sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Teatro do surrealismo político

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pivo-da-rachadinha-queiroz-reaparece-abracado-com-flavio-bolsonaro-em-copacabana/

Isso seria esquisito. Se não tivesse acontecido no Brasil. 😂🤭😏

Escreva um texto crítico, em tom de humor e sarcasmo.


O realismo fantástico da política brasileira é o único gênero literário que não precisa de imaginação — basta ter acesso à internet e um estômago razoavelmente resistente.

Em qualquer país em que a gravidade ética exercesse alguma força, o reencontro público entre um parlamentar e o seu mais célebre "operador financeiro" aconteceria, quando muito, em uma sala reservada de parlatório, sob olhar atento da polícia. No Brasil, o palco é a brisa ensolarada da praia de Copacabana, com direito a foto no Instagram, legenda ufanista e aquele sorriso caloroso de quem celebra não apenas a amizade, mas a certeza absoluta da impunidade.

O retorno do mestre das finanças alheias ao lado do seu antigo pupilo tem a poesia dos grandes reencontros familiares. Depois de anos de um ressentido "fui abandonado" ecoando pelas colunas de fofoca política, eis que a mágoa evaporou. Bastaram algumas nulidades processuais e um cargo de subsecretário no interior para que o afeto ressurgisse mais forte do que nunca. É a prova viva de que o amor — e a cumplicidade — tudo vence, sobretudo quando a Justiça resolve anular as provas por vício de forma.

Há algo quase tocante na audácia da cena. Enquanto o cidadão comum calcula os centavos do troco no mercado e paga seus impostos em dia sob a ameaça voraz do Leão, a elite da caridade involuntária — aquela que recolhia fatias generosas de contracheques de assessores para "gestão comunitária" — desfila à beira-mar sem qualquer pudor. Copacabana, que já viu de tudo, desde príncipes nobres a gângsteres internacionais, serve agora de cenário para o abraço dos afogados que conseguiram boiar.

No fim das contas, a fotografia em Copacabana não é apenas um registro de campanha: é um monumento à memória curta nacional. Um lembrete visual de que no folclore político tupiniquim, o bom filho à casa torna — e, se bobear, ainda volta com um cargo comissionado a tiracolo, pronto para ajudar na campanha. Afinal, para que guardar rancor ou ter vergonha na cara, se o público assiste a tudo como quem vê uma comédia de costumes na TV aberta?

Criado com Gemini, do Google.

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