O capitão deste navio é conhecido apenas como O Conde, um gato de pelagem escura e cicatrizes escondidas sob uma casaca de capitão impecável, financiado nas sombras por Sir Barnaby (que não aguentou o "medo" e resolveu agir) ou pelo próprio Don Flopito.
O navio de Fluffybutt, a Liberté, é subitamente interceptado. O "Conde" não dispara os canhões para afundar; ele dispara para imobilizar. Ele quer o que está no bolso de Fluffybutt: os segredos da diplomacia francesa e, talvez, a cabeça do próprio Primeiro-Ministro.
Lorde Fluffybutt III sobe ao convés, sentindo o cheiro de pólvora e o salitre no ar. Ele ajusta sua luneta e vê a figura imponente no convés adversário.
— Um corsário com nome de conde e modos de carrasco? — murmura Fluffybutt para si mesmo, enquanto suas empregadas de confiança e sua guarda pessoal sacam os sabres. — Parece que Sir Barnaby decidiu que o "respeito" era caro demais para o orçamento britânico.
O "Conde" grita do convés oposto, sua voz carregada de um sotaque de Londres refinado, mas perigoso:
— Lorde Fluffybutt! Dizem que o senhor é mestre em acordos. Eu proponho um: entregue o pergaminho e sua espada, e eu prometo que sua morte será tão elegante quanto sua casaca!
Fluffybutt dá um meio-sorriso. Ele sabe que, desta vez, as palavras podem não ser suficientes. Ele precisará de sua agilidade felina, de seu estoque de truques e, talvez, de uma traição interna no navio do Conde.
Enquanto os ganchos de abordagem são lançados, Fluffybutt sussurra para o seu contramestre:
A Isca de Pergaminho: Ele prepara um documento falso, repleto de informações que incriminariam Sir Barnaby diante do próprio Rei da Inglaterra, caso o Conde o entregue.
O Elixir de Confusão: Ele ordena que seus homens lancem frascos de uma mistura química volátil (cortesia de seus boticários) que cria uma névoa densa e perfumada, impossibilitando a visão dos invasores.
Duelo de Cavalheiros: Ele se prepara para enfrentar o "Conde" pessoalmente. Se o corsário quer vingança, Fluffybutt lhe dará uma aula de esgrima francesa.
O "Conde" esperava encontrar marinheiros franceses assustados e um diplomata refinado pronto para se render. O que ele encontrou, entretanto, foi o resultado das alianças silenciosas que Fluffybutt costurou na Argélia.
Seguindo as ordens do Lorde, seus homens lançam os frascos de perfumes concentrados trazidos de Argel. Ao quebrarem no convés, liberam uma névoa densa e entorpecente, com um aroma tão doce e avassalador que confunde os sentidos e a visão dos corsários britânicos.
Escondidos sob as lonas de carga, os beduínos que Fluffybutt trouxe como sua guarda pessoal de elite saltam para o combate. Armados com cimitarras curvas e pistolas de precisão, eles são sombras letais movendo-se na névoa perfumada.
Enquanto o caos se instala, Fluffybutt saca seu florete de aço azulado. Ele não busca a força bruta, mas o ponto de pressão exato para desarmar a arrogância do "Conde".
O "Conde" Monte Cristo tropeça no convés, tossindo em meio ao perfume argelino que queima seus pulmões. Ele vê seus marinheiros serem subjugados pela técnica feroz dos guerreiros de matriz africana que acompanham o lorde.
Lorde Fluffybutt caminha pela névoa com a elegância de quem caminha por um jardim em Versalhes. Ele para a poucos metros do capitão inimigo, a ponta de sua espada desenhando círculos invisíveis no ar.
— O senhor mencionou uma morte elegante, Conde? — pergunta Fluffybutt, a voz cortando o som da batalha como seda rasgando. — Eu prefiro oferecer-lhe uma lição de hospitalidade. Meus amigos do deserto são conhecidos por não serem tão compreensivos quanto eu com invasores britânicos.
Os beduínos não lutam apenas por ouro, mas pela lealdade a um homem que respeita sua fé e suas tradições, algo que eu defendo fervorosamente em meus escritos.
O "Conde" recupera a postura, rosnando enquanto puxa seu sabre pesado. O duelo de esgrima no convés está prestes a começar, mas com a vantagem tática agora firmemente nas patas de Fluffybutt.
A névoa de perfume argelino transformou o convés da Liberté em um cenário fantasmagórico. O aroma adocicado e denso flutuava entre os mastros, quebrando o foco dos marinheiros britânicos, mas servindo como o ambiente perfeito para as táticas de Lorde Fluffybutt III. No centro desse turbilhão aromático, o "Conde de Monte Cristo" recuperou o equilíbrio, rosnando enquanto limpava a ardência nos olhos e empunhava seu pesado sabre de abordagem inglês.
Fluffybutt, por sua vez, manteve a postura impecável que um verdadeiro mestre das artes ocultas e da escrita herética saberia sustentar. Com um movimento fluido, ele sacou seu florete de aço azulado de Toledo. Suas luvas brancas contrastavam com a lâmina escura, e a agilidade felina inerente ao Primeiro-Ministro entrou em ação.
