Conversa com o Gemini:
https://www.cartacapital.com.br/opiniao/do-proprio-veneno/
Eu pego um balde de pipoca e fico assistindo.
Melhor do que qualquer reality show. Ver a cambada de apoiador sendo moído pelo ódio que aplaudiu.
Escreva um texto humorado e sarcástico.
Puxe a sua cadeira, ajuste o brilho da tela e certifique-se de que a pipoca tem manteiga extra, porque o espetáculo da "autofagia ideológica" é, sem dúvida, a maior obra de entretenimento da atualidade. Esqueça os roteiros ensaiados da TV; a vida real nos deu o formato perfeito: o reality show do veneno destilado em dose caseira.
O enredo é sempre uma obra-prima da ironia. Durante anos, assistimos a uma legião de torcedores entusiasmados aplaudindo a destruição de reputações, a flexibilização de garantias e o avanço implacável de um moedor de carne institucional e social. A regra do jogo era clara e simples: "pimenta nos olhos dos outros é refresco, colírio e entretenimento". O ódio era uma ferramenta legítima, uma espécie de estimulante digital que alimentava o algoritmo e inflava o ego de quem se julgava blindado pelo manto da "justiça" ou do "cidadão de bem".
Mas o tempo, esse roteirista implacável e cheio de humor ácido, adora uma reviravolta.
De repente, a engrenagem que eles ajudaram a lubrificar com tanto empenho e aplausos muda de direção. O monstro que alimentaram com rações diárias de intolerância fica com fome novamente. E quem está mais perto da jaula? Exatamente. É fascinante observar a expressão de choque genuíno quando o moedor começa a triturar os próprios criadores. Eles olham para os lados, indignados, clamando por direitos, por bom senso e por aquela velha e esquecida presunção de inocência que outrora jogaram na fogueira mais próxima. É o clássico: "Mas eu achei que o leopardo só comeria a cara dos outros!"
Ver essa cambada provando do próprio veneno — aquele mesmo que ajudaram a engarrafar e rotular — traz uma sensação quase terapêutica de justiça poética. O ódio que antes era aplaudido de pé no camarote agora cobra o ingresso, e o pagamento é em espécie.
O melhor de tudo é o silêncio constrangido ou os gritos de traição que ecoam nas redes. Eles não foram derrotados pelo "inimigo"; foram engolidos pela própria criatura que mimaram no colo. Portanto, que continue a sessão. Enquanto eles descobrem, da pior maneira possível, que o ódio não tem fidelidade partidária nem poupa aliados quando a maré vira, nós seguimos aqui: observando a física cármica em ação, com um balde de pipoca na mão e um sorriso sarcástico no rosto. Que comece o próximo bloco!
Criado com Gemini, do Google.
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