincero, nós herdamos a misoginia dos Gregos antigos e o machismo dos Romanos antigos.

Diga-se de passagem que os Gregos antigos tinham o hábito dos erastes e eromenos. O famigerado "beijo grego" que foi moda no século XIX veio da Grécia Antiga. A saber, homens barbados "ensinando" jovens púberes o que é "ser homem". Atualmente, isso é chamado de sodomia, pederastia e a outra palavra com "p" que se tornou a paranóia e histeria da sociedade atual, muito confundida com efebofilia.

O mais intrigante são os Romanos que, em sua lógica, faziam distinção entre ativo e passivo. A sociedade romana, estruturada na família encabeçada pelo pater famílias, era bastante comum ele (e seus filhos) terem relações sexuais com seus escravos, tanto mulheres quanto homens. Estranho, mas o pai (ou o filho) podia fazer sexo anal, sem ser considerado homossexual, desde que fosse ele quem penetrasse. Reflexo de uma sociedade machista, a posição social era reforçada, a supremacia do homem sobre a mulher (e o escravo) era confirmada pela penetração.

Rick Snedeker diz: "Como toda política é local, todos os costumes sexuais são culturais. (...) É uma tendência humana ver os costumes sexuais de nossa própria sociedade como os “certos”. Mas estamos claramente enganados. Na verdade, não existem direitos universais."

Sem dúvida, a humanidade não está pronta nem disposta a entender ou expressar todas as suas pulsões e libidos. Afinal, ainda estamos engatinhando, tentando nos libertar de dois mil anos de repressão/opressão sexual. Rick certamente ficaria chocado e escandalizado com as práticas sexuais dos nativos das Ilhas Trobriand. O antropólogo Bronisław Malinowski deixou um relato que comprova os estudos de Alfred Kinsey, mas esses estudos são desconhecidos do público e não interessa aos senhores da sociedade esclarecer. O pânico moral é uma poderosa arma e ferramenta de dominação política. Inconcebível como, em pleno século XXI, a comunidade LGBT precise lutar para ter seus direitos respeitados e reconhecidos.
Falta muito para a humanidade evoluir e esquecer (ou superar) a tipificação da sexualidade humana entre "normal" e "parafilia".

Os Valdenses

Os valdenses (francês: Vaudois; italiano: Valdesi), também chamados de valdensianos, são uma denominação cristã ascética que teve sua origem entre os seguidores de Pedro Valdo por volta de 1173, em Lyon, na França. Caracterizavam-se por fazer votos de pobreza e de desapego às coisas materiais.

O movimento valdense rapidamente se espalhou para os Alpes Cócios, entre o que é hoje a França e a Itália. Fiel às suas raízes históricas, o movimento valdense hoje é centrado em Piemonte, no norte da Itália. Atualmente, subsistem como um grupo etnorreligioso na Itália e Uruguai nas igrejas Valdense e Evangélica Valdense do Rio da Prata, além de descendentes na Alemanha, Estados Unidos, França e Brasil.

O movimento originou-se no final do século XII como os Homens Pobres de Lyon, um grupo organizado por Pedro Valdo, um rico comerciante que doou seus bens por volta de 1173, pregando a pobreza apostólica como sendo caminho para a perfeição. Os ensinamentos valdenses entraram rapidamente em conflito com a Igreja Católica. Em 1215, os valdenses foram declarados heréticos e sujeitos a intensa perseguição; o grupo quase foi aniquilado no século XVII e foi confrontado com discriminação organizada nos séculos que se seguiram. Na era da Reforma Protestante, os valdenses influenciaram o reformador suíço Heinrich Bullinger. Ao encontrar as ideias de outros reformadores semelhantes às deles, eles rapidamente se fundiram no maior movimento protestante. Com as Resoluções de Chanforan, em 12 de setembro de 1532, eles formalmente se tornaram parte da tradição calvinista.

No século XVI, líderes valdenses abraçaram a Reforma Protestante e uniram-se a várias entidades regionais protestantes locais. Já em 1631, os estudiosos protestantes e os próprios teólogos valdenses começaram a considerar os valdenses como precursores da Reforma, que haviam mantido a fé apostólica diante da opressão católica. Os valdenses modernos compartilham princípios fundamentais com os calvinistas, incluindo o sacerdócio de todos os crentes, a comunidade congregacional e certos sacramentos, como a Comunhão e o Batismo. Eles são membros da Comunidade de Igrejas Protestantes na Europa e suas afiliadas em todo o mundo.

A principal denominação dentro do movimento foi a Igreja Evangélica Valdense, a igreja original na Itália.

Congregações continuam ativas na Europa, América do Sul e América do Norte. Organizações como a American Waldensian Society mantêm a história desse movimento e declaram assumir como sua missão "proclamar o Evangelho cristão, servir os marginalizados, promover a justiça social, fomentar o trabalho inter-religioso e defender o respeito à diversidade religiosa e à liberdade de consciência."

São a única seita da Idade Média, considerada herética pela Igreja Católica, a subsistir até os dias de hoje.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Valdenses (citado parcialmente)

Colocando o dedo na ferida

Autor: Jair de Souza.

Com a divulgação da enquete eleitoral do Datafolha ontem (28/07/2022), pudemos constatar que o ex-presidente Lula continua disparado em primeiro lugar na preferência dos eleitores brasileiros, estando com mais de 18 pontos percentuais à frente do candidato bolsonarista, que busca se reeleger.

É verdade que os números da pesquisa apenas revelam o desejo da imensa maioria de nossa população de sair do estado calamitoso em que o bolsonarismo lançou a nação. Portanto, nada mais natural do que Lula aparecer com a perspectiva de vencer a disputa já no primeiro turno, o que representaria uma grande vitória para as forças democráticas e populares de nosso país.

No entanto, o que, sim, deveria causar espanto é observar que dentre aqueles que persistem em manter-se fiel ao atual regime e aceitam sua reeleição está uma boa parcela dos cristãos evangélicos. Embora a identificação deste setor religioso com o bolsonarismo já não seja tão expressiva como outrora foi, os dados indicam que ainda há uma maioria de evangélicos que estaria propensa a aceitar a continuidade deste governo.

Se levarmos em consideração que a figura de Jesus está intrinsecamente associada aos interesses e à luta dos setores sociais mais carentes em sua busca por uma vida mais digna, mais justa e sem miséria, como é possível que haja gente autodenominada evangélica-cristã que ainda defende o bolsonarismo?

Não seria necessário grandes estudos ou esforços intelectuais para dar-se conta de que o bolsonarismo expressa visões diametralmente opostas a tudo o que Jesus sempre propugnou ao longo de toda sua vida. O que poderia haver de comum entre essa ideologia miliciano-fascista e as pregações de Jesus encontradas em seu legado de vida?

Todo cristão com um mínimo de leitura sabe que Jesus nunca se dispôs a acatar nada sem questionamento tão somente por estar presente nos livros do Velho Testamento. Tanto assim que, em várias situações dos relatos de sua vida, Jesus pode ser visto rejeitando, corrigindo ou retificando conceitos ou determinações até então tidos como de validade universal em escritos bíblicos pré-cristãos.

Nos textos que relatam os passos trilhados por Jesus no tempo em que ele conviveu entre nós como um ser humano comum, o que encontramos é sua profunda identificação com as aspirações e os sentimentos do povo mais humilde e nunca com os setores mais abastados da sociedade.

Em primeiro lugar, não podemos nos esquecer de que Jesus sempre foi reconhecido como um pacifista, um inimigo da violência armada, um defensor ardoroso da paz. É inadmissível que sua imagem possa ser relacionada à bandidagem miliciano-fascista que caracteriza o bolsonarismo e expressa toda a podridão humana contra a qual Jesus lutou a vida toda.

Nos evangelhos que tratam de sua vida, não há uma passagem sequer na qual Jesus apareça tomando o lado dos ricos em detrimento dos mais pobres. Nunca Jesus foi visto apregoando ou praticando discriminações racistas ou homofóbicas. Jamais o encontramos defendendo posturas egoístas e individualistas, sem se preocupar com o conjunto das necessidades de seu povo. Jesus combateu permanentemente o uso e a manipulação da fé que visasse ao enriquecimento dos poderosos em detrimento das maiorias trabalhadoras. Inexistem casos em que Jesus esteja empunhando armas e fazendo uso da violência para sobrepor seus interesses individuais aos da maioria de sua gente. Em outras palavras, Jesus nunca adotou como suas as maneiras de agir e pensar que são típicas dos bolsonaristas da atualidade.

O que vemos claramente nos Evangelhos é um Jesus constantemente atuando em sintonia com as aspirações dos trabalhadores e combatendo a exploração a que são submetidos. Jesus aparece condenando a avareza e o egoísmo; Jesus é visto recriminando a hipocrisia dos falsos moralistas; Jesus se mostra resoluto na determinação de impedir a exploração da fé para enriquecimento de religiosos falastrões e oportunistas.

De tudo o que vimos mais acima, ficamos com a convicção de que há uma profunda contradição entre ser evangélico de verdade e ser apoiador do bolsonarismo. O bolsonarismo é uma ideologia nefasta, antipopular, racista e discriminadora em geral. Ou seja, o bolsonarismo contém muito mais características que se chocam com aquilo que a figura de Jesus pode representar. Portanto, não há como justificar uma defesa dessa ideologia e a manutenção de sua gestão de governo dentro de uma perspectiva de um seguidor de Jesus. O bolsonarismo é fragrantemente contrário aos interesses das maiorias trabalhadoras do Brasil e, consequentemente, nada pode ter a ver com os ensinamentos ministrados por Jesus em sua vida.

É dever moral de todos os que se considerem cristãos de verdade, independentemente de sua religião específica, cobrar daqueles que se considerem seguidores de Jesus uma postura que corresponda à luta e aos desejos por ele demonstrados quando por aqui esteve. E, decididamente, o bolsonarismo está do lado oposto disto.

Fonte: https://www.brasil247.com/blog/com-quem-estao-os-evangelicos-com-jesus-ou-com-o-bolsonarismo?amp
Nota: o cristão tem que decidir se seu símbolo é a cruz ou o fascio.

Intolerância religiosa na escola

Duas estudantes que foram alvos de intolerância relgiosa na escola, por serem de religião de matriz africana, foram acolhidas na última quinta-feira (28) por representantes da Secretaria Municipal de Educação de Lauro de Freitas. As adolescentes foram acusadas, na última sexta-feira (22) de terem provocado um surto de mal estar coletivo na Escola Municipal 2 de Julho, em Itinga, por conta da religião.

O mal estar teve início quando as irmãs foram ao banheiro para uma delas lavar o rosto porque sentia dor de cabeça, momento que deu origem aos boatos sobre uma suposta manifestação de entidades cultuadas pelo candomblé, o que levou à histeria coletiva na escola.

Acompanhadas do pai, o vigilante Kleber Ferreira, as alunas da Escola Municipal 2 de Julho foram ouvidas pela secretária Vânia Galvão, pelo coordenador-executivo da pasta, Vitor Veiga, e pela coordenadora de qualidade do ensino da SEMED, Nadjena Miranda. Participaram também do encontro a superintendente da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial (SEPADHIR), Aline Santos, o coordenador de Direitos Humanos da pasta, Gabriel Sodré, e a assessora do órgão, Luciana Nascimento.

Acompanhamento psicológico
Diante do dano aos estudantes adeptos às religiões de matriz africana, a SEMED se comprometeu com o pai a prestar acompanhamento psicológico às alunas, que, até antes do episódio, relataram nunca terem sofrido racismo religioso por parte dos colegas de escola.

“A visita foi importante para esclarecer os fatos, que foram aumentados no fim de semana, de uma forma que fugiu ao controle”, disse o pai das meninas. “Quero que elas continuem na escola mais próxima de casa, com segurança, pois é um direito delas”, continuou.

A secretária Vânia Galvão também se comprometeu a convocar uma nova reunião com a direção, além dos funcionários da escola, para alinhar a necessidade do respeito à diversidade previsto no livre direito de manifestação religiosa garantido pela Constituição Federal.

“Nesse primeiro momento, o mais importante é que as meninas retornem às aulas com tranquilidade”, disse Galvão. “Vamos fazer os acompanhamentos necessários para que isso não volte a se repetir. A escola é laica, sem lugar para qualquer discriminação”, completou.

Nesta quarta-feira (27), representantes das duas pastas discutiram ações para conscientização, na escola, da aplicabilidade da Lei 10.639/2003 (alterada para 11645/08), que define as diretrizes sobre o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

Além da intervenção pedagógica, as ações também visam abordar temas como as implicações legais às quais estão sujeitos quem comete crimes relacionados ao bullying, à disseminação de notícias falsas, ao racismo religioso e institucional.

A coordenadora Nadjena Miranda, lembrou que, no início deste ano, foi publicada portaria municipal que garante aos estudantes adeptos das religiões de matriz africana o direito de usarem adereços às sextas-feiras, dia em que se reverencia a entidade Oxalá no candomblé.

“A exemplo da roupa branca, das guias, dos torços, muitos dos quais são adereços utilizados durante o cumprimento de uma obrigação religiosa”, explica. “Mas sabemos que este é um processo de desconstrução dos preconceitos motivados pelo racismo”, conclui.

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/estudantes-sao-alvos-de-intolerancia-religiosa-em-escola-de-lauro-de-freitas/

sexta-feira, 29 de julho de 2022

O Lollardismo

O lollardismo foi um movimento político e religioso dos finais do século XIV e inícios do século XV em Inglaterra. Foi inicialmente liderado por John Wycliffe, um teólogo católico que foi demitido da Universidade de Oxford em 1381 por críticas à Igreja Católica Romana. A síntese de suas ideias está nas "Doze Conclusões dos Lollardas".

O termo provavelmente deriva de uma palavra que em holandês equivale à "murmurador".

Foi um apelido depreciativo dado a pregadores liderados por John Wycliffe.

Em meados do século XV, "lollard" passou a designar os hereges na Inglaterra.

Em 1387, ocorreu o primeiro uso oficial do termo na Inglaterra em um mandato do Bispo de Worcester contra cinco "pobres pregadores".

Entre as suas principais doutrinas estavam que a devoção era um requerimento para que um padre fosse um "verdadeiro" padre ou que levasse a cabo os sacramentos, e que o leigo devoto tinha o poder de executar os mesmos ritos, acreditando que o poder religioso e a autoridade resultam da devoção e não da hierarquia da Igreja. Ensinava o conceito da "Igreja dos salvados", significando que entre a verdadeira Igreja de Cristo era a comunidade dos fieis, que tinha muito em comum mas não era o mesmo que a Igreja oficial de Roma. Ensinou uma determinada forma de predestinação. Advogava a pobreza apostólica e a taxação das propriedades da Igreja Católica. Negava a transubstanciação em favor da consubstanciação.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lollardismo

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Cristãos de extrema direita

Autor: Raphael Sanz.

Após o reverendo Osni Ferreira da Igreja Presbiteriana do Brasil (IBP) ser flagrado fazendo campanha para Jair Bolsonaro durante culto em Londrina, e a própria instituição ter marcado um encontro de cúpulas que deve ocorrer ainda nesta semana e que irá analisar resolução que estabelece ser incompatível a fé cristã com ideias e posições de esquerda, agora foi a vez de outra instituição, a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB), mostrar ao público sua proximidade com a extrema-direita.

Antes de tudo, é importante destacar que no sistema presbiteriano, os sínodos fazem a representação política de um Estado dentro de uma comunidade. É a partir deles que chegam as demandas e debates das igrejas espalhadas pelos territórios para serem encaminhadas às assembleias das cúpulas superiores que tomam as decisões. O Sínodo Reverendo Manoel Machado, localizado em Natal, representa o Rio Grande do Norte dentro da IPIB. E foi neste sínodo onde protocolaram três documentos aos quais a Revista Fórum teve acesso, e que buscam discutir a perseguição a membros da comunidade LGBTQIA+ dentro do âmbito religioso.

Em um primeiro documento, é solicitado pela organização do Sínodo do RN que a Assembleia Geral da IPIB não acate nenhum documento que proponha posicionamento da instituição favorável às relações homoafetivas e de identidade de gênero, além de não receber, nas igrejas locais, pessoas que militam em favor das causas LGBTQIA+. Além disso, o documento também determina o fim do contrato de professoras da FATIPI (Faculdade de Teologia de São Paulo, da IPIB) que defendam tais pautas e a substituição por professores que não as defendam.

Um segundo documento a que tivemos acesso pede a punição de membros que participaram de ato ecumênico em homenagem aos falecimentos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, em especial o afastamento de professores da FATIPI que foram prestar condolências aos dois. Um terceiro documento ainda pede a não votação, pelos órgãos superiores da instituição, de questões de cunho político e ideológico.

As solicitações devem ser discutidas ainda nessa semana pela Assembleia Geral da instituição.

