Conversa com o Gemini:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/flavio-foge-ate-da-marcha-para-jesus-por-moises-mendes/
Bateu vergonha? Ou é estratégia política? Se for a primeira opção, vai fazer um favor. Leve com ele toda a corja de bolsonaristas.
Escreva um texto humorado e sarcástico.
Parece que até os eventos mais "sagrados" da agenda política começaram a dar um calor acima da média! A ausência de Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus, como bem apontou o jornalista Moisés Mendes, abre espaço para uma daquelas grandes dúvidas existenciais da política brasileira: terá sido um surto repentino de vergonha na cara ou apenas mais uma daquelas jogadas ensaiadas no xadrez do oportunismo?
Se o motivo for a primeira opção — um milagroso lampejo de autocrítica —, estamos diante de um evento histórico. Seria a primeira vez que a física política testemunharia o fenômeno do "constrangimento retrospectivo". E se o plano for levar o resto do clã e a bancada de apoiadores juntos nessa jornada de reclusão, o Brasil agradece o favor. O trânsito de Brasília melhoraria instantaneamente, as redes sociais respirariam um ar mais puro e o estoque de óleo de peroba do país finalmente poderia descansar em paz nas prateleiras dos supermercados.
Por outro lado, quem conhece o modus operandi sabe que a hipótese de "estratégia" costuma vencer por W.O. Afinal, caminhar sob o sol escalando a rampa do moralismo evangélico exige um esforço tremendo, principalmente quando os calos da opinião pública e os fantasmas do passado começam a apertar o sapato. Fugir da Marcha para Jesus talvez seja apenas o reconhecimento pragmático de que, para certos políticos, é melhor evitar o contato direto com a luz do dia — ou com a ira divina — quando o telhado é de vidro.
Seja por puro pragmatismo eleitoral ou por um súbito desejo de sumir do mapa, a debandada deixa uma lição: na passarela da fé instrumentalizada, até os mais fervorosos defensores da pauta "Deus, Pátria e Família" sabem a hora exata de pedir um Uber e voltar para o ar-condicionado.
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