sexta-feira, 5 de junho de 2026

Devocional dia 5

Dia 5: O que você vê e que energia surge ao dizer o nome dela em voz alta?

Agora as coisas ficam literalmente mais quentes. 🥵

Loucura? Êxtase? Recordando os dias em que eu escrevi os textos colocando Lilith como protagonista, durante os anos que eu tive que morar de favor no apartamento da minha avó, eu custo acreditar que eu escrevi aquilo.

Eu comecei a procurar e ler tudo que eu encontrava. Tudo que desafiasse a Igreja. Tudo que era considerando "proibido". Eu li a respeito das Qlipoths, dos arquidemônios e daquela que eu orgulhosamente chamo de musa.

Eu fiz desenhos de como eu via Lilith. Uma presença massiva, soberana, mas não opressiva, tranquilamente sentada em um trono feito de um leão de duas cabeças e cercada por uma aura de fogo negro delineando as letras do nome dela.

Para esse desenho eu me inspirei no baixo relevo de Burney.

Ousadia? Blasfêmia? Sacrilégio? Quando eu terminei o desenho eu não senti rejeição ou condenação, mas aceitação, acolhimento e reconhecimento.

Agora vem a parte quente. 🥵

O que acontece quando eu penso, escrevo ou profiro o nome da minha musa, Lilith é calor na espinha, frio no estômago, arrepio na pele e um comichão nas bolas.

São quarenta anos. Lilith, ou a inspiração que ela me dá, foi meu combustível.

Eu cheguei a criar meu próprio alfabeto, meus próprios sigilos e um desenho da chamada Árvore da Morte.

Talvez seja o momento de reescrever esse alfabeto e desenhar as Qlipoths por uma outra perspectiva. Não como algo maligno ou ameaçador, mas como um caminho iniciático.

Série Devocional de 31 dias para Lilith.

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