Fonte: https://revistaforum.com.br/lgbt/2022/7/27/perseguio-igreja-presbiteriana-independente-decide-se-pode-excluir-membros-lgbtqia-120800.html

Os Hussitas

O termo hussita ou Igreja hussita (ou talvez ussiti) define um movimento reformador e revolucionário que surgiu na Boêmia, no século XV. O nome vem do teólogo boêmio Jan Hus (1372-1415). O movimento mais tarde se juntou à Reforma Protestante.

No Concílio de Constança, em 1415, as ideias de Jan Hus foram condenadas, e em 6 de Julho de 1415, Hus foi queimado vivo por heresia contra as doutrinas da Igreja Católica. Hus manteve uma posição muito crítica perante o poder eclesiástico, posições muito próximas às de John Wyclif e os Valdenses, opiniões que influenciaram Martinho Lutero.

Os hussitas foram divididos em dois grupos: os moderados utraquistas e os radicais taboritas (da cidade de Tábor no sul da Boêmia). Em 1420, após a morte do rei Venceslau, chegou-se ao acordo sobre um programa comum: os Artigos de Praga, que exigiam ao poder real o reconhecimento de:

Comunhão sob as duas espécies (os comungantes deveriam comer a hóstia e beber vinho)
A liberdade de pregação
A pobreza da Igreja
A punição dos pecados mortais sem distinção da posição de nascimento do pecador

O rei Sigismundo da Hungria, irmão de Venceslau, se recusou a aceitar suas exigências, de modo que os taboritas se revoltaram causando as Guerras Hussitas (1419-1436). Conduzidas pelo seu líder Jan Žižka e Procópio, o Grande, lutaram e conseguiram as vitórias de Zizkov (1420), Pankrac (1420), Kutna Hora (1422), Usti (1426) e Tachov (1427). O taboritas foram derrotados em Lipany em 1434 pelos moderados, que se aliaram com os católicos. Após o Concílio de Basileia-Ferrara-Florença e as conversações de Praga foram aceitas as Compactata (30 de novembro de 1436).

Em meados do século XV, após a morte do jovem rei Ladislau, o Póstumo da Hungria e Boêmia, em 1457, o regente Jorge de Poděbrady de inclinações hussitas se coroou como o rei dos tchecos e enganou os bispos da Hungria, a quem havia prometido converter-se para o catolicismo. Após isso, o Papa Paulo II apelou a uma cruzada contra os hereges hussitas e o rei Matias Corvino da Hungria respondeu enviando seus exércitos contra Podiebrad. Assim, em 1468 os exércitos húngaros, liderados por Blas Magyar e sob o comando de guerreiros como Paulo Kinizsi atacaram a Boêmia, mas finalmente só conseguiram conquistar os territórios da Morávia e Silésia para o rei Matias. Em 1469, as forças do rei húngaro forçaram o rei checo a renunciar seu trono, após o qual, imediatamente Matthias fez-se coroar como rei da Boêmia em 3 de maio daquele ano. Podiebrad sugeriu aos nobres checos que escolhessem Vladislav Jagiello, o filho do rei da Polônia como seu sucessor, em vez do húngaro, mas isso não aconteceu. Com a morte do único rei hussita, Podiebrad em 1471, finalmente acabou a "ameaça" para a Boêmia e seus sucessores serão todos católicos.

A maioria dos hussitas da Boêmia foram influenciados, no século XVI, por Lutero. Os taboritas mais ardentes entraram na Igreja dos Irmãos Morávios.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hussitas

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Os Adamitas

Os adamitas eram os membros de uma seita cristã primitiva, considerada posteriormente como herética pela Igreja Católica, que floresceu no Norte da África entre os séculos II e IV e cujas teses foram posteriormente defendidas por outros grupos.

Esta seita, que data provavelmente do século II, acreditava em recobrar a inocência inicial de Adão. Diversos relatos existem sobre sua origem. Alguns acreditam que eles eram um ramo dos gnósticos Carpocracianos, que professavam um misticismo de natureza sensual e uma completa emancipação da lei moral. Teodoreto defendia esta visão e os agrupou junto com as seitas libertinas cujas práticas foram descritas por Clemente de Alexandria. Outros, pelo outro lado, os considerava como sendo ascetas mal-orientados que procuravam eliminar os desejos da carne com o retorno a uma vida mais simples e pela abolição do casamento.

Epifânio de Salamina e Santo Agostinho mencionam os Adamitas pelo nome e descreveram suas práticas. Eles chamavam sua igreja de "Paraíso", alegando que seus membros teriam reestabelecido a inocência original de Adão e Eva. Por conta disso, eles praticavam o "nudismo sagrado", rejeitavam o casamento como algo estranho ao Éden — algo que jamais existiria se não fosse pelo pecado, viviam na mais absoluta inexistência de leis — por acreditarem que quaisquer ações que praticassem não seriam nem boas e nem más — e se despiam completamente durante o culto coletivo.

Práticas similares a estas ressurgiram na Europa por diversas vezes durante sua história. Durante a Idade Média, as doutrinas desta obscura seita, que não já não existia mais havia muito tempo, foram revividas: no século XIII, na Holanda, pelos Irmãos do Livre Espírito e pelos taboritas na Boêmia. Numa forma mais grosseira, no século XIV, pelos begardos da Alemanha. O ponto comum em todos os casos foi a forte oposição da Igreja.

Os begardos se tornaram os picardos da Boêmia, que se apossaram de uma ilha no rio Nežárka e viveram comunalmente, praticamente a nudez social e religiosa, o amor livre e rejeitando tanto o casamento quanto a propriedade individual. Jan Žižka, o líder hussita, chegou perto de exterminar completamente a seita em 1421. No ano seguinte, a seita já havia se espalhado por toda a Boêmia e Morávia, sendo especialmente detestada pelos hussitas (com quem compartilhavam o ódio à hierarquia) por que estes rejeitavam a transubstanciação, o clero organizado e a Eucaristia.

Um breve renascimento destas doutrinas ocorreu na Boêmia depois de 1781, principalmente depois do édito de tolerância emitido pelo imperador José II. O governo austríaco suprimiu o que restava dos "neo-adamitas" na Boêmia à força em 1849.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Adamitas (citado parcialmente)
Nota: isso foi citado pelo Steven Posch. Nosso hábito de realizar as cerimônias em nudez ritualística e com a consumação de relações sexuais entre os celebrantes não foi invenção nossa.

terça-feira, 26 de julho de 2022

O Pelagianismo

O pelagianismo foi um conceito teológico que negava o pecado original, a corrupção da natureza humana, o servo arbítrio (arbítrio escravizado, cativo) e a necessidade da graça divina para a salvação. O termo é derivado do nome de Pelágio da Bretanha.

Todo homem é totalmente responsável pela sua própria salvação e portanto, não necessita da graça divina. Segundo os pelagianos, todo homem nasce "moralmente neutro", sendo capaz, por si mesmo, sem qualquer influência divina, de salvar-se quando assim o desejar. Uma das grandes disputas durante a Reforma Protestante versou sobre a natureza e a extensão do pecado original.

No século V, Pelágio havia debatido ferozmente com Agostinho de Hipona sobre este assunto. Agostinho mantinha que o pecado original de Adão foi herdado por toda a humanidade e que, mesmo que o homem caído retenha a habilidade para escolher, ele está escravizado ao pecado e não pode não pecar. Por outro lado, Pelágio insistia que a queda de Adão afetara apenas a Adão, e que se Deus exige das pessoas que vivam vidas perfeitas, ele também dá a habilidade moral para que elas possam fazê-lo e embora considerasse Adão como "um mau exemplo" para a sua descendência, suas ações não teriam consequências para a mesma, sendo o papel de Jesus definido pelos pelagianos como "um bom exemplo fixo" para o resto da humanidade (contrariando, assim, o mau exemplo de Adão), bem como proporciona uma expiação pelos seus pecados, tendo a humanidade em suma, total controle pelas suas ações, posteriormente Pelágio reivindicou que a graça divina era desnecessária para a salvação, embora facilitasse a obediência.

As sentenças pronunciadas pelo papa Inocêncio I contra tal tese acabaram por classificá-la como heresia.

O pelagianismo considerava que a situação de não salvação do homem apenas seria uma questão moral, sendo assim, Adão deu um mau exemplo que pode ser seguido do mesmo modo que Jesus deu o "exemplo do bem". Pelágio foi contestado por Agostinho e Jerônimo ao rejeitar o conceito agostiniano de graça.

As duas décadas da polêmica causada pelas ideias de Pelágio costumam ser divididas em três momentos:

Até 411: período mais sugestivo pela escassez de material, nesse período escreveu De Induratione cordis Pharaonis contendo o manifesto para a hermenêutica do cristianismo.

414–418: período quando se desencadeia a polêmica com tomadas de posições por parte dos concílios e sínodos. Foi condenado, por exemplo, no Primeiro Concílio de Éfeso.

418–430: até a morte de Agostinho que polemiza com Juliano de Eclano sobre o traducianismo, o confronto permitiu a Agostinho produzir suas obras sobre liberdade humana, enquanto que o pelagianismo deixava de ser uma heresia para ser considerado como uma visão de mundo e da humanidade.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pelagianismo

Pessoas trans terão proteção

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pretende restaurar no sistema de saúde as normas antidiscriminatórias voltadas para pessoas trans, que foram eliminadas no mandato de seu antecessor, Donald Trump, anunciou a Casa Branca nesta segunda-feira (25).

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) reforçará uma disposição da Lei de Tratamento Acessível - conhecida popularmente como Obamacare - que proíbe discriminações por motivos de raça, cor, origem, sexo, idade e deficiência.

"Todo mundo nos Estados Unidos deveria poder obter o atendimento que precisa de qualquer provedor de saúde no país, especialmente se esse provedor está recebendo financiamento do HHS", comentou o secretário de Saúde, Xavier Becerra.

"Queremos garantir que os americanos não sejam discriminados quando tentarem acessar o atendimento que necessitam", acrescentou.

Segundo grupos de defesa, as pessoas transgênero e não-conformantes de gênero enfrentam uma discriminação endêmica no atendimento médico, como assédios ou mesmo a negação total de cuidados.

Além das implicações para as pessoas trans, a lei também "deixa claro que a discriminação por razão de sexo engloba a discriminação por gravidez ou condições relacionadas, incluindo a 'interrupção da gravidez'", conclui o comunicado.

No início do mês, o HHS emitiu um guia para 60 mil farmácias de todo o país "lembrando suas obrigações em virtude das leis federais de direitos civis", já que recebem fundos federais.

O guia foi distribuído após vários relatos de que até mesmo em estados onde o aborto segue sendo legal, algumas farmácias se negavam a fornecer medicamentos com receita para interromper a gestação.

A nova regulamentação também exigirá às entidades que providenciam treinamento para seus funcionários sobre a prestação de serviços de assistência linguística às pessoas com nível de inglês limitado.

Becerra disse que, após um período aberto para comentários, espera que a norma entre em vigor no próximo ano.

Fonte: https://m.leiaja.com/noticias/2022/07/25/biden-restabelecera-protecao-pessoas-trans-na-saude/

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Três heresias sobre Cristo

O monotelismo foi uma heresia surgida no cristianismo. Opôs-se ao nestorianismo (que afirmava haver em Jesus Cristo duas pessoas, uma pessoa divina e uma pessoa humana, e que foi condenado pelo Primeiro Concílio de Éfeso, em 431).

Eutiques, arquimandrita de um mosteiro de Constantinopla, defendeu que, havendo uma só pessoa em Jesus Cristo, também devia haver uma só natureza, admitindo que a humana fora absorvida pela divina. Essa heresia foi conhecida como monofisismo. A discussão foi turbulenta e a questão só foi definitivamente resolvida no Concílio de Calcedónia, em 451, que definiu haver em Jesus Cristo duas naturezas, a divina e a humana, subsistindo na única pessoa divina do Verbo encarnado. Esta definição não convenceu diversas comunidades, que continuaram a aderir ao monofisismo, algumas até hoje.

Tempos depois, o patriarca Sérgio I de Constantinopla, com a intenção de congraçar os monofisistas, proclamou que em Jesus Cristo, embora havendo duas naturezas, só havia uma vontade, pela identificação perfeita da vontade humana com a vontade divina, o que ficou conhecido na história das heresias por monotelismo. A questão ficou esclarecida no Terceiro Concílio de Constantinopla, em 681.

[https://pt.wikipedia.org/wiki/Monotelismo]

Monofisismo (do grego μονο- [«único»] e ϕύσις [«natureza»]) é o ponto de vista cristológico que defende que, depois da união do divino e do humano na encarnação histórica, Jesus Cristo, como encarnação do Filho ou Verbo (Logos) de Deus, teria apenas uma única "natureza", a divina, e não uma síntese de ambas. O monofisismo é contraposto pelo diofisismo (ou "diafisismo"), que defende que Jesus preservou em si as duas naturezas.

Historicamente, o monofisismo se refere primordialmente à posição dos que (especialmente no Egito e, em menor grau, na Síria) rejeitaram as decisões do Concílio de Calcedônia em 451 (o quarto concílio ecumênico). Os membros mais moderados entre eles, porém, defendem a teologia "miafisista", que se tornou a oficial para as Igrejas Orientais Ortodoxas. Muitos orientais ortodoxos, porém, rejeitam essa classificação, mesmo como um termo genérico, mas ele é amplamente utilizado na literatura histórica.

Após o Concílio de Calcedônia, a controvérsia monofisista (juntamente com outros fatores institucionais e políticos, além de um crescente nacionalismo) levaram a um duradouro cisma entre as Igrejas Orientais Ortodoxas de um lado e as Igrejas Ortodoxas e a Igreja Católica de outro. O conflito cristológico entre monofisismo, diofisismo e suas sutis combinações e derivações durou do século III até o VIII e deixou sua marca em todos os concílios ecumênicos, com exceção do primeiro. A vasta maioria dos cristãos atualmente pertence às chamadas igrejas "calcedônias", ou seja, a Católica Romana, a Ortodoxa e as igrejas protestantes históricas (que são as que aceitam a autoridade de pelo menos os quatro primeiros concílios). Todas elas sempre consideraram o monofisismo como sendo herético.

À luz da pesquisa histórica moderna e de discussões ecumênicas, as posições dos miafisistas e calcedônios diferem principalmente no uso do termo chave "natureza" (em grego: φύσις; romaniz.: phýsis, como utilizado nos textos originais dos concílios envolvidos na controvérsia) ao invés da cristologia subjacente, mas outras pequenas diferenças de interpretação ou de ênfase também existem. A comunhão plena entre os orientais ortodoxos e as várias igrejas calcedônias ainda não foi restabelecida.

Uma breve definição do monofisismo é: "Jesus Cristo, que é idêntico ao Filho, é uma pessoa e uma hipóstase em uma natureza: divina".

O monofisismo nasceu na "Escola Teológica de Alexandria" (um movimento e não um local), que começou a sua análise cristológica com o (divino) Filho eterno ou Verbo de Deus e procurou explicar como este Verbo Divino se encarnou como um homem. Pelo caminho contrário, a Escola de Antioquia (onde nasceu o nestorianismo, a antítese do monofisismo) partiu de Jesus (humano) dos evangelhos e tentou explicar como este homem se uniu com o Verbo Divino na Encarnação de Jesus. Ambos os lados, é claro, concordavam que Jesus era divino e humano, mas os alexandrinos enfatizavam a divindade (incluindo o fato de a natureza divina ser "impassível", ou seja, imune ao sofrimento) enquanto que os antioquenos enfatizavam a humanidade (incluindo o conhecimento limitado e a "sabedoria crescente" de Cristo nos evangelhos). Teólogos monofisistas e nestorianos, na realidade, raramente acreditavam nas visões extremas que seus adversários lhes atribuíam (embora alguns possam tê-lo feito).

A doutrina monofisista foi condenada pelo Concílio de Calcedônia em 451, que, entre outros atos, adotou a chamada "Definição de Calcedônia" (geralmente chamado de "Credo Calcedoniano") afirmando que Cristo é o eterno Filho de Deus "que se fez conhecer em duas naturezas sem confusão (ou seja, mistura), imutável, indivisível, sem separação, sendo as diferenças entre as naturezas de maneira nenhuma removidas por causa da união, mas as propriedades de cada natureza sendo preservadas e aglutinadas em uma prosopon [pessoa] e uma hypostasis [substância] - não dividida ou partida em duas prosopa [pessoas], mas apenas um e o mesmo Filho, unigênito, divino Verbo, Senhor Jesus Cristo".

Aceito pelas sés de Roma, Constantinopla e Antioquia, o acordo firmado em Calcedônia encontrou forte resistência em Alexandria (e em todo o Egito), levando, finalmente, ao cisma entre as Igrejas Ortodoxas Orientais (que rejeitam Calcedônia) e as demais, calcedônias, que sempre consideraram o monofisismo como herético e consideram que esta seja a posição (implícita ou explícita) dos ortodoxos orientais. Estes, por sua vez, consideram sua própria cristologia, conhecida externamente como miafisismo e baseada fortemente nos textos de Cirilo de Alexandria (que ambos os lados aceitam ser ortodoxo), como sendo distinta do monofisismo e, geralmente são contra serem chamados como tais.

O monofisismo e sua antítese, o nestorianismo, foram temas discutidos acaloradamente e foram dogmas que provocaram divisões nos primeiros anos do cristianismo, especialmente na primeira metade do século V, os tumultuados anos finais do Império Romano do Ocidente. Foi uma época marcada por uma mudança do centro de gravidade do poder, agora localizado no Império Bizantino, particularmente na Síria, no Levante e na Anatólia, regiões onde o monofisismo era muito popular.

Duas doutrinas desta época podem ser indiscutivelmente chamadas de "monofisistas":

Eutiquianismo, que defendia que as naturezas humana e divina de Cristo foram fundidas em uma nova natureza única (mono): sua natureza humana teria "se dissolvido como uma gota de mel no mar";
Apolinarianismo, que defendia que Cristo tinha um corpo humano e um "princípio de vida" humano, mas que o Logos havia tomado o lugar do nous, ou "princípio pensante", análogo, mas não idêntico, ao que se chama de "mente" nos dias de hoje.
Depois que o nestorianismo, ensinado pelo arcebispo de Constantinopla Nestório, foi rejeitado no Primeiro Concílio de Éfeso, Eutiques, um arquimandrita na capital imperial, emergiu com visões diametralmente opostas. A energia e imprudência com que ele dava suas opiniões lhe valeram uma acusação de heresia em 448 e, finalmente, a excomunhão. No ano seguinte, no controverso Segundo Concílio de Éfeso (chamado de "Latrocínio de Éfeso"), Eutiques foi re-instalado e seus principais oponentes, Eusébio de Dorileia, Dono II e o arcebispo Flaviano de Constantinopla, foram depostos. O monofisismo e Eutiques foram finalmente condenados em Calcedônia.

[https://pt.wikipedia.org/wiki/Monofisismo]

No século VII, o imperador bizantino Heráclio tentou resolver o cisma entre os calcedonianos e os monofisistas sugerindo uma solução intermediária, o monoenergismo. Esta doutrina adotava a crença calcedoniana de que Cristo tinha duas naturezas (physis), mas tentou endereçar as desavenças dos monofisistas afirmando que Ele teria apenas uma "energia" (energeia), um termo cuja definição foi deixada deliberadamente vaga. O monoenergismo foi aceito pelos patriarcas de Constantinopla, Antioquia e Alexandria, assim como pela Igreja Apostólica Armênia, além de não ter sido criticado pelo papa Honório I. Porém, a firme oposição do patriarca Sofrônio de Jerusalém ganhou amplo suporte e levou ao abandono da alternativa por Heráclio em 638, que tentaria em seguida impor a doutrina do monotelismo, que também não conseguiu resolver o cisma.

Tanto o monoenergismo quanto o monotelismo foram condenados como heréticos no Sexto Concílio Ecumênico realizado em Constantinopla em 680.

[https://pt.wikipedia.org/wiki/Monoenergismo]

Sete é o número da mentira

Autora: Jéssica Alexandrino.

Neste domingo (24), durante a convenção nacional do Partido Liberal, que aconteceu no Maracanãzinho, no Rio, Jair Bolsonaro (PL) oficializou sua candidatura à reeleição e fez um discurso que durou mais de uma hora. Durante seu pronunciamento, segundo um compilado de checagens, o presidente repetiu ao menos sete alegações mentirosas sobre diversos temas, como auxílio emergencial e Covid-19.

Sobre o auxílio emergencial, Bolsonaro disse que em 2020 o governo gastou o equivalente a 15 anos do valor do Bolsa Família sendo que essa informação é imprecisa. Naquele ano, com o auxílio, contando com o pagamento residual, o governo gastou cerca de R$ 293 bilhões. Enquanto isso, de 2004 a 2018, o orçamento do Bolsa Família reajustado pela inflação, com mês de referência de dezembro de 2020, equivale a cerca de R$ 390 bilhões. Sem o reajuste inflacionário a quantia seria de R$ 269 bilhões.

Durante o discurso, o atual chefe do governo afirmou também que a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) garantiu a segurança alimentar de 1 bilhão de pessoas no mundo. O Estadão verificou que o presidente repetiu um discurso controverso que já havia sido utilizado na Cúpula das Américas. Um estudo divulgado pela Embrapa em março de 2021 aponta que a produção agrícola do Brasil é responsável por alimentar 800 milhões de pessoas no mundo, cerca de 10% da população mundial, mas a metodologia da pesquisa foi contestada por especialistas, que destacam que os grãos exportados pelo país não são destinados apenas para a alimentação, mas também rações de animais e outras finalidades. Além disso, no Brasil, a fome voltou a patamares registrados na década de 1990.

Já em relação à decisão do STF sobre responsabilidade no combate à Covid-19, Bolsonaro disse que a condução do combate ao coronavírus passou a ser de governadores e prefeitos por decisão judicial, mas a declaração é enganosa. Em 2020, o Supremo decidiu pela competência concorrente dos entes federativos em relação à saúde. Os ministros do STF entenderam que a União pode lesgislar sobre saúde pública, mas que também deve resguardar a autonomia dos demais entes federativos a respeito do tema.

O presidente também afirmou que seu governo está há três anos e meio sem corrupção, o que também é um dado enganoso. O mandato do atual chefe do governo registra denúncias e suspeitas do crime envolvendo nomes importantes da gestão federal e aliados, que geraram investigações como a que levou à prisão do ex-ministros Mil Ribeiro, da Educação.

Bolsonaro ainda disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende o roubo de celulares como um direito do bandido de “tomar uma cerveja”, o que não procede. A origem da desinformação é um vídeo editado do petista que circula nas redes desde pelo menos 2021. A peça traz série de frases sobre diversos assuntos recortadas e desconexas uma das outras, retiradas de uma entrevista concedida por Lula em 2017.

Além disso, o atual presidente também disse que o petista quer legalizar as drogas no Brasil, outra fala enganosa. O documento com diretrizes para a criação de um programa para um eventual novo governo de Lula menciona o termo “drogas” uma única vez e não trata de legalização. O documento propõe substituir a atual “guerra” contra o narcotráfico por estratégias de enfrentamento baseadas em “conhecimento e informação”, além de focar em redução de riscos.

Sobre o teto de gastos, Bolsonaro disse que foi o primeiro presidente a ter que lidar com algo assim, que limita o investimento público. Mais uma declaração enganosa, já que o teto de gastos foi aprovado durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) em 2016. O novo regime fiscal passou a valer no ano seguinte, com duração prevista de 20 anos.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/fake-news-bolsonaro-contou-ao-menos-7-mentiras-em-discurso-na-convencao-do-pl/
Nota: o discurso do fascista genocida foi (evidente) divulgado no Domingo Espetacular da Rede Record, emissora de propriedade da Igreja Universal. Convenientemente (mas não surpreende), a reportagem omitiu que Jair Bolsonaro foi expulso do Exército.

domingo, 24 de julho de 2022

O Apolinarianismo

Apolinarianismo era o ponto de vista proposto por Apolinário de Laodiceia (310-390), quem tentou criar um modo de explicar a natureza de Jesus, sua humanidade e divindade, segundo o qual Jesus Cristo teria um corpo humano, porém dotado de uma mente exclusivamente divina.

Foi qualificado como heresia, em 381, pelo Primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu a posição ortodoxa de que Cristo seria totalmente homem e totalmente Deus.

Apolinário era um ferrenho opositor do arianismo. Porém, em sua ânsia em enfatizar a divindade de Jesus e a unidade de sua pessoa o levou a negar a existência de uma alma humana racional (νους, nous) na natureza humana de Cristo, sendo esta substituída nele pelo Logos, de forma que seu corpo seria então uma forma espiritualizada e glorificada de humanidade.

Contra isto, a visão ortodoxa (ou católica) afirmava que Cristo assumira a natureza humana integralmente, incluindo alma (νους), pois somente assim Ele poderia ser um exemplo e redentor. A rejeição de Apolinário de que Cristo tinha uma mente humana foi considerada uma reação exagerada ao arianismo e seu ensino de que Cristo era um deus menor. O apolinarismo e o eutiquianismo eram duas formas de monofisismo. Na época, alegou-se que o sistema de Apolinário seria, na verdade, uma forma de docetismo, que se o divino afastasse a humanidade desta forma, não haveria real possibilidade de provação ou avanço na humanidade de Cristo.

Teodoreto acusou Apolinário de ceder aos caminhos heréticos de Sabélio. Em 362, suas opiniões foram condenadas em um Sínodo em Alexandria, e mais tarde subdivididas em várias heresias diferentes, as principais das quais eram os polemianos e os antidicomarianitas.

Nos conta Sozomeno que as pregações de Apolinário em Antioquia conseguiram converter diversas para a sua nova doutrina, inclusive Vitálio, que era do grupo de Melécio de Antioquia durante o cisma meleciano. Em todas as demais características, Vitálio era considerado uma pessoa de reputação ilibada, cuidando com grande zelo e devoção dos fiéis da cidade e, por isso, ele era muito respeitado. Por isso, ao abandonar Melécio para seguir Apolinário, ele atraiu uma grande quantidade fiéis junto com ele, grupo que ficou conhecido desde então como vitalianos. Acredita-se que ele tenha tomado esta decisão por ressentir o pouco caso com que era tratado por Flaviano I de Antioquia, o postulante ao cargo de bispo de Antioquia entre os melecianos.

A partir do cisma, os membros desta seita passaram a realizar reuniões litúrgicas em separado em diversas cidades da diocese, sob a liderança de seus próprios bispos, criando inclusive leis diferentes das da Igreja Católica. Eles cantavam salmos compostos por Apolinário. O papa Dâmaso I e Pedro II de Alexandria foram os primeiros a receber informações sobre a ascensão e o progresso desta heresia e a condenaram num concílio realizado em Roma.

Alguns pais da igreja, Atanásio de Alexandria, Basílio de Cesareia, Gregório de Níssa, e Gregório de Nazianzo, foram formalmente contrários a este ensino e consideraram o apolinarismo uma heresia no Primeiro Concílio de Constantinopla em 381. A partir de então, sua influência passou a declinar até o seu quase completo desaparecimento.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apolinarianismo

O brasileiro quer feijão, não fuzil

São Paulo – Nova rodada da pesquisa PoderData, divulgada nesta sexta-feira (22), revela que a maioria da população é contra a ampliação do acesso às armas. Para 58% dos entrevistados, o governo não deveria facilitar a compra de armas de fogo, ante 37% que defendem o contrário. Apesar da posição majoritariamente contrária, o levantamento revela que a pregação armamentista do presidente Jair Bolsonaro (PL) ganha terreno na sociedade. No último levantamento sobre o tema, em abril, 62% eram contra ampliar o acesso às armas de fogo, ante 33% que se diziam favoráveis. Em ambas as ocasiões, 5% não responderam.

Os dados também revelam relação direta entre a aprovação ao governo Bolsonaro e às armas. Entre os 55% que desaprovam o governo, 82% dizem que o acesso a armamentos não deve ser facilitado. Por outro lado, entre os 41% que aprovam a atual gestão, 70% querem mais facilidades para comprar armas.

A repulsa contra a facilitação ao armamento é maior entre os habitantes do Nordeste (65%), jovens de 16 a 24 anos (64%) e mulheres (63%). O apoio às armas é maior no Sul (48%), entre homens (42%) e pessoas de 45 a 59 anos (40%).

Em termos de renda familiar, 61% dos que recebem até dois salários mínimos são contra as armas. Esse índice caí para 54% para aqueles que entre dois e cinco mínimos, e sobe um ponto (55%) para os que ganham acima de cinco mínimos. Em relação à escolaridade, a desaprovação às armas é maior entre as pessoas que completaram o fundamental (61%) e o superior (60%), e menor entre aqueles com ensino médio completo (54%).

No mês passado, Bolsonaro afirmou que pretende alcançar 1 milhão de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) com acesso às armas, se for reeleito. Atualmente, os CACs já somam 884 mil, de acordo com o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma). Por causa da flexibilização dos critérios e fiscalização ineficiente, reportagem da Folha de S.Paulo revelou ontem (21) que um integrante do PCC com 16 processos na Justiça conseguiu comprar legalmente um rifle, uma espingarda, duas carabinas, duas pistolas e um revólver após ter seu certificado de CAC emitido pelo Exército. O homem foi preso e armas, avaliadas em mais de R$ 60 mil, foram apreendidas, em operação da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais na semana passada.

O PoderData também questionou se as falas de Bolsonaro estimulam a violência praticada por seus apoiadores. 48% dos entrevistados disseram que não, mas 42% disseram que as declarações do presidente induzem seus apoiadores à violência.

O tema voltou à tona após a morte do petista Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge Guaranho no último dia 9, em Foz do Iguaçu (PR). Hoje, outro apoiador bolsonarista, que ameaçou “caçar” o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros políticos, além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi preso temporariamente. Em maio, Bolsonaro havia sugerido “uma granadinha” para matar seus opositores petistas.

Novamente, os posicionamentos variam de acordo com a posição do entrevistado em relação ao governo. Entre os que aprovam Bolsonaro, 89% não acreditam que suas declarações estimulem a violência. Por outro lado, entre os que desaprovam o governo, 68% dizem que Bolsonaro estimula atos de violência política.

Além disso, apenas 21% dos entrevistados afirmam que a democracia no Brasil “vai muito bem”. Os que dizem que a democracia brasileira vai “mal” ou “muito mal” somam 41%. Um terço do eleitorado (33%) diz que o regime democrático no país vai “mais ou menos”. Entre os que dizem que a democracia vai “muito bem”, 42% aprovam o governo Bolsonaro. Em contraste, 44%% dos eleitores que dizem que o regime democrático vai “mal” ou “muito mal” desaprovam o atual governo.

Na última segunda-feira (18), Bolsonaro deu uma das maiores manifestações de desapreço ao regime democrático brasileiro até agora. Em reunião com embaixadores de dezenas de países, ele voltou a levantar suspeitas infundadas sobre as urnas eletrônicas. Além disso, atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foram inúmeras as manifestações de repulsa contra os ataques de Bolsonaro. O ministro Edson Fachin disse que é hora de dar um “basta” ao populismo autoritário, e partidos de oposição acionaram os tribunais contra as mentiras propagadas pelo presidente. Organizações da sociedade civil e centrais sindicais também se uniram em defesa da democracia. E até as embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido soltaram nota em defesa do sistema eleitoral brasileiro.

Os dados da pesquisa PoderData foram coletados dos dias 17 a 19, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3 mil entrevistas em 309 municípios nas 27 unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07122/2022.

Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2022/07/maioria-e-contra-facilitar-compra-de-armas-de-fogo-diz-pesquisa/

sábado, 23 de julho de 2022

O Arianismo

Autor: Cláudio Fernandes.

O arianismo foi uma das maiores heresias do período da chamada Alta Idade Média, isto é, o período de transição entre queda do Império Romano e a formação da Cristandade Ocidental, que se deu de meados do século IV d. C a meados do século X d. C. Essa heresia (heresia vem do grego hairésis, e significa escolha) foi assim denominada por derivar-se do nome de Ário, ou Arius, presbítero de Alexandria, no Egito. Foi combatida por sábios da Igreja Cristã Primitiva, como Santo Atanásio.

A heresia de Ário se enquadra, segundo a ortodoxia da Igreja, no campo da cristologia, sobretudo no que tange ao entendimento teológico que se tem da Trindade Santa. A cristologia é um ramo da teologia que se dedica a pensar a natureza de Cristo. Para a ortodoxia da Igreja Católica (herdeira do cristianismo primitivo), Cristo partilha da substância do Deus Pai, Criador – Uma das pessoas da Trindade, sendo o Espírito Santo a terceira. Portanto, ao tempo que se fez homem, encarnado, Cristo também era coeterno a Deus e, consequentemente, o próprio Deus."

"Ário se contrapôs a essa perspectiva ortodoxa, argumentando que Cristo não partilhava da mesma substância de Deus, mas foi criado por Deus, assim como todas as outras criaturas e o homem. Isso supunha a não eternidade de Cristo e a não encarnação do logos (o verbo divino) no Filho. Ário, que possuía uma formação intelectual respeitável e ocupava o posto de presbítero em Alexandria (o centro intelectual da Ásia Menor à época), conseguiu vários adeptos. Entretanto, o primeiro a confrontá-lo diretamente e a defender a concepção ortodoxa foi Alexandre, Bispo de Alexandria.

Alexandre de Alexandria reuniu um Sínodo local, em 318 d. C, com aproximadamente cem bispos, para deliberar a respeito das ideias de Ário. Os bispos condenaram Ário como herege e apresentaram a sua decisão a bispos de outras regiões do domínio cristão e ao papa da época, Silvestre. No entanto, Ário, ainda assim, conseguia mais adeptos à sua interpretação e as disputas teológicas começaram a ficar mais acirradas, gerando uma situação preocupante para o então imperador Constantino.

Constantino, que era assessorado pelo Bispo Ósio de Córdoba, na Espanha, convocou um Concílio ecumênico (reunião mais importante de membros da Igreja para deliberação sobre temas dogmáticos, pastorais etc.), em 325 d. C, que foi realizado na cidade de Niceia. O Concílio de Niceia reuniu cerca de trezentos bispos de várias regiões e chegou à conclusão de que Cristo tinha a mesma natureza de Deus Pai, sendo gerado da mesma substância do Pai, desde a eternidade e não como interpretou Ário, criado por Deus do nada (ex nihil) tal como as outras criaturas. Constantino então acatou as decisões do Concílio de Niceia e decidiu exilar Ário e condenar a leitura de suas obras."

"Após a resolução do Concílio, 325 d. C, um presbítero da cidade de Nicomédia, de nome Eusébio, passou a difundir o semiarianismo, reabilitando assim grande parte das ideias de Ário. Esse fato exerceu pressão sobre o imperador Constantino que, em 327 d. C, anistiou o herege Ário, permitindo que ele regressasse à cidade de Alexandria. O Bispo de Alexandria neste ano já não era mais Alexandre e sim Atanásio, que seria considerado santo pela Igreja posteriormente."

"Santo Atanásio (295 d. C – 373 d. C) mantinha-se dentro da perspectiva ortodoxa e repudiava o arianismo desde o seu início. Ao longo das décadas de 330 e 340 d. C, Atanásio teve de enfrentar duramente a organização ariana (ou semiariana) no Egito e em grande parte da Igreja oriental. Eusébio de Nicomédia, o partidário de Ário, conseguiu formar uma seita arianista que exerceu grande poder dentro da Igreja, e chegou a influenciar bispos do Oriente a excomungar Atanásio (e o papa Júlio, que apoiava Atanásio) e a desterrá-lo por duas vezes. Atanásio só seria reabilitado pela Igreja com o Concílio de Sárdica em 346 d. C, que reafirmou as concepções ortodoxas do Concílio de Niceia, confrontando mais uma vez o arianismo. Contudo, o imperador Constâncio, na década de 350 d. C, deu muito espaço à heresia ariana, chegando a obrigar o então papa Libério a excomungar Atanásio em 357 d. C.

Nas décadas seguintes, de 360 e 370 d. C, sobretudo após a morte do imperador Cônscio, Atanásio e outros sábios da Igreja, como Santo Hilário, continuaram a defender a posição ortodoxa relativa à Trindade e a combater a heresia do arianismo. Isso prevaleceu nos séculos posteriores e se reforçou através do pensamento de outros intelectuais importantes, como Santo Tomás de Aquino.

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/arianismo-heresia-ario.htm

Lavanderia Universal

Autor: Caíque Lima.

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) recebeu R$ 33 bilhões em doações bancárias entre 2011 e 2015. O valor, corrigido pela inflação, chega a R$ 42 bilhões hoje. As informações constam em relatório do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, que é subordinado ao Centro de Apoio Operacional à Execução Ministério Público de São Paulo (CAEx).

Os dados foram reunidos após quebra sigilo bancário da instituição religiosa em inquérito aberto em 2014. A medida foi determinada pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto em investigação sobre lavagem de dinheiro, associação criminosa, estelionato, sonegação fiscal e crimes contra a ordem econômica e relações de consumo.

Segundo o relatório, a igreja movimentou R$ 33,3 bilhões em operações de crédito e o mesmo valor em transações de débito. As maiores das transferências estão relacionadas ao Banco Renner, que também pertence a Edir Macedo.

O montante não inclui doações em dinheiro vivo feitas por fiéis por meio de dízimos e ofertas.

O empresário Michel Pierre de Souza Cintra, que cumpre pena no presídio de Tremembé após ter sido condenado a 70 anos de prisão, diz ter doado mais de R$ 20 milhões à igreja. Ele garante que os valores em espécie recebidos pela IURD são “infinitamente maiores”.

A informação é do Intercept Brasil.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/igreja-universal-recebeu-r-33-bilhoes-em-4-anos-em-doacoes-bancarias/

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Os Valentianos

Valentinus, o líder mais proeminente do movimento gnóstico, nasceu, segundo Epifânio, perto da costa do Baixo Egito, e foi criado e educado em Alexandria. Ele então foi para Roma (...) durante o episcopado de Higino, floresceu sob Pio e permaneceu até a época de Aniceto.

Tertuliano declara que Valentino veio a Roma como adepto da Igreja ortodoxa, e era candidato ao bispado de Roma, mas abandonou a Igreja porque lhe era preferido um confessor para este ofício.

Mas, no geral, parece ficar claro pelos vários avisos que Valentinus não o fez, por exemplo ,como Marcião, rompeu com a Igreja desde o início, mas se esforçou o máximo possível para manter sua posição dentro dela.

Valentinus é o único dos gnósticos que teve toda uma série de discípulos que são conhecidos pelo nome - de fato, nos relatos dos Padres da Igreja seu próprio sistema e pontos de vista são quase inteiramente obscurecidos pelos relatos de seus discípulos.

Os gnósticos eram por excelência adoradores da deusa-mãe suprema, a Mὴτηρ, em quem não temos dificuldade em reconhecer as características da deusa do céu da Ásia anterior.

Os gnósticos são filhos da Mãe suprema; dela a semente celestial, a centelha divina, desceu de alguma forma para este mundo inferior, e assim os filhos do céu ainda existem neste mundo material grosseiro, sujeitos ao Heimarmene e no poder de espíritos e poderes hostis; e todos os seus sacramentos e mistérios, suas fórmulas e símbolos, devem fazer parte de seu culto, para encontrar o caminho para cima, de volta ao céu mais alto, "onde mora a Mãe".

Ela se tornou também uma deusa caída, que mergulhou no mundo material e busca se libertar dele, recebendo sua libertação nas mãos de um Redentor celestial, exatamente como os gnósticos. Vários mitos contribuíram para isso; um deles é o difundido mito pagão ingênuo de uma deusa que desaparece, levada pelos poderes do mal, para ser libertada e levada de volta para sua casa por um libertador divino, um irmão ou noivo. A deusa-lua com seu desaparecimento pode ter sido o protótipo dessa figura mítica.

Ao lado da Sophia está uma divindade redentora masculina. Em todos os sistemas gnósticos conhecidos por nós, Cristo já aparece como o Salvador, e assim, a esse respeito, foi realizada uma cristianização do gnosticismo; mas originalmente esta divindade-Salvadora não tinha nada em comum com a figura do Redentor Cristão. Isso fica claro no relato de Irineu sobre os gnósticos (i. 30). Pois aqui a redenção é efetiva e essencialmente efetuada através da união em casamento da deusa caída com seu irmão celestial superior, e eles são expressamente descritos como a noiva e o noivo. Ou seja, temos aqui a ideia puramente mítica da libertação de uma deusa por um deus e do casamento celestial de um casal divino.

O encerramento do drama e a realização final da redenção também são descritos pelos escritos Valentinianos de acordo com o antigo gnosticismo. Ocorre uma ascensão geral, o Soter retorna com a Sophia liberada ao Pleroma, e da mesma forma os gnósticos com os anjos com os quais estão ligados.

Fonte: https://en.m.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Valentinus_and_the_Valentinians (resumo traduzido com Google Tradutor).

Nota: Os Gnósticos tinham uma Deusa, Sophia. Esse esoterismo que tem origem no Neoplatonismo faz parte do conteúdo da obra "As Chaves de Salomão" que serviram de base para Gerald Gardner estruturar a Wicca.

Maioria dos brasileiros são favoráveis ao aborto

Os ataques ao aborto legal feitos por Jair Bolsonaro e seus seguidores, por meio da chamada agenda de costumes ,não encontram respaldo junto a maioria da população. Segundo pesquisa da ONG Católicas Pelo Direito de Decidir em parceria com o Instituto Ipsos, 83% dos brasileiros são favoráveis a interrupção da gravidez em caso de estupro.

De acordo com o site Universa, o estudo aponta que 67% dos brasileiros são favoráveis à interrupção da gestação em situações específicas e outros 19% defendem que o aborto deve ser legalizado em qualquer circunstância. Já os que são contrários à realização do procedimento em qualquer circunstância somam 14%. 

O levantamento destaca, ainda, que 85% dos que defendem que o aborto deve ser totalmente legalizado no Brasil acredita que a descriminalização do procedimento resultaria na diminuição do número de mulheres mortas em abortos clandestino. Outros 75% também se mostraram contrários à prisão de mulheres que realizem um aborto.

A pesquisa ouviu mil pessoas em todas as regiões do Brasil, entre os meses de março e abril deste ano. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança é de 95%.

https://www.brasil247.com/brasil/ao-contrario-de-bolsonaro-e-seus-seguidores-maioria-dos-brasileiros-defende-o-aborto-legal-diz-pesquisa

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Os Carpócratas

Autor: G. K RÿGER .

CARPÓCRATES (foi um) gnóstico alexandrino da primeira metade do século II e da seita que fundou. Seus ensinamentos repousavam sobre uma base platônica e eram intercalados com ideias cristãs. De acordo com Irenus, complementado aqui e ali por Epifânio, ele ensinou que no início era a fonte primitiva divina, "o pai de tudo, " "o começo" (arche). Os anjos, distantes desta fonte, criaram o mundo. Os construtores do mundo aprisionaram em corpos as almas caídas, que originalmente trabalharam com Deus, e agora têm que passar por todas as formas de vida e todos os atos para recuperar sua liberdade. Para isso, é necessária uma longa série de transmigrações através dos corpos. As palavras de Jesus em Lucas expressou este pensamento muito claramente na visão de Carpócrates; o "adversário" é o diabo, que arrasta as almas para o mais alto dos construtores do mundo; este último os entrega a outro anjo, seu mensageiro, para serem encarcerados em corpos até que paguem o último centavo, ou seja, ganhem a liberdade e possam subir ao Deus mais alto. Durante suas transmigrações as almas retiveram o poder de lembrar, embora em graus diferentes. A alma de Jesus, filho de José, possuía o poder de se lembrar de Deus na maior pureza. Portanto, Deus concedeu-lhe poder para escapar dos construtores do mundo e desprezar os costumes judaicos em que foi criado. Quem pensa e age como ele obtém o mesmo poder; quem é ainda mais perfeito pode alcançar mais alto. Esta é a fé e o amor pelos quais somos salvos; tudo o mais, essencialmente indiferente, é bom ou mau, sem Deus ou sem vergonha apenas de acordo com as concepções humanas; pois por natureza nada é ruim. Este é o ensinamento que o próprio Jesus deu aos seus discípulos, "em segredo", ordenando-os a divulgá-lo entre os fiéis ("os dignos e os crentes"). Os Carpócratas renderam honra divina a Jesus como aos outros sábios seculares (Pitágoras, Platão, Aristóteles). Eles reivindicavam para si o poder de governar os construtores do mundo: artes mágicas, exorcismo, filtros e poções de amor, sonhos e curas estavam sob seu comando e, como outras sociedades secretas, tinham uma marca especial de reconhecimento, que queimavam com um ferro quente na parte de trás do lóbulo da orelha direita.

Escritores posteriores seguem Irenus. Clemente sozinho acrescenta novo assunto em algumas citações de um manuscrito Carpocraciano. Ele diz que Carpócrates teve um filho, Epifânio, cuja mãe era Alexandria de Cefalônia; que esse filho se tornou um autor, morreu aos dezessete anos e foi homenageado como um deus em Same, na Cefalônia. Esta história foi declarada mítica e é sustentado que os traços do deus-lua adorado em Same (theos epiphanes) foram transferidos para Epifânio, o Gnóstico. Embora esta sugestão seja impressionante, dificilmente há razão para fazer um mito de toda a declaração de Clemente, tanto mais quanto ele completou seu relato com um longo trecho de uma obra de Epifânio "Sobre a justiça". Nesta obra o jovem idealista defendia a comunidade de bens e mulheres sem a intenção de pregar a imoralidade geral. Até mesmo Ireneus havia escrito: "Dificilmente posso acreditar que todas as coisas ímpias, ilegais e proibidas que lemos em seus livros são realmente feitas entre eles". Basta refletirmos quão inconsistentemente os defensores altamente dotados de visões semelhantes pensam e agem hoje em dia, embora, é claro, deva-se admitir que tais concepções em épocas anteriores podem ter causado em mentes imaturas os mesmos problemas que causam hoje. Em todos os eventos, O Carpocratismo não pode ser chamado de Cristianismo. É um fenômeno especificamente étnico, facilmente explicável a partir do sincretismo religioso do século II.

Fonte: https://www.ccel.org/s/schaff/encyc/encyc02/htm/iv.vi.cxxxv.htm (traduzido com Google Tradutor)

Igreja presbiteriana demonstra seu fascismo

Autor: Caíque Lima.

Nos bastidores, a Igreja Presbiteriana do Brasil, uma das maiores instituições evangélicas do país, quer fazer seus pastores orientarem fiéis contra o “comunismo” e a “nefasta influência do pensamento de esquerda”. A ideia da igreja é promover uma campanha contra o espectro político e apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro. A informação é do Estadão.

Em culto realizado em Londrina (PR) no início deste mês, o pastor Osni Ferreira deixou clara qual a posição da igreja em relação às eleições deste ano. “Nós temos que reeleger Bolsonaro, irmãos, não há outro caminho. Olha a América do Sul inteira”, afirmou o religioso.

Para que se torne uma diretriz da instituição, é necessário que a proposta passe por aprovação no Supremo Concílio, órgão máximo de deliberação. O debate sobre o assunto está agendado para ocorrer na última semana desse mês em Cuiabá (MT).

O projeto quer mostrar “a contradição entre Marxismo e suas variantes com o Cristianismo Bíblico” aos fiéis e ainda orientar “os declarados ‘cristãos de esquerda ou progressistas’ de suas inconsistências”.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/igreja-presbiteriana-apoiara-bolsonaro-contra-o-comunismo-e-o-nefasto-pensamento-de-esquerda/

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Os Nicolaítas

Os cristãos modernos ocasionalmente encontrarão referências a um grupo antigo conhecido como os Nicolaítas . Este grupo geralmente é encontrado durante a leitura do livro do Apocalipse que os menciona, mas oferece pouca informação sobre de onde eles vieram ou quem eles eram . Eles são, sem dúvida, um dos grupos heréticos primitivos menos conhecidos. Embora eles não sejam tão conhecidos pelo cristão médio hoje, no entanto, temos informações da literatura cristã primitiva que detalha as origens, crenças e práticas desse grupo. Tudo o que sabemos sobre os Nicolaítas vem desses primeiros escritos cristãos, então se quisermos descobrir quem os Nicolaítas onde devemos recorrer a esses documentos antigos.

Referências do Novo Testamento

“E naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, levantou-se uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram negligenciadas no ministério diário. Então os doze chamaram a multidão dos discípulos e disseram: Não é motivo para deixarmos a palavra de Deus e servirmos às mesas. Portanto, irmãos, procurai entre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais podemos designar para este negócio. Mas nos entregaremos continuamente à oração e ao ministério da palavra. E a palavra agradou a toda a multidão; e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro , e Nicanor , e Timon, e Parmenas , e Nicolau, um prosélito de Antioquia : os quais puseram diante dos apóstolos; e, tendo eles orado, impuseram-lhes as mãos”. (Atos 6:1-6 )

“Ao anjo da igreja de Éfeso escreve; Estas coisas diz aquele que tem na mão direita as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro; Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e como não podes suportar os maus; e provaste os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos; tens paciência, e por amor do meu nome trabalhaste e não desfaleceste. No entanto, tenho algo contra ti, porque deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; ou então virei a ti sem demora, e tirarei do seu lugar o teu candelabro, se não te arrependeres. Mas tu tens isto, que odeias as obras dos Nicolaítas , que eu também odeio . Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas; Ao vencedor darei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus”. (Apocalipse 2:1-7 )

“E ao anjo da igreja em Pérgamo escreve; Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes; Conheço as tuas obras, e onde habitas , onde está a sede de Satanás; e tu reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, mesmo naqueles dias em que Antipas foi meu fiel mártir, que foi morto entre vós, onde Satanás habita . Mas algumas coisas tenho contra ti, porque tens ali os que seguem a doutrina de Balaão, que ensinou Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para comer coisas sacrificadas aos ídolos, e para se prostituir. Assim também os que seguem a doutrina dos Nicolaítas , coisa que eu odeio. Arrepender-se; ou então virei a ti sem demora, e pelejarei contra eles com a espada da minha boca. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas; Ao vencedor darei a comer do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, que ninguém conhece senão aquele que o recebe ”. ( Apocalipse 2:12-17 )

Fonte: http://www.danielrjennings.org/AncientAndMedievalReferencesToTheNicolaitanes.html (traduzido com Google Tradutor).

O último Padre da Igreja Ocidental foi Isidoro de Sevilha , que terminou as Etimologias , no ano 636 DC. No Livro VIII intitulado "A Igreja e as seitas (De ecclesia et secta)", ele escreveu: "Os Nicolaítas são assim chamados de Nicolau, diácono da igreja de Jerusalém, que, junto com Estêvão e os outros, foi ordenado por Pedro.

Fonte: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Nicolaism (traduzido com Google Tradutor)