sexta-feira, 5 de junho de 2026

O autoritarismo do Tarcísio

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/agressao-de-bolsonaristas-chuva-de-ovos-e-bloqueio-da-pm-o-ato-de-30-mil-estudantes-contra-tarcisio/

Sem liberdade de expressão ou de manifestação. Alguma dúvida que estamos nos tornando um Estado de Exceção?

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.


Título: A Democracia Sitiada: O Ensaiado Estado de Exceção no Coração de São Paulo

Quando trinta mil vozes se levantam em defesa da educação pública e encontram como resposta o soco da milícia política, o desprezo da elite e as baionetas do Estado, a democracia deixa de ser uma realidade e passa a ser um simulacro. O recente ato dos estudantes, professores e funcionários das universidades estaduais paulistas contra a política de desmonte e privatização do governo de Tarcísio de Freitas não foi apenas uma manifestação; foi o diagnóstico definitivo de um corpo social gravemente enfermo. Estamos, sim, a passos largos rumo à normalização de um Estado de Exceção travestido de legalidade administrativa.

A cronologia do protesto desenha o roteiro da barbárie contemporânea. Antes mesmo que a marcha ganhasse as ruas, o direito constitucional de ir e vir e de se manifestar já era sabotado: caravanas da UNESP e da UNICAMP foram interceptadas e submetidas a vistorias intimidatórias pela Polícia Militar. A mensagem era clara: o livre pensamento e a contestação política são tratados, à partida, como ameaça à ordem pública, crimes em potencial.

Na concentração, a provocação vil. Figuras da extrema-direita bolsonarista, ladeadas por capangas fortemente armados, encenaram o papel de agitadores para legitimar a violência física. Imagens flagraram seguranças desferindo socos e chutes contra jovens desarmados. Não se trata de um facto isolado, mas de um método: a terceirização da violência, onde a provocação miliciana serve de antessala para a intervenção estatal. Durante o trajeto pela Avenida Faria Lima, o coração financeiro do país revelou o seu egoísmo de classe sob a forma de uma chuva de ovos atirados de varandas aristocráticas. O ódio ao estudante, o asco ao filho do trabalhador que luta para ter o direito de estudar, cai do alto dos edifícios como o símbolo de uma elite que aplaude a privatização e financia a opressão.

Mas o ápice do autoritarismo aguardava-os às portas da sede do governo. O bloqueio monumental montado pela Polícia Militar, com a Tropa de Choque e a Cavalaria cercados por blindados, transformou o Palácio dos Bandeirantes numa fortaleza inexpugnável, insensível ao clamor do povo. Qual é o respaldo constitucional para impedir uma marcha pacífica de aceder às imediações do poder público? A resposta é dolorosa: num governo de tração fascista, a Constituição é um adereço descartável. Um governador eleito que se esconde atrás de escudos policiais e se recusa a ouvir trinta mil cidadãos governa apenas para os seus consórcios privados, nunca para o povo.

Esta barreira militar em plena via pública liga-se diretamente à violência brutal ocorrida semanas antes na desocupação da reitoria da USP. Ali, na calada da noite, a PM executou um verdadeiro "corredor polonês", espancando alunos, deixando dezenas de feridos e fraturando braços de jovens que defendiam a permanência estudantil. Ao elogiar a ação truculenta, afirmando que a polícia agiu "dentro dos limites da legalidade", Tarcísio de Freitas chancela a violência de Estado como política de gestão. Para este projeto de poder, a universidade pública não é um templo de saber, mas um "espaço de baderna" a ser domado pelo cassetete e pelo gás lacrimogéneo.

O diagnóstico é urgente e não permite omissões. Quando as instituições de segurança pública deixam de proteger o cidadão para se tornarem a guarda pretoriana de um governante; quando o direito à manifestação é cerceado por bloqueios tácticos e revistas ilegais; quando a violência política é normalizada e aplaudida pelo palácio, as garantias fundamentais foram revogadas na prática.

Não há margem para dúvidas. São Paulo converteu-se no laboratório de um autoritarismo refinado, onde a máquina do Estado é mobilizada para esmagar a dissidência e blindar o capital. O que assistimos nas ruas não é o funcionamento regular de uma democracia vibrante, mas o avanço sombrio de um Estado de Exceção que criminaliza a juventude e encarcera o futuro sob o pretexto da ordem. Denunciar esta engrenagem não é apenas um ato de solidariedade aos estudantes; é o último recurso de legítima defesa da própria liberdade.

Criado com Gemini, do Google.

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