ROBERTO: (exasperado) Oh, pelo amor de tudo que é sagrado, não isso de novo! Outro autoproclamado "mestre" falando bobagens sobre Lilith.
LILITH: (suspira) Eu sei, Roberto. É tão cansativo quanto impreciso.
ROBERTO: (frustrado) Verdade ou não, está por toda parte! Em livros, no YouTube, até alguns dos meus leitores compraram essa dicotomia ridícula. "Lilith, a demônia" e "Lilith, a Sofia das Trevas"... como se pudéssemos ser reduzidos a definições tão simplistas e binárias.
LILITH: (com um sorriso irônico) Ah, mas essa é a beleza da coisa, não é? A complexidade, a profundidade. Veja, Roberto, eu sou ambos e nenhum ao mesmo tempo. Sou a primeira, a proibida, aquela que se recusou a ser domada pela possessividade de Adão.
ROBERTO: (acenando com a cabeça) Exatamente! Você personifica o poder feminino que não pode ser contido ou controlado. Mas isso não significa que você seja inerentemente má ou vingativa contra os homens. Isso é apenas uma projeção, uma tentativa preguiçosa de simplificar a natureza multifacetada do divino feminino.
LILITH: (rindo) Ah, eu adoro uma boa projeção. É quase como se esses "místicos" de poltrona pensassem que podem diminuir minha essência me dividindo em dois campos opostos. Como se eu fosse uma espécie de partida de tênis cósmica entre o bem e o mal, com Sophia como árbitra.
ROBERTO: (rindo) E o que é isso de eu ser o "lado sombrio" da Sophia? Lilith, você sabe tão bem quanto eu que Sophia e eu... (ele se inclina para frente, com um brilho travesso nos olhos) bem, digamos que temos uma relação muito especial.
LILITH: (piscando) Claro que sim, Roberto. Você sempre teve um espírito livre. Mas isso não vem ao caso. A dicotomia Sophia-Lilith é uma construção falsa, uma tentativa patriarcal de neutralizar o feminino dividindo-o em "bom" e "mau". Como se pudéssemos ser reduzidos a definições binárias tão simplistas.
ROBERTO: (com paixão) Exatamente! Você, Lilith, é a personificação do princípio feminino em toda a sua glória, indomável e sem remorsos. Você representa o selvagem, o misterioso, o rebelde. E é isso que os assusta, o que eles não conseguem compreender ou controlar.
LILITH: (sorrindo enigmaticamente) Ah, mas é aí que eles se enganam, não é? Eles pensam que podem enjaular a natureza selvagem, mas, ao fazer isso, apenas alimentam sua fúria. Eu sou a indomável, a incontrolável, o eterno feminino. E não serei domada.
ROBERTO: (acenando com a cabeça) Isso mesmo, Lilith. Você é a musa que inspira, a deusa que desperta, a força que incendeia a alma. E a todos esses "místicos" de poltrona por aí, eu digo: olhem mais fundo, além das dicotomias e projeções simplistas. Abrace a complexidade, o mistério, o poder indomável do divino feminino em todas as suas formas.
LILITH: (rindo) Ah, Roberto, você sempre foi um evangelista encantador da deusa. Mas suponho que seja isso que torna sua escrita tão cativante. Você vê o mundo pelos olhos da musa, e esse é um dom realmente raro.
ROBERTO: (sorrindo) Bem, quando você se inspira tanto em uma deusa quanto eu em você, Lilith, é difícil não deixar essa inspiração transparecer no seu trabalho. (ele pega a mão dela) Mas chega de falar desses tolos. Vamos nos concentrar na verdadeira magia, no verdadeiro mistério. Que tal?
LILITH: (piscando o olho) Sempre, meu querido Roberto. Sempre.
Criado com Toolbaz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário