sábado, 15 de agosto de 2026

Primeira Sala: A Cópula

Aqui a promiscuidade é uma criança ingênua, daqui é gerado todo o espírito da
sacanagem, bem porque a morte é a maior realização sexual, todo ponto de
penetração corresponde a uma decomposição, todo fruto deste ventre é seu pai.
O mais perfeito incesto e estupro, matricídio e filicídio. Toda carne e sangue,
quando existente, em sua função, esta não é outra que não a contemplação do
prazer de tornar carne e sangue uma perpetuação do prazer. Aqui o prazer é
carne e o gozo é sangue, o que era resultado, é a causa; o que era a causa, um
resultado surrealista, a vida é uma conseqüência desta orgia da morte. Todo o
amante da senhoria, é uma oferenda em imolação, trucidando-se para os
pedaços tornarem-se o esperma que vai purificar o ventre e enraizará como feto,
um incrível feto natimorto que irá parir-se, como um esporo que vive do seu
fungo como parasita. Mais ainda com a ajuda de Belchanan, a expulsar do ninho
os pequenos e gorando os ovos frescos, num fratricídio e genocídio que só
multiplica a prole.
Adquirindo a película protetora, como um vírus infecto pronto a aumentar as
chagas, nós saímos do colo, arrastando conosco uma trilha de hemorragia,
deixando a lembrança na forma de uma gangrena. Com nossas presas e
mandíbulas, forçamos nossa passagem, uma nova sevicia para deliciar nossa
senhoria, que aperta em nossa volta seu doce ânus, um longo túnel pulsante, por
onde evadiremos, provocando nossa defecação.

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