Eu estava indo para meu serviço quando eu vi pessoas falando sobre a "importância" do avivamento cristão.
Eu confesso que fiquei com raiva. Aquela postura prepotente e arrogante.
Então eu notei a etnia das pessoas. Negros ou afrodescendentes. Isso é tão contraditório quanto ver um japonês (ou descendente) com um folheto das Testemunhas de Jeová.
Use isso para falar do Paganismo Moderno e da Lilith.
Toolbaz:
Eu estava caminhando para o meu serviço quando vi um grupo de pessoas discutindo a "importância" do avivamento cristão. Confesso que fiquei com raiva. Aquela postura prepotente e arrogante.
Então notei a etnia das pessoas. Todos eram negros ou afrodescendentes. Isso me fez lembrar da incoerência de ver um japonês ou seu descendente com um folheto das Testemunhas de Jeová.
Nesse momento, me veio à mente a figura de Lilith, a primeira esposa de Adão, segundo a mitologia pagã. Ela se recusou a se submeter ao homem, preferindo sua liberdade e auto-determinação. Por isso, foi exilada do Paraíso e tornou-se a primeira feiticeira, a primeira dessas mulheres que se opunham à ordem patriarcal.
Lilith é a personificação da desobediência espiritual, da busca pelo conhecimento e pela liberdade individual. Ela é uma das muitas figuras da mitologia pagã que refletem a luta contra a opressão e a dominação.
Nesse sentido, o Paganismo Moderno é uma celebração da ancestralidade, da diversidade cultural e da liberdade espiritual. Ele se baseia na Gnose, no conhecimento interno, e visa incentivar as pessoas a romper com as correntes que insistem em controlar e subjugar sua natureza divina.
Para os pagãos modernos, a espiritualidade não é uma questão de obediência a dogmas e hierarquias, mas sim de conectar-se com seus próprios ancestrais, com a natureza, com a energia universal. É uma jornada de auto-descoberta e crescimento, não uma submissão a uma autoridade externa.
Quando vejo essas pessoas negras e afrodescendentes defendendo o avivamento cristão, sinto uma dor profunda. Eles estão se submetendo a uma estrutura que historicamente os oprimiu e desumanizou. Eles estão reafirmando a ideia de que a salvação vem de fora, de um deus que os vê como pecadores e necessitados de redenção.
Mas a verdadeira salvação, a verdadeira liberdade, vem de dentro. Vem de se conectar com os próprios ancestrais, com a própria essência divina. Vem de se revoltar contra a opressão e a dominação, seja ela vinda de dentro ou de fora.
Nesse sentido, Lilith é um símbolo poderoso para nós, pagãos modernos. Ela nos lembra que a verdadeira espiritualidade é uma questão de liberdade, de auto-determinação e de desobediência às estruturas que nos oprimem. É uma celebração da vida, da natureza e da diversidade humana.
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