Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/camara-comissao-pec-reducao-maioridade-penal-16-anos/
Nós sabemos que esse rigor tem alvo certo. Pessoas da periferia, pobres, pardos e negros.
Quer apostar quanto que os ilustres deputados vão procurar por exceções quando for com sua progênie? 😤
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
A Lei do Tênis de R$ 1200 vs. O Habeas Corpus de Herança
A Câmara dos Deputados volta a se debruçar sobre uma das suas obsessões preferidas: a redução da maioridade penal para os 16 anos. Afinal, no país em que a desigualdade social é tratada como detalhe estético, nada como punir com rigor cirúrgico e precisão geográfica.
Sabemos exatamente como a engenharia dessa “justiça” funciona na prática. Quando o jovem de 16 anos é morador da periferia, pardo ou negro, ele deixa de ser “um adolescente em desenvolvimento” para virar um “elemento de alta periculosidade” em questão de segundos. Para esse perfil, a régua é implacável: julgamento em ritmo de pastelaria, manchete no programa policial da tarde e vaga garantida na superlotada faculdade do crime.
Por outro lado, o espetáculo ganha contornos de alta dramaturgia quando o jovem de 16 anos atende pela alcunha de “filho do excelentíssimo”. Nesses casos raros — e absolutamente hipotéticos, claro —, o rigor penal subitamente descobre a complexidade da psicologia humana. O ato transgressor deixa de ser crime para virar “um mero desvio de conduta típico da juventude”, “um pedido de socorro emocional” ou, quem sabe, “uma reação adversa ao excesso de Ritalina”.
Se um jovem de condomínio fechado for pego aprontando, a bancada da “mão dura” rapidamente se transforma em um comitê de acolhimento. O advogado de R$ 5 mil a hora tira do bolso um compêndio de exceções jurídicas, pareceres psiquiátricos e teses sobre “imaturidade neurológica tardia”. Descobre-se, num piscar de olhos, que a prisão destruiria o promissor futuro de um garoto que "só precisava de orientação familiar e de um intercâmbio na Europa para se reencontrar".
A lógica é simples e cristalina: a lei de ferro da tolerância zero foi feita para ser aplicada com todo o entusiasmo sobre quem veste chinelo e anda a pé. Para quem anda de SUV blindada e tem sobrenome com trânsito livre nos gabinetes de Brasília, a legislação sempre reserva a suavidade de um abraço paternal.
Criado com Gemini, do Google.
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