O horizonte é extenso, portanto, distante, indiferente e impessoal. A opressão provoca a saudade que traz a tentação de odiar as coisas.
O cheiro bom dos cabelos da taverneira impede meu desalinho. Eis que compreendo porque o meio do caminho da Sabedoria possui uma taverna simples, rústica e envelhecida.
Depois que se mergulha nesse ambiente sombrio, as cores ganham mais brilho e a crueldade do mundo se torna carinho.
Muitos se enganam, ao idealizar a meta e sendo confundidos pelo horizonte, acreditam que só pode haver um caminho.
Muitos são os caminhos, que se entrecruzam, entrelaçam, confundem, convergem, divergem. Alguns vão por bosques, outros por areias; uns vão pelo sol, demais vão pela sombra.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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