terça-feira, 25 de agosto de 2026

Quinhentos, 241 - 245



No fim da tarde, a partida das mulheres doeu em meu peito. O crepúsculo trouxe a tentação de tomar posse exclusiva do que foi dado gratuitamente.



O sol parte, levando consigo meu orgulho e minha saudade. Vem a lua para me lembrar que tudo é passageiro, como os amores, do contrário fenece a vida.



Muitos caminhos, muitas paradas, muitas ravinas. Na manha, eu deparei com um monge plácidamente sentado entre dois rios, sem que de nenhum se servisse para saciar a sede.



Esta pobre alma estava tão apaixonada por sua contemplação que não ouvia o clamor do seu corpo por água, nem o chamado amoroso desta.



O amor transbordava, fazendo a água evaporar e cair com a chuva, mas a boca subjugada permanecia fria e insensível.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

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