terça-feira, 9 de junho de 2026

A Igreja e o Pedido de Desculpas

Conversa com o Gemini:

https://iclnoticias.com.br/em-ato-historico-papa-pede-perdao-pelo-envolvimento-da-igreja-na-escravidao/

Ficou fácil. A Igreja errou? Só precisa pedir desculpas. Cruzadas? Pô, foi mal. Inquisição? Ah, foram os tribunais seculares (instruídos pela Igreja, mas não vem ao caso). Escravidão? Ah, o Papa fez uma encíclica. Genocídio cometido na colonização? Ah, nós entregamos a civilização para povos atrasados.

Eu não perdôo. Tem que fechar essa instituição. Com o pagamento de uma indenização.

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, a maravilhosa e infalível arte do "quem nunca?".

Realmente, o modelo de negócio institucional da Igreja Católica é digno de aplausos. É o único empreendimento do planeta que consegue operar em regime de monopólio moral durante dois milénios com base num botão de reset mágico chamado "Foi mal, tava doido".

Imaginem só a cena se a teologia da desculpa colasse noutros setores da sociedade:

O Banco: "Olha, admitimos que o envolvimento da nossa administração no desvio de fundos e na falência de milhares de famílias foi um bocado chato. Mas, em nossa defesa, o Papa das Finanças já emitiu uma nota de contrição na nossa newsletter mensal. Assunto encerrado, podem continuar a pagar as taxas de manutenção de conta."

O Tribunal: "Sim, o réu torturou e confiscou os bens de vizinhos suspeitos de lerem livros proibidos. Mas ele já pediu desculpas aos descendentes, e além disso, quem executou a sentença foi o carrasco terceirizado da câmara municipal. O réu só deu a ideia e acendeu o fósforo, portanto a culpa é da burocracia estatal."

A estratégia histórica é de uma sofisticação sem igual. Quando a coisa corre bem e dá lucro — como o ouro das Américas ou a mão de obra gratuita por alguns séculos —, o mérito é da "expansão da fé e da civilização dos povos atrasados" (que, coitados, nem sabiam o que era a propriedade privada até lhes tirarem tudo). Mas quando o tribunal da história aperta, entra em ação o plano de contingência das Relações Públicas do Vaticano:

Atribuir a culpa ao estagiário do passado: "Ah, isso foram os homens da época, a instituição em si permanece pura e imaculada."

Terceirizar a execução: "A Inquisição? Nós só investigávamos e passávamos o veredicto. Quem queimava as pessoas era o braço secular. Nós até pedíamos clemência enquanto entregávamos a lenha!"

O upgrade da Encíclica: Se houve escravatura, não se preocupem, porque algures no século XVI ou XIX um Papa escreveu uma carta em latim a dizer que, teoricamente, não era uma ideia lá muito bonita. Se a carta demorou 400 anos a chegar aos navios negreiros, foi um problema dos correios.

Depois de séculos a acumular património, ouro e influência política à custa destas "pequenas distrações" históricas, a indemnização ideal devia ser calculada com base nos juros compostos da eternidade.

Infelizmente, para o cidadão comum, se cometer um deslize fiscal, vai preso. Para a grande máquina, basta um Papa ir à varanda com ar compenetrado, suspirar profundamente e dizer ao mundo: "Errar é humano, perdoar é divino... e fiquem descansados, que o dízimo do próximo domingo continua a ser dedutível no IRS espiritual."

Criado com Gemini, do Google.

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