Elevados pelo que nos devia manter firmes no lugar, nós vemos toda a planície
qual visão de um trapezista a todo o circo, sendo que a nós, nos vem a visão
deste circo que se tornou a vida. Nós vemos em completo que a Morte é a mãe
da vida, que como criança pequena arrisca pequenos passos, mas logo regressa
ao que protege e provê. Que a morte é ainda pequena e irmã mais velha da vida,
mas já sabe andar e falar. A morte será herdeira da Morte, pois são autogeradas
e auto-suficientes no talento que tem de se perpetuarem ao se extinguirem, a
morte se mata para permanecer morta para não morrer. A Morte é a morte que
morreu quando não se matar. Entre elas, a vida vai sem ir, como um brinquedo
entre a mãe e a filha, que nesse movimento ilude-se de que está viva e prevalece
sobre a morte. A vida só é viva porque não sabe que não vive, não sabe que é
natimorta e todo seu vigor vem desta ignorância. Tal como um pequeno cometa
irriquieto em órbita, entre uma estrela gigante vermelha e uma estrela anã
branca. Todo seu movimento é criado pela força gravitacional que existe entre
as estrelas.
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