A chuva trouxe um jovem tuareg, cuja presença irradiante fez mover a alma indiferente. O monge teve os olhos abertos, os ouvidos liberados, o nariz provocado, os poros enternecidos e a boca incentivada.
Aquele que antes negava ao seu corpo as satisfações das necessidades mais básicas, regalava-se com um simples beijo.
O belo espetáculo de corpos em ardor provocou uma sombra em mim e veio a tentação de sentir nojo nesta forma de expressão de amor.
Ora, digo eu à sombra, parece espontâneo, a quem nega o natural em busca do sobrenatural, desmerecer o contato carnal e desprezar a relação íntima com uma mulher.
Silencia tua revolta, sombra, pois é bem sabido que o amor filosófico sempre preferiu homens.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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