O Conde avançou primeiro, desferindo um golpe vertical violento, projetado para partir o florete francês ao meio. Foi um ataque bruto, típico da marinha britânica.
Fluffybutt não usou a força para bloquear. Com um leve salto lateral, as patas movendo-se sem ruído sobre a madeira úmida do convés, ele evitou o sabre por milímetros. O aço do Conde atingiu o corrimão da nau, arrancando lascas de madeira.
— Muito ímpeto, meu caro Conde, mas pouca geometria — provocou Fluffybutt, a voz ecoando suave através da névoa.
Aproveitando a guarda aberta do adversário, Fluffybutt executou uma clássica manobra da esgrima francesa:
O Dégagé (Desengajamento): O Conde tentou recuperar a linha de ataque, mas Fluffybutt moveu a ponta de seu florete em um microcírculo sob a lâmina inimiga, enganando a parada do britânico.
O Feinte (Finta de Estocada): O lorde ameaçou um golpe direto no peito do corsário. O Conde, em pânico, jogou o sabre para o lado para se defender.
A Pata Oculta: Era exatamente o que o felino queria. Com a guarda do Conde completamente deslocada, Fluffybutt não estocou com a espada; em vez disso, usou sua agilidade superior para dar uma rasteira felina com a pata traseira, desestabilizando o peso do corsário no convés escorregadio.
O Conde cambaleou para trás, as botas deslizando no perfume derramado, enquanto o florete de Fluffybutt avançava como um raio, parando exatamente a um milímetro de sua garganta.
O silêncio caiu sobre aquela seção do convés, quebrado apenas pelo som dos beduínos terminando de subjugar o restante da tripulação britânica. O Conde congelou, sentindo o frio do aço azulado contra seus pelos do pescoço.
— O senhor luta como um náufrago faminto, Conde — disse Fluffybutt, recolhendo ligeiramente a lâmina, mas mantendo a tensão. — A esgrima é como a diplomacia: exige leveza, precisão e a capacidade de prever o próximo passo do oponente antes mesmo que ele pense em se mover.
O corsário inglês cuspiu no chão, os olhos cheios de um rancor profundo.
— Você venceu esta rodada, Fluffybutt. Mas Londres não vai esquecer isso. Sir Barnaby...
— Sir Barnaby vai negar que um dia ouviu seu nome — interrompeu o Primeiro-Ministro com um meio-sorriso cínico. — E o senhor se tornará apenas mais uma lenda urbana deste canal.
Fluffybutt fez um sinal para seus guardas argelinos. O Conde seria desarmado e trancado no porão. O canal agora estava limpo, as empregadas pessoais do lorde podiam retornar ao convés para cuidar de seu bem-estar, e a rota para Versalhes estava finalmente livre.
A porta da cabine inferior abriu-se num baque suave, e Sophia e Amélie — duas belíssimas coelhas de longas orelhas sedosas e aventais de renda impecáveis — jogaram-se nos braços de Lorde Fluffybutt III com um alívio que quase as fez perder a compostura.
— Milorde! Nosso herói! — exclamaram em coro, as vozes trêmulas misturando o susto da batalha com a mais pura devoção ao seu mestre felino.
Antes de qualquer outra coisa, as duas começaram a tatear o casaco de linho do Primeiro-Ministro com patas ágeis e preocupadas. Sophia inspecionou os ombros e o peito, enquanto Amélie examinava cuidadosamente as orelhas e os bigodes do lorde, certificando-se de que nem a névoa perfumada, nem o sabre bruto do Conde haviam deixado qualquer arranhão ou ferimento naquela pelagem aristocrática.
Constatando que Fluffybutt estava absolutamente intacto e vitorioso, as feições das coelhas mudaram instantaneamente de pânico para um flerte caloroso e acolhedor. Elas trocaram um olhar cúmplice e, ladeando o Primeiro-Ministro, começaram a conduzi-lo de volta para a luxuosa cabine master da fragata.
— O senhor trabalhou demais pela Coroa hoje, milorde — sussurrou Sophia, desabotoando delicadamente as pesadas condecorações de ouro do casaco dele.
— E agora que os prisioneiros estão bem trancados e os beduínos cuidam do convés... — completou Amélie, abrindo a porta dos aposentos privados — é hora do senhor receber uma generosa... "recompensa".
Lorde Fluffybutt III deu um ronrono baixo, profundo e inteiramente satisfeito. Ele guardou o florete azulado no suporte e permitiu-se ser guiado para longe do cheiro de pólvora.
Lá dentro, entre lençóis de seda, elixires revigorantes e o cuidado inestimável de suas fiéis subordinadas, o Primeiro-Ministro francês desfrutaria do verdadeiro bônus da diplomacia de alto risco. O Conde de Monte Cristo que mofasse no porão; a noite, afinal, pertencia ao felino mais poderoso da Europa.
Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

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