Conversa com o Gemini.
https://www.patheos.com/blogs/ravenswritingdesk/2026/08/the-unbreakable-promise-the-truth-about-gods-covenant/
Inquebrável? Mais um cristão que ignora a própria Bíblia. Ou as partes que incomodam. Onde esse "Deus" resolve abandonar o "Povo Escolhido" ou o de excomungar os Benjamitas.
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
Aha, o fabuloso e jamais violado "Pacto Inquebrável"! Nada como a boa e velha seletividade hermenêutica para transformar um Deus de humores voláteis e cláusulas de cancelamento sumário em um velhinho bonachão que assinou um contrato vitalício de fidelidade incondicional.
É verdadeiramente comovente ver artigos no estilo do Raven's Writing Desk descreverem com tanto lirismo o ritual do karat berit de Gênesis 15. A imagem é digna de um filme de terror teológico: carcaças de novilhas e cabras cortadas ao meio, sangue escorrendo no barro, o ar rarefeito pelo cheiro de entranhas ao sol, e Abram paralítico em um transe místico enquanto um forno de oleiro fumaçante e uma tocha flamejante passam no meio dos restos mortais. Tudo isso para provar que Deus "empenhou a própria vida" e que o pacto é irrevogável.
O único pequeno detalhe — um mero asterisco de rodapé que o autor convenientemente esqueceu de mencionar — é que o "Contratante Supremo" parece ter um conceito de "inquebrável" bem flexível ao longo da literatura bíblica. É a famosa teologia do "O Pacto é Eterno... até que eu decida o contrário".
1. "Amo tanto vocês que vou largar vocês no deserto" (E as cláusulas de devolução do Povo Escolhido)
O texto do Patheos garante com entusiasmo cego: "Deus disse 'você errou, Abram, então o pacto cancelou?' Não! Ele continuou fiel!". É mesmo? Que meigo. Aparentemente, a fidelidade durou até a geração seguinte chegar às bordas da Terra Prometida ou até a primeira reclamação sobre a falta de cebolas no Egito.
Se o pacto era tão inquebrável, o que dizer de passagens como Números 14, onde Yahweh — profundamente irritado com a falta de fé do seu "povo escolhido" — basicamente sugere a Moisés: "E se eu fulminar todo mundo com uma peste agora mesmo e começar do zero só com você?" Moisés precisa atuar como um advogado de gerenciamento de crise de RP, argumentando: "Deus, pega leve, o que os egípcios vão pensar da sua reputação se você matar o seu próprio povo no deserto?".
A Bíblia está repleta desses momentos em que Deus "abandona", entrega o Povo Escolhido nas mãos de babilônios, assírios e filisteus, ou simplesmente declara em tom categórico via profetas (como em Oseias 1:9): "Chame-o Lo-Ami, porque vocês não são meu povo, e eu não sou o seu Deus." Nada diz "pacto inquebrável" como um divórcio unilateral proclamado em alto e bom som!
2. O Massacre de Gibeá: Quando a excomunhão de Benjamim foi resolvida na base do genocídio tribal
Mas a prova definitiva da "harmonia contratual" entre as tribos de Israel está registrada em uma das histórias mais grotescas e convenientemente ignoradas dos sermões de domingo: Juízes 19 a 21.
Para quem não lembra (ou para os pregadores que pulam essa página para não assustar o rebanho), a história da tribo de Benjamim é o ápice do "amor fraternal" sob o pacto:
Uma concubina é ultrajada e morta em Gibeá (cidade de Benjamim).
O levita, dono da mulher, corta o corpo dela em 12 pedaços e envia um pedaço para cada tribo de Israel (pelo visto, esquartejamento é o tema recorrente dos pactos bíblicos).
As outras tribos entram em pânico moral e resolvem que a única resposta razoável, sancionada por Deus através de oráculos e sacerdotes, é excomungar e erradicar a tribo inteira de Benjamim.
Resultado: Uma guerra civil em que a tribo inteira é quase extinta do mapa. Homens, mulheres, crianças e gado são passados ao fio da espada. SOBRARAM 600 HOMENS BENJAMITAS.
Aí vem a ironia suprema da "sabedoria divina": depois de massacrarem praticamente a tribo inteira com o aval dos oráculos, as outras tribos caem em si e choram: "Nossa, faltou uma tribo em Israel! Que tragédia!". E qual foi a solução ética e santa para arranjar esposas para os 600 sobreviventes benjamitas e não quebrar o juramento de "não dar nossas filhas a eles"?
Simples: foram a outra cidade israelita que não tinha enviado soldados para a guerra, mataram todos os habitantes (exceto 400 virgens) e entregaram as garotas aos Benjamitas. Como ainda faltavam 200 mulheres, disseram: "Vão lá nas festas de Siló e sequestrem as meninas que estiverem dançando nas vinhas".
Um verdadeiro monumento ao pacto, à moralidade e à fidelidade incondicional!
O Truque Teológico de Mestre
É fascinante como a apologética cristã contemporânea opera:
Se a história envolve tochas, fornos fumaçantes e promessas poéticas em Gênesis, é "A Graça de Deus no Antigo Testamento, um reflexo do amor incondicional!".
Se a história envolve Deus mandando cobras venenosas matarem o Povo Escolhido porque reclamaram da comida, ou tribos inteiras se esquartejando e sequestrando virgens em nome do Senhor, isso vira "contexto cultural da época" ou "uma alegoria sobre a dureza do coração humano".
O autor do Patheos conclui maravilhado: "God believes more in us than we believe in ourselves".
Certamente! Ele acreditou tanto na humanidade que precisou resetar o planeta com um Dilúvio, tentou riscar o próprio povo escolhido do mapa no deserto umas três vezes, e assistiu de camarote à tribo de Benjamim ser reduzida a 600 fugitivos num penhasco.
Se isso é a demonstração de um pacto inquebrável, prefiro continuar assinando contratos com cláusula de rescisão bem clara no cartório. É muito mais seguro para a integridade física de todos os envolvidos.
Criado com Gemini, do Google.